A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE JESUS E DO CRISTIANISMO PARTE 3 (Rabi Maimônides)

apresenta:

 

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE JESUS E DO CRISTIANISMO PARTE 3 (Rabi Maimônides)

 

Por Rambám ou Rabi Maimônides (Moshé ben Maimon)

 

Queridos irmãos judeus, é muito importante que todos vocês prestem atenção e escutem o que vou lhes expor.
Saibam que a nossa Torá é o Verdadeiro e Autêntico Ensinamento Divino e foi-nos dado por intermédio de Moshé, o mestre de todos os profetas. Por meio de SUA Torá, D’us nos distinguiu do resto da humanidade (Deut. 10:15). Isto não aconteceu por causa dos nossos méritos, mas sim, foi um ato de bondade Divina, porque nossos pais reconheceram Hashém e O veneraram (Deut. 7:7-8).
Desde os tempos da outorga da Torá, (os reis das nações, instigados por muita inveja,) tentaram derrubar nossa religião pela força, pela violência e pela espada. A sua verdadeira intenção é frustrar Hashém, mas ninguém pode frustrá-LO. As nações que querem nos aniquilar pela violência fazem parte de um dos dois grupos cuja meta é frustrar a vontade Divina.
O segundo grupo consiste nos mais inteligentes e mais educados entre as nações, como os romanos, persas e gregos. Eles também tentam derrubar nossa religião e erradicar nossa Torá, mas eles o fazem por meio de argumentos.
Nem uma dessas estratégias (conversão obrigatória e conversão por argumentação) terá sucesso (Isaías 54:17). Hashém, que é A VERDADE, os ridiculariza, porque eles tentam atingir uma meta inalcançável.

Depois disso surgiu uma nova seita (os notsrím ou cristãos) que combinou as duas estratégias, a saber, a conquista (força bruta) e a persuasão, em uma, porque acreditava que este método seria mais eficaz para eliminar todos os vestígios da nação judaica e da religião judaica. Essa seita, portanto, resolveu reivindicar a profecia e inventou uma nova doutrina (bem como inventou também um novo livro “sagrado”: o “novo testamento”), contrária à nossa religião que é verdadeiramente de origem Divina, afirmando que foi igualmente outorgada por D’us. Em outras palavras, a nova seita (o cristianismo) dizia acreditar no mesmo D’us mas que ela seria a receptora de uma nova série de preceitos. Com isto ela tinha a esperança de destruir a nossa Torá. (Com este método — o de afirmar que O MESMO D’us outorgou uma nova revelação —) ela esperava suscitar dúvidas e criar confusão, já que uma se opõe à outra e ambas supostamente emanam de uma fonte Divina, o que levaria à destruição de ambas as religiões. Tal é o plano notável inventado por um homem que é invejoso e impertinente. Ele vai se esforçar para matar seu inimigo e salvar sua própria vida, mas se perceber que é impossível alcançar seu objetivo, ele planejará um esquema pelo qual ambos serão mortos.

O primeiro a imaginar e adotar este plano foi Yêshu Hanotsrí — Jesus o cristão (que seus ossos se covertam em pó). Ele era judeu porque sua mãe era judia, embora seu pai fosse gentio. De acordo com os princípios da nossa lei, uma criança nascida de uma judia e um gentio, ou de uma judia e um escravo, é uma criança judia legítima (Yebamot 45a). Jesus é apenas figurativamente denominado um filho ilegítimo [observação: na verdade, a ilegitimidade de Jesus se deve a ele ser fruto de adultério]. Ele impeliu as pessoas a acreditar que ele era um profeta enviado por D’us para esclarecer as perplexidades na Torá, e que ele era o Messias que foi previsto por todos e cada um dos profetas. A interpretação dele da Torá e seus preceitos foi tal que levou a sua total anulação — à abolição de todos os seus mandamentos e à violação de suas proibições. Os Sábios judeus (não os romanos ou Pôncio Pilatos), ao estarem cientes de seus planos, antes que sua reputação se espalhasse entre todo o nosso povo, aplicaram-lhe a punição apropriada (a pena de morte. Em outra parte, o Rabi Maimônides diz: “Jesus, que imaginava ser o messias[,] foi executado pela corte”, pelo Sanhedrín (As Leis dos Reis XI, 4). Isso é assim porque, na verdade, Jesus viveu uns 100 anos antes da data que lhe foi estabelecida pelos edomitas).

O profeta Daniel já havia aludido a ele quando predisse a queda de um ímpio e apóstata entre os judeus que se esforçaria para destruir a Lei (a Torá), reivindicar as profecias (messiânicas) para si mesmo, e alegar descaradamente que realiza “milagres” e que é o Messias (etc.) como está escrito (Daniel 11:14[, 36-39]): “Filhos renegados de teu povo tentarão se exaltar para estabelecer uma nova visão (de como “servir D’us”), mas fracassarão. E o (suposto) “rei (messias)” agirá segundo seus impulsos e se glorificará e se exaltará acima de todos os deuses (das nações); ele (também) dirá coisas estranhas contra O D’us dos deuses; ele (por fim) prosperará (entre as nações) até que seja apaziguada a ira de D’us, quando será cumprido o que ELE determinou. (Esse falso messias cristão, Jesus,) não terá consideração pelo D’us de seus antepassados (judeus, por parte de mãe), nem por Israel (seu povo de nascimento), nem por qualquer outro deus terá consideração, porque se considerará como estando acima de tudo (i.e., ele se considerará O PRÓPRIO CRIADOR de todas as coisas). … A quem o reconhecer (quer dizer, a quem o aceitar) ele concederá (na verdade, parecerá àqueles que o aceitam que é ele quem lhes estará concedendo) poder sobre multidões, honrarias e, mediante um certo preço, lhe destinará terras.”

Muito tempo depois (uns 150 anos após a sua verdadeira data de existência), os descendentes de Esaú (edomitas) criaram uma religião (a Igreja) atribuindo-a (diretamente) a Yêshu (pois eles até mesmo modificaram o tempo em que ele viveu), embora (obviamente) ele mesmo não a tenha estabelecido (pois ele viveu uns 150 anos antes dela*). E (apesar de que ele esperava conseguir extinguir, aniquilar, a Torá e com ela o povo judeu), na realidade, (suas pregações) não representaram nenhuma ameaça de extinção de Israel (de todo o povo judeu e o judaísmo), já que houve (e por todo o sempre haverá) indivíduos e comunidades cuja fé não se abalou (e nunca se abalará) por causa dele, visto que suas inconsistências eram (e sempre serão) tão transparentes para cada um. Finalmente, demos um basta nisso quando ele caiu em nossas mãos; seu destino é bem conhecido (i.e., ele foi capturado, julgado, condenado e executado por “nossas mãos”, pelos próprios judeus, pelo Sanhedrín, o tribunal judaico).

 

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Nota do Projeto Noaísmo Info

Um professor judeu nos forneceu a seguinte explicação:
“A opinião geral das fontes judaicas é a de que o culto que começou a adorá-lo (a Yêshu) muitos anos após a sua morte foi iniciado por um grupo de judeus idumeus.
Os idumeus eram originalmente edomitas pagãos, que foram forçados (em violação à Lei da Torá) a se converterem ao judaísmo pelos hasmonianos quando conquistaram Edom.”

O Rabi Abraham ibn Ezra (1089-c.1167) explica:
“Os idumeus foram os primeiros a acreditar nos ensinamentos daquele homem (Jesus).”
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* Apesar da Igreja não ter sido fundada por ele, ainda assim ela seguiu a própria conduta dele e seus ensinamentos, daí que o próprio Rabi Maimônides em outra parte diz: “Ele (o próprio Yêshu) fez os judeus serem mortos pela espada, seus remanescentes espalhados e humilhados, a Torá ser alterada e a maior parte do mundo errar e servir um outro deus e não” O CRIADOR, O D’us da Torá, O D’us de Israel, Hashém (As Leis dos Reis XI, 4).

 

Depois de Yêshu apareceu o louco (Muhammad/Maomé). Ele seguiu os passos de seu antecessor e tentou nos converter. Ele acrescentou o objetivo da aquisição do poder político para subjugar os povos sob seu domínio e assim inventou sua conhecida religião (o islamismo). Estes (dois) homens (Yêshu e Muhammad) se propuseram a colocar suas falsas idéias no mesmo nível da nossa religião que é a única Divina. Mas somente um tolo que não sabe nada dessas duas religiões (cristianismo e islamismo) iria comparar a nossa Fé dada pelo PRÓPRIO D’us com idéias e práticas religiosas inventadas por humanos. Só uma pessoa desinformada poderia pensar que a nossa religião tem algo em comum com essas (duas ou com qualquer outra) ou que a nossa religião pode ser comparada às crenças inventadas por humanos.
Os princípios dessas outras religiões (cristã e maometana) que se assemelham aos princípios das Escrituras Originais (as Escrituras Judaicas) não têm um significado mais profundo, mas são imitações superficiais, copiados e modelados a partir deles. Eles (Yêshu e Muhammad) modelaram suas falsas religiões sobre a nossa, a fim de se auto glorificarem, e satisfazerem suas (toscas) fantasias de que são semelhantes a tal e tal (personagem bíblica ou profeta, i.e., semelhantes aos verdadeiros servos de D’us, como Avrahám, Moshé ou David, por exemplo). No entanto, os sábios judeus nunca cairam em suas farsas. Consequentemente (estes dois homens, Yêshu e Muhammad) tornaram-se objetos do escárnio e do ridículo, do mesmo modo que alguém ri e sorri para um macaco quando imita as ações dos homens.

Hashém nos avisou (há muito tempo atrás) através do profeta Daniel que isso iria acontecer. Hashém revelou que no futuro apareceria alguém e anunciaria uma religião parecida com a verdadeira, com um novo livro de escrituras (Daniel 7:8). Obviamente este versículo se refere à uma pessoa, e ela estabelecerá uma religião parecida com a Torá de Hashém e ela se proclama um profeta. Daniel ainda indica que esta pessoa se empenhará em abolir e alterar a nossa Torá (e até mesmo o nosso calendário). Ele declara: “Ele procurará mudar os tempos e a lei (Daniel 7:25).”
Hashém informou a Daniel que ELE destruirá essas (falsas) religiões que são parecidas com a verdadeira (Daniel 7). Hashém nos assegurou através de SEUS profetas que Israel é indestrutível e imperecedouro e nunca deixaremos de ser o SEU povo; é impensável a destruição e o desaparecimento de Israel do mundo (Malaquias 3:6; Jeremias 31:37; Levítico 26:44). Depositem, queridos irmãos judeus, sua confiança nestas Escrituras verdadeiras.

Queridos irmãos judeus, a nossa fé nunca será destruída. Anunciem publicamente (os princípios básicos singulares da nossa Torá).
Creio plenamente que Hashém é UM e ÚNICO, que ELE é O CRIADOR, que não há unidade que é, de forma alguma, como a DELE, e que somente ELE é o nosso D’us — ELE foi, ELE é e ELE será.
Moshé é SEU profeta que falou com ELE (como nem um outro, e por isso mesmo) ele é o mestre de todos os profetas e ele é superior a todos os outros profetas, tanto antes quanto depois dele.
Hashém não mudará nem trocará a Torá. Hashém nunca dará outra Torá.
Lembrem-se, meus queridos irmãos judeus, que nunca antes ou depois uma nação inteira testemunhou uma revelação de D’us ou contemplou SEU esplendor. Este grande evento (da outorga da Torá no Monte Sinai) foi incomparável e único na história da humanidade. O PRÓPRIO D’us revelou a SI MESMO (não a um único indivíduo ou a um pequeno grupo de “escolhidos” mas) ao povo judeu (a 3 milhões de pessoas simultaneamente) (Deut. 4:32).

