Por que mashíach ainda não chegou?

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Por que mashíach ainda não chegou?

 

“A diferença entre a Redenção e a era atual não é uma mudança no conjunto físico, mas uma mudança na nossa consciência de D’us.” — Chabad.org

 

Por Rabi Menachem Mendel Schneerson (O Rebe)

 


Trazer o Mashíach é um trabalho para cada ser humano na Terra.


 

[Se] existe em toda geração “uma pessoa dentre os descendentes de Judá que é digna de ser o Mashíach de Israel” (Comentário de Rav Ovadiá de Bartenura ao Livro de Rute)[, e se], como escreve o rabino Moshe Schreiber: “Desde o momento da destruição do Bet Hamicdásh, tem nascido alguém que em sua justiça é digno de ser o redentor (de Israel)”, e caso não houvesse impedimentos e obstáculos que impedissem sua vinda, ele já teria vindo[, e também se] nossos Sábios declararam [no Talmud]: “Todos os tempos designados para a vinda de Mashíach já passaram” (Sanhedrin 97b), surge uma pergunta surpreendente:

Como é possível que, apesar de todos esses fatores, Mashíach ainda não tenha chegado? Isto está além de toda compreensão possível.

Considerando que estarmos no exílio por mais de [2000] anos pode causar desânimo e desesperança; por que Mashíach ainda não chegou?! Portanto, saibam: a geração atual [é] a última geração do exílio e a primeira geração da Redenção.

Nossa tarefa de transformar o mundo em uma morada para D’us e provocar a chegada de Mashíach também inclui influenciar os não-judeus a manter suas mitsvót, as Sete Leis Noaíticas. Todo judeu é obrigado a fazer isso. Surge uma pergunta, já que esta lei está em vigor [desde a entrega da Torá no Sinai], por que apenas recentemente ela tem sido enfatizada, e com tanta frequência?

Há duas explicações sobre por que agora as Sete Mitsvót devem ser difundidas. A razão simples é que em gerações anteriores era impossível influenciar os não-judeus neste sentido. Qualquer tentativa de influenciar um não-judeu em assuntos religiosos colocaria a sua vida em perigo. E mesmo quando já não era mais uma questão de vida ou morte, continuava sendo perigoso o suficiente ao ponto de que as pessoas (judias) estavam isentas da obrigação de chegar até os Bnei Noach (descendentes de Noá).

Hoje, no entanto, vemos que o mundo tem mudado drasticamente. Não só é possível influenciar os não-judeus sem se colocar em perigo, mas eles ficam realmente agradecidos. Quando se lhes notifica que existe um “Ser” ONIPOTENTE e que eles podem ajudar a tornar o mundo um lugar melhor mantendo as Sete Mitsvót, eles vêem que você se preocupa com o bem-estar deles. Frequentemente, eles até mesmo mostram sua apreciação.

Além disso, o Rabi Maimônides usa a expressão “‘lakuf’ (‘influenciar à força’) todos os habitantes do mundo a aceitarem os mandamentos noaíticos.” Embora obviamente deva-se fazer isto de uma maneira agradável, gentil e pacífica, ainda assim deve ser feito com persistência. Se você já tentou várias vezes, mesmo assim tente novamente de todas as formas. Com frequência vemos que, ainda que às vezes se fala às pessoas cinco vezes, elas não mudam até ouvir uma sexta vez!

Alguém pode querer reclamar: “e isto é tudo o que nos falta? Há tantas coisas que precisam de nossa atenção!”

Obviamente, esta reclamação não pode ser levada a sério. Pelo mesmo raciocínio, você poderia acabar com todas as 613 mitsvót [judaicas], D’us nos livre! Peça a alguém para fazer uma mitsvá, e ele pode responder: ‘Mas há algo mais importante que estou fazendo!’ E isto não é apenas uma resposta teórica — é algo que vemos no dia-a-dia. Com este raciocínio, uma pessoa poderia até dizer: ‘Mas estou fazendo mitsvót ajudando outros judeus — não tenho tempo para pensar em D’us!’ Portanto, devemos nos preocupar com todas as mitsvót — neste caso, divulgar os mandamentos noaíticos.

