Shabat, festas judaicas e os Bnei Noach

 

O Shabát e as festividades judaicas não devem ser observados pelos Bnei Noach (noaítas). Por que?

Diz a Torá em Bereshít/Gênesis 8:22: “Dia e noite eles não descansarão”. Daqui aprendem os sábios no Talmúd (Sanhedrín 58b) que um “gentio que descansa, é passível de pena de morte”.

O conceito de “descanso” aqui se refere a tomar um dia da semana como dia de descanso religioso, quer dizer, em nome de D’us, mesmo que não o sétimo dia da semana. O conceito de “morte” aqui se refere à morte celestial, não à morte por uma corte terrestre.

Esta idéia está mencionada na lei judaica (halachá) em Rambám (Rabi Maimônides), Leis dos Reis, cap. 10, lei 9. Isto significa que os gentios tem proibida a observância do Shabát [incluindo honrá-lo, já que não se honra um ritual]. Isto não quer dizer que eles não podem descansar no sentido literal da palavra, e sim que esse descanso não pode ser em honra ao fato de que D’us criou o universo em seis dias e no sétimo dia descansou.

Por sua vez, em Shemót/Êxodo 31:12-17 a Torá diz claramente que o sétimo dia judaico é um dia para a festividade exclusiva para o povo judeu.

 

“12. D’US disse a Moshé

13. para falar aos israelitas e lhes dizer: Devem todavia cumprir os MEUS shabatót. É um sinal entre EU e vocês por todas as gerações, para fazer com que [os povos] compreendam que EU, D’US, os estou fazendo santos.

14. (Por conseguinte,) cumpram o Shabát como algo sagrado para vocês. Todo aquele que fizer trabalho (durante a festa do Shabát) será cortado espiritualmente de seu povo, e por conseguinte, todo aquele que o viole será condenado à morte.

15. Façam o seu trabalho durante os seis dias da semana, mas façam no sétimo dia [a festa do] Shabát de Shabatót, [uma festa] sagrada para D’US. Quem fizer qualquer trabalho no sétimo dia será condenado à morte.

16. Os israelitas, deste modo, farão o Shabát, e o dia de fazê-lo será um dia de repouso por todas as gerações, como pacto eterno.

17. É um sinal entre EU e os israelitas de que durante os seis dias da semana D’US fez o céu e a terra, mas no sétimo dia deixou de trabalhar e retirou-SE para o espiritual.”

 

Rabi Ráshi, um dos principais comentaristas da Torá, explica sobre o versículo 13 acima que a idéia de “um sinal” é que é uma mostra da grandeza do povo judeu que D’us lhes legou o Shabát. Logo ele explica que fazer com que compreendam se refere a que todas as nações do mundo saibam queEU, D’US, os estou fazendo santos”, ou seja, que D’us santifica o povo judeu com o Shabát.

Assim também todas as festividades mencionadas na Torá são sinais do vínculo entre o povo judeu e Hashém e se aplica à mesma lei [explicada por Rabi Maimônides,] de modo que os gentios não devem observar essas festas.

As exceções a esta regra são as festas do Rósh Hashaná, quando comemoramos a criação da humanidade — de todos os seres humanos —, e Ióm Kipúr, o dia da expiação.

O Talmúd (Rosh Hashaná 16a) explica que Rósh Hashaná é o dia do Julgamento Divino para todos os seres humanos e Ióm Kipúr, o dia da expiação, é o dia em que é selado esse julgamento. Daqui surge que estas duas festas têm relação com os gentios também.

No entanto, essa relação não é com os preceitos específicos de cada uma destas festas, como escutar o som do Shofár [e quanto mais tocá-lo] no Rosh Hashaná e jejuar no Ióm Kipúr, mas com o conteúdo conceitual da festa: Rosh Hashaná como o dia do julgamento e da aceitação de Hashém como REI sobre toda a criação e Ióm Kipúr como o dia da expiação das transgressões e do perdão divino.

A forma adequada que um gentio pode passar estes dias é recitando salmos. Todos os salmos. Em Ióm Kipúr pode-se adicionar, em algum momento do dia, uma confissão dos pecados do ano anterior, e inclusive de anos anteriores. Mas não como uma obrigação.