(Porém, infelizmente, de qualquer forma, o surgimento dessas falsas religiões, o cristianismo e o islamismo, já estava profetizado) na nossa Torá, o verdadeiro Ensinamento Divino. Hashém prognosticou que enquanto estivermos no exílio, as nações do mundo nos forçarão a seguir suas religiões, como está escrito: “E Hashém vos espalhará entre os povos e ficareis poucos em número entre as nações às quais Hashém vos conduzirá. E servireis ali (a visão que eles têm de) deus que são obra de (escrituras inventadas pelas próprias) mãos de homens (o “novo testamento” e o corão), (um conceito de deus proveniente da religião simbolizada pela) madeira (ou cruz) e (um conceito de deus proveniente da religião simbolizada pela) pedra (a rocha/caaba)”; “e Hashém te espalhará por todos os povos, desde uma extremidade da terra até a outra extremidade da terra; e servireis ali aos povos servidores de outras divindades que não conheceste tu nem teus antepassados; ao pau (ou cruz, um símbolo do cristianismo) e à pedra (ou rocha/caaba, um símbolo do islamismo) (Deut. 4:27-28; 28:64)”.

Os maometistas (muhammadistas) dizem que Deut. 18:15 e Gênesis 17:20 referem-se a Muhammad (Maomé). Citar esses versículos como provas é ridículo e absurdo ao extremo. Nem os próprios (judeus) apóstatas, que enganam ou iludem os outros com tais versículos, acreditam nisso ou nutrem quaisquer ilusões sobre isso. O propósito deles ao citar esses versículos é ganhar o favor aos olhos dos gentios, demonstrando que eles acreditam na declaração do corão (ou alcorão) de que Muhammad foi mencionado na Torá. Mas os próprios maometistas (muçulmanos) não acreditam em seus próprios argumentos, não os aceitam nem os citam, porque são manifestamente falaciosos. Visto que os muçulmanos não conseguiram encontrar uma única prova em toda a Bíblia, nem uma referência ou possível alusão a seu profeta que pudessem utilizar, eles foram forçados a nos acusar, dizendo: “Vocês alteraram o texto da Torá, e eliminaram todos os vestígios do nome de Muhammad dela”. O motivo dessa acusação reside, portanto, na ausência de qualquer alusão a Muhammad na Torá (até mesmo referente a Gênesis 17:20). Note, nos Salmos 120:5, a distinção entre Kedár e os filhos de Ismael, pois o louco e imbecil (Muhammad) é da linhagem dos filhos de Kedár, como eles (os maometistas) prontamente admitem(*.

* “Muhammad era descendente de Kedar.”
Extraído de um site islâmico.

 

Metsudat David comenta sobre “Meshech e Kedar — referente aos governos das nações do mundo, sob os quais o povo judeu está exilado.”)

 

Quanto à Deut. 18:15, a Torá fala de um profeta “do meio de vocês, de seus irmãos”, que obviamente não pode ser Muhammad. Todo profeta que Hashém nos enviar, será do meio de vocês, a saber, ele será um de vocês, isto é, ele será um judeu (Deut. 18:10-15). É obviamente claro que o profeta mencionado aqui não será uma pessoa que produzirá uma nova lei ou fundará uma nova religião.

É um fato estabelecido que Moshé, nosso mestre, é o profeta supremo. O mashíach será mais sublime e mais reverenciado do que qualquer outro profeta, exceto Moshé. E, não existe outra fé nem outra Torá além daquela que recebemos. Nem um outro mandamento seria posteriormente revelado. Qualquer profeta, sem importar sua linhagem, que diz que um dos preceitos da Torá foi abolido, contradiz e nega a declaração de Moshé: “pertencem a nós e a nossos filhos para sempre…todas as palavras desta Torá” (Deut. 30:12; 13:1; 29:28). Portanto, temos de denunciá-lo como falso profeta e se tivermos o poder de condená-lo à morte, temos de fazê-lo. (Inclusive) desconsideraremos qualquer milagre que tenha feito. Sim, qualquer pessoa que falsamente pretende ser um profeta deve ser condenada à morte (Deut. 13:3-4, 6, 11; 18:20).

Quanto ao mashíach (o verdadeiro messias), sabemos que ele se revelará na Terra de Israel. Mas ninguém saberá absolutamente nada sobre como ele vai se revelar antes disso acontecer. O mashíach não será uma pessoa que se poderá identificar anteriormente como o filho de tal e tal e de uma certa família. Ele será desconhecido antes de sua revelação, mas os sinais e milagres que ele fará serão prova de que ele é o verdadeiro mashíach.
Os cristãos erroneamente atribuem poderes maravilhosos a otó haísh — “aquele homem” (Jesus) — tais como ressuscitar os mortos e outros milagres. Mesmo isto não (é o suficiente para) nos convencer de que ele é o mashíach. Somos informados explicitamente sobre o fator de maior importância que desqualifica um profeta: se ele disser qualquer coisa que contradiga a profecia de Moshé, nosso mestre.

 

Por Rambám ou Rabi Maimônides

Baseado em “A Epístola do Iêmen”, Editora Maayanot, e na versão disponível em The Sefaria Library (tradução © Projeto Noaismo Info).
Reorganizado por © Projeto Noaismo Info

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Padrão
A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Judaísmo, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

A verdadeira história de Jesus e do cristianismo PARTE 2

orgulhosamente apresenta:

 

A verdadeira história de Jesus e do cristianismo PARTE 2

B”H

 

Observação:
Apesar de não ser necessário, ainda assim, faremos uma confissão.
Exatamente em dezembro de 2006, começamos a desenvolver o que poderia vir a ser a 2a parte de A verdadeira história de Jesus e do cristianismo. No entanto, em vista de até janeiro de 2007 não a termos desenvolvida, acabamos deixando-a de lado. E assim passaram-se 14 ANOS. E esse mês, em dezembro de 2020, finalmente desenvolvemos a matéria, e agora, finalmente, graças a Hashém, a publicamos.

 

 

Yêshu (Jesus ou Yeshuá) era um pecador.
(Aqui estamos falando do Jesus nascido judeu. Do Jesus filho de uma judia, Miriam (Maria).)
Que tipo de pecador era Yêshu?
O Rabi Maimônides (Rambám) diz:
“[D]aquele que faz com que os outros errem e os afasta (da observância da Torá) como Yeshuá.”

 

O Rabi Dovid Rosenfeld explica que “o Rambám lista pecadores tão repudiáveis que perdem sua parte no Mundo Por Vir. A segunda metade da lista do Rambám [trata de] pessoas cuja rebelião não é filosófica — eles presumivelmente acreditam em D’us e em Sua Torá, mas cujo comportamento é tão pecaminoso a ponto de separá-los inteiramente da nação judaica.”

 

Mas como Yêshu chegou a esse nível?
O Rabi Maimônides menciona novamente Yêshu quando ele explica que “cinco coisas bloqueiam o caminho do arrependimento diante daqueles que as fazem”, enquanto uma dessas cinco coisas é:
“Aquele que desgraça seus professores da Torá, já que isto faz com que eles o rejeitem (lit., ‘o afastem’) e o banem, como Yeshuá e Guechazí. E uma vez banido, ele não encontrará ninguém que o ensine e o instrua no verdadeiro caminho.”

 

O Rabi Dovid Rosenfeld explica sobre estas palavras de Rambám:
“O Rambám dá dois exemplos de tais alunos [que desgraçaram seus professores] — um é Guechazí (“Gai’chazi” em hebraico) e o outro é Jesus.

O Talmud (Sotá 47a e Sanhedrín 107b) afirma que deve-se sempre “afastar com a esquerda, enquanto se aproxima com a direita”. Ou seja, mesmo que tenhamos de repreender os outros, devemos fazê-lo gentilmente, nunca afastando os pecadores por completo. Não se deve, continua o Talmud, fazer como Elishá (Eliseu) fez com Guechazí ou como o Rabi Yehoshúa ben Perachiá fez com um de seus alunos. Em ambos os casos, o professor afastou seu aluno com demasiada dureza, fazendo com que o aluno se extraviasse completamente.”

 

O Rabi Heshy Grossman nos resume tal história.

“Depois que Yannái Hamélech (Alexandre Yannai ou Alexandre Janeu, o Rei)[, instigado pelos tzadokim ou saduceus*,] assassina brutalmente os Sábios de Israel, o Rebe Yehoshúa ben Perachyáh (ou Perahiá), o receptáculo da Torá em sua geração e o Gadól Hadór (grande sábio de sua geração), foge com vida para Alexandria, Egito. Quando a paz volta à terra, e ele é chamado a retornar, ele retorna com honra ao povo que aguarda ansiosamente sua chegada.

 

[* Uma observação: diferentemente do que diz o livro O Cuzarí, Yannái não foi instigado por caraítas, nem estes surgiram naquela época, antes, ele foi instigado por tzadokim/saduceus.
Os tzadokim surgiram (em Israel) no período do segundo Bêt Hamicdásh e na era dos Tanaim enquanto os caraim/caraítas surgiram no período dos Gueonim (Idade Média) em Bavel e na região do Crescente Fértil. Tanto histórica quanto religiosamente, não há conexão direta entre os tzadokim e os caraim. Os tzadokim morreram séculos antes dos caraim aparecerem em cena.
Os caraítas (caraim) não são judeus. (Ref. Rabi Yirmiyohu Kaganoff)]

 

Em seu exílio, entre seus alunos [que incluia Yehudá ben Tabái — daí uma versão da história com o seu nome (veja, por exemplo, https://www.hidabroot.com.br/o-comportamento-do-juiz-no-julgamento-a-etica-dos-pais-capitulo-1-mishna-8/) —], estava um homem que estava destinado a destruir o mundo — ‘Yêshu Hanotsrí’ — aquele que se extraviou. (A ênfase é nossa.)

O Talmud (versão não censurada) descreve um ato que leva o Rebe Yehoshúa a reconhecer a verdadeira natureza de seu aluno, e Yêshu é excomungado diante dos olhos de todo o Israel. Mandado embora repetidas vezes, ele tenta mais uma vez buscar o consentimento de seu Rebe: “Um dia ele (o Rebe Yehoshúa ben Perachyáh) estava recitando o Shemá quando (Yêshu) se aproximou dele. Ele tinha em mente aceitá-lo e lhe acenou com a mão (para esperar). Ele (Yêshu) pensou que ele estava deixando-o de lado. Ele se foi, ergueu um tijolo, e o adorou. … Jesus realizou feitiçaria, incitou os judeus a se envolverem na idolatria e desviou Israel.” (Sotá 47a)

Aqui está a separação dos caminhos[,] o ponto de separação, deixando Yêshu de lado para sempre.”

 

Tendo em conta que Yêshu foi aluno do Rebe Yehoshúa ben Perachyáh, lembremo-nos, como dito na Parte 1, que Míriam, a mãe de Yêshu Hanotsrí, (irmã do Rebe de Yêshu, Yehoshúa ben Perachyáh) era noiva de Iohanán (João) mas concebeu de outro homem, um não-judeu, Yossêf (José)*, e, lembremo-nos também que em um parágrafo do Talmud questiona-se se não é Papus (Pappos, Pappus) o marido de Miriam.
É preciso esclarecer que ao passo que Yêshu Hanotsrí viveu uns 100 antes da nossa era, Papus viveu uns 200 anos depois de Yeshú Hanotsrí (ou seja, no segundo século de nossa era).
Conhecido como Papus ben Yehudá, ele foi líder de uma rebelião sob o imperador romano Adriano (117 ec a 138 ec). Sábio e Tsadíc, Papus ben Yehudá era amigo de outro Sábio, o Rabino Akivá ben Yossêf (um filho de convertidos que se tornou o líder da Torá mais influente na história do povo judeu, com a única exceção de Moisés), que viveu de 1 ec a 121 ec (outra data diz de 20 ec a 140 ec) (e que, como Moisés, morreu aos 120 anos).
Portanto, Papus era contemporâneo do Rabino Akivá, do Rabino Shimón bar Yochái (ou Rashbí, aluno de Akivá) e do Shimón bar Kochbá (ou, Shimón bar Kozíva) (veja Talmúd, Berachót 61b e Guitín 90ab).
Assim, não temos como saber quando e de que maneira ocorreu esta confusão no Tratado do Shabát 104b. Uma possibilidade é que a esposa de Papos ben Judá também se chamava Miriam. De qualquer maneira, Papus era judeu, enquanto (Yossêf) o pai de Yêshu Hanotsrí era gentio (não-judeu).

