A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

O cristianismo e o islamismo segundo a Torá

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O cristianismo e o islamismo segundo a Torá

 

Por Jaim Mates Frim

 

O Rabi Manis Fridman disse: “O judaísmo não introduziu o monoteísmo no mundo, porque muitos idólatras acreditam em um único deus.” Tecnicamente o cristianismo não é idolatria[*], e o Rabi Maimônides diz que D-us o deixou existir para que os povos tivessem uma noção do Mashíach e aguardassem sua chegada, e quando ele chegasse eles veriam o erro deles e reconheceriam o verdadeiro (Mashíach). O problema com o cristianismo é que convenceram as pessoas a seguirem yeshu mostrando-lhes estátuas e fazendo-as acreditar que existe um diabo que se opõe (à vontade  de  D-us) e tem o mesmo poder — materializaram e deram entidade física para conceitos espirituais que não o têm. Lhes fazem acreditar que se não acreditarem nessas coisas virão a ser castigados eternamente, não terão a vida eterna, etc., e isso (tudo) é verdadeiramente idolatria e engano. O Islã tem algo parecido. Nasceu no meio de tribos nômades idólatras e lhes deu (junto com o seu maomecentrismo) a crença em um único deus mas que não está aqui [isto é, que ELE não é IMANENTE também]; o mundo não tem valor (algum) e sim deve ser destruído para desfrutar dos mesmos prazeres deste mundo mas no céu. Uma mente não refinada (pela Torá) não consegue entender a unicidade de D-us, que é bom e quem tem uma vontade e propósito. Por isso tem de se ensinar (Torá e) Chassidút para todas as nações para que (“elas conheçam o Pacto do Arco-celeste que Hashém fez com Noach e seus filhos tal como nos relata a Torá”, e então) se refinem, se elevem e possam sair de seus erros (por se tornarem Noaítas ou Bnei Noach).

 

[* Bem como qualquer religião que diga crer em apenas um deus.]

 

Por Jaim Mates Frim (Diretor Espanhol no Gal Einai Israel de Rechovot)

© Jaim Mates Frim
© Traduzido do espanhol por Noaismo.info

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Por que há discordância entre os próprios rabinos sobre a prática noaica?

Bendito é Hashém!

 

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Os três tipos de descendentes de Noá / os Dez Mandamentos Noaíticos / as Três Leis Devocionais dos Noítas

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# Os três tipos de Descendentes de Noá
# Os Dez Mandamentos Noaíticos
# As Três Leis Devocionais dos Noítas

Quem é o sábio das nações
O que é noaísmo e judaísmo

 

Perguntas & Respostas

 

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Eu ouvi dizer que há diferentes tipos de Bnei Noach (e eu não consigo entender isso). Isso é verdade? E se sim, por que e quantos?

(Respondendo também a:
Quem é o sábio das nações?)

 

Há diferentes tipos de benêi Nôach.
São três tipos no total, sendo o mais básico exatamente o significado mais básico da expressão benêi Nôach, o significado literal e simples, “filhos ou descendentes (físicos) de Noá”. Em outras palavras, qualquer pessoa. Em português, podemos utilizar a forma alternativa Noaída (tradução literal do inglês “Noahide”). Em grego, latim, inglês e português, o termo Noaída tem o único significado de “filhos” ou “descendentes de Noá” (no sentido amplo, geral, quer dizer, de toda a humanidade independentemente de fé).

Depois, há um tipo de “descendente de Noá” que apenas aparenta ser um noaíta.
Esse é aquela pessoa que pratíca as Sete Leis de Noá mas sem saber que elas são Leis Divinas, Leis que foram dadas pelo PRÓPRIO D’us para toda a humanidade, Leis de Hashém (Mitsvót) que o mundo todo deve seguir (ele não sabe que elas são Leis e que são chamadas de Leis de Noá ou Leis dos descendentes de Noá).
Ele as cumpre mas ele não é um noaíta, ele não segue o noaísmo (na verdade ele nem sabe da existência disso ou o que é isso).
Ele as cumpre apenas porque elas são “Leis racionais”. Ele as cumpre por achar que se trata de uma questão de lógica ou porque elas fazem sentido para ele. Ele acredita em Deus, mas ele não conhece Hashém ou a Torá. Ele pode praticar estas Leis até mesmo por causa de sua religião (mas é óbvio que se ele as cumpre devido à sua religião, tal religião não é fundamentada em Hashém e na Torá. Toda religião “revelada” é invenção de um falso profeta). Tal pessoa pode muito bem ser relativamente inteligente e boa. Isso é louvável. E mesmo sem saber do noaísmo, sem ser um noaíta, mas porque as pratíca, essa pessoa será devidamente recompensada por Hashém. Porém, nas próprias palavras do Rabi Maimônides, “ela não é um guer tosháv, nem é devota de Hashém entre os gentios, e nem é sábia.”

Quando um não-judeu conhece Hashém baseado na Torá através do povo judeu, e ele adota para si mesmo o noaísmo, então ele se torna um noaíta (inglês: Noahite) — um descendente espiritual de Noá. Neste caso, o noaíta pratíca suas Leis não apenas por questão intelectual ou de lógica, por serem racionais, antes, as próprias Leis já não são mais apenas meras “regras sociais” ou “regras religiosas” (regras religiosas, quer dizer, ensinamentos dos seus falsos profetas), elas são Mitsvót, quer dizer, Leis Divinas (Leis de Hashém). E a partir daqui entramos então em uma outra dimensão. O noaíta finalmente aprende e entende que existem outras TRÊS Leis aparte das Sete básicas e que estas TRÊS Leis são na verdade o fundamento (a base) das Sete Leis mais básicas, o fundamento de sua Fé, o fundamento do noaísmo.

