Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

Bnei Noach e o Yom Kipur e Sucot

Perguntas & Respostas

 

Por Rabi Asher Cacua

 

Pergunta:

Qual é o nosso papel, como noaítas (bnei Nôach), nas festividades de Ióm Kipúr e Sucót?

 

Resposta:

Graças a Hashém se aproxima o dia da festividade de Yóm Kipúr. Nos encontramos agora nos dias intermediários entre Rosh Hashaná e Ióm Kipúr. Sabemos que em Rosh Hashaná são julgadas todas as pessoas neste mundo, judeus e não-judeus, e que Hashém decreta neste dia as coisas que hão de acontecer no novo ano, como por exemplo, quem vai morrer e quem vai viver, as guerras que virão ou não, quem adoecerá e quem não, é decretado cada real que vamos receber no novo ano etc. Isto pode parecer “predestinação” mas não o é, já que muitas coisas podem ser mudadas se fazemos teshuvá, e este é precisamente o objetivo destes dias antes de Ióm Kipúr e do próprio Yom Kipúr, pois no Ióm Kipúr tudo será selado.

 

A diferença entre os povos das nações e o povo judeu é que O CRIADOR nos deu — a nós judeus — mandamentos específicos, ou seja, ELE deu mandamentos concernentes ao povo judeu, como jejuar em Yom Kipur, somado a todas as demais Halachót como não banhar-se neste dia, não calçar sapatos de coro etc, apenas para mencionar algumas. Mas os bnei Noach (Noaítas) não podem fazer estas coisas neste dia nem sequer de maneira voluntária, enquanto que, por outro lado, podem (sim) fazer outras coisas como abençoar os alimentos, recitar algumas rezas etc. Fazer estas coisas seria cometer chidúsh dat, ou em outras palavras, inventar uma religião ou repudiar sua identidade noaítica.

 

Por outro lado dizer que vocês não podem nem sequer fazer uma introspecção e analisar seus atos, seus erros, estabelecer metas para si mesmos para melhorarem etc, seria equivocado, quer dizer, é um bom conselho que o noaíta procure nestes dias analisar o seu rumo, como melhorar, aprofundar e fortalecer a sua Emuná (fé), bitachón (confiança em D’us) e compreensão da unicidade de Hashém.

 

Quanto à Sucót, o mesmo que foi dito acima até agora se aplica aqui, não há que se construir sucá nem fazer nada das coisas (referentes a Sucót).

 

Rabino Asher Cacua.

© Rabi Asher Cacua
© Projeto Noaismo Info: traduzido do espanhol por © Projeto Noaísmo Info

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

As Sete Leis de Noá da Torá são eternas para os Bnei Noach assim como o povo judeu também é eterno

 

Por Projeto Noaísmo Info e O Rebe

 

Desde que o ser humano foi criado por Hashém que toda a humanidade está sujeita ao cumprimento das Sete Leis Divinas Universais, primeiramente dadas a Adám e Chavá (Adão e Eva), e posteriormente dadas a Nôach (Noá) e Naamá, e finalmente reveladas a toda a humanidade através da Torá, entregue por Hashém a Moshé (Moisés) e ao povo judeu no monte Sinái em 2448 depois da Criação.
Portanto, diferente das 613 mitsvót judaicas que foram surgindo gradativamente desde Avrahám (Abraão) (o primeiro judeu) até a entrega da Torá no Sinái, as Sete Leis Universais existiram desde sempre. E o surgimento do povo judeu se deu exatamente por causa delas, das Leis Universais de Hashém, ou seja, o povo judeu surgiu não para por um fim nelas, mas para protegê-las (do esquecimento das nações por causa de rejeição e abandono).
Todas as nações — todos os povos — são criações de D’us, obviamente. O povo judeu também é criação de D’us. Mas, mais do que apenas ser criação de D’us, o povo judeu foi escolhido por D’us para servi-LO eternamente (nunca O abandonando por completo, nunca O esquecendo por completo) e para representá-LO diante de todas as nações do mundo*. (* “Uma nação de sacerdotes — o povo a quem ELE escolhera para SI, para receber SUA Torá e para servir de guia e inspiração [espiritual e moral] aos demais povos do mundo. Ensinamos ao mundo o monoteísmo e lhes demos a nossa Torá, que é a base da civilização e da fé entre os homens.” – Revista Morashá) Assim, mesmo que a partir de então todas as pessoas do mundo abandonassem seu CRIADOR e se esquecessem de SUAS Leis Universais, o povo judeu estaria ali servindo como um lembrete, um aviso Divino, para elas.
Mas, se — como está evidente acima — o povo judeu tem uma missão divina diferente da missão divina de todas as outras nações, o que torna o judeu diferente do não-judeu? Qual é a diferença entre o judeu e o não-judeu?
O próprio Rebe, o Rabi Menachem Mendel Schneerson, o líder espiritual da nossa geração, responde:

“Somos todos iguais, biologicamente e fisiologicamente. Só que o papel do judeu é diferente do papel do não-judeu. D’us fez estas distinções e ninguém pode mudar isso. A diferença entre judeus e não-judeus se expressa em relação à observância da Torá. Se requer que o povo judeu observe 613 mitsvót da Torá e que os gentios do mundo só cumpram as Sete Leis Noaíticas (Universais). Esta não é uma responsabilidade pequena, já que é um ingrediente essencial na criação do mundo.”

O povo judeu é diferente dos povos não-judeus porque recebeu do MESMO CRIADOR 613 mandamentos: as Sete Leis Universais (sim, os judeus não estão dispensados delas) acrescidas de 606 mandamentos. Isto é o que identifica o judeu, esta é a sua identidade, esta é a Identidade Judaica (estar sujeito ao cumprimento de 613 mandamentos divinos).
Se o povo judeu surgiu para assegurar que todas as pessoas do mundo NUNCA se esquecessem das Sete Leis Universais de Hashém, então, assim como o povo judeu é eterno, assim também as Sete Leis Universais de Hashém são eternas para todos os povos. Como Hashém é eterno, nada do que ELE cria se desfaz. Portanto, as Sete Leis Universais de Hashém são eternas, vão existir para sempre. E para serem cumpridas por quem? Pelos não-judeus, é óbvio. Então os não-judeus também existirão para sempre, pois também são criações de Hashém. E dessa maneira, portanto, o mesmo se dá com o povo judeu e com as 613 mitsvót da Torá, cada um também existirá para sempre.
“Assim como D’us é eterno, também é eterna a sua aliança com o povo judeu.”
“Assim como D’us é eterno, assim também o povo judeu é eterno.”
“A Torá é eterna, e tudo o que nela está escrito também é eterno.”
“Nosso interesse (dos judeus) não é eliminar as nações do mundo, mas refiná-las. Elas não deixam de existir após a conclusão do processo de refinamento (do mundo). Mesmo no futuro (messiânico), as nações continuarão a existir.” Continuar lendo

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Pela graça de D’us, uma nova página no site

 

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O Caminho Especial para os não-judeus

O Caminho Especial para os não-judeus

 

Por Breslev Israel e Projeto Noaismo Info

 

Os não-judeus têm um CAMINHO ESPECIAL; eles não têm de se converter ao Judaísmo a fim de estabelecer uma relação pessoal significativa com O CRIADOR

 

Os 7 Mandamentos Noaicos (ou Noaíticos)

 


Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”. Exemplos: “Hashém”, “Shéva”, “Bereshít”, “Shabát” etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”. Exemplos: “Nôach”, “Chavá”.


 

Breslev Israel e Projeto Noaismo Info se sentem felizes de apresentar aos nossos leitores os Sete Mandamentos Universais o modo de vida dado por Nosso CRIADOR para todas as nações do mundo. O Judaísmo não exige que um não-judeu se converta com o fim de aproximar-se do CRIADOR, transformar o mundo no melhor lugar possível, e ter uma vida de moralidade, enriquecimento, tranquilidade e alegria. De fato, existe um caminho especial para os gentios.

As Leis Noaíticas, às vezes chamadas Os Sete Mandamentos Universais ou Shéva Mitsvót Hashém leBnei Noach (Os 7 Mandamentos ou As 7 Leis de Hashém para os Filhos de Noá), são derivadas do Capítulo 9 de Bereshít ou Gênesis, que é parte do Pentateuco os Cinco Livros de Moisés, que são uma parte de toda a Torá. Sim, a Torá não é apenas o Pentateuco. De fato, a Torá não é só um livro. Em uma definição mais ampla, são os Cinco Livros de Moisés, a Bíblia Hebraica (como os Salmos, os Provérbios etc.), a Lei Oral (o Talmúd, composto da Mishná e da Guemará), os Midrashím, o conjunto de “Perguntas e Respostas” (na qual rabinos qualificados respondem a perguntas sobre Judaísmo e Leis Judaicas), e o Zôhar.

