A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach

Uma Carta Para os Bnei Noach

A Fé Original: Noaismo.info
O Site Bnei Noach

 

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Por moré Yosef Ben Shlomo Hakohen

 

Uma Carta (de um amigo judeu) Para os Bnei Noach

Introdução à Carta:
Dentro da Torá, há um caminho universal para toda a humanidade.

Este caminho contém sete categorias básicas de mitsvót – mandamentos divinos (Sêfer HaChinuch, Mitsvá 416). Estas sete categorias de mitsvót fornecem uma base ética e moral para a sociedade humana. Além disso, existem fontes dentro de nossa tradição que afirmam que todos os seres humanos devem cumprir aquelas mitsvót da Torá que são sugeridas pela “razão humana e pela compreensão do coração” (Introdução ao Talmude por Rabi Nissim Gaon).

Há um número crescente de não-judeus que estão se esforçando para cumprir os preceitos deste caminho que dá vida. Eles são frequentemente chamados de Bnei Noach – os Filhos de Noá, pois os preceitos básicos deste caminho foram reafirmados na geração de Noá (Noé), após o grande dilúvio. Rabi Maimônides afirma que este caminho universal foi mais tarde reafirmado quando a Torá foi dada no Monte Sinai (A Lei dos Reis 8:11). Os Bnei Noach percebem que a Torá e suas interpretações foram dadas ao nosso povo no Monte Sinai; assim, eles procuram estudar com rabinos que podem guiá-los em seu caminho. Na atualidade, a maioria são ex-cristãos que optaram por aceitar os ensinamentos da Torá a respeito da Unidade de D’US, do Messias, do propósito do ser humano neste mundo, e outras questões relacionadas. Eles são verdadeiros amigos do nosso povo, pois amam e respeitam tanto o nosso povo quanto o nosso judaísmo; assim, ao contrário de muitos cristãos que procuram nos “converter”, eles procuram nos apoiar em nosso caminho espiritual. Como [verdadeiros] amigos do nosso povo, eles se posicionam fortemente contra todas as formas de ódio contra os judeus, e são fortes aliados do Estado de Israel. Em agradecimento por sua amizade e realizações espirituais, escrevo a seguinte carta aos membros do movimento Bnei Noach:

“Estimados amigos, como membros do crescente movimento Bnei Noach, vocês reconhecem a unicidade e a unidade de Hashém, O MISERICORDIOSO. Portanto, penso em vocês em minhas orações diárias, especialmente quando proclamo de manhã e à noite: “Ouça, ó Israel, Hashém é o nosso D’US, Hashém é UM!” (Deuteronômio 6:4) Segundo o comentarista bíblico clássico, Ráshi, quando proclamamos “Hashém é UM”, estamos proclamando que no futuro todos os povos da terra reconhecerão a unidade e a unicidade de Hashém, como está escrito: “Pois então eu transformarei os povos para que falem uma linguagem pura, para que todos proclamem O NOME de Hashém, para servi-LO com uma determinação unida.” (Sofonias 3:9) Como Ráshi nos lembra, também está escrito: “Naquele dia Hashém será UM e SEU NOME UM.” (Zacarias 14:9) Que esse dia chegue logo. Enquanto isso, vocês devem perceber que são pioneiros espirituais que estão se preparando para esse grande dia, unindo-se ao povo de Israel na proclamação: “Hashém é UM”! Quando proclamamos que Hashém é UM, também estamos proclamando que devemos servir apenas O ÚNICO e UNIFICADOR CRIADOR do Universo. Neste espírito, a voz Divina proclamou no Monte Sinai: “Não terás outros deuses diante da MINHA PRESENÇA.” (Êxodo 20:3) E também está escrito: “Conhece-O hoje e lembre-se repetidamente de que Hashém SOZINHO é D’US; no céu acima e na terra abaixo – não há outro.” (Deuteronômio 4:39) Portanto, é proibido divinizar qualquer objeto, força ou ser, incluindo um ser humano. De fato, a Torá nos diz que “D’US não é humano [(e portanto nem homem nem mulher)].” (Números 23:19) Muitos de vocês vivem entre cristãos que divinizam um homem judeu que viveu há mais de 2.000 anos; além disso, eles proclamam que a única maneira de chegar a D’US é através deste homem. Vocês rejeitaram esta crença cristã e escolheram seguir os ensinamentos originais de Abraão e Sara, que ensinaram os seres humanos a orar diretamente para O MISERICORDIOSO. Na verdade, todas as grandes figuras bíblicas incluindo Moisés, Aarão, Miriam, Débora, Davi, Isaías e Jeremias oraram diretamente para O MISERICORDIOSO. Foi assim que a Torá nos ensinou a orar, e qualquer um que leia o Livro dos Salmos pode descobrir a abordagem da Torá à oração. Há uma canção popular cristã que contém as palavras: “Dá-me essa religião dos velhos tempos”. A canção menciona que se a “religião dos velhos tempos” era suficientemente boa para Abraão, Moisés, e um monte de figuras bíblicas, “ela é suficientemente boa para mim”. Da perspectiva da Torá, no entanto, aqueles que rezam diretamente para Hashém são os que verdadeiramente estão no espírito dessa “religião dos velhos tempos”, pois estão estão imitando Abraão, Sara e todas as grandes figuras bíblicas.