Três Leis aparte das Sete Leis básicas iniciais?
Sim.

Os mandamentos judaicos são 613 e a base deles são aqueles que nós conhecemos como ‘os Dez Mandamentos’.
Agora, você sabia que a base dos mandamentos noaíticos (não judaicos) também são Dez — Dez Mandamentos Noaíticos (mas que são denominados ‘Sete’* porque são divididos em dois grupos, um de Três e um de Sete)?
E quais são estas Três Mitsvót não incluídas nas Sete?

* Certamente que se a base dos mandamentos noaíticos fosse chamada de “Dez Mandamentos”, isso causaria uma tremenda de uma confusão com os “Dez Mandamentos” (judaicos). Por isso foi denominada “Sete Mandamentos”.

 

Enquanto que as Sete Mitsvót são Leis Morais, as outras Três são Leis Espirituais (ou Leis Devocionais), que podem ser resumidas em quatro ou três palavras-chave:
Hashém-Torá-Moshé-Espiritualidade,
ou então,
Hashém-Torá-Moshé (Moshé/Moisés também representando então o povo judeu).
Como noaíta, a pessoa vem a conhecer Hashém e passa a servi-LO entendendo que foi Hashém QUEM ordenou as Sete Leis a toda a humanidade na Torá através de Moshé e, desde então, do povo judeu, e, que Hashém não deu nenhuma religião a ninguém.
E como foi dito, estas TRÊS Mitsvót são o fundamento das Sete Leis mais básicas, o fundamento da Fé Noaítica, o fundamento do noaísmo.
Assim, estas são as Três Mitsvót Devocionais antes das Sete:

1. Conhecer Hashém
(a primeira e maior mitsvá universal espiritual/devocional não é simplesmente acreditar em algum deus, nem mesmo sequer simplesmente crer no D’us, mas conhecer O Hashém, como está escrito (no Livro bíblico de benêi Nôach, o Gênesis): “E O Hashém D’us ordenou ao (ser) humano”.);

2. Conhecer a Torá
(estudando-a e aprendendo-a com o povo de Israel, com os judeus, que, como disse o profeta judeu Yeshaiáhu (Isaías), são as verdadeiras testemunhas de D’us — as Testemunhas de Havayáh:
“Diz Havayáh, teu CRIADOR, ó (filhos de) Yaacóv, AQUELE que te formou, ó (nação de) Israel: … Vocês são Minhas testemunhas, declara Havayáh, e Meus servos, a quem EU escolhi, de modo que vocês conhecerão e acreditarão em MIM, e entenderão que EU sou ELE; antes de MIM nada foi criado por um deus, e depois de MIM não haverá!” (43:1, 10)
Pois, “foi mostrado a vocês (judeus) para saber que Havayáh é Haelohím — O D’us, e não há ninguém além DELE.” (Devarím/Deuteronômio 4:35-39)
Através da entrega da Torá de Hashém para os judeus no Har Sinái, “o mundo viu uma nação conhecedora de D’us” — nas palavras do Rabi Maimônides (Hilchót Avodát Kochavím Vechukót Hagoím). E naquela ocasião, foi revelado que já existia uma Torá para os gentios — as Sete Mitsvót Universais — que foi dada a Adám e Chavá e a Nôach e Naamá. Em outras palavras, desde a criação da humanidade já existia uma Torá Universal. E 2448 anos depois, veio a existir também uma Torá Judaica — uma Torá especificamente judaica, particular (exclusiva) dos judeus.); e,

3. Ao cumprir as Duas Mitsvót Universais Devocionais acima, os noaítas (os não-judeus que tornaram-se devotos de Hashém) consequentementemente cumprem a Terceira Mitsvá Espiritual:
“Não se deve permitir dar origem a alguma religião.” (Rabi Maimônides, As Leis dos Reis 10:9)
(Hashém deu à humanidade espiritualidade — uma natureza espiritual — não religião.
E além disso, não-judeu algum consegue conhecer Hashém e a Torá e o Noaísmo através de alguma religião. Apenas através do vulgarmente chamado ‘Judaísmo’ — mais precisamente Os Princípios de Fé da Torá é que é possível chegar à Verdade da espiritualidade. Apenas o ‘Noaísmo’ e o ‘Judaísmo’ são Revelações de Hashém. Todas as religiões, qualquer uma delas*, são invenções.

* Isso inclui o cristianismo (incluindo a sua vertente hebraísta: os messiânicos), o kardecismo e o maometismo (muhammatismo).

 

Enquanto que um não-noaíta pode (ou não) se identificar com alguma religião, qualquer uma delas, é óbvio que o noaíta, que é a pessoa que é devota de Hashém, só se identifica com o próprio noaísmo, não com qualquer religião. Ele sabe que todo e qualquer fundador das religiões é falso profeta e que toda e qualquer escritura das religiões não é a Palavra de Hashém (a propósito, é interessante parar para pensar no fato de que de todos os livros sagrados de todas as religiões, apenas a Torá — querendo dizer todo o Tanách (bíblia judaica) — contém a Própria Assinatura de Hashém, o Nome essencial de D’us, Havayáh).
Como afirma o Rabi Tzvi Freeman do Chabad:
“A Torá [é] a mensagem de D’us para toda a humanidade.”).

