Pode-se vender a alma ao diabo?

(Atenção:
Nas palavras transliteradas, o “ch” tem som de “RR”. Exemplos: Chabád; Chaguigá; Tanách; Sichót, etc.

Nas palavras transliteradas, o “sh” tem som de “CH”. Exemplos: Moshé; Yeshayáhu; Hashém; Shemót, etc.)

 

Pode-se vender a alma ao diabo?

 

Por Rabi Baruch S. Davidson (Chabad)

 

Pergunta:
Os judeus e os noaítas acreditam que uma pessoa pode vender a alma dela ao diabo?

 

Resposta:
A idéia de “uma pessoa vender a alma dela ao diabo” — isto é, tornar-se escrava do diabo em troca do provimento de favores — não existe na Torá. Obras éticas judaicas descrevem casos em que alguém pode ser “possuído” (dominado) de alguma forma pelos impulsos do mal. Mas mesmo esse estado é sempre reversível.

Antes de abordar isto, aqui está um pouco sobre a natureza de Satán no pensamento judaico/noaítico:

Satán é um verbo hebraico que significa “provocar” ou “opor-se” e é usado várias vezes na Bíblia (Tanách) como um verbo. O primeiro exemplo está na história de Bilám (Balaão), quando Bilám decide assumir a missão de amaldiçoar o povo judeu:

“A ira de D’us SE acendeu porque ele se ia; e pôs-se um anjo de Hashém no caminho para opor-se a ele (tradução de ‘lesatán lo’), e ele viajava na sua jumenta, e seus dois servos estavam com ele.” (Bamidbár/Números 22:22)

Em outros casos, a palavra aparece como um substantivo, “um provocador”. Geralmente, o título aparece com o artigo definido — “o satán” — o que significa que não é um nome próprio, apenas uma descrição do trabalho. Por exemplo, no livro de Jó, o satán aparece como um promotor diante de D’us:

“Certo dia, os anjos vieram se apresentar perante Hashém, e com eles veio também o satán.

E disse Hashém para o satán: ‘De onde vens?’ E o satán respondeu para Hashém: ‘De ir e vir e de caminhar de um lado para o outro por toda a terra.’

E Hashém perguntou para o satán: ‘Viste o Meu servo Iyóv, que não há ninguém igual a ele na terra por ser íntegro, justo, temente a MIM e distanciado de todo o mal?’

Ao que o satán contestou Hashém, e disse: ‘Temerá Iyóv a Hashém, sem motivo? Não o envolveste com uma cerca protetora, sua casa e tudo o que lhe pertence? Abençoaste o trabalho de suas mãos e (por isto) cresceram seus bens sobre toda a terra. Mas se estenderes TUA mão contra tudo que ele possui, verás como TE amaldiçoará frente a frente!’

E respondeu Hashém para o satán: ‘Concedo-te poder para destruir tudo que ele tem; somente a ele, pessoalmente, não deves tocar!’ E o satán retirou-se da presença de Hashém.” (Iyóv/Jó 1:6-12)

Desta passagem, vemos que D’us criou um anjo para desempenhar o papel de provocador; que ele é um mensageiro de, e subordinado a, D’us. Ele não é um anjo caído nem foi enviado para o inferno, onde começou a lutar contra D’us; ele foi criado para ser Satán. Tampouco Satán passa seus dias alimentando as chamas do inferno com seu tridente. É uma presença na terra com uma missão: provocar as pessoas a desobedecerem a vontade de D’us.

De fato, a noção [pagã] dualista de uma poderosa figura anti-D’us que luta com D’us pelo destino da raça humana é incompatível com a crença judaica/noaítica. Não existe poder do mal independente de D’us; do contrário, isto implicaria uma falta de controle e poder abrangentes de D’us. Para citar o livro de Isaías:

“… para que todos, do leste e do oeste, soubessem que nada há além de MIM. EU, somente, sou Hashém (O D’us), não há mais nada. Sou EU QUEM forma a luz e cria a escuridão; EU faço a paz e Sou EU QUEM cria o mal; EU sou Hashém que tudo faz.” (Yeshayáhu/Isaías 45:6-7)

Obviamente, então, o satán não é uma força autônoma que se opõe a D’us e recruta pessoas para sua milícia. Em vez disso, o satán é uma entidade espiritual que é completamente fiel ao seu criador. Por exemplo, em relação à história bíblica da tentativa particularmente agressiva do satán de seduzir Iyóv a blasfemar, o rav Leví declara no Talmúd (Bavá Batrá 16a):

“O Satán agiu por causa de D’us. Quando ele viu como D’us estava inclinado a favor de (i.e., tão focado em) Iyóv, ele disse: ‘O Céu não permita que D’us esqueça o amor de Avrahám (o antepassado do povo judeu).'”

