Conhecendo O CRIADOR (D'us), Vídeo

Como explicar D’us como vingador?

Como explicar D’us como vingador?

 

Resposta por Rabi Shamai Ende

(da Ieshivá Tomchei Tmimim Lubavitch Ohel Menachem de S. Paulo)

 

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Bnei Noach, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

É permitido a um não-judeu estudar a Torá?

É permitido a um não-judeu estudar a Torá?

 

Por Rabi Shamai Ende (Chabad) e por Rav Shimshon Bisker

 

No Talmúd (Sanhedrín 59a) encontramos duas opiniões opostas sobre este assunto muito delicado, que ocorre com frequência na vida atual. Lá, conclui-se que a proibição de estudar a Torá com um não-judeu não se aplica às sete mitsvót (as chamadas leis dos filhos de Noá) que eles têm a obrigação de conhecer e cumprir.

Assim também Rabi Maimônides, em seu livro Mishnê Torá (hilchót melachím 8:10), escreve: “Nosso mestre Moshé transmitiu a Torá e seus mandamentos somente ao povo de Israel e aos que desejarem converter-se. Ele também nos ordenou, a mando de D’us, que devemos instruir todos os habitantes do mundo a receber sobre si as sete Mitsvót que os filhos de Noá (toda a humanidade) foram ordenados a cumprir. Aquele que as aceita e toma o cuidado de cumpri-las é considerado um chassíd (devoto)  (de Hashém) entre os povos, e tem parte no mundo vindouro, contanto que assim o fizer e aceitar, por ordem Divina explícita na Torá, por intermédio de Moshé, nosso mestre”.

No capítulo seguinte, Rabi Maimônides nos ensina a lista e os detalhes dos sete mandamentos de toda a humanidade a serem seguidos: 1. A proibição de praticar idolatria; 2. De blasfemar contra D’us; 3. De cometer homicídio; 4. De manter relações incestuosas e cometer adultério; 5. De roubar; 6. A obrigação de instituir um sistema judiciário; e 7. A proibição de ingerir um órgão de um animal que foi extraído ainda em vida.

Desta forma, (nós judeus) temos a obrigação de ensinar a um não-judeu todas as leis dessas mitsvót, que incluem muitos detalhes, como estudos profundos que reforçam a fé em D’us; as leis de recato que nos levam a não cometer atos imorais; as leis judiciais do Talmúd aplicadas a todo ser humano; as minuciosas proibições de roubar, enganar e prejudicar o próximo; as leis de tsedacá (caridade) e justiça social; reforçar atos de bondade, etc.

O Rebe lançou (em 1983) uma campanha mundial para propagar essas mitsvót para toda a humanidade, e explicou que o fato de não termos notícias de que no último milênio os sábios judeus difundiram essa lei deve-se às inúmeras perseguições que nosso povo sofreu durante a história, sem que tivéssemos a possibilidade de exercer alguma influência sobre as demais nações do mundo. No entanto, na época atual, quando deixamos de ser o povo perseguido e tornamo-nos muito influentes em vários setores, passa a ser uma obrigação de cada judeu cumprir essa lei, instruindo todos os povos a cumprir as suas.

O Rebe ainda frisou que essa é a melhor solução para vários problemas atuais, como a violência, a imoralidade, a decadência da educação, os conflitos etc., pois uma pequena luz pode dissipar muita escuridão. Desta forma estaremos construindo um mundo melhor, preparando a humanidade para receber a era messiânica, quando todos os povos habitarão em paz e harmonia, conforme consta (Yeshayáhu [Isaías] 2:4): “Não levantará um povo sobre outro a espada, e não mais aprenderão a guerrear”, e juntos servirão D’us, como disse o profeta (judeu Tsefaniá [Sofonias] 3:9): “Então eu darei a todos os povos uma língua pura a fim de que invoquem o Nome de Havayah e O sirvam em  harmonia.”

© Chabad.org

 

O Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, de Israel, também explica:
“O Talmud explica:
“Em relação ao estudo da Torá relacionado às Leis de Noach, o Ben-Noach que se ocupa com este estudo é comparado ao Sumo-Sacerdote. Porém, não em relação às partes da Torá que não se relacionam com as suas Leis.”

Um Ben-Noach deve estudar somente as partes da Torá relacionadas com os Preceitos que lhes foram ordenados.
Porém, várias partes da Torá são propícias para serem estudadas por todos os povos, como as partes dos ensinamentos éticos.
Assim, todos os preceitos lógicos podem ser estudados, pois mesmo que não foram entregues explicitamente aos Bnei-Noach, o bom senso os compromete.

Da mesma forma é permitido estudar temas de emuná (fé), mussar (ética), aprimoramento pessoal e afins, pois esses temas regem toda a humanidade.”
© Rav Shimshon Bisker

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Sobre o Rabi Shamai Ende, veja:

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