Rabino Tuvia

 

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Duas Importantes Mensagens Para Você

 

Por Rav Shimshon Bisker

 

Neste vídeo o Rav Shimshon Bisker também explica o que é o Rosh Hashaná

Observação: lembrando que quando o Rav fala de ouvir o toque do shofár, ele está se referindo aos judeus, pois trata-se de uma mitsvá caracteristicamente judaica, ou seja, que compromete apenas os integrantes de Israel.

 

O Projeto Noaismo Info (o Site Bnei Noach: a-fe-original–noaismo.info) deseja a toda a comunidade noaítica (a comunidade Bnei Noach) e aos seus um novo ano bom e doce.

Judeus e Bnei Noach não dizem feliz ano novo no Rosh Hashaná

Judeus e Bnei Noach não dizem feliz ano novo no Rosh Hashaná

 

Por Rabi Benjamin Blech (Aish)

 

Qual é o melhor desejo para o novo ano?

Alguma vez você se deu conta de que tradicionalmente os judeus e os Bnei Noach (noaítas/filhos de Noá) não desejam “feliz ano novo” uns aos outros?

Em vez disso dizemos a frase hebraica “shaná tová” que, apesar da má tradução que aparece em quase todos os cartões de Rosh Hashaná, não tem nenhuma conexão com a expressão “feliz ano novo”.

Shaná tová transmite o desejo de um ‘ano bom’, não de um ano feliz. E o motivo por trás desta diferença tem uma grande importância.

A revista Atlantic Monthly publicou há um tempo um fascinante artigo intitulado “Ser feliz não é tudo na vida”. A autora, Emily Esfahani Smith, ressalta: “A felicidade sem significado está caracterizada por uma vida relativamente superficial e inclusive egoísta, na qual tudo está bem, as necessidades e os desejos são satisfeitos sem dificuldade e as complicações são evitadas”.

Emily cita na reportagem à Kathleen Vohs, uma das autoras de um novo estudo publicado no Semanário de Psicologia Positiva: “Pessoas felizes obtêm sua alegria de receber dos outros ao passo que pessoas que têm uma vida significativa obtêm sua alegria de dar aos outros”. Em outras palavras, o sentido transcende o ego, enquanto a felicidade implica dar ao ego o que ele quer.

De acordo com Roy Baumeister, chefe de pesquisas do estudo: “O que separa os humanos dos animais não é a busca da felicidade, a qual ocorre em todo o mundo natural, mas é a busca de sentido, que só existe nos humanos”.

Muito antes destes estudos, os judeus já entendiam essas verdades intuitivamente. Feliz é bom, mas bom é melhor.

Desejar um feliz ano novo implica dar primazia ao ideal de uma cultura hedonista cujo objetivo principal é tirar proveito, ao passo que buscar um ano bom implica reconhecer a superioridade do significado por sobre a alegria do momento.

A palavra bom tem um significado especial na Torá. A primeira vez que encontramos esta palavra é na série de pessukím na qual D’us, depois de cada dia de criação, vê sua obra e a proclama boa. E não é só isso, quando D’us completou sua obra, viu tudo o que tinha feito e “eis que era muito bom”.

O que significa isso? De que forma era bom o mundo? Obviamente não estava sendo elogiado em um sentido moral. Os comentaristas oferecem uma profunda idéia: a palavra bom indica que cada parte da criação cumpria com o propósito de D’us; cada parte era boa porque era o que devia ser.

Este é o profundo significado da palabra bom quando é aplicada a nós e a nossas vidas. Somos bons quando alcançamos nosso propósito; nossa vida é boa quando nela se cumpre o que temos de fazer.

Um shaná tová, um ano bom — de uma perspectiva espiritual — contém muito mais bênção que um ano simplesmente feliz.

Uma vida significativa leva a uma vida feliz

Um shaná tová pode não enfatizar a felicidade, mas é a forma mais segura para alcançá-la.

Isto se deve a outra poderosa idéia que descobriram os psicólogos: que a felicidade é, no geral, um subproduto de uma vida significativa. É precisamente quando não a buscamos e estamos dispostos a deixá-la de lado por um objetivo mais elevado que ela nos visita — inesperadamente — com uma força que jamais pensamos que fosse possível.