Portanto, precisamos lembrar que “Hashém está perto de todos que O invocam, de todos que O invocam sinceramente.” (Salmo 145:18) Um comentarista bíblico clássico, Radák, explica que este versículo está revelando que O MISERICORDIOSO está próximo de “todos” que O invocam, “independentemente da nacionalidade”. Em outras palavras, não é preciso ser judeu para experimentar a proximidade amorosa do MISERICORDIOSO! Muitos de vocês são ex-cristãos, e há alguns pregadores cristãos que lhes têm dito que sua alma está eternamente condenada e que vocês não podem ir para o Céu, já que vocês não aceitam mais o “Senhor e Salvador” deles. Vocês estão em boa companhia, pois, na opinião desses pregadores, nós, o Povo de Israel, tampouco vamos para o Céu, já que não oramos ao homem que eles vêem como seu Senhor e Salvador, nem em nome dele, pois nos lembramos da seguinte proclamação divina: “EU, somente EU, sou Hashém, e não há SALVADOR além de MIM.” (Isaías 43:11) Quando o Estado de Israel capturou Eichman, um destacado assassino nazista, o governo israelense designou o Reverendo William Hall, um missionário canadense que vive em Jerusalém, para servir como seu capelão. Posteriormente, Hall disse à imprensa que se este assassino de homens, mulheres e crianças judeus tivesse aceitado seu “Salvador” antes de ser executado, ele teria entrado imediatamente nos portões do paraíso. Foi então perguntado a Hall: “E quanto às almas dos seis milhões de vítimas judaicas dele?” Hall respondeu que eles certamente não tinham entrado no paraíso já que não tinham aceitado a “salvação” da Igreja. (Citado no livro da ArtScroll, “Once Upon a Shtetl”, de Chaim Shapiro) Nós, as pessoas que receberam a Torá, temos um conceito diferente em relação à entrada no paraíso celestial: O céu de nosso D’US tem muito espaço [por assim dizer], e qualquer ser humano que é um “chassid” (devoto) – uma pessoa que se dedica amorosamente a servir O CRIADOR – pode entrar nos portões do paraíso. Como afirmam nossos sábios: “Os chassidins (devotos) entre as nações têm participação no Mundo Vindouro.” (Tosefta – Sanhedrin 13:1)

Vocês compartilham nossas crenças básicas, e também reconhecem que o Messias ainda não se revelou, pois compreendem que para alguém ser oficialmente reconhecido como o Messias, ele deve cumprir as profecias descritas no capítulo 11 do Livro de Isaías e em muitos outros lugares dentro de nossas Sagradas Escrituras. De acordo com estas profecias, o Messias reunirá [em Israel] todos os exilados [do povo] de Israel, e ele inspirará todos os seres humanos a se voltarem para O MISERICORDIOSO. Sua chegada inaugurará uma era de paz universal e de iluminação espiritual, “pois a toda a Terra se encherá do conhecimento de Hashém como a água cobre o mar.” (Isaías 11:9) Além disso, o Templo será reconstruído e será conhecido como “uma Casa de oração para todos os povos.” (Isaías 56:7) Estas profecias ainda não foram cumpridas; assim, vocês se unem ao nosso povo na espera do verdadeiro Messias que redimirá Israel e toda a humanidade. Seu amor e respeito pelo povo judeu e pelo judaísmo estão no espírito da profecia que descreve como os povos da terra eventualmente se tornarão nossos aliados espirituais, e eles nos dirão: “Iremos com vocês, pois ouvimos que D’US está com vocês.” (Zacarias 8:23) Nesta era, já não haverá missionários que nos exortem a seguir seu caminho; em vez disso, todos se inspirarão nos preceitos universais dentro do caminho de nosso povo.