O Zôhar (vol. 2, página 163a) compara o satán a uma prostituta que é contratada por um rei para tentar seduzir seu filho, porque o rei quer testar a moralidade e a dignidade de seu filho. Tanto o rei como a prostituta (que é dedicada ao rei) realmente querem que o filho permaneça firme e rejeite os avanços da prostituta. Da mesma forma, o satán é apenas mais um dos muitos mensageiros espirituais (anjos) que D’us envia para realizar SEU propósito na criação do homem (veja também os capítulos 9 e 29 do Tania).

Esta não é a descrição completa do trabalho do satán. O Talmúd (Bavá Batrá, ibidem) resume dizendo que o satán, a má inclinação (“iêtser hará”) e o Anjo da Morte são uma e a mesma personalidade. Ele desce do céu e induz ao erro, depois ascende e apresenta acusações contra a humanidade, e então cumpre o veredito.

No entanto, a passagem acima mencionada no Zôhar conclui que se uma pessoa sucumbe à insistência da má inclinação, ela “dá energia para o outro lado”. Isto significa que um ato de desafio à vontade de D’us concede àquelas forças que ocultam a presença de D’us — pela Vontade DELE — força adicional para ocultar D’us ainda mais de nós. Isto se apresenta como desafios internos e externos ainda maiores para a pessoa experimentar e se identificar com as verdades de D’us e SUA Torá.

Um exemplo extremo disto seria o Faraó, que escravizou o povo judeu no Egito. Apesar de D’us ter pedido a Moshé que mandasse o Faraó libertar os israelitas, ELE declarou: “EU fiz seu coração e o coração de seus servos endurecer” (Shemót/Êxodo 10:1) a fim de finalmente punir os egípcios com as dez pragas. Como consequência de sua opressão anterior e abuso da nação judaica, sua capacidade de abandonar seus maus caminhos foi dificultada ainda mais até o ponto em que parecia que ele havia perdido a liberdade de escolha, e sua visão de arrependimento e capacidade de senti-lo ficaram completamente prejudicadas (Maimônides, Leis do Arrependimento 6:2).

Em última análise, não há nada que possa impedir alguém que realmente se esforça para retornar (Talmúd Yerushalmí, Peá 1:1). Portanto, mesmo o Faraó ainda tinha a capacidade de superar este bloqueio e finalmente arrepender-se (baseado em Likutêi Sichót vol. 6, páginas 65-66. Veja também Maharshá sobre Chaguigá 15a). Assim, mesmo quando uma pessoa parece estar completamente dominada pelo satán – como retribuição divina por seus erros anteriores, não pela escolha de negociação com o diabo – ela nunca está vendida, e pode superar seu instinto e impulso de agir satanicamente. Estar completamente vendido sem esperança de redenção seria contraproducente ao propósito de D’us e seria inconcebível.

Independentemente de onde você tenha caído, você nunca está vendido a estas forças impuras, e sua alma pode lutar livremente e voltar a se comprometer a servir D’us com sinceridade e paixão. O machado do arrependimento sincero pode derrubar qualquer parede, seja preexistente ou criado por suas ações, abrindo o caminho para que você volte para casa, para o seu verdadeiro eu.

 

Veja também

E ouça o áudio em

Existe diabo no Judaísmo? O que é o satan do Tanach?

 

Por Rabi Baruch S. Davidson (Chabad)
© Chabad.org

Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Nova página do site do Projeto Noaismo Info

 

No mês de aniversário do Projeto Noaísmo Info, uma nova página, graças a D’us.

Confira:

https://a-fe-original–noaismo.info/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Os nomes de Moisés / Batiá

Os nomes de Moisés / Quem é Batiá?

 

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”.
Exemplos: “Hashém”, “Moshé”, etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”.
Exemplos: “Chavér”, etc.

 

Por Projeto Noaismo Info

 

“E um homem da casa de Leví ( Amrám, filho de Kehat, filho de Leví Amrám é neto de Leví e bisneto de Yaacóv ) foi e se casou (novamente com a sua ex-esposa, Yochéved,) filha de Leví ( irmã de Kehat, neta de Yaacóv, e tia de seu marido Amrám ). (Eles se divorciaram porque não quiseram ter mais filhos já tinham dois, Miriám e Aharón devido o decreto do Paróh (Faraó).) E engravidou a mulher e deu à luz um filho; e vendo que ele era bom (i.e., especial), escondeu-o por 3 meses.”

Yochéved/Joquebede trouxe o menino para a Princesa Batiá, “a filha do Paróh (Faraó)”, e Batiá “chamou seu nome Moshé (Moisés), e disse: porque das águas (do Suf Ieór (Rio Nilo)) o tirei.”

Shemót/Êxodo 1:22-2:10

 

Por que a Torá não menciona qual nome os pais de Moshé deram para ele? Será que eles não lhe deram nome? E por que a Torá menciona que a filha do Faraó o chamou Moshé?

 

Apesar da Torá (escrita) carecer destas informações, a tradição judaica nos fornece as respostas.

 

De acordo com a tradição judaica, quando Yochéved levou o menino — o seu próprio filho — para a filha do Faraó, a Princesa egípcia Batiá, a própria Princesa perguntou para Yochéved: “Como vocês chamam-no?” Portanto, o menino tinha um nome, sim. Interessante e curioso é o fato de que, segundo a tradição judaica, o menino não apenas tinha um nome, mas tinha vários nomes (entre outros que ele ganhou no decorrer da vida).

