A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo

A prova de que Jesus não é o mashiach

A Fé Original: Noaismo.info
O Site Bnei Noach

 

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Muitos ex-cristãos — se não todos — que agora são Noaítas ou Bnei Noach pensam que para o judaísmo a maior prova de que Yeshu (Jesus) não é o mashíach (messias) é o não cumprimento das profecias bíblicas messiânicas. Porém, na verdade, dentro do próprio judaísmo este fator (o não cumprimento das profecias messiânicas) ou é o menor — ou o menos importante — de todos os fatores, ou, de fato, ele nem sequer é levado em conta.

Conhecemos os Trezes Princípios da Torá e sabemos que eles afirmam:

“Sétimo Princípio: Moisés é o maior profeta, não houve antes dele, nem haverá depois quem o iguale;

Oitavo Princípio: a Torá, conforme nós a conhecemos (tanto a escrita quanto a oral), foi dada por D’us a Moisés e por ele transmitida até as nossas gerações. Moisés recebeu diretamente de D’us, no monte Sinai, duas Torót: uma escrita e a outra oral;

Nono Princípio: a Torá é imutável;

Décimo Segundo Princípio: o mashíach (o verdadeiro messias) virá, e embora demore, sua vinda deve ser aguardada diariamente.”

Como explica Chaim Szwertszarf:

“O sétimo elimina aqueles que reconhecem outro profeta completo e máximo, além de Moisés (como por exemplo, Yeshu (Jesus) ou Maomé).
O oitavo elimina os críticos que acham que a Torá (Pentateuco) não foi escrita por Moisés, mas que é obra posterior, escrita por diversos autores.
O nono elimina todas as novas mensagens que pretendem substituir ou acrescentar ou diminuir do que está escrito no Pentateuco ( como por exemplo, o Novo testamento ou o Coran).
O décimo segundo elimina aqueles que dizem que o Messias já se revelou em absoluto.”

 

Como podemos observar, o 8° Princípio diz que Hashém deu duas Torót, uma escrita e a outra oral. E explicando sobre a identidade do Mashíach, Rabí Maimônides ou Rambám, declarou:

“O mashíach estudará a Torá de acordo com a Torá Escrita e a Torá Oral.”

Sobre esta afirmação de Rambám, o Rabí Abraham Stone, em seu ‘Highlights of Moshiach’, publicado pela S. I. E. (1992), diz:

“Por que Rambam adiciona estas palavras? Isso segue o final da Halachá 3 (em edições sem censura): ‘Quem quer que adicione à [Torá] ou exclui da Torá, ou interpreta a Torá incorretamente, ele é certamente um malfeitor e um herege (isso nega qualquer crença em Yeshu como o Mashiach)’.”

 

Portanto, para o Judaísmo basta apenas o fato de que Yeshu (Jesus) não seguiu a Torá nem de uma forma nem de outra* para ele ser descartado como o mashíach.

* Para aqueles messiânicos (cristãos que fingem ser judeus se travestindo de judeus) que iludidos ainda pensam que isso não é verdade e que Yeshu seguia sim, corretamente, a Torá e, portanto, não ensinou nada de diferente, ou seja, nada estranho à ela, daremos apenas dois exemplos: vejam João 14:6, e, João 8:42, 44, e tentem encontrar qualquer ponto em comum ou encontrar qualquer conexão dessas palavras com as palavras da Torá.

 

Escrito por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaísmo Info

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Judaísmo, PDF

Um alerta especialmente para os judeus (Cuidado com os autointitulados judeus messiânicos)

Projeto Noaísmo Info (A Fé Original da Humanidade)

O Site Bnei Noach

 

B”H

 

Um alerta do site Noaismo.info especialmente para os judeus
(as informações a seguir também são úteis para os não-judeus):

Cuidado com os autointitulados “judeus” messiânicos

 

Por Noaismo.info (baseado em Jews For Judaism)

 

Você sabia que existe um ramo do cristianismo cujos adeptos não se dizem cristãos, cujos adeptos se dizem judeus, e mais ainda, cujos adeptos se dizem judeus que encontraram e aceitaram o mashíach (messias)? Pois é, existe esse ramo do cristianismo sim. E o que é pior, esse ramo do cristianismo se autoapresenta como judaísmo messiânico.

A questão é, se existe um judaísmo messiânico, esse judaísmo é o próprio judaísmo autêntico, ou seja, aquilo que hoje é chamado de judaísmo ortodoxo. Se existem judeus messiânicos, os verdadeiros judeus messiânicos são os judeus autênticos (lê-se, os judeus ortodoxos). Isso é assim porque o judaísmo ensina a vinda do mashíach e todos os judeus a aguardam. Mas, para criar confusão entre judeus e não-judeus, um certo ramo de cristianismo teve a audácia de se autointitular e se apresentar para o mundo como o judaísmo messiânico, e seus adeptos como os judeus messiânicos. Por isso, cuidado com os autointitulados judeus messiânicos.

A cada ano, 1.000 grupos missionários cristãos evangélicos hebraizados (ou cristãos hebraístas) gastam mais de 300 milhões de dólares visando o povo judeu em todo o mundo, apresentando-se como judeus, para atrair judeus para a conversão. Nos últimos anos, estes grupos missionários conseguiram converter 350.000 judeus em todo o mundo. Eles apresentam o cristianismo sob o disfarce de judaísmo por chamarem seus clérigos ou pastores de “rabinos” e suas igrejas evangélicas de “sinagogas messiânicas”, por chamarem Jesus Cristo de Yeshua HaMashiach e o Novo Testamento de Brit HaChadasha, que significa Nova Aliança, por chamarem sua religião cristã de Judaísmo Messiânico, por não usarem a cruz e usarem símbolos judaicos, e por usarem nomes hebraicos e cantarem canções judaicas tradicionais. Esse ramo do cristianismo, o cristianismo hebraizado ou hebraísta (a que podemos chamar também de yeshuanismo), é composto por cristãos evangélicos. A igreja católica romana não pratíca mais a conversão de judeus.

Denominando a si mesmos de judeus para Jesus, cristãos hebreus, judeus messiânicos, eles celebram as festas judaicas com uma interpretação cristã. Eles realizam os serviços de Shabát, e usam kipá, talít e tsitsít para criarem a impressão de que um judeu pode ser cristão e ainda manter sua identidade judaica. Usando os Rolos da Torá, a iluminação das velas de Shabát (recitando as bênçãos — as bênçãos das velas de Shabát iniciam o dia de se fazer o Shabát), Kidúsh (bênção que inicia o ritual do Shabát) e Hamôtsi (bênção das duas chalót)*, eles fazem com que os judeus não afiliados se sintam confortáveis e bem-vindos em suas igrejas, pois eles sabem que qualquer judeu, mesmo um não afiliado, se sente desconfortável em uma igreja típica (um culto estranho para um deus estranho).

* Daqui depreendemos o motivo dos gentios ex-messiânicos quererem judaizar o movimento Bnei Noach. Eles permanecem judaizados pensando que não há problemas em manterem os rituais judaicos uma vez que já não acreditam mais em Jesus (Yeshua) e nem utilizam mais o seu nome nas bênçãos. (E a questão que surge quanto a isso é: mas se AGORA também sabem que não são judeus, que nunca foram, por que mantêm — querem manter  — os rituais judaicos?)

