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Curiosidades: Você sabia…

B”H

 

Curiosidades

 

Você sabia…

…que houve uma época em que as pessoas idosas não tinham uma aparência envelhecida?

 

…que houve uma época em que não existia doença alguma?

 

…que houve uma época em que – quando as doenças já existiam – as pessoas doentes não se recuperavam das suas respectivas doenças?

 

Por Noahidebr

 

O Talmud Sanhedrín Daf 107b explica:

 

“Até o tempo de Avrahám não havia envelhecimento algum, e os velhos e os jovens tinham a mesma aparência. Quando alguém via Avrahám dizia: Esse é Yitschák (Isaac), e quando alguém via Yitschák dizia: Esse é Avrahám. Avrahám orou por misericórdia, que ele se submeteria ao envelhecimento, como se afirma: “E Avrahám (Abraão) era velho, avançado em idade” (Bereshít/Gênesis 24:1). Não há menção de envelhecimento antes desse versículo.

Até a época de Yaakóv não havia fraqueza alguma, isto é, doença. Yaakóv orou por misericórdia e veio a haver fraqueza, como se afirma: “Disseram a Yossêf (José): ‘Eis que teu pai (Yaakóv/Jacó) está enfermo'” (Bereshít/Gênesis 48:1).

Até o tempo de Elishá (Eliseu) não houve pessoa alguma enferma que se recuperou da sua doença, e Elishá veio e orou por misericórdia e se recuperou, como se afirma: “E Elishá (Eliseu) estava doente da sua doença da qual iria morrer” (Melachím II/2 Reis 13:14). Essa é a primeira menção de uma pessoa que estava doente e que não morreu dessa doença.”

 

Traduzido do inglês por Noahidebr/Bnei Noach Brasil
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Palavras Hebraicas

Chavér

B”H

 

A palavra hebraica “Chavér

 

A palavra hebraica “chavér” (ATENÇÃO: o “ch” tem som de “RR“) significa “amigo“, “colega“, “companheiro“, – veja bem – do sexo masculino; seu plural é “chaverím“.

No caso de uma mulher, da “amiga“, a palavra hebraica é “chaverá“; seu plural é “chaverót“.

Qual a importância de um “chavér” ou de uma “chaverá“?
Os Sábios dizem em “Pirkê Avót” (obra judaica) (1:6): “Arranja um mestre, adquire um amigo”.
Rav Yehoshúa ben Chanánia, um dos grandes alunos de Rav Yochanán ben Zacai, disse que ser e ter um bom amigo é a coisa mais importante da vida, e que ser e ter um amigo perverso é o caminho que a pessoa deve evitar de preferência (2:10).

O exemplo clássico da amizade na Bíblia é aquele entre Yehonatán, filho de Shaúl, e David, que substituiria Shaúl no trono de Israel. Esta amizade é considerada em “Pirkê Avót” (5:16) “o exemplo do amor desinteressado – ahaváh sheeináh teluyáh bedavár – (i.e., do amor que não é baseado no interesse – literalmente: “que não depende de nada”)”.

 

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A verdadeira história de Jesus e do cristianismo

B”H

 

Se, como muitos cristãos e messiânicos admitem hoje, Jesus era judeu, quem conhece melhor a sua história senão os próprios judeus?

 

Jesus existiu mesmo ou é uma lenda?
Quem era Jesus?

 

A VERDADEIRA história de Jesus e do cristianismo

O Jesus histórico dentro do judaísmo

 

Por Noahidebr

 

(Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”. Por exemplo: “Hashém”, “Mishná”, “Yeshú”, “Shimeón”, etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”. Por exemplo: “Nôach”, “Perachyáh”, “Yochanán”, “Pêssach”, etc.

Exemplos de termos hebraicos contendo o “sh” (som de “CH”) e o “ch” (som de “RR”): “mashíach”, “Shátach”, etc.)

 

Houve uma época em que os cientistas (ateus) ficaram inclinados a tratar todos os tipos de fundadores de religiões como puras lendas. Assim, pessoas como Avrahám e Moshé, Gautama Buda, Jesus e Mohammed, etc., tornaram-se mitos. Porém, no âmbito histórico, as coisas nunca funcionaram dessa maneira (os historiadores em si nunca ensinaram a não-historicidade dessas personagens). Hoje em dia, qualquer pesquisador que defenda que qualquer uma das pessoas citadas acima é um mito, uma lenda, não é levado a sério. Hoje em dia, está comprovado pela História que essas pessoas existiram de fato. Hoje em dia, há unanimidade entre os historiadores de que em algum momento da História existiu mesmo um homem chamado Jesus. A controvérsia existente hoje não é mais sobre se ele existiu ou não – ele existiu sim – mas sobre que tipo de pessoa ele era.

O judaísmo nunca duvidou da historicidade de Jesus. O judaísmo sempre aceitou que Jesus existiu de fato (alguns poucos judeus individuais – influenciados por ateus – sustentam que Jesus é um mito). Os grandes mestres judeus nunca negaram a historicidade de Jesus.

Outra questão comprovada, um fato, é o de que Jesus nasceu judeu. Ele não era um gentio. E aqui também o judaísmo sempre concordou e ensinou que Jesus nasceu judeu de fato. Porém, nascer judeu não significa ter de morrer judeu. A pessoa pode se desviar da Fé, e deixar de ser judeu. E aqui entramos numa questão praticamente desconhecida das pessoas em geral, que, segundo o judaísmo, Jesus, apesar de ter nascido judeu, não permaneceu judeu a vida toda, ele se desviou, tornou-se idólatra e também fundador de uma nova fé, e assim deixou de ser judeu.

Hoje em dia, a maioria dos historiadores afirmam que Jesus não apenas nasceu judeu mas que também morreu judeu, ou seja, que Jesus era um judeu exemplar, que praticou o judaísmo toda a vida, que ele seguia a Torá, que ele nunca fundou uma religião.