Como educador da Torá, tenho muito respeito e apreço por sua disposição de serem nossos aliados espirituais, especialmente porque agora estamos vivendo em um período em que o ódio contra os judeus está se espalhando, e inimigos que se dedicam à nossa destruição estão ganhando força e apoio. De acordo com nossos profetas e sábios, este perigo faz parte das dores de parto que levarão ao nascimento da era messiânica, quando todo o ódio e a violência serão eliminados do mundo. O nascimento desta era ainda não ocorreu; no entanto, vocês têm a coragem de apoiar publicamente nossa missão espiritual durante este período difícil e perigoso. Portanto, vocês vão compartilhar de nossa alegria quando o “nascimento” ocorrer, e [finalmente] se cumprir a seguinte profecia:
“Acontecerá no final dos dias: A montanha do Templo de Hashém será firmemente estabelecida como a cabeça das montanhas, e será exaltada acima das colinas, e todas as nações fluirão para ela. Muitos povos irão e dirão: “Vinde, subamos à montanha de Hashém, ao Templo do D’US de Jacó, e ELE nos ensinará seus caminhos e nós andaremos em seus caminhos.” Pois de Sião sairá a Torá, e de Jerusalém a palavra de Hashém.” (Isaías 2:2-3)

Que O MISERICORDIOSO guie, abençoe e proteja vocês, e que nos encontremos na grande reunião em Jerusalém.

Shalom,
Yosef Ben Shlomo Hakohen.

© Yosef Ben Shlomo Hakohen
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Dedicado à elevação da alma de Ana Tiapas.

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica)

Frase: “O povo judeu tem sido exilado a fim de que…”

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Frase

“O povo judeu tem sido exilado a fim de que as nações do mundo possam, assim, saber da existência de D’us [Havayáh] e da SUA providência sobre os assuntos da humanidade.”
— Rabino Bechayá

Em homenagem a F.B.O.

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica)

Frase: Converse todos os dias com Hashém…

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Frase

“Converse todos os dias com Hashém (D’us; O INFINITO CRIADOR), pois é muito melhor receber uma dose diária de conexão com Hashém de apenas cinco minutos — mas todos os dias — do que tentar passar o dia inteiro conversando com ELE e abandonar tudo depois de alguns meses. A constância e a persistência sempre dão os melhores resultados.”
— Rabino Eliahu Hasky
(Abril 2020)

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Grandiosidade de D’us ou Infinitude de D’us?

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Grandiosidade de D’us ou Infinitude de D’us?

 

Por Rabi Tzvi Freeman (do Chabad)

 

“D’us não é apenas grande — ELE é infinito. Se ELE fosse só grande, então as coisas que são pequenas estariam mais longe DELE, e as coisas que são grandes estariam mais perto. Porém, para O INFINITO, grande e pequeno são termos irrelevantes. ELE está em toda parte e pode ser encontrado onde quer que deseje ser encontrado.”

 

Dos ensinamentos do Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, interpretados e compilados pelo Rabi Tzvi Freeman.

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Bnei Noach, Conhecendo O CRIADOR (D'us)

Qual é a maior diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus?

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Qual é a maior diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus?

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Existem inúmeras diferenças fundamentais entre o judaísmo/noaísmo e o cristianismo.

O site Noaismo.info entende que a maior e mais importante diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus é que, segundo o cristianismo, de acordo com o seu próprio fundador, Jesus, e com o próprio Evangelho, “Deus é espírito”. Ensina o chamado “novo testamento” que Jesus, depois de morto, “entrou no próprio céu para aparecer perante a pessoa de Deus.”

