10a Parte do Curso Bnei Noach

B”H

 

Parte 10 do Mini Curso Virtual Gratuito de Introdução ao Tema de Bnei Noach

O movimento Bnei Noach nos primeiros séculos da existência cristã

 

Há uma parte da História que certamente é desconhecida da grande maioria das pessoas. Seja porque outros que a ensinaram também desconheciam tais detalhes, seja porque outros a deturparam. A questão é que muitas vezes até mesmo nós mesmos podemos ter deduzido ou imaginado as coisas da maneira como elas realmente não foram.

É fato que o atual fenômeno Noaítico (i.e., do movimento bnei Noach) não é uma coisa que está acontecendo pela primeira vez na História. Hoje entendemos que do último século antes da nossa era até o terceiro século da nossa era, o noaísmo (o movimento Bnei Noach) era propagado por todo o mundo e se destacava cada vez mais. Certamente, o mundo pagão não era tão pagão quanto provavelmente pensamos. E certamente os pagãos não eram tão não civilizados quanto pensamos. É certo que não tivesse sido por Constantino transformar o cristianismo paulino na religião do império e ter massacrado e extinguido o noaísmo de então (sim, existiu um holocausto noaítico), o próprio noaísmo teria por fim triunfado sobre o paganismo e os cristianismos originais do último século antes da nossa era (o gnóstico e o ebionita) e ainda sobre o cristianismo paulino dos primeiros séculos da nossa era. Não, o imperador Constantino não inventou o cristianismo. Tampouco ele inventou o cristianismo paulino (obviamente inventado por Paulo). O que o Imperador Constantino fez foi apenas utilizar o cristianismo paulino como estratégia política para destruir o noaísmo (e tentar, junto, destruir o judaísmo) (ainda que isso significasse, de toda forma, a destruição do paganismo nominal).

 

A seguir, revisamos o texto de Jakob J. Petuchowski na revista Commentary de acordo com o atual conhecimento de que os “Tementes de Hashém” daquela época não se tratavam de convertidos mas de noaítas (Bnei Noach), não-judeus devotos do D’us da Torá e de Israel.

 

“Nos dias helenísticos e romanos do Segundo Templo, o Judaísmo conduzia uma propaganda divulgadora muito ativa [na verdade, propagando não o próprio judaísmo se não a fé judaica — toraítica — através do noaísmo, como explica o Rabi Tzvi Freeman: “a propagação dos valores judaicos [toraíticos] em todo o Mediterrâneo”]. Jesus descreveu os fariseus como cruzando a terra e o mar para fazer simpatizantes do judaísmo [os noaítas]. Muitos dos escritos agora encontrados nas coleções de Apócrifos e Pseudepígrafes eram originalmente folhetos de propaganda judaica dirigidos aos pagãos em sua própria língua e imagens. Josefo afirmou que não havia uma cidade grega ou bárbara em que a observância de costumes judaicos [ou mais exatamente, toraíticos (e mais precisamente, costumes noaicos — a observância noaítica): orar para um único D’us; abençoá-LO; não maldizê-LO; cumprir as sete leis noaíticas etc] não tivesse penetrado, e os autores romanos clássicos o confirmam — embora, ao contrário de Josefo, eles não achem esse estado de coisas louvável.

Essa propaganda foi em grande parte um apelo à razão: primeiro os pagãos deveriam ser convencidos da futilidade de seus ídolos, e então eles deveriam [assumir o noaísmo — podendo, posteriormente, se quisessem, se converter]. Mas o judaísmo nunca foi uma religião fácil de se assumir. Muitos pagãos, para quem seu conteúdo teológico e ético [através do próprio noaísmo] era atraente, recusaram-se a se submeter ao “jugo da Lei”. As sinagogas de Alexandria e da Ásia Menor eram frequentadas por esses [noaítas], que se tornaram conhecidos como “Tementes do D’us”.

Desse grupo também vieram muitos dos primeiros cristãos [do primeiro século da nossa era], mas as repetidas advertências de Paulo aos seus discípulos contra a adoção [da fé] judaica [e de práticas judaizantes decorrentes dos ebionitas] indicariam que a propaganda divulgadora judaica continuava a representar uma séria ameaça ao cristianismo paulino. A competição continuou por muitos anos — até que o Cristianismo venceu a batalha pela alma do velho mundo mediterrâneo ao se tornar a religião oficial do Império Romano. Condições políticas particulares permitiram ao cristianismo paulino superar seu concorrente judeu no Século 4. Daí em diante, a pena de morte foi decretada tanto para os propagandistas [do noaísmo] quanto para [os noaítas].