Apesar dessa opinião ser apresentada como um fato pela maioria dos historiadores hoje em dia, esta não é a posição do judaísmo (ainda que alguns judeus individuais defendam-na também). Além disso, há outros detalhes de sua vida – curiosos e interessantes – apresentados de maneira diferente pelo judaísmo.

 

O Jesus histórico e fatos de sua vida

Jesus não viveu no primeiro século de nossa era. Jesus (ou Yeshú, como ele é chamado dentro do judaísmo) nasceu em 3671 da Criação ou 90 antes da era comum. Portanto, Jesus nasceu há 2107 anos, no reinado de Alexandre Yannai (ou Alexandre Janeu) (veja tabela abaixo). Jesus viveu na chamada era hasmoneana. Sim, Jesus viveu quase 100 anos antes do que dizem que ele viveu. Míriam, sua mãe, era noiva de Yochanán (João) (que em outra versão chama-se Pappos), mas concebeu de outro homem, um não-judeu, Yossêf*(José) (daí ela ser referida também pelo apelido depreciativo “stada”, abreviatura de “esta [senhora] desviou-se de seu marido”, ou seja, um sinônimo de ‘infiel’). Yeshú foi originalmente chamado Yehoshúa (Josué). (E como foi que ele passou de Yehoshúa para Yeshú? Porque Yeshu é um acrônimo de “yemach shemo vezichro” ou “que seu nome e memória sejam apagados”.)
Yeshú foi educado normalmente, como um judeu. Ele foi aluno de seu tio, irmão de Míriam, o Rabino Yehoshúa ben Perachyáh**, um sábio da Torá, e que também foi presidente do Sanhedrín. Mas, num determinado momento, Jesus abandonou o judaísmo, a Torá, o D’us de Israel (Hashém). Jesus esteve no Egito e lá aprendeu feitiçaria. E depois de retornar do Egito para a Terra de Israel, Jesus realmente praticou a feitiçaria e também praticou a idolatria e ainda fundou uma nova religião, desencaminhando a muitos judeus (por exemplo, só os que o escoltavam eram 300). Portanto, Jesus nasceu judeu (sua mãe era judia), mas deixou o judaísmo e tornou-se idólatra e falso profeta, um apóstata.
Um homem chamado Yehudá (Judas) – apoiado pelos Sábios – se dispôs, então, a trabalhar para desacreditá-lo (chegando até mesmo a fingir ser um discípulo seu). Por fim, Yeshú foi capturado e sentenciado à morte (não foi capturado, julgado e morto pelos romanos – tampouco por Pôncio Pilatos -, não, mas) pelos próprios judeus – pelo tribunal judaico. Aos 36 anos, em 3707 da Criação ou 54 antes da era comum (portanto, há 2071 anos), no reinado de Yochanán Hyrcanus II (ou João Hircano II), na véspera de Pêssach, Jesus foi apedrejado e depois foi pendurado num madeiro (e não crucificado/pregado numa cruz romana). Nesta época (de 54 aec, quando Yeshú foi executado), o presidente do Sanhedrín era o Rabi Shimeón ben Shátach (irmão da rainha Salomé Alexandra, a esposa do rei Alexandre Yannai/Janeu) (veja tabela abaixo).

 

* É muito interessante a tese de Rochus Zuurmond: “Continuo achando bem provável que “Pantera/Pandera” seja uma deformação acintosa d[a palavra grega] parthenos = virgem. Deformar, de propósito, o nome de um inimigo era (e é) um uso bastante comum.” Bart D. Ehrman diz: “Em grego, a palavra para virgem é parthenos, cuja grafia se aproxima de Panthera.” Neste caso, portanto, Yeshú é o “ben Pandira (ou, ben Panther)”, e não o seu pai, Yossêf. Ou seja, Yossêf não se chamava “Yossêf Pandira” ou “Yossêf ben Pandira”. O pai de Yeshú era conhecido simplesmente como Yossêf, e somente Yeshú era chamado “ben Pandira (Panther/Pantera/Pandera/Pander)”, apelido distorcido de “ben parthenos” (filho da “virgem”).

O Jesus cristão, o Jesus fundador do cristianismo, ele é o Yeshu ben Panthera e o Yeshu ben Stada.

 

** A obra judaica Pirkê Avót (A Ética dos Pais, ou, A Ética dos Sábios) contém um dito do Rabi Yehoshúa ben Perachyáh (em 1:6 {Capítulo 1, Mishná 6}).

 

Logo após a sua morte, 12 dos seus discípulos se encarregaram de ir pregar para as nações. E a Terra de Israel, por 30 anos, continuou dividida entre judeus e seguidores da fé yeshuítica (judeus apóstatas). Foi uma época muito conturbada para o povo judeu, como nunca acontecera. Os judeus eram perseguidos e mortos (por “judeus”). Por fim, os Sábios escolheram o Tsadic Shimeón (Simão) Cefas para dar um jeito nesta situação (interessante notar que o autor de Coríntios distingue Cefas – tratado pelos cristãos como se realmente tivesse sido um cristão – de 12 homens (além do próprio fato de que Paulo também não fazia parte dos 12)). Ele, fingindo ser um enviado de Yeshú, conseguiu fazer com que os cristãos (os judeus apóstatas) parassem de perseguir e matar os judeus e conseguiu também, finalmente, fazer os cristãos e o cristianismo se desligarem por completo dos judeus e do judaísmo. Ele escreveu os Evangelhos e outros livros sagrados cristãos e introduziu muitos novos costumes (novos mandamentos e novas festividades) entre os cristãos. Curioso e interessante é o fato, segundo algumas opiniões, de que ele (Shimeón) ficou conhecido entre os cristãos como Paulo (porém, segundo outras opiniões, Shimeón e Paulo eram duas pessoas distintas).
Portanto, Shimeón ajudou a salvar o povo judeu fingindo ser um seguidor de Yeshú, mas ele mesmo não era apóstata, antes, permaneceu fiel ao judaísmo até a sua morte (ele fez os cristãos construirem uma caverna em uma montanha em Roma sob a alegação de que ele precisava de uma área isolada para falar com Yeshú, quando, na verdade, ali ele cumpria a Torá).