* Amolon (Theodboldus Amulo), arcebispo de Lyon no século IX (841), referiu-se às idéias judaicas sobre a origem de Jesus:
“Ele é ímpio e filho de um ímpio, a saber, (filho de um homem) de origem incerta[••], a quem chamam de [Yossef] Pandera: com quem dizem que a mãe do (nosso) Senhor cometeu adultério, e desta forma ele (Jesus/Yeshuá), em quem acreditamos, nasceu.”

•• Rabi Maimônides afirma que se trata de um gentio, então, “de origem incerta” na frase acima significa que não se sabe se ele (Yossêf) era romano ou grego (Orígenes diz que Celso diz que ele era um soldado romano; por outro lado, “Pandera” ou “Pandira” — “Pantera” — é um nome grego).

 

Yêshu (Jesus ou Yeshuá) tornou-se um apóstata.
O Rabi Iehudá Haleví, autor de O Cuzarí, nos diz:
“Jesus e seus companheiros foram classificados como apóstatas (que abandonaram o judaísmo, fundando uma nova seita e batizando-se no rio Jordão).”

Porém, precisamos discernir que mesmo entre os Sábios de Israel, apesar da unanimidade da apostasia de Yêshu e de seu propósito final (a destruição do judaísmo — da Torá e do povo judeu), eles divergem quanto ao significado dos meios usados por Yêshu para chegar ao fim pretendido:
para alguns, ele inventou uma religião, para através dela ele destruir o judaísmo (sim, certamente ele não a inventou para “apenas” suplantá-lo, mas para suprimi-lo);
para outros, ele não organizou uma nova religião, ele queria “apenas” causar, era um desordeiro e subversivo, e pretendeu que as massas o imitassem, com o objetivo de que isso acarretasse a extinção do judaísmo
(veja A verdadeira história de Jesus e do cristianismo PARTE 3: Rabi Maimônides).

Na verdade, este é o verdadeiro motivo pelo qual Yêshu não é considerado o mashíach pelos judeus.
Como poderia um apóstata ser um líder de Israel, e quanto mais o Líder final de Israel?

Portanto, quando os judeus e os noaítas (Bnei Noach) dizem que não acreditam em Jesus, isto não significa que eles acreditam que ele não existiu, mas que não acreditam que Jesus é o mashíach (o verdadeiro messias) e muito menos ainda que Jesus é A PRÓPRIA Elohút — DIVINDADE — ou parte DELA).
Porém, isto não é tudo. A questão ainda é muito mais profunda. Quando os judeus e os noaítas dizem que não acreditam em Jesus, a grande verdade é que eles estão querendo dizer que não acreditam que Jesus era um servo de D’us. Jesus não serviu D’us, e levou outros a também não servirem D’us. O Rabi Maimônides declarou:
É um mandamento (da Torá) exterminar hereges, traidores e apóstatas israelitas e levá-los ao poço da destruição [alusão ao Salmo 55:24], pois eles oprimem Israel e afastam o povo de D’us, como é o caso de Jesus, o cristão[*], e” outros.
Assim, Jesus não é o mashíach (o verdadeiro messias judeu) porque ele abandonou o judaísmo (ele abandonou D’us, a SUA Palavra, e os SEUS Mandamentos) e enganou muitas pessoas, mas não porque ele não cumpriu nenhuma profecia bíblica.
Afirmar que Jesus não cumpriu profecias é um equívoco muito comum. Ele cumpriu sim:
Devarím/Deuteronômio 13:1-5
(o judaísmo não nega e nunca negou que Yêshu Hanotsrí — Jesus — foi capaz de realizar certas façanhas. Mas mesmo realizar milagres não é prova de se ser um servo de D’us, muito pelo contrário, pode ser prova exatamente de se ser um falso profeta, como O PRÓPRIO D’us declara à Israel);
Devarím/Deuteronômio 13:6, 11-12; e, 17:2-7; e, 21:22-23
(é interessante notar que as sete cartas genuinamente paulinas não tratam nem uma única vez de Pôncio Pilatos.
E também é interessante notar que por todo o “novo testamento”, mas principalmente em Atos e em 1 Tessalonicenses (2:15), mesmo diante do dogma criado pela Igreja de que Yêshu foi executado por Pôncio Pilatos, ainda remanescem vestígios da história original (a judaica) de que foram realmente os judeus que executaram Yêshu*.
Surpreendentemente, Gálatas (3:13) (uma das cartas genuinamente paulinas) chega até mesmo a se referir a Yêshu como “o pendurado (no madeiro) [que] é um desprezo para Hashém”, sendo tal método imposto EXCLUSIVAMENTE de imediato aos já falecidos executados por apedrejamento (julgamento e execução realizados pelo Sanhedrín (tribunal judaico), não por romanos)*;
Devarím/Deuteronômio 17:9-13
(como vimos acima, e como ainda veremos um pouco mais, Yêshu desgraçou seu Rebe — sendo que o seu professor era ninguém menos que o próprio Líder do Sanhedrín (de cerca de 3623 a 3678 da Criação, ou, c.138 aec a 83 aec) e o seu próprio tio, irmão de sua mãe);
Daniel 7:8, 20-25
(“ele pretenderá modificar as regras do tempo e a própria lei” — e de fato, a data de sua existência foi modificada, além de ter sido usada para dividir a História em antes dele e depois dele, e ainda substituir o calendário bíblico cuja contagem é desde a Criação de Adão e Eva.
E “modificar a própria lei”, a Própria Palavra de D’us, a Torá, inventando um “novo testamento”);
Daniel 11:14, 35-39
(com toda a certeza do mundo um filho renegado do judaísmo tentou se exaltar, e se exaltar tanto ao ponto de se considerar o próprio Hashém em pessoa, sem qualquer consideração por nada nem ninguém, estabelecendo essa nova visão de fé por quase todo o mundo, e, como já tinha sido profetizado na bíblia judaica, no versículo 36, Yêshu seria considerado até mesmo um “rei” pelos cristãos — como todos eles hoje em dia dizem que ele reina nos céus).

 

* Ao contrário do que muitos pensam ou do que aprenderam (erroneamente), o Sanhedrín, também chamado de Beit Din Hagadol — a Suprema Corte judaica —, renunciou ao seu poder de julgar penas capitais no ano 3788 ou 28 ec.
Ainda assim, haviam os sanhedrins menores, que consistiam em 23 juízes, em cada cidade grande, que também tinham jurisdição em todos os casos regulares que envolviam a pena capital. As penas de morte (que eram 4) foram abolidas formalmente pelas cortes de justiça no ano 30 ec (Ref. Rabi Aryeh Kaplan em Enciclopédia do Pensamento Judaico).

 

O Rav Shimshon Bisker, de Israel, resume a verdadeira história de Jesus, explicando:
“Yêshu é o nome de Yehoshúa, Yehoshúa é o nome dele (de Jesus) de verdade. Yeshu é uma sigla [cujo significado é] “que seja borrada sua lembrança”, e aí a tradução ficou “Jesu”. É daí que veio o nome dele que é chamado (Jesus) que é a sigla: “que seja apagada a sua lembrança”, aí ficou a sigla para a história.
O rabi dele chamava Yehoshúa.
Ele (Yêshu/Jesus) brigou com os sábios, atacou os sábios, e a Torá fala para escutar os sábios.
Ele (Yêshu/Jesus) foi fundar o (cristianismo), foi se declarar o messias, foi se declarar contra os sábios, fez milagres com O NOME de D’US — que ele tirou do Templo de Yerushaláim botando dentro da perna dele.
Aí, das pessoas que queriam salvar a reputação dele, que queriam colocar ele como o verdadeiro messias, começou a surgir o (cristianismo) [assim como, posteriormente,] o catolicismo, quando eles começaram a seguir os passos de Yêshu.”

 

 

Agora vamos analisar três pontos (na verdade, quatro, sendo três agora conjuntamente e um depois, separadamente) (e ao final desse primeiro ponto voltaremos à história acima).

 

• 1° ponto:

O que o Talmud quer dizer com: “ergueu um tijolo, e o adorou”? Yêshu fez isto literalmente? Ou esta passagem é alegórica?

O Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson) nos explica:
“O Talmud, ao falar de designar uma falsa divindade, dá como exemplo: “Ele ergueu um tijolo”.”

Portanto, não foi um acontecimento literal, Yêshu não ergueu realmente um tijolo e o adorou. Antes, isso é um modo de dizer que ele “produziu um novo deus próprio”, ou seja, ele rejeitou Hashém D’us, O CRIADOR.

Mas que novo deus Yêshu produziu para si mesmo? Que deus Yêshu começou a pregar no lugar de Hashém? Qual foi a idolatria que ele realmente praticou? A de si mesmo. Sim, é isso mesmo o que você leu. O deus que Yêshu começou a pregar no lugar de Hashém foi ele mesmo. Ele passou a declarar-se Deus (o próprio Hashém). Isso não é uma invenção de Roma, de Paulo, do Vaticano ou de Constantino. Isso não foi uma inserção feita posteriormente no novo testamento por pessoas que estavam desvirtuando a suposta mensagem “original” de Yêshu. Pregar que a sua própria pessoa era o próprio Hashém, o próprio Deus, na Terra, era a verdadeira mensagem de Yêshu. Essa era, de fato, a mensagem original dele. Como explica o Rabi Heshy Grossman: Yêshu é “o homem que se pensa Deus”, “um homem que se faz Deus”, e que a partir de agora começa a tramar “um novo testamento que pretende continuar a visão profética de uma época anterior.”

 

Agora vamos expandir um pouco mais a história acima do Talmud. O Rabi Heshy Grossman prossegue:

“Após um exílio forçado em Alexandria, o Rebe Yehoshúa ben Perachyáh retorna a Jerusalém, acompanhado de seus alunos, entre eles Yêshu Hanotsrí.

No caminho, eles param em uma pousada, onde são tratados com grande honra.

“Como é amável esta estalajadeira”, disse o Rebe Yehoshúa ben Perachyáh, elogiando os méritos dela.

Yêshu Hanotsrí[, pensando que o seu Rebe estava apontando o quão ela era bonita,] disse: “Mas, Rebe, os olhos dela são bem redondos!” [o que significa que ela não era tão bonita assim].
[N.T.: sim, Jesus/Yeshuá concentra o seu olhar na estalajadeira, enfatizando a feiura dos olhos dela.]

“Rashá!” (“Perverso!”), declarou o Rebe, “é nisso que você está envolvido?”. O Rebe então o colocou em Chérem [isto é, o baniu da comunidade]… .” (Sotá 47a, versão sem censura do Talmud).”

 

Para esclarecimento, o Rabi Heshy Grossman nos explica:

“Yêshu é mandado embora não por olhar para mulheres bonitas, mas por supor que seu Rebe estava fazendo o mesmo. Ele faz pouco caso das palavras dos Sábios, zombando da Torá que eles representam.”

 

 

• 2° ponto:

No quinto parágrafo, as próprias palavras do Rabi Dovid Rosenfeld e do Talmud nos dá a entender que a culpa da existência do cristianismo é na verdade do Rabi Yehoshúa ben Perachyáh: “O Talmud (Sotá 47a e Sanhedrín 107b) afirma que deve-se sempre “afastar com a esquerda, enquanto se aproxima com a direita”. Ou seja, mesmo que tenhamos de repreender os outros, devemos fazê-lo gentilmente, nunca afastando os pecadores por completo. Não se deve, continua o Talmud, fazer como Elishá (Eliseu) fez com Guechazí ou como o Rabi Yehoshúa ben Perachyáh fez com um de seus alunos. Em ambos os casos, o professor afastou seu aluno com demasiada dureza, fazendo com que o aluno se extraviasse completamente.”