 

Os (outros) 12 nomes de Moshé

 

▪Chavér (חבר) (ou, Chever).
Significa “Amigo; Companheiro”, ou ainda “Conector”.
Seu pai, Amrám, lhe deu esse nome (pois Amrám e Yochéved haviam se desconectado — divorciado — para evitarem ter mais filhos, além dos que já tinham, por causa do decreto infanticida do Paróh. Por fim, deixaram o temor pelo decreto de lado e casaram-se novamente — voltaram a estar conectados — e tiverem “Moshé”).
“Conector” ainda alude a Moshé conectar o povo judeu com SEU “PAI CELESTIAL” ou a ele impedir (העביר, fonéticamente semelhante a חבר) a retribuição celestial pelos pecados deles.

▪Avigdor (אבי גדור) (ou, Aviguedor).
Significa “Mestre da Cerca”.
Segundo o Me’am Loez, o avô de Moshé, Kehat, lhe deu esse nome porque “desde o nascimento de Moshé, D’us (como que) colocou uma cerca em torno do faraó impedindo-o de continuar com seu decreto de afogamento dos meninos judeus*”.

* Segundo o Rashí, a Torá não específica que o decreto era para os meninos judeus, o que significa que era um decreto geral, válido tanto para os meninos judeus quanto para os meninos egípcios (Shemót/Êxodo 1:22).

 

▪Avi-Socho (אבי סוכו).
Significa “Pai dos Videntes”.
Seu avô, Kehat, lhe deu esse nome (ou talvez (quem lhe deu esse nome) foi a babá que ajudou a mãe de Moshé a criá-lo) porque Moshé se tornaria o “pai” ou “mestre” (avi) de todos os videntes (sochim) e profetas.

▪Yekutiel (יקותיאל) (ou, Jekutiel, Iecutiel).
Da raiz cavê (קוה), “esperança”.
Significa “D’us Reúne” ou também “Fé em D’us (Espera por D’us; Confia em D’us)”.
Sua mãe, Yochéved, lhe deu esse nome porque tinha esperança e confiava que (mesmo com o evento do Rio Nilo, por fim,) D’us os reuniria. Moshé também induziu os judeus a depositarem sua “fé em D’us”.

▪Yéred (ירד).
Significa “Descenso; Descida”.
Sua irmã, Miriám, lhe deu esse nome porque, por causa dele, ela teve de descer (yarad) até o Nilo para ver o que seria dele.
Além disso, foi Moshé quem como que desceu do céu com a Torá para entregá-la para o povo judeu, fazendo também a Presença Divina descer de volta para o mundo físico.

▪Avi-Zanôach (אבי זנוח).
Significa “Mestre da Rejeição”.
Seu irmão, Aharón, lhe deu esse nome, dizendo: “Meu pai rejeitou minha mãe (i.e., divorciou-se dela), mas (por fim ele) a recebeu novamente por causa deste menino (i.e., casou-se de novo com ela porque ainda era para eles terem Moshé)”.
Outra explicação é que Moshé faria Israel rejeitar ídolos.

▪Leví (לוי).
Nome da tribo a que pertencia.

▪Tov (טוב).
Significa “Bom”.
Segundo o Midrash Shemót Rabá 18:3.

▪Toviyáh (טוביה) (Toviá, ou Tobias, ou Tuviá).
Significa “(Pela) Bondade de Havayah” ou “Havayah é Bom”.
Segundo o Talmúd, esse foi, de fato, o nome que Amrám e Yochéved deram para Moshé quando ele nasceu.

▪Ben Netanel (בן נתנאל) (Nethanel, ou Natanel, ou Nesanel).
Ben significa “Filho de”, e, Netanel significa “D’us Deu”.
Netanel é a junção das duas palavras, natán (deu) + El (D’us). Portanto, Ben Netanel alude ao fato de que Moshé foi “a pessoa (literalmente, “o filho” (do povo judeu)) para quem D’us deu a Torá”.

▪Ben Eviatar (בן אביתר).
Significa “Filho do Perdão”.
Alude ao fato de que Moshé foi o filho do povo judeu que solicitou o perdão de D’us (ויתר) pelo pecado do bezerro de ouro (o ídolo feito pelos judeus quando lhes pareceu que Moshé não iria descer do Monte Sinai).

▪Shemayáh (שמעיה) (Shemaiá).
Significa “Havayah Ouve”.
O povo judeu lhe deu esse nome porque eles previam que em seus dias D’us ouviria (שמע) as orações deles.

