A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach

Uma Carta Para os Bnei Noach

A Fé Original: Noaismo.info
O Site Bnei Noach

 

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Por moré Yosef Ben Shlomo Hakohen

 

Uma Carta (de um amigo judeu) Para os Bnei Noach

Introdução à Carta:
Dentro da Torá, há um caminho universal para toda a humanidade.

Este caminho contém sete categorias básicas de mitsvót – mandamentos divinos (Sêfer HaChinuch, Mitsvá 416). Estas sete categorias de mitsvót fornecem uma base ética e moral para a sociedade humana. Além disso, existem fontes dentro de nossa tradição que afirmam que todos os seres humanos devem cumprir aquelas mitsvót da Torá que são sugeridas pela “razão humana e pela compreensão do coração” (Introdução ao Talmude por Rabi Nissim Gaon).

Há um número crescente de não-judeus que estão se esforçando para cumprir os preceitos deste caminho que dá vida. Eles são frequentemente chamados de Bnei Noach – os Filhos de Noá, pois os preceitos básicos deste caminho foram reafirmados na geração de Noá (Noé), após o grande dilúvio. Rabi Maimônides afirma que este caminho universal foi mais tarde reafirmado quando a Torá foi dada no Monte Sinai (A Lei dos Reis 8:11). Os Bnei Noach percebem que a Torá e suas interpretações foram dadas ao nosso povo no Monte Sinai; assim, eles procuram estudar com rabinos que podem guiá-los em seu caminho. Na atualidade, a maioria são ex-cristãos que optaram por aceitar os ensinamentos da Torá a respeito da Unidade de D’US, do Messias, do propósito do ser humano neste mundo, e outras questões relacionadas. Eles são verdadeiros amigos do nosso povo, pois amam e respeitam tanto o nosso povo quanto o nosso judaísmo; assim, ao contrário de muitos cristãos que procuram nos “converter”, eles procuram nos apoiar em nosso caminho espiritual. Como [verdadeiros] amigos do nosso povo, eles se posicionam fortemente contra todas as formas de ódio contra os judeus, e são fortes aliados do Estado de Israel. Em agradecimento por sua amizade e realizações espirituais, escrevo a seguinte carta aos membros do movimento Bnei Noach:

“Estimados amigos, como membros do crescente movimento Bnei Noach, vocês reconhecem a unicidade e a unidade de Hashém, O MISERICORDIOSO. Portanto, penso em vocês em minhas orações diárias, especialmente quando proclamo de manhã e à noite: “Ouça, ó Israel, Hashém é o nosso D’US, Hashém é UM!” (Deuteronômio 6:4) Segundo o comentarista bíblico clássico, Ráshi, quando proclamamos “Hashém é UM”, estamos proclamando que no futuro todos os povos da terra reconhecerão a unidade e a unicidade de Hashém, como está escrito: “Pois então eu transformarei os povos para que falem uma linguagem pura, para que todos proclamem O NOME de Hashém, para servi-LO com uma determinação unida.” (Sofonias 3:9) Como Ráshi nos lembra, também está escrito: “Naquele dia Hashém será UM e SEU NOME UM.” (Zacarias 14:9) Que esse dia chegue logo. Enquanto isso, vocês devem perceber que são pioneiros espirituais que estão se preparando para esse grande dia, unindo-se ao povo de Israel na proclamação: “Hashém é UM”! Quando proclamamos que Hashém é UM, também estamos proclamando que devemos servir apenas O ÚNICO e UNIFICADOR CRIADOR do Universo. Neste espírito, a voz Divina proclamou no Monte Sinai: “Não terás outros deuses diante da MINHA PRESENÇA.” (Êxodo 20:3) E também está escrito: “Conhece-O hoje e lembre-se repetidamente de que Hashém SOZINHO é D’US; no céu acima e na terra abaixo – não há outro.” (Deuteronômio 4:39) Portanto, é proibido divinizar qualquer objeto, força ou ser, incluindo um ser humano. De fato, a Torá nos diz que “D’US não é humano [(e portanto nem homem nem mulher)].” (Números 23:19) Muitos de vocês vivem entre cristãos que divinizam um homem judeu que viveu há mais de 2.000 anos; além disso, eles proclamam que a única maneira de chegar a D’US é através deste homem. Vocês rejeitaram esta crença cristã e escolheram seguir os ensinamentos originais de Abraão e Sara, que ensinaram os seres humanos a orar diretamente para O MISERICORDIOSO. Na verdade, todas as grandes figuras bíblicas incluindo Moisés, Aarão, Miriam, Débora, Davi, Isaías e Jeremias oraram diretamente para O MISERICORDIOSO. Foi assim que a Torá nos ensinou a orar, e qualquer um que leia o Livro dos Salmos pode descobrir a abordagem da Torá à oração. Há uma canção popular cristã que contém as palavras: “Dá-me essa religião dos velhos tempos”. A canção menciona que se a “religião dos velhos tempos” era suficientemente boa para Abraão, Moisés, e um monte de figuras bíblicas, “ela é suficientemente boa para mim”. Da perspectiva da Torá, no entanto, aqueles que rezam diretamente para Hashém são os que verdadeiramente estão no espírito dessa “religião dos velhos tempos”, pois estão estão imitando Abraão, Sara e todas as grandes figuras bíblicas.

