21a Parte do Curso Bnei Noach

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Parte 21 do Mini Curso Virtual Gratuito de Introdução ao Tema de Bnei Noach

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19a Parte do Curso Bnei Noach

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Parte 19 do Mini Curso Virtual Gratuito de Introdução ao Tema de Bnei Noach

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Shabat, festas judaicas e os Bnei Noach

 

O Shabát e as festividades judaicas não devem ser observados pelos Bnei Noach (noaítas). Por que?

Diz a Torá em Bereshít/Gênesis 8:22: “Dia e noite eles não descansarão”. Daqui aprendem os sábios no Talmúd (Sanhedrín 58b) que um “gentio que descansa, é passível de pena de morte”.

O conceito de “descanso” aqui se refere a tomar um dia da semana como dia de descanso religioso, quer dizer, em nome de D’us, mesmo que não o sétimo dia da semana. O conceito de “morte” aqui se refere à morte celestial, não à morte por uma corte terrestre.

Esta idéia está mencionada na lei judaica (halachá) em Rambám (Rabi Maimônides), Leis dos Reis, cap. 10, lei 9. Isto significa que os gentios tem proibida a observância do Shabát [incluindo honrá-lo, já que não se honra um ritual]. Isto não quer dizer que eles não podem descansar no sentido literal da palavra, e sim que esse descanso não pode ser em honra ao fato de que D’us criou o universo em seis dias e no sétimo dia descansou.

Por sua vez, em Shemót/Êxodo 31:12-17 a Torá diz claramente que o sétimo dia judaico é um dia para a festividade exclusiva para o povo judeu.

 

“12. D’US disse a Moshé

13. para falar aos israelitas e lhes dizer: Devem todavia cumprir os MEUS shabatót. É um sinal entre EU e vocês por todas as gerações, para fazer com que [os povos] compreendam que EU, D’US, os estou fazendo santos.

14. (Por conseguinte,) cumpram o Shabát como algo sagrado para vocês. Todo aquele que fizer trabalho (durante a festa do Shabát) será cortado espiritualmente de seu povo, e por conseguinte, todo aquele que o viole será condenado à morte.

15. Façam o seu trabalho durante os seis dias da semana, mas façam no sétimo dia [a festa do] Shabát de Shabatót, [uma festa] sagrada para D’US. Quem fizer qualquer trabalho no sétimo dia será condenado à morte.

16. Os israelitas, deste modo, farão o Shabát, e o dia de fazê-lo será um dia de repouso por todas as gerações, como pacto eterno.

17. É um sinal entre EU e os israelitas de que durante os seis dias da semana D’US fez o céu e a terra, mas no sétimo dia deixou de trabalhar e retirou-SE para o espiritual.”

 

Rabi Ráshi, um dos principais comentaristas da Torá, explica sobre o versículo 13 acima que a idéia de “um sinal” é que é uma mostra da grandeza do povo judeu que D’us lhes legou o Shabát. Logo ele explica que fazer com que compreendam se refere a que todas as nações do mundo saibam queEU, D’US, os estou fazendo santos”, ou seja, que D’us santifica o povo judeu com o Shabát.

Assim também todas as festividades mencionadas na Torá são sinais do vínculo entre o povo judeu e Hashém e se aplica à mesma lei [explicada por Rabi Maimônides,] de modo que os gentios não devem observar essas festas.

As exceções a esta regra são as festas do Rósh Hashaná, quando comemoramos a criação da humanidade — de todos os seres humanos —, e Ióm Kipúr, o dia da expiação.

O Talmúd (Rosh Hashaná 16a) explica que Rósh Hashaná é o dia do Julgamento Divino para todos os seres humanos e Ióm Kipúr, o dia da expiação, é o dia em que é selado esse julgamento. Daqui surge que estas duas festas têm relação com os gentios também.

No entanto, essa relação não é com os preceitos específicos de cada uma destas festas, como escutar o som do Shofár [e quanto mais tocá-lo] no Rosh Hashaná e jejuar no Ióm Kipúr, mas com o conteúdo conceitual da festa: Rosh Hashaná como o dia do julgamento e da aceitação de Hashém como REI sobre toda a criação e Ióm Kipúr como o dia da expiação das transgressões e do perdão divino.