Quando houve a ruptura entre o judaísmo e a fé yeshuítica, houve ao mesmo tempo uma divisão dentro da fé yeshuítica: ao se separarem dos judeus, os cristãos ficaram divididos entre aqueles que se tornaram apáticos aos judeus e o judaísmo e aqueles que ainda tinham uma simpatia pelos judeus e o judaísmo. Portanto, quando o cristianismo saiu de dentro do judaísmo, o próprio cristianismo se dividiu em duas correntes principais. Apesar delas terem se tornado antagônicas, (ao que parece) elas conviveram em paz. Uma corrente se tornou o gnosticismo. Os gnósticos, em geral, eram totalmente antijudaísmo, antijudeus, antitorá, e antihashém, e abandonaram por completo todas as práticas judaicas (obviamente, haviam indivíduos – e até mesmo alguns grupos – que não eram totalmente aversos às coisas judaicas). A outra corrente se tornou o ebionismo. Os ebionitas, em geral, se mantiveram simpatizantes dos judeus e do judaísmo, e acabaram por resgatar as práticas judaicas. Desenvolveram então um pseudo-“judaísmo”, e eram até mesmo confundidos (por outros não-judeus) com os judeus.

Foi então que cada religião resolveu reescrever a história de Yeshú e do cristianismo à sua própria maneira.
Os gnósticos “repintaram” Yeshú e o cristianismo como não tendo absolutamente nada a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel.
Os ebionitas, por outro lado, considerando-se “judeus”, mas na verdade sendo judaizantes, “repintaram” Yeshú e o cristianismo como tendo absolutamente tudo a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel. A propósito, foram exatamente eles mesmos que começaram a defender a idéia de que Yeshú não era o idólatra e apóstata que os outros diziam que era, mas que ele havia, sim, sido um judeu exemplar, que praticava o judaísmo e a Torá, e que morreu fiel a Hashém*.

 

* É interessante o fato de que dentro dos próprios ebionitas haviam aqueles que afirmavam que Yeshú era de fato filho de Maria com (um) José, e outros que afirmavam que Yeshú havia mesmo nascido de uma virgem.

 

Existia também entre estas duas linhas cristãs (gnósticos e ebionitas) uma terceira linha que, a princípio, não era evidente, mas que a partir do final do 1° século da nossa era para o começo do 2°, começou a tomar corpo e a se destacar (os proto-católicos/aqueles que faziam uma mescla dos conceitos gnósticos com os conceitos ebionitas).

 

Portanto, estes são os fatos:

Existiu, sim, um homem chamado “Jesus” (na verdade, Yehoshúa, que depois tornou-se Yeshú). Era filho de Míriam e Yossêf (José). Yeshú ficou famoso entre os judeus por dizer-se o “ben ‘parthenos'” (o “filho da ‘virgem'”), palavra da qual se derivou a forma “panthera”. Mas os judeus também chamavam-no de o “ben stada” ou o “filho da “infiel””. O judaísmo assim nos diz. E este homem histórico nasceu, sim, judeu. Porém, se apostatou. O cristianismo nasceu, sim, dentro do judaísmo/os seguidores diretos de Yeshú eram judeus (o cristianismo não é uma religião gentia; não foram gentios que inventaram o cristianismo, foram judeus apóstatas (judeus que até então eram de fato judeus mas que, ao assumirem uma nova Fé, se desligaram ou foram desligados do judaísmo). Agora, também é certo que, apesar do cristianismo ter nascido dentro do judaísmo, ter sido fundado por um judeu (de nascimento/um judeu apóstata, o Yeshú), sua Fé não era e nunca fôra judaica. A pregação cristã começou com um judeu, mas a Fé pregada por ele não era de modo algum de origem judaica. Daí podemos agora compreender porque a Fé cristã está tão intimamente enraizada no mundo gentio (apesar de sua origem judaica): influências egípcias, persas ou zoroastrianas, gregas ou platônicas, etc., porque o próprio Yeshú teve contato com estas crenças (algumas ou todas) e as incorporou em seus ensinamentos, e, além disso, posteriormente, depois de sua morte, e depois que os cristãos gnósticos se separaram dos cristãos ebionitas, o cristianismo gnóstico foi ainda mais influenciado por crenças gentias. Porém, ainda antes mesmo do que seria o 1° século de nossa era, o cristianismo já havia se separado do judaísmo e se tornado uma religião independente e distinta. As duas principais correntes cristãs se separaram uma da outra e tornaram-se dois cristianismos independentes, um não-judaizante, os gnósticos, e um judaizante, os ebionitas. Ambos reescreveram a história de Yeshú e seus seguidores a seu próprio modo. E por fim, no que seria o final do 1° século de nossa era para o começo do 2° século, uma terceira forma de cristianismo se consolidou. Este cristianismo (proto-católico), da mesma maneira que os outros cristianismos, reescreveu a história de Yeshú e seus seguidores a seu próprio modo, mas foi INOVADOR em transportar Yeshú de cerca de uns 200 anos antes para uns 100 (o que seria o início do nosso 1° século).
Mas, por que este cristianismo (proto-católico), diferente dos outros dois, acabou transportando a vida de Yeshú e seus seguidores de 90 antes da era comum para o que seria o início do nosso 1° século? Eles falsificaram o ano de seu nascimento para convencer as massas de que a destruição do Bêt Hamicdásh ocorreu pouco depois de sua morte e que foi uma punição aos judeus por terem-no matado.