Portanto, precisamos lembrar que “Hashém está perto de todos que O invocam, de todos que O invocam sinceramente.” (Salmo 145:18) Um comentarista bíblico clássico, Radák, explica que este versículo está revelando que O MISERICORDIOSO está próximo de “todos” que O invocam, “independentemente da nacionalidade”. Em outras palavras, não é preciso ser judeu para experimentar a proximidade amorosa do MISERICORDIOSO! Muitos de vocês são ex-cristãos, e há alguns pregadores cristãos que lhes têm dito que sua alma está eternamente condenada e que vocês não podem ir para o Céu, já que vocês não aceitam mais o “Senhor e Salvador” deles. Vocês estão em boa companhia, pois, na opinião desses pregadores, nós, o Povo de Israel, tampouco vamos para o Céu, já que não oramos ao homem que eles vêem como seu Senhor e Salvador, nem em nome dele, pois nos lembramos da seguinte proclamação divina: “EU, somente EU, sou Hashém, e não há SALVADOR além de MIM.” (Isaías 43:11) Quando o Estado de Israel capturou Eichman, um destacado assassino nazista, o governo israelense designou o Reverendo William Hall, um missionário canadense que vive em Jerusalém, para servir como seu capelão. Posteriormente, Hall disse à imprensa que se este assassino de homens, mulheres e crianças judeus tivesse aceitado seu “Salvador” antes de ser executado, ele teria entrado imediatamente nos portões do paraíso. Foi então perguntado a Hall: “E quanto às almas dos seis milhões de vítimas judaicas dele?” Hall respondeu que eles certamente não tinham entrado no paraíso já que não tinham aceitado a “salvação” da Igreja. (Citado no livro da ArtScroll, “Once Upon a Shtetl”, de Chaim Shapiro) Nós, as pessoas que receberam a Torá, temos um conceito diferente em relação à entrada no paraíso celestial: O céu de nosso D’US tem muito espaço [por assim dizer], e qualquer ser humano que é um “chassid” (devoto) – uma pessoa que se dedica amorosamente a servir O CRIADOR – pode entrar nos portões do paraíso. Como afirmam nossos sábios: “Os chassidins (devotos) entre as nações têm participação no Mundo Vindouro.” (Tosefta – Sanhedrin 13:1)

Vocês compartilham nossas crenças básicas, e também reconhecem que o Messias ainda não se revelou, pois compreendem que para alguém ser oficialmente reconhecido como o Messias, ele deve cumprir as profecias descritas no capítulo 11 do Livro de Isaías e em muitos outros lugares dentro de nossas Sagradas Escrituras. De acordo com estas profecias, o Messias reunirá [em Israel] todos os exilados [do povo] de Israel, e ele inspirará todos os seres humanos a se voltarem para O MISERICORDIOSO. Sua chegada inaugurará uma era de paz universal e de iluminação espiritual, “pois a toda a Terra se encherá do conhecimento de Hashém como a água cobre o mar.” (Isaías 11:9) Além disso, o Templo será reconstruído e será conhecido como “uma Casa de oração para todos os povos.” (Isaías 56:7) Estas profecias ainda não foram cumpridas; assim, vocês se unem ao nosso povo na espera do verdadeiro Messias que redimirá Israel e toda a humanidade. Seu amor e respeito pelo povo judeu e pelo judaísmo estão no espírito da profecia que descreve como os povos da terra eventualmente se tornarão nossos aliados espirituais, e eles nos dirão: “Iremos com vocês, pois ouvimos que D’US está com vocês.” (Zacarias 8:23) Nesta era, já não haverá missionários que nos exortem a seguir seu caminho; em vez disso, todos se inspirarão nos preceitos universais dentro do caminho de nosso povo.