 

O noaíta portanto pratíca antes das Sete Categorias de Leis Divinas Universais as Três Leis Divinas Devocionais: ele conhece Hashém (através da Torá), ele conhece a Torá (através dos judeus), e conhecendo Hashém e a Torá ele não inventa religiões e sai das religiões e exerce sua fé praticando suas Mitsvót. Obviamente, o Caminho Espiritual do noaíta é o noaísmo; a Fé (ou os Princípios de Fé) do noaíta é o noaísmo*.

* “Noaísmo”, de Noá + ismo, mas não significando, como já foi exposto, que foi fundado por Noá ou que os noaítas são seguidores (discípulos) de Noá (da mesmíssima forma que “Judaísmo” não significa que foi fundado por Judá (Yehudá) ou que os judeus são seguidores (discípulos) de Judá).
O noaísmo também é chamado de movimento Bnei Noach.

 

Noaísmo é o nome que se dá ao Conjunto de Princípios de Fé e Princípios de Valores Humanos dados pelo PRÓPRIO Hashém de maneira universal, i.e., para toda a humanidade — esta é a Torá noaítica. Enquanto que judaísmo é o nome que se dá ao mesmo Conjunto de Princípios de Fé e Princípios de Valores Humanos dados pelo PRÓPRIO Hashém só que em mais detalhes e de maneira particular, i.e., em especial para um povo inteiro mas um único povo, os judeus, porém, acrescidos de rituais (que são as Mitsvót Edót, sinais e símbolos identificadores e testemunhais, por isso exclusivos dos judeus) e de outros tipos de leis (como por exemplo, as territoriais; etc) — esta é a Torá israelítica.

 

Foi do noaíta que o Rabi Maimônides falou quando escreveu:
“Qualquer pessoa que aceita o cumprimento destas Sete Categorias de Mitsvót e é cuidadosa na sua observância, (quando ela mora na Terra de Israel na época do Templo Sagrado ela) é chamada de residente estrangeiro (guer tosháv, ou, quando não assim, ela então) é considerada como um dos devotos de Hashém entre os gentios (também considerada como gentio justo e/ou gentio sábio) e terá o mérito de compartilhar do Mundo Vindouro.
Isto se aplica somente quando ela as aceita e cumpre, porque Hashém, abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moshé Rabênu (nosso mestre) que mesmo previamente os descendentes de Noá foram obrigados a cumpri-las.”

Como vemos claramente, o noaíta só é noaíta porque ele é “um gentio devoto de Hashém”, ele devota Hashém, ele é servo de Hashém. Como noaíta ele é chamado por vários nomes além de noaíta (ou então Bnei Noach) e devoto (ou servo) de Hashém entre as nações. Ele também é conhecido como justo das nações e/ou sábio das nações. ‘Justo’ porque pratíca a Vontade Divina pelas Mitsvót Universais. ‘Sábio’ porque como declara um dos sete versículos da bíblia judaica (Tanách) que o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet (do Chabad, o primeiro rabino supervisor da Ash Noah, Instituição judaica criada como uma resposta à Campanha do Rebe do Chabad de divulgar as Universais Mitsvót de Hashém a toda a humanidade), recomendou para as crianças noaítas aprenderem e recitarem:
“A sabedoria é o temor de Hashém e a inteligência é saber evitar o mal (mediante o temor de Hashém).” (Jó 28:28)
E também como declara o Tehilím/Salmos 111:10:
“O princípio da Chochmá/sabedoria é o temor (reverência) de Hashém — (é) (discernimento) bom senso para todos os que realizam os mandamentos de D’us.”
Como dissemos, um não-noaíta pode ser uma pessoa relativamente boa e inteligente, mas se ele não devota Hashém, como ele pode ser um gentio justo? Se ele não devota Hashém, como ele pode ser um gentio sábio?
O Pirkêi Avót, Capítulo 3 Mishná 17, já dizia:
“Rabi Elazár ben Azariá disse: Se não há Lei Divina — Torá, não há conduta social adequada; se não há conduta social adequada, não há Lei Divina — Torá. Se não há sabedoria, não há temor a D’us; se não há temor a D’us, não há sabedoria. Se não há conhecimento, não há entendimento; se não há entendimento, não há conhecimento.”

O livro “Sháar HaEmuná Ve’Iesód HaChassidút, Entrada da Porta do Beit Yaakóv” do Rabi Gershon Chanoch Henoch Leiner de Radzin, explica (conforme comentário do Rabi Betzalel Edwards):

“A crença em D’us (Hashém) nos leva a temê-LO, o que motiva uma pessoa a observar os mandamentos da Torá. No entanto, este temor (a D’us) é um medo que nasce da consciência da transcendência absoluta de D’us. Assim, seria mais precisamente chamado de “consciência” ou “reverência” da Divindade.”
E o livro prossegue (agora conforme o autor, o Rabi Gershon):
“O Zôhar escreve: “No princípio criou D’us …”. Este é o primeiro mandamento, que se chama “Temor a Hashém”. Desta forma, o mundo inteiro depende deste mandamento. Assim, o temor de Hashém é a própria soberania de D’us e contém dentro de si todos os mandamentos da Torá.
[Mas aí, diante disso tudo, vem a questão:]
Se a pessoa não conhece a Torá, ou a recompensa e a punição por manter ou transgredir seus mandamentos, ou AQUELE que criou a Torá e a dá a Israel (e uma parte à humanidade), como então ela pode temer D’us e guardar Seus mandamentos? Por esta razão [está escrito]: “Conhece (tu) O D’us de vossos pais (Adám e Nôach) e serve-O.” Pois se alguém não conhece AQUELE que lhe deu a Torá (Universal) e lhe ordenou que a guardasse, como então pode temê-LO e cumprir Seus mandamentos?”