 

Apesar de ter seu nome primordial — Toviá — e de ter todos esses nomes, em toda a Torá ele é referido somente como Moshé. Além do mais, O PRÓPRIO D’us se dirige a Moshé somente com esse nome. Foi a Princesa Batiá* quem disse para Yochéved: “Eu lhe darei (ao menino) mais um nome. Eu o chamarei Moshé (משה) (Moisés) porque eu mesma o tirei das águas” do Rio Nilo. Moshé significa “Tirar; Retirar”, querendo dizer que ele foi “tirado”, isto é, “salvo” do rio.
Então Hashém declarou: “Devido a que Batiá foi tão amável e misericordiosa, o menino será chamado pelo nome dado por ela.”
Nossos Sábios nos dizem que isto nos ensina a importância da criação de um filho, especialmente quando isso requer um sacrifício pessoal especial.

 

* Bat-Yáh (בתיה) (Batiá, ou Bitia, ou Basya). Significa “Filha de Havayah” (Bat = “Filha de”; Yáh = “Havayah”). O PRÓPRIO Hashém deu esse nome para ela por ela ter arriscado a própria vida ao desobedecer o decreto real e salvar e adotar o bebê que se tornaria o maior de todos os profetas, Moshé:

“Rav Yehoshúa disse em nome do Rav Leví que D’us disse para a filha do Paróh: ‘Moshé não era seu filho, contudo você (o salvou e o adotou e) o chamou de seu filho. EU farei o mesmo: embora você não seja Minha filha, EU (a salvarei e a adotarei e) a chamarei de Minha Filha’ ” (Midrash Vayicrá Rabá 1:3).

Ela se converteu ao judaísmo.

No evento chamado Dez Pragas, só um egípcio não foi atingido por elas, Batiá.
No evento da décima praga, a morte dos bechorót ou primogênitos, houve um único bechor (primogênito) — além do próprio Paróh (Faraó) — que não morreu, Batiá. Sim, Batiá era a primogênita do Paróh.

Foi para ela que o rei Shelomô (Salomão) compôs o famoso poema Éshet Cháyil (Mishlê/Provérbios 31:10-31).

Quando o povo judeu foi libertado do Egito (Mitsráyim), ela saiu com eles.

Os místicos judeus ensinam que Batiá foi uma das 9 pessoas (alguns dizem que são 7, outros dizem que são 13) a adentrarem o Mundo Vindouro* sem ter falecido fisicamente (sim, isso mesmo, segundo o judaísmo existem algumas pouquíssimas pessoas que triunfaram sobre a morte).

 

* Viver no Mundo Vindouro (Gán Éden) não faz referência à vida como a conhecemos. Na realidade, é uma forma de existência desconhecida para nós.

 

Por Projeto Noaismo Info

Baseado em chabad.org (ing.), em jabad.org.ar e em jabad.org (esp.), no Rabi Eliezer Danzinger (ing. e esp.), e no Instituto Morashá de Cultura.

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

A NÃO-espiritualidade de D’us

Na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”: “Hashém”; “Moshé”; “Mishná”; “Yeshayáhu”; “Bereshít”.

 

A NÃO-espiritualidade de D’us

 

D’us NÃO é espírito, espiritual ou espiritualidade

 

Muitas pessoas pensam que se D’us não é material, ELE só pode ser espiritual. “O que mais D’us poderia ser se não espiritual?” O fato é que o judaísmo e o noaísmo tem enfatizado muito a questão da imaterialidade de D’us mas enfatizado pouco a questão da NÃO-ESPIRITUALIDADE de D’us, quer dizer, pouquíssimas vezes é abordado a Verdade de que D’us NÃO é espírito, de que D’us NÃO é um ser espiritual, de que D’us NÃO é espiritualidade. Quando dizemos que D’us não é físico, não estamos dizendo que ELE é espírito. Na verdade, D’us está além de ambos, do material e do espiritual, porque ambos são SUAS criações.

 

O texto abaixo é extraído de “The Jewish Understanding of God” (O Entendimento Judaico de Deus), © Morasha Syllabus project.

Traduzido por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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● D’us é INCORPÓREO (NÃO-material/NÃO-físico)

 

1. Maimônides (Rabi Moshé Ben Maimon), Comentário sobre a Mishná, Ao Capítulo 10 do Tratado de Sanhedrin, Terceiro Princípio – Incorporeidade de D’us: ELE não é físico de forma alguma.

 

“D’us é totalmente imaterial. Isto significa que esta UNIDADE [que denominamos D’us] não é nem um corpo nem uma força física. Não podemos dizer que D’us se movimenta, está parado, ou existe em determinado lugar. Coisas assim não podem acontecer-LHE. Nossos Sábios ensinam que quando nossas sagradas Escrituras falam de D’us em termos físicos, tais como andar, estar de pé, sentar, falar — bem como todas as outras expressões similares  —devem ser entendidas no sentido figurativo pois ELE não é um ser e nem uma força física. Não podemos conceber que D’us possua qualquer imagem ou forma[*].”

 

[* Que D’us criou o homem à SUA imagem (Bereshít {Gênesis} 1:27) significa que o homem compartilha das mesmas qualidades espirituais (atributos) que D’us emprega ao interagir com o mundo. Somente neste sentido é possível dizer que o homem parece-se com D’us.]