Como educador da Torá, tenho muito respeito e apreço por sua disposição de serem nossos aliados espirituais, especialmente porque agora estamos vivendo em um período em que o ódio contra os judeus está se espalhando, e inimigos que se dedicam à nossa destruição estão ganhando força e apoio. De acordo com nossos profetas e sábios, este perigo faz parte das dores de parto que levarão ao nascimento da era messiânica, quando todo o ódio e a violência serão eliminados do mundo. O nascimento desta era ainda não ocorreu; no entanto, vocês têm a coragem de apoiar publicamente nossa missão espiritual durante este período difícil e perigoso. Portanto, vocês vão compartilhar de nossa alegria quando o “nascimento” ocorrer, e [finalmente] se cumprir a seguinte profecia:
“Acontecerá no final dos dias: A montanha do Templo de Hashém será firmemente estabelecida como a cabeça das montanhas, e será exaltada acima das colinas, e todas as nações fluirão para ela. Muitos povos irão e dirão: “Vinde, subamos à montanha de Hashém, ao Templo do D’US de Jacó, e ELE nos ensinará seus caminhos e nós andaremos em seus caminhos.” Pois de Sião sairá a Torá, e de Jerusalém a palavra de Hashém.” (Isaías 2:2-3)

Que O MISERICORDIOSO guie, abençoe e proteja vocês, e que nos encontremos na grande reunião em Jerusalém.

Shalom,
Yosef Ben Shlomo Hakohen.

© Yosef Ben Shlomo Hakohen
© Projeto Noaismo Info: traduzido do inglês por © Projeto Noaísmo Info

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Dedicado à elevação da alma de Ana Tiapas.

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Bnei Noach, Sobre nós

Aviso

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Não procure por “sidur messiânico” em nosso Site ou por qualquer outra coisa messiânica; nós não somos messiânicos. Nós não cremos em Yeshua nem cremos na Berít Chadashá. Yeshua, para nós, é tão insignificante quanto o é Muhammad (Maomé) ou Sidarta Gautama. Nós não temos quaisquer simpatias pelos messiânicos ou por coisas messiânicas. E a propósito, messiânicos não são judeus.

 

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Bnei Noach

Por que há discordância entre os próprios rabinos sobre a prática noaica?

Bendito é Hashém!

 

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Conhecendo O CRIADOR (D'us)

Uma Mensagem do Noaíta Aimé Pallière, de abençoada memória

A Fé Original: Noaismo.info

O Site Bnei Noach

 

 

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Uma Mensagem do Bnei Noach/Noaíta Aimé Pallière, de abençoada memória

 

Desde que D’us existe, Verdade Única e Suprema, nenhuma forma de culto pode ser vazia DELE e o Poder Infinito deve corresponder a cada um que crê conforme a medida de sua fé.

A esse povo de Israel a minha vida se achou consagrada inteiramente[, mas a] história desde autor não é a história de uma conversão propriamente dita. Para o autor do “Santuário Desconhecido” a doutrina filosófica e religiosa do seu mestre Elijah (Elias) Benamózegh fez da missão do povo de Israel a afirmação da unidade espiritual da raça humana. A exposição dessa doutrina acha-se no seguinte apólogo:
“Moshé, um dia, passando solitário no deserto, viu um pastorzinho estrangeiro que, prosternado orava assim em voz alta:
‘Ó Deus! Eu tenho ouvido tanto falar de TI e contam de TI, em volta de mim, tantas coisas maravilhosas! Ó, como eu desejaria conhecer-TE e como eu TE amaria se TE revelasses para mim! Como eu tomaria cuidado de TI! Eu TE daria a beber do leite das minhas cabras; à noite eu TE cobriria com meu manto e de dia eu TE colocaria à sombra das palmeiras e TE abanaria para refrescar-TE e eu seria feliz se TU me deixasses abraçar os TEUS pés e se TU pusesses TUAS mãos sobre a minha cabeça em sinal de bênção.’
A estas palavras, Moshé, incapaz de se conter por mais tempo, se mostrou e lhe disse: ‘Menino! A tua oração é a de um insensato e de um ímpio. Como podes tu falar assim ÀQUELE que é O CRIADOR dos céus e da terra, ao D’us que não tem nem corpo, nem forma, nem aparência, que o olhar humano não pode ver, que a inteligência humana não pode conceber!’
O pastorzinho perturbado caiu em uma grande tristeza e a partir desse dia ele deixou de fazer a sua oração. Então Hashém disse a Moshé: ‘Ó Moshé, tu cometeste um grande pecado e estou bastante irritado contra ti porque tu afastaste de MIM uma das Minhas criaturas que ME procurava na simplicidade do seu coração. Fica sabendo que a oração deste menino, que o seu culto, ME eram mais agradáveis e tinham mais valor a MEUS olhos do que toda a tua ciência. Deves saber que EU sou O ÚNICO, que não há outros senão EU, e que sou EU que ouço e exalto todas as orações. EU te elegi para unir todas as criaturas e não para separá-las’.”