 

Assim, tais igrejas realmente conseguem a façanha de fazerem não-judeus ignorantes do judaísmo pensarem que são judeus e de fazerem judeus igualmente ignorantes do seu próprio judaísmo pensarem que AINDA* são judeus. Um judeu ex-cristão hebraizado (que abandonou esse ramo do cristianismo depois de uma reunião com o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet, do Chabad, que também foi o primeiro rabino supervisor da Ask Noah International) admite:
“Os únicos judeus que pareciam aceitar Jesus como o Messias eram judeus ignorantes do judaísmo.” E, “fui forçado a admitir que nem um único judeu dentre as pessoas que afirmavam ser judeus messiânicos jamais soube o que era o judaísmo autêntico.”
Geralmente, tudo o que os judeus ignorantes do judaísmo sabem é que Jesus foi judeu e que os judeus não acreditam em Jesus.

* Segundo a Torá, o nascido de mãe judia que se converte para outra religião deixa de ser judeu.

 

Esses missionários cristãos hebraizados são tão obcecados por quererem converter judeus que recentemente nos EUA e no Canadá eles se apresentaram como judeus ortodoxos e se infiltraram nas sinagogas.

Os missionários cristãos hebraizados podem alegar que existem mais de 300 “provas” bíblicas de que Jesus, chamado por eles de Yeshua, é o mashíach. Um exame cuidadoso dessas passagens, no contexto (e dentro da sua essência natural — judaica), imediatamente refuta esta alegação. Algumas dessas passagens são baseadas em traduções incorretas, a maioria são citadas fora de contexto e são baseadas em raciocínio circular, e algumas são realmente baseadas em textos totalmente fabricados. Assim, 300×0 ainda é 0!

É interessante notar que atualmente quase todos os teólogos cristãos admitem o fato de que o cristianismo original (de quase 100 anos antes da era civil) nasceu dentro do judaísmo e de que Jesus e seus discípulos eram inicialmente todos judeus (eles foram educados segundo as linhas judaicas e se consideravam judeus). Alguns poucos rabinos e judeus afirmam que Jesus é uma mitologia, que ele não existiu de verdade, que ele não foi uma pessoa histórica, e, parcialmente, eles estão corretos (levando em conta que o Jesus eclesiástico do primeiro século da nossa Era realmente não existiu, pois o Jesus em que ele foi baseado, o verdadeiro Jesus, nasceu em 90 antes da nossa Era e morreu em 54 antes da nossa Era. O cristianismo romano modificou a sua data de existência*) (veja:
https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/20/site-bnei-noach-a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo/ ).

* Por isso não há historiadores do primeiro século da nossa Era que falam da existência desse Jesus.

 

Por fim, temos a intrigante questão: o cristianismo (não importa qual o ramo, se é o hebraizado ou não) é idolatria? Há um consenso entre todos os judeus de todas as épocas de que PARA um judeu o cristianismo é sim idolatria. Porém, não há um consenso sobre se o cristianismo é idolatria para os próprios não-judeus. A verdade é que alguns rabinos dizem que sim, que o cristianismo é idolatria mesmo para os gentios, e que alguns rabinos dizem que o cristianismo NÃO é idolatria para os gentios* ▲. Como resolvemos este impasse? Com a verdade de que não importa se o cristianismo (ou, na verdade, qualquer religião gentílica) é ou não é idolatria para os gentios, o fato é que todas e quaisquer religiões são invenções dos próprios humanos (portanto, mentiras, falsidades e enganações — ainda que possuam nelas algum elemento da Verdade) (e não se deve dar origem à religiões, diz-nos Rabi Maimônides) e todos os humanos devem seguir apenas os Mandamentos que O PRÓPRIO D’us do judaísmo, Hashém, deu na SUA Palavra, na Torá, para toda a humanidade através de Moshé no Sinái em 2448 desde a Criação (a Única, portanto, a Verdadeira Revelação Divina). Assim, não importa se alguma religião gentílica ensina as chamadas Sete Leis de Noá (Noé) (do mesmo modo como mencionam os Dez Mandamentos) e se os seus adeptos seguem-nas (porque são ensinamentos de sua religião), isso não é Noaísmo e esses religiosos (sejam cristãos ou yeshuanistas, maometistas, ou outros) não são Noaítas (Noahites, no inglês).

* Por causa disso alguns desses rabinos se equivocam em suas próprias palavras e acabam afirmando que um gentio pode ser cristão ou que um cristão não necessita abandonar o cristianismo para servir D’us (como uma boa pessoa). Essas afirmações realmente servem apenas para cristãos desavisados ou desatentos (ignorantes por absoluto de Hashém e da Torá). Quanto a que um gentio pode ser cristão, poder e dever são duas coisas distintas. Qualquer um pode qualquer coisa. Não significa que deva. Então, alguém pode ser cristão mas isso não significa que deva ser cristão. Que qualquer pessoa pode ser um bom cristão, qualquer pessoa de qualquer religião, ou sem religião, pode ser uma boa pessoa. Que bons cristãos (mesmo sendo cristãos) serão recompensados (por suas boas ações) por Hashém, quaisquer boas pessoas de todas as religiões, ou sem religião, serão divinamente recompensadas por suas boas ações.
Boas ações não tem nada a ver com princípios de fé corretos.

 

▲ De qualquer modo, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/10/10/site-bnei-noach-os-gentios-os-nao-judeus/

 

Nós, do site a-fe-original–noaismo.info, declaramos que somos Noaítas (Bnei Noach, no hebraico), que seguimos o Noaísmo, portanto, não-judeus que devotam Hashém cumprindo SUAS Mitsvót Universais. Não somos cristãos nem somos cristãos hebraizados/hebraístas ou yeshuanistas nem maometistas. Não acreditamos em Jesus ou Yeshua nem em Muhammad (Maomé) ou em quaisquer outros falsos profetas. Não acreditamos no novo testamento ou brit hachadasha nem no Alcorão ou Quran ou em quaisquer outros livros dos outros falsos profetas.

 

Por Noaismo.info (baseado em Jews For Judaism)

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O Projeto Noaismo Info tem o prazer, o orgulho e a honra de apresentar à Comunidade Judaica de Língua Portuguesa o Panfleto:
Sete Respostas Para os Messiânicos.

Acesse o link abaixo para baixar gratuitamente o panfleto no formato PDF 

7 Respostas para os Judeus Para Jesus (Jews For Judaism_Noaismo.info)

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo

A verdadeira história de Jesus e do cristianismo

A Fé Original: Noaismo.info

O Site Bnei Noach

B”H

 

Se, como muitos cristãos e messiânicos admitem hoje, Jesus era judeu, quem conhece melhor a sua história senão os próprios judeus?

Jesus existiu mesmo ou é uma lenda?
Quem era Jesus?

 

A VERDADEIRA história de Jesus e do cristianismo

O Jesus histórico dentro do judaísmo

 

Por Projeto Noaismo Info

(Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”. Por exemplo: “Hashém”, “Mishná”, “Yeshú”, “Shimeón”, etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”. Por exemplo: “Nôach”, “Perachyáh”, “Yochanán”, “Pêssach”, etc.

Exemplos de termos hebraicos contendo o “sh” (som de “CH”) e o “ch” (som de “RR”): “mashíach”, “Shátach”, etc.)