 

Enfatizando, agora em outras palavras:

A questão de que Yeshú não seguia a Torá não é uma invenção de “Roma”*;
a questão de ter Yeshú nascido de uma “virgem” também não é uma invenção de “Roma”;
a questão da divindade de Yeshú (o deus-homem) também não é uma invenção de “Roma”;
e, a questão de que Yeshú fundou uma nova Fé também não é uma invenção de “Roma”.
De acordo com o judaísmo, o próprio Yeshú deixou o judaísmo e pregou (fundou) uma nova Fé (religião) (o próprio Yeshú ensinava que a Torá – a Lei de Moshé – foi anulada), e o próprio Yeshú se dizia nascido de “virgem”, se dizia o messias, e se dizia até mesmo divino ou deus (ou o próprio deus em pessoa) (foi ele mesmo que distorceu e aplicou a si mesmo muitos textos bíblicos – tais como Isaías 11:1 (daí ele também ser chamado no judaísmo de Yeshu Hanotsrí (Yeshú o notsrí) – palavra que depois foi deformada pelos cristãos resultando em ‘o nazareno’); (Is.) 7:14; Salmos 110:1; etc.).
(E, também, até mesmo a própria questão da acusação contra os judeus pela morte de Yeshú não é uma invenção de “Roma”, pois, de fato, foi o tribunal judaico que executou Yeshú.)

 

* Por exemplo, não foi “Roma” que trocou o shabát pelo domingo, foi o próprio Yeshú que instituiu a celebração do domingo.

 

Sobre Flávio Josefo

Quanto ao que se chama de “testemunho de Flávio Josefo” (Testimonium Flavianum), no livro História dos hebreus, devemos levar em conta o fato de que nas passagens em que Josefo realmente trata de Pôncio Pilatos, em parte alguma ele o conecta a Yeshú (é na suposta passagem de Yeshú que Yeshú está conectado a Pôncio Pilatos, não o contrário (e esta menção nos lembra, e muito, o chamado “credo apostólico” {aliás, todo o parágrafo “de Josefo” nos faz lembrar do credo})), assim como também o fato de que nem Herodes, nem Arquelau, nem Agripa, e nem João (Batista) estão conectados a Yeshú.

E o mesmo ocorre no livro Guerra dos Judeus, onde nem Herodes nem Arquelau nem Pilatos são conectados a Yeshú.

E é interessante notar que por mais que Josefo trate de Herodes, em momento algum ele descreve uma chacina de bebês (a chamada “matança dos inocentes”). Bart D. Ehrman explica: “O fato [é] que não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar.”

Mas e quanto à “Tiago, irmão de Jesus chamado o Cristo” escrito por Josefo na História dos hebreus? O certo é que pode mesmo esse Tiago ter tido um irmão chamado Jesus, que logicamente não é Yeshú, ou também pode não ter tido, então, ou a frase inteira, “irmão de Jesus chamado o Cristo”, ou, “chamado o Cristo”, são interpolações cristãs. Alguns têm defendido que apenas “chamado o Cristo” é uma interpolação, e que esta passagem se refere à Tiago, o irmão do sumo sacerdote Jesus ben Daneu (Damneus) (ou Jesus ben Damnaios). Por outro lado, por exemplo, a historiadora Tessa Rajak defende que a frase inteira é uma interpolação.
(De acordo com o judaísmo, qualquer um destes dois conceitos está correto, já que mesmo que Yeshú tenha tido um irmão chamado Tiago, este Tiago viveu OBVIAMENTE no tempo de Yeshú, ou seja, no 1° século ANTES da era comum e não no 1° século da nossa era.)

Roque Frangiotti nos diz de Voltaire sobre Josefo:
“Voltaire, ao comentar essa [suposta] passagem [de Jesus em Josefo], observa que: “Os cristãos, por uma dessas fraudes ditas piedosas, falsificaram grosseiramente um passo de Josefo. Atribuem a esse judeu, tão fanático de sua religião, quatro linhas ridiculamente interpoladas”.” “Na sequência, Voltarie [observa o seguinte:] “Esse historiador [Flávio Josefo], que não dissimula nenhuma das crueldades cometidas por Herodes, nunca fala do [suposto] massacre, por ele ordenado, de todas as crianças (o massacre dos inocentes),” em consequência do nascimento de Jesus, conforme afirma o “novo testamento”.

É interessante notar que, lendo o relato de Josefo, se removermos a suposta passagem de Yeshú, o parágrafo anterior se encaixa bem ao posterior, com o texto fluindo naturalmente.

A historiadora Tessa Rajak (bem como alguns outros historiadores) (assim como fê-lo Voltaire) defende que o parágrafo inteiro é uma interpolação cristã. E, logicamente, levando em conta o ensinamento do judaísmo – o de que Yeshú existiu mesmo e viveu uns 100 anos antes da data cristã popular (na verdade, nasceu em 90 antes da era comum) – fica mais do que evidente que, de fato, a passagem inteira de Josefo é uma interpolação cristã.

Já quanto à Tácito, ele estava tratando dos cristãos e apenas escreveu o que ouvira dizer sobre Jesus (e como se dizia que fora morto por Pôncio Pilatos, é isso mesmo o que ele escreveu).