Portanto, sábio é a pessoa que conhece e teme (reverencia) Hashém, e que O devota, cumprindo Seus mandamentos. Mas para isso, os não-judeus têm de saber da existência de uma Torá Universal, de uma Torá para os não-judeus, as Sete Categorias de Mitsvót Noaíticas. E foi por isso mesmo que o Rabi Maimônides legislou:

“Da boca do Todopoderoso, Moshé, nosso mestre, ordenou-nos (a nós judeus, em todas as épocas e lugares,) a obrigar todos os habitantes do mundo a aceitar sobre si mesmos os mandamentos Divinos (Mitsvót) dados aos descendentes de Nôach.”

Resumindo, temos Três tipos de descendentes de Noá.
Um é qualquer indivíduo, pois qualquer um é descendente de Noá. Esses são Noaídas.
O outro, é o descendente de Noá que cumpre parcialmente as Mitsvót Noaíticas (sem saber disso).
Ele — parcialmente — as cumpre ou porque são leis sociais (daí ele pode até mesmo ser ateu), ou porque são leis religiosas (quer dizer, porque são regras de sua religião, ensinamentos dos falsos profetas inventores dessas religiões). Mas, obviamente, ele não é noaíta, ele não segue o noaísmo, ele não devota Hashém.
E por fim, temos o descendente espiritual de Noá, o noaíta. Ele segue o Noaísmo, ele devota Hashém, por isso é um noaíta. O noaíta é o devoto de Hashém entre as nações. O noaíta é o justo das nações. O noaíta é o sábio das nações.
O noaíta pratíca todas as Mitsvót Noaíticas, a Torá para os não-judeus.
A base das Mitsvót Noaíticas são os Dez Mandamentos Noaíticos — os Dez Mandamentos dos noaítas (que não é a mesma coisa que os Dez Mandamentos judaicos).
Os Dez Mandamentos Noaíticos são divididos em dois grupos, sendo o mais famoso aquele que foi denominado de “Sete Leis”. Estas Sete Leis são as Leis Morais mais básicas, o mínimo a ser cumprido. Pois o máximo compõe-se de várias dezenas.
O outro grupo dos Dez Mandamentos Noaíticos é o das Três Leis Devocionais, que são na verdade o próprio fundamento das Sete Leis mais básicas. As Três Leis Devocionais dos noaítas são o fundamento da Fé Noaítica, o fundamento do noaísmo.
Estas são conhecer Hashém e devotá-LO, estudar a Torá com o Povo de Hashém, os judeus, e, não inventar religiões e abandoná-las (que, como já exposto, inclui, obviamente, cristianismo e islamismo).

Por Noaismo.info

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Pessach e os Bnei Noach

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Pessach e os Bnei Noach

 

Como os Bnei Noach celebram Pessach?

 

Os Bnei Nôach NÃO celebram Pêssach.

Os Bnei Nôach NÃO celebram Pêssach e os Bnei Nôach NÃO celebram NEM UMA festividade judaica, incluindo a do Shabát (Pêssach e Shabát celebram a mesma coisa: a saída do povo judeu do Egito, e, por isso mesmo, são mandamentos festivos exclusivamente judaicos*. O Pêssach é a celebração anual enquanto o Shabát é a celebração semanal.

 

* Para o Shabát, veja Vaicrá/Levítico 23:1-5, 44; Devarím/Deuteronômio 5:15; Shemót/Êxodo 16:1, 4-5, 22-23, 25-30; 31:12-17.)

 

Por que os Bnei Noach não celebram Pessach? Porque Bnei Noach (noaítas/Filhos de Noá) NÃO são judeus. Por que os Bnei Nôach haveriam de celebrar Pêssach (ou qualquer outra festividade judaica) se não são judeus?

Bnei Nôach são NÃO-judeus que reconheceram e aceitaram que O D’us de Israel é O MESMO D’us CRIADOR do universo e que vivem de acordo com SUAS Mitsvót (Leis) Universais e que acreditam apenas no Tanách (bíblia judaica) como A Palavra de D’us.

Portanto, é absolutamente impertinente para os Bnei Nôach (como para qualquer outro não-judeu) o Pêssach ou qualquer outra festividade judaica, bem como o Shabát.

 

Os Bnei Nôach descendem de Avrahám, Yitschák e Yaacóv? NÃO.
Os Bnei Nôach foram escravos no Egito? NÃO.
Os Bnei Nôach foram libertados da escravidão no Egito? NÃO.
Então, não faz sentido os Bnei Nôach quererem honrar Pêssach. (Como não faz sentido algum os Bnei Nôach quererem honrar Shabát ou qualquer outra festividade judaica.)