A forma adequada que um gentio pode passar estes dias é recitando salmos. Todos os salmos. Em Ióm Kipúr pode-se adicionar, em algum momento do dia, uma confissão dos pecados do ano anterior, e inclusive de anos anteriores. Mas não como uma obrigação.

Rabino Tuvia Serber (Chabad)

 

© Rabi Tuvia Serber
© Projeto Noaismo Info: traduzido do espanhol por © Projeto Noaísmo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Bnei Noach e o Yom Kipur e Sucot

Perguntas & Respostas

 

Bnei Noach e Yom Kipur e Sucot

Por Rabi Asher Cacua

 

Pergunta:

Qual é o nosso papel, como noaítas (bnei Nôach), nas festividades de Ióm Kipúr e Sucót?

 

Resposta:

Graças a Hashém se aproxima o dia da festividade de Yóm Kipúr. Nos encontramos agora nos dias intermediários entre Rosh Hashaná e Ióm Kipúr. Sabemos que em Rosh Hashaná são julgadas todas as pessoas neste mundo, judeus e não-judeus, e que Hashém decreta neste dia as coisas que hão de acontecer no novo ano, como por exemplo, quem vai morrer e quem vai viver, as guerras que virão ou não, quem adoecerá e quem não, é decretado cada real que vamos receber no novo ano etc. Isto pode parecer “predestinação” mas não o é, já que muitas coisas podem ser mudadas se fazemos teshuvá, e este é precisamente o objetivo destes dias antes de Ióm Kipúr e do próprio Yom Kipúr, pois no Ióm Kipúr tudo será selado.

 

A diferença entre os povos das nações e o povo judeu é que O CRIADOR nos deu — a nós judeus — mandamentos específicos, ou seja, ELE deu mandamentos concernentes ao povo judeu, como jejuar em Yom Kipur, somado a todas as demais Halachót como não banhar-se neste dia, não calçar sapatos de coro etc, apenas para mencionar algumas. Mas os bnei Noach (Noaítas) não estão propícios a fazerem estas coisas neste dia nem sequer de maneira voluntária, enquanto que, por outro lado, podem (sim) fazer outras coisas como abençoar os alimentos, recitar algumas rezas etc. Fazer estas coisas seria cometer chidúsh dat, ou em outras palavras, inventar uma religião ou repudiar sua identidade noaítica.

 

Por outro lado dizer que vocês não podem nem sequer fazer uma introspecção e analisar seus atos, seus erros, estabelecer metas para si mesmos para melhorarem etc, seria equivocado, quer dizer, é um bom conselho que o noaíta procure nestes dias analisar o seu rumo, como melhorar, aprofundar e fortalecer a sua Emuná (fé), bitachón (confiança em D’us) e compreensão da unicidade de Hashém.

 

Quanto à Sucót, o mesmo que foi dito acima até agora se aplica aqui, não há que se construir sucá nem fazer nada das coisas (referentes a Sucót).

 

Rabino Asher Cacua.

© Rabi Asher Cacua
© Projeto Noaismo Info: traduzido do espanhol por © Projeto Noaísmo Info

 

Para um melhor entendimento sobre a questão de um gentio não se alimentar no dia do Yom Kipur, veja a explicação do nosso Rav, do Rabino do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, de Israel, autor de mais de 40 livros:

Existe um dia de jejum para os Bnei Noach?

E para ver a mensagem exclusiva de Ióm Kipúr do nosso querido Rav, o Rav Shimshon Bisker, para a Comunidade Bnei Noach Brasil:

Curso Bnei Noach parte 21: ESPECIAL DE YOM KIPUR

 

E para quem quiser também entender melhor como funciona o procedimento das festividades judaicas, adquira os livros digitais do Rav Shimshon Bisker em nossa livraria, a Livraria virtual Projeto Noaismo Info:

Curso Bnei Noach parte 30 – ESPECIAL: LIVRARIA virtual Projeto Noaismo Info

 

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Existe um dia de jejum para os Bnei Noach?

Perguntas & Respostas

Bnei Noach e dia de jejum

ATUALIZADO

 

Pergunta:
Podem os Bnei Noach (filhos de Noá/noaítas) observarem um dia ou os dias judaico(s) de jejum?