Pois bem, deixemos que o próprio Rabi Dovid Rosenfeld se explique:

“Não devemos culpar o Rabi Yehoshúa por indiretamente gerar o cristianismo. Embora o Talmud o culpe por ser muito duro, ele sabia quando bastava, quando já era o suficiente. Ele não teria ido longe demais; foi D’us QUEM quis que isso (um mal-entendido entre os dois) acontecesse [e que disso resultasse o cristianismo.

Nesta lição nos voltaremos para] Yeshuá, também conhecido como Jesus (ou Yêshu).

O Talmud na verdade faz muito pouca referência a Jesus e ao Cristianismo. Há talvez meia dúzia de referências a ele em todo o Talmud — uma obra que fala de quase tudo o mais sob o sol. [N.T.: Na verdade, são apenas 9 menções em 63 tratados da Mishná (9 não contando as duplicações, porém se incluídas as passagens que, repetidas, aparecem em tratados diferentes, chegamos ao total de 20 menções na Mishná — o código de leis judaicas que formou a base do Talmud).]

Em dois lugares (Sotá 47a e Sanhedrín 107b) o Talmud diz o seguinte: Deve-se sempre afastar com a esquerda enquanto se aproxima com a direita — ou seja, nunca afaste os pecadores com demasiada força, ao contrário de Elishá, que fez isso com Guechazí, ou do Rabi Yehoshúa ben Perachyáh, que fez isso com “um de seus alunos” — quer dizer, Jesus.

A propósito, o Talmud em Sotá usa a frase propositadamente oblíqua “um de seus alunos”. Em Sanhedrín, o Talmud se refere explicitamente a Jesus pelo nome (“Yêshu Hanotsrí;” Notsrí=Nazareno, razão pela qual os cristãos são chamados de “Notsrím” em hebraico hoje em dia). Além disso, a edição do Talmud de meu pai (c. 1950) omite ambas as passagens, graças à censura. Meu próprio Talmud (1970) não contém a história em Sanhedrín com sua referência explícita, mas contém a passagem em Sotá. Até hoje, nem todas as edições do Talmud incluem a versão do Sanhedrín.

De qualquer forma, voltando ao nosso texto parcialmente censurado, o Talmud registra o seguinte. Houve um incidente no qual o Rei hasmoneu Yannái matou muitos sábios da Torá (por causa de um debate a respeito de sua estirpe). O Rabi Yehoshúa ben Perachyáh e seus alunos fugiram para Alexandria. Quando a estabilidade voltou, ele e seus alunos voltaram à Terra Santa. Na volta, eles ficaram em uma certa pousada (administrada por uma mulher). A anfitriã lhes prestou um serviço excepcionalmente bom. O Rabi Yehoshúa comentou: “Como é amável esta matrona!” Seu aluno rebelde, interpretando mal a intenção de seu professor, respondeu: “Meu mestre, os olhos dela são bem redondos.” O rabino respondeu: “Perverso! É com isto que você está lidando?!” Ele o colocou em excomunhão.

Jesus voltou ao seu mestre muitas vezes para pedir perdão. O Rabi Yehoshúa repetidamente se recusou a aceitá-lo (atraindo a crítica do Talmud de que nunca se deve afastar com demasiada força). Um dia, o aluno veio ao rabino quando ele estava orando e não pôde responder. Ele fez um sinal para que Jesus ficasse, pois naquele dia ele estava preparado para aceitá-lo de volta. Jesus, no entanto, entendeu mal o gesto e foi embora, naquele momento se separando inteiramente do judaísmo.

Há duas mensagens muito importantes contidas neste breve episódio. Por um lado, o comentário inicial de Jesus poderia ter sido visto como um mal-entendido inocente. Outra coisa, reconhecidamente menos nobre, lhe veio à mente quando seu mestre disse “como é boa esta mulher”. Talvez um erro inocente. Muito poucos de nós vemos uma mulher atraente e nem sequer nos damos conta de sua aparência.

Mas há uma grande mensagem aqui, uma das mais profundas da Torá. O Judaísmo nos ensina que um homem que estuda Torá pode crescer (espiritualmente) a tal ponto que pode ver uma bela mulher e não instantaneamente vê-la como um objeto, algo a ser desejado. O Rabi Yehoshúa viu uma mulher com um exterior atraente, mas a elogiou por seu verdadeiro valor.

Há uma segunda grande lição contida nesta história. A última vez que Jesus voltou ao seu mestre, o Rabi Yehoshúa estava preparado para aceitá-lo de volta. Houve um mal-entendido e isso não aconteceu. [Como foi dito anteriormente, o ponto aqui] é que não devemos culpar o Rabi Yehoshúa por indiretamente gerar o Cristianismo. Pois D’us quis que ocorresse um mal-entendido naquele momento crítico. Por alguma razão, D’us quis que tal desentendimento ocorresse e que uma religião falsa nascesse.”

 

 

• 3° ponto:

O Rabi Heshy Grossman nos lembra de um detalhe muito significativo:

“O Rebe Yehoshúa ben Perachyáh viveu durante o reinado dos gregos, cerca de duzentos anos antes da era comum[ — contando a era cristã (comum) a partir de Paulo (c. 50) —, o que significa que, se Yêshu era seu aluno,do Rebe Yehoshúa, então o próprio Yêshu viveu na verdade uns 200 anos antes do cristianismo paulino (isto é, da origem da Igreja)].

A afirmação cristã é esta: nós somos Israel, herdeiros da graça do céu.

Embora seu herói tenha vivido dois séculos antes, os líderes da igreja pressionam seu ponto de vista, eles são o novo povo escolhido, erguendo-se no lugar de um Templo que ardeu em chamas. Para conseguir isso, eles criam uma fraude, Yêshu, seu ‘salvador’, e alegremente tomam nosso lugar. Que conveniente, então, simplesmente mudar algumas datas há muito esquecidas, avançando duzentos anos! E dessa forma, eles colocam seu nascimento bem próximo à destruição do Templo.”

 

Na Parte 1, explicamos que o chamado Testimonium Flavianum ou Testemunho de Flávio Josefo em seu livro História dos Hebreus pode muito bem ter sido uma interpolação cristã. E se levarmos em conta que a verdadeira data da existência de Jesus é o primeiro século ANTES da era comum, fica explícito que se trata sim de uma interpolação cristã.
Por outro lado, o professor e historiador James D. Tabor diz:
“Josefo menciona Jesus de passagem. A passagem é considerada autêntica pela maioria dos estudiosos, uma vez que as adições cristãs óbvias são removidas.”
E o historiador Bart D. Ehrman tem a mesma opinião:
“A maioria dos estudiosos do judaísmo primitivo e especialistas em Josefo acredita que um ou mais escribas cristãos “retocaram” levemente a passagem.”

Se este realmente é o fato, como então pode-se explicar esta passagem à luz da verdadeira data da existência de Yêshu (Jesus/Yeshuá) nascido em 90 aec e falecido em 54 aec?
Só há uma única explicação possível:
a passagem de Josefo foi parcialmente interpolada e o mais importante de tudo — e o mais curioso e o mais interessante , ela foi deslocada, ou seja, mudada de lugar. Você alguma vez já tinha parado para pensar nisso?
Se a passagem de Josefo é mesmo autêntica, então ela só pode ter sido retirada do contexto da história do Rei hasmoneu Alexandre Yannái e colocada na época do primeiro século da nossa era. Pois, como já o sabemos, e como também afirma o Rabi Iehudá Haleví, autor de O Cuzarí:
“Jesus de Nazaré [título cristão, na verdade, o nazareno] (cuja história é bem conhecida) foi um de seus discípulos [do Rabi Yehoshúa ben Perachiá].”
E como também afirma explicitamente o Rabi Maimônides:
“Jesus “de Nazaré”, que aspirava ser o mashíach, foi executado pelo tribunal [judaico, o Sanhedrín].”

Assim, devolvida ao seu local original, a saber, a época do Rei hasmoneu Alexandre Yannái (rei de 103 aec a 76 aec), a passagem teria dito apenas:
“Houve por esta época Jesus, um fazedor de maravilhas. E ele atraiu para si muitos judeus e muitos gentios. E quando os principais homens entre nós o levaram [à morte], aqueles que o amavam no início não o abandonaram e até os dias de hoje os cristãos não se extinguiram.”

De toda forma, como admite o historiador Bart D. Ehrman:
“O fato é que esse texto tem pouca relevância para a questão da existência de Jesus.”

O Rabi Moshe Bogomilsky declara:
É interessante notar que as informações autênticas que os cristãos têm sobre Yêshu foram extraídas de nossas fontes. A razão é que, durante sua vida, o mundo em geral sabia muito pouco dele e não tinha nenhuma consideração por ele. Cerca de cem anos após sua morte [ou na metade do primeiro século da nossa era], certos indivíduos decidiram fazer dele o fundamento de sua nova crença e começaram a fabricar histórias de sua glória.”

 

O próprio ângulo de visão do Rabi Yechiel ben Yossef em sua resposta para Nicholas Donin, no Debate de Paris em 1240, que aparenta ser uma justificativa para impedir a destruição do Talmud na França, é verdadeiro em absoluto:
É fácil ver que este Jesus [citado, por exemplo, nos Tratados de Guitín 56b, e, Sanhedrín 43a e 107] não pode ser o mesmo Jesus que os cristãos adoram. Pois Josué ben Perahiá viveu mais de 200 anos antes do Jesus do cristianismo, que, em minha opinião, não é mencionado em lugar algum do Talmud. Onde aparece Jesus no Talmud, é do discípulo de Josué ben Perahiá que se fala.”

Se levarmos em conta as explicações mais acima de que ‘os cristãos criaram uma fraude, Yêshu, seu salvador, avançando duzentos anos’ — que ‘cerca de cem anos após sua morte, certos indivíduos  começaram a fabricar histórias de sua glória’, então, realmente, o Yêshu do Talmud não é o Yêshu do novo testamento da Igreja (que nasceu de uma virgem, que morreu sob Pôncio Pilatos tendo hipoteticamente vivido, então, no primeiro século da nossa era , que foi ressuscitado no terceiro dia e que posteriormente ascendeu ao céu). O Jesus neotestamentário (o filho de virgem e de espírito santo, o executado por um prefeito romano, o crucificado, o ressuscitado no terceiro dia, o ascendido ao céu) não é o Jesus de Nazaré talmúdico. O Yêshu neotestamentário é um mito, uma lenda — PARCIALMENTE. Não é que ele foi inventado em todos os sentidos (como pregam os miticistas). É um Jesus/Yeshuá/Yêshu (“Yahushuah”) remodelado, remendado, reformado. O ponto de partida foi basear-se numa pessoa real: o Jesus discípulo do Rebe Yehoshúa ben Perachyáh. Porém, é óbvio e é natural, e muitas vezes até mesmo é conveniente, que nem todo judeu está disposto a adentrar neste campo.

O fato é que a elite eclesiástica sabe a verdade:
É interessante que no Debate de Tortosa em 1413/1414, o próprio Benedito XIII, apenas um dos três aspirantes à papa, mas tratado pelo relato cristão como “Sua Santidade, nosso senhor papa Benedito XIII”, admite (no relato judaico do debate):

“Disse então o papa: “Na noite passada, estive pensando como [vós judeus] nos iludistes dizendo que nolad pode significar tanto ‘nascerá’ quanto ‘nasceu’. Mesmo que seja assim, a verdade é que Jesus nasceu no ano de 3.671 após a Criação, muito antes da destruição do Templo, que se deu em 3.828; portanto, ele nasceu 150 anos antes da destruição [do Templo de Jerusalém].””

Também é interessante que no Debate de Barcelona em 1263, o Rabi Nachmânides (Rambán) fez uma afirmação que em momento algum foi contestada pelo lado cristão (e nem posteriormente pelo papa na versão cristã do debate). Ele declarou:
“Jesus não é o messias conforme [vós cristãos] sustentais, pois ele nasceu e morreu antes da destruição do Templo de Jerusalém e seu nascimento se deu quase 200 anos antes da destruição, embora, de acordo com vossa contagem, tenha ocorrido 73 anos antes da destruição [do Templo].”