 

As Sete Leis Universais são:

1. Conhecer Hashém e não adorar ídolos.

2. Não blasfemar ou maldizer O NOME de D’us.

3. Não assassinar.

4. Não roubar.

5. Não ter comportamento sexual ilícito.

6. Estabelecer cortes supremas de justiça.

7. Não comer o membro de um animal vivo.

 

Seis destas Leis existiram e eram conhecidas desde os tempos de Adám e Chavá (Adão e Eva), mas a sétima, relacionada com o tratamento adequado aos animais, foi dada depois do Mabúl (Dilúvio) a Nôach (Noá) e a sua família, que foram escolhidos para repovoar a Terra, evento muito parecido ao de Adám e Chavá. Essas são Leis básicas para todo ser humano porque todos descendemos de Nôach e sua família, que as receberam. Também os judeus, até receberem a Torá no Monte Sinái (quando foram adicionadas mais 606 Leis), seguiram essas Leis (veja https://a-fe-original–noaismo.info/2020/07/06/site-bnei-noach-as-sete-leis-de-noa-da-tora-sao-eternas-para-os-bnei-noach-assim-como-o-povo-judeu-tambem-e-eterno/ ). Se nós não-judeus (ou gentios) observamos estas Leis, temos parte no Olám Habá ou o Mundo Vindouro (o Mundo por Vir). No entanto, é crucial entender muito bem que a ênfase no Judaísmo não está no Mundo Vindouro, mas em viver corretamente neste mundo. Obedecer os Sete Mandamentos Universais nos une com O CRIADOR aqui e agora, enriquecendo enormemente nossas vidas, as dos que nos rodeiam, e o mundo em que vivemos. Isso também nos faz participar com os judeus na correção do mundo, mas segundo um caminho que foi designado especialmente para nós.

A Torá requer que os judeus cumpram 613 Mitsvót ou Mandamentos. Da perspectiva da Torá, o trabalho espiritual de um judeu é diferente do de um gentio (veja https://a-fe-original–noaismo.info/o-que-e-o-refinamento-do-mundo-dos-nao-judeus/ ). Em termos muito simples, para cumprir nosso trabalho como não-judeus, a única coisa que devemos fazer é viver de acordo com os seis Mandamentos dados a Adám e Chavá e o sétimo dado a Nôach e a sua família. Dentro do Judaísmo (ortodoxo) existem diferentes opiniões concernentes a até que ponto os gentios poderiam ir além dos Sete Mandamentos Universais. Isto pode ser muito confuso para os Bnei Noach (Filhos de Noá) os gentios que se comprometem a viver em concordância com os Sete Mandamentos Universais. De um lado, alguns rabinos[*] declaram enfaticamente que os gentios não deveriam ir de maneira alguma além de uma interpretação limitada das Sete Leis. Do outro lado, há rabinos que sustentam que os Bnei Nôach podem viver segundo as outras Leis Éticas e Morais da Torá à exceção, é claro, das Leis Rituais, que são caracteristicamente judaicas. [Lembrando também que existe sim rabinos irresponsáveis e incompetentes que estimulam os Bnei Noach a se judaizarem para que não busquem a conversão.] O melhor para um Ben ou uma Bat Nôach, ou seja, um Filho ou uma Filha de Noá, é ter o seu próprio rabino competente e proceder com cuidado sob sua orientação.

[* Apesar do fato de que tais rabinos estão equivocados, pois conforme decretado por Rambám, o número literal de sete é o mínimo, não o máximo.

Por outro lado, conforme exposto pelo Rambám e pelo Rebe, os não-judeus devem seguir suas Sete Leis com todas as ramificações e extensões procedentes delas, e NÃO, como alguns rabinos irresponsáveis têm estimulado, praticar “os sinais que distinguem os judeus das nações” — nas palavras do próprio Rebe.]

 

É importante notar que simplesmente crer na Verdade da Torá não nos faz a nós gentios  judeus. Para que um não-judeu se transforme em um judeu, ele ou ela deve converter-se ao Judaísmo. Até então nós somos gentios e devemos viver da maneira mais apropriada para nós. Você não tem que mudar seu velho modo de vida para se fazer um Ben ou uma Bat Nôach. Você o é simplesmente aceitando as Sete Leis e empreendendo uma vida conduzida por elas.