 

2. Rabi Yaakov Weinberg, Fundamentos e Fé, páginas 43-44 – O fato de que D’us não é físico significa que não podemos eludir SUA consciência.

 

“É necessário compreender e estar ciente da incorporeidade ou imaterialidade de D’us (da não-fisicalidade de D’us) porque se D’us habita no espaço, o homem pode ver-se livre DELE. Se D’us habita no espaço, ELE é limitado  — ELE tem limites — [e é finito]. Um ser material não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se O Onipotente está limitado no espaço, o homem pode eludir SUA consciência. Se o homem pode eludir SUA consciência, então D’us [não é D’us, e D’us] já não pode mais dizer à humanidade como agir. Quando alguém quiser fazer algo errado poderá certificar-se de que está escondido e de que assim escapará, convencido de que D’us nunca o saberá ou nunca irá encontrá-lo.

Se uma pessoa acredita que D’us é material, ela vai sentir-se capaz de escapar DELE. O raciocínio para essa conclusão é lógico: o ser humano procede naturalmente em concordância com suas crenças. Se uma pessoa assume a crença de que D’us é corpóreo, de que ELE habita no espaço [(quer dizer, de que D’us tem corpo e de que já que ELE tem corpo e obviamente não vive aqui na Terra, então, ELE reside no espaço]), então ela vai concluir intuitivamente que pode esconder-se DELE.”

Quando dizemos que D’us não é físico — que D’us não é um ser material — não estamos querendo dizer que D’us é, então, espírito — um ser espiritual. Na verdade, D’us está além de ambos, do material e do espiritual, porque ambos são SUAS criações. [D’us é O Criador de toda a existência, material e espiritual.]

 

3. Ibid. – D’us está além do espaço e do tempo.

 

“Embora o conceito da incorporeidade de D’us seja geralmente entendido, o conceito paralelo da SUA não-espiritualidade não é bem conhecido. Embora [(até mesmo dentro do próprio judaísmo)] D’us seja frequentemente referido como um “ser espiritual”[*], esse termo é aplicado indevidamente, por falta de outra palavra. Se um objeto material é definido como sendo limitado no tempo e no espaço, enquanto algo espiritual é limitado em termos de tempo mas não em termos de espaço, deve-se concluir que D’us não é nem material nem espiritual. O Onipotente não está limitado nem no espaço nem no tempo. Todos os seres materiais e espirituais foram criados por ELE, como está escrito: “No princípio D’us criou os céus e a terra” (Bereshít {Gênesis} 1:1).

 

[* Um texto judaico, por exemplo, diz: “D’us, que é todo espiritual”.]

 

Nossos Sábios aprenderam que “os céus” são uma referência às criações espirituais, como os anjos e o “Trono Celeste” [(os Ofaním e os Chaiót)], enquanto “a Terra” se refere a toda existência material. As almas dos seres humanos, também entidades espirituais, também foram criadas. Portanto, é errado descrever D’us em termos espirituais. D’us é único[ — singular —], nem físico nem espírito, O Criador tanto do mundo material quanto do mundo espiritual.

O versículo que Maimônides cita como prova da incorporeidade de D’us também pode ser aplicado à SUA não-espiritualidade. Ele cita o profeta judeu Yeshayáhu (Isaías 40:18, 25): “A quem, pois, podeis comparar Hashém (D’us)? Ou a que O podeis assemelhar?” Se D’us fosse material, ELE poderia ser comparado com tudo o que é material na criação. Da mesma forma, se ELE fosse espiritual, então ELE poderia ser comparado com qualquer coisa espiritual na criação. Nenhuma comparação pode ser feita, porque não existe nenhuma relação de qualquer tipo que possa descrever A Essência dO Criador. Nós podemos compreendê-LO somente em termos do relacionamento Criador-criação.”

 

[Portanto, como D’us é O Criador de tudo o que é matéria, obviamente ELE não é matéria. E do mesmo modo, como D’us é O Criador de tudo o que é espírito, obviamente ELE não é espírito. D’us está tão além de toda a espiritualidade quanto está de toda a fisicalidade. A Essência de D’us é tão incompreensível e inimaginável para as criaturas celestiais mais elevadas quanto o é para o homem. É totalmente impossível — tanto para os seres espirituais quanto para o homem — imaginar D’us. D’us está totalmente além da imaginação — nossa (humana), e mesmo da de todos os seres espirituais. D’us é absolutamente INIMAGINÁVEL — para todos os seres existentes, tanto espirituais quanto materiais. Assim como os humanos não sabem como D’us é, os seres espirituais também não sabem como D’us é. E assim como D’us em SI não reside no mundo físico, da mesma forma D’us em SI não reside no mundo espiritual. (Na verdade, D’us está em todos os lugares e simultaneamente em lugar algum.) E além de tudo isso, é fato também que não há, em toda a criação — em todo o mundo material e, inclusive, em todo o mundo espiritual — nenhum poder independente de D’us.

D’us, e SÓ D’us, é D’us — O Todo Infinito*.