Uma vida significativa é o objetivo supremo, e em nossa busca de uma boa vida descobriremos a recompensa da felicidade verdadeira.

Então lhe desejo um shaná tová. Que seu ano esteja cheio de significado e propósito, e a felicidade certamente virá a seguir…

Por Rabi Benjamin Blech (Aish)
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Traduzido e editado do espanhol por Projeto Noaismo Info

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Descobrindo Rosh Hashaná

Descobrindo Rosh Hashaná*

 

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)

 

* Lê-se Róch Hachaná

Como é possível que o princípio do ano apareça no primeiro dia do sétimo mês? E como é que sabemos que é este o princípio do ano, se não está mencionado em nenhuma parte dos cinco livros de Moisés?

A resposta curta é: o sabíamos porque, quando Moisés recebeu a Torá, tudo isto era evidente para ele e ele transmitiu esta informação, ainda que não a deixou por escrito. E, além disso, antes de ouvirmos falar de Moisés, sabíamos sobre o Rosh Hashaná. Abraham recebeu os antigos ensinamentos de Shem, o filho de Noá. Noá por sua vez os havia recebido de Matusael, que os havia recebido de Enosh. E Enosh com toda a certeza estava inteirado de Rosh Hashaná, já que havia recebido sua sabedoria diretamente de Adám, que havia sido criado nesse dia.

Então, Rosh Hashaná não é somente uma festividade judaica. Rosh Hashaná é o nascimento da humanidade.

* * *

Uma olhada em todo o livro judaico de orações para Rosh Hashaná e Iom Kipur e não será encontrado menção alguma ao nascimento de Adám. O que você pode encontrar é a afirmação: “Hoje é o dia de nascimento do mundo.” Também poderá dizer uma enigmática frase que se repete várias vezes: “Este dia assinala o começo da Tua criação, é uma recordação do primeiro dia.”

Isto sugere um pensamento fascinante; efetivamente, um pensamento que os cientistas modernos podem chegar a aceitar. Talvez o universo tenha nascido apenas quando Adám abriu seus olhos para observar e dar um nome a cada coisa! Com efeito, não é certo que os físicos quânticos e os cosmólogos de hoje em dia nos dizem que não pode haver eventos nem universo, sem um observador? Então, o universo começa com a criação da primeira consciência humana. “E ELE insuflou em suas narinas alento de vida; e o homem se tornou alma vivente” (Gênesis 2:7).

Fascinante, sim, mesmo que não totalmente satisfatório. Já que, na realidade, o Livro do Gênesis nos diz que Adám foi criado no sexto dia da Criação. Antes deste momento já existia um mundo. Sim, eu reconheço, era um mundo muito diferente do que conhecemos, um mundo no qual foram criados a matéria, a energia, o tempo e o espaço, no qual os eventos foram ocorrendo rapidamente, e em poucos instantes o simples evoluiu para o complexo. Mas, ainda assim, era um mundo. Então, surge a pergunta clássica: por que comemoramos Rosh Hashaná no nascimento de Adám e não seis dias antes, no nascimento do mundo?

E a resposta clássica é: porque não estamos celebrando um aniversário. “Hoje é o nascimento do mundo”, significa hoje, agora. Hoje o mundo voltou a nascer. Este dia assinala “o começo de Tua(s obras da) criação”, evocando assim a primeríssima vez que o mundo foi criado. Só que a primeira vez que o mundo nasceu, foi um presente de graça. Desde então, depende de nós, dos descendentes de Adám. E é por isso que ocorre em nosso nascimento, Rosh Hashaná. Renascemos, e dentro de nós, todo o universo.

Nosso planeta terra é um relógio ajustado ao ritmo pelo qual bate, um ciclo de momentos e dias, de meses e anos. A cada momento surge a vida necessária para esse momento, é absorvida e depois volta para sua fonte. Cada dia, a energia para esse dia, cada mês, para esse mês. Mas a renovação mais importante da vida é a que surge em Rosh Hashaná. Porque é quando toda a vida do ano anterior volta para sua fonte essencial e, do vazio, surge uma nova vida como nunca antes conhecida, para sustentar a existência por um ano completo.