 

Houve uma época em que os cientistas (ateus) ficaram inclinados a tratar todos os tipos de fundadores de religiões como puras lendas. Assim, pessoas como Avrahám e Moshé, Gautama Buda, Jesus e Mohammed, etc., tornaram-se mitos. Porém, no âmbito histórico, as coisas nunca funcionaram dessa maneira (os historiadores em si nunca ensinaram a não-historicidade dessas personagens). Hoje em dia, qualquer pesquisador que defenda que qualquer uma das pessoas citadas acima é um mito, uma lenda, não é levado a sério. Hoje em dia, está comprovado pela História que essas pessoas existiram de fato. Hoje em dia, há unanimidade entre os historiadores de que em algum momento da História existiu mesmo um homem chamado Jesus. A controvérsia existente hoje não é mais sobre se ele existiu ou não – ele existiu sim – mas sobre que tipo de pessoa ele era.

O judaísmo nunca duvidou da historicidade de Jesus. O judaísmo sempre aceitou que Jesus existiu de fato (alguns poucos judeus individuais – influenciados por ateus – sustentam que Jesus é um mito). Os grandes mestres judeus nunca negaram a historicidade de Jesus.

Outra questão comprovada, um fato, é o de que Jesus nasceu judeu. Ele não era um gentio. E aqui também o judaísmo sempre concordou e ensinou que Jesus nasceu judeu de fato. Porém, nascer judeu não significa ter de morrer judeu. A pessoa pode se desviar da Fé, e deixar de ser judeu. E aqui entramos numa questão praticamente desconhecida das pessoas em geral, que, segundo o judaísmo, Jesus, apesar de ter nascido judeu, não permaneceu judeu a vida toda, ele se desviou, tornou-se idólatra e também fundador de uma nova fé, e assim deixou de ser judeu.

Hoje em dia, a maioria dos historiadores afirmam que Jesus não apenas nasceu judeu mas que também morreu judeu, ou seja, que Jesus era um judeu exemplar, que praticou o judaísmo toda a vida, que ele seguia a Torá, que ele nunca fundou uma religião.

Apesar dessa opinião ser apresentada como um fato pela maioria dos historiadores hoje em dia, esta não é a posição do judaísmo (ainda que alguns judeus individuais defendam-na também). Além disso, há outros detalhes de sua vida – curiosos e interessantes – apresentados de maneira diferente pelo judaísmo.

 

O Jesus histórico e fatos de sua vida

Jesus não viveu no primeiro século de nossa era. Jesus (ou Yeshú, como ele é chamado dentro do judaísmo) nasceu em 3671 da Criação ou 90 antes da era comum. Portanto, Jesus nasceu há 2107 anos, no reinado de Alexandre Yannai (ou Alexandre Janeu) (veja tabela abaixo). Jesus viveu na chamada era hasmoneana. Sim, Jesus viveu quase 100 anos antes do que dizem que ele viveu. Míriam, sua mãe, era noiva de Yochanán (João) (que em outra versão equivocada ou distorcida chama-se Pappos), mas concebeu de outro homem, um não-judeu (ref. Rabi Maimônides), Yossêf* (José) (daí ela ser referida também pelo apelido depreciativo “stada”, abreviatura de “esta [senhora] desviou-se de seu marido”, ou seja, um sinônimo de ‘infiel’). Yeshú foi originalmente chamado Yehoshúa (Josué). (E como foi que ele passou de Yehoshúa para Yeshú? Porque Yeshu é um acrônimo de “yemach shemo vezichro” ou “que seu nome e memória sejam apagados”.)
Yeshú foi educado normalmente, como um judeu. Ele foi aluno de seu tio, irmão de Míriam, o Rabino Yehoshúa ben Perachyáh**, um sábio da Torá, e que também foi presidente do Sanhedrín. Mas, num determinado momento, Jesus abandonou o judaísmo, a Torá, o D’us de Israel (Hashém). Jesus esteve no Egito e lá aprendeu feitiçaria. E depois de retornar do Egito para a Terra de Israel, Jesus realmente praticou a feitiçaria e também praticou a idolatria e ainda fundou uma nova religião, desencaminhando a muitos judeus (por exemplo, só os que o escoltavam eram 300). Portanto, Jesus nasceu judeu (sua mãe era judia), mas deixou o judaísmo e tornou-se idólatra e falso profeta, um apóstata.
Um homem chamado Yehudá (Judas) – apoiado pelos Sábios – se dispôs, então, a trabalhar para desacreditá-lo (chegando até mesmo a fingir ser um discípulo seu). Por fim, Yeshú foi capturado e sentenciado à morte (não foi capturado, julgado e morto pelos romanos – tampouco por Pôncio Pilatos -, não, mas) pelos próprios judeus – pelo tribunal judaico (ref. Rabi Maimônides). Aos 36 anos, em 3707 da Criação ou 54 antes da era comum (portanto, há 2071 anos), no reinado de Yochanán Hyrcanus II (ou João Hircano II), na véspera de Pêssach, Jesus foi apedrejado e depois foi pendurado num madeiro (e não crucificado/pregado numa cruz romana). Nesta época (de 54 aec, quando Yeshú foi executado), o presidente do Sanhedrín era o Rabi Shimeón ben Shátach (irmão da rainha Salomé Alexandra, a esposa do rei Alexandre Yannai/Janeu) (veja tabela abaixo).

 

* É muito interessante a tese de Rochus Zuurmond: “Continuo achando bem provável que “Pantera/Pandera” seja uma deformação acintosa d[a palavra grega] parthenos = virgem. Deformar, de propósito, o nome de um inimigo era (e é) um uso bastante comum.” Bart D. Ehrman diz: “Em grego, a palavra para virgem é parthenos, cuja grafia se aproxima de Panthera.” Neste caso, portanto, Yeshú é o “ben Pandira (ou, ben Panther)”, e não o seu pai, Yossêf. Ou seja, Yossêf não se chamava “Yossêf Pandira” ou “Yossêf ben Pandira”. O pai de Yeshú era conhecido simplesmente como Yossêf, e somente Yeshú era chamado “ben Pandira (Panther/Pantera/Pandera/Pander)”, apelido distorcido de “ben parthenos” (filho da “virgem”).

O Jesus cristão, o Jesus fundador do cristianismo, ele é o Yeshu ben Panthera e o Yeshu ben Stada.

 

** A obra judaica Pirkê Avót (A Ética dos Pais, ou, A Ética dos Sábios) contém um dito do Rabi Yehoshúa ben Perachyáh (em 1:6 {Capítulo 1, Mishná 6}).

 

Logo após a sua morte, 12 dos seus discípulos se encarregaram de ir pregar para as nações. E a Terra de Israel, por 30 anos, continuou dividida entre judeus e seguidores da fé yeshuítica (judeus apóstatas). Foi uma época muito conturbada para o povo judeu, como nunca acontecera. Os judeus eram perseguidos e mortos (por “judeus”). Por fim, os Sábios escolheram o Tsadíc Shimeón (Simão) Cefas para dar um jeito nesta situação (interessante notar que o autor de Coríntios distingue Cefas – tratado pelos cristãos como se realmente tivesse sido um cristão – de 12 homens (além do próprio fato de que Paulo também não fazia parte dos 12)). Ele, fingindo ser um enviado de Yeshú, conseguiu fazer com que os cristãos (os judeus apóstatas) parassem de perseguir e matar os judeus e conseguiu também, finalmente, fazer os cristãos e o cristianismo se desligarem por completo dos judeus e do judaísmo. Ele escreveu os Evangelhos e outros livros sagrados cristãos e introduziu muitos novos costumes (novos mandamentos e novas festividades) entre os cristãos. Curioso e interessante é o fato, segundo algumas opiniões, de que ele (Shimeón) ficou conhecido entre os cristãos como Paulo (porém, segundo outras opiniões, Shimeón e Paulo eram duas pessoas distintas). Historicamente falando, Shimeón Cefas e Paulo foram duas pessoas históricas distintas que viveram em épocas distintas. Shimeón Cefas foi contemporâneo do próprio Yeshú. Paulo viveu cerca de uns 100 anos depois de Yeshú e Shimeón. Ele foi o responsável pelo cristianismo que surgiu no primeiro século de nossa era. (E, muito provavelmente, Paulo não era judeu. Ele foi o que hoje conhecemos como os messiânicos, um cristão hebraísta, quer dizer, um cristão se passando por judeu – veja por exemplo, 1 Coríntios 9:20.)
Portanto, Shimeón ajudou a salvar o povo judeu fingindo ser um seguidor de Yeshú, mas ele mesmo não era apóstata, antes, permaneceu fiel ao judaísmo até a sua morte (ele fez os cristãos construirem uma caverna em uma montanha em Roma sob a alegação de que ele precisava de uma área isolada para falar com Yeshú, quando, na verdade, ali ele cumpria a Torá).

