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Por que mashíach ainda não chegou?

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Por que mashíach ainda não chegou?

 

“A diferença entre a Redenção e a era atual não é uma mudança no conjunto físico, mas uma mudança na nossa consciência de D’us.” — Chabad.org

 

Por Rabi Menachem Mendel Schneerson (O Rebe)

 


Trazer o Mashíach é um trabalho para cada ser humano na Terra.


 

[Se] existe em toda geração “uma pessoa dentre os descendentes de Judá que é digna de ser o Mashíach de Israel” (Comentário de Rav Ovadiá de Bartenura ao Livro de Rute)[, e se], como escreve o rabino Moshe Schreiber: “Desde o momento da destruição do Bet Hamicdásh, tem nascido alguém que em sua justiça é digno de ser o redentor (de Israel)”, e caso não houvesse impedimentos e obstáculos que impedissem sua vinda, ele já teria vindo[, e também se] nossos Sábios declararam [no Talmud]: “Todos os tempos designados para a vinda de Mashíach já passaram” (Sanhedrin 97b), surge uma pergunta surpreendente:

Como é possível que, apesar de todos esses fatores, Mashíach ainda não tenha chegado? Isto está além de toda compreensão possível.

Considerando que estarmos no exílio por mais de [2000] anos pode causar desânimo e desesperança; por que Mashíach ainda não chegou?! Portanto, saibam: a geração atual [é] a última geração do exílio e a primeira geração da Redenção.

Nossa tarefa de transformar o mundo em uma morada para D’us e provocar a chegada de Mashíach também inclui influenciar os não-judeus a manter suas mitsvót, as Sete Leis Noaíticas. Todo judeu é obrigado a fazer isso. Surge uma pergunta, já que esta lei está em vigor [desde a entrega da Torá no Sinai], por que apenas recentemente ela tem sido enfatizada, e com tanta frequência?

Há duas explicações sobre por que agora as Sete Mitsvót devem ser difundidas. A razão simples é que em gerações anteriores era impossível influenciar os não-judeus neste sentido. Qualquer tentativa de influenciar um não-judeu em assuntos religiosos colocaria a sua vida em perigo. E mesmo quando já não era mais uma questão de vida ou morte, continuava sendo perigoso o suficiente ao ponto de que as pessoas (judias) estavam isentas da obrigação de chegar até os Bnei Noach (descendentes de Noá).

Hoje, no entanto, vemos que o mundo tem mudado drasticamente. Não só é possível influenciar os não-judeus sem se colocar em perigo, mas eles ficam realmente agradecidos. Quando se lhes notifica que existe um “Ser” ONIPOTENTE e que eles podem ajudar a tornar o mundo um lugar melhor mantendo as Sete Mitsvót, eles vêem que você se preocupa com o bem-estar deles. Frequentemente, eles até mesmo mostram sua apreciação.

Além disso, o Rabi Maimônides usa a expressão “‘lakuf’ (‘influenciar à força’) todos os habitantes do mundo a aceitarem os mandamentos noaíticos.” Embora obviamente deva-se fazer isto de uma maneira agradável, gentil e pacífica, ainda assim deve ser feito com persistência. Se você já tentou várias vezes, mesmo assim tente novamente de todas as formas. Com frequência vemos que, ainda que às vezes se fala às pessoas cinco vezes, elas não mudam até ouvir uma sexta vez!

Alguém pode querer reclamar: “e isto é tudo o que nos falta? Há tantas coisas que precisam de nossa atenção!”

Obviamente, esta reclamação não pode ser levada a sério. Pelo mesmo raciocínio, você poderia acabar com todas as 613 mitsvót [judaicas], D’us nos livre! Peça a alguém para fazer uma mitsvá, e ele pode responder: ‘Mas há algo mais importante que estou fazendo!’ E isto não é apenas uma resposta teórica — é algo que vemos no dia-a-dia. Com este raciocínio, uma pessoa poderia até dizer: ‘Mas estou fazendo mitsvót ajudando outros judeus — não tenho tempo para pensar em D’us!’ Portanto, devemos nos preocupar com todas as mitsvót — neste caso, divulgar os mandamentos noaíticos.