 

O PRÓPRIO D’us, Hashém, disse:

“E se algum prosélito (não-judeu) habitar contigo (Israel) e quiser fazer o Pêssach a Havayah, todo macho deverá ser circuncidado (convertido), e então se chegará para celebrá-lo, e será como o natural da terra (de Israel); e nenhum incircunciso (não-convertido) [participará] dele. A Lei (da Torá, como modo de vida do judeu,) será a mesma para o natural (descendente de Israel) e o prosélito (convertido) que peregrina entre vós. Assim fizeram todos os filhos de Israel, como ordenou Havayah a Moshé e a Aharón; e assim fizeram. E … Havayah tirou os filhos de Israel da terra do Egito. … E Moshé disse ao povo (de Israel): Recordai este dia que saístes do Egito, da casa dos escravos; … e guardarás este estatuto em seu prazo de ano em ano.”
Shemót/Êxodo 12:48-13:10 *

 

* Leia o texto bíblico na íntegra para o mandamento estritamente judaico de chamêts.

 

Portanto, um não-judeu até pode realmente sentir vontade — ter o desejo — de observar alguma data exclusivamente judaica ou algum rito exclusivamente judaico, mas é óbvio (ou pelo menos deveria ser óbvio) que para isto ele (o não-judeu) deve converter-se.

Foi exatamente isto o que o Rabi Maimônides disse nas Leis dos Reis 10:9 e 10, que aquele noaíta que passar a ir além das suas Leis, absorvendo leis e ritos judaicos, já assumindo um modo de vida judaico, já se comportando como um judeu, que converta-se, e então poderá devidamente observar quaisquer mandamentos estritamente judaicos.

“Assim também, um gentio que faz um Shabát, i.e., que realiza um descanso ritual — em qualquer dia da semana (podendo ser até mesmo no próprio sétimo dia) —, é passível (de punição). Nem é necessário dizer, ele é passível de punição se cria um dia de festividade (religiosa, incluso por estar copiando festividades judaicas,) para si próprio.

Em geral se adota o seguinte princípio nestas questões: Não se deve permitir dar origem a alguma religião ou criar novas Mitsvót para si mesmos baseados nas suas próprias decisões (incluso de querer imitar os judeus). (Se eles querem praticar as Leis Rituais,) eles podem se tornar convertidos justos e aceitar todas as 613 Mitsvót (estritamente judaicas, como lembrar e honrar o Shabát, celebrar as festividades judaicas (Pêssach,  Sucót, Chanucá …), etc.,) ou eles devem permanecer com as instruções designadas para eles ( – que são as Leis Morais – )sem acrescentar (incluso rituais inventados por si mesmos ou copiados dos judeus) ou diminuir (por suas próprias inferências). – Rabi Maimônides, As Leis dos Reis 10:9, 10.

É por isso que destemidamente o Rabi Zvi Aviner (baseado nas palavras acima do Rabi Maimônides) declara que “outro erro (cometido por certos rabinos e alguns judeus) é oferecer aos Bnei Nôach (não-judeus) os rituais judaicos que não tem sentido para eles”, e, que “é errado os não-judeus simplesmente copiarem os costumes (estritamente) judaicos adaptando-os como seus.” Os não-judeus que assim procedem “estão equivocados”.

O Rabi Dr. Michael Schulman (Chabad), Diretor da Organização Ask Noah International (asknoah.org), organização judaica inspirada na Campanha lançada pelo Rebe do Chabad para orientações da vida dos Bnei Noach, explica:
“Para os gentios, não há problema em simplesmente reconhecer o significado especial que D’us atribui ao sétimo dia judaico (o dia de se fazer Shabát) ou aos dias de festas judaicas. Eles podem honrá-los como dias especiais (por exemplo, com orações e leituras selecionadas da Torá). Mas, os Bnei Noach não devem observar os mandamentos das festividades bíblicas judaicas. Eles não devem cumprir os mandamentos judaicos que são apenas religiosos e não têm nenhum benefício prático para Noaítas.”

E o que é que os Bnei Nôach podem fazer durante os dias de Pêssach?

Como dito acima, “os Bnei Noach podem” orar e fazer leituras selecionadas da Torá, e também podem, como diz o Rabi Dr. Michael Schulman, “ler e/ou discutir as passagens da Torá sobre o Êxodo do Egito e/ou sobre os mandamentos judaicos associados ao Pêssach.”

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/05/27/site-bnei-noach-bnei-noach-podem-celebrar-as-festividades-judaicas-ou-alguma-delas/

 

Durante cada um dos dias de Pêssach, os Bnei Nôach podem fazer suas orações como sempre fazem, e podem, se quiserem, fazer também as orações Yaalé Veiavó e Nishmát Col Chái do nosso Guia (a partir do pôr do sol do primeiro dia da celebração até antes do pôr do sol do último dia da celebração).

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A Leitura Bíblica para os dias do Pêssach são:

20 Abril, 2019* (EM 2020, 8 Abril)

Êxodo 12:21-51;
Números 28:16-25; e,
Josué 3:5-7; Josué 5:2-6:1; Josué 6:27

 

* A contagem do dia judaico começa ao pôr do sol de Sexta-feira, 19 Abril, 2019. (Em 2020, ao pôr do sol de 8 Abril.)
__________

 

21 Abril, 2019

Levítico 22:26-23:44
e
Reis II 23:1-9; Reis II 23:21-25

__________

 

22 Abril, 2019

Êxodo 13:1-16

__________

 

23 Abril, 2019

Êxodo 22:24-23:19

__________

 

24 Abril, 2019

Êxodo 34:1-26

__________

 

● 25 Abril, 2019

Números 9:1-14

__________

 

26 Abril, 2019

Êxodo 13:17-15:26
e
Samuel II 22:1-51

__________

 

27 Abril, 2019

Deuteronômio 14:22-16:17
e
Isaías 10:32-12:6


 

Uma pergunta:

Por que os judeus celebram Pêssach por 7 (sete) dias?

