15a Parte do Curso Bnei Noach

B”H

 

Parte 15 do Mini Curso Virtual Gratuito de Introdução ao Tema de Bnei Noach

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As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

 

Por Projeto Noaísmo Info e O Rebe

 

Desde que o ser humano foi criado por Hashém que toda a humanidade está sujeita ao cumprimento das Sete Leis Divinas Universais, primeiramente dadas a Adám e Chavá (Adão e Eva), e posteriormente dadas a Nôach (Noá) e Naamá, e finalmente reveladas a toda a humanidade através da Torá, entregue por Hashém a Moshé (Moisés) e ao povo judeu no monte Sinái em 2448 depois da Criação.
Portanto, diferente das 613 mitsvót judaicas que foram surgindo gradativamente desde Avrahám (Abraão) (o primeiro judeu) até a entrega da Torá no Sinái, as Sete Leis Universais existiram desde sempre. E o surgimento do povo judeu se deu exatamente por causa delas, das Leis Universais de Hashém, ou seja, o povo judeu surgiu não para por um fim nelas, mas para protegê-las (do esquecimento das nações por causa de rejeição e abandono).
Todas as nações — todos os povos — são criações de D’us, obviamente. O povo judeu também é criação de D’us. Mas, mais do que apenas ser criação de D’us, o povo judeu foi escolhido por D’us para servi-LO eternamente (nunca O abandonando por completo, nunca O esquecendo por completo) e para representá-LO diante de todas as nações do mundo*. (* “Uma nação de sacerdotes — o povo a quem ELE escolhera para SI, para receber SUA Torá e para servir de guia e inspiração [espiritual e moral] aos demais povos do mundo. Ensinamos ao mundo o monoteísmo e lhes demos a nossa Torá, que é a base da civilização e da fé entre os homens.” – Revista Morashá) Assim, mesmo que a partir de então todas as pessoas do mundo abandonassem seu CRIADOR e se esquecessem de SUAS Leis Universais, o povo judeu estaria ali servindo como um lembrete, um aviso Divino, para elas.
Mas, se — como está evidente acima — o povo judeu tem uma missão divina diferente da missão divina de todas as outras nações, o que torna o judeu diferente do não-judeu? Qual é a diferença entre o judeu e o não-judeu?
O próprio Rebe, o Rabi Menachem Mendel Schneerson, o líder espiritual da nossa geração, responde:

“Somos todos iguais, biologicamente e fisiologicamente. Só que o papel do judeu é diferente do papel do não-judeu. D’us fez estas distinções e ninguém pode mudar isso. A diferença entre judeus e não-judeus se expressa em relação à observância da Torá. Se requer que o povo judeu observe 613 mitsvót da Torá e que os gentios do mundo só cumpram as Sete Leis Noaíticas (Universais). Esta não é uma responsabilidade pequena, já que é um ingrediente essencial na criação do mundo.”

O povo judeu é diferente dos povos não-judeus porque recebeu do MESMO CRIADOR 613 mandamentos: as Sete Leis Universais (sim, os judeus não estão dispensados delas) acrescidas de 606 mandamentos. Isto é o que identifica o judeu, esta é a sua identidade, esta é a Identidade Judaica (estar sujeito ao cumprimento de 613 mandamentos divinos).
Se o povo judeu surgiu para assegurar que todas as pessoas do mundo NUNCA se esquecessem das Sete Leis Universais de Hashém, então, assim como o povo judeu é eterno, assim também as Sete Leis Universais de Hashém são eternas para todos os povos. Como Hashém é eterno, nada do que ELE cria se desfaz. Portanto, as Sete Leis Universais de Hashém são eternas, vão existir para sempre. E para serem cumpridas por quem? Pelos não-judeus, é óbvio. Então os não-judeus também existirão para sempre, pois também são criações de Hashém. E dessa maneira, portanto, o mesmo se dá com o povo judeu e com as 613 mitsvót da Torá, cada um também existirá para sempre.
“Assim como D’us é eterno, também é eterna a sua aliança com o povo judeu.”
“Assim como D’us é eterno, assim também o povo judeu é eterno.”
“A Torá é eterna, e tudo o que nela está escrito também é eterno.”
“Nosso interesse (dos judeus) não é eliminar as nações do mundo, mas refiná-las. Elas não deixam de existir após a conclusão do processo de refinamento (do mundo). Mesmo no futuro (messiânico), as nações continuarão a existir.” Continue lendo “As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno”