 

Ateus não-acadêmicos inventaram o “deus-sol Jesus”

Os defensores da teoria do “deus-sol Jesus” oferecem alegações “sensacionalistas tão extravagantes, errôneas e mal fundamentadas que não é de se surpreender que não sejam levados a sério pelos” “estudiosos autênticos” de história antiga. Se os textos sensacionalistas escritos por estes não-acadêmicos (quer dizer, não-especialistas) “despertam alguma reação nos estudiosos qualificados, é simplesmente de perplexidade por ver matérias tão inexatas, com base em pesquisas tão malfeitas, sendo publicadas.” Estudiosos “desse gênero” (os defensores do deus-sol Jesus) “não deveriam se surpreender de ver que suas idéias não são levadas a sério por estudiosos autênticos (professores universitários de estudos religiosos – especialistas em Novo Testamento, cristianismo primitivo e religiões antigas em geral), que seus textos não são resenhados em publicações acadêmicas ou mencionados pelos especialistas da área.”
“Historiadores da antiguidade sérios ficam escandalizados com” as teorias de que os deuses pagãos, como “Osíris, Dionísio, Attis, Adônis, Baco, Mitra”, etc., “nasceram em uma caverna em 25 de dezembro do ventre de uma virgem mortal diante de pastores e reis magos,” transformaram água em vinho, tiveram 12 seguidores, etc., morreram (e morreram, as vezes, até mesmo crucificados, e morreram como sacrifício pelos pecados do mundo), ressuscitaram, ascenderam ao céu e voltarão à Terra. “Não existem evidências” históricas para essas afirmações sensacionalistas. “Nenhuma fonte antiga diz nada disso sobre Osíris, nem dos outros deuses.” Estas afirmações “são repletas de inconsistências e dados obviamente falsos.”

 

Ex-cristãos, os Bnei Nôach e Yeshú (Jesus)

Muitos ex-cristãos (que agora se dizem Bnei Nôach) têm atacado sua antiga religião afirmando que Yeshú não existiu realmente, que ele é uma invenção, um mito (semelhante aos mitos dos deuses pagãos) – indo contra a sua historicidade apoiada tanto pelos historiadores quanto pelo próprio judaísmo. Porém, esta teoria (do Jesus mitológico) é utilizada exatamente pelos ateus* – que obviamente também pregam que Hashém não existe, e que, por exemplo, ELE nunca SE revelou no Monte Sinai ao povo judeu – a 3 milhões de pessoas – no ano 2448 da Criação (não tendo havido também a Criação) – pois obviamente é mais cômodo e prático para eles (os ateus) simplesmente afirmarem que Moshé (Moisés) e Yeshú (Jesus) não existiram. Tais ex-cristãos, ao invés de dizerem que Yeshú não existiu, o que não é a verdade (e prestando assim um desserviço), deveriam dizer a verdade**, a de que ele existiu sim, mas também dizer (na verdade, ensinar, e não, debater) a verdade de que Yeshú (Jesus) abandonou o judaísmo, que ele era um transgressor, um violador dos Mandamentos de Deus (Hashém), que ele não vivenciava a Torá (A Palavra Única – original – de Deus (Hashém)), e que ele desviou muitas pessoas da devoção a Deus (Hashém). E que são por estes motivos, verdadeiramente, que ele não é e nunca foi considerado o mashíach pelos judeus.

 

* Certamente há ateus que aceitam a historicidade de Yeshú.

 

** Estes Bnei Nôach (ex-cristãos) devem rever seu pré-conceito e reavaliar sua posição extremista refletindo exatamente em, se Yeshú não existiu de verdade, de que modo, então, o próprio judaísmo revela o ano em que ele viveu, quanto tempo viveu, o ano em que ele morreu e porque e como ele morreu.
Como Yeshú não existiu se a história da existência dele foi tirada de dentro do próprio judaísmo?
Como explica o Rabi Moshe Bogomilsky (Chabad): “É interessante notar que a informação autêntica que os cristãos têm sobre Yeshú é tirada de nossas fontes. A razão é que, durante sua vida, o mundo em geral soube muito pouco sobre ele e não teve nenhuma consideração por ele. Cerca de cem anos após sua morte [(metade do primeiro século da nossa era)], certos indivíduos decidiram torná-lo o fundamento de sua nova crença e começaram a fabricar [algumas] histórias de sua grandeza.”

 

* * *

Devarím/Deuteronômio 13:1-6, 11, 12; 21:22, 23

“Tudo quanto EU (D’us) vos ordeno (aos judeus) (na Torá – os 5 livros de Moshé), isso cuidareis de fazer; não acrescentareis nem subtraireis a isso nada. Se um profeta se levantar no meio de ti (alguém de dentro do próprio povo judeu), ou um sonhador, e te der um sinal do céu ou um milagre da terra, e realizar-se o sinal ou milagre de que te falou, e te disser: ‘Vamos atrás de outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los!’ – não obedecerás às palavras daquele profeta ou daquele sonhador; porque Havayah, vosso D’us, vos está testando para saber se amais a Havayah, vosso D’us, com todo vosso coração e com toda vossa alma. Após a Havayah, vosso D’us, andareis; a ELE temereis, Seus mandamentos (mitsvót) guardareis e a Sua voz ouvireis; a ELE servireis e as Suas qualidades adotareis. E aquele profeta ou aquele sonhador será morto (será julgado, condenado e executado pelo Tribunal judaico), porquanto pregou falsidade em Nome de Havayah, vosso D’us, que vos tirou da terra do Egito e que vos remiu da casa de escravos, para vos desviar do (judaísmo, o) caminho (espiritual) que (O PRÓPRIO) Havayah, vosso D’us, vos ordenou (aos judeus) para andar nele; e eliminarás o mal do meio de ti. E o apredejarás, e morrerá, pois procurou desviar-te de Havayah, teu D’us, que te tirou da terra do Egito, da casa de escravos. Todo o (Povo de) Israel ouvirá (sobre tal execução) e temerá, e não voltará a fazer uma COISA MÁ como esta no meio de ti.

E quando houver num homem um pecado digno de pena de morte (por apedrejamento) e for executado, (após a sua execução ainda) o pendurarás num madeiro. Mas não pernoitará seu cadáver no madeiro, porém certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é um desprezo a Havayah, e não contaminarás a tua terra (de Israel), que Havayah, teu D’us, te dá em herança.”

