Bnei Noach, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

Bnei Noach e o Shemá Israel

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(Atenção:
Nas palavras transliteradas, o “sh” tem som de “CH”. Exemplos: “Shemá”; “Hashém”.)

Nas palavras transliteradas, o “ch” tem som de “RR”. Exemplos: “Chabád”; “Nôach”; “Chidá”; “Birchêi”, etc..)

 

Bnei Noach e Shemá Israel

 

Perguntas & Respostas

 

P: Pode o Noaíta (Ben Noach/Filho de Noá) recitar o Shemá Israel?

 

O Rabi Tzvi Freeman (do Chabad) responde:

O tsadík Rabi Chaim Yosef David Azulai (filho de Yitzchak Zerachiah Azulai), conhecido como Rabi Azulai ou simplesmente o Chidá (/Hida), cerca de 1724-1807, escritor do Birchêi Yoséf, instruiu um Ben Noach (Filho de Noá/Noaíta) a recitar a primeira frase do Shemá Israel (Devarím [Deuteronômio] 6:4) todos os dias.

[A instrução do Rabi Azulai é que se recite Devarím/Deut. 6:4 todos os dias por duas vezes, uma de manhã (após levantar-se) e a outra de noite (antes de deitar-se para dormir).]

 

© Rabi Tzvi Freeman (do Chabad)
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Em seu diário de viagens (“Maagal Tov”), o Chida escreveu:
“Sexto de Tamuz … o Chida escreve que lhe foi oferecida hospitalidade por um não-judeu e seus parentes e no decorrer da conversa o Chida perguntou-lhe no que ele acredita? O não-judeu lhe disse que acredita em Hashem, O D’us de Israel, e depois de questioná-lo um pouco mais sobre isto, o Chida sentiu que este homem era sincero no que dizia. O Chida então lhe disse que já que é assim, ele (o não-judeu) deve dizer todas as manhãs e todas as noites “Shemá Yisrael Hashém Elohênu Hashém Echad – Ouça Israel: Hashém é O Nosso D’us, Hashém é Um” e ele deve cumprir as Sete Leis de Noá e ele deve ter cuidado, de qualquer maneira, com shituf (combinar qualquer outra coisa com a adoração de Hashém), ao contrário, ele deve dedicar-se à unidade absoluta de Hashém, O D’us de Israel. E o não-judeu aceitou e disse que rezaria apenas para Hashém, O D’us de Israel.”

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Devarím [Deuteronômio] 6:4(-7):

“Escuta, Israel*! HaVaYaH é nosso D’us, HaVaYaH é UM SÓ! E amarás HaVaYaH, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas posses. E estas palavras que EU te ordeno hoje estarão sobre o teu coração, e as inculcarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.”

 

* Está registrado na Torá SHEMÁ ISRAELNÃO shemá Noach. Portanto, mesmo se acontecer de algum grupo noaítico equivocada e erroneamente recomendar que se substitua o Israel por Noach, isso não é permitido.


 

Então, é proibido aos Noaítas (Filhos de Noá) recitar o Shemá Israel por inteiro?

O Chabad.org explica: “O Shemá é composto de três trechos da Torá, Devarím (Deuteronômio) 6:4-9 e 11:13-21 e Bamidbár (Números) 15:37-41, que começam com a declaração que define o Judaísmo (mas também o Noaísmo): “Ouve, ó Israel, HaVaYaH é nosso D’us, HaVaYaH é UM SÓ.” (Em hebraico, “Shemá Yisrael, HaVaYaH Elo-hênu, HaVaYaH Echád.”) O Shemá então discute algumas bases do Judaísmo: amor a Hashém, estudo de Torá, o princípio da Divina recompensa e punição, e o êxodo do Egito.” E o Chabad.org do Brasil complementa: “Na leitura do Shemá estão contidos os fundamentos da fé (que, portanto, cabe aos Benêi Nôach) e das mitsvót (preceitos) que o povo de Israel deve cumprir.” Ao explicar sobre “as mitsvót (preceitos) que o povo de Israel deve cumprir”, ou, nas palavras do próprio Rabi Tzvi Freeman (que, como já mencionamos, é do Chabad): “as práticas que são EXCLUSIVAS do povo judeu”, que são mencionadas no Shemá Israel completo, o Chabad.org diz: E “observar as mitsvót, que incluem colocar tefilín no braço e na cabeça e fixar mezuzót nos batentes da casa, a mitsvá de tsitsít e do Êxodo do Egito.”