Israel não é apenas, como me dizia o Padre Hyacinthe, um perturbador enigma para o historiador, é um prodígio vivo. [Um] milagre permanente é a existência do povo judeu. E, na verdade, é a (simbólica) mão de D’us[ — a mesma que conduz o Seu povo — ]que tudo conduziu em minha vida e que, pelo concurso das circunstâncias, me levou ao ponto aonde eu devia chegar[: o Noaísmo].

O D’us de Israel, libertador e legislador da Sua nação, SE revelou a eles como D’us Único, PAI de todos os humanos, sendo a humanidade então concebida como uma grande família.

[Ainda que de fato são invenções humanas, contra os seus próprios interesses] o cristianismo e o islamismo espalharam-se no mundo levando para toda parte o conhecimento de D’us Único, do D’us de Moshé e dos Profetas, [e assim se] reconhece neles dois poderosos meios de que a Divina Providência SE serviu para propagar entre as nações pagãs as verdades da Revelação da Fé Judaica e Noaica e preparar assim os caminhos para a revelação do Mashíach (o verdadeiro messias).

O cristianismo repousa na “revelação” de que a salvação das nações não pode fundar-se senão na reprovação do povo de Israel, guardião das promessas messiânicas.

[Acrescente a isso] o fato da existência de bilhões de criaturas humanas tendo os mesmos direitos que nós à Verdade, à luz, ao perdão divino e que jamais ouviram falar da Bíblia. A verdadeira “religião” deve crer na salvação de todos, essa bela concepção hebraica de família dos povos presidida pelo PAI comum e todos iguais em direito perante ELE.

O crente em Hashém se valha da tradição profética de apressar com os seus votos o advento do dia em que, conforme a palavra de Malachí (Malaquias), D’us será UM e o Seu NOME UM. Quando, pois, vós, meus irmãos israelitas, tornar-vos-eis os obreiros conscientes da obra que o D’us de vossos pais quis realizar neste mundo por vosso intermédio [(a saber, ensinar a toda a humanidade o noaísmo)]?

A religião da humanidade não é outra senão o noaísmo. Esta religião noaica reduz-se à adoração de D’us (Hashém, através das orações, bênçãos, estudo da Torá das Sete Leis,) e ao cumprimento de preceitos da moral essencial.

 

Por Aimé Pallière

Compilação feita por Noaismo.info da obra The Unknown Sanctuary: A Pilgrimage from Rome to Israel, do Noaíta de abençoada memória Aimé Pallière.

© Aimé Pallière
© Noaismo.info

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Aimé Pallière nasceu em uma família cristã católica religiosa, era devoto de Maria e até chegou a ter uma visão dela em sonho, e ainda jovem pretendia um dia tornar-se padre. Porém, pela Divina Providência, um dia veio a descobrir a Fé Judaica, e através dela a saber da existência do noaísmo, adotando-o então como o seu Caminho Espiritual e Fé. (Nós, do Site Bnei Noach, Noaismo.info, semelhantemente também viemos a conhecer primeiro a Fé Judaica e algum tempo depois o noaismo.)

 

Em homenagem ao Noaíta Aimé Pallière, que sua alma seja elevada, nascido em 17 de novembro de 1868.

Também em homenagem ao judeu Edmond Fleg, que sua alma seja elevada, nascido em 26 de novembro de 1874.

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Bnei Noach, PDF

As Sete Leis de Noé; O Movimento Bnei Noach; A Espiritualidade dos não-judeus – PDF

A Fé Original: Noaismo.info

O Site Bnei Noach

 

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Nas palavras transliteradas, “CH” deve ser pronunciado como “rr” e “SH” como “ch”.