Quando houve a ruptura entre o judaísmo e a fé yeshuítica, houve ao mesmo tempo uma divisão dentro da fé yeshuítica: ao se separarem dos judeus, os cristãos ficaram divididos entre aqueles que se tornaram apáticos aos judeus e o judaísmo e aqueles que ainda tinham uma simpatia pelos judeus e o judaísmo. Portanto, quando o cristianismo saiu de dentro do judaísmo, o próprio cristianismo se dividiu em duas correntes principais. Apesar delas terem se tornado antagônicas, (ao que parece) elas conviveram em paz. Uma corrente se tornou o gnosticismo. Os gnósticos, em geral, eram totalmente antijudaísmo, antijudeus, antitorá, e antihashém, e abandonaram por completo todas as práticas judaicas (obviamente, haviam indivíduos – e até mesmo alguns grupos – que não eram totalmente aversos às coisas judaicas). A outra corrente se tornou o ebionismo. Os ebionitas, em geral, se mantiveram simpatizantes dos judeus e do judaísmo, e acabaram por resgatar as práticas judaicas. Desenvolveram então um pseudo-“judaísmo”, e eram até mesmo confundidos (por outros não-judeus) com os judeus.

Foi então que cada religião resolveu reescrever a história de Yeshú e do cristianismo à sua própria maneira.
Os gnósticos “repintaram” Yeshú e o cristianismo como não tendo absolutamente nada a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel.
Os ebionitas, por outro lado, considerando-se “judeus”, mas na verdade sendo judaizantes, “repintaram” Yeshú e o cristianismo como tendo absolutamente tudo a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel. A propósito, foram exatamente eles mesmos que começaram a defender a idéia de que Yeshú não era o idólatra e apóstata que os outros diziam que era, mas que ele havia, sim, sido um judeu exemplar, que praticava o judaísmo e a Torá, e que morreu fiel a Hashém*.

 

* É interessante o fato de que dentro dos próprios ebionitas haviam aqueles que afirmavam que Yeshú era de fato filho de Maria com (um) José, e outros que afirmavam que Yeshú havia mesmo nascido de uma virgem.

 

Posteriormente veio a existir entre estas duas linhas cristãs (gnósticos e ebionitas) uma terceira linha  (a de Paulo) que, a princípio, não era evidente, mas que a partir do final do 1° século da nossa era para o começo do 2°, começou a tomar corpo e a se destacar (os proto-católicos/aqueles que faziam uma mescla dos conceitos gnósticos com os conceitos ebionitas).

 

Portanto, estes são os fatos:

Existiu, sim, um homem chamado “Jesus” (na verdade, Yehoshúa, que depois tornou-se Yeshú). Era filho de Míriam e Yossêf (José). Yeshú ficou famoso entre os judeus por dizer-se o “ben ‘parthenos'” (o “filho da ‘virgem'”), palavra da qual se derivou a forma “panthera”. Mas os judeus também chamavam-no de o “ben stada” ou o “filho da “infiel””. O judaísmo assim nos diz. E este homem histórico nasceu, sim, judeu. Porém, se apostatou. O cristianismo nasceu, sim, dentro do judaísmo/os seguidores diretos de Yeshú eram judeus (o cristianismo não é uma religião gentia; não foram gentios que inventaram o cristianismo, foram judeus apóstatas (judeus que até então eram de fato judeus mas que, ao assumirem uma nova Fé, se desligaram ou foram desligados do judaísmo). Agora, também é certo que, apesar do cristianismo ter nascido dentro do judaísmo, ter sido fundado por um judeu (de nascimento/um judeu apóstata, o Yeshú), sua Fé não era e nunca fôra judaica. A pregação cristã começou com um judeu, mas a Fé pregada por ele não era de modo algum de origem judaica. Daí podemos agora compreender porque a Fé cristã está tão intimamente enraizada no mundo gentio (apesar de sua origem judaica): influências egípcias, persas ou zoroastrianas, gregas ou platônicas, etc., porque o próprio Yeshú teve contato com estas crenças (algumas ou todas) e as incorporou em seus ensinamentos, e, além disso, posteriormente, depois de sua morte, e depois que os cristãos gnósticos se separaram dos cristãos ebionitas, o cristianismo gnóstico foi ainda mais influenciado por crenças gentias. Porém, ainda antes mesmo do que seria o 1° século de nossa era, o cristianismo já havia se separado do judaísmo e se tornado uma religião independente e distinta. As duas principais correntes cristãs se separaram uma da outra e tornaram-se dois cristianismos independentes, um não-judaizante, os gnósticos, e um judaizante, os ebionitas. Ambos reescreveram a história de Yeshú e seus seguidores a seu próprio modo. E por fim, no que seria o final do 1° século de nossa era para o começo do 2° século, uma terceira forma de cristianismo (fundada por Paulo) se consolidou. Este cristianismo (proto-católico), da mesma maneira que os outros cristianismos, reescreveu a história de Yeshú e seus seguidores a seu próprio modo, mas foi INOVADOR em transportar Yeshú de cerca de uns 200 anos antes para uns 100 (o que seria o início do nosso 1° século).
Mas, por que este cristianismo (proto-católico), diferente dos outros dois, acabou transportando a vida de Yeshú e seus seguidores de 90 antes da era comum para o que seria o início do nosso 1° século? Eles falsificaram o ano de seu nascimento para convencer as massas de que a destruição do Bêt Hamicdásh ocorreu pouco depois de sua morte e que foi uma punição aos judeus por terem-no matado.

 

Enfatizando, agora em outras palavras:

A questão de que Yeshú não seguia a Torá não é uma invenção de “Roma”*;
a questão de ter Yeshú nascido de uma “virgem” também não é uma invenção de “Roma”;
a questão da divindade de Yeshú (o deus-homem) também não é uma invenção de “Roma”;
e, a questão de que Yeshú fundou uma nova Fé também não é uma invenção de “Roma”.
De acordo com o judaísmo, o próprio Yeshú deixou o judaísmo e pregou (fundou) uma nova Fé (religião) (o próprio Yeshú ensinava que a Torá – a Lei de Moshé – foi anulada), e o próprio Yeshú se dizia nascido de “virgem”, se dizia o messias, e se dizia até mesmo divino ou deus (ou o próprio deus em pessoa) (foi ele mesmo que distorceu e aplicou a si mesmo muitos textos bíblicos – tais como Isaías 11:1 (daí ele também ser chamado no judaísmo de Yeshu Hanotsrí (Yeshú o notsrí) – palavra que depois foi deformada pelos cristãos resultando em ‘o nazareno’); (Is.) 7:14; Salmos 110:1; etc.).
(E, também, até mesmo a própria questão da acusação contra os judeus pela morte de Yeshú não é uma invenção de “Roma”, pois, de fato, foi o tribunal judaico que executou Yeshú.)