Nova Página do Site

Apresenta

 

Pela graça de D’us, uma nova página no site

 

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Proselitismo inconsciente

PROSELITISMO INCONSCIENTE

Se você deseja se converter ao judaísmo, faça-o da maneira correta e sem buscar caminhos duvidosos, e pare de convencer a todo mundo de que eles também têm de fazê-lo. Acredite você ou não, nem todos querem se converter ao judaísmo, e [tais pessoas realmente] são felizes com as suas 7 leis noaíticas. E pare de negar a existência das 7 leis só por causa do seu ego. A negação é apenas uma amostra de tudo o que você ignora. Se você quer ser judeu…ande, seja feliz, se esforce… quem disse que o caminho do convertido é fácil? E deixe os outros serem felizes com as suas 7 leis.
Por que negar as 7 leis existentes antes de “Matán Torá” (Entrega da Torá) apenas por causa do seu ego e do proselitismo inconsciente?
A sabedoria consiste [em estar-se ciente de] que nem todos têm de ser iguais a você e [de que] sempre há uma resposta adequada para cada coisa.

Rabino Asher Cacua
(Maio 2020)

© Har Hamoriáh
© Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info

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Bnei Noach podem celebrar as Festividades Judaicas ou alguma delas?

Perguntas & Respostas

 

P: Bnei Noach podem celebrar as Festividades Judaicas ou alguma delas?

 

R: O Shulchan Aruch Bnei Noach — o livro The Divine Code (“O Código Divino”), conhecido no hebraico como Shéva Mitsvót Hashém (“As Sete Mitsvót [Universais] de Hashém”) —, do Rabi Moshe Weiner, publicado pela Organização Internacional Ask Noah, é enfatico:

“Qualquer mandamento [de se celebrar] um dia sagrado judaico está proibido para um gentio(*). E práticas relacionadas especificamente com esses dias, tais como [por exemplo] comer pão sem levedura no Pêssach, agitar uma folha de palmeira (luláv) ou sentar-se em uma sucá em Sucót, jejuar em Ióm Kipúr, tocar shofár no Rósh Hashaná, também são impróprios para um gentio. Tudo isso porque [se ele faz essas coisas] ele está cumprido um dia sagrado que ele não foi mandado cumprir, e é uma proibição que alguém faça seu próprio dia sagrado devido a que está proibido criar uma outra religião(**.

 

* Isso inclui o Shabát, pois “Havayah falou a Moshé, dizendo-lhe para falar aos benêi Yisrael e dizer-lhes: Há épocas especiais que vocês devem celebrar como feriados sagrados a Havayah. São as seguintes Minhas festividades: … o sétimo dia é um Shabát … um feriado sagrado para Havayah.” (Levítico/Vayicrá 23, A Torá Viva, Rabi Aryeh Kaplan, Maayanot.) “Vede [benêi Yisrael], Havayah vos deu o Shabát.” (Êxodo/Shemót 16:6, 29). Como diz o Rabi Aryeh Kaplan: “O Shabát foi outorgado ao povo judeu quando receberam o maná pela primeira vez.” E como diz a Revista Morashá: “O Shabát — o único ritual judaico que é um dos Dez Mandamentos — é a primeira de todas as festas [judaicas], porque é a primeira a ser mencionada na Torá (Levítico, 23:2-3). Diz a Torá: “(O Shabát) é um sinal entre MIM (Havayah) e os benêi Yisrael para sempre” (Êxodo, 31:17). Apesar de muitos não o saberem, qualquer Shabat é o dia mais sagrado do ano judaico, até mesmo mais do que Ióm Kipúr (Shulchán Arúch, Órach Chaím, 242:1).” (© Instituto Morashá de Cultura.)

A única exceção é a celebração de Rósh Hashaná, por se tratar do dia da Criação da Humanidade (Adám e Chavá).

 

** Pois ele não é judeu e está praticando um mandamento especificamente judaico, então isso não é nem noaísmo nem judaísmo, logo, é outra coisa — é criar outra religião.)”

 

The Divine Code, Terceira Edição, versão inglesa autorizada do original em hebraico: Sheva Mitsvot Hashem, por Rabi Moshe Weiner, 2018 Ask Noah International.