Esta é a razão simples da atual ênfase na divulgação das Sete Mitsvót, mas há uma razão mais profunda, ligada à idéia de que o mundo está mudando.

Vemos mudanças radicais no mundo de hoje. Nunca vimos tais extremos — tanto no positivo quanto no negativo.

Nas relações interpessoais, há discussões violentas ocorrendo entre pessoas que parecem não ter nem mesmo o potencial para a controvérsia. Do mesmo modo no lado bom: há atos de caridade e bondade que estão sendo feitos de uma maneira sem precedentes nas gerações anteriores. As pessoas estão dando enormes quantias de caridade e mostrando uma absoluta abnegação pelo bem-estar dos outros. Qualquer um que pensar no que está acontecendo no ambiente à sua volta vai perceber isto.

Apesar do fato do mundo estar passando por tais mudanças, o Mashíach ainda não chegou. [Como já foi falado,] nos tempos do Talmud nossos Sábios já diziam: “todos os prazos para a vinda do Mashíach já passaram.” Ao longo das gerações, líderes judeus como Rav Saadia Gaon, o Rambam e muitos outros falaram de prazos posteriores. Embora não tenham sido tão divulgados, o Alter Rebe e o Rebe Rashab também falaram de prazos. Mas uma nova era começou quando o Rebe Anterior proclamou: ‘Faça teshuvá agora e Mashíach virá agora’. Ele mandou imprimi-la e divulgá-la, e apesar da amarga oposição, repetiu-a continuamente.

Já se passaram décadas após estas proclamações e, no entanto, o Mashíach ainda não chegou. Pesquisei e procurei uma explicação para isto, e a única resposta que encontrei é a seguinte. Nas gerações anteriores, era possível confiar nos esforços do Nasi (Líder da geração). Entretanto, depois de tanto tempo, quando até mesmo a proclamação do Rebe Anterior passou e Mashíach ainda não chegou, a única possibilidade é que cada judeu deve estar envolvido em trazer a redenção.

Como já passou tanto tempo, e a situação mundial até mudou para melhor (como mencionado acima) e o Mashíach ainda não chegou, a única coisa que poderia estar faltando é que todo judeu sinta que trazer o Mashíach é sua responsabilidade pessoal.

Esta é também a outra razão para a ênfase nas Sete Mitsvót. Como o mundo mudou e o Mashíach ainda não chegou, todo indivíduo (não-judeu) deve fazer todo o possível para apressar sua vinda. A vinda do Mashíach também é relevante para os gentios.

E embora haja muitas reclamações e desculpas (dos próprios judeus) sobre ser impróprio falar da vinda de Mashíach e das Sete Mitsvót: chegou a hora de preparar o mundo para o Mashíach. Isto inclui torná-lo um “lugar de estabilidade” através da divulgação das Sete Mitsvót.

Nossos esforços para espalhar a consciência de D’us em todo o mundo e fazer com que essa consciência permeie cada indivíduo precipitará a chegada da era em que “a Terra inteira estará preenchida com o conhecimento de D’us (Havayáh) como as águas cobrem o mar.” (Isaías 11:9)

Agora, esta transição na composição espiritual do mundo não acontecerá instantaneamente [e nem magicamente]. Em vez disso, será o resultado de séculos de esforços da parte do ser humano para aumentar a consciência de D’us dentro de seu próprio mundo pessoal de pensamento e sentimento. De fato, a paz e a prosperidade do tempo da era de Mashíach (apenas) virão como resultado desse aumento da consciência da DIVINDADE [que, como já explicado, somente se concretizará com o ensinamento das Sete Mitsvót para todas as pessoas do mundo].

Que seja a vontade de D’us que todo mundo (judeus e não-judeus) comece a se envolver ativamente em trazer o Mashíach ainda mais cedo, com todos estes momentos somando-se à redenção imediata.

O que mais posso fazer para motivar todo o povo judeu a realmente provocar a vinda de Mashíach? Tudo o que tem sido feito até agora tem sido em vão. Pois ainda estamos no exílio; além disso, estamos em um exílio interno no que se refere ao nosso próprio serviço a D’us.

Tudo o que eu posso fazer é entregar o assunto a vocês. Agora, façam tudo o que puderem para trazer o Mashíach, aqui e agora, imediatamente.