 

# As Sete Leis Universais; # As Sete Leis de Noé; # As Sete Leis dos filhos de Noé; # Filhos de Noé; # Bnei Noach; # Movimento Bnei Noach; # Noaísmo; # Código Noaítico; # Pacto Universal; # Mitsvót Universais; # Mandamentos para os não-judeus; # Torá para não-judeus;

 

Por Chabad e Chabad Lubavitch e Chabad.org
Compilação: Noaismo.info
(Produção e Tradução: Noaismo.info)

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info


Qualquer um que quer servir D’us deve fazê-lo nos termos DELE


 

Em homenagem ao Rebe

 

Você não é judeu?

Há tanta coisa que você precisa fazer para tornar este mundo um lugar melhor!

Na tradição judaica, a observância dos 10 Mandamentos é exigida somente dos judeus. Espera-se que todas as demais pessoas (i.e., todos os não-judeus) observem as “Sete Leis de Noá” — os valores universais da Torá. Estas Leis Divinas (algumas das quais se sobrepõem aos 10 Mandamentos) fornecem a base para um mundo civilizado, relações bem-sucedidas e desenvolvimento espiritual. Infelizmente, estas Leis têm sido amplamente desconhecidas há séculos. Por isso, o Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson) desenvolveu uma campanha muito interessante – a campanha das Sete Leis dos Descendentes de Noá ((Noé). Desde então,) o Rebe passou a falar sobre a responsabilidade (dos judeus) de comunicar* os ideais espirituais universais, tal como expresso nas Sete Leis Noaíticas, para todas as pessoas no mundo. A maioria dos não-judeus, embora familiarizados com os Dez Mandamentos, nunca tinha ouvido falar das Sete Leis dos noaítas. Recentemente, pessoas em todas as partes do mundo começaram a estudar as Leis Divinas, e há um interesse renovado no papel desempenhado por todas as nações na Redenção Messiânica.

 

* Informar e educar sobre as Leis Noaíticas.

 

É importante ter em mente que o judaísmo não solicita convertidos. A razão para isto é que no judaísmo (ao contrário de todas as religiões), os não-judeus (ou gentios) não precisam se converter a fim de conseguir a “salvação”.
Quem quer que mantém o Código Noaítico – os Sete Mandamentos de Noá (veja abaixo) – é considerado um gentio justo e recebe uma porção no Mundo Por Vir – e até mesmo será ressuscitado juntamente com o povo judeu.

Deve-se recordar a todas as pessoas sobre o seu propósito original: que ele ou ela aceite e siga as orientações que foram Divinamente ordenadas para ele ou ela. Para os judeus, isto significa os 613 Mandamentos. Para os não-judeus significa as instruções originais de D’us para a humanidade: o código moral universal, o código pelo qual toda a humanidade é obrigada a viver — o Código Noaítico.

“O movimento Bnei Noach — ou noaísmo — é a mensagem universal do judaísmo, mas não é uma “religião”. Não se trata de um judaísmo simplificado para não-judeus. Antes, se trata do projeto de D’us para a civilização, uma base de sete pontos (iniciais) para a construção de uma sociedade justa, moral e ética na Terra.” — Rabi Yanki Tauber, editor de Chabad.org, no Chabad.org.

Certamente, os não-judeus devem aceitar estes Mandamentos Universais não apenas porque fazem sentido, porque eles são bons e razoáveis, mas porque eles fazem parte da Torá de D’us dada aos judeus no Monte Sinái. O CRIADOR da humanidade (foi QUEM) deu aos filhos de Noá os decretos de moralidade, conhecidos como as Shéva Mitsvót Benêi Nôach ou Sete Leis Divinas dos Filhos de Noá (veja
https://a-fe-original–noaismo.info/2019/06/01/site-bnei-noach-os-tres-tipos-de-descendentes-de-noa-os-dez-mandamentos-noaiticos-as-tres-leis-devocionais-dos-noitas/  ).
O fundamento do Código Noaítico é que não existe moralidade/moral sem D’us. O humanismo não basta.
Que (saibamos que) AQUELE que criou a vida humana também estabeleceu as regras para tal vida e aplica essas regras. “Esta deve, definitivamente, ser a motivação real para a aceitação dos Sete Princípios Noaíticos, como Leis ordenadas pelo CRIADOR, para toda a humanidade.” Diz o Rebe.
No entanto, como mencionado, os não-judeus não são obrigados a se converter para obter a “salvação”.
“Todos fomos criados por D’us Todopoderoso.” Diz o Rabi Yisroel Goldstein (Chabad de Poway).