Visto que o judeu devia viver de tal maneira que seu comportamento constituísse uma “santificação do Nome de D’us”, havia o corolário natural de que seu exemplo bem poderia tornar O D’us judaico e [a fé judaica] atraentes para os gentios. Um indicativo disso é a história contada no Talmud sobre Simeon (Shimon) ben Shetach, que foi tão escrupulosamente honesto em uma transação comercial com um pagão que este exclamou: “Bendito seja O ETERNO, O D’us de Simeon ben Shetach!” Vinte séculos atrás, as sinagogas do mundo helenístico eram consideradas pelos pagãos educados como escolas de uma filosofia de vida viável, pela qual se sentiam cada vez mais atraídos.

Quando a Igreja medieval se empenhou no trabalho missionário, a sua intenção ideal era salvar o não crente da perdição, já que “não havia salvação fora da Igreja”. Mas isso não contrariava o sentimento judaico: podia haver salvação fora da Sinagoga. “Os justos de todas as nações têm uma parte no Mundo vindouro”. E, de fato, a retidão que daria ao Gentio o direito à sua participação na vida futura foi especificamente [exposta] no Talmud em sete regras simples de moralidade humana elementar, as chamadas “Sete Leis dos Filhos de Noé”. D’us, afirmava-se, tinha feito um pacto com a humanidade como um todo nos dias de Noé; e, ao contrário do pacto que ELE mais tarde fez com Israel, este pacto noaítico não tinha prescrições cerimoniais ou rituais. As leis noaíticas proibiam a idolatria, blasfêmia, assassinato, adultério, roubo, e a ingestão de uma parte de um animal vivo; do lado positivo, foi ordenado o estabelecimento de tribunais de justiça. [Assim,] a idéia de uma humanidade unida adorando O D’us de Israel não era nada surpreendente. 

Aqui está um problema missionário que as igrejas não precisam enfrentar: ao se tornar um judeu, o prosélito não apenas se torna um judeu crente e praticante; ele também se torna membro do povo judeu. É possível uma coisa dessas? A tradição responde que sim. Um prosélito que perguntou a Maimônides se ele poderia se juntar a seus novos correligionários na oração a “nosso D’us e D’us de nossos pais, D’us de Abraão, Isaque e Jacó”, foi informado de que ele certamente poderia fazer isso. Até hoje, o prosélito é chamado para a leitura da Torá como ben Avraham, “o filho de Abraão”. O conceito do prosélito como um “filho de Abraão” certamente significa que o povo judeu nunca foi identificado com raça ou nação no sentido moderno.

[E o que o judaísmo tem a declarar sobre o cristianismo e o maometismo?] Maimônides viu [na popularidade do] Cristianismo e do Islã uma “pavimentação do caminho para o Rei Messias”. Mas Maimônides não deixa de acrescentar: “Quando o Rei Messias chegar de verdade, eles (os cristãos e os maometistas) se arrependerão imediatamente e saberão que herdaram a falsidade de seus pais e que os seus profetas e os seus pais os desviaram.”

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Uma Carta Para os Bnei Noach

 

Por moré Yosef Ben Shlomo Hakohen

 

Uma Carta (de um amigo judeu) Para os Bnei Noach

 

Introdução à Carta:
Dentro da Torá, há um caminho universal para toda a humanidade.

Este caminho contém sete categorias básicas de mitsvót – mandamentos divinos (Sêfer HaChinuch, Mitsvá 416). Estas sete categorias de mitsvót fornecem uma base ética e moral para a sociedade humana. Além disso, existem fontes dentro de nossa tradição que afirmam que todos os seres humanos devem cumprir aquelas mitsvót da Torá que são sugeridas pela “razão humana e pela compreensão do coração” (Introdução ao Talmude por Rabi Nissim Gaon).