* * *

 

* * *

Interessante notar que segundo o Baal Haturim (Rabi Yaacóv ben Ashér), as palavras (em Devarím/Deuteronômio 13:2) “um profeta (se levantar) no meio de ti” têm o valor numérico de 387, o mesmo valor numérico das palavras “esta é a mulher e seu filho” – referindo-se à mãe infame (Míriam/Maria) que trouxe para o mundo um filho (Yeshú o notsrí) que se tornou o fundador do cristianismo.

Portanto, já existia na própria Torá uma dica de que Yeshú era um falso profeta e deveria ser morto.

* * *

 

 

Cronologia Hasmoneana (Época de Jesus/Yeshú – Os contemporâneos de Jesus/Yeshú)

● Yeshú (Jesus)

(Jesus não foi um mito. Ele existiu mesmo. Ele viveu)
de 3671 a 3707 da Criação;
data secular: de 90 aec a 54 aec;
36 anos de vida;
nasceu há 2107 anos;
morreu há 2071 anos.
(Viveu quase 100 anos antes da data que lhe foi atribuído pela igreja.)

● Rei Alexandre Yannai (A. Janeu)

de 3636 a 3685 da Criação;
data secular: de 125 aec a 76 aec;
49 anos de vida;
rei da Judéia;
reinou 27 anos: de 3658 a 3685 da Criação (103 aec a 76 aec).

● Rabi Yehoshúa ben Perachyáh (Y. b. Perahiá)

irmão de Míriam, mãe de Yeshú, tio de Yeshú;
professor de Yeshú;
Sábio da Torá, foi também o presidente do Sanhedrín no período de cerca de 3623 a 3678 da Criação (c.138 aec a 83 aec).

●Rabi Shimeón ben Shátach (Simão ben Shetach)

irmão da rainha Salomé Alexandra (esposa do rei Alexandre Yannai);
foi o presidente do Sanhedrín no período de 3678 a 3703 da Criação (83 aec a 58 aec).

● Rainha Shulamit Alexandra (ou Salomé A.)

também conhecida como Shalomtsion* Hamalka (A paz de Tsión-A rainha);
esposa do rei Alexandre Yannai;
irmã do Rabi Shimeón ben Shátach;
(viveu) de 3621 a 3694 da Criação;
data secular: de 140 aec a 67 aec;
73 anos de vida;
reinou 9 anos: de 3685 a 3694 da Criação (76 aec a 67 aec).

* Shlomtzion.

 

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Noaítas e a Estrela de David

B”H

 

Perguntas e Respostas

 

Por Noahidebr e Ask Noah.org

 

Em outra matéria deste site, o Rabi Jacob Immanuel Schochet (Chabad) disse: “Existem linhas claras de distinção entre judeus e gentios e estas devem permanecer exatamente assim.” Tendo esta declaração em mente, eu sou noaíta e por anos tenho usado um colar com a Estrela de David, então, pergunto:

Devo deixar de usá-lo porque as pessoas pensarão que sou judeu/judia? Ou posso usá-lo, conquanto se alguém me perguntar se sou judeu/judia, respondo-lhe que não, que sou noaíta?

 

Se um noaíta decide usar quaisquer objetos com a Estrela de David (em hebraico, “Maguên David”, literalmente “Escudo de David”) (colar, chaveiro (mesmo o chaveiro pendurado em uma mochila, bolsa, estojo, caderno, …)), brincos, pulseira, anel, etc.), não há problema algum nisto. Esta prática não está associada com os mandamentos judaicos. Para você, usar esse colar é apenas uma maneira de demonstrar o seu apoio aos judeus e ao judaísmo, e em caso de questionamento esta pode ser a sua explicação.

 

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Três comentários sobre a Porção Semanal Vaierá

B”H

 

Três comentários sobre a Porção Semanal Vaierá (Bereshít/Gênesis 18-22)

 

Por Rabi Uri Cherki

 

Quem tem razão: Maimônides (Rambám), Nachmânides (Rambán) ou Gersônides (Ralbág)?

Uma importante disputa aparece entre dois grandes comentaristas, o Rambám (Maimônides) e o Rambán (Nachmânides), sobre o mesmo assunto da Porção Semanal Vaierá.

Segundo Maimônides, nesta Porção da Torá, toda a história de Avrahám acolhendo seus convidados, e a promessa do nascimento de Yitzchák, incluindo a posterior defesa de Sedóm e Amorá (Sodoma e Gomorra), aconteceu na verdade como uma visão divina, sem nenhum efeito no plano físico – concreto. Sua prova é a frase que abre todo o evento: “E Hashém lhe apareceu (a Avrahám)“ [Bereshít/Gênesis 18:1], que indica que foi uma revelação profética e serve como preâmbulo a tudo o que vem a seguir. Nachmânides não só não aceita esta abordagem, quanto a rejeita de forma muito forte e incomum, com duros termos: “Estas palavras (de Maimônides) contradizem o texto, e não nos é permitido escutá-las, e muito menos acreditar nelas!“ Por que Nachmânides acha que o comentário de Maimônides, que apresenta alguma dificuldade, pode tornar-se herético do ponto de vista da fé?

O Rabino David Cohen (um discípulo do Rav Kook, conhecido como o “Nazir”, o Asceta) explicou que Nachmânides morava entre cristãos e era muito sensível à possibilidade de que a explicação de Maimônides pudesse ser explotada por eles e usada ​​contra os judeus. Eles poderiam descobrir que um destacado comentarista judeu explica que D’us apareceu na forma de três homens, e usar isto para justificar a sua doutrina da Trindade. Maimônides, por outro lado, vivia em um ambiente muçulmano, onde este medo não existia, e estava mais envolvido na luta contra as crenças populares que vêem assuntos espirituais em termos materialistas, como demônios ou espíritos. Isto o levou a enfatizar o significado abstrato do encontro de Avrahám com os anjos.