Eu fiz tudo o que pude; de agora em diante, vocês devem fazer tudo o que puderem. Que seja a vontade de D’us que haverá um, dois ou três entre vocês que apreciarão o que precisa ser feito e como precisa ser feito, e que vocês possam ser realmente bem sucedidos e tragam a verdadeira e completa redenção. Que isto se realize imediatamente, em um espírito de felicidade e com alegria de coração.

Por Rabi Menachem Mendel Schneerson (o Rebe) — o líder espiritual da nossa geração

 

© Rabi Menachem Mendel Schneerson
© Projeto Noaísmo Info
© Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

 

Por Projeto Noaísmo Info e O Rebe

 

Desde que o ser humano foi criado por Hashém que toda a humanidade está sujeita ao cumprimento das Sete Leis Divinas Universais, primeiramente dadas a Adám e Chavá (Adão e Eva), e posteriormente dadas a Nôach (Noá) e Naamá, e finalmente reveladas a toda a humanidade através da Torá, entregue por Hashém a Moshé (Moisés) e ao povo judeu no monte Sinái em 2448 depois da Criação.
Portanto, diferente das 613 mitsvót judaicas que foram surgindo gradativamente desde Avrahám (Abraão) (o primeiro judeu) até a entrega da Torá no Sinái, as Sete Leis Universais existiram desde sempre. E o surgimento do povo judeu se deu exatamente por causa delas, das Leis Universais de Hashém, ou seja, o povo judeu surgiu não para por um fim nelas, mas para protegê-las (do esquecimento das nações por causa de rejeição e abandono).
Todas as nações — todos os povos — são criações de D’us, obviamente. O povo judeu também é criação de D’us. Mas, mais do que apenas ser criação de D’us, o povo judeu foi escolhido por D’us para servi-LO eternamente (nunca O abandonando por completo, nunca O esquecendo por completo) e para representá-LO diante de todas as nações do mundo*. (* “Uma nação de sacerdotes — o povo a quem ELE escolhera para SI, para receber SUA Torá e para servir de guia e inspiração [espiritual e moral] aos demais povos do mundo. Ensinamos ao mundo o monoteísmo e lhes demos a nossa Torá, que é a base da civilização e da fé entre os homens.” – Revista Morashá) Assim, mesmo que a partir de então todas as pessoas do mundo abandonassem seu CRIADOR e se esquecessem de SUAS Leis Universais, o povo judeu estaria ali servindo como um lembrete, um aviso Divino, para elas.
Mas, se — como está evidente acima — o povo judeu tem uma missão divina diferente da missão divina de todas as outras nações, o que torna o judeu diferente do não-judeu? Qual é a diferença entre o judeu e o não-judeu?
O próprio Rebe, o Rabi Menachem Mendel Schneerson, o líder espiritual da nossa geração, responde:

“Somos todos iguais, biologicamente e fisiologicamente. Só que o papel do judeu é diferente do papel do não-judeu. D’us fez estas distinções e ninguém pode mudar isso. A diferença entre judeus e não-judeus se expressa em relação à observância da Torá. Se requer que o povo judeu observe 613 mitsvót da Torá e que os gentios do mundo só cumpram as Sete Leis Noaíticas (Universais). Esta não é uma responsabilidade pequena, já que é um ingrediente essencial na criação do mundo.”

O povo judeu é diferente dos povos não-judeus porque recebeu do MESMO CRIADOR 613 mandamentos: as Sete Leis Universais (sim, os judeus não estão dispensados delas) acrescidas de 606 mandamentos. Isto é o que identifica o judeu, esta é a sua identidade, esta é a Identidade Judaica (estar sujeito ao cumprimento de 613 mandamentos divinos).
Se o povo judeu surgiu para assegurar que todas as pessoas do mundo NUNCA se esquecessem das Sete Leis Universais de Hashém, então, assim como o povo judeu é eterno, assim também as Sete Leis Universais de Hashém são eternas para todos os povos. Como Hashém é eterno, nada do que ELE cria se desfaz. Portanto, as Sete Leis Universais de Hashém são eternas, vão existir para sempre. E para serem cumpridas por quem? Pelos não-judeus, é óbvio. Então os não-judeus também existirão para sempre, pois também são criações de Hashém. E dessa maneira, portanto, o mesmo se dá com o povo judeu e com as 613 mitsvót da Torá, cada um também existirá para sempre.
“Assim como D’us é eterno, também é eterna a sua aliança com o povo judeu.”
“Assim como D’us é eterno, assim também o povo judeu é eterno.”
“A Torá é eterna, e tudo o que nela está escrito também é eterno.”
“Nosso interesse (dos judeus) não é eliminar as nações do mundo, mas refiná-las. Elas não deixam de existir após a conclusão do processo de refinamento (do mundo). Mesmo no futuro (messiânico), as nações continuarão a existir.” Continue lendo “As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno”