Há um número crescente de não-judeus que estão se esforçando para cumprir os preceitos deste caminho que dá vida. Eles são frequentemente chamados de Bnei Noach – os Filhos de Noá, pois os preceitos básicos deste caminho foram reafirmados na geração de Noá (Noé), após o grande dilúvio. Rabi Maimônides afirma que este caminho universal foi mais tarde reafirmado quando a Torá foi dada no Monte Sinai (A Lei dos Reis 8:11). Os Bnei Noach percebem que a Torá e suas interpretações foram dadas ao nosso povo no Monte Sinai; assim, eles procuram estudar com rabinos que podem guiá-los em seu caminho. Na atualidade, a maioria são ex-cristãos que optaram por aceitar os ensinamentos da Torá a respeito da Unidade de D’US, do Messias, do propósito do ser humano neste mundo, e outras questões relacionadas. Eles são verdadeiros amigos do nosso povo, pois amam e respeitam tanto o nosso povo quanto o nosso judaísmo; assim, ao contrário de muitos cristãos que procuram nos “converter”, eles procuram nos apoiar em nosso caminho espiritual. Como [verdadeiros] amigos do nosso povo, eles se posicionam fortemente contra todas as formas de ódio contra os judeus, e são fortes aliados do Estado de Israel. Em agradecimento por sua amizade e realizações espirituais, escrevo a seguinte carta aos membros do movimento Bnei Noach:

“Estimados amigos, como membros do crescente movimento Bnei Noach, vocês reconhecem a unicidade e a unidade de Hashém, O MISERICORDIOSO. Portanto, penso em vocês em minhas orações diárias, especialmente quando proclamo de manhã e à noite: “Ouça, ó Israel, Hashém é o nosso D’US, Hashém é UM!” (Deuteronômio 6:4) Segundo o comentarista bíblico clássico, Ráshi, quando proclamamos “Hashém é UM”, estamos proclamando que no futuro todos os povos da terra reconhecerão a unidade e a unicidade de Hashém, como está escrito: “Pois então eu transformarei os povos para que falem uma linguagem pura, para que todos proclamem O NOME de Hashém, para servi-LO com uma determinação unida.” (Sofonias 3:9) Como Ráshi nos lembra, também está escrito: “Naquele dia Hashém será UM e SEU NOME UM.” (Zacarias 14:9) Que esse dia chegue logo. Enquanto isso, vocês devem perceber que são pioneiros espirituais que estão se preparando para esse grande dia, unindo-se ao povo de Israel na proclamação: “Hashém é UM”! Quando proclamamos que Hashém é UM, também estamos proclamando que devemos servir apenas O ÚNICO e UNIFICADOR CRIADOR do Universo. Neste espírito, a voz Divina proclamou no Monte Sinai: “Não terás outros deuses diante da MINHA PRESENÇA.” (Êxodo 20:3) E também está escrito: “Conhece-O hoje e lembre-se repetidamente de que Hashém SOZINHO é D’US; no céu acima e na terra abaixo – não há outro.” (Deuteronômio 4:39) Portanto, é proibido divinizar qualquer objeto, força ou ser, incluindo um ser humano. De fato, a Torá nos diz que “D’US não é humano [(e portanto nem homem nem mulher)].” (Números 23:19) Muitos de vocês vivem entre cristãos que divinizam um homem judeu que viveu há mais de 2.000 anos; além disso, eles proclamam que a única maneira de chegar a D’US é através deste homem. Vocês rejeitaram esta crença cristã e escolheram seguir os ensinamentos originais de Abraão e Sara, que ensinaram os seres humanos a orar diretamente para O MISERICORDIOSO. Na verdade, todas as grandes figuras bíblicas incluindo Moisés, Aarão, Miriam, Débora, Davi, Isaías e Jeremias oraram diretamente para O MISERICORDIOSO. Foi assim que a Torá nos ensinou a orar, e qualquer um que leia o Livro dos Salmos pode descobrir a abordagem da Torá à oração. Há uma canção popular cristã que contém as palavras: “Dá-me essa religião dos velhos tempos”. A canção menciona que se a “religião dos velhos tempos” era suficientemente boa para Abraão, Moisés, e um monte de figuras bíblicas, “ela é suficientemente boa para mim”. Da perspectiva da Torá, no entanto, aqueles que rezam diretamente para Hashém são os que verdadeiramente estão no espírito dessa “religião dos velhos tempos”, pois estão estão imitando Abraão, Sara e todas as grandes figuras bíblicas.