* * *

Não é estranho que um ser criado possa tomar parte em sua própria criação? Os seres criados (nós), suplicando para nosso CRIADOR: “Dá-nos vida! Uma boa vida! Coisas lindas! Revela-TE! Envolva-TE mais profundamente com teu mundo!

Como é possível que, no interior da Mente Cósmica, onde se determina se devemos ou não existir, estejamos aí, suplicando e participando nessa decisão? Deve haver algo de nós que está além da criação, algo eterno. Algo Divino. O chamamos “a alma Divina”.

É por isso que podemos denominar D’us tanto REI como PAI.

Um REI, no sentido essencial da realeza, porque é ELE QUEM determina se existiremos ou não, como está escrito no Machzór: “quem morrerá e quem viverá”.

Um PAI, porque dentro nós há algo DELE, portanto, podemos participar nessa decisão.

E nós somos o filho. Cada um de nós tem uma alma interior que é o hálito de D’us dentro de nós. Somos o ponto de contato entre D’us e Seu universo. E assim somos chamados Seus filhos. E podemos chamar ELE nosso PAI.

* * *

Em Rosh Hashaná, D’us SE apresenta perante um tribunal. Se D’us chegasse a SE desconectar de Sua criação, D’us não o permita, desapareceria até o próprio espaço. Inclusive ficaria anulado o tempo, o mundo nunca teria existido, sua história seria apagada, e não sobraria nada.

Mas demonstramos um sincero arrependimento e declaramos que agora realmente nós vamos tratar de melhorar nossos atos e fazer que o ano que se inicia seja muito, muito melhor que o passado. Acima de tudo, queremos assegurar que apenas falaremos bem dos demais e que lhes daremos nossas bênçãos para um ano bom e doce. É como julgamos os outros que nós seremos julgados.

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)
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Traduzido e editado do espanhol por Projeto Noaismo Info

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O site Bnei Noach, …noaismo.info, deseja a todos um ano bom e doce.

Hoje, 29/9, é, no calendário bíblico/judaico, 1° de Tishrêi de 5780, ou seja, dia de um novo ano. Para você recitar as orações apropriadas para hoje e também para amanhã (mas amanhã, 30/9, somente até o pôr-do-sol), veja o Guia Bnei Noach de Rosh Hashaná, revisado e aprovado pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel.

Guia Rósh Hashaná/Yom Kipúr Bnei Noach 2019

 

O Guia Rósh Hashaná/Yóm Kipúr 2019 para os Bnei Noach já está disponível — bendito é Hashém.

 

O Rósh Hashaná 2019 começa ao pôr do sol do domingo de 29 de Setembro e termina no anoitecer da terça de 1° de Outubro.

 

O Ióm Kipúr 2019 começa ao pôr do sol de terça de 08 de Outubro e termina no anoitecer da quarta de 09 de Outubro.

 

O Projeto Noaismo Info — o Site Bnei Noach — deseja a todos Feliz Rósh Hashaná e Feliz Ióm Kipúr.

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Não se esqueçam do dia 20 de setembro

Prezados Noaítas ou Bnei Noach

 

Dia 20 de setembro de 2017 está chegando. Não se esqueçam de que a partir do pôr do sol começa o Rósh Hashaná, ou seja, começa o ano 5778 da Criação.

Separem esta data para celebrá-la e orar. Pessoalmente ou acompanhado, em casa ou na casa de outrem, utilizem o nosso Guia Bnei Noach de Rósh Hashaná, revisado, aprovado e recomendado pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel.

 

(São 2 dias de Rósh Hashaná. Um a partir do pôr do sol do dia 20 ao pôr do sol do dia 21, e o outro a partir do pôr do sol do dia 21 ao pôr do sol do dia 22.)

 

Que todos tenham um shaná tová umetuká!

Projeto Noaismo Info (A Fé Original da Humanidade) — O Site Bnei Noach: a-fe-original–noaismo.info

 

E para vocês utilizarem no dia a dia

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/09/09/guia-de-bencaos-e-oracoes-diarias-para-os-bnei-noach/

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

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Quando é Rosh Hashaná em 2017, 2018, 2019 e 2020?