Esta é a razão simples da atual ênfase na divulgação das Sete Mitsvót, mas há uma razão mais profunda, ligada à idéia de que o mundo está mudando.

Vemos mudanças radicais no mundo de hoje. Nunca vimos tais extremos — tanto no positivo quanto no negativo.

Nas relações interpessoais, há discussões violentas ocorrendo entre pessoas que parecem não ter nem mesmo o potencial para a controvérsia. Do mesmo modo no lado bom: há atos de caridade e bondade que estão sendo feitos de uma maneira sem precedentes nas gerações anteriores. As pessoas estão dando enormes quantias de caridade e mostrando uma absoluta abnegação pelo bem-estar dos outros. Qualquer um que pensar no que está acontecendo no ambiente à sua volta vai perceber isto.

Apesar do fato do mundo estar passando por tais mudanças, o Mashíach ainda não chegou. [Como já foi falado,] nos tempos do Talmud nossos Sábios já diziam: “todos os prazos para a vinda do Mashíach já passaram.” Ao longo das gerações, líderes judeus como Rav Saadia Gaon, o Rambam e muitos outros falaram de prazos posteriores. Embora não tenham sido tão divulgados, o Alter Rebe e o Rebe Rashab também falaram de prazos. Mas uma nova era começou quando o Rebe Anterior proclamou: ‘Faça teshuvá agora e Mashíach virá agora’. Ele mandou imprimi-la e divulgá-la, e apesar da amarga oposição, repetiu-a continuamente.

Já se passaram décadas após estas proclamações e, no entanto, o Mashíach ainda não chegou. Pesquisei e procurei uma explicação para isto, e a única resposta que encontrei é a seguinte. Nas gerações anteriores, era possível confiar nos esforços do Nasi (Líder da geração). Entretanto, depois de tanto tempo, quando até mesmo a proclamação do Rebe Anterior passou e Mashíach ainda não chegou, a única possibilidade é que cada judeu deve estar envolvido em trazer a redenção.

Como já passou tanto tempo, e a situação mundial até mudou para melhor (como mencionado acima) e o Mashíach ainda não chegou, a única coisa que poderia estar faltando é que todo judeu sinta que trazer o Mashíach é sua responsabilidade pessoal.

Esta é também a outra razão para a ênfase nas Sete Mitsvót. Como o mundo mudou e o Mashíach ainda não chegou, todo indivíduo (não-judeu) deve fazer todo o possível para apressar sua vinda. A vinda do Mashíach também é relevante para os gentios.

E embora haja muitas reclamações e desculpas (dos próprios judeus) sobre ser impróprio falar da vinda de Mashíach e das Sete Mitsvót: chegou a hora de preparar o mundo para o Mashíach. Isto inclui torná-lo um “lugar de estabilidade” através da divulgação das Sete Mitsvót.

Nossos esforços para espalhar a consciência de D’us em todo o mundo e fazer com que essa consciência permeie cada indivíduo precipitará a chegada da era em que “a Terra inteira estará preenchida com o conhecimento de D’us (Havayáh) como as águas cobrem o mar.” (Isaías 11:9)

Agora, esta transição na composição espiritual do mundo não acontecerá instantaneamente [e nem magicamente]. Em vez disso, será o resultado de séculos de esforços da parte do ser humano para aumentar a consciência de D’us dentro de seu próprio mundo pessoal de pensamento e sentimento. De fato, a paz e a prosperidade do tempo da era de Mashíach (apenas) virão como resultado desse aumento da consciência da DIVINDADE [que, como já explicado, somente se concretizará com o ensinamento das Sete Mitsvót para todas as pessoas do mundo].