 

* Quando dizemos que SÓ D’us é D’us, estamos dizendo que SÓ D’us sabe o que é D’us, isto é, SÓ ELE conhece a SI MESMO.

 

Tehilím (Salmos) 89: 7-9, 12:

“Quem, nos céus (nos mundos espirituais), pode comparar-se a Hashém? Quem, entre os seres celestes, é semelhante a Hashém? D’us é reverenciado entre (todos) os anjos (sem exceção alguma, sim,) temido por todos os que estão à SUA volta. Ó Hashém, D’us das Hostes, quem é poderoso como TU? TEUS são os céus (os mundos espirituais) e a terra, o mundo (material) e tudo o que ele contém, pois TU os fizeste.”

 

Yeshayáhu (o Profeta judeu Isaías) 46:5, 9:

“A quem ME assemelhareis, ou igualareis, ou comparareis, para considerar MEU equivalente? … EU sou D’us, e não há nenhum outro; somente EU sou D’us, e ninguém a MIM se compara.”

 

Devarím (Deuteronômio) 4:39:

“Saberás hoje, e considerarás no teu coração, que Hashém — ELE é O D’US, acima nos céus (isto é, acima nos mundos espirituais) e embaixo na terra (isto é, e embaixo no mundo material); não há nenhum outro.”

O seu deus é espírito? O seu deus é um ser espiritual? O D’us Único de Israel, Hashém, não é espírito, não é espiritual, não é espiritualidade. O D’us Único de Israel, Hashém, é O Criador da matéria e do espírito  — O Criador da fisicalidade e da espiritualidade.]

 

© 2010 Tzipora Rottenberg

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

 

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Salmos para serem recitados pelos Bnei Noach

(Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”. Por exemplo: “Hashém*”.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”. Por exemplo: “Nôach”.)

 

“Saibam (todos os povos) que Hashém é D’us” – Tehilím/Salmos 100:3.

 

“Perguntas & Respostas”

Gostaria de saber um salmo específico que um Bnei Noach (noaíta/Filho de Noá) pode recitar todos os dias de manhã.

 

Você pode recitar todos os dias de manhã os Tehilím (Salmos) 15, 67 e 100. Você também pode recitar todos os dias de tarde os Tehilím (Salmos) 145 e 23. E você também pode recitar todos os dias de noite os Tehilím (Salmos) 91, 121 e 134.

Veja estes Salmos em

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/09/09/guia-de-bencaos-e-oracoes-diarias-para-os-bnei-noach/

 

Por
© Projeto Noaismo Info
© Rabi Yitzchak Ginsburgh (Gal Einai Israel);
© Jabad (Chabad);
© Rabi Jacob Immanuel Schochet (Chabad);
© Rabi Moshe Weiner (autor do Shulchan Aruch dos Bnei Noach: Sheva Mitsvot Hashem (The Divine Code, em inglês).

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Salmo de arrependimento para todos os dias

Perguntas & Respostas

 

Gostaria de saber de um Salmo de arrependimento que eu pudesse rezá-lo todos os dias.

 

Veja-o e recite-o no GUIA BNEI NOACH DE BÊNÇÃOS E ORAÇÕES, revisado, aprovado e recomendado pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel, em:

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/09/09/guia-de-bencaos-e-oracoes-diarias-para-os-bnei-noach/

 

Por © Projeto Noaismo Info

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Livros recomendados para as crianças noaítas

Livros recomendados para as crianças Bnei Noach

 

O Pequeno Pastor David

De Dina Rosenfeld

Editora Maayanot

 

 

A Bondosa Pequena Rebeca

De Dina Rosenfeld

Editora Maayanot

 

 

A Pequena Garota Chamada Miriam

De Dina Rosenfeld

Editora Maayanot

 

 

Um Garotinho Chamado Abrão

De Dina Rosenfeld

Editora Maayanot

 

 

Onde está Você, Hashém?

De Yaffa Ganz

Editora Maayanot

 

Como será o mundo?

(COMO SERÁ O MUNDO NA ERA MESSIÂNICA?)

De Adel Leibovics

Editora Maayanot

 

 

Estórias da Bíblia Judaica para Crianças

De Alfred J. Kolatch

Coleção Seferzinho

 

O GUIAZINHO — Bênçãos Para as Crianças Noaítas (Crianças Bnei Noach)

De Projeto Noaismo Info e Rav Shimshon Bisker

(PDF Gratuito em)

https://a-fe-original–noaismo.info/o-guiazinho-um-livreto-para-as-criancas-bnei-noach/

 

Os Milagres de Elishá

De Sterna Citron

Editora Maayanot

 

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D’us e os anjos

Hashém (D’us/O CRIADOR) é O INFINITO, ou seja, O Não-humano (Não-físico) mas também O Não-espírito

 

O judaísmo é unicista, enquanto todas as outras religiões, em particular o cristianismo, são dualistas. Dualista quer dizer uma visão de mundo em que tudo está dividido em 2, em que tudo se divide em duas partes, ambas sempre opostas, contrárias, por exemplo: corpo X alma, deus X diabo, céu X inferno, salvação X condenação, bem X mal, etc.
O judaísmo tem uma visão unicista de todas as coisas, ou seja, não existem duas partes sempre opostas, mas tudo, TUDO MESMO, tem uma única origem, uma única fonte, e estão sob um mesmo controle. Em outras palavras, no judaísmo absolutamente tudo se resume a uma única palavra (um único denominador comum para todas as coisas), D’us.