Quando é Rosh Hashaná em 2017, 2018, 2019 e 2020?

 

Por chabad.org

 

Rosh Hashaná, o Ano Novo do calendário judaico, cai nas datas (hebraicas) de 1 e 2 de Tishrêi. Aqui estão as datas seculares coincidentes para os seguintes anos:

• 2017:
de 20 de setembro (ao pôr-do-sol) a 22 de setembro (ao pôr-do-sol)

 

• 2018:
de 09 de setembro (ao pôr-do-sol) a 11 de setembro (ao pôr-do-sol)

 

• 2019:
de 29 de setembro (ao pôr-do-sol) a 1° de outubro (ao pôr-do-sol)

 

• 2020:
de 18 de setembro (ao pôr-do-sol) a 20 de setembro (ao pôr-do-sol)

 

Nota: Os dias do calendário judaico começam e terminam ao pôr-do-sol, ao invés da meia noite. Assim, todas as observâncias do feriado começam ao pôr-do-sol nas datas seculares listadas.

 

© Chabad.org
© Traduzido por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Feliz Rosh Hashaná

Feliz Rosh Hashaná

 

O Ano Novo (Rosh Hashaná) do calendário judaico é diferente do ano novo do calendário cristão e do ano novo do calendário maometano, pois o calendário judaico é bíblico e o seu Ano Novo não celebra um evento judaico, antes, tem um significado todo especial para todas as pessoas do mundo, pois celebra o 6° Dia da Criação, a saber, a data em que D’us criou os primeiros humanos, Adám e Havá. Assim, hoje, 02/10 (no fim da tarde), celebra-se o ano de 5777 da Criação da Humanidade.
É importante que todos os povos conheçam A Verdade de que D’us não deu NENHUMA religião para Adám e Havá (sim, a religião é invenção humana — além de que, um dos Mandamentos Divinos Universais é não criar religiões), antes, D’us lhes deu uma doutrina composta de Mandamentos, que, na verdade, todas as pessoas do mundo devem seguir.
D’us, O D’us Criador de Adám e Havá, O D’us de Israel, é O D’us de toda a humanidade (Adám e Havá não eram judeus), UM SÓ e O MESMO. Não há nenhum outro. “ELE” é O INFINITO. Tudo existe NELE. Todos estamos “dentro” DELE. Nada — e ninguém — está “fora” DELE.
Está profetizado que todas as pessoas do mundo abandonarão suas religiões e se voltarão voluntariamente para O D’us de Israel e assim para A Fé Original (que hoje é conhecida pelo nome Noaísmo — o movimento Bnei Noach), a doutrina dos Mandamentos Universais (Zacarias 8:23; Jeremias 16:19-21; Isaías 2:1-4; 11:9; Salmos 96; 97; 98; 117).

Que você tenha um Ano Novo bom e doce.
Projeto Noaísmo Info

Bendito é D’us.

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A Criação Simultânea de Adão e Eva

 

Para mais explicações, veja as matérias

 

O CORPO DE ADAM ORIGINALMENTE INCLUÍA MACHO E FÊMEA

e

Adam E Chava (Bereshit)

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ROSH HASHANÁ: O DIA DA CRIAÇÃO DO PRIMEIRO HOMEM E DA PRIMEIRA MULHER

ROSH HASHANÁ: O DIA DA CRIAÇÃO DO PRIMEIRO HOMEM E DA PRIMEIRA MULHER

Por Revista Morashá

 

Rosh Hashaná, comemorado no primeiro e segundo dias do mês hebraico de Tishrêi, é diferente de todas as outras festividades judaicas. Todas as demais marcam uma experiência significativa na história de nosso povo, enquanto que Rosh Hashaná celebra um evento universal: a criação do primeiro homem e da primeira mulher. Rosh Hashaná não é, portanto, apenas uma data sagrada para o judaísmo, mas uma celebração universal, que enfatiza a necessidade de que cada ser humano tenha plena consciência de sua missão nesta vida.


