A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

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As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

Por Projeto Noaísmo Info e O Rebe

Desde que o ser humano foi criado por Hashém que toda a humanidade está sujeita ao cumprimento das Sete Leis Divinas Universais, primeiramente dadas a Adám e Chavá (Adão e Eva), e posteriormente dadas a Nôach (Noá) e Naamá, e finalmente reveladas a toda a humanidade através da Torá, entregue por Hashém a Moshé (Moisés) e ao povo judeu no monte Sinái em 2448 depois da Criação.
Portanto, diferente das 613 mitsvót judaicas que foram surgindo gradativamente desde Avrahám (Abraão) (o primeiro judeu) até a entrega da Torá no Sinái, as Sete Leis Universais existiram desde sempre. E o surgimento do povo judeu se deu exatamente por causa delas, das Leis Universais de Hashém, ou seja, o povo judeu surgiu não para por um fim nelas, mas para protegê-las (do esquecimento das nações por causa de rejeição e abandono).
Todas as nações — todos os povos — são criações de D’us, obviamente. O povo judeu também é criação de D’us. Mas, mais do que apenas ser criação de D’us, o povo judeu foi escolhido por D’us para servi-LO eternamente (nunca O abandonando por completo, nunca O esquecendo por completo) e para representá-LO diante de todas as nações do mundo*. (* “Uma nação de sacerdotes — o povo a quem ELE escolhera para SI, para receber SUA Torá e para servir de guia e inspiração [espiritual e moral] aos demais povos do mundo. Ensinamos ao mundo o monoteísmo e lhes demos a nossa Torá, que é a base da civilização e da fé entre os homens.” – Revista Morashá) Assim, mesmo que a partir de então todas as pessoas do mundo abandonassem seu CRIADOR e se esquecessem de SUAS Leis Universais, o povo judeu estaria ali servindo como um lembrete, um aviso Divino, para elas.
Mas, se — como está evidente acima — o povo judeu tem uma missão divina diferente da missão divina de todas as outras nações, o que torna o judeu diferente do não-judeu? Qual é a diferença entre o judeu e o não-judeu?
O próprio Rebe, o Rabi Menachem Mendel Schneerson, o líder espiritual da nossa geração, responde:

“Somos todos iguais, biologicamente e fisiologicamente. Só que o papel do judeu é diferente do papel do não-judeu. D’us fez estas distinções e ninguém pode mudar isso. A diferença entre judeus e não-judeus se expressa em relação à observância da Torá. Se requer que o povo judeu observe 613 mitsvót da Torá e que os gentios do mundo só cumpram as Sete Leis Noaíticas (Universais). Esta não é uma responsabilidade pequena, já que é um ingrediente essencial na criação do mundo.”

O povo judeu é diferente dos povos não-judeus porque recebeu do MESMO CRIADOR 613 mandamentos: as Sete Leis Universais (sim, os judeus não estão dispensados delas) acrescidas de 606 mandamentos. Isto é o que identifica o judeu, esta é a sua identidade, esta é a Identidade Judaica (estar sujeito ao cumprimento de 613 mandamentos divinos).
Se o povo judeu surgiu para assegurar que as todas as pessoas do mundo NUNCA se esquecessem das Sete Leis Universais de Hashém, então, assim como o povo judeu é eterno, assim também as Sete Leis Universais de Hashém são eternas para todos os povos. Como Hashém é eterno, nada do que ELE cria se desfaz. Portanto, as Sete Leis Universais de Hashém são eternas, vão existir para sempre. E para serem cumpridas por quem? Pelos não-judeus, é óbvio. Então os não-judeus também existirão para sempre, pois também são criações de Hashém. E dessa maneira, portanto, o mesmo se dá com o povo judeu e com as 613 mitsvót da Torá, cada um também existirá para sempre.
“Assim como D’us é eterno, também é eterna a sua aliança com o povo judeu.”
“Assim como D’us é eterno, assim também o povo judeu é eterno.”
“A Torá é eterna, e tudo o que nela está escrito também é eterno.”
“Nosso interesse (dos judeus) não é eliminar as nações do mundo, mas refiná-las. Elas não deixam de existir após a conclusão do processo de refinamento (do mundo). Mesmo no futuro (messiânico), as nações continuarão a existir.”