Daí que, enquanto que no cristianismo o mal é separado do bem, então existem um responsável pelo bem e um responsável pelo mal, ou seja, existem deus e o diabo. E se existem anjos, então existem anjos bons e anjos maus, ou seja, anjos servidores de deus, e anjos rebeldes, que se rebelaram contra deus e não o servem, e ajudam a produzir o mal.

Mas o judaísmo entende que se os anjos existem, D’us os criou, e ELE MESMO então não pode ser um anjo, ainda que um super-anjo, um super-espírito, um espírito todopoderoso. Não, como D’us criou os humanos e então não é humano, D’us também criou os anjos e então também não é anjo (espírito). Sendo assim, todos os anjos (bem como absolutamente tudo) são criações de D’us e são Seus servidores, não havendo meios de conseguirem ou de poderem rebelar-se contra ELE.

Isso fica muito evidente numa benção judaica (do Sidúr) que diz:

“…o D’us Todopoderoso, O grande e santo REI, no céu e na terra. …do mundo mais elevado (ou seja, dos mundos espirituais) ao mais baixo (aqui na terra), TU és D’us. Bendito és TU, Hashém, D’us Todopoderoso, grande REI, …MESTRE de TODAS as criaturas…; TU és …a Vida de todos os mundos.”

E em seguida se diz:

“Bendito és TU, Hashém, nosso D’us, REI do universo, que …cria todas as coisas.”

E:

“REI, que por SI SÓ já é elevado desde antes dos tempos…”

E então (agora tratando mais detalhadamente sobre os anjos) se diz o seguinte:

“Bendito sejas eternamente, …nosso REI …que cria seres sagrados …que cria anjos servidores, e cujos anjos servidores se elevam TODOS nas alturas do universo e proclamam em TEMOR REVERENCIAL, …EM UNÍSSONO, as palavras do D’us vivo e MESTRE do Universo. TODOS ELES são amados, TODOS são puros, TODOS são poderosos, TODOS são sagrados, e TODOS realizam a vontade DE SEU CRIADOR, com temor e reverência. E TODOS ELES abrem “suas bocas” em santidade e pureza, …e abençoam e adoram, glorificam e revereciam, santificam e atribuem SOBERANIA a …D’us Todopoderoso … . TODOS ELES …com amor concedem um ao outro permissão para santificar SEU CRIADOR …com a fala pura e melodia sagrada; TODOS exclamam EM UNÍSSONO com TEMOR e declaram em REVERÊNCIA: Santo, Santo, Santo é Hashém … . E (todos os tipos de anjos que existem (são 3 categorias: Ofanim, Chaiot [lê, RRaiót] e Serafim)) oferecem louvor e dizem: Bendita seja a glória de Hashém do SEU lugar. Eles entoam doces melodias ao abençoado D’us; eles recitam hinos e cantam louvores ao REI, O D’us vivo e eterno …que em SUA bondade renova a cada dia, continuamente, a obra da criação (que naturalmente envolve tudo o que é espiritual: os mundos espirituais, os anjos) … . Bendito és Tu, Hashém”.

Portanto, como está claro nas palavras acima:

· D’us é D’us no céu e na terra, quer dizer, SÓ D’us é D’us seja nos mundos espirituais ou nos mundos físicos (não existe outro deus ou outros deuses, não existe mais do que UM ÚNICO SÓ D’us);

· D’us cria todas as coisas, quer dizer, ELE é O CRIADOR de tudo (inclusive do bem e do mal
(sobre isso, o texto de Isaías 45:6, 7, diz: “Nada há além de MIM; EU, SOMENTE, sou Hashém, e nenhum outro existe. EU formo a luz e crio a escuridão; EU faço a paz e sou EU QUEM cria o mal; EU sou Hashém que tudo faz.”));

· D’us é O MESTRE de todas as criaturas existentes, espirituais e físicas, e ELE PRÓPRIO é A PRÓPRIA VIDA de todas as vidas;

· D’us já existia antes de qualquer coisa, aliás, foi ELE QUEM criou tudo;

· e veja leitor que é afirmado sobre os anjos que “todos eles” (ou seja, sem exceção) são amados, puros e sagrados e que “todos realizam a vontade de” D’us, e que “todos eles” (todos os diferentes tipos de anjos) conjuntamente abençoam, adoram, glorificam, reverenciam, santificam e atribuem soberania a D’us (atribuir soberania, quer dizer, têm D’us como O Seu Único REI), e O louvam dizendo: “Bendita seja a glória de Hashém do SEU lugar”, ou seja, em outras palavras, bendito é D’us da onde ELE está. E onde D’us está? Em tudo (em todos) e em nada. Quer dizer, os próprios anjos cantam que nem sequer eles mesmos sabem o que D’us é. E D’us, “em SUA bondade renova a cada dia, continuamente,” toda a SUA criação, quer dizer, D’us não é apenas O CRIADOR de tudo, mas ELE é O Sustentador, O Mantenedor, de tudo, em outras palavras, D’us não apenas criou tudo lá atrás, ELE está criando todas as coisas constantemente (e isso inclue os próprios anjos (todos os mundos espirituais)).