 

* Por exemplo, não foi “Roma” que trocou o shabát pelo domingo, foi o próprio Yeshú que instituiu a celebração do domingo.

 

Sobre Flávio Josefo

Quanto ao que se chama de “testemunho de Flávio Josefo” (Testimonium Flavianum), no livro História dos hebreus, devemos levar em conta o fato de que nas passagens em que Josefo realmente trata de Pôncio Pilatos, em parte alguma ele o conecta a Yeshú (é na suposta passagem de Yeshú que Yeshú está conectado a Pôncio Pilatos, não o contrário (e esta menção nos lembra, e muito, o chamado “credo apostólico” {aliás, todo o parágrafo “de Josefo” nos faz lembrar do credo})), assim como também o fato de que nem Herodes, nem Arquelau, nem Agripa, e nem João (Batista) estão conectados a Yeshú.

E o mesmo ocorre no livro Guerra dos Judeus, onde nem Herodes nem Arquelau nem Pilatos são conectados a Yeshú.

E é interessante notar que por mais que Josefo trate de Herodes, em momento algum ele descreve uma chacina de bebês (a chamada “matança dos inocentes”). Bart D. Ehrman explica: “O fato [é] que não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar.”

Mas e quanto à “Tiago, irmão de Jesus chamado o Cristo” escrito por Josefo na História dos hebreus? O certo é que pode mesmo esse Tiago ter tido um irmão chamado Jesus, que logicamente não é Yeshú, ou também pode não ter tido, então, ou a frase inteira, “irmão de Jesus chamado o Cristo”, ou, “chamado o Cristo”, são interpolações cristãs. Alguns têm defendido que apenas “chamado o Cristo” é uma interpolação, e que esta passagem se refere à Tiago, o irmão do sumo sacerdote Jesus ben Daneu (Damneus) (ou Jesus ben Damnaios). Por outro lado, por exemplo, a historiadora Tessa Rajak defende que a frase inteira é uma interpolação.
(De acordo com o judaísmo, qualquer um destes dois conceitos está correto, já que mesmo que Yeshú tenha tido um irmão chamado Tiago, este Tiago viveu OBVIAMENTE no tempo de Yeshú, ou seja, no 1° século ANTES da era comum e não no 1° século da nossa era.)

Roque Frangiotti nos diz de Voltaire sobre Josefo:
“Voltaire, ao comentar essa [suposta] passagem [de Jesus em Josefo], observa que: “Os cristãos, por uma dessas fraudes ditas piedosas, falsificaram grosseiramente um passo de Josefo. Atribuem a esse judeu, tão fanático de sua religião, quatro linhas ridiculamente interpoladas”.” “Na sequência, Voltarie [observa o seguinte:] “Esse historiador [Flávio Josefo], que não dissimula nenhuma das crueldades cometidas por Herodes, nunca fala do [suposto] massacre, por ele ordenado, de todas as crianças (o massacre dos inocentes),” em consequência do nascimento de Jesus, conforme afirma o “novo testamento”.

É interessante notar que, lendo o relato de Josefo, se removermos a suposta passagem de Yeshú, o parágrafo anterior se encaixa bem ao posterior, com o texto fluindo naturalmente.

A historiadora Tessa Rajak (bem como alguns outros historiadores) (assim como fê-lo Voltaire) defende que o parágrafo inteiro é uma interpolação cristã. E, logicamente, levando em conta o ensinamento do judaísmo – o de que Yeshú existiu mesmo e viveu uns 100 anos antes da data cristã popular (na verdade, nasceu em 90 antes da era comum) – fica mais do que evidente que, de fato, a passagem inteira de Josefo é uma interpolação cristã.

Já quanto à Tácito, ele estava tratando dos cristãos e apenas escreveu o que ouvira dizer sobre Jesus (e como se dizia que fora morto por Pôncio Pilatos, é isso mesmo o que ele escreveu).

 

Ateus não-acadêmicos inventaram o “deus-sol Jesus”

Os defensores da teoria do “deus-sol Jesus” oferecem alegações “sensacionalistas tão extravagantes, errôneas e mal fundamentadas que não é de se surpreender que não sejam levados a sério pelos” “estudiosos autênticos” de história antiga. Se os textos sensacionalistas escritos por estes não-acadêmicos (quer dizer, não-especialistas) “despertam alguma reação nos estudiosos qualificados, é simplesmente de perplexidade por ver matérias tão inexatas, com base em pesquisas tão malfeitas, sendo publicadas.” Estudiosos “desse gênero” (os defensores do deus-sol Jesus) “não deveriam se surpreender de ver que suas idéias não são levadas a sério por estudiosos autênticos (professores universitários de estudos religiosos – especialistas em Novo Testamento, cristianismo primitivo e religiões antigas em geral), que seus textos não são resenhados em publicações acadêmicas ou mencionados pelos especialistas da área.”
“Historiadores da antiguidade sérios ficam escandalizados com” as teorias de que os deuses pagãos, como “Osíris, Dionísio, Attis, Adônis, Baco, Mitra”, etc., “nasceram em uma caverna em 25 de dezembro do ventre de uma virgem mortal diante de pastores e reis magos,” transformaram água em vinho, tiveram 12 seguidores, etc., morreram (e morreram, as vezes, até mesmo crucificados, e morreram como sacrifício pelos pecados do mundo), ressuscitaram, ascenderam ao céu e voltarão à Terra. “Não existem evidências” históricas para essas afirmações sensacionalistas. “Nenhuma fonte antiga diz nada disso sobre Osíris, nem dos outros deuses.” Estas afirmações “são repletas de inconsistências e dados obviamente falsos.”

 

Ex-cristãos, os Bnei Nôach e Yeshú (Jesus)

Muitos ex-cristãos (que agora se dizem Bnei Nôach) têm atacado sua antiga religião afirmando que Yeshú não existiu realmente, que ele é uma invenção, um mito (semelhante aos mitos dos deuses pagãos) – indo contra a sua historicidade apoiada tanto pelos historiadores quanto pelo próprio judaísmo. Porém, esta teoria (do Jesus mitológico) é utilizada exatamente pelos ateus* – que obviamente também pregam que Hashém não existe, e que, por exemplo, ELE nunca SE revelou no Monte Sinai ao povo judeu – a 3 milhões de pessoas – no ano 2448 da Criação (não tendo havido também a Criação) – pois obviamente é mais cômodo e prático para eles (os ateus) simplesmente afirmarem que Moshé (Moisés) e Yeshú (Jesus) não existiram. Tais ex-cristãos, ao invés de dizerem que Yeshú não existiu, o que não é a verdade (e prestando assim um desserviço), deveriam dizer a verdade**, a de que ele existiu sim, mas também dizer (na verdade, ensinar, e não, debater) a verdade de que Yeshú (Jesus) abandonou o judaísmo, que ele era um transgressor, um violador dos Mandamentos de Deus (Hashém), que ele não vivenciava a Torá (A Palavra Única – original – de Deus (Hashém)), e que ele desviou muitas pessoas da devoção a Deus (Hashém). E que são por estes motivos, verdadeiramente, que ele não é e nunca foi considerado o mashíach pelos judeus.

 

* Certamente há ateus que aceitam a historicidade de Yeshú.