 

Resposta:
Em relação ao tema dos jejuns:

[6] dias de jejum foram decretados para o Povo de Israel por motivo da influência existente nessas datas.
O único jejum citado na Torá é o de Yom Kipur, dia que possui uma influência do perdão e expiação. Esse é um dos motivos que a Torá exige o jejum. 
Os outros jejuns foram decretados pelos sábios da Torá principalmente pela grande influência de justiça que recai nessas datas sendo, então, datas propícias para inicar ou recair duros decretos sobre o Povo de Israel (principalmente) e sobre todo o mundo. Contudo, exceto as sete Leis universais (as Leis de Noah) e as suas ramificações, as demais Leis da Torá e rabínicas não comprometem os demais povos. Aquele que deseja se relacionar com essa influência é, de fato, aconselhado. Isso pode ser feito através de conversas com O CRIADOR, súplicas e pedidos; é aconselhado fazer uma reflexão sobre o tema e retificação dos erros; pensar e ver na prática como ser uma pessoa um pouco melhor do que era até então. Assim, a pessoa cresce e usufrui da influência dessas datas.
 
Para Yom Kipur, por mais que possa tocar em um certo nível de polêmica — tenho receio de gerar um sentimento de confusão nas pessoas. Mais ainda, gerar um sentimento de cobrança sobre algo que não é obrigado a fazer (gerar uma auto-cobrança desnecessária) — acho que se deve dar este mérito aos bnei Noach: quando, no Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações, se fala da janta (festiva) de Yom Kipur, para o Ben Noach que deseja muito jejuar em Yom Kipur mesmo não estando obrigado (pois deseja a influência do jejum no dia do perdão), pode fazê-lo de forma discreta.
[Na verdade, há] questões e oportunidades que sim podem trazer um grande benefício sem submeter-se a identidade de um judeu — já que um ben Noach não deve querer parecer e agir como judeu; e existe uma pressão errônea sobre esse tema. Essa é a verdade. —, como, por exemplo, para aquele que sente que cometeu pecados graves ou por um longo tempo até conhecer as Leis de Noach e está angustiado e deseja o perdão, portanto, ele pode ter o mérito de fazê-lo. Contudo, ele pode também se retificar com o arrependimento e confissão a Hashem, sem necessitar o jejum.
Se também deseja jejuar, não é proibido[*], porém, deve saber que todos os detalhes da halachá [lei judaica] não comprometem os bnei-Noah, então, o que fizer deve sentir que já é lucro e não sentir culpa por isso, por exemplo, se jejua até o meio-dia ou por algumas horas; ou se evita comer doces e comidas deliciosas etc., tudo isso é considerado por Hashem como algo grandioso. Outra dica para os bnei-Noah que desejam de toda forma jejuar é iniciar o jejum e seguir até sentir que jejuou um tempo suficiente e significativo de acordo com a sua situação e força.
Tudo de bom!
 
 
* Nota do Projeto Noaísmo Info revisada e aprovada pelo Rav Shimshon Bisker:
O dia do Yom Kipur é uma extensão do Rosh Hashaná sendo, portanto, universal, e não exclusivamente judaico.
Jejuar é uma questão universal assim como o é orar.
Pecar e arrepender-se também é uma questão universal.
Então, o que aconteceria se o gentio sentisse um profundo pesar (por causa dessa situação: o seus pecados e a questão de se Hashem o perdoará neste dia) e isso chegasse até ao ponto de lhe tirar a vontade de comer, ele comeria à força, só porque nós Bnei Noach não jejuamos no Yom Kipur? Não.
Mas, e se a pessoa sente a fome, mas opta por não comer, isso em si é uma transgressão? Também não.
 
 
© Rav Shimshon Bisker
© Projeto Noaismo Info
 
Para um melhor entendimento do que são os dias de jejuns judaicos, adquira o livro digital JEJUNS E DIAS DE LUTO do Rav Shimshon Bisker, de Israel, autor de mais de 40 livros, e o Rabino Orientador do Projeto Noaísmo Info, na nossa livraria, a Livraria virtual Projeto Noaismo Info.  📚

Curso Bnei Noach parte 30 – ESPECIAL: LIVRARIA virtual Projeto Noaismo Info

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