Que seja a vontade de D’us que todo mundo (judeus e não-judeus) comece a se envolver ativamente em trazer o Mashíach ainda mais cedo, com todos estes momentos somando-se à redenção imediata.

O que mais posso fazer para motivar todo o povo judeu a realmente provocar a vinda de Mashíach? Tudo o que tem sido feito até agora tem sido em vão. Pois ainda estamos no exílio; além disso, estamos em um exílio interno no que se refere ao nosso próprio serviço a D’us.

Tudo o que eu posso fazer é entregar o assunto a vocês. Agora, façam tudo o que puderem para trazer o Mashíach, aqui e agora, imediatamente.

Eu fiz tudo o que pude; de agora em diante, vocês devem fazer tudo o que puderem. Que seja a vontade de D’us que haverá um, dois ou três entre vocês que apreciarão o que precisa ser feito e como precisa ser feito, e que vocês possam ser realmente bem sucedidos e tragam a verdadeira e completa redenção. Que isto se realize imediatamente, em um espírito de felicidade e com alegria de coração.

Por Rabi Menachem Mendel Schneerson (o Rebe) — o líder espiritual da nossa geração

 

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© Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info

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As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

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As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

Por Projeto Noaísmo Info e O Rebe

Desde que o ser humano foi criado por Hashém que toda a humanidade está sujeita ao cumprimento das Sete Leis Divinas Universais, primeiramente dadas a Adám e Chavá (Adão e Eva), e posteriormente dadas a Nôach (Noá) e Naamá, e finalmente reveladas a toda a humanidade através da Torá, entregue por Hashém a Moshé (Moisés) e ao povo judeu no monte Sinái em 2448 depois da Criação.
Portanto, diferente das 613 mitsvót judaicas que foram surgindo gradativamente desde Avrahám (Abraão) (o primeiro judeu) até a entrega da Torá no Sinái, as Sete Leis Universais existiram desde sempre. E o surgimento do povo judeu se deu exatamente por causa delas, das Leis Universais de Hashém, ou seja, o povo judeu surgiu não para por um fim nelas, mas para protegê-las (do esquecimento das nações por causa de rejeição e abandono).
Todas as nações — todos os povos — são criações de D’us, obviamente. O povo judeu também é criação de D’us. Mas, mais do que apenas ser criação de D’us, o povo judeu foi escolhido por D’us para servi-LO eternamente (nunca O abandonando por completo, nunca O esquecendo por completo) e para representá-LO diante de todas as nações do mundo*. (* “Uma nação de sacerdotes — o povo a quem ELE escolhera para SI, para receber SUA Torá e para servir de guia e inspiração [espiritual e moral] aos demais povos do mundo. Ensinamos ao mundo o monoteísmo e lhes demos a nossa Torá, que é a base da civilização e da fé entre os homens.” – Revista Morashá) Assim, mesmo que a partir de então todas as pessoas do mundo abandonassem seu CRIADOR e se esquecessem de SUAS Leis Universais, o povo judeu estaria ali servindo como um lembrete, um aviso Divino, para elas.
Mas, se — como está evidente acima — o povo judeu tem uma missão divina diferente da missão divina de todas as outras nações, o que torna o judeu diferente do não-judeu? Qual é a diferença entre o judeu e o não-judeu?
O próprio Rebe, o Rabi Menachem Mendel Schneerson, o líder espiritual da nossa geração, responde:

“Somos todos iguais, biologicamente e fisiologicamente. Só que o papel do judeu é diferente do papel do não-judeu. D’us fez estas distinções e ninguém pode mudar isso. A diferença entre judeus e não-judeus se expressa em relação à observância da Torá. Se requer que o povo judeu observe 613 mitsvót da Torá e que os gentios do mundo só cumpram as Sete Leis Noaíticas (Universais). Esta não é uma responsabilidade pequena, já que é um ingrediente essencial na criação do mundo.”