Nova Página do Site

Apresenta

 

Pela graça de D’us, uma nova página no site

 

https://a-fe-original–noaismo.info/o-que-e-o-refinamento-do-mundo-dos-nao-judeus/

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

Bnei Noach não devem contar o Ômer

Bnei Noach e a contagem do ômer

Perguntas & Respostas

 

Pergunta:
Os Bnei Noach fazem ou podem fazer a Sefirát Haômer ou contagem do Ômer?

 

Resposta por o Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson), o Líder espiritual de nossa geração.
O Rebe afirma: “A contagem do Ômer constitui a preparação dos judeus para a Matán Torá.” Ele explica: “Logo após o Êxodo, para o povo judeu[*] foi dado o serviço divino de Contar o Ômer para que eles pudessem se refinar (dos 49 níveis de impureza ritual em que eles tinham se afundado). Ainda assim, a sua impureza não cessou até a Matán Torá — a Entrega da Torá no Sinái.
O objetivo do êxodo do Egito era a entrega da Torá, tal como está escrito: “Quando você (Moshé) tirar o povo do Egito, vocês servirão D’us nesta montanha.” Então, após o êxodo do Egito, os judeus passaram por um período de educação como preparação para receber a Torá[, como] manifestado na mitsvá de Sefirát Haômer, na qual os judeus ansiavam tanto receber a Torá que contaram os dias até Matán Torá.”

 

* Nota do tradutor:
Ao povo judeu, não aos povos do mundo, como os judeus recitam na própria bênção: “Bendito és TU, Hashém, que a nós (judeus ) nos santificou com (esses) Seus mandamentos e a nós (judeus) nos ordenou quanto à contagem do Ômer.”
Naturalmente, de nada adianta um não-judeu querer pronunciar a bênção omitindo “nos ordenou”.

 “Para os filhos de Israel”; veja o texto bíblico da contagem do Ômer: Vaicrá/Levítico 23:2, 15-16, 44. E já aproveitando para constatar que, assim como a contagem do Ômer, a eliminação do Chamêts também não deve ser praticada pelos não-judeus, veja Shemót/Êxodo 12:15, 19, 28.

 

© O Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson)
Traduzido por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

 

Em homenagem ao dia do nascimento do Rebe.

Comunidade Virtual Endossada pela Org. Ask Noah International

 

Reconhecido, aprovado e recomendado pela Organização Ask Noah International, o Projeto Noaísmo Info (o Site Bnei Noach: a-fe-original–noaismo.info), em homenagem ao Rebe, pelos seus 70 anos de liderança, comunica a criação da Comunidade Virtual do Movimento Bnei Noach no Brasil, com o intuito de aproximar aqueles Bnei Noach cuja vivência é próxima das orientações da asknoah.org.

 

Veja:

https://a-fe-original–noaismo.info/comunidade-virtual-do-movimento-bnei-noach-no-brasil-projeto-noaismo-info/

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Por que há discordância entre os próprios rabinos sobre a prática noaica?

Bendito é Hashém!

 

Nova página do Site:

https://a-fe-original–noaismo.info/por-que-ha-discordancia-entre-os-proprios-rabinos-sobre-a-pratica-noaica/

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

As Bnei Noach e o cobrir a cabeça

As noaítas (Bnei Noach/Filhas de Noá) e o cobrir a cabeça

 

PERGUNTAS & RESPOSTAS

 

Por Projeto Noaismo Info (e “The Divine Code” de acordo com o Rabi Shmuel Binjamini) e Rav Shimshon Bisker e Ieshivá Pirchei Shoshanim

 

PERGUNTA:
A mulher Bnei Noach casada deve cobrir o cabelo ou não? Quero muito saber.