 

O Midrásh (Shemót Rabá 19:7) explica que embora os judeus tenham saído do Egito no primeiro dia de Pêssach, eles foram perseguidos pelos egípcios até a abertura do Mar Vermelho, que aconteceu sete dias depois. Portanto, embora o Êxodo tenha começado no primeiro dia, não foi completado até o sétimo dia. Os judeus são ordenados a celebrar esses sete dias.

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No mês de aniversário do site A Fé Original: Noaismo.info ( ), uma nova página, Graças a D’us.

 

Confira:

https://a-fe-original–noaismo.info/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

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O cristianismo NÃO é o melhor caminho para os não-judeus

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O cristianismo (ou o islamismo, ou qualquer outra religião) NÃO é o melhor caminho para os não-judeus

 

Por Noaismo.info

 

Perguntas E Respostas

 

Pergunta
O que o Rabi Maimônides quis dizer com o cristianismo ser o melhor caminho para os cristãos?

 

Resposta
Onde você leu isso?

Ou foi alguém que lhe falou que ele disse isso?

Acontece que o Rabi Maimônides nunca disse isso.
O Rabi Maimônides nunca disse que alguma religião, qualquer que seja, é o melhor caminho para esses ou aqueles não-judeus. Ele nunca disse que os não-judeus podem ou devem ser cristãos, ou maometistas, ou qualquer outra coisa. Muito pelo contrário, ele disse que “Moisés foi ordenado pelo TODOPODEROSO a compelir TODOS OS HABITANTES DO MUNDO a aceitar as leis transmitidas aos descendentes de Noá.”
Afirmar que o Rabi Maimônides disse que o cristianismo (ou o maometismo — islamismo) é o melhor caminho para os não-judeus — ou que uma religião específica é o melhor caminho para algum povo não-judeu — é inventar palavras e colocá-las em sua boca, é distorcer seu ensinamento tão claro de que ‘foi O PRÓPRIO CRIADOR (através da Torá) QUEM ordenou a todas as pessoas do mundo o cumprimento das Sete Leis de Noá.’ Deste modo, infelizmente, até mesmo rabinos que defendem que não-judeus continuem sendo cristãos ou maometistas (muçulmanos) — que afirmam que não há problema nisso — estão indo contra o que o Rabi Maimônides ensinou.

Segundo o Rabi Maimônides, não existe o “melhor” caminho espiritual para os não-judeus. Existe sim O ÚNICO Caminho Espiritual para os não-judeus, O Caminho LEGÍTIMO, que é O Caminho Original, O Caminho conhecido como Bnei Noach, O Caminho dos Filhos de Noá. (Este é O Caminho para cada “ben Nôach” (“filho de Noá”) e para cada “bat Nôach” (“filha de Noá”), para todos os “benêi Nôach” (“filhos de Noá”) e para todas as “banót Nôach” (“filhas de Noá”).) A alternativa para aquele que não deseja ser noaíta é tornar-se judeu. Portanto, segundo o Rabi Maimônides, existem apenas Dois Caminhos Espirituais para a humanidade seguir, o Judaísmo para os judeus e para aqueles não-judeus que desejam cumprir todos os (613) mandamentos da Torá (que então passam pela conversão), e as Leis Noaíticas para os não-judeus. O Rabi Maimônides declarou que “qualquer pessoa que aceita o cumprimento destes Sete preceitos [de Noá] e é cuidadosa na sua observância, é considerada como um dos devotos [de D’us] entre os gentios e terá o mérito de compartilhar do Mundo Vindouro.
Isto se aplica somente quando ela os aceita e cumpre, porque O SANTÍSSIMO, abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moisés, nosso mestre, que mesmo previamente, os descendentes de Noá foram obrigados a cumpri-los.
No entanto, se a pessoa cumpre os preceitos por convicção intelectual, ela não é devota [de D’us] entre os gentios e nem sábia.”

Fato é que o Rabi Maimônides declarou explícitamente:

“Não devemos lhes permitir (aos não-judeus) que criem qualquer religião”, pois a única “religião” dada pelo PRÓPRIO D’us para toda a humanidade é a “religião” da Torá (que é composta de dois caminhos: o judaísmo para os judeus, e o noaísmo para os noaítas), e que os gentios não devem criar quaisquer “ritos (práticas) religiosos” (já que o seu caminho espiritual, o noaísmo, é um movimento e é um Código de moralidade, e portanto, é desprovido de rituais). Portanto, é uma mitsvá (ordem divina) para os não-judeus não criarem religiões, e, por conseguinte, não pertencer a nenhuma delas.

Para mais considerações sobre este tema, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/09/01/site-bnei-noach-the-sons-of-noahos-filhos-de-noah/

(Em particular o “Mito #2“.
Mas será interessante e importante ler a matéria inteira.)