É importante considerar a dificuldade que teve Nachmânides com a abordagem de Maimônides, porque não podemos aceitar a suposição de que Maimônides não viu esta dificuldade. Ou seja, se dissermos que toda a revelação dos anjos era meramente uma visão profética, como os habitantes de Sodoma poderiam ter tentado prejudicar os anjos? Poderia o povo de Sodoma também participar de uma visão profética?

A verdade é que uma leitura direta da passagem implica que Maimônides tinha razão. Leiamos atentamente os versículos relacionados com Sodoma:

“E Hashém fez chover sobre Sedóm e Amorá enxofre e fogo vindos de Hashém, desde os céus. E destruiu estas cidades, e toda a planície, e todos os moradores das cidades e as plantas da terra. E olhou sua esposa (de Lot) por trás dele, e converteu-se num pilar de sal (montículo). E acordou de manhã cedo Avrahám“. [Bereshít/Gênesis 19:24-27].

Este é um final surpreendente! Parece que todo o evento da destruição de Sodoma, a visita dos anjos, a salvação de Lot, aconteceu em um sonho profético de Avrahám, ao mesmo tempo em que as cidades eram fisicamente destruídas.

Com base nisto, podemos entender melhor a abordagem de Maimônides. A visão da ida dos anjos a Sedom agora pode ser vista como uma tentativa de D’us de permitir que Avrahám participe do decreto contra Sodoma, quando, em seu sonho, viu como as pessoas dali teriam tratado os anjos se eles realmente tivessem ido fisicamente à cidade.

 

[O comentarista Abarbanel diz: “O significado desta visão e sua finalidade é, em última instância, fazer Avrahám conhecer a perversidade dos habitantes de Sedóm e a destruição futura que pesa sobre eles… ; e também para que ensine a seus descendentes e às pessoas de seu Pacto o “caminho de Hashém”, para que não lhes ocorra o que ocorrerá a Sedóm e Amorá; portanto, começa o capítulo dizendo: ‘Apareceu-lhe Hashém…’,” e termina o capítulo dizendo: ‘Foi-SE Hashém quando concluiu de falar a Avrahám…’.]

 

Devemos também adicionar uma nota sobre a abordagem notável de outro importante comentarista desta história, o Ralbag (Gersônides). Na opinião dele, em princípio, nenhum milagre pode acontecer sem a participação de um profeta, portanto, de um humano. Por isso, ele explica que os três homens que visitaram Avrahám eram… homens! Quer dizer, profetas, que vieram para contar as notícias da gravidez de Saráh e do julgamento contra o povo de Sodoma. (…)

 

[A palavra hebraica usada para estes três visitantes é “malachím”, que significa literalmente “emissários (de D’us)”.]

 

© Rabi Uri Cherki

Traduzido do espanhol por Noahidebr/Bnei Noach Brasil
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A NÃO-espiritualidade de D’us

B”H

 

Na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”: “Hashém”; “Moshé”; “Mishná”; “Yeshayáhu”; “Bereshít”.

 

A NÃO-espiritualidade de D’us

 

D’us NÃO é espírito, espiritual ou espiritualidade

 

Muitas pessoas pensam que se D’us não é material, ELE só pode ser espiritual. “O que mais D’us poderia ser se não espiritual?” O fato é que o judaísmo e o noaísmo tem enfatizado muito a questão da imaterialidade de D’us mas enfatizado pouco a questão da NÃO-ESPIRITUALIDADE de D’us, quer dizer, pouquíssimas vezes é abordado a Verdade de que D’us NÃO é espírito, de que D’us NÃO é um ser espiritual, de que D’us NÃO é espiritualidade. Quando dizemos que D’us não é físico, não estamos dizendo que ELE é espírito. Na verdade, D’us está além de ambos, do material e do espiritual, porque ambos são SUAS criações.

 

O texto abaixo é extraído de “The Jewish Understanding of God” (O Entendimento Judaico de Deus), © Morasha Syllabus project.

Traduzido por Noaismo.info: © 2015-2019 Noaismo.info

▪D’us é INCORPÓREO (NÃO-material/NÃO-físico)

 

1. Maimônides (Rabi Moshé Ben Maimon), Comentário sobre a Mishná, Ao Capítulo 10 do Tratado de Sanhedrin, Terceiro Princípio – Incorporeidade de D’us: ELE não é físico de forma alguma.

 

“D’us é totalmente imaterial. Isto significa que esta UNIDADE [que denominamos D’us] não é nem um corpo nem uma força física. Não podemos dizer que D’us se movimenta, está parado, ou existe em determinado lugar. Coisas assim não podem acontecer-LHE. Nossos Sábios ensinam que quando nossas sagradas Escrituras falam de D’us em termos físicos, tais como andar, estar de pé, sentar, falar – bem como todas as outras expressões similares – devem ser entendidas no sentido figurativo pois ELE não é um ser e nem uma força física. Não podemos conceber que D’us possua qualquer imagem ou forma[*].”

 

[* Que D’us criou o homem à SUA imagem (Bereshít {Gênesis} 1:27) significa que o homem compartilha das mesmas qualidades espirituais (atributos) que D’us emprega ao interagir com o mundo. Somente neste sentido é possível dizer que o homem parece-se com D’us.]

 

2. Rabi Yaakov Weinberg, Fundamentos e Fé, páginas 43-44 – O fato de que D’us não é físico significa que não podemos eludir SUA consciência.

 

“É necessário compreender e estar ciente da incorporeidade ou imaterialidade de D’us (da não-fisicalidade de D’us) porque se D’us habita no espaço, o homem pode ver-se livre DELE. Se D’us habita no espaço, ELE é limitado – ELE tem limites – [e é finito]. Um ser material não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se O Onipotente está limitado no espaço, o homem pode eludir SUA consciência. Se o homem pode eludir SUA consciência, então D’us [não é D’us, e D’us] já não pode mais dizer à humanidade como agir. Quando alguém quiser fazer algo errado poderá certificar-se de que está escondido e de que assim escapará, convencido de que D’us nunca o saberá ou nunca irá encontrá-lo.