Portanto, a fim de evitar as confusões do tipo “sentir-se ‘judeu'” ou “passar-se por ‘judeu'”, o recomendável é orar o Shemá Yisrael de acordo com as instruções do Rabi Azulai (o Chidá) — como fazem-no a maior parte das comunidades Bnei Noach do mundo dirigidas por Rabinos responsáveis e competentes — ou seja, recitar apenas Devarím/Deut. 6:4(-7), e deixar as outras partes da Oração (usadas pelos judeus tratando de “mitsvót exclusivas dos judeus”) apenas para a leitura da Torá.

Para a consideração de um rabino, veja (em espanhol; mas, pode-se utilizar o Google Tradutor para lê-la em português)

www.harhamoriah.com.co/pregunta-un-noajida-puede-recitar-el-shema-israel/

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Por que não-judeus precisam de 7 mitsvot enquanto judeus precisam de 613?

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Por que não-judeus precisam de 7 mitsvot enquanto judeus precisam de 613?

 

Por Rabi Tzvi Freeman (do Chabad)

 

Pergunta:

Parece-me que quanto mais refinada e espiritual uma pessoa for, menos ela precisará de mandamentos, já que ela mesma entenderá o que é certo e errado. Tal como uma criança precisa de muito mais regras do que um adulto.

Seguindo esta lógica, por que não-judeus precisam de apenas sete mitsvot (mandamentos) enquanto judeus precisam de 613?

 

Resposta:

Boa pergunta. O rabi Yehuda Loewe, o Maharal de Praga, fez a mesma pergunta uns 400 anos atrás. Ele explicou que a verdadeira expressão da Divindade é a liberdade. A alma humana é Divina, portanto, é livre para ser o que quiser, para subir às alturas mais elevadas, ou, D’us não o permita, o oposto.

Portanto, enquanto que os animais conhecem as suas regras por natureza e geralmente as mantêm sem serem mandados, o ser humano deve ser ordenado. A estrutura básica de suas leis são sete, porque elas são destinadas a limitá-lo no espaço: seis direções mais o espaço dentro do qual ele está.

A alma judaica, que deve ser uma luz para as nações, expressa a liberdade de Divindade ainda mais e por isso deve ser limitada no tempo. Estas são as 365 proibições que correspondem aos 365 dias do ano (o ano é a medida básica do tempo).

 

 

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Que é Torá no Judaísmo e no Noaísmo

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Nas palavras transliteradas, “CH” deve ser pronunciado como “rr” e “SH” como “ch”.


 

Que é Torá no Judaísmo e no Noaismo

 

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)

 

(to-rá) תורה       raiz: יורה

Palavras relacionadas: instrução, הוראה, guia, מורה

 

O que significa

Se você está confuso com o uso desta palavra, provavelmente você está no caminho certo. Gramaticalmente, a palavra Torá se refere a qualquer tipo de instrução, mas no uso prático:

 

● O título Torá geralmente se refere especificamente aos Chamishá Chumshê Moshé (conhecidos simplesmente por Chumásh) – Cinco Livros de Moisés (Bereshit/Gênesis, Shemot/Êxodo, Vaicrá/Levítico, Bamidbar/Números e Devarim/Deuteronômio).

 

● Torá pode referir-se também a toda a Torá escrita, isto é, todas as escrituras canonizadas (a Bíblia Judaica ou Tanách { = Torá, Neviim, Chetuvim – Torá, Profetas e Escritos})

 

● Torá pode referir-se também ao que já mencionamos mais a Torá Oral, que inclui:

• a compilação de leis e decisões conhecidas como Mishná, juntamente com outras compilações aceitas,

• a discussão e o debate de que material, conhecido como Talmud ou Guemará,

• as histórias e suas lições, que aparecem compiladas no Talmúd e obras midráshicas,

• todos os outros ensinamentos que foram aceitos por um consenso de longo prazo da comunidade judaica observante, porque se baseiam firmemente em algum precedente, ou porque foi demonstrado que surgiram por meios aceitos a partir de textos e opiniões anteriores.