Isto significa que o mashíach (messias) não vem nem para dar um fim nas 613 mistvót judaicas para o povo judeu, nem para dar um fim nas Sete Leis Universais para os não-judeus. Muito pelo contrário, ele vem é para assegurar que cada um cumpra eternamente a sua missão divina:
que todos os judeus cumpram eternamente todas as suas 613 mistvót, e que todos os não-judeus cumpram eternamente todas as suas 7 mistvót. O próprio Rebe esclarece isso:

“Mesmo quando Mashíach vier e todas as nações servirem D’us, ainda haverá as distinções entre judeus e gentios; os gentios se relacionarão com as Sete Leis Noaíticas e os judeus com a Torá e suas 613 mitsvót.”

Como o Rabi Maimônides diz, se você é não-judeu, deveria contentar-se com suas Sete Leis Universais (em todos os aspectos de moralidade), sentir-se completo com elas e ser eternamente feliz, ou, se quer adotar para si uma única mitsvá que compõe a Identidade Judaica (ora, se se trata de Identidade Judaica, é óbvio que se trata de estar sendo identificado como um judeu, então) que se converta, que busque a conversão à Judaicidade, pois “O D’us de Israel [foi Que] estabeleceu inequivocamente que o não-judeu [mesmo um noaíta] não é judeu. A Torá providenciou que se um gentio busca se converter, então ele pode ser convertido de acordo com a Halachá (lei judaica). Mas sem uma conversão haláchica nada pode transformar um gentio em um judeu!”

E apenas para constar, não foram os próprios judeus que inventaram a sua própria judaicidade; “D’us prescreveu um estilo de vida especial — diferente do resto do mundo — para o povo judeu.”

Por Projeto Noaísmo Info e O Rebe

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Veja também a matéria paralela a essa:

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Seja uma boa pessoa

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Seja Uma Boa Pessoa

Para trazer o Mashíach, precisamos de boas pessoas. Com todo o devido respeito às Mitsvót que nós cumprimos e à Chassidút que nós aprendemos, Mashíach virá se cada um de nós for uma boa pessoa. Isto se aplica tanto aos judeus quanto aos não-judeus.
O valor numérico de Mashíach é igual a: yihyê ish tov/será uma boa pessoa.

Por Rabi Yitzchak Ginsburgh
(Gal Einai Israel)

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A Principal Função do Mashíach

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A Principal Função do Mashíach

[(E a verdadeira razão pela qual Yeshu não é o mashíach)]

 

Por Rabi Yeheskel Lebovic
(Em 02/7/2015)

 

“Vê-lo-ei, mas não agora, e o olharei, mas não em breve. Partirá uma estrela de Yaacóv e se levantará um cetro de Israel. E matará os senhores de Moav e dominará a todos os filhos de Shet.” – Bamidbár 24:17

 

O Rabi Maimônides (Hilchot Melachim/As Leis dos Reis 11:1) escreve que a terminologia repetitiva e dupla deste versículo se refere a dois messias: um, o primeiro, o Rei David, o outro, o segundo, o Mashíach final.

Temos de entender por que o Rei David é referido como este primeiro Mashíach. Afinal, se é apenas em virtude de ele ter sido ungido (mashíach=ungido), existiram outros reis ungidos antes dele. E, aparentemente, faz mais sentido dizer que Moshe Rabênu, geralmente referido no Talmud como o “primeiro redentor”, se qualificaria como o primeiro Mashíach deste versículo.

Estas perguntas podem ser respondidas pela análise de qual é a principal função do Mashíach segundo o Rabi Maimônides. Sua formulação indica que não é a capacidade de fazer milagres ou de provocar mudanças dentro do curso da natureza, nem é ter uma capacidade profética do mais alto calibre.