O Zohar, obra em que se alicerça a Cabalá, ensina que quando o primeiro ser humano foi criado, D’us imediatamente o informou acerca de seus poderes, revelando-lhe sua missão de vida: “…Frutificai-vos e multiplicai-vos e enchei a terra, subjugando-a e dominando os peixes do mar e as aves dos céus, bem como todo ser que se arrasta pela terra” (Gênese 1:28). O CRIADOR ordenava, pois, aos primeiros homem e mulher criados que conquistassem e governassem o mundo todo.

Nossos sábios revelam o verdadeiro significado dessa missão atribuída ao homem de “conquistar o mundo”. Explicam-nos que quando D’us criou Adão (a título de esclarecimento, o termo “Adám” refere-se a homem e mulher, como menciona a Bíblia em Gênese 5:2: “Macho e fêmea os criou. E os abençoou e chamou seus nomes Adám, no dia em que foram criados”; algo como “ser humano”), sua Divina Alma permeou e irradiou-se por todo o seu ser, dando-lhe, assim, o poder de dominar os outros seres. Mas que quando as demais criaturas chegaram-se a Adão para coroá-lo como seu criador, ele lhes apontou o engano, dizendo: “Reunamo-nos e juntos exaltemos a D’us, nosso CRIADOR”!


A missão de “subjugar o mundo” significa que o propósito do homem, nesta vida, é santificá-la, a começar por ele e os que o cercam, para que todos os seres vivos saibam que D’us é nosso CRIADOR. D’us criou apenas um ser humano – dele criando a mulher – e impôs a ambos esta tarefa. O Talmúd explica que uma das razões para que D’us criasse apenas um ser humano foi transmitir o ensinamento de que cada um de nós é um microcosmo do universo todo. Nossos sábios dizem que cada ser humano deve habituar-se a dizer “o mundo todo foi criado apenas por minha causa”. Não se trata de uma afirmação de egocentrismo ou egoísmo. Bem ao contrário, significa que cada pessoa tem sobre si a responsabilidade por todo o restante do mundo. Como cada um de nós representa Adão, cada um de nós herda e carrega a missão ordenada pelo CRIADOR à primeira criatura humana em quem Ele insuflou vida. Assim sendo, qualquer um de nós tem a capacidade de “subjugar o mundo”. Se a pessoa não cumpre essa tarefa e não utiliza os seus inestimáveis poderes divinos da forma mais plena possível, terá falhado não apenas ele, mas sua falha afetará o bem-estar e o destino do mundo inteiro. Esta conscientização de maior poder do indivíduo e de responsabilidade coletiva e as subseqüentes decisões e ações que tal conscientização enseja são dos principais temas dos dias sagrados de Rosh Hashaná.



Aniversário da Criação

Na liturgia de Rosh Hashaná, proclamamos: “Hoje é o dia do nascimento do mundo, do início da Obra de Tuas mãos…”. Mas, por que Rosh Hashaná é chamado de “início da Obra Divina” se a Criação do mundo se iniciou cinco dias antes de Adão ser formado? Por que seria este o dia chamado de “primeiro” quando, conforme revela a Torá, era, de fato, o sexto dia? 

Uma das respostas a estas perguntas é que no sexto dia da Criação – o primeiro dia do mês hebraico de Tishrêi – a existência teve conteúdo e sentido com a criação de Adão e Eva. O aniversário do mundo não é computado a partir da criação das galáxias, plantas ou animais, que não possuem o livre arbítrio; nem tampouco é calculada a partir da criação dos anjos, que cega e infalivelmente seguem todas as ordens e diretivas Divinas. Mais precisamente, o propósito do universo se concentra na força interna do ser humano de escolher entre o bem e o mal, de viver consoante com a vontade de Seu CRIADOR ou não. No sexto dia da Criação, quando Adão e Eva abriram seus olhos e contemplaram o mundo Divino, foram agraciados com a opção de a ELE atender ou a ELE se opor. O ser humano é o protagonista da história ininterrupta do universo e, portanto, a sua criação foi o que determinou o primeiro dia do mundo.