© Ask Noah International
© Rabi Moshe Weiner
© Rabi Dr. Michael Schulman
Traduzido por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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Mandamentos para os judeus e mandamentos para os Bnei Noach

Mandamentos para os judeus e mandamentos para os Bnei Noach

 

Você sabia que existem Mandamentos exclusivamente JUDAICOS, ou seja, que são apenas para os judeus (ou, em outras palavras, que são proibidos para os Bnei Noach)? Além daqueles que são inapropriados para os noaítas?

Você sabia que as Leis de Noá não são somente Sete? Você sabia que as Leis Noaicas chegam no mínimo a 100? Você sabia que muitos dos 613 mandamentos da Torá são subdivisões ou ramificações das Sete Leis?

Você sabia que existe um limite de até onde um noaíta pode ir no cumprimento de mitsvót? E que esse limite foi estabelecido pelo PRÓPRIO D’us, Hashém, e não por algum humano?

 

A Organização Internacional Ask Noah, cujo Diretor é o Rabi Dr. Michael Schulman, explica:

Nos preparamos para a vinda do mashíach “fortalecendo a observância dos mandamentos. Para os gentios (não-judeus), isso significa os Sete Mandamentos que se aplicam a eles: as Sete Leis que foram dadas a Noé e todos os seus descendentes. Para os judeus significa os mandamentos que se aplicam a eles [as 613 mitsvót]. Ambos os grupos de mandamentos encontram-se na Torá e na Tradição Oral Judaica, dada por D’us a Moisés no Monte Sinai. Este avanço será concretizado por todos os judeus e gentios trabalhando juntos nestes dois caminhos” espirituais.

 

Além disso, conforme exposto pelo Rambám e pelo Rebe, e então explanado pelo Shulchan Aruch Bnei Noach — o livro The Divine Code da AskNoah, escrito pelo Rabi Moshe Weiner:

“Se um gentio quiser cumprir qualquer um dos outros mandamentos da Torá com o fim de receber um benefício prático[*] (mas não como um mandamento direto), não o impedimos de fazê-lo, inclusive com suas respectivas leis corretas (com as exceções indicadas no parágrafo abaixo) – se ele quiser dar um dízimo de seu dinheiro ou produto para caridade, isso é permitido (com as exceções a seguir). No entanto, se um gentio observa qualquer um dos mandamentos judaicos da Torá como uma obrigação religiosa (inclusive se ele o faz com o desejo de receber uma recompensa espiritual), isto é proibido, [como parte] da proibição de adicionar mandamentos, e não há recompensa espiritual derivada disso.

A regra geral é que qualquer mandamento judaico entre o homem e seus semelhantes, ou entre o homem e D’us, que tenha uma razão e um benefício lógico para uma pessoa ou para uma sociedade, é permitido para os gentios. Mas isto não se aplica para qualquer mandamento que não tenha uma função lógica ou benefício natural (tais como os mandamentos que exijam a santidade de um judeu), [em outras palavras, não se aplica a qualquer mandamento] que é um sinal de identidade para os judeus (os símbolos judaicos, tais) como suas franjas rituais (tsitsit), pergaminhos de mezuzá, ou filactérios, e é um estatuto divino para os judeus sem nenhuma razão ou benefício entendido para uma pessoa. Um gentio deve evitar a observância de tais mandamentos, e deve ser instruído que é inapropriado observá-los.

Mandamentos que são imprescindíveis pela lógica, como honrar os pais, fazer bondade e caridade, é apropriado fazê-los.”

 

[* Este é o caso unicamente do tipo de mandamentos chamados Mishpatím.]

(Traduzido por © Projeto Noaismo Info)

 

O Rabi Ariel Groisman (que tem seus vídeos sobre Bnei Nôach postados no site do Chabad) explica o significado de: “podemos cumprir qualquer  um dos outros mandamentos da Torá” e destemidamente exorta-nos:

“Não podemos cumprir aqueles mandamentos que são exclusivos e identificadores do povo judeu (os Edót), por exemplo: FESTIVIDADES, SHABÁT, TALÍT, TEFILÍN, MICVÊ, TSITSÍT etc.
Se (vocês Bnei Noach) vão imitar os judeus, façam-no com respeito à solidariedade, caridade e justiça social que eles praticam, e com respeito à perseverança no estudo da Torá.
Se deseja imitar o povo judeu, faça-o com respeito a estudar e ensinar os valores da Torá, e os atos de justiça social e beneficência. Eles fazem isso. Imite-os.”