Portanto, diferentemente do Rabi Yechiel que preferiu não adentrar neste campo (e de vários judeus que assim o fazem hoje em dia), o Rambán demonstrou que a pessoa real por trás do lendário Yêshu neotestamentário é o Yêshu discípulo do Rebe Yehoshúa ben Perachyáh, que viveu em torno de 100 aec, no reinado de Alexandre Janeu, o Yêshu executado pelos próprios judeus, sendo este o entendimento também, para citar alguns exemplos, de Avraham ben Yitschak de Narbona, o Rabad II, conhecido pelo seu livro Sêfer Haeshkol; de Avraham ben David de Posquieres, o Raavad; e de Yitschak Abravanel (Abarbanel); como também o declara o Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson. O Rebe esclarece:
“Nossos Sábios relatam que “aquele homem” (um termo talmúdico usado para se referir a Jesus o nazareno) foi um dos alunos do Rabi Yehoshúa [ben Perachyáh]. Mesmo depois de “aquele homem” ter abandonado a observância judaica, o Rabi Yehoshúa tentou persuadi-lo a se arrepender.

“Aquele homem” recusou, respondendo: “Eu recebi a seguinte tradição de você: ‘Uma pessoa que peca e faz com que outros pequem não tem a oportunidade de se arrepender.’”

É claro que o Rabi Yehoshúa conhecia este princípio, mas ele também sabia que se uma pessoa fizer uma tentativa sincera, seu arrependimento será aceito independentemente de sua conduta anterior. Apesar do comportamento de seu ex-aluno, o Rabi Yehoshúa o julgou capaz de se arrepender sinceramente o suficiente para recuperar o favor de D’us.”

 

 

Agora, iremos para o 4° ponto, mas cujo assunto será abordado a partir de agora.
Vamos elucidar mais uma questão.

A história no Tratado de Guitín (57a) sobre Yêshu no outro mundo é literal?
O Rabi Heshy Grossman nos resume a história e a explica:

“Onkelos, o sobrinho de Tito (filho da irmã de Tito), desejava se converter (ao judaísmo). Antes de fazer isso, ele levantou magicamente (do Guehinóm) os inimigos mortos de Israel, na esperança de esclarecer a verdade.

“Quem é mais importante nesse mundo (onde você está agora)?”, perguntou a Bila’am.

“Israel.”

“Devo então me juntar a eles (pela conversão)?”

“(Não! Pois) não procurarás a paz nem o bem deles, em todos os teus dias… (Devarim 23:7).”

Ele então trouxe os pecadores de Israel (Yêshu).

“Quem é mais importante nesse mundo (onde você está agora)?”

“Israel.”

“Devo então me juntar a eles (pela conversão)?”

“Você deve desejar o bem deles e você não deve desejar a desgraça deles.”

“Como é o castigo daquele homem (um eufemismo para o próprio Jesus) no outro mundo?”

“Ele é punido em excremento fervente, pois se diz: ‘Todos os que zombam das palavras dos Sábios são sentenciados a ferver em excremento’.”

(A Gemara comenta:) “Venha e veja a diferença entre os pecadores de Israel e os profetas das nações adoradoras dos ídolos.” (Tratado de Guitín 57a)

O humano é julgado na mesma medida em que viveu sua vida, a sua punição no próximo mundo é uma imagem espelhada da sua existência terrena.

Yêshu Hanotsrí ferve em excremento.

É a Torá Oral dos rabinos que dá o tom da vida e da lei judaica. Enquanto a Torá Escrita leva o imprimatur do céu, um selo de aprovação incontestável, a Torá Oral repousa sobre a autoridade dos Sábios; o respeito por suas palavras e a disposição de se ser humilde diante de sua análise da vontade de D’us.

Yêshu rejeita a base rabínica da Torá Oral. A Torá é a própria vida, seja ela escrita ou oral. Yêshu deixa o Beit Midrash (Casa de Estudos), repositório da vida. Descartado (da força vital de toda a existência), ele desce a uma panela fervente de resíduos, a imagem definidora de sua própria existência.”

 

Finalizaremos então esta PARTE 2 com o seguinte detalhe:
Se é verdade que Jesus (Yeshuá/Yêshu) era tão bom assim, como muitos acham que ele era, e se ele era esse judeu exemplar, cumpridor da Torá, que de forma alguma pretendeu abolir ou alterar a Torá, que conhecia todos os pormenores da Halachá (Lei Judaica), e que ainda era o mashiach e até mesmo um rabino — e que não é verdade o que o Rabi Heshy Grossman explica sobre ele nos dois parágrafos acima —, como ele pôde ensinar: “Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6, Nova Almeida Atualizada), ou, como consta numa execrável versão hebraizada: “”Rebe Mélech Hamashíach” (rebe o rei messias — Yeshuá) disse: Eu sou Hadêrech (o caminho), Haemét (a verdade), e Hachaím (a vida). Ninguém vem ao HaAv (Pai) senão por mim.” (veja também João 3:36 e Efésios 2:8-9), em nítido e explícito contraste com o ensinamento rabínico:
“Chamo o Céu e a Terra como testemunhas:
Qualquer indivíduo, seja gentio ou judeu, homem ou mulher, servo ou amo, pode atrair sobre si A DIVINA PRESENÇA, conforme suas obras.” (Taná deBéi Eliáhu Rabá)?

 

Uma reflexão:

Neste 25 de dezembro, centenas de cristãos estarão comemorando o natal, quer dizer, o nascimento de seu “salvador”, festa essa que segundo eles mesmos celebra a família, o lar, o casamento, sendo que trata-se do nascimento do filho de uma mulher que diz: “ele não é filho do meu marido”.

 

Texto produzido por © Projeto Noaismo Info

Traduções feitas do inglês por © Projeto Noaísmo Info

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Padrão
A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo

A prova de que Jesus não é o mashiach

 

Muitos ex-cristãos — se não todos — que agora são Noaítas ou Bnei Noach pensam que para o judaísmo a maior prova de que Yeshu (Jesus) não é o mashíach (messias) é o não cumprimento das profecias bíblicas messiânicas. Porém, na verdade, dentro do próprio judaísmo este fator (o não cumprimento das profecias messiânicas) ou é o menor — ou o menos importante — de todos os fatores, ou, de fato, ele nem sequer é levado em conta.

Conhecemos os Trezes Princípios da Torá e sabemos que eles afirmam:

“Sétimo Princípio: Moisés é o maior profeta, não houve antes dele, nem haverá depois quem o iguale;

Oitavo Princípio: a Torá, conforme nós a conhecemos (tanto a escrita quanto a oral), foi dada por D’us a Moisés e por ele transmitida até as nossas gerações. Moisés recebeu diretamente de D’us, no monte Sinai, duas Torót: uma escrita e a outra oral;

Nono Princípio: a Torá é imutável;

Décimo Segundo Princípio: o mashíach (o verdadeiro messias) virá, e embora demore, sua vinda deve ser aguardada diariamente.”

Como explica Chaim Szwertszarf:

“O sétimo elimina aqueles que reconhecem outro profeta completo e máximo, além de Moisés (como por exemplo, Yeshu (Jesus) ou Maomé).
O oitavo elimina os críticos que acham que a Torá (Pentateuco) não foi escrita por Moisés, mas que é obra posterior, escrita por diversos autores.
O nono elimina todas as novas mensagens que pretendem substituir ou acrescentar ou diminuir do que está escrito no Pentateuco ( como por exemplo, o Novo testamento ou o Coran).
O décimo segundo elimina aqueles que dizem que o Messias já se revelou em absoluto.”

 

Como podemos observar, o 8° Princípio diz que Hashém deu duas Torót, uma escrita e a outra oral. E explicando sobre a identidade do Mashíach, Rabí Maimônides ou Rambám, declarou:

“O mashíach estudará a Torá de acordo com a Torá Escrita e a Torá Oral.”

Sobre esta afirmação de Rambám, o Rabí Abraham Stone, em seu ‘Highlights of Moshiach’, publicado pela S. I. E. (1992), diz:

“Por que Rambam adiciona estas palavras? Isso segue o final da Halachá 3 (em edições sem censura): ‘Quem quer que adicione à [Torá] ou exclui da Torá, ou interpreta a Torá incorretamente, ele é certamente um malfeitor e um herege (isso nega qualquer crença em Yeshu como o Mashiach)’.”

 

Portanto, para o Judaísmo basta apenas o fato de que Yeshu (Jesus) não seguiu a Torá nem de uma forma nem de outra* para ele ser descartado como o mashíach.

* Para aqueles messiânicos (cristãos que fingem ser judeus se travestindo de judeus) que iludidos ainda pensam que isso não é verdade e que Yeshu seguia sim, corretamente, a Torá e, portanto, não ensinou nada de diferente, ou seja, nada estranho à ela, daremos apenas dois exemplos: vejam João 14:6, e, João 8:42, 44, e tentem encontrar qualquer ponto em comum ou encontrar qualquer conexão dessas palavras com as palavras da Torá.

 

Escrito por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaísmo Info

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Judaísmo, PDF

Um alerta especialmente para os judeus (Cuidado com os autointitulados judeus messiânicos)

Um alerta do site …Noaismo.info especialmente para os judeus
(as informações a seguir também são úteis para os não-judeus):

Cuidado com os autointitulados “judeus” messiânicos

 

Por Projeto Noaismo Info (baseado em Jews For Judaism)

 

Você sabia que existe um ramo do cristianismo cujos adeptos não se dizem cristãos, cujos adeptos se dizem judeus, e mais ainda, cujos adeptos se dizem judeus que encontraram e aceitaram o mashíach (messias)? Pois é, existe esse ramo do cristianismo sim. E o que é pior, esse ramo do cristianismo se autoapresenta como judaísmo messiânico.

A questão é, se existe um judaísmo messiânico, esse judaísmo é o próprio judaísmo autêntico, ou seja, aquilo que hoje é chamado de judaísmo ortodoxo. Se existem judeus messiânicos, os verdadeiros judeus messiânicos são os judeus autênticos (lê-se, os judeus ortodoxos). Isso é assim porque o judaísmo ensina a vinda do mashíach e todos os judeus a aguardam. Mas, para criar confusão entre judeus e não-judeus, um certo ramo de cristianismo teve a audácia de se autointitular e se apresentar para o mundo como o judaísmo messiânico, e seus adeptos como os judeus messiânicos. Por isso, cuidado com os autointitulados judeus messiânicos.

A cada ano, 1.000 grupos missionários cristãos evangélicos hebraizados (ou cristãos hebraístas) gastam mais de 300 milhões de dólares visando o povo judeu em todo o mundo, apresentando-se como judeus, para atrair judeus para a conversão. Nos últimos anos, estes grupos missionários conseguiram converter 350.000 judeus em todo o mundo. Eles apresentam o cristianismo sob o disfarce de judaísmo por chamarem seus clérigos ou pastores de “rabinos” e suas igrejas evangélicas de “sinagogas messiânicas”, por chamarem Jesus Cristo de Yeshua HaMashiach e o Novo Testamento de Brit HaChadasha, que significa Nova Aliança, por chamarem sua religião cristã de Judaísmo Messiânico, por não usarem a cruz e usarem símbolos judaicos, e por usarem nomes hebraicos e cantarem canções judaicas tradicionais. Esse ramo do cristianismo, o cristianismo hebraizado ou hebraísta (a que podemos chamar também de yeshuanismo), é composto por cristãos evangélicos. A igreja católica romana não pratíca mais a conversão de judeus.

Denominando a si mesmos de judeus para Jesus, cristãos hebreus, judeus messiânicos, eles celebram as festas judaicas com uma interpretação cristã. Eles realizam os serviços de Shabát, e usam kipá, talít e tsitsít para criarem a impressão de que um judeu pode ser cristão e ainda manter sua identidade judaica. Usando os Rolos da Torá, a iluminação das velas de Shabát (recitando as bênçãos — as bênçãos das velas de Shabát iniciam o dia de se fazer o Shabát), Kidúsh (bênção que inicia o ritual do Shabát) e Hamôtsi (bênção das duas chalót)*, eles fazem com que os judeus não afiliados se sintam confortáveis e bem-vindos em suas igrejas, pois eles sabem que qualquer judeu, mesmo um não afiliado, se sente desconfortável em uma igreja típica (um culto estranho para um deus estranho).