 

O que o Rabi Maimônides declarou sobre o cristianismo e o maometismo foi que, uma vez que esses foram inventados, ainda assim, de alguma forma, eles acabaram por difundir (mais rapidamente e mais abrangentemente) em todo o mundo alguns conceitos originalmente judaicos — obviamente distorcidos, adulterados, é verdade, mas — espalharam pelo mundo inteiro idéias como a criação do mundo por um único deus, leis divinas, o messias, a ressurreição dos mortos, entre outras. Assim, ter D’us permitido a existência dessas invenções (religiões) serviu ao propósito de na revelação do mashíach (o verdadeiro messias) o mundo todo prontamente reconhecê-lo e aceitá-lo. (É o que chamaríamos — segundo o ditado popular — de “o tiro saiu pela culatra”. Ou seja, é lógico que tais religiões foram inventadas para a dominação e controle das massas, mas ao mesmo tempo, sem querer, essas mesmas massas já foram (ou já estão) (de algum modo) preparadas para o derradeiro destino do mundo, de modo que, assim que mashíach for revelado, elas facilmente, sem dificuldades, perceberão que foram enganadas e iludidas, e retornarão à Fé Original (A Fé em Hashém).
Isto já está acontecendo, sim, exatamente agora, em nossos dias.)

“A intenção do CRIADOR do mundo não está ao alcance da compreensão do homem, porque [conforme Isaías 55:8] SEUS caminhos não são nossos caminhos, nem SEUS pensamentos são nossos pensamentos. [Eventualmente,] todos os atos de Jesus e de Muhammed, que surgiu depois dele, servirão somente para preparar o caminho para a vinda do Mashíach e para o melhoramento do mundo inteiro, motivando as nações a servirem D’us juntas, como [Sofonias 3:9] declara: ‘Então EU farei os povos puros de palavras para que todos proclamem O Nome de Havayah e O sirvam de comum acordo.’
Como isto acontecerá? [Em decorrência da invenção dessas religiões,] o mundo inteiro já está familiarizado com o assunto do Messias, da Torá e dos mandamentos. Estes assuntos foram difundidos e se espalharam até as nações mais distantes, para muitas nações [até então] de coração teimoso, [mas] que [agora] discutem estes assuntos e os mandamentos da Torá. [As nações cristãs] dizem: ‘Estes mandamentos são verdadeiros, mas não estão em vigor na era atual e não são válidos para todas as épocas.’ [As nações maometanas] dizem: ‘Nos mandamentos há conceitos ocultos que não podem ser entendidos de maneira simples. O “messias” [Muhammed] já veio e já os revelou.’
Então quando Mashíach, o verdadeiro messias,” for revelado, “todas as nações retornarão e entenderão que seus ancestrais lhes legaram uma falsa herança e seus “profetas” e ancestrais levaram-nas ao erro.”
(Maimônides, As Leis dos Reis, 11:4.)

 

Veja também:

https://a-fe-original–noaismo.info/2020/03/24/site-bnei-noach-o-cristianismo-e-o-islamismo-segundo-a-tora/

 

Uma outra pergunta
Depois da revelação de mashíach, todos os povos se converterão ao judaísmo?

O Rabi Maimônides também nunca disse isso.
Não há profecia alguma no Tanách que afirme que toda a humanidade algum dia se tornará judia.
O livro “Os Dias de Mashiach”, do Rabi Menachem M. Brod, Editora Chabad, explica:

“À medida que Mashiach retificar a humanidade em geral, tanto o povo judeu como as nações gentias passarão a cumprir suas respectivas funções.
O Judaísmo não aspira a tornar-se a religião da humanidade. Pelo contrário, … segundo o Judaísmo, os gentios têm sua própria missão:” vivenciar as “Sete (Categorias de) Leis de Nôach”.

O mundialmente reconhecido Rabino-Chefe Senhor Jonathan Sacks explica isso exaustivamente.
Citando algumas de suas palavras:

“O judaísmo … não afirma que é o único caminho para a salvação. Não é preciso ser judeu para ser bom, sábio, relacionar-se com D’us ou ser amado por D’us. Os rabinos ensinaram que os justos de todas as nações [i.e., todos os não-judeus que aceitam sobre si as Leis Noaíticas] têm uma porção no mundo vindouro (o mundo depois da revelação de mashíach).
O D’us de Israel é O D’us de todos, mas a religião de Israel não é a religião de todos. Os profetas não previram que as nações do mundo abraçariam a religião de Israel, com seu conjunto complexo de [613] mandamentos, nem mesmo no fim dos dias. Elas reconhecerão D’us [Hashém]. Irão a Jerusalém para rezar. Converterão suas espadas em arados e não guerrearão mais. Contudo, NÃO se tornarão judias.”
(Tempo Futuro. Editora Sêfer.)

 

Veja mais sobre este assunto na matéria

https://a-fe-original–noaismo.info/site-bnei-noach-o-rebe-diz-nao-a-judaizacao-de-bnei-noach/

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Bnei Noach

Bnei Noach e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos (ou a criação de ritos)

A Fé Original: Noaismo.info

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# Noaítas e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos

# Noaítas e a criação de ritos religiosos

 

Perguntas e Respostas

 

Por Noaismo.info

 

O Rabi Maimônides disse que os noaítas (Bnei Noach/Filhos de Noá) podem cumprir se quiserem ALGUNS  ESPECÍFICOS dos 613 mandamentos que Hashém deu para os judeus ou que os noaítas podem cumprir QUAISQUER DE TODOS os 613 mandamentos?