 

O Rabi Ariel Groisman é Rabino do Centro de Estudos do Gran Templo Paso de Buenos Aires, Argentina, e co-fundador e co-diretor do centro noajidas.org, um Centro de Estudos virtual e físico dos Sete Princípios Universais.

 

Por Projeto Noaismo Info
Traduções do inglês e do espanhol por © Projeto Noaismo Info
© Ask Noah International
© Rabi Moshe Weiner
© Rabi Ariel Groisman

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/04/02/o-modo-de-vida-dos-bnei-noach/

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/03/27/exceto-as-sete-leis-de-noe-pode-um-nao-judeu-observar-mitsvot/

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/08/01/maimonides-e-os-bnei-noach/

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/02/bnei-noach-e-os-613-mandamentos-judaicos-divinos-ou-a-criacao-de-ritos/

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

Não recebemos nenhum mérito por observar mandamentos que não nos são pertinentes

Prestem muita atenção:

É muito arriscado e espiritualmente perigoso que nós Bnei Noach (noaítas) adotemos os mandamentos com os quais não temos conexão alguma [(ou seja, os mandamentos de identidade, os Edót)]. No máximo, não recebemos nenhum mérito por isso. Na pior das hipóteses, podemos receber punição divina. Isto é verdade tanto para os judeus quanto para os noaítas.”

Extraído do Curso das Leis Noaíticas da Yeshivá Pirchéi Shoshaním.

 

Esta declaração da Yeshivá Pirchéi Shoshaním está baseada no parágrafo do livro The Divine Code do Rabi Moshe Weiner, publicado pela Ask Noah Int., citado por nós em:

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/06/12/mandamentos-para-os-judeus-e-mandamentos-para-os-bnei-noach/

 

Tanto as palavras do Rabi Maimônides (Rambám) quanto as do Rebe são muito claras a este respeito (ao ponto de ser incrível a capacidade de alguém de conseguir deturpá-las):

“Qualquer um que aceita o cumprimento das Sete (Categorias de) Mitsvót Universais e e é cuidadoso na sua observância, é um dos devotos (de Hashém) entre os gentios e terá o MÉRITO de compartilhar do Mundo Vindouro.” — Rambám

“O judeu deve contar ao não-judeu sobre sua obrigação de observar as Sete Leis Noaíticas — e o mérito e recompensa que o não-judeu recebe por esta observância tanto neste mundo quanto no Mundo Por Vir.” — O Rebe

 

E o Rabi Ariel Groisman (seus vídeos sobre Bnei Nôach estão disponíveis no site do Chabad) complementa:

“Fazê-lo (ou seja, adotar mandamentos de identidade que não lhe são pertinentes — os mandamentos chamados Edót) é uma blasfêmia contra O CRIADOR visto que com as suas atitudes você está mostrando-LHE que repudia a sua identidade espiritual que ELE forjou e esculpiu em você.”

 

Traduzido por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/04/02/o-modo-de-vida-dos-bnei-noach/

Bnei Noach e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos (ou a criação de ritos)

# Noaítas e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos

# Noaítas e a criação de ritos religiosos

 

Perguntas e Respostas

Por Projeto Noaismo Info

 

O Rabi Maimônides disse que os noaítas (Bnei Noach/Filhos de Noá) podem cumprir se quiserem ALGUNS  ESPECÍFICOS dos 613 mandamentos que Hashém deu para os judeus ou que os noaítas podem cumprir QUAISQUER DE TODOS os 613 mandamentos?

 

O Rabi Maimônides NUNCA disse que os noaítas podem cumprir todas ou quaisquer de todas as 613 leis da Torá (até porque se os noaítas cumprissem todas as 613 leis da Torá, ou se pudessem cumprir quaisquer de todas as 613 — como as Leis Rituais (as Edót, Leis Identificadoras e Testemunhais dos judeus) — eles já não seriam mais noaítas, e sim, judeus).

O Rabi Maimônides deixou claro que a observância — o cumprimento — do conjunto das 613 mitsvót da Torá cabe unicamente “a Israel” (o povo judeu), incluídos aí, não os noaítas, mas os convertidos (“e a todos aqueles que desejam SE CONVERTER dentre as outras nações”).