Portanto, precisamos lembrar que “Hashém está perto de todos que O invocam, de todos que O invocam sinceramente.” (Salmo 145:18) Um comentarista bíblico clássico, Radák, explica que este versículo está revelando que O MISERICORDIOSO está próximo de “todos” que O invocam, “independentemente da nacionalidade”. Em outras palavras, não é preciso ser judeu para experimentar a proximidade amorosa do MISERICORDIOSO! Muitos de vocês são ex-cristãos, e há alguns pregadores cristãos que lhes têm dito que sua alma está eternamente condenada e que vocês não podem ir para o Céu, já que vocês não aceitam mais o “Senhor e Salvador” deles. Vocês estão em boa companhia, pois, na opinião desses pregadores, nós, o Povo de Israel, tampouco vamos para o Céu, já que não oramos ao homem que eles vêem como seu Senhor e Salvador, nem em nome dele, pois nos lembramos da seguinte proclamação divina: “EU, somente EU, sou Hashém, e não há SALVADOR além de MIM.” (Isaías 43:11) Quando o Estado de Israel capturou Eichman, um destacado assassino nazista, o governo israelense designou o Reverendo William Hall, um missionário canadense que vive em Jerusalém, para servir como seu capelão. Posteriormente, Hall disse à imprensa que se este assassino de homens, mulheres e crianças judeus tivesse aceitado seu “Salvador” antes de ser executado, ele teria entrado imediatamente nos portões do paraíso. Foi então perguntado a Hall: “E quanto às almas dos seis milhões de vítimas judaicas dele?” Hall respondeu que eles certamente não tinham entrado no paraíso já que não tinham aceitado a “salvação” da Igreja. (Citado no livro da ArtScroll, “Once Upon a Shtetl”, de Chaim Shapiro) Nós, as pessoas que receberam a Torá, temos um conceito diferente em relação à entrada no paraíso celestial: O céu de nosso D’US tem muito espaço [por assim dizer], e qualquer ser humano que é um “chassid” (devoto) – uma pessoa que se dedica amorosamente a servir O CRIADOR – pode entrar nos portões do paraíso. Como afirmam nossos sábios: “Os chassidins (devotos) entre as nações têm participação no Mundo Vindouro.” (Tosefta – Sanhedrin 13:1)

Vocês compartilham nossas crenças básicas, e também reconhecem que o Messias ainda não se revelou, pois compreendem que para alguém ser oficialmente reconhecido como o Messias, ele deve cumprir as profecias descritas no capítulo 11 do Livro de Isaías e em muitos outros lugares dentro de nossas Sagradas Escrituras. De acordo com estas profecias, o Messias reunirá [em Israel] todos os exilados [do povo] de Israel, e ele inspirará todos os seres humanos a se voltarem para O MISERICORDIOSO. Sua chegada inaugurará uma era de paz universal e de iluminação espiritual, “pois a toda a Terra se encherá do conhecimento de Hashém como a água cobre o mar.” (Isaías 11:9) Além disso, o Templo será reconstruído e será conhecido como “uma Casa de oração para todos os povos.” (Isaías 56:7) Estas profecias ainda não foram cumpridas; assim, vocês se unem ao nosso povo na espera do verdadeiro Messias que redimirá Israel e toda a humanidade. Seu amor e respeito pelo povo judeu e pelo judaísmo estão no espírito da profecia que descreve como os povos da terra eventualmente se tornarão nossos aliados espirituais, e eles nos dirão: “Iremos com vocês, pois ouvimos que D’US está com vocês.” (Zacarias 8:23) Nesta era, já não haverá missionários que nos exortem a seguir seu caminho; em vez disso, todos se inspirarão nos preceitos universais dentro do caminho de nosso povo.

Como educador da Torá, tenho muito respeito e apreço por sua disposição de serem nossos aliados espirituais, especialmente porque agora estamos vivendo em um período em que o ódio contra os judeus está se espalhando, e inimigos que se dedicam à nossa destruição estão ganhando força e apoio. De acordo com nossos profetas e sábios, este perigo faz parte das dores de parto que levarão ao nascimento da era messiânica, quando todo o ódio e a violência serão eliminados do mundo. O nascimento desta era ainda não ocorreu; no entanto, vocês têm a coragem de apoiar publicamente nossa missão espiritual durante este período difícil e perigoso. Portanto, vocês vão compartilhar de nossa alegria quando o “nascimento” ocorrer, e [finalmente] se cumprir a seguinte profecia:
“Acontecerá no final dos dias: A montanha do Templo de Hashém será firmemente estabelecida como a cabeça das montanhas, e será exaltada acima das colinas, e todas as nações fluirão para ela. Muitos povos irão e dirão: “Vinde, subamos à montanha de Hashém, ao Templo do D’US de Jacó, e ELE nos ensinará seus caminhos e nós andaremos em seus caminhos.” Pois de Sião sairá a Torá, e de Jerusalém a palavra de Hashém.” (Isaías 2:2-3)

Que O MISERICORDIOSO guie, abençoe e