 

RESPOSTA:
Ninguém menos que o Rabi Zalman Nechemia Goldberg, um membro do Supremo Tribunal Rabínico em Jerusalém e o presidente do Beit Din Eretz Hemdah — Gazit, chamou de “um ‘Shulchan Aruch LeBnei Noach'” (‘Shulchán Arúch dos Benêi Nôach’) a obra The Divine Code do Rabi Moshe Weiner (Chabad), de Jerusalém, publicado pela Organização Internacional Ask Noah. E, por mais estranho que pareça, de um livro de 704 páginas (o e-book tem 12092 páginas) apenas um único parágrafo (e a sua nota — também um único parágrafo) trata da questão do cobrimento da cabeça de uma mulher noaíta casada (em contraste com a importância dada a isto por mulheres gentias recém noaítas vindas dos messiânicos). O que diz tal parágrafo?

Diz (e nós estamos nos baseando no que nos foi explicado pelo Rabi Shmuel Binjamini — entre colchetes):
[Em um ambiente em que o cabelo causa provocação (atração)] seria bom se uma mulher casada cobrisse seu cabelo ao estar fora de sua casa ou na presença de outros homens que não o seu marido.”

E sua nota explica:
“O Tratado Sanhedrin 58b (Talmúd*) afirma que este era o costume das mulheres gentias na época talmúdica e em épocas anteriores como um sinal claro para distinguir (publicamente) as mulheres casadas das mulheres solteiras. Embora não seja habitual as mulheres gentias fazerem isso hoje em dia em muitas sociedades, no entanto, [em ambientes em que o cabelo causa provocação (atração)] seria digno uma mulher casada modesta e piedosa cobrir seu cabelo.”
© Rabi Moshe Weiner
Traduzido por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

E como nos explicou o Rabi Shmuel Binjamini, este não é o caso do Brasil uma vez que aqui em nosso país o cabelo não causa provocação ou atração.

 

* O texto do Talmud citado na nota diz: “Quando ela (uma descendente de Noá) é liberada de seu relacionamento [conjugal]? …A partir do momento que ela expõe sua cabeça no mercado [isto é, em público]. Desde que as mulheres casadas cobriam o cabelo, mesmo entre os gentios, ao expor seu cabelo ela prova que não deseja mais permanecer com ele.”

 

Aí está tudo o que o livro (e também o Talmúd) diz sobre o antigo costume das gentias casadas cobrirem a cabeça.
Não diz que tinha de ser o cabelo inteiro, como algumas hoje fazem com lenço.
Não diz que tinha de ser apenas com lenço.
Nem diz que tinha de ser o tempo todo, mas apenas em público, ou quando se estava perante outros homens.
E o único motivo disso era para mostrar visivelmente em público para os homens que ela é casada e para então distinguir-se das solteiras (e não para, D’us não o permita, (copiar e) parecer-se com uma judia, o que é errado).

Como vemos em novelas e filmes de época, de fato, as mulheres não-judias casadas, quando saiam de suas casas, cobriam suas cabeças (com chapéus, lenços ou véus). O livro “O império da beleza” de Mark Tungate afirma: “As exigências da modéstia impunham que as mulheres casadas (da Idade Média) cobrissem o cabelo com lenços ou chapéus amarrados no pescoço.”

Assim, apesar do que está escrito no The Divine Code, o curso de Bnei Noach da Yeshiva Pirchei Shoshanim declara:
“Alguns têm citado esta passagem [do Talmud] como prova de que as mulheres noaítas casadas devem cobrir os seus cabelos. Entretanto, parece que a questão não é cobrir o cabelo, mas que a mulher deve ter um sinal público de que é casada. Como este é o motivo subjacente, então [atualmente] cobrir o cabelo não cumpriria este propósito. Afinal, a maioria das pessoas [hoje] não o interpretaria como um sinal de casamento. No entanto, uma aliança de casamento certamente realiza isso no Brasil. Portanto, é apropriado dar anéis como parte da cerimônia de casamento. Uma vez que o casal esteja casado, eles devem ter o cuidado de usar suas alianças sempre que estiverem em público.”