O Rabi Maimônides também deixou claro que até mesmo estudar a explicação do cumprimento de todas as 613 mitsvót da Torá (Halachá) por parte dos noaítas com a intenção de praticá-las sem se converter já os tornam ‘passíveis de punição’ porque “eles devem se dedicar somente ao estudo de [suas] Sete [Categorias de] Leis”.

O que o Rabi Maimônides disse — e que muitos têm distorcido suas palavras (por diversos tipos de interesses) — é que as Sete Leis são apenas o mínimo que um noaíta cumpre, e que uma vez que ele já as cumpre, ele querendo crescer espiritualmente, ele passará a cumprir “OUTRA” DAS SUAS mitsvót (Morais)*, e que o judeu não deve pensar que as Sete Leis são o máximo que o noaíta cumpre em vez de o mínimo.

* Exemplos: dar caridade, honrar pai e mãe etc. Veja, por exemplo

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/06/12/mandamentos-para-os-judeus-e-mandamentos-para-os-bnei-noach/

https://a-fe-original–noaismo.info/2015/09/25/e-permitido-a-um-nao-judeu-estudar-a-tora/

 

O Rabi Maimônides enfatiza que o verdadeiro noaíta não inventa rituais de religião e não copia os rituais judaicos, pois o noaíta é noaíta, não é judeu, e se ele pratíca um ritual judaico, o que ele está fazendo não é nem judaísmo e nem noaísmo (naturalmente um noaíta jamais deve parecer um judeu de forma alguma por apropriar-se dos mandamentos característicos de identidade judaica, levando assim judeus e não-judeus à confusão de pensarem que ele é judeu, e desrespeitando os limites estabelecidos pelo PRÓPRIO CRIADOR). Veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

 

E como reitera o Jews for Judaism.org (Judeus para o Judaísmo):

“Na verdade, estas [denominadas “Sete Leis de Noá”] são 7 categorias e incluem [muitos] outros detalhes.”

Explica o Rabi Aaron Parry no Jews for Judaism.org:

“À primeira vista, pode parecer que a diferença entre a observância judaica (613 mandamentos para judeus) e não-judaica (sete para não-judeus) é enorme. Mas se olharmos um pouco mais de perto, veremos que não é tão grande quanto parece.

Estes são sete princípios básicos que têm — todos eles — muitas implicações. Ao observar adequadamente os sete mandamentos, um não-judeu realmente vai incorporar [pelo menos 30] mitsvót da Torá[*] que especifica alguns desses itens com maior detalhe. Os sete princípios básicos envolvem considerações muito maiores; por exemplo, o sétimo (princípio) implica que não se deve praticar a crueldade com os animais. Além disso, no presente momento, quando já não temos um Templo Sagrado em Jerusalém ou um Grande Sanhedrín (Supremo Tribunal Judaico de 71 sábios idosos), muitas das 613 mitsvót não se aplicam. Como resultado, um judeu de hoje pode cumprir possíveis 271 mitsvót. Além disso, muitos dos mandamentos adicionais dos judeus têm a ver com Shabát ou feriados judaicos[**] ou com mandamentos como [tsitsít (talít), tefilín, mezuzá etc.], que não são exigidos dos não-judeus.”

(© Copyright Jews For Judaism 2017; © Tradução Projeto Noaismo Info)

 

* O Rabi Menachem Azaria de Pano elaborou uma lista de 30 Mitsvót Bnei Noach: https://a-fe-original–noaismo.info/2016/02/01/trinta-mitsvot-dos-bnei-noach/

** https://a-fe-original–noaismo.info/2019/05/27/bnei-noach-podem-celebrar-as-festividades-judaicas-ou-alguma-delas/

 

O que temos observado é que, na verdade, ALGUNS Bnei Nôach (noaítas) têm tido a necessidade não de terem mais de 7 mandamentos para cumprir, e sim de terem uma liturgia noaítica e de terem um modo de demonstrarem (para si mesmos e para os outros) a sua religiosidade (ritos internos e externos) — em outras palavras, de terem uma religião. Este é o verdadeiro ponto. E isto é o resultado de a grande maioria dos noaítas virem das religiões — principalmente, das igrejas cristãs — (que, exatamente por serem religiões, possuem então liturgias e seus ritos), e de eles aprenderem sobre Bnei Nôach com o judaísmo (que tem sua própria liturgia, já que se trata, também, da religião de um povo), e de o noaísmo NÃO ser uma religião — tampouco uma religião judaizada (como uma espécie de judaísmo para não-judeus) — mas um código de conduta. O Rabi Maimônides então,  como já dito, PROIBE exatamente os Bnei Nôach de ‘criarem ritos religiosos (ou copiarem os ritos judaicos).’*

* Certamente, isto nada tem a ver com o fato de que Bnei Nôach podem — e devem — louvar, abençoar e orar a Hashém.