O povo judeu é diferente dos povos não-judeus porque recebeu do MESMO CRIADOR 613 mandamentos: as Sete Leis Universais (sim, os judeus não estão dispensados delas) acrescidas de 606 mandamentos. Isto é o que identifica o judeu, esta é a sua identidade, esta é a Identidade Judaica (estar sujeito ao cumprimento de 613 mandamentos divinos).
Se o povo judeu surgiu para assegurar que todas as pessoas do mundo NUNCA se esquecessem das Sete Leis Universais de Hashém, então, assim como o povo judeu é eterno, assim também as Sete Leis Universais de Hashém são eternas para todos os povos. Como Hashém é eterno, nada do que ELE cria se desfaz. Portanto, as Sete Leis Universais de Hashém são eternas, vão existir para sempre. E para serem cumpridas por quem? Pelos não-judeus, é óbvio. Então os não-judeus também existirão para sempre, pois também são criações de Hashém. E dessa maneira, portanto, o mesmo se dá com o povo judeu e com as 613 mitsvót da Torá, cada um também existirá para sempre.
“Assim como D’us é eterno, também é eterna a sua aliança com o povo judeu.”
“Assim como D’us é eterno, assim também o povo judeu é eterno.”
“A Torá é eterna, e tudo o que nela está escrito também é eterno.”
“Nosso interesse (dos judeus) não é eliminar as nações do mundo, mas refiná-las. Elas não deixam de existir após a conclusão do processo de refinamento (do mundo). Mesmo no futuro (messiânico), as nações continuarão a existir.” Continuar lendo

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Pela graça de D’us, uma nova página no site

 

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Bnei Noach não devem contar o Ômer

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Bnei Noach e a contagem do ômer

Perguntas & Respostas

 

Pergunta:
Os Bnei Noach fazem ou podem fazer a Sefirát Haômer ou contagem do Ômer?

 

Resposta por o Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson), o Líder espiritual de nossa geração.
O Rebe afirma: “A contagem do Ômer constitui a preparação dos judeus para a Matán Torá.” Ele explica: “Logo após o Êxodo, para o povo judeu[*] foi dado o serviço divino de Contar o Ômer para que eles pudessem se refinar (dos 49 níveis de impureza ritual em que eles tinham se afundado). Ainda assim, a sua impureza não cessou até a Matán Torá — a Entrega da Torá no Sinái.
O objetivo do êxodo do Egito era a entrega da Torá, tal como está escrito: “Quando você (Moshé) tirar o povo do Egito, vocês servirão D’us nesta montanha.” Então, após o êxodo do Egito, os judeus passaram por um período de educação como preparação para receber a Torá[, como] manifestado na mitsvá de Sefirát Haômer, na qual os judeus ansiavam tanto receber a Torá que contaram os dias até Matán Torá.”

 

* Nota do tradutor:
Ao povo judeu, não aos povos do mundo, como os judeus recitam na própria bênção: “Bendito és TU, Hashém, que a nós (judeus ) nos santificou com (esses) Seus mandamentos e a nós (judeus) nos ordenou quanto à contagem do Ômer.”
Naturalmente, de nada adianta um não-judeu querer pronunciar a bênção omitindo “nos ordenou”.

 “Para os filhos de Israel”; veja o texto bíblico da contagem do Ômer: Vaicrá/Levítico 23:2, 15-16, 44. E já aproveitando para constatar que, assim como a contagem do Ômer, a eliminação do Chamêts também não deve ser praticada pelos não-judeus, veja Shemót/Êxodo 12:15, 19, 28.

 

© O Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson)
© Traduzido por Projeto Noaismo Info

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Em homenagem ao dia do nascimento do Rebe.

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Frase: A verdadeira proximidade de D-us…

A Fé Original: Noaismo.info
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Frase

“A verdadeira proximidade de D-us é quando a pessoa não considera os benefícios que ela vai ganhar observando a Torá e as mitsvót, mas simplesmente ela quer estar perto de D-us como uma meta em si mesma.”
— Rabi Menachem Mendel Schneerson, o Rebe
(Líder espiritual da geração)

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