“Deus é uma Pessoa espiritual, o que significa que [ele] tem um corpo espiritual. Deus como indivíduo, como Pessoa com um corpo espiritual, tem um lugar de residência, e assim não pode estar em qualquer outro lugar ao mesmo tempo.

Deus é uma pessoa, um indivíduo, tanto quanto Jesus. E os cristãos, quando finalmente viverem no céu, verão Deus e também serão semelhantes a ele, mostrando que Deus é realmente uma pessoa e tem um corpo, bem como determinado lugar para estar” e viver, um lugar literal chamado “céu”.

Em contraste, o Rabi David Aaron explica que “‘Deus” é uma palavra de origem latina não encontrada na Bíblia original [a Torá], em hebraico. O nome na Bíblia que infelizmente foi traduzido como “Deus” é o tetragrama impronunciável escrito em português como Y/H/V/H — derivado das palavras em hebraico que significam “foi”, “é” e “será”.” Chamamos a abreviação Y/H/V/H de Hashém, termo hebraico que literalmente significa “o Nome”. Mas também é comum no judaísmo e no noaísmo a utilização da expressão hebraica En Sof — literalmente “O SEM FIM”, i.e., “O UM TODO-INFINITO” ou “O ILIMITADO” ou “O INTERMINÁVEL” — para denotar D’us. O Rabi David Aaron segue explicando que “o tetragrama Y/H/V/H sugere A PRESENÇA INFINITA, A REALIDADE SUPREMA, A Origem de toda a existência.

Ainda assim, a maioria das pessoas pensa que D’us é um ser — como você e eu, mas todopoderoso — e que, como nós, existe nesse mundo. Mas a Torá ensina que D’us não é um ser que existe na realidade. Hashém não existe na realidade — Hashém é A Realidade. Nós não somos a realidade. Nós existimos na realidade,  nós existimos em Hashém, dentro da realidade que é Hashém. Para encontrar D’us, você tem de se perguntar “Onde estou?” e não “Onde está D’us?”. D’us [O D’us da Torá, O D’us de Israel] não está em nenhum lugar específico. D’us é o lugar e é todos os lugares. Nós vivemos em D’us. D’us é o lugar em que existimos, a realidade dentro da qual existimos. [Por isso,] Hashém (“D’us”) não é masculino nem feminino, não é uma pessoa e não se parece com uma pessoa. Hashém não é equivalente a nenhum ser humano. Hashém (“D’us”) é A REALIDADE SUPREMA e INFINITA — Aquilo que abarca todo tempo, todo espaço e todo ser.”

Portanto, segundo o judaísmo e o noaísmo, como explica o Rabi Aryeh Kaplan: “D’us está tão elevado acima de nós (humanos) que é completamente impossível compreendê-LO de qualquer maneira. A essência de D’us não pode ser apreendida nem pelo pensamento.”

Porém, isto não é tudo. Mais do que “D’us ser incompreensível (a nós, humanos), nem sequer os anjos mais elevados e nem sequer os seres espirituais mais elevados podem compreender a verdadeira essência de D’us. Portanto, D’us PRÓPRIO é [inimaginável,] incognoscível, indescritível e inonimado.”

“Até mesmo o tetragrama que é chamado de “nome próprio” de D’us é apenas uma alusão, porque estamos nos referindo à REALIDADE ABSOLUTA, ORIGINAL e INFINITA que simplesmente foi, é e sempre será. Algo tão vasto e abstrato não cabe em qualquer imagem ou conceito.

Não compreendemos — na verdade, não podemos entender — Hashém, mas podemos ter — e já temos — uma relação com Hashém.” Diz-nos o Rabi David Aaron.

Em vista disto tudo, não é à toa que mesmo as pessoas que pensam em D’us como alguém, como um indivíduo, questionam: “Mas como é possível ele ser todopoderoso e saber todas as coisas e ainda não ter tido um começo (se ele é só uma pessoa)?”

Mas quando elas finalmente aprendem que D’us, Hashém, é EN SOF, O INFINITO — O TODOINFINITO —, então estes questionamentos se dissipam.

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/11/19/a-nao-espiritualidade-de-dus/

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/07/01/dus-e-os-anjos/

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/03/19/grandiosidade-de-dus-ou-infinitude-de-dus/

 

Por Noaismo.info

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