 

Por Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Não há necessidade de um não-judeu converter-se ao Judaísmo para desfrutar um relacionamento pessoal com D’us

Perguntas & Respostas

 

Por pt.chabad.org e por Rav Shimshon Bisker

 

Pergunta:
Não sou judeu. Compartilho da crença judaica em D’us. Preciso me converter? Posso me converter, se assim desejá-lo?

 

Resposta:
Você precisa ser judeu para ir para o Mundo Vindouro?
Não.

A crença em D’us, embora seja uma contribuição judaica, de forma alguma é monopólio dos judeus. Toda a humanidade deve crer em D’us (esta é a primeira Lei de D’us para os Descendentes de Noá — Noé —) e, na verdade, o Judaísmo encoraja esta crença. Não existe “crença judaica” em D’us – há um único D’us no qual os judeus crêem e ensinam todos a acreditar.

Além disso, D’us deu a Torá, com suas 613 mitsvót (mandamentos), ao povo judeu. No entanto, ELE também deu aos povos não-judeus um código moral paralelo que complementa a Torá: as Sete Leis de Nôach (Shéva Mitsvót Nôach). ELE espera que todos seres humanos e sociedades vivam segundo este código.

As sete categorias gerais do Código são: 1) Não matar. 2) Não roubar. 3) Não cometer adultério ou incesto. 4) Não blasfemar. 5) Não comer o membro de um animal enquanto este está vivo. 6) Não adorar ídolos e 7) Estabelecer um sistema de justiça.

Os Sábios [judeus] nos dizem que um não-judeu que cumpre estas leis tem as mesmas recompensas no Mundo Vindouro que um judeu que cumpre as 613 mitsvót. Portanto, não há necessidade de um não-judeu converter-se ao Judaísmo para desfrutar um relacionamento pessoal com D’us.

Se, no entanto, um não-judeu deseja converter-se ao Judaísmo, ele ou ela pode fazê-lo passando pelos mesmos processos que o povo judeu passou quando se tornou judeu, isto é: 1) Circuncisão (no caso de homens); 2) Imersão no micvê para a conversão; 3) Aceitar e cumprir as 613 mitsvot na sua totalidade. Tudo isso deve ser feito na presença de uma autêntica Corte Rabínica (i.e., ortodoxa).

Porém independentemente da fé, estamos todos no “time de D’us”, e o “esporte” que estamos jogando é tornar este mundo um local melhor. No Judaísmo, não há ser humano que não tenha seu lugar, propósito ou importância.

Que cada um faça sua parte!

Por pt.chabad.org


 

Pergunta:
Parece que eu tenho origem judaica. Assim escuto dos meus familiares. Também acredito em D’us e que ELE entregou a Torá para o povo de Israel. Contudo, eu sinto, devido a minha suposta origem, um sentimento de culpa por não me converter ao judaísmo.
Sou obrigada a me converter?

Outra pergunta: O mundo vindouro depende da conversão?

 

Resposta do Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, de Israel:
Várias pessoas me perguntam sobre esse tema.

Cumprir as Leis de Noach garante à pessoa uma porção no mundo vindouro. Não há necessidade da conversão para conquistá-lo. O judaísmo não é uma religião que busca conversões — esta é uma das diferenças essenciais entre os princípios verdadeiros [os bíblicos, os da Torá] e os princípios inventados pelos humanos.

A Torá é uma oportunidade! Ou seja, a oportunidade da pessoa se conectar com O CRIADOR e usufruir desta conexão por toda a eternidade. Esta oportunidade é oferecida a qualquer um que queira se aproximar DELE, sem a necessidade da conversão.