 

De toda forma, sabemos que no Brasil há um rabino que realmente impõe que as mulheres noaítas cubram o cabelo (com lenço) e ainda mais, por todo o tempo, independentemente de se ela está em casa ou na rua, de se ela está sozinha ou com alguém.
Devemos sempre estar alertas e tomarmos cuidado com rabinos que querem judaizar os Bnei Noach (para que os Bnei Noach não busquem a conversão), “já que um ben Noach não deve querer parecer e agir como judeu; e existe uma pressão errônea quanto a
 isso.” (Rav Shimshon Bisker)

E apesar do que está escrito no The Divine Code, o nosso querido Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, de Israel, o responsável pelo Curso Completo Para Bnei Noach, e autor de 40 livros, também explica:
“Quanto às mulheres noaítas (bnei Noach) cobrirem o cabelo, não é necessário. Está explicitamente escrito na Halachá (Lei Judaica) que é costume das mulheres de Israel cobrir o cabelo. Essa é uma lei que compromete somente as mulheres de Israel. Não me parece bom exigir algo de alguém que não são obrigados. Portanto, tanto as noaítas solteiras quanto as casadas não precisam cobrir o cabelo em absoluto, somente se vestir e se comportar de forma recatada de acordo com o costume do local onde vivem.”
© Rav Shimshon Bisker
© Yeshivá Pirchei Shoshanim

© Projeto Noaismo Info

Ou, como diz o Rabi Shmuel Binjamini quanto a esse último ponto:
“Se a mulher noaíta estiver discreta em termos brasileiros já está bom. A idéia é (a mulher) ser discreta e não ser provocativa (atrativa), é só isso.”

E certamente que “em termos brasileiros” exclui-se o cobrir a cabeça das gentias (casadas e solteiras).

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)


 

Observação (por questão de informação e curiosidade):

Agora, é importante e interessante também entendermos como o cobrimento de cabelo se aplica às judias.

1. Trata-se de uma mitsvá, Lei Divina, um mandamento de Hashém para a judia casada;
2. Tem de se cobrir todo o cabelo (e não simplesmente cobrir a cabeça);
3. Não tem nada a ver (a princípio) com tzniút — modéstia ou recato;
4. Não se trata de um sinal externo para as pessoas, mas de um sinal entre a própria judia casada e Hashém.

Tudo isso é evidente nessa explicação (abaixo) do Chabad e do próprio Rebe:

§ Pode-se ver que desde os primeiros dias de sua liderança, o Rebe promove e restaura a mitsvá de cobrimento do cabelo para mulheres [judias] casadas e observantes. Ele procurou estabelecer que o cobrimento do cabelo era uma lei judaica e não um costume obscuro que pertencia a outra época. O Rebe afirmou que a lei judaica exige que todo — e não apenas parte — do cabelo de uma mulher casada seja coberto (Maguén Avrahám, Órach Chaím 75:2, Tsémach Tsédec, Responsa Even Haezer 139).

Ele queria suplantar a aversão generalizada de parecer diferente e “judeu demais” com um forte senso de identidade e orgulho; ainda assim, ele era sensível à preocupação de uma mulher com sua aparência. Por este motivo, o Rebe advogou o uso de perucas em vez de lenços, que ele reconheceu como uma opção pouco atraente e até insustentável para a maioria das jovens judias da América. O Rebe temia que a maioria das mulheres, mesmo as mais devotas, não usasse lenços de forma consistente e de maneira a cobrir todo o cabelo. O Rebe estava preocupado com aquelas (mulheres observantes) cujos envolvimentos profissionais e sociais impediriam cobrir o cabelo com lenços ou chapéus. Sem a opção de uma peruca, muitas mulheres não considerariam o cobrimento do cabelo. O incentivo do Rebe à peruca é uma ilustração inicial de como ele caracteristicamente canalizaria os mais recentes avanços dos dias modernos para o propósito da Torá e das mitsvót.

A princípio, a posição do Rebe não era popular. Muitas mulheres simplesmente não queriam cobrir o cabelo, enquanto outras achavam a noção de uma peruca totalmente estranha. Mostrando paciência e extraordinária sensibilidade às questões psicológicas e sociológicas em jogo, o Rebe persistiu em seus esforços. Eventualmente, valeu a pena. No final da década de 1960, a ardente promoção de perucas do Rebe levou à adoção de usar uma como norma na maioria dos círculos ortodoxos.