Se uma pessoa acredita que D’us é material, ela vai sentir-se capaz de escapar DELE. O raciocínio para essa conclusão é lógico: o ser humano procede naturalmente em concordância com suas crenças. Se uma pessoa assume a crença de que D’us é corpóreo, de que ELE habita no espaço [(quer dizer, de que D’us tem corpo e de que já que ELE tem corpo e obviamente não vive aqui na Terra, então, ELE reside no espaço]), então ela vai concluir intuitivamente que pode esconder-se DELE.”

Quando dizemos que D’us não é físico – que D’us não é um ser material – não estamos querendo dizer que D’us é, então, espírito – um ser espiritual. Na verdade, D’us está além de ambos, do material e do espiritual, porque ambos são SUAS criações. [D’us é O Criador de toda a existência, material e espiritual.]

 

3. Ibid. – D’us está além do espaço e do tempo.

 

“Embora o conceito da incorporeidade de D’us seja geralmente entendido, o conceito paralelo da SUA não-espiritualidade não é bem conhecido. Embora [(até mesmo dentro do próprio judaísmo)] D’us seja frequentemente referido como um “ser espiritual”[*], esse termo é aplicado indevidamente, por falta de outra palavra. Se um objeto material é definido como sendo limitado no tempo e no espaço, enquanto algo espiritual é limitado em termos de tempo mas não em termos de espaço, deve-se concluir que D’us não é nem material nem espiritual. O Onipotente não está limitado nem no espaço nem no tempo. Todos os seres materiais e espirituais foram criados por ELE, como está escrito: “No princípio D’us criou os céus e a terra” (Bereshít {Gênesis} 1:1).

 

[* Um texto judaico, por exemplo, diz: “D’us, que é todo espiritual”.]

 

Nossos Sábios aprenderam que “os céus” são uma referência às criações espirituais, como os anjos e o “Trono Celeste” [(os Ofaním e os Chaiót)], enquanto “a Terra” se refere a toda existência material. As almas dos seres humanos, também entidades espirituais, também foram criadas. Portanto, é errado descrever D’us em termos espirituais. D’us é único[ – singular –], nem físico nem espírito, O Criador tanto do mundo material quanto do mundo espiritual.

O versículo que Maimônides cita como prova da incorporeidade de D’us também pode ser aplicado à SUA não-espiritualidade. Ele cita o profeta judeu Yeshayáhu (Isaías 40:18, 25): “A quem, pois, podeis comparar Hashém (D’us)? Ou a que O podeis assemelhar?” Se D’us fosse material, ELE poderia ser comparado com tudo o que é material na criação. Da mesma forma, se ELE fosse espiritual, então ELE poderia ser comparado com qualquer coisa espiritual na criação. Nenhuma comparação pode ser feita, porque não existe nenhuma relação de qualquer tipo que possa descrever A Essência dO Criador. Nós podemos compreendê-LO somente em termos do relacionamento Criador-criação.”

 

[Portanto, como D’us é O Criador de tudo o que é matéria, obviamente ELE não é matéria. E do mesmo modo, como D’us é O Criador de tudo o que é espírito, obviamente ELE não é espírito. D’us está tão além de toda a espiritualidade quanto está de toda a fisicalidade. A Essência de D’us é tão incompreensível e inimaginável para as criaturas celestiais mais elevadas quanto o é para o homem. É totalmente impossível – tanto para os seres espirituais quanto para o homem – imaginar D’us. D’us está totalmente além da imaginação – nossa (humana), e mesmo da de todos os seres espirituais. D’us é absolutamente INIMAGINÁVEL – para todos os seres existentes, tanto espirituais quanto materiais. Assim como os humanos não sabem como D’us é, os seres espirituais também não sabem como D’us é. E assim como D’us em SI não reside no mundo físico, da mesma forma D’us em SI não reside no mundo espiritual. (Na verdade, D’us está em todos os lugares e simultaneamente em lugar algum.) E além de tudo isso, é fato também que não há, em toda a criação – em todo o mundo material e, inclusive, em todo o mundo espiritual – nenhum poder independente de D’us.

D’us, e SÓ D’us, é D’us – O Todo Infinito*.

 

* Quando dizemos que SÓ D’us é D’us, estamos dizendo que SÓ D’us sabe o que é D’us, isto é, SÓ ELE conhece a SI MESMO.

 

Tehilím (Salmos) 89: 7-9, 12:

“Quem, nos céus (nos mundos espirituais), pode comparar-se a Hashém? Quem, entre os seres celestes, é semelhante a Hashém? D’us é reverenciado entre (todos) os anjos (sem exceção alguma, sim,) temido por todos os que estão à SUA volta. Ó Hashém, D’us das Hostes, quem é poderoso como TU? TEUS são os céus (os mundos espirituais) e a terra, o mundo (material) e tudo o que ele contém, pois TU os fizeste.”

 

Yeshayáhu (o Profeta judeu Isaías) 46:5, 9:

“A quem ME assemelhareis, ou igualareis, ou comparareis, para considerar MEU equivalente? … EU sou D’us, e não há nenhum outro; somente EU sou D’us, e ninguém a MIM se compara.”

 

Devarím (Deuteronômio) 4:39:

“Saberás hoje, e considerarás no teu coração, que Hashém – ELE é O D’US, acima nos céus (isto é, acima nos mundos espirituais) e embaixo na terra (isto é, e embaixo no mundo material); não há nenhum outro.”

O seu deus é espírito? O seu deus é um ser espiritual? O D’us Único de Israel, Hashém, não é espírito, não é espiritual, não é espiritualidade. O D’us Único de Israel, Hashém, é O Criador da matéria e do espírito – O Criador da fisicalidade e da espiritualidade.]

 

 

© 2010 Tzipora Rottenberg;

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