A cada Rosh Hashaná, repetimos o apelo de Adão a todas as criaturas vivas: “Vinde, para que juntos louvemos e nos curvemos, ajoelhando-nos diante de D’us, nosso CRIADOR”. Durante os dois dias dessa festividade, intensificamos a nossa conscientização da presença do CRIADOR, comprometendo-nos a aumentar nossa percepção de Sua Majestade e de Seu domínio sobre nossas vidas. Por esta razão, proclamamos em nossas preces de Rosh Hashaná: “Nosso, reina sobre todo o universo com Tua glória, eleva-Te sobre toda a terra, na Tua magnificência, e manifesta-Te no esplendor da majestade do teu poder a todos os habitantes do Teu universo. E saberá todo ser vivo que Tu o fizeste, e toda criatura que Tu a criaste, e todo aquele em quem insuflaste uma alma viva proclamará: “Hashém, D’us de Israel, é Rei Majestoso e Seu Reino a tudo domina”. 

O Talmud (Rosh Hashaná 10b-11a) conta que além da criação de Adão, outros inícios significativos ocorreram em Rosh Hashaná. Os Patriarcas Abraham e Jacob nasceram nesse dia. Abraham representou um novo despertar para toda a humanidade após Adão e Noé não terem conseguido disseminar o monoteísmo e a moralidade pelo mundo. Jacob foi um recomeço para o povo judeu, pois por seu intermédio os judeus se tornaram uma família que, a partir de então, desenvolveu-se em uma nação. E foi também em Rosh Hashaná que o povo judeu, no Egito, foi dispensado do trabalho escravo, marcando o início de sua libertação que culminaria no Monte Sinai, onde receberam a Torá, tornando-se, a partir de então, um povo amadurecido a ponto de constituir uma verdadeira nação.

Por que dois dias? A explicação cabalista

O fato de Rosh Hashaná marcar o aniversário da Criação é exatamente a razão que faz dessa data o Dia do Julgamento. Qualquer plano deve ser avaliado, de tempos em tempos, para ver o seu andamento, se atingiu seus objetivos e propósitos. Como Rosh Hashaná foi o primeiro dia em que um ser com um propósito determinado passou a fazer parte deste mundo que conhecemos, D’us escolheu esse dia para a avaliação anual de Seu universo e do quanto os seres humanos tinham alcançado em levá-lo à perfeição. Nós, judeus, o Povo Eleito, recebemos d’ELE a ordem de cumprir todos os mandamentos de Sua Torá. Os não judeus têm a obrigação de cumprir as Sete Leis de Noé, que proíbem idolatria, blasfêmia, assassinato, imoralidade sexual, roubo, ingestão de qualquer parte de um animal vivo e a corrupção da justiça. Os não judeus também têm a obrigação de praticar caridade, atos de bondade e zelar pela eficiência e justiça de seus tribunais civis.

Nos Dois Dias do Juízo, D’us julga judeus e não judeus, indistintamente, bem como todos os outros seres vivos. Pois está escrito: “Em Rosh Hashaná, o Dia do Ano Novo, será inscrito e no Yom Kipur, o dia de jejum da Expiação, será confirmado: quantos terão de sair do convívio humano e quantos terão que nele entrar; quem viverá e quem morrerá… quem em sossego e quem em meio a tumulto… quem em pobreza e quem em abundância; quem será elevado e quem humilhado será”. Enquanto, por assim dizer, D’us está em Seu Trono Celestial, julgando-nos, nós oramos implorando pela vida, saúde e sustento para o ano vindouro, pois que em Rosh Hashaná os atos de cada indivíduo são minuciosamente examinados; durante esses dois dias, estão sendo julgados, pelo Juiz e Provedor Celestial, o destino e o sustento, no ano por vir, de cada um dos seres vivos sobre a terra. Os estudiosos místicos ensinam que o comportamento do povo judeu afeta não apenas a sua própria sentença, a ser proferida em Rosh Hashaná, mas também a do mundo e daqueles que nele habitam. 