 

[Em um discurso de 1954, o Rebe explicou:]

“Quando uma judia [casada] anda na rua sem cobrir o cabelo, não há uma diferença [espiritual] perceptível [para si mesma] entre ela e os outros. No entanto, quando ela usa uma peruca (sheitel), pode-se dizer que ali está uma mulher religiosa judia*. Devemos fazer o que D’us nos ordenou fazer.

…A diferença entre uma peruca e um lenço é a seguinte: é fácil tirar um lenço, o que não acontece com uma peruca. Por exemplo, quando alguém está em uma reunião e usa uma peruca, mesmo que o Presidente entre, ela não a tira. Isto não é assim com um lenço que pode ser facilmente removido…

…No passado, o costume era cortar ou raspar completamente o cabelo (e cobri-lo com um lenço**). Mais tarde, o uso de perucas tornou-se um costume generalizado — especialmente hoje, quando se pode comprar perucas de várias cores, que podem ser ainda mais agradáveis [ou bonitas] do que o próprio cabelo.

Deixe a mulher [judia casada] refletir sobre este assunto. Não demora nem uma hora nem meia hora de contemplação. Por que ela realmente não quer usar uma peruca mas apenas um lenço? Porque ela sabe que não se pode tirar uma peruca quando ela está andando na rua ou [quando ela está] em uma reunião, enquanto se pode mover um lenço para cima e às vezes retirá-lo por completo.”

 

* “D’us preenche o céu e a terra” e o humano se encontra em Sua presença em todos os lugares e em todos os momentos.

** Na época talmúdica, as mulheres usavam um “radíd” (ou, “redidí”) (רָדִיד), um lenço maior sobre um chapéu menor, que cobria suas cabeças. Assim, mesmo que o cabelo saísse da primeira cobertura, os fios eram cobertos pelo radid (veja Talmúd Ketubót 72a).

 

Claramente, o Rebe desejava inspirar as mulheres a usar perucas e permanecer firmes nesta observância diante das pressões sociais. Uma leitura mais cuidadosa, no entanto, revela nuances adicionais dignas de menção. Primeiro, a atenção do Rebe a quão profundamente a identidade de uma mulher está ligada à sua aparência. Ele entendeu o quão crítico era este fator na decisão de uma mulher sobre a cobertura do cabelo.

O Rebe chegou ao ponto de afirmar que as perucas podem até ser mais atraentes que o próprio cabelo. Em comparação com as [perucas] que as mulheres podem ter usado nas gerações anteriores, as novas perucas, disse o Rebe, eram atraentes. É instrutivo que o Rebe não teve nenhuma objeção a perucas que melhoram a aparência de uma mulher; pelo contrário, ele incentivou as mulheres a aproveitar sua disponibilidade. Ainda hoje, persiste em muitas mentes a noção errônea de que a cobertura do cabelo deve prejudicar a atratividade de uma mulher casada (o que leva à onipresente pergunta de por que é útil cobrir o cabelo com uma peruca atraente) [Veja
https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/793693/jewish/Cobrir-o-Cabelo.htm ]. As palavras do Rebe lançam luz sobre a abordagem apropriada a esta mitsvá.

Curiosamente, o Rebe não forneceu razões filosóficas ou místicas para a mitsvá [judaica de cobrimento do cabelo]. Para muitas mulheres (e homens), nenhuma razão será suficientemente convincente. Em vez disso, o Rebe enfatizou que a observância de todas as mitsvót (incluindo o cobrimento do cabelo) é, em primeiro lugar e acima de tudo, baseada na subserviência da pessoa à vontade de D’us:
‘As palavras de nossa Torá da Verdade são completamente verdadeiras, perpétuas e eternas em todos os lugares e em todos os tempos.’

Existem comunidades em que as perucas não são consideradas halachicamente aceitáveis, com base na sua semelhança com o cabelo de uma mulher. Em outras, as mulheres usam perucas mas as cobrem parcialmente com um lenço ou chapéu para sinalizar que estão cobrindo o cabelo. O Rebe recebeu mulheres com antigas tradições de cobrir completamente o cabelo com lenços apertados e/ou usar uma cobertura dupla (isto é, um chapéu sobre uma peruca). O Rebe acreditava que não havia obrigação haláchica de cobrir a peruca.