* Daqui depreendemos o motivo dos gentios ex-messiânicos quererem judaizar o movimento Bnei Noach. Eles permanecem judaizados pensando que não há problemas em manterem os rituais judaicos uma vez que já não acreditam mais em Jesus (Yeshua) e nem utilizam mais o seu nome nas bênçãos. (E a questão que surge quanto a isso é: mas se AGORA também sabem que não são judeus, que nunca foram, por que mantêm — querem manter  — os rituais judaicos?)

 

Assim, tais igrejas realmente conseguem a façanha de fazerem não-judeus ignorantes do judaísmo pensarem que são judeus e de fazerem judeus igualmente ignorantes do seu próprio judaísmo pensarem que AINDA* são judeus. Um judeu ex-cristão hebraizado (que abandonou esse ramo do cristianismo depois de uma reunião com o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet, do Chabad, que também foi o primeiro rabino supervisor da Ask Noah International) admite:
“Os únicos judeus que pareciam aceitar Jesus como o Messias eram judeus ignorantes do judaísmo.” E, “fui forçado a admitir que nem um único judeu dentre as pessoas que afirmavam ser judeus messiânicos jamais soube o que era o judaísmo autêntico.”
Geralmente, tudo o que os judeus ignorantes do judaísmo sabem é que Jesus foi judeu e que os judeus não acreditam em Jesus.

* Segundo a Torá, o nascido de mãe judia que se converte para outra religião deixa de ser judeu.

 

Esses missionários cristãos hebraizados são tão obcecados por quererem converter judeus que recentemente nos EUA e no Canadá eles se apresentaram como judeus ortodoxos e se infiltraram nas sinagogas.

Os missionários cristãos hebraizados podem alegar que existem mais de 300 “provas” bíblicas de que Jesus, chamado por eles de Yeshua, é o mashíach. Um exame cuidadoso dessas passagens, no contexto (e dentro da sua essência natural — judaica), imediatamente refuta esta alegação. Algumas dessas passagens são baseadas em traduções incorretas, a maioria são citadas fora de contexto e são baseadas em raciocínio circular, e algumas são realmente baseadas em textos totalmente fabricados. Assim, 300×0 ainda é 0!

É interessante notar que atualmente quase todos os teólogos cristãos admitem o fato de que o cristianismo original (de quase 100 anos antes da era civil) nasceu dentro do judaísmo e de que Jesus e seus discípulos eram inicialmente todos judeus (eles foram educados segundo as linhas judaicas e se consideravam judeus). Alguns poucos rabinos e judeus afirmam que Jesus é uma mitologia, que ele não existiu de verdade, que ele não foi uma pessoa histórica, e, parcialmente, eles estão corretos (levando em conta que o Jesus eclesiástico do primeiro século da nossa Era realmente não existiu, pois o Jesus em que ele foi baseado, o verdadeiro Jesus, nasceu em 90 antes da nossa Era e morreu em 54 antes da nossa Era. O cristianismo romano modificou a sua data de existência*) (veja:
https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/20/site-bnei-noach-a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo/

e

https://a-fe-original–noaismo.info/2020/12/24/site-bnei-noach-a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo-parte-2/  ).

* Por isso não há historiadores do primeiro século da nossa Era que falam da existência desse Jesus.

 

Por fim, temos a intrigante questão: o cristianismo (não importa qual o ramo, se é o hebraizado ou não) é idolatria? Há um consenso entre todos os judeus de todas as épocas de que PARA um judeu o cristianismo é sim idolatria. Porém, não há um consenso sobre se o cristianismo é idolatria para os próprios não-judeus. A verdade é que alguns rabinos dizem que sim, que o cristianismo é idolatria mesmo para os gentios, e que alguns rabinos dizem que o cristianismo NÃO é idolatria para os gentios* ▲. Como resolvemos este impasse? Com a verdade de que não importa se o cristianismo (ou, na verdade, qualquer religião gentílica) é ou não é idolatria para os gentios, o fato é que todas e quaisquer religiões são invenções dos próprios humanos (portanto, mentiras, falsidades e enganações — ainda que possuam nelas algum elemento da Verdade) (e não se deve dar origem à religiões, diz-nos Rabi Maimônides) e todos os humanos devem seguir apenas os Mandamentos que O PRÓPRIO D’us do judaísmo, Hashém, deu na SUA Palavra, na Torá, para toda a humanidade através de Moshé no Sinái em 2448 desde a Criação (a Única, portanto, a Verdadeira Revelação Divina). Assim, não importa se alguma religião gentílica ensina as chamadas Sete Leis de Noá (Noé) (do mesmo modo como mencionam os Dez Mandamentos) e se os seus adeptos seguem-nas (porque são ensinamentos de sua religião), isso não é Noaísmo e esses religiosos (sejam cristãos ou yeshuanistas, maometistas, ou outros) não são Noaítas (Noahites, no inglês).

* Por causa disso alguns desses rabinos se equivocam em suas próprias palavras e acabam afirmando que um gentio pode ser cristão ou que um cristão não necessita abandonar o cristianismo para servir D’us (como uma boa pessoa). Essas afirmações realmente servem apenas para cristãos desavisados ou desatentos (ignorantes por absoluto de Hashém e da Torá). Quanto a que um gentio pode ser cristão, poder e dever são duas coisas distintas. Qualquer um pode qualquer coisa. Não significa que deva. Então, alguém pode ser cristão mas isso não significa que deva ser cristão. Que qualquer pessoa pode ser um bom cristão, qualquer pessoa de qualquer religião, ou sem religião, pode ser uma boa pessoa. Que bons cristãos (mesmo sendo cristãos) serão recompensados (por suas boas ações) por Hashém, quaisquer boas pessoas de todas as religiões, ou sem religião, serão divinamente recompensadas por suas boas ações.
Boas ações não tem nada a ver com princípios de fé corretos.

 

▲ De qualquer modo, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/10/10/site-bnei-noach-os-gentios-os-nao-judeus/

 

Nós, do site a-fe-original–noaismo.info, declaramos que somos Noaítas (Bnei Noach, no hebraico), que seguimos o Noaísmo, portanto, não-judeus que devotam Hashém cumprindo SUAS Mitsvót Universais. Não somos cristãos nem somos cristãos hebraizados/hebraístas ou yeshuanistas nem maometistas. Não acreditamos em Jesus ou Yeshua nem em Muhammad (Maomé) ou em quaisquer outros falsos profetas. Não acreditamos no novo testamento ou brit hachadasha nem no Alcorão ou Quran ou em quaisquer outros livros dos outros falsos profetas.

 

Por Projeto Noaismo Info (baseado em Jews For Judaism)

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

https://a-fe-original–noaismo.info/site-bnei-noach-copyright/

O Projeto Noaismo Info tem o prazer, o orgulho e a honra de apresentar à Comunidade Judaica de Língua Portuguesa o Panfleto:
Sete Respostas Para os Messiânicos.

Acesse o link abaixo para baixar gratuitamente o panfleto no formato PDF 

7 Respostas para os Judeus Para Jesus (Jews For Judaism_Projeto Noaismo Info)

 

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

Padrão
A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo

A verdadeira história de Jesus e do cristianismo

 

Se, como muitos cristãos e messiânicos admitem hoje, Jesus era judeu, quem conhece melhor a sua história senão os próprios judeus?

Jesus existiu mesmo ou é uma lenda?
Quem era Jesus?

 

A VERDADEIRA história de Jesus e do cristianismo

O Jesus histórico dentro do judaísmo

 

Por Projeto Noaismo Info

 

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

(Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”. Por exemplo: “Hashém”, “Mishná”, “Yêshu”, “Shimeón”, etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”. Por exemplo: “Nôach”, “Perachyáh”, “Yochanán”, “Pêssach”, etc.

Exemplos de termos hebraicos contendo o “sh” (som de “CH”) e o “ch” (som de “RR”): “mashíach”, “Shátach”, etc.)

 

Houve uma época em que os cientistas (ateus) ficaram inclinados a tratar todos os tipos de fundadores de religiões como puras lendas. Assim, pessoas como Avrahám e Moshé, Gautama Buda, Jesus e Mohammed, etc., tornaram-se mitos. Porém, no âmbito histórico, as coisas nunca funcionaram dessa maneira (os historiadores em si nunca ensinaram a não-historicidade dessas personagens). Hoje em dia, qualquer pesquisador que defenda que qualquer uma das pessoas citadas acima é um mito, uma lenda, não é levado a sério. Hoje em dia, está comprovado pela História que essas pessoas existiram de fato. Hoje em dia, há unanimidade entre os historiadores de que em algum momento da História existiu mesmo um homem chamado Jesus. A controvérsia existente hoje não é mais sobre se ele existiu ou não ele existiu sim mas sobre que tipo de pessoa ele era.

O judaísmo nunca duvidou da historicidade de Jesus. O judaísmo sempre aceitou que Jesus existiu de fato (alguns poucos judeus individuais influenciados por ateus sustentam que Jesus é um mito). Os grandes mestres judeus nunca negaram a historicidade de Jesus.

Outra questão comprovada, um fato, é o de que Jesus nasceu judeu. Ele não era um gentio. E aqui também o judaísmo sempre concordou e ensinou que Jesus nasceu judeu de fato. Porém, nascer judeu não significa ter de morrer judeu. A pessoa pode se desviar da Fé, e deixar de ser judeu. E aqui entramos numa questão praticamente desconhecida das pessoas em geral, que, segundo o judaísmo, Jesus, apesar de ter nascido judeu, não permaneceu judeu a vida toda, ele se desviou, tornou-se idólatra e também fundador de uma nova fé, e assim deixou de ser judeu.

Hoje em dia, a maioria dos historiadores afirmam que Jesus não apenas nasceu judeu mas que também morreu judeu, ou seja, que Jesus era um judeu exemplar, que praticou o judaísmo toda a vida, que ele seguia a Torá, que ele nunca fundou uma religião.

Apesar dessa opinião ser apresentada como um fato pela maioria dos historiadores hoje em dia, esta não é a posição do judaísmo (ainda que alguns judeus individuais defendam-na também). Além disso, há outros detalhes de sua vida curiosos e interessantes  apresentados de maneira diferente pelo judaísmo.

 

O Jesus histórico e fatos de sua vida

Jesus não viveu no primeiro século de nossa era. Jesus (ou Yêshu, como ele é chamado dentro do judaísmo) nasceu em 3671 da Criação ou 90 antes da era comum. Portanto, Jesus nasceu há 2107 anos, no reinado de Alexandre Yannái (ou Alexandre Janeu) (veja tabela abaixo). Jesus viveu na chamada era hasmoneana. Sim, Jesus viveu quase 100 anos antes do que dizem que ele viveu. Míriam, sua mãe, era noiva de Yochanán (João) (que em uma linha talmúdica questiona-se se o marido dela não era o Pappos), mas concebeu de outro homem, um não-judeu (ref. Rabi Maimônides), Yossêf* (José) (daí ela ser referida também pelo apelido depreciativo “stadá”, abreviatura de “esta [senhora] desviou-se de seu marido”, ou seja, um sinônimo de ‘infiel’). Yêshu nasceu em Beit Lechem e foi originalmente chamado Yehoshúa (Josué). (E como foi que ele passou de Yehoshúa para Yêshu? Porque Yêshu é um acrônimo de “yemach shemo vezichro” ou “que seu nome e memória sejam apagados”.)
Yêshu foi educado normalmente, como um judeu. Ele foi aluno de seu tio, irmão de Míriam, o Rabino Yehoshúa ben Perachyáh**, um sábio da Torá, e que também foi presidente do Sanhedrín. Mas, num determinado momento, Jesus abandonou o judaísmo, a Torá, o D’us de Israel (Hashém). Jesus esteve no Egito e lá aprendeu feitiçaria. E depois de retornar do Egito para a Terra de Israel, Jesus realmente praticou a feitiçaria e também praticou a idolatria e ainda fundou uma nova religião, desencaminhando a muitos judeus (por exemplo, só os que o escoltavam eram 300). Portanto, Jesus nasceu judeu (sua mãe era judia), mas deixou o judaísmo e tornou-se idólatra e falso profeta, um apóstata.
Um homem chamado Yehudá (Judas) apoiado pelos Sábios se dispôs, então, a trabalhar para desacreditá-lo (chegando até mesmo a fingir ser um discípulo seu). Por fim, Yeshú foi capturado e sentenciado à morte (não foi capturado, julgado e morto pelos romanos  tampouco por Pôncio Pilatos , não, mas) pelos próprios judeus pelo tribunal judaico (ref. Rabi Maimônides; Talmud). Aos 36 anos, em 3707 da Criação ou 54 antes da era comum (portanto, há 2071 anos), no reinado de Yochanán Hyrcanus II (ou João Hircano II), na véspera de Pêssach, Jesus foi apedrejado e depois foi pendurado num madeiro (e não crucificado/pregado numa cruz romana). Nesta época (de 54 aec, quando Yêshu foi executado), o presidente do Sanhedrín era o Rabi Shimeón ben Shátach (irmão da rainha Salomé Alexandra, a esposa do rei Alexandre Yannái/Janeu) (veja tabela abaixo).

