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Qual é a maior diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus?

B”H

 

Qual é a maior diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus?

 

Existem inúmeras diferenças fundamentais entre o judaísmo/noaísmo e o cristianismo.

O site Noaismo.info entende que a maior e mais importante diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus é que, segundo o cristianismo, de acordo com o seu próprio fundador, Jesus, e com o próprio Evangelho, “Deus é espírito”. Ensina o chamado “novo testamento” que Jesus, depois de morto, “entrou no próprio céu para aparecer perante a pessoa de Deus.”

“Deus é uma Pessoa espiritual, o que significa que [ele] tem um corpo espiritual. Deus como indivíduo, como Pessoa com um corpo espiritual, tem um lugar de residência, e assim não pode estar em qualquer outro lugar ao mesmo tempo.

Deus é uma pessoa, um indivíduo, tanto quanto Jesus. E os cristãos, quando finalmente viverem no céu, verão Deus e também serão semelhantes a ele, mostrando que Deus é realmente uma pessoa e tem um corpo, bem como determinado lugar para estar” e viver, um lugar literal chamado “céu”.

Em contraste, o Rabi David Aaron explica que “‘Deus” é uma palavra de origem latina não encontrada na Bíblia original [a Torá], em hebraico. O nome na Bíblia que infelizmente foi traduzido como “Deus” é o tetragrama impronunciável escrito em português como Y/H/V/H — derivado das palavras em hebraico que significam “foi”, “é” e “será”.” Chamamos a abreviação Y/H/V/H de Hashém, termo hebraico que literalmente significa “o Nome”. Mas também é comum no judaísmo e no noaísmo a utilização da expressão hebraica En Sof — literalmente “O SEM FIM”, i.e., “O UM TODO-INFINITO” ou “O ILIMITADO” ou “O INTERMINÁVEL” — para denotar D’us. O Rabi David Aaron segue explicando que “o tetragrama Y/H/V/H sugere A PRESENÇA INFINITA, A REALIDADE SUPREMA, A Origem de toda a existência.

Ainda assim, a maioria das pessoas pensa que D’us é um ser — como você e eu, mas todopoderoso — e que, como nós, existe nesse mundo. Mas a Torá ensina que D’us não é um ser que existe na realidade. Hashém não existe na realidade — Hashém é A Realidade. Nós não somos a realidade. Nós existimos na realidade,  nós existimos em Hashém, dentro da realidade que é Hashém. Para encontrar D’us, você tem de se perguntar “Onde estou?” e não “Onde está D’us?”. D’us [O D’us da Torá, O D’us de Israel] não está em nenhum lugar específico. D’us é o lugar e é todos os lugares. Nós vivemos em D’us. D’us é o lugar em que existimos, a realidade dentro da qual existimos. [Por isso,] Hashém (“D’us”) não é masculino nem feminino, não é uma pessoa e não se parece com uma pessoa. Hashém não é equivalente a nenhum ser humano. Hashém (“D’us”) é A REALIDADE SUPREMA e INFINITA — Aquilo que abarca todo tempo, todo espaço e todo ser.”

Portanto, segundo o judaísmo e o noaísmo, como explica o Rabi Aryeh Kaplan: “D’us está tão elevado acima de nós (humanos) que é completamente impossível compreendê-LO de qualquer maneira. A essência de D’us não pode ser apreendida nem pelo pensamento.”

Porém, isto não é tudo. Mais do que “D’us ser incompreensível (a nós, humanos), nem sequer os anjos mais elevados e nem sequer os seres espirituais mais elevados podem compreender a verdadeira essência de D’us. Portanto, D’us PRÓPRIO é [inimaginável,] incognoscível, indescritível e inonimado.”

“Até mesmo o tetragrama que é chamado de “nome próprio” de D’us é apenas uma alusão, porque estamos nos referindo à REALIDADE ABSOLUTA, ORIGINAL e INFINITA que simplesmente foi, é e sempre será. Algo tão vasto e abstrato não cabe em qualquer imagem ou conceito.

Não compreendemos — na verdade, não podemos entender — Hashém, mas podemos ter — e já temos — uma relação com Hashém.” Diz-nos o Rabi David Aaron.

Em vista disto tudo, não é à toa que mesmo as pessoas que pensam em D’us como alguém, como um indivíduo, questionam: “Mas como é possível ele ser todopoderoso e saber todas as coisas e ainda não ter tido um começo (se ele é só uma pessoa)?”

Mas quando elas finalmente aprendem que D’us, Hashém, é EN SOF, O INFINITO — O TODOINFINITO —, então estes questionamentos se dissipam.

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/11/19/a-nao-espiritualidade-de-dus/

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/07/01/dus-e-os-anjos/

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/03/19/grandiosidade-de-dus-ou-infinitude-de-dus/

 

Por Noaismo.info

https://a-fe-original–noaismo.info/copyright/

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Nova página do site noaismo.info

B”H

 

No mês de aniversário do site noahidebr.com, uma nova página, Graças a D’us.

 

Confira:

 

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

 

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Seis textos especialmente selecionados para as questões

B”H

 

D’us existe?

Se sim, qual é a prova disso?

Se D’us existe, por que ELE não SE revela para a Humanidade?

O Judaísmo, invenção humana ou Revelação Divina?

Os judeus, povo de D’us?

Existe mesmo A Palavra de D’us?

E se sim, qual é Ela?

 

 “Qual é a finalidade da existência de um judeu? Por que será que o povo judeu ainda existe? Qual é a razão deste milagre? Uma vez, ouvi uma estória muito interessante que pode indicar o caminho da resposta. O imperador da Prússia, Frederico o Grande, era filósofo e escritor. Certa vez, durante uma discussão muito profunda com o seu pastor luterano, eles acabaram examinando a questão da existência de D’us. Toda “prova” argumentada pelo pastor era refutada imediatamente pela mente ágil de Frederico. O imperador estava ficando cansado dessa discussão interminável. Ele pediu ao pastor que desse apenas um sinal visível que ninguém pudesse contestar. O pastor fechou os olhos e ficou pensando esforçadamente por um longo tempo. Frederico ficou impaciente e perguntou de novo: “Afinal, há algo que eu possa ver com os meus olhos e que prove a existência de D’us?” O pastor abriu os olhos e respondeu com duas palavras: “Os judeus!”.

 Este relato nos dá um conceito muito importante. Se a sobrevivência do povo judeu for, de fato, um milagre, então tem de haver [um tal] que tenha feito este milagre. O milagre da nossa existência aponta diretamente para D’us. (…) Não somos nada menos do que testemunhas da própria existência de D’us. (…)

 O grande profeta Isaías expressou este conceito de modo muito conciso e atraente, ao proclamar: “Tu (povo de Israel) és a Minha testemunha, diz [HaVaYaH], e o Meu servo que EU escolhi, para que tu possas conhecer-ME e acreditar em MIM e compreender que EU sou [HaVaYaH]. Antes de MIM não houve nenhum D’us formado, e nenhum há de haver depois de MIM. EU, EU Mesmo, sou [HaVaYaH], e além de MIM não há outro salvador” (Isaías 43:10-11).

 (…) A nossa missão consiste em testemunhar a existência de D’us[.] (…) Enquanto a chama permanecer acesa, ardendo dentro de nós, estaremos espalhando a luz de D’us através do mundo inteiro. Este é o nosso segredo. É o nosso destino.” — Rabi Aryeh Kaplan, Encontros entre o Céu e a Terra, Editora Maayanot, 2012, páginas 68 a 71.

 

E respostas mais detalhadas a essas perguntas em 6 textos especialmente selecionados para tratar destes assuntos:

 

 

 

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