 

O Rabi Maimônides NUNCA disse que os noaítas podem cumprir todas ou quaisquer de todas as 613 leis da Torá (até porque se os noaítas cumprissem todas as 613 leis da Torá, ou se pudessem cumprir quaisquer de todas as 613 – como as Leis Rituais (as Edót, Leis Identificadoras e Testemunhais dos judeus) – eles já não seriam mais noaítas, e sim, judeus).

O Rabi Maimônides deixou claro que a observância – o cumprimento – do conjunto das 613 mitsvót da Torá cabe unicamente “a Israel” (o povo judeu), incluídos aí, não os noaítas, mas os convertidos (“e a todos aqueles que desejam SE CONVERTER dentre as outras nações”).

O Rabi Maimônides também deixou claro que até mesmo somente estudar a explicação do cumprimento de todas as 613 mitsvót da Torá (Halachá) por parte dos noaítas já tornam-nos ‘passíveis de punição’ porque “eles devem se dedicar somente ao estudo de [suas] Sete [Categorias de] Leis”, e sendo assim, que dirá de cumprirem todas as 613 mitsvót.

O que o Rabi Maimônides disse – e que muitos têm distorcido suas palavras (por diversos tipos de interesses) – é que as Sete Leis são apenas o mínimo que um noaíta cumpre, e que uma vez que ele já as cumpre, ele querendo crescer espiritualmente, ele passará a cumprir AS SUAS OUTRAS mitsvót (Morais)*, e que o judeu não deve pensar que as Sete Leis são o máximo que o noaíta cumpre em vez de o mínimo.

* Exemplos: dar caridade, honrar pai e mãe, etc. Veja, por exemplo

https://a-fe-original–noaismo.info/2015/09/25/e-permitido-a-um-nao-judeu-estudar-a-tora/

 

O Rabi Maimônides enfatiza que o verdadeiro noaíta não inventa rituais e não copia os rituais judaicos, pois o noaíta é noaíta, não é judeu, e se ele pratíca um ritual judaico, o que ele está fazendo não é nem judaísmo e nem noaísmo (naturalmente um noaíta jamais deve parecer um judeu de forma alguma por apropriar-se dos mandamentos característicos de identidade judaica, levando assim judeus e não-judeus à confusão de pensarem que ele é judeu, e desrespeitando os limites estabelecidos pelo PRÓPRIO CRIADOR). Veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

 

E como reitera o Jews for Judaism.org (Judeus para o Judaísmo):

“Na verdade, estas [denominadas “Sete Leis de Noá”] são 7 categorias e incluem [muitos] outros detalhes.”

Explica o Rabi Aaron Parry no Jews for Judaism.org:

“À primeira vista, pode parecer que a diferença entre a observância judaica (613 mandamentos para judeus) e não-judaica (sete para não-judeus) é enorme. Mas se olharmos um pouco mais de perto, veremos que não é tão grande quanto parece.

Estes são sete princípios básicos que têm – todos eles – muitas implicações. Ao observar adequadamente os sete mandamentos, um não-judeu realmente vai incorporar [pelo menos] 66 mitsvót da Torá[*] que especifica alguns desses itens com maior detalhe. Os sete princípios básicos envolvem considerações muito maiores; por exemplo, o sétimo (princípio) implica que não se deve praticar a crueldade com os animais. Além disso, no presente momento, quando já não temos um Templo Sagrado em Jerusalém ou um Grande Sanhedrín (Supremo Tribunal Judaico de 71 sábios idosos), muitas das 613 mitsvót não se aplicam. Como resultado, um judeu de hoje pode cumprir possíveis 271 mitsvót. Então, há aproximadamente uma proporção de quatro para um na quantidade de mandamentos que um judeu de hoje deve cumprir, em comparação com um não-judeu. Além disso, muitos dos mandamentos adicionais dos judeus têm a ver com Shabát ou feriados judaicos[**] ou com mandamentos como [tsitsít (talít), tefilín, mezuzá, etc.], que não são exigidos dos não-judeus.”

 

(© Copyright Jews For Judaism 2017)

 

* https://a-fe-original–noaismo.info/2016/02/01/66-ramificacoes-dos-7-mandamentos-noaicos/

 

** https://a-fe-original–noaismo.info/2019/05/27/bnei-noach-podem-celebrar-as-festividades-judaicas-ou-alguma-delas/

 

O que temos observado é que, na verdade, ALGUNS Bnei Nôach (noaítas) têm tido a necessidade não de terem mais de 7 mandamentos para cumprir, e sim de terem uma liturgia noaítica e de terem um modo de demonstrarem (para si mesmos e para os outros) a sua religiosidade (ritos internos e externos) – em outras palavras, de terem uma religião. Este é o verdadeiro ponto. E isto é o resultado de a grande maioria dos noaítas virem das religiões – principalmente, das igrejas cristãs – (que, exatamente por serem religiões, possuem então liturgias e seus ritos), e de eles aprenderem sobre Bnei Nôach com o judaísmo (que tem sua própria liturgia, já que se trata, também, da religião de um povo), e de o noaísmo NÃO ser uma religião – tampouco uma religião judaizada (como uma espécie de judaísmo para não-judeus) – mas um código de conduta. O Rabi Maimônides então,  como já dito, PROIBE exatamente os Bnei Nôach de ‘criarem ritos religiosos (ou copiarem os ritos judaicos).’*

* Certamente, isto nada tem a ver com o fato de que Bnei Nôach podem – e devem – louvar, abençoar e orar a Hashém.

 

Por Noaismo.info
https://a-fe-original–noaismo.info/copyright/

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