 

* É muito interessante a tese de Rochus Zuurmond: “Continuo achando bem provável que “Pantera/Pandera” seja uma deformação acintosa d[a palavra grega] parthenos = virgem. Deformar, de propósito, o nome de um inimigo era (e é) um uso bastante comum.” Bart D. Ehrman diz: “Em grego, a palavra para virgem é parthenos, cuja grafia se aproxima de Panthera.” Neste caso, portanto, Yêshu é o “ben Pandira (ou, ben Panther)”, e não o seu pai, Yossêf. Ou seja, Yossêf não se chamava “Yossêf Pandira” ou “Yossêf ben Pandira”. O pai de Yêshu era conhecido simplesmente como Yossêf, e somente Yêshu era chamado “ben Pandira (Panther/Pantera/Pandera/Pander)”, apelido distorcido de “ben parthenos” (filho da “virgem”).

O Jesus cristão, o Jesus fundador do cristianismo, ele é o Yêshu ben Panthera e o Yêshu ben Stadá.

 

** A obra judaica Pirkê Avót (A Ética dos Pais, ou, A Ética dos Sábios) contém um dito do Rabi Yehoshúa ben Perachyáh (em 1:6 {Capítulo 1, Mishná 6}).

 

Logo após a sua morte, 12 dos seus discípulos se encarregaram de ir pregar para as nações. E a Terra de Israel, por 30 anos, continuou dividida entre judeus e seguidores da fé yeshuítica (judeus apóstatas). Foi uma época muito conturbada para o povo judeu, como nunca acontecera. Os judeus eram perseguidos e mortos (por “judeus”). Por fim, os Sábios escolheram o Tsadíc Shimeón (Simão) Cefas para dar um jeito nesta situação (interessante notar que o autor de Coríntios distingue Cefas tratado pelos cristãos como se realmente tivesse sido um cristão de 12 homens (além do próprio fato de que Paulo também não fazia parte dos 12)). Ele, fingindo ser um enviado de Yêshu, conseguiu fazer com que os cristãos (os judeus apóstatas) parassem de perseguir e matar os judeus e conseguiu também, finalmente, fazer os cristãos e o cristianismo se desligarem por completo dos judeus e do judaísmo. Ele escreveu os Evangelhos e outros livros sagrados cristãos e introduziu muitos novos costumes (novos mandamentos e novas festividades) entre os cristãos. Curioso e interessante é o fato, segundo algumas opiniões, de que ele (Shimeón) ficou conhecido entre os cristãos como Paulo (porém, segundo outras opiniões, Shimeón e Paulo eram duas pessoas distintas). Historicamente falando, Shimeón Cefas e Paulo foram duas pessoas históricas distintas que viveram em épocas distintas. Shimeón Cefas foi contemporâneo do próprio Yêshu. Paulo viveu cerca de uns 100 anos depois de Yêshu e Shimeón. Ele foi o responsável pelo cristianismo que surgiu no primeiro século de nossa era ou pelo menos o responsável por sua própria versão de cristianismo se tornar a mais popular no primeiro século de nossa era. (E, muito provavelmente, Paulo não era judeu. Ele foi o que hoje conhecemos como os messiânicos, um cristão hebraísta, quer dizer, um cristão se passando por judeu  veja por exemplo, 1 Coríntios 9:20.)
Portanto, Shimeón ajudou a salvar o povo judeu fingindo ser um seguidor de Yêshu, mas ele mesmo não era apóstata, antes, permaneceu fiel ao judaísmo até a sua morte (ele fez os cristãos construirem uma caverna em uma montanha em Roma sob a alegação de que ele precisava de uma área isolada para falar com Yêshu, quando, na verdade, ali ele cumpria a Torá).

 

(↓PARÁGRAFOS ATUALIZADOS (2020)↓)

Depois da ruptura entre o judaísmo e a fé yeshuítica, os próprios gnósticos se dividiram em diversos grupos. A princípio, os gnósticos, imitantes de Yêshu, naturalmente eram extraviados do judaísmo, judeus apóstatas, inimigos do judaísmo, o que significa dizer inimigos de Hashém, da Torá e do povo judeu.
Afastados definitivamente dos judeus, com o passar do tempo, eles mesmos começaram a se dividir em vários grupos. Passou-se a haver grupos gnósticos já não tão apáticos ao judaísmo. Outros que até mesmo acabaram prosseguindo com algumas práticas judaicas específicas mas dando uma nova interpretação a elas. E assim um determinado grupo com o tempo acabou ganhando um certo destaque: os ebionitas. Os ebionitas foram gnósticos que resolveram seguir por outro rumo. Em geral, eles vieram a se simpatizar com os judeus e o judaísmo, e terminaram por resgatar todas as práticas judaicas. Desenvolveram então um pseudo-“judaísmo”, e eram até mesmo confundidos (por outros não-judeus) com os judeus.

Foi aí que eles decidiram então que era necessário reescrever a história de Yêshu e do cristianismo à sua própria maneira. Os ebionitas, considerando-se “judeus”, “repintaram” Yêshu e o cristianismo como tendo absolutamente tudo a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel. A propósito, foram exatamente eles mesmos que começaram a defender a idéia de que Yêshu não era o idólatra e apóstata que os judeus diziam que era, mas que ele havia, sim, sido um judeu exemplar, que praticava o judaísmo e a Torá, e que morreu fiel a Hashém*. Eles desenvolveram a sua doutrina central de que Yêshu foi o primeiro judeu que conseguiu cumprir a Torá em sua totalidade, tornando-se assim o “cristo”. Segundo eles, agora que Yêshu tinha demonstrado como cumprir a Torá por completo, outros judeus também conseguiriam isto.

(↑PARÁGRAFOS ATUALIZADOS (2020)↑)

 

* É interessante o fato de que dentro dos próprios ebionitas haviam aqueles que afirmavam que Yêshu era de fato filho de Maria com (um) José, e outros que afirmavam que Yêshu havia mesmo nascido de uma virgem.

Posteriormente veio a existir entre estas duas linhas cristãs (gnósticos e gnósticos ebionitas) uma terceira linha  (a de Paulo ou então a que Paulo abraçou e deu a sua própria interpretação) que, a princípio, não era evidente, mas que a partir do final do 1° século da nossa era para o começo do 2°, começou a tomar corpo e a se destacar (os proto-católicos/aqueles que faziam uma mescla dos conceitos gnósticos com os conceitos ebionitas).

 

Portanto, estes são os fatos:

Existiu, sim, um homem chamado “Jesus” (na verdade, Yehoshúa, que depois tornou-se Yêshu). Era filho de Míriam e Yossêf (José). Yêshu ficou famoso entre os judeus por dizer-se o “ben ‘parthenos'” (o “filho da ‘virgem'”), palavra da qual se derivou a forma “panthera”. Mas os judeus também chamavam-no de o “ben stadá” ou o “filho da “infiel””. O judaísmo assim nos diz. E este homem histórico nasceu, sim, judeu. Porém, se apostatou. O cristianismo nasceu, sim, dentro do judaísmo/os seguidores diretos de Yêshu eram judeus (o cristianismo não é uma religião gentia; não foram gentios que inventaram o cristianismo, foram judeus apóstatas (judeus que até então eram de fato judeus mas que, ao assumirem uma nova Fé, se desligaram ou foram desligados do judaísmo). Agora, também é certo que, apesar do cristianismo ter nascido dentro do judaísmo, ter sido fundado por um judeu (de nascimento/um judeu apóstata, o Yêshu), sua Fé não era e nunca fôra judaica. A pregação cristã começou com um judeu, mas a Fé pregada por ele não era de modo algum de origem judaica. Daí podemos agora compreender porque a Fé cristã está tão intimamente enraizada no mundo gentio (apesar de sua origem judaica): influências egípcias, persas ou zoroastrianas, gregas ou platônicas, etc., porque o próprio Yêshu teve contato com estas crenças (algumas ou todas) e as incorporou em seus ensinamentos. Porém, ainda antes mesmo do que seria o 1° século de nossa era, o cristianismo já havia se separado do judaísmo e se tornado uma religião independente e distinta. Com o tempo uma corrente se distinguiu dos gnósticos em geral, os ebionitas. Eles decidiram então reescrever a história de Yêshu e seus seguidores a seu próprio modo. E por fim, no que seria o final do 1° século de nossa era para o começo do 2° século, uma terceira forma de cristianismo (fundada por Paulo — ou abraçada por ele e reestruturada) se consolidou. Este cristianismo (proto-católico), da mesma maneira que o cristianismo ebionita, reescreveu a história de Yêshu e seus seguidores a seu próprio modo, mas foi INOVADOR em transportar Yêshu de cerca de uns 200 anos antes para uns 100 (o que seria o início do nosso 1° século).
Mas, por que este cristianismo (proto-católico), diferente dos ebionitas, acabou transportando a vida de Yêshu e seus seguidores de 90 antes da era comum para o que seria o início do nosso 1° século? Eles falsificaram o ano de seu nascimento para convencer as massas de que a destruição do Bêt Hamicdásh ocorreu pouco depois de sua morte e que foi uma punição aos judeus por terem-no matado.

 

Enfatizando, agora em outras palavras:

A questão de que Yêshu não seguia a Torá não é uma invenção de “Roma”*;
a questão de ter Yeshú nascido de uma “virgem” também não é uma invenção de “Roma”;
a questão da divindade de Yêshu (o deus-homem) também não é uma invenção de “Roma”;
e, a questão de que Yêshu fundou uma nova Fé também não é uma invenção de “Roma”.
De acordo com o judaísmo, o próprio Yêshu deixou o judaísmo e pregou (fundou) uma nova Fé (religião) (o próprio Yêshu ensinava que a Torá a Lei de Moshé foi anulada), e o próprio Yêshu se dizia nascido de “virgem”, se dizia o messias, e se dizia até mesmo divino ou deus (ou o próprio deus em pessoa) (foi ele mesmo que distorceu e aplicou a si mesmo muitos textos bíblicos – tais como Isaías 11:1 (daí ele também ser chamado no judaísmo de Yeshu Hanotsrí (Yêshu o notsrí) palavra que depois foi deformada pelos cristãos resultando em ‘o nazareno’); (Is.) 7:14; Salmos 110:1; etc.).
(E, também, até mesmo a própria questão da acusação contra os judeus pela morte de Yêshu não é uma invenção de “Roma”, pois, de fato, foi o tribunal judaico que executou Yêshu.)

 

* Por exemplo, não foi “Roma” ou Constantino que trocou o shabát pelo domingo, foi o próprio Yêshu que instituiu a celebração do domingo.