A verdade está na Torá e a verdade está “servida” a quem quiser encontrá-la. A Torá foi entregue para toda a humanidade. Ela explica as Leis de Noá (as sete Leis universais) e como cumpri-las. Portanto, qualquer ser-humano, de qualquer povo, está convidado à desfrutar do mundo vindouro através destes princípios básicos.

Por Rav Shimshon Bisker

© Rav Shimshon Bisker
© Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/como-o-bnei-noach-serve-hashem-conversao-ao-judaismo/

Maimônides e os Bnei Noach

Maimônides e os Noaítas (Beni Noach)

 

As Leis dos Reis (em hebraico: Hilchót Melachím) capítulo 8, leis 10 e 11, capítulo 9, lei 1, capítulo 10, leis 9 e 10

 

Por Projeto Noaismo Info

 

Uma das maiores autoridades pós Talmúd sobre o tema Bnei Noach é o Rabi Maimônides.

Atualmente muitos rabinos judaizadores o citam mas de fato nenhum deles o transcrevem.

Quando matérias noaíticas citam como referência a obra “Mishnê Torá, As Leis dos Reis” do Rabi Moshê Ben Maimon (também conhecido como Rambám), normalmente, elas ressaltam o capítulo 8, leis 10 e 11, ou o capítulo 9, lei 1, ou o capítulo 10, leis 9 e 10.

A seguir seguem os textos dos três capítulos acima mencionados.

 

Mishnê Torá, As Leis dos Reis:

– capítulo 8, leis 10 e 11:

“10. Moshé somente deu a Torá¹ das 613 Mitsvót (que define quem e o que é judeu) como uma herança para Israel, como Deuteronômio 33:4 afirma: “A Torá… por herança da congregação de Yaacóv”, e para todos aqueles que desejam se converter dentre as outras nações, como Números 15:15 declara: “o convertido será igual a você”.
Entretanto, aquele que não quiser se converter e aceitar a Torá¹ das 613 Mitsvót (que define a Judaicidade: quem e o que é judeu), não deve ser forçado a fazê-lo.

Igualmente, Moshé foi ordenado pelo Todopoderoso a(, por meio de todo o povo judeu em todas as épocas e lugares,) compelir todos os habitantes do mundo a aceitar as Mitsvót transmitidas aos descendentes de Noá.

[…] Uma pessoa que formalmente aceita estas Mitsvót é chamada de residente estrangeiro. Isto se aplica a qualquer lugar. Esta aceitação deve ser feita na presença de três eruditos da Torá.
[…]”

“11. Qualquer pessoa que aceita o cumprimento destas Sete (Categorias de) Mitsvót e é cuidadosa na sua observância, é considerada como um dos devotos (de Hashém) entre os gentios e terá o MÉRITO de compartilhar do Mundo Vindouro◇.
Isto se aplica somente quando ela as aceita e cumpre, porque o Santíssimo (D’us), abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moshé Rabênu (i.e., nosso mestre) que mesmo previamente os descendentes de Noá foram obrigados a cumpri-las.

No entanto, se a pessoa cumpre as Mitsvót por convicção intelectual (em vez de por terem sido ordenadas pelo Todopoderoso), ela não é um residente estrangeiro, nem é dos devotos (de Hashém) entre os gentios, e nem é dos seus sábios.”

 

– capítulo 9, lei 1:

“1. Seis Mitsvót foram ordenadas a Adám:

a. a proibição de idolatrar falsos deuses;
b. a proibição de blasfemar contra D’us;
c. a proibição de assassinato;
d. a proibição de incesto e adultério;
e. a proibição de roubar;
f. o mandamento de estabelecer leis e cortes de justiça.

[…]

A proibição de comer carne de um animal vivo foi acrescentada (por D’us) a Noá, como Gênesis 9:4 declara: “Porém, você não pode comer carne com sua vida, que é o seu sangue.” Assim, temos Sete Mitsvót (iniciais).

Estas questões permaneceram as mesmas em todo o mundo até Avrahám(, … que foi) instruído a respeito da circuncisão, acrescentada a estas Mitsvót.

[…] Por fim, veio Moshé e a Torá foi finalizada por ele.”