 

** Estes Bnei Nôach (ex-cristãos) devem rever seu pré-conceito e reavaliar sua posição extremista refletindo exatamente em, se Yeshú não existiu de verdade, de que modo, então, o próprio judaísmo revela o ano em que ele viveu, quanto tempo viveu, o ano em que ele morreu e porque e como ele morreu.
Como Yeshú não existiu se a história da existência dele foi tirada de dentro do próprio judaísmo?
Como explica o Rabi Moshe Bogomilsky (Chabad): “É interessante notar que a informação autêntica que os cristãos têm sobre Yeshú é tirada de nossas fontes. A razão é que, durante sua vida, o mundo em geral soube muito pouco sobre ele e não teve nenhuma consideração por ele. Cerca de cem anos após sua morte [(metade do primeiro século da nossa era)], certos indivíduos decidiram torná-lo o fundamento de sua nova crença e começaram a fabricar [algumas] histórias de sua grandeza.”

 

* * *

Devarím/Deuteronômio 13:1-6, 11, 12; 21:22, 23

“Tudo quanto EU (D’us) vos ordeno (aos judeus) (na Torá – os 5 livros de Moshé), isso cuidareis de fazer; não acrescentareis nem subtraireis a isso nada. Se um profeta se levantar no meio de ti (alguém de dentro do próprio povo judeu), ou um sonhador, e te der um sinal do céu ou um milagre da terra, e realizar-se o sinal ou milagre de que te falou, e te disser: ‘Vamos atrás de outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los!’ – não obedecerás às palavras daquele profeta ou daquele sonhador; porque Havayah, vosso D’us, vos está testando para saber se amais a Havayah, vosso D’us, com todo vosso coração e com toda vossa alma. Após a Havayah, vosso D’us, andareis; a ELE temereis, Seus mandamentos (mitsvót) guardareis e a Sua voz ouvireis; a ELE servireis e as Suas qualidades adotareis. E aquele profeta ou aquele sonhador será morto (será julgado, condenado e executado pelo Tribunal judaico), porquanto pregou falsidade em Nome de Havayah, vosso D’us, que vos tirou da terra do Egito e que vos remiu da casa de escravos, para vos desviar do (judaísmo, o) caminho (espiritual) que (O PRÓPRIO) Havayah, vosso D’us, vos ordenou (aos judeus) para andar nele; e eliminarás o mal do meio de ti. E o apredejarás, e morrerá, pois procurou desviar-te de Havayah, teu D’us, que te tirou da terra do Egito, da casa de escravos. Todo o (Povo de) Israel ouvirá (sobre tal execução) e temerá, e não voltará a fazer uma COISA MÁ como esta no meio de ti.

E quando houver num homem um pecado digno de pena de morte (por apedrejamento) e for executado, (após a sua execução ainda) o pendurarás num madeiro. Mas não pernoitará seu cadáver no madeiro, porém certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é um desprezo a Havayah, e não contaminarás a tua terra (de Israel), que Havayah, teu D’us, te dá em herança.”

* * *

* * *

Interessante notar que segundo o Báal Haturím (Rabi Yaacóv ben Ashér), as palavras (em Devarím/Deuteronômio 13:2) “um profeta (se levantar) no meio de ti” têm o valor numérico de 387, o mesmo valor numérico das palavras “esta é a mulher e seu filho” – referindo-se à mãe infame (Míriam/Maria) que trouxe para o mundo um filho (Yeshú o notsrí) que se tornou o fundador do cristianismo.

Portanto, já existia na própria Torá uma dica de que Yeshú era um falso profeta e deveria ser morto.

* * *

 

Cronologia Hasmoneana (Época de Jesus/Yeshú – Os contemporâneos de Jesus/Yeshú)

 

● Yeshú (Jesus)

(Jesus não foi um mito. Ele existiu mesmo. Ele viveu)
de 3671 a 3707 da Criação;
data secular: de 90 aec a 54 aec;
36 anos de vida;
nasceu há 2107 anos;
morreu há 2071 anos.
(Viveu quase 100 anos antes da data que lhe foi atribuído pela igreja.)

● Rei Alexandre Yannai (A. Janeu)

de 3636 a 3685 da Criação;
data secular: de 125 aec a 76 aec;
49 anos de vida;
rei da Judéia;
reinou 27 anos: de 3658 a 3685 da Criação (103 aec a 76 aec).

● Rabi Yehoshúa ben Perachyáh (Y. b. Perahiá)

irmão de Míriam, mãe de Yeshú, tio de Yeshú;
professor de Yeshú;
Sábio da Torá, foi também o presidente do Sanhedrín no período de cerca de 3623 a 3678 da Criação (c.138 aec a 83 aec).

●Rabi Shimeón ben Shátach (Simão ben Shetach)

irmão da rainha Salomé Alexandra (esposa do rei Alexandre Yannai);
foi o presidente do Sanhedrín no período de 3678 a 3703 da Criação (83 aec a 58 aec).

● Rainha Shulamit Alexandra (ou Salomé A.)

também conhecida como Shalomtsion* Hamalka (A paz de Tsión-A rainha);
esposa do rei Alexandre Yannai;
irmã do Rabi Shimeón ben Shátach;
(viveu) de 3621 a 3694 da Criação;
data secular: de 140 aec a 67 aec;
73 anos de vida;
reinou 9 anos: de 3685 a 3694 da Criação (76 aec a 67 aec).

* Shlomtzion.

 

Uma Realização de Projeto Noaismo Info

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Padrão
A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo

A TORÁ ORAL

A Fé Original: Noaismo.info

O Site Bnei Noach

 

B”H

Noaísmo e A TORÁ E OS JUDEUS E O JUDAÍSMO


“Assim disse HaVaYaH dos Exércitos: ‘Naqueles dias, dez homens de diferentes línguas e de todas as nações segurarão a orla das vestes do judeu, dizendo: Iremos contigo, porque sabemos que D’us está contigo!’” – Zechariá (Zacarias) 8:23

 

1° A VERDADE HISTÓRICA DA REVELAÇÃO DIVINA NO SINAI

2° A AUTORIA DA TORÁ

3° CONHECIMENTO E FÉ

4° OS FUNDAMENTOS DO JUDAÍSMO

5° A TORÁ ORAL

6° OS TREZE PRINCÍPIOS DA FÉ JUDAICA


 

A Torá Oral

Muitas pessoas fazem uma pergunta aparentemente legítima: se a Torá Oral se originou de D’us, por que houve a necessidade de ser a mesma contestada, discutida e esclarecida?

O judaísmo se diferencia de todas as outras religiões pelo fato de não se ter originado de uma pessoa que alegava ter recebido uma mensagem das Alturas. Todas as outras começaram a partir de um indivíduo que, através de seus ensinamentos, arregimentava adeptos e convertidos. Apenas o judaísmo foi criado por D’us, ao reunir três milhões de pessoas no sopé do Monte Sinai, ocasião em que, pela primeira e única vez, revelou-SE abertamenteA veracidade da Torá é, pois, irrefutável, sendo esta a razão para que nem mesmo as demais religiões* fundadas a partir do judaísmo tenham sequer ousado negar sua origem Divina. Essa Revelação Divina, que se seguiu ao Êxodo do Egito, forjou um vínculo entre D’us e o povo judeu em todas as gerações. Este vínculo foi estabelecido pela Torá. Portanto, é claro que a Torá é o pilar do judaísmo, e que sem a mesma não haveria religião judaica.

(* Cristianismo, Islamismo, Kardecismo, etc.)