 

Sobre Flávio Josefo

Quanto ao que se chama de “testemunho de Flávio Josefo” (Testimonium Flavianum), no livro História dos hebreus, devemos levar em conta o fato de que nas passagens em que Josefo realmente trata de Pôncio Pilatos, em parte alguma ele o conecta a Yêshu (é na suposta passagem de Yêshu que Yêshu está conectado a Pôncio Pilatos, não o contrário (e esta menção nos lembra, e muito, o chamado “credo apostólico” {aliás, todo o parágrafo “de Josefo” nos faz lembrar do credo})), assim como também o fato de que nem Herodes, nem Arquelau, nem Agripa, e nem João (Batista) estão conectados a Yêshu.

E o mesmo ocorre no livro Guerra dos Judeus, onde nem Herodes nem Arquelau nem Pilatos são conectados a Yêshu.

E é interessante notar que por mais que Josefo trate de Herodes, em momento algum ele descreve uma chacina de bebês (a chamada “matança dos inocentes”). Bart D. Ehrman explica: “O fato [é] que não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar.”

Mas e quanto à “Tiago, irmão de Jesus chamado o Cristo” escrito por Josefo na História dos hebreus? O certo é que pode mesmo esse Tiago ter tido um irmão chamado Jesus, que logicamente não é Yêshu, ou também pode não ter tido, então, ou a frase inteira, “irmão de Jesus chamado o Cristo”, ou, “chamado o Cristo”, são interpolações cristãs. Alguns têm defendido que apenas “chamado o Cristo” é uma interpolação, e que esta passagem se refere à Tiago, o irmão do sumo sacerdote Jesus ben Daneu (Damneus) (ou Jesus ben Damnaios). Por outro lado, por exemplo, a historiadora Tessa Rajak defende que a frase inteira é uma interpolação.
(De acordo com o judaísmo, qualquer um destes dois conceitos está correto, já que mesmo que Yêshu tenha tido um irmão chamado Tiago, este Tiago viveu OBVIAMENTE no tempo de Yêshu, ou seja, no 1° século ANTES da era comum e não no 1° século da nossa era.)

Roque Frangiotti nos diz de Voltaire sobre Josefo:
“Voltaire, ao comentar essa [suposta] passagem [de Jesus em Josefo], observa que: “Os cristãos, por uma dessas fraudes ditas piedosas, falsificaram grosseiramente um passo de Josefo. Atribuem a esse judeu, tão fanático de sua religião, quatro linhas ridiculamente interpoladas”.” “Na sequência, Voltarie [observa o seguinte:] “Esse historiador [Flávio Josefo], que não dissimula nenhuma das crueldades cometidas por Herodes, nunca fala do [suposto] massacre, por ele ordenado, de todas as crianças (o massacre dos inocentes),” em consequência do nascimento de Jesus, conforme afirma o “novo testamento”.

É interessante notar que, lendo o relato de Josefo, se removermos a suposta passagem de Yêshu, o parágrafo anterior se encaixa bem ao posterior, com o texto fluindo naturalmente.

A historiadora Tessa Rajak (bem como alguns outros historiadores) (assim como fê-lo Voltaire) defende que o parágrafo inteiro é uma interpolação cristã. E, logicamente, levando em conta o ensinamento do judaísmo  o de que Yêshu existiu mesmo e viveu uns 100 anos antes da data cristã popular (na verdade, nasceu em 90 antes da era comum)  fica mais do que evidente que, de fato, a passagem inteira de Josefo é uma interpolação cristã.

Já quanto à Tácito, ele estava tratando dos cristãos e apenas escreveu o que ouvira dizer sobre Jesus (e como se dizia que fora morto por Pôncio Pilatos, é isso mesmo o que ele escreveu).

 

Ateus não-acadêmicos inventaram o “deus-sol Jesus”

Os defensores da teoria do “deus-sol Jesus” oferecem alegações “sensacionalistas tão extravagantes, errôneas e mal fundamentadas que não é de se surpreender que não sejam levados a sério pelos” “estudiosos autênticos” de história antiga. Se os textos sensacionalistas escritos por estes não-acadêmicos (quer dizer, não-especialistas) “despertam alguma reação nos estudiosos qualificados, é simplesmente de perplexidade por ver matérias tão inexatas, com base em pesquisas tão malfeitas, sendo publicadas.” Estudiosos “desse gênero” (os defensores do deus-sol Jesus) “não deveriam se surpreender de ver que suas idéias não são levadas a sério por estudiosos autênticos (professores universitários de estudos religiosos – especialistas em Novo Testamento, cristianismo primitivo e religiões antigas em geral), que seus textos não são resenhados em publicações acadêmicas ou mencionados pelos especialistas da área.”
“Historiadores da antiguidade sérios ficam escandalizados com” as teorias de que os deuses pagãos, como “Osíris, Dionísio, Attis, Adônis, Baco, Mitra”, etc., “nasceram em uma caverna em 25 de dezembro do ventre de uma virgem mortal diante de pastores e reis magos,” transformaram água em vinho, tiveram 12 seguidores, etc., morreram (e morreram, as vezes, até mesmo crucificados, e morreram como sacrifício pelos pecados do mundo), ressuscitaram, ascenderam ao céu e voltarão à Terra. “Não existem evidências” históricas para essas afirmações sensacionalistas. “Nenhuma fonte antiga diz nada disso sobre Osíris, nem dos outros deuses.” Estas afirmações “são repletas de inconsistências e dados obviamente falsos.”

 

Ex-cristãos, os Bnei Noach e Yêshu (Jesus)

Muitos ex-cristãos (que agora se dizem noaítas ou Bnei Nôach) têm atacado sua antiga religião afirmando que Yêshu não existiu realmente, que ele é uma invenção, um mito (semelhante aos mitos dos deuses pagãos) indo contra a sua historicidade apoiada tanto pelos historiadores quanto pelo próprio judaísmo. Porém, esta teoria (do Jesus mitológico) é utilizada exatamente pelos ateus* que obviamente também pregam que Hashém não existe, e que, por exemplo, ELE nunca SE revelou no Monte Sinai ao povo judeu a 3 milhões de pessoas no ano 2448 da Criação (não tendo havido também a Criação) pois obviamente é mais cômodo e prático para eles (os ateus) simplesmente afirmarem que Moshé (Moisés) e Yêshu (Jesus) não existiram. Tais ex-cristãos, ao invés de dizerem que Yêshu não existiu, o que não é a verdade (e prestando assim um desserviço), deveriam dizer a verdade**, a de que ele existiu sim, mas também dizer (na verdade, ensinar, e não, debater) a verdade de que Yêshu (Jesus) abandonou o judaísmo, que ele era um transgressor, um violador dos Mandamentos de Deus (Hashém), que ele não vivenciava a Torá (A Palavra Única  original  de Deus (Hashém)), e que ele desviou muitas pessoas da devoção a Deus (Hashém). E que são por estes motivos, verdadeiramente, que ele não é e nunca foi considerado o mashíach pelos judeus.

 

* Certamente há ateus que aceitam a historicidade de Yêshu.

 

** Estes Bnei Nôach (ex-cristãos) devem rever seu pré-conceito e reavaliar sua posição extremista refletindo exatamente em, se Yêshu não existiu de verdade, de que modo, então, o próprio judaísmo revela o ano em que ele viveu, quanto tempo viveu, o ano em que ele morreu e porque e como ele morreu.
Como Yêshu não existiu se a história da existência dele foi tirada de dentro do próprio judaísmo?
Como explica o Rabi Moshe Bogomilsky (Chabad): “É interessante notar que a informação autêntica que os cristãos têm sobre Yêshu é tirada de nossas fontes. A razão é que, durante sua vida, o mundo em geral soube muito pouco sobre ele e não teve nenhuma consideração por ele. Cerca de cem anos após sua morte [(metade do primeiro século da nossa era)], certos indivíduos decidiram torná-lo o fundamento de sua nova crença e começaram a fabricar [algumas] histórias de sua glória.”

 

* * *

Devarím/Deuteronômio 13:1-6, 11, 12; 21:22, 23

“Tudo quanto EU (D’us) vos ordeno (aos judeus) (na Torá os 5 livros de Moshé), isso cuidareis de fazer; não acrescentareis nem subtraireis a isso nada. Se um profeta se levantar no meio de ti (alguém de dentro do próprio povo judeu), ou um sonhador, e te der um sinal do céu ou um milagre da terra, e realizar-se o sinal ou milagre de que te falou, e te disser: ‘Vamos atrás de outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los!’ não obedecerás às palavras daquele profeta ou daquele sonhador; porque Havayah, vosso D’us, vos está testando para saber se amais a Havayah, vosso D’us, com todo vosso coração e com toda vossa alma. Após a Havayah, vosso D’us, andareis; a ELE temereis, Seus mandamentos (mitsvót) guardareis e a Sua voz ouvireis; a ELE servireis e as Suas qualidades adotareis. E aquele profeta ou aquele sonhador será morto (será julgado, condenado e executado pelo Tribunal judaico), porquanto pregou falsidade em Nome de Havayah, vosso D’us, que vos tirou da terra do Egito e que vos remiu da casa de escravos, para vos desviar do (judaísmo, o) caminho (espiritual) que (O PRÓPRIO) Havayah, vosso D’us, vos ordenou (aos judeus) para andar nele; e eliminarás o mal do meio de ti. E o apredejarás, e morrerá, pois procurou desviar-te de Havayah, teu D’us, que te tirou da terra do Egito, da casa de escravos. Todo o (Povo de) Israel ouvirá (sobre tal execução) e temerá, e não voltará a fazer uma COISA MÁ como esta no meio de ti.

E quando houver num homem um pecado digno de pena de morte (por apedrejamento) e for executado, (após a sua execução ainda) o pendurarás num madeiro. Mas não pernoitará seu cadáver no madeiro, porém certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é um desprezo a Havayah, e não contaminarás a tua terra (de Israel), que Havayah, teu D’us, te dá em herança.”

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Interessante notar que segundo o Báal Haturím (Rabi Yaacóv ben Ashér), as palavras (em Devarím/Deuteronômio 13:2) “um profeta (se levantar) no meio de ti” têm o valor numérico de 387, o mesmo valor numérico das palavras “esta é a mulher e seu filho” referindo-se à mãe infame (Míriam/Maria) que trouxe para o mundo um filho (Yêshu o notsrí) que se tornou o fundador do cristianismo.

Portanto, já existia na própria Torá uma dica de que Yêshu era um falso profeta e deveria ser morto.

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Cronologia Hasmoneana (Época de Jesus/Yêshu  – Os contemporâneos de Jesus/Yêshu)

 

● Yêshu  (Jesus)

(Jesus não foi um mito. Ele existiu mesmo. Ele viveu)
de 3671 a 3707 da Criação;
data secular: de 90 aec a 54 aec;
36 anos de vida;
nasceu há 2107 anos;
morreu há 2071 anos.
(Viveu quase 100 anos antes da data que lhe foi atribuído pela igreja.)

● Rei Alexandre Yannái (A. Janeu)

de 3636 a 3685 da Criação;
data secular: de 125 aec a 76 aec;
49 anos de vida;
rei da Judéia;
reinou 27 anos: de 3658 a 3685 da Criação (103 aec a 76 aec).

● Rabi Yehoshúa ben Perachyáh (Y. b. Perahiá)

irmão de Míriam, mãe de Yêshu, tio de Yêshu;
professor de Yêshu;
Sábio da Torá, foi também o presidente do Sanhedrín no período de cerca de 3623 a 3678 da Criação (c.138 aec a 83 aec).

● Rabi Shimeón ben Shátach (Simão ben Shetach)

irmão da rainha Salomé Alexandra (esposa do rei Alexandre Yannai);
foi o presidente do Sanhedrín no período de 3678 a 3703 da Criação (83 aec a 58 aec).

● Rainha Shulamit Alexandra (ou Salomé A.)

também conhecida como Shalomtsion* Hamalka (A paz de Tsión-A rainha);
esposa do rei Alexandre Yannai;
irmã do Rabi Shimeón ben Shátach;
(viveu) de 3621 a 3694 da Criação;
data secular: de 140 aec a 67 aec;
73 anos de vida;
reinou 9 anos: de 3685 a 3694 da Criação (76 aec a 67 aec).

* Shlomtzion.

 

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