A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Conhecendo O CRIADOR (D'us)

Uma Mensagem do Noaíta Aimé Pallière, de abençoada memória

A Fé Original: Noaismo.info

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Uma Mensagem do Bnei Noach/Noaíta Aimé Pallière, de abençoada memória

 

Desde que D’us existe, Verdade Única e Suprema, nenhuma forma de culto pode ser vazia DELE e o Poder Infinito deve corresponder a cada um que crê conforme a medida de sua fé.

A esse povo de Israel a minha vida se achou consagrada inteiramente[, mas a] história desde autor não é a história de uma conversão propriamente dita. Para o autor do “Santuário Desconhecido” a doutrina filosófica e religiosa do seu mestre Elijah (Elias) Benamózegh fez da missão do povo de Israel a afirmação da unidade espiritual da raça humana. A exposição dessa doutrina acha-se no seguinte apólogo:
“Moshé, um dia, passando solitário no deserto, viu um pastorzinho estrangeiro que, prosternado orava assim em voz alta:
‘Ó Deus! Eu tenho ouvido tanto falar de TI e contam de TI, em volta de mim, tantas coisas maravilhosas! Ó, como eu desejaria conhecer-TE e como eu TE amaria se TE revelasses para mim! Como eu tomaria cuidado de TI! Eu TE daria a beber do leite das minhas cabras; à noite eu TE cobriria com meu manto e de dia eu TE colocaria à sombra das palmeiras e TE abanaria para refrescar-TE e eu seria feliz se TU me deixasses abraçar os TEUS pés e se TU pusesses TUAS mãos sobre a minha cabeça em sinal de bênção.’
A estas palavras, Moshé, incapaz de se conter por mais tempo, se mostrou e lhe disse: ‘Menino! A tua oração é a de um insensato e de um ímpio. Como podes tu falar assim ÀQUELE que é O CRIADOR dos céus e da terra, ao D’us que não tem nem corpo, nem forma, nem aparência, que o olhar humano não pode ver, que a inteligência humana não pode conceber!’
O pastorzinho perturbado caiu em uma grande tristeza e a partir desse dia ele deixou de fazer a sua oração. Então Hashém disse a Moshé: ‘Ó Moshé, tu cometeste um grande pecado e estou bastante irritado contra ti porque tu afastaste de MIM uma das Minhas criaturas que ME procurava na simplicidade do seu coração. Fica sabendo que a oração deste menino, que o seu culto, ME eram mais agradáveis e tinham mais valor a MEUS olhos do que toda a tua ciência. Deves saber que EU sou O ÚNICO, que não há outros senão EU, e que sou EU que ouço e exalto todas as orações. EU te elegi para unir todas as criaturas e não para separá-las’.”

Israel não é apenas, como me dizia o Padre Hyacinthe, um perturbador enigma para o historiador, é um prodígio vivo. [Um] milagre permanente é a existência do povo judeu. E, na verdade, é a (simbólica) mão de D’us[ — a mesma que conduz o Seu povo — ]que tudo conduziu em minha vida e que, pelo concurso das circunstâncias, me levou ao ponto aonde eu devia chegar[: o Noaísmo].

O D’us de Israel, libertador e legislador da Sua nação, SE revelou a eles como D’us Único, PAI de todos os humanos, sendo a humanidade então concebida como uma grande família.

[Ainda que de fato são invenções humanas, contra os seus próprios interesses] o cristianismo e o islamismo espalharam-se no mundo levando para toda parte o conhecimento de D’us Único, do D’us de Moshé e dos Profetas, [e assim se] reconhece neles dois poderosos meios de que a Divina Providência SE serviu para propagar entre as nações pagãs as verdades da Revelação da Fé Judaica e Noaica e preparar assim os caminhos para a revelação do Mashíach (o verdadeiro messias).

O cristianismo repousa na “revelação” de que a salvação das nações não pode fundar-se senão na reprovação do povo de Israel, guardião das promessas messiânicas.

[Acrescente a isso] o fato da existência de bilhões de criaturas humanas tendo os mesmos direitos que nós à Verdade, à luz, ao perdão divino e que jamais ouviram falar da Bíblia. A verdadeira “religião” deve crer na salvação de todos, essa bela concepção hebraica de família dos povos presidida pelo PAI comum e todos iguais em direito perante ELE.

O crente em Hashém se valha da tradição profética de apressar com os seus votos o advento do dia em que, conforme a palavra de Malachí (Malaquias), D’us será UM e o Seu NOME UM. Quando, pois, vós, meus irmãos israelitas, tornar-vos-eis os obreiros conscientes da obra que o D’us de vossos pais quis realizar neste mundo por vosso intermédio [(a saber, ensinar a toda a humanidade o noaísmo)]?

A religião da humanidade não é outra senão o noaísmo. Esta religião noaica reduz-se à adoração de D’us (Hashém, através das orações, bênçãos, estudo da Torá das Sete Leis,) e ao cumprimento de preceitos da moral essencial.

 

Por Aimé Pallière

Compilação feita por Noaismo.info da obra The Unknown Sanctuary: A Pilgrimage from Rome to Israel, do Noaíta de abençoada memória Aimé Pallière.

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Aimé Pallière nasceu em uma família cristã católica religiosa, era devoto de Maria e até chegou a ter uma visão dela em sonho, e ainda jovem pretendia um dia tornar-se padre. Porém, pela Divina Providência, um dia veio a descobrir a Fé Judaica, e através dela a saber da existência do noaísmo, adotando-o então como o seu Caminho Espiritual e Fé. (Nós, do Site Bnei Noach, Noaismo.info, semelhantemente também viemos a conhecer primeiro a Fé Judaica e algum tempo depois o noaismo.)

 

Em homenagem ao Noaíta Aimé Pallière, que sua alma seja elevada, nascido em 17 de novembro de 1868.

Também em homenagem ao judeu Edmond Fleg, que sua alma seja elevada, nascido em 26 de novembro de 1874.

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