 

– capítulo 10, leis 9 e 10:

“9. Um gentio que estuda (as Leis Rituais da) Torá¹ (para praticá-las sem se converter) é passível (de punição pelos Céus, porque os outros o verão cumprindo Mitsvót que não lhe é pertinente e se enganarão pensando que ele é um judeu praticante e se equivocarão indo atrás dele). Eles (os gentios) devem se dedicar somente ao estudo (e prática) de suas Sete (Categorias de) Mitsvót².

Assim também, um gentio que faz um Shabát, i.e., que realiza um descanso ritual — em qualquer dia da semana (podendo ser até mesmo no próprio sétimo dia) —, é passível (de punição). Nem é necessário dizer, ele é passível de punição se cria um dia de festividade (religiosa, incluso por estar copiando festividades judaicas,) para si próprio.

Em geral se adota o seguinte princípio nestas questões: Não se deve permitir dar origem a alguma religião ou criar novas Mitsvót para si mesmos baseados nas suas próprias decisões (incluso de querer imitar os judeus). (Se eles querem praticar as Leis Rituais,) eles podem se tornar convertidos justos e aceitar todas as 613 Mitsvótou eles devem permanecer com as instruções designadas para eles ( — que são as Leis Morais — ) sem acrescentar (incluso rituais inventados por si mesmos ou copiados dos judeus) ou diminuir (por suas próprias inferências).

 

▲ Leis Rituais = Mitsvót Eidót.
“Eidót (Eidut) significa literalmente testemunho, referindo-se àquelas Mitsvót que dão testemunho e são sinais da relação especial de D’us com os judeus(*). São as Mitsvót que servem para identificar o povo judeu.
Os
sinais que distinguem os judeus das outras nações devem ser associados particularmente aos judeus.”
— O Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson), o líder da nossa geração.

* “Sinais de Distinção” (entre judeus e não-judeus). Sidur

 

Se um gentio estuda (as Leis Rituais da) Torá¹ (para praticá-las sem se converter), faz um Shabát, ou inventa (ou copia rituais/) práticas religiosas, uma corte judia deve […] informá-lo de que é passível (de punição. …)”

“10. Não devemos impedir um gentio (que já aceitou o número básico, mínimo, de Sete Mitsvót e) que (agora) deseja (estudar e) cumprir outra Mitsvá das Mitsvót (Morais) da Torá ( — pois estas Sete Mitsvót são declarações gerais, que, com suas ramificações e extensões, abrangem inúmeros detalhes —, a exceção, logicamente, como já foi dito, de estudar as Leis Rituais da Torá¹ para praticá-las sem se converter e de fazer um Shabát — a Mitsvá do Shabát representa todas as Leis Rituais — ) a fim de receber benefício, de realizá-las, contanto que as faça como é devido (i.e., exatamente do modo como foi ordenado por D’us na Torá).³ [Por exemplo, se o gentio quer cumprir outras Mitsvót além das Sete básicas, ele pode ofertar um Korban Olá ou ele pode dar tsedacá.]”

 

No Brasil, (livro) por Editora Maayanot.

 

Notas:

¹ O Rabi Tzvi Freeman explica que “o título Torá” no judaísmo não se refere exclusivamente “aos Cinco Livros de Moisés”, mas “pode se referir também a toda a Torá escrita” que é a Bíblia Judaica (Tanách) e/ou ainda “a Torá Oral, que inclui:

• a compilação de leis e decisões conhecidas como Mishná, juntamente com outras compilações aceitas,

• a discussão e o debate de que material, conhecido como Talmud ou Guemará,

• as histórias e suas lições, que aparecem compiladas no Talmud e obras midráshicas,

• todos os outros ensinamentos que foram aceitos por um consenso de longo prazo da comunidade judaica observante, porque se baseiam firmemente em algum precedente, ou porque foi demonstrado que surgiram por meios aceitos a partir de textos e opiniões anteriores.”

(   https://a-fe-original–noaismo.info/2015/11/20/que-e-tora-no-judaismo-e-no-noaismo/  )

Para mais detalhes sobre o que é a Torá Oral, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2015/09/19/o-que-e-a-tora/

 

² https://a-fe-original–noaismo.info/2015/09/25/e-permitido-a-um-nao-judeu-estudar-a-tora/

 

³ https://a-fe-original–noaismo.info/como-o-bnei-noach-serve-hashem-conversao-ao-judaismo/

https://a-fe-original–noaismo.info/por-que-ha-discordancia-entre-os-proprios-rabinos-sobre-a-pratica-noaica/

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