© Chabad.org
Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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Portanto, como vimos acima, existem gritantes diferenças entre a judia casada cobrir seu cabelo e o antigo costume quando a gentia casada cobria sua cabeça. Enquanto para a judia casada trata-se de ter de cobrir todo o cabelo, para a gentia casada tratava-se de apenas cobrir a cabeça em público. E enquanto para a judia casada trata-se de uma mitsvá, quer dizer, de um mandamento de Hashém para ela, e de uma mitsvá que (a princípio) nada tem a ver com modéstia ou recato, e que é um sinal para si mesma da sua distinção* das mulheres das nações, para a gentia casada tratava-se de um costume não-judaico de sinal público para os homens de que ela é casada — o que para a atualidade é inviável — e que era visto pelos Sábios do Talmúd como um exemplo de humildade perante Hashém, e elogiado por eles. Porém, como reconhecido pelo próprio “The Divine Code”, tal costume caiu em desuso, e como afirmado pela Yeshivá Pirchei Shoshanim, a aliança passou a cumprir este propósito, e como aclarado pelo Rabino Orientador do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, para as judias sim isto se trata de uma obrigação, de um dever, pois é uma Lei, enquanto que para as noaítas obviamente não (e portanto “elas não precisam cobrir o cabelo em absoluto“).

 

* O próprio Rebe esclarece sobre os “sinais da relação especial de D’us com os judeus[:] obviamente, quando um sinal é usado para diferenciar uma entidade de outra, ele tem de ser exclusivo da entidade escolhida. Da mesma forma, os sinais que distinguem os judeus das outras nações devem ser associados exclusivamente aos judeus.
É muito importante fortalecer “os sinais que distinguem entre Israel e as nações”.” Assim, aquilo que constitui o sinal que distingue as judias casadas das não-judias tem de ser exclusivo delas (como cobrir todo o cabelo). As não-judias (mesmo as noaítas) que copiam as judias, que passam a parecer-se com as judias, comete um erro gravíssimo, o pecado de Chidúsh Dat.

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Livros recomendados para as crianças Bnei Noach e Sete textos da bíblia judaica para elas recitarem e O Guiazinho

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O Rebe disse:

“Toda criança precisa de uma educação adequada.
A educação trata do propósito da própria vida. A educação não é apenas a transferência de informações — não é uma mera aquisição de habilidades e conhecimentos. Seu principal objetivo é a formação do caráter, para que cada pessoa possa desenvolver seu potencial e viver uma existência significativa.

Nossos filhos devem aprender que o mundo não é uma selva. Uma criança deve se tornar consciente do “Olho que vê, e do Ouvido que ouve”, de um D’us onipresente que deu para a humanidade regras de conduta adequada, e que vigia para ver se estas {regras} são respeitadas.

 

É no nível pessoal que as Leis Noaíticas são mais poderosas, já que é através de nossas vidas que a influência cria uma mudança real. Ao melhorar nós mesmos, melhoramos o mundo.”

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As Sete Leis de Noé; O Movimento Bnei Noach; A Espiritualidade dos não-judeus

# As Sete Leis Universais; # As Sete Leis de Noé; # As Sete Leis dos filhos de Noé; # Filhos de Noé; # Bnei Noach; # Movimento Bnei Noach; # Noaísmo; # Código Noaítico; # Pacto Universal; # Mitsvót Universais; # Mandamentos para os não-judeus; # Torá para não-judeus;


Qualquer um que quer servir D’us deve fazê-lo nos termos DELE


 

Você não é judeu?

Há tanta coisa que você precisa fazer para tornar este mundo um lugar melhor!

Na tradição judaica, a observância dos 10 Mandamentos é exigida somente dos judeus. Espera-se que todas as demais pessoas (i.e., todos os não-judeus) observem as “Sete Leis de Noá” — os valores universais da Torá.

Nós podemos, e devemos, fazer o que ainda tem de ser feito.

Veja a matéria na íntegra na página:

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Leia se tiver coragem!

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