Durante o ano, as comunidades que vivem fora de Israel celebram as festas judaicas durante um dia a mais do que aqueles que habitam a Terra Santa. No entanto, mesmo os que residem em Israel têm que guardar a data sagrada de Rosh Hashaná por dois dias – no primeiro e segundo dias do mês de Tishrêi. O Livro do Zôhar, escrito pelo grande místico e mestre da Torá, Rabi Shimón bar Yochái, explica o porquê: Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, representa o atributo Divino da Guevurá – justiça e disciplina severas. E, como todas as criaturas vivas estão sendo julgadas em Rosh Hashaná e não suportariam a aplicação da severa sentença Divina, acrescenta-se um segundo dia à celebração. Esse segundo dia é principalmente governado pelo atributo de Malchut – que, sendo o atributo Divino que permeia o Shabát, é um atributo de julgamento clemente e misericordioso. 

Nos dias que antecedem Rosh Hashaná, reunimo-nos nas sinagogas para recitar as preces de Selichot – pedidos de perdão Divino. O Zohar revela a importância da confissão dos pecados diante do CRIADOR: “Aquele que encobre suas transgressões, jamais prosperará; mas quem as confessa e abandona, obterá a misericórdia” (Provérbios 28:13) do Santo, Bendito Seja ELE. Rosh Hashaná, portanto, não é apenas um dia de julgamento, mas especialmente de auto-análise e julgamento de nossos próprios atos.

Diariamente, mas em especial durante a festividade de Rosh Hashaná e nos dias que a antecedem e sucedem, cada um de nós deve indagar a si próprio quanto de seus propósitos conseguiu realizar e a que novas determinações de crescimento e aperfeiçoamento pessoal se propôs para o ano que está por iniciar. Cada um de nós, judeus, deve refletir sobre o fato de ter a responsabilidade de “subjugar e conquistar o mundo”, cumprindo as instruções do CRIADOR do Mundo, por ELE entregues a nós em Sua Torá. Em Rosh Hashaná, somos responsabilizados não apenas pelo que fizemos, mas também pelas boas ações que poderíamos ter realizado – e não o fizemos. Fomos bondosos e generosos com os menos favorecidos? Mantivemos nossa fé e elevada moral mesmo diante de provações e atribulações? Oramos com sinceridade e cumprimos os mandamentos de D’us com seriedade de intenção e total entrega? Conseguimos elevar-nos e santificar o mundo através do estudo da Torá – com a plenitude que estava a nosso alcance? O julgamento de Rosh Hashaná requer que pesemos as mínimas e infinitas possibilidades e oportunidades que são colocadas diante de nossos olhos, diariamente.

Ano após ano, nos dois dias de Rosh Hashaná, D’us determina se cada um de nós está desempenhando sua missão de vida em toda a sua plenitude – para assim santificar a si próprio e a todo o mundo, através da proclamação da Majestade do CRIADOR e de ações consoantes com as Suas determinações. Então, enquanto “…todos os habitantes do mundo desfilam diante d’ELE feito um rebanho”…, e ELE, como um pastor, vistoria as suas ovelhas, determinando “o destino de cada criatura e anotando a sua sentença: …quem viverá e quem morrerá…, quem em pobreza e quem em abundância, quem será humilhado e quem será elevado”…eis que, repentinamente, um som penetrante eleva-se da Terra e reverbera, em sua magnitude, pelos Céus. É o chamado do shofar, o simples toque de uma trombeta que anuncia que o Povo Eleito por D’us está coroando-O como seu REI, anunciando a todos os seres vivos que… “Hashém, D’us de Israel, é Rei Majestoso e Seu Reino a tudo domina”. 

Proclamando mensagens com uma eloqüência que as palavras jamais seriam capazes de transmitir, o simples chamado do shofár desperta a consciência do homem para um compromisso renovado e mais profundo com seus atos e missão de vida.

E D’us MISERICORDIOSO, AQUELE que penetra nas profundezas do coração de cada um de nós, irá certamente responder a nosso propósito de tomar boas resoluções, enviando as Suas bênçãos para que as mesmas se realizem em sua plenitude. 

Que neste Rosh Hashaná possa AQUELE que está nas Alturas Celestiais “erguer-se do Trono do Julgamento e sentar-se no Trono da Misericórdia”, para desta forma inscrever todos os Seus filhos no Livro da Vida, abençoando-os com um ano de paz, saúde, júbilo e tranquilidade material e espiritual.

 

© Revista Morashá

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