Apesar de o termo Torá abranger todos os fundamentos, leis e ensinamentos do judaísmo, literalmente refere-se aos 5 livros que nos foram transmitidos por D’us – letra por letra – a Moisés no Monte Sinai. Os cinco livros de Moisés – Bereshít (Gênese), Shemót (Êxodo), Vayikrá (Levítico), Bamidbár (Números), Devarím (Deuteronômio) – compõem o que conhecemos como a Torá Escrita, ou Torah she-Bichtav.

D’us também transmitiu a Moisés a Torá Oral, Torah she-Be’alpeh, que consiste das interpretações e explicações dos mandamentos da Torá Escrita. Moisés possuía o mais alto grau de profecia e, por isso, D’us pôde ensinar-lhe a Torá Oral de forma abrangente e detalhada. Pois está escrito: “Falava D’us a Moisés face a face, como um homem qualquer fala a seu amigo” (Êxodo 33:11). Ao mencionar especificamente a transmissão da Torá Oral, D’us disse: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas” (Números 12:8).

A transmissão da Torá Oral é claramente revelada na Torá Escrita. Pois está escrito: “São estes os estatutos, juízos e leis (Torá) que deu HaVaYaH entre SI e os filhos de Israel no Monte Sinai, pela mão de Moisés” (Levítico 26:46). É importante notar que a palavra Torá está no plural, pois se refere tanto à Torá Escrita quanto à Oral (Rashi; Sifra). Em outra parte da Torá Escrita, D’us diz a Moisés: “Dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei e os mandamentos que escrevi” (Êxodo 24:12). As tábuas de pedra são os Dez Mandamentos, a lei (Torá) significa a Torá Escrita e os mandamentos referem-se à Torá Oral. De fato, a Torá Escrita faz inúmeras alusões à Torá Oral. Por exemplo, está escrito: “Então matarás as tuas vacas e tuas ovelhas…como te ordenei” (Deuteronômio 12:21). Isto implica na transmissão das instruções sobre o abate casher de animais, apesar de que não são dadas explicações. De fato, a maioria de nossos mandamentos nunca são explicados na Torá Escrita. A mitzvá da guarda do Shabát é um dos Dez Mandamentos, mas não há nenhuma instrução sobre o significado de guardar o Shabát. São mencionados, também, outros mandamentos tais como a colocação de mezuzót, de tefilín, o cumprimento das festas judaicas, mas não são discutidos, de fato, na Torá Escrita. Está bem claro que todas as instruções são encontradas na Torá Oral.

Mas, por que razão, D’us não teria transmitido a totalidade da Torá por escrito?

O Rabi Aryeh Kaplan comenta em sua obra Guia do Pensamento Judaico, que a Torá Oral tinha o propósito de ser transmitida do mestre para o discípulo. Desta forma, o aluno não confiaria em sua própria interpretação de um texto escrito, e buscaria esclarecimento para suas dúvidas com seu mestre. Se a totalidade da Torá tivesse inicialmente sido escrita, as pessoas iriam interpretá-la como o desejassem, e isso iria causar importantes desavenças no seio do povo judeu. E já que a Torá Oral não podia ser escrita, dependeria de autoridades centrais para preservá-la e ensiná-la sem dar margem a ambigüidades.

Há uma razão ainda mais forte para a necessidade de uma Torá Oral. Apesar de a Bíblia Hebraica originalmente ter sido dada apenas ao povo judeu, foi adotada por grande parte da humanidade. A Divina Providência utiliza-se da Bíblia Judaica para pouco a pouco levar a humanidade até mais perto da Verdade Suprema. Se a Torá tivesse sido totalmente escrita, outros povos a teriam adotado, e o povo de Israel deixaria de ser único e singular. Em um dos livros de nossa Bíblia, D’us confirma-o através desta frase: “Embora eu lhe escreva a minha Torá em 10 mil preceitos, estes seriam tidos como coisa estranha” (Oséias 8:12). Assim sendo, a Torá Oral não apenas define a Torá Escrita, mas é o fator que realmente distingue o judaísmo de toda a outras religiões.

A Mishná

Antes de falecer, Moisés escreveu os 13 rolos da Torá e ensinou a Torá Oral ao profeta Josué bin Nun. A Torá Oral foi então transmitida por Josué aos anciãos de Israel, a seguir aos profetas e, por fim, ao Sanhedrín. Este, ou sinédrio, era a corte suprema de Israel, e tinha a missão de guardar, interpretar e legislar sobre todos os assuntos acerca das leis da Torá. Durante o período do Segundo Templo, o Sanhedrín codificou a Torá Oral. Essa codificação tornou-se conhecida como a Mishná. Uma razão para esse nome foi o fato de revelar que o propósito da codificação da Lei Oral era o de que seria revista (em hebraico, shaná) continuamente, até que fosse memorizada. Os sábios que originalmente ensinavam a Mishná eram conhecidos como os Tanaim.

A Mishná foi posteriormente colocada por escrito pelo Rabi Yehuda ha-Nasi, a quem comumente nos referimos como Nosso Santo Rabino. Este erudito reuniu todas as leis, tradições, explicações e comentários de toda a Torá e a seguir compilou-os na Mishná que hoje conhecemos. Terminou seu trabalho no ano de 3948 (188 antes da era comum).

Mas por que motivo o Rabi Yehuda ha-Nasi teria rompido com a tradição de não se escrever a Torá Oral?

Porque, com a destruição do Segundo Templo, a Torá Oral corria o perigo de ser esquecida. Diminuía o número de eruditos estudiosos da Torá e os judeus se dispersavam por todo o mundo. O Rabi Yehuda ha-Nasi, portanto, escreveu a Mishná para que mesmo que os judeus se afastassem de seus mestres, ainda assim poderiam estudar e seguir a Torá Oral e, assim, preservar o judaísmo.

Além da Mishná, foram escritos outros volumes interpretativos da Torá Oral pelos alunos do Rabi Yehuda ha-Nasi. Entre seus discípulos incluíam-se alguns de nossos mais famosos sábios: o Rabi Chiya, Rav, Bar Kapara, Rabi Yochanan e Rabi Hoshia. Rav redigiu a Sifra e o Sifri, que são comentários sobre três dos livros da Torá Escrita: Levítico, Números e Deuteronômio. O Rabi Chiya escreveu a obra Toseftá que elucida alguns dos conceitos da Mishná. O Rabi Hoshia e Bar Kapara escreveram Beraitot para explicar as palavras da Mishná. Trezentos anos após a destruição do Segundo Templo, o Rabi Yochanan redigiu o Talmud de Jerusalém, ou Talmud Yerushalmí. Este Talmud basicamente trata das leis referentes à Terra de Israel. Mas quando as pessoas falam do Talmud, geralmente não se estão referindo ao de Jerusalém, mas sim ao Talmud Babilônico, também chamado de Guemará.

O Talmud Babilônico

Em tempos remotos, os sábios da Torá estudavam a Lei Oral para, a seguir, fazer a análise de seu trabalho através de discussões. Após ter sido compilada a Mishná, tais discussões – que se tornaram conhecidas como a Guemará – serviram para esclarecê-la. A Guemará foi transmitida oralmente e preservada durante cerca de 300 anos após ter sido escrita a Mishná. Quando surgiu claramente o perigo de que a Guemará fosse esquecida, os dois maiores eruditos da época sobre Torá – Ravina e Rav Ashi – redigiram a Guemará por escrito. Com a ajuda de seus discípulos, nas academias de ensino da Babilônia, Ravina e Rav Ashi coletaram e ordenaram todas as discussões que compunham a Guemará. Esta compilação da Guemará – que incluía a Mishná – tornou-se conhecida como o Talmud Babilônico ou, em hebraico, Talmud Bavli. Foi finalmente publicado no ano de 4265 (505 antes da era comum).