Em vez disso, é o fato de que ele vai “obrigar” todos os judeus a cumprirem todas as leis da Torá em sua totalidade e assim levantarem a bandeira da Torá e da glória de Deus em todo o mundo.

Ele por fim levará toda a humanidade a um estado de direção espiritual cada vez mais profunda mediante a reconstrução do Bêt Hamicdásh e a reunião de todos os [judeus] exilados na Terra Santa de Israel.

O Rei David foi o primeiro a estabelecer a base sólida de Israel como uma Terra Santa teocrática unificada, impondo A Vontade de Deus sobre todos os seus habitantes e abrindo o caminho para o eventual estabelecimento do Reino de Deus na Terra. Isso explica a opinião do Rabi Maimônides de que David é o primeiro Mashíach aludido neste versículo.

Isso vai explicar também a diferença entre o procedimento necessário para estabelecer as credenciais de um profeta e o procedimento necessário para o Mashíach verificar suas credenciais únicas.

As credenciais de um profeta são estabelecidas com base em sua capacidade profética, pois esta é a sua principal função: ele tem de prever vários eventos futuros, e eles têm de ocorrer com precisão.

As credenciais do Mashíach são estabelecidas por sua capacidade de reforçar a observância da Torá em todo o mundo judaico – sendo esta, naturalmente, a sua principal função.

Ele também tem de demonstrar que ele está impactando o mundo não-judaico, pois as Sete Leis Noaíticas (dos Noaítas) também são ordenadas na Torá, e que ele está procedendo assim para fazer de toda a Terra um lugar de morada para a Glória revelada de Deus.

Por conseguinte, a mitsvá de acreditar na vinda do Mashíach, conforme o Rabi Maimônides, assume uma dimensão adicional: nós de um modo geral não só temos de acreditar que Mashíach finalmente virá, mas também, mais especificamente, que ele vai trazer o mundo inteiro – judeus e gentios igualmente – a reconhecer e aceitar a regra da Lei Divina.

Visto que existem aqueles que vão se opor a este processo, há a necessidade do Mashíach, como rei e governante, vencer toda oposição deste tipo por, nas palavras do Rabi Maimônides, “travar as batalhas de Deus” à maneira do Rei David.

Isso também responde a uma outra pergunta: Por que o Rabi Maimônides organizou as Leis dos Reis no fim do Mishnê Torá – com as leis do Mashíach no final – quando parece que elas deveriam ter sido organizadas antes das Leis da construção do Bêt Hamicdásh?

A razão é que o único que pode implementar plenamente todas as leis da Torá como delineadas em todos os 14 livros do Mishnê Torá é um benevolente mas poderoso rei judeu da estatura de David – em outras palavras, o maior e mais poderoso rei de todos, Mashíach Tsidkênu.

Ele vai dedicar seus poderes concedidos por Deus para erradicar todas as formas de maldade deste mundo a fim de estabelecer o Reino de Deus na Terra. Ele vai derrubar e erradicar todas as forças que se opõem ao Plano Mestre que Deus escolheu implementar, independentemente de qualquer um dos ventos políticos que sopram no mundo todo.

Os seus grandes dons de sabedoria e profecia são, portanto, secundários a esta função principal, como explicado acima. Ele trará tikun (retificação) aos habitantes do mundo, que vão, em seguida, reconhecer as falsidades das crenças impostas a eles por seus antepassados, reconhecendo que essas crenças estão na categoria de “falsidades repetidas o tempo suficiente para serem aceitas como verdade” (Yirmiyáhu/Jeremias 16:19; Zechariá/Zacarias 8:23).

A maioria esmagadora dos habitantes do mundo – pessoas honestas e boas – então prontamente se juntará às fileiras dos crentes no verdadeiro Mashíach enquanto ele prepara sua revelação, em breve.

 

Por Rabi Yeheskel Lebovic

(Ordained by the United Lubavitcher Yeshivoth.)

© The Jewish Press
Traduzido por Noaismo.info

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