Alguns Bnei Noach podem decidir viver uma vida espiritual rigorosa, aprendendo muita Torá de forma adequada para não-judeus, dedicando uma parte significativa do seu tempo à oração, trabalhando em estreita colaboração com rabinos, alegrando-se sempre de uma forma adequada para gentios por ocasião de os judeus estarem fazendo o shabát[*] ou suas outras festividades ou seja, não praticando os mandamentos religiosos judaicos ou copiando-os de alguma forma (veja https://a-fe-original–noaismo.info/2019/05/27/site-bnei-noach-bnei-noach-podem-celebrar-as-festividades-judaicas-ou-alguma-delas/). Este tipo de gente pode decidir criar um vínculo de camaradagem com a comunidade judaica, participar no desenvolvimento das comunidades e instituições de Bnei Noach, aprender hebraico etc. Ao contrário de muitas religiões, não há nenhuma obrigação para os crentes gentios irem a um lugar de culto e não temos cerimônias religiosas especiais. O caminho mais rigoroso pode enriquecer enormemente, mas não sem grandes desafios. Muitos rabinos nunca abordaram amplamente esta questão dos Sete Mandamentos Universais, por esse motivo é difícil para eles nos orientar propriamente. Encontrar uma comunidade pode não ser fácil para nós dado que, no presente momento, somos poucos. E como poderíamos nos incorporar às comunidades judaicas de forma adequada realmente ainda deve ser determinado. Para dizer em termos mais diretos, um Ben ou uma Bat Nôach pode ser visto como um verdadeiro pacote de problemas para um rabino ortodoxo ocupado, e digo isto com todo o devido respeito.

 

[* Uma das outras Leis Noaíticas declara explicitamente: “Proibido fazer Shabát”. Conforme decreto de Rambám, e declarado por Rabi Menachem Azaria de Fano, e exposto pelo Rebe. Obviamente, isto se refere a prática de qualquer aspecto do shabát (veja https://a-fe-original–noaismo.info/2016/02/01/site-bnei-noach-trinta-mitsvot-dos-bnei-noach/  ).

Mas então o que exatamente os Bnei Nôach fazem no sétimo dia? Em seu livro “Kabbalah and Meditation for the Nations”, o Rabi Yitzchak Ginsburgh, do Instituto Gal Einai (Israel), explica o que exatamente os Bnei Nôach fazem no sétimo dia:

“Os Bnei Noach podem dedicar o dia para o estudo adicional da Torá — aprofundar-se naqueles ensinamentos da Torá que se ocupam da chegada de Mashíach, o verdadeiro Messias, e da paz e salvação que trará ao mundo inteiro — e para orações especiais — devem orar que essas visões dos profetas de Israel se cumpram breve em nossos dias.”

Acesse a matéria da Organização Internacional Ask Noah sobre o Sétimo Dia através de:
https://a-fe-original–noaismo.info/2015/12/04/site-bnei-noach-os-noaitas-e-o-setimo-dia/
   .]

 

Outros Bnei Nôach podem decidir viver uma vida espiritual mais simples. Eles utilizam os Sete Mandamentos Universais como um padrão básico para viver uma vida reta. Usam oração simples, ditas com suas próprias palavras, para unirem-se com O CRIADOR, manterem-se sóbrios, e desfrutarem da imensa beleza do mundo que D’us criou para nós. Esta também é uma existência maravilhosa e totalmente válida para o gentio. Não temos nenhuma obrigação de viver a complexa vida religiosa de um judeu ortodoxo para agradar Nosso CRIADOR. Este é — em nossa realidade não-judaica — um método muito mais fácil para viver de acordo com as Sete Leis uma vez que o número de Bnei Nôach é todavia muito pequeno e que estão dispersos por todo o mundo, e, dada a complexidade, a partir de uma perspectiva ortodoxa, de judeus e Bnei Nôach vivendo juntos numa comunidade próxima.

© Breslev Israel e Projeto Noaismo Info
Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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VEJA TAMBÉM

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https://a-fe-original–noaismo.info/2016/03/08/site-bnei-noach-o-caminho-da-tora-para-os-nao-judeus/

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/07/13/site-bnei-noach-bnei-noach-uma-religiao/

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/04/02/site-bnei-noach-o-modo-de-vida-dos-bnei-noach/

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