O Talmud, que literalmente significa “estudo” ou “aprendizado”, é, portanto, composto da Mishná – um livro de Halachá (lei judaica) escrito em hebraico – e da Guemará – o comentário sobre a Mishná, que foi escrito em aramaico/hebraico. O Talmud Babilônico foi aceito pelo povo judeu como a autoridade máxima e suprema em todas as questões sobre a religião e a lei judaica. As leis da Torá só têm vínculo legal se forem baseadas no Talmud.

A autoridade do Talmud

Muitas pessoas fazem uma perguntam aparentemente legítima: se a Torá Oral se originou de D’us, por que houve a necessidade de ser a mesma contestada, discutida e esclarecida?

Há várias respostas para isso, mas talvez a principal seja a de que a Torá Oral tinha por objetivo cobrir a infinidade de casos que haveriam de surgir com o decorrer do tempo. É impossível que qualquer código de lei cubra, explicitamente, qualquer caso ou situação que surja durante os milênios. D’us deu a Moisés as duas tábuas da lei, mas a aplicação dessas leis em qualquer cenário possível teria que ser determinada pelos eruditos e juízes da Torá. Pois está escrito: “Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo… virás aos sacerdotes levitas e ao juiz que houver nesses dias, e inquirirás; e te anunciarão a sentença do juízo” (Deuteronômio 17:8-9). Esses juízes da Torá eram os membros do Sanhedrin que preservavam e interpretavam a Torá Oral e que mais tarde a codificaram como a Mishná.

A Torá Escrita também ordena ao povo judeu obedecer o Sanhedrin em tudo o que diz respeito às leis da Torá, pois que está escrito: “Segundo mandado da lei que te ensinarem e de acordo com o juízo que te disserem, farás; da sentença que te anunciarem não te desviarás nem para a direita nem para a esquerda” (Deuteronômio 17:11).

O povo judeu todo aceitou a autoridade do Talmud como sendo a fonte das leis da Torá e, como tal, jamais poderá ser revogado por autoridade alguma. O Talmud inclui os ensinamentos de nossos sábios que receberam a Lei Oral das gerações que os antecederam, remontando-se até Moisés. Está claro que alguém que rejeite o Talmud, está desrespeitando a Torá Oral, pedra fundamental do judaísmo. Sem o Talmud, seria praticamente impossível entender e cumprir os mandamentos da Torá Escrita. A mera aceitação da Bíblia Hebraica faria dos judeus um povo em nada diferente da maioria dos outros povos, que também a aceitaram como sendo a Palavra de D’us.

À luz de tudo isso, não é de surpreender que aqueles que buscaram, desesperadamente, converter todos os judeus, proibiram o estudo talmúdico. Em 1240, 1264 e 1553 antes da era comum, a Igreja Católica promulgou decretos que ordenavam a queima das cópias do Talmud. Durante certos períodos, as autoridades eclesiásticas “corrigiam” o Talmud, apagando passagens que consideravam ofensivas a seu credo. Finalmente, em 1592, a Igreja proibiu o estudo do Talmud em qualquer de suas versões ou edições. Este decreto foi promulgado como reconhecimento de que uma sociedade que não estude nem siga o Talmud não tem chance real de sobreviver. Ao longo da história, os inimigos de nosso povo tentaram obliterar o judaísmo tentando destruir o Talmud. O povo judeu só conseguiu preservá-lo ao preço de inúmeras vidas, mesmo a de alguns de nossos maiores sábios. Por terem preservado o Talmud, estes salvaram o judaísmo.

A eternidade da Torá

Um dos pilares da religião judaica é o fato de a Torá ser eterna e ser a imutável Palavra de D’us. Na Torá Escrita, D’us proclama a eternidade da Torá e de seus mandamentos: “as coisas encobertas pertencem a HaVaYaH, nosso D’us, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei (Torá) (Deuteronômio 29:28). Vemos, também, que na nossa Bíblia, em meio às palavras finais dirigidas por D’us a um profeta, encontrava-se o seguinte: “Lembrai-vos da lei (Torá) de Moisés, Meu servo, a qual lhe prescrevi em Horeb (Sinai) para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos” (Malaquias 3:22).

Nenhum sábio ou profeta, muito menos um auto-proclamado Messias(*), pode modificar ou anular nem a Torá Escrita nem a Oral. Aquele que alega ser profeta de D’us pode realizar sinais ou milagres, mas se disser que D’us o enviou para alterar ou revogar a Torá, esta pessoa é um falso profeta. Na Torá Escrita, D’us nos alerta sobre os falsos profetas que iriam realizar milagres e tentar desviar o povo judeu dos mandamentos e das tradições de Sua Torá(**.

* Yeshu (Jesus); Muhammed (Maomé).

** Este texto alerta contra algum falso profeta judeu, ou seja, alguém que nasceu judeu (por exemplo, Jesus). No entanto, as mesmas admoestações servem contra falsos profetas não-judeus (logicamente à parte da execução).

Sobre o porque de os judeus não aceitarem Jesus como profeta ou como messias, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/20/site-bnei-noach-a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo/   .)

 

Mas, por que motivo D’us permitiria que tais pessoas chegassem a ter o poder de realizar milagres?

A isto, D’us responde na Torá Escrita. Este será Seu teste para determinar se somos leais a ELE e à SUA Torá, ou se seremos seduzidos pelos milagres daqueles que virão, falando em nome de D’us, para tentar anular os mandamentos (Deuteronômio 13:2-5). O Talmud (Bava Metzia 59b), em uma de suas mais dramáticas passagens, afirma que nem devemos dar ouvidos às vozes Celestiais, mas simplesmente seguir a Torá de acordo com o que prescreve a Lei Oral. Mesmo se uma voz dos Céus por ventura nos mandasse modificar nossa Torá e seus mandamentos, não a deveríamos obedecer.

D’us prometeu que SEU vínculo com o povo judeu – como é ratificado pela Torá e seus mandamentos – é eterno. Na Era Messiânica, A Verdade será revelada e o mundo inteiro irá reconhecer que a Torá é o verdadeiro ensinamento Divino à humanidade(*.

* Na verdade, o mundo inteiro já está abandonando suas religiões para seguir os mandamentos da Torá dados pelo PRÓPRIO D’us aos não-judeus. Isto é o que hoje se chama de Noaísmo (o Caminho Espiritual Noaítico, quer dizer, dos Noaítas ou Bnei Nôach – Filhos de Noá), que é a Fé Verdadeira, ou seja, a Fé Original – a Fé de Adám e Chavá (Adão e Eva) e de Nôach e Naamá.

Para saber mais sobre o verdadeiro ensinamento Divino à humanidade, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2015/09/08/site-bnei-noach-as-sete-mistvot-que-unem-a-humanidade/   .)

 

Pois foi dito que em determinado momento futuro, todas as nações do mundo alegarão serem judias (por compartilharem da mesma Fé que Israel, A Fé em Hashém, pois então todos O conhecerão). E então, o Santo, Bendito seja, dirá que a única nação que detém o mistério em suas mãos é o povo judeu. E qual é este mistério? A nossa Mishná!

 

Próximo artigo:

OS TREZE PRINCÍPIOS DA FÉ JUDAICA

– Instituto Morashá de Cultura

 

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