Por tudo isso fica claro que não existe(m) anjo(s) mau(s), anjo(s) rebelde(s), anjo(s) caído(s). Não existe o diabo (lúcifer). Existe sim no judaísmo e no tanach [lê: tanárr] (a bíblia judaica) o satan, mas como mostra o texto acima, ele é um anjo como outro qualquer, ele não é criador do mal (nem de nada) e ele não é independente de D’us (como anjo algum é).

(E como não existem anjos iníquos, também não existem possessões ou exorcismos (de anjos).)

 

Por Projeto Noaismo Info

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Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/10/24/existem-anjos-da-guarda/

 

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/10/24/pode-se-vender-a-alma-ao-diabo/

D’us e As Orações

É chegada a hora da Verdade

 

Torá e Judaísmo e Fé Bnei Noach (A Verdadeira Fé dos não-judeus) são construídos sobre o princípio firme e inabalável de que todas as pessoas têm uma alma Divina (criada à imagem de D’us), e por isso têm acesso a D’us o tempo todo.

A Torá (A Única e Verdadeira Palavra de D’us) pertence a todas as pessoas. A Torá é a Divina Verdade – um projeto para a vida, consistindo em conhecimento e informação dadas a todas as pessoas para orientá-las para encontrar seu caminho neste mundo.

Infelizmente, as religiões dos não-judeus não ensinaram a pura verdade, mas sua versão distorcida da verdade. Quantas pessoas foram magoadas por acreditar inocentemente em seus mestres, somente para depois (algumas mais tarde que outras, e algumas ainda não) descobrir como aqueles professores desrespeitaram a verdade?

Há mais de três mil anos a Torá foi outorgada no Monte Sinai para o Povo Judeu (para aproximadamente 3 milhões de pessoas simultaneamente) e por meio deles para o mundo todo. D’us estava nos dizendo “EU dei Minha verdade a todos, e cada um de vocês tem acesso a ela.”

Endeusar indivíduos é proibido no Judaísmo. A idolatria é um pecado cardinal. Adoramos apenas D’us e somente D’us (discernindo que D’us não é humano (nunca o foi)). Não devemos reconhecer nenhum humano como único filho de D’us ou como o único divino. Todas as pessoas são sagradas e têm acesso direto a D’us. Todos nós temos acesso direto a D’us o tempo todo por meio de nossas almas Divinas.

Portanto, quando orar, converse diretamente com D’us, e exclusivamente com ELE, sem usar o nome de ninguém, sem ser em nome de ninguém. Tenha como exemplo de orações o Livro dos Salmos. Observe a drástica diferença entre as orações do Livro dos Salmos e as orações, por exemplo, dos cristãos. Observe atentamente o fato de que oração alguma do Livro dos Salmos é feita em nome ou no nome de alguém. Todas as orações de todos os salmistas eram e foram conversas entre eles mesmos e D’us (direto a D’us, direto com D’us), sem nenhum intermediário, sem nenhum mediador. Eles pediram (diretamente) a D’us, eles louvaram (diretamente) D’us (sem o nome de ninguém).

Se uma pessoa acredita em D’us, que necessidade tem ela de algum intermediário? D’us é infinito (na verdade, D’us é O Infinito). D’us está em toda parte. Dizer que ELE precisa de um mediador para ouvir nossas orações é negar SUA Infinitude. Portanto, um dos fundamentos da Verdadeira Fé é acreditar que toda oração deve ser dirigida diretamente a D’us (quer dizer, sem ser em nome de alguém).

 

Por pt.chabad.org, por Projeto Noaismo Info, e por Rabi Aryeh Kaplan

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Bamidbar não sofreu nenhuma alteração em quase dois mil anos

 

“Idêntica

No ano passado, a equipe de Sealers já havia divulgado resultados preliminares, mostrando que havia trechos do Levítico [Bamidbar na bíblia Judaica] no pergaminho. Agora, porém, foi possível identificar, linha a linha, o conteúdo do pergaminho. As colunas escritas trazem o primeiro capítulo do livro, tal qual podem ser lidas hoje. “Essa versão do pergaminho de Ein Gedi é 100% idêntica à que tem sido usada por séculos. Para nós, é absolutamente incrível que, em 2 mil anos, o texto não tenha sido alterado”, comemora Emmanuel Tov”.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2016/09/22/interna_ciencia_saude,549853/tecnica-digital-desvenda-pergaminho-de-2-mil-anos-encontrado-em-israel.shtml

 

E agora maometanos?

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