Por outro lado, se um não-judeu insiste em adotar a Judaicidade – a Identidade Judaica (que tem rituais identificadores e testemunhais, as Mitsvót Edót), ele ou ela tem todo o direito de fazê-lo, mas apenas depois de um período significativo de estudo, observação e compromisso total com a vida judaica. Este processo tem de ser conduzido sob a supervisão de um tribunal religioso judaico (Bêit Din) – ortodoxo.

Os Bnei Noach sabem que eles não são judeus, eles são admiradores não-judeus da Torá e do povo judeu (eles apoiam Israel e a comunidade judaica de todas as formas possíveis) (veja
https://a-fe-original–noaismo.info/2019/06/23/site-bnei-noach-perguntas-sobre-judaismo-e-noaismo/ ).

Após o dilúvio, D’us deu para o mundo inteiro (que naquele momento era Nôach e sua família) Sete Leis Especiais, gerais. As Leis fundamentais são apropriadamente chamadas de Sete Leis Noaíticas.

 

As Leis dos noaítas são as seguintes:

1. Creia em D’us* (Hashém)/Não sirva ídolos
2. Respeite D’us e louve-O e não fale blasfemamente de D’us
3. Não assassine
4. Não roube
5. Não cometa adultério, incesto ou atos homossexuais
6. Não seja cruel com os animais
7. Estabeleça tribunais de justiça.

* Quando falamos em D’us, Hashém, estamos falando que D’us é um e que D’us é infinito.

 

Estas Leis Divinas (Mitsvót) Universais devem ser a base de toda a sociedade humana para todas as futuras gerações. Estas Leis estabelecem claramente os códigos de decência que se espera de cada ser humano.

Nossos rabinos nos ensinam que as águas do dilúvio também estão presentes em cada geração. Elas estão representadas pelas numerosas influências anti-espirituais encontradas ao nosso redor. Estas águas podem parecer muito tentadoras e boas à primeira vista, mas quando se dá um passo para trás e analisa o que está vendo, a destrutividade se torna evidente.

A arca representa diferentes coisas dependendo de quem a observa. Para o judeu, a arca é a proteção oferecida pela nossa Torá que se encontra em nossas sinagogas, escolas judaicas e em nossos lares. As paredes destes edifícios protegem-nos da destruição que se encontra no mundo lá fora.

Para os não-judeus, a arca representa a adesão estrita às Sete Leis Noaíticas. Essas Leis são instruções claras da Torá sobre quais devem ser os objetivos e as aspirações de toda a humanidade. São precisamente essas Leis que fazem todas as pessoas atingirem, de maneira explícita, seu estado predestinado de superioridade e santidade.

Qualquer que seja o grupo ao qual pertencemos, é de suma importância garantir que as paredes da nossa “arca” sejam impermeáveis. Isto significa que a humanidade deve rejeitar o secularismo (uma existência desprovida de D’us).

Por outro lado, vemos algumas pessoas que, em nome de D’us, realizam atrocidades que estão além das palavras para descrever. É precisamente por isso que as Sete Leis Divinas são tão importantes. Qualquer um que quer servir D’us deve fazê-lo nos termos DELE. Quando alguém usa o nome de D’us para o mal, ele de fato profana o Santo Nome. Isto é muito odioso aos olhos de D’us.

Durante estes tempos difíceis, precisamos encontrar refúgio em nossas arcas pessoais, comunitárias e até nacionais. Devemos nos certificar de que as influências negativas sejam bloqueadas de forma segura. Melhor ainda, devemos permitir que a luz dos iluminados brilhe e transforme a escuridão circundante em uma luz que dá vida!

Nós podemos, e devemos, fazer o que ainda tem de ser feito.

Todas as nações devem observar os Mandamentos ditados a elas pela Torá, as 7 Leis Universais de moralidade, com o fim de obter a paz definitiva, a unidade entre todas as nações, o respeito por toda a humanidade e a apreciação de um D’us universal.

Isto transforma o mundo em um belo lugar onde D’us escolherá habitar de maneira revelada, muito em breve.

 

Por Chabad e Chabad Lubavitch e Chabad.org
Compilação: Noaismo.info
Produzido e Traduzido do inglês e do espanhol por Noaismo.info.
© Chabad; © Chabad Lubavitch; © Chabad.org

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As Sete Leis de Noé__O Movimento Bnei Noach__A Espiritualidade dos não-judeus

 

Eu não sou judeu, mas eu realmente acredito na Torá. Como posso aprender e fazer mais?

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