 

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Os Noaítas e o uso da kipá

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Matéria originalmente publicada em novembro de 2015 e reformada em junho de 2018.

 

Bnei Noach e a kipá

 

Perguntas & Respostas

 

Pergunta:

Pode um homem Noaíta (Ben Noach/Filho de Noá) usar kipá (a kipá Bnei Noach) na rua, no trabalho, … enfim, fora de casa e fora da sinagoga?

 

Resposta:

O Curso das Leis Noaíticas da Yeshivá Pirchéi Shoshaním exorta os Bnei Noach (em geral, i.e., os homens e as mulheres):

“Esforce-se em ser [sensato e] determinado ao pôr em prática sua identidade espiritual. Não passe [aos outros] mensagens confusas [por meio de seu comportamento] porque isso reflete desconhecimento, dúvidas pessoais ou rebeldia, que mal [os] guiarão.”

E declara:

“Assim, não está permitido [aos  homens Bnei Noach]:

Usar kipá fora da sinagoga[*] (pois que em um contexto social onde a kipá já é logo associada à identidade judaica, a mensagem que isso transmite é fortemente confusa).”

 

O Rabi Michael Schulman do Chabad, diretor da AskNoah, uma Instituição Internacional de Rabinos competentes que dão a devida orientação aos Bnei Noach, explica:

“Certamente, está tudo bem você usar kipá – se você quiser – em sua casa, nas casas de judeus e de outros Bnei Noach, nas sinagogas, ieshivás, etc[*].

Em público, você deve ter bom senso e não usá-la, porque as pessoas lhe confundiriam com um judeu. Se você quiser manter a cabeça coberta na rua, você pode usar um boné ou um chapéu.”

 

E mesmo dentro desses lugares “não é uma boa idéia que Bnei Noach (homens Noaítas) escolham uma Kipá idêntica a usada pelos judeus, pois outras pessoas podem erroneamente confundir um não-judeu com um judeu. Isto pode levar a confusões com relação à conduta muito mais rígida que a Torá requer dos judeus. Uma maneira de fazer uma Kipá diferente é decorá-la com as palavras “Bnei Noach”, ou algo similar.”  Rabi Yitschak Ginsburgh (Instituto Gal Einai Israel, autor de Kabbalah and Meditation for the Nations)

 

Nós, Benêi Noach/Filhos de Noá e Benót Noach/Filhas de Noá, temos de ter o extremo cuidado de interiorizar as seguintes palavras do Rabi Tzvi Freeman, do Chabad.org (e, obviamente, suspeitar daqueles não-judeus e judeus (mesmo rabinos) que falam e agem em contrário).
Ele disse:

“O caminho do Ben Noach está integralmente ligado ao povo judeu, como afirma claramente o Rambám [(Rabi Maimônides). Porém, é importantíssimo ressaltar que, apesar disso (apesar dessa ligação),] nós (judeus) não queremos criar uma nova religião. E tampouco queremos que Ben Noach esteja imitando as práticas que são exclusivas para o povo judeu.”

Em outras palavras, nós, judeus, não queremos fazer dos Bnei Noach uma religião. E tampouco queremos que eles próprios se transformem em um movimento judaizado e judaizador.

 

Sobre a mitsvá de Proibido cometer o pecado de Chidúsh Dat (Invenções ou Imitações Religiosas), que significa não inventar qualquer religião ou culto religioso e não inventar práticas religiosas (originais ou adotando ou copiando qualquer aspecto das práticas judaicas), veja

https://a-fe-original–noaismo.info/site-bnei-noach-como-o-bnei-noach-serve-hashem-conversao-ao-judaismo/

https://a-fe-original–noaismo.info/site-bnei-noach-o-rebe-diz-nao-a-judaizacao-de-bnei-noach/

https://a-fe-original–noaismo.info/site-bnei-noach-por-que-ha-discordancia-entre-os-proprios-rabinos-sobre-a-pratica-noaica/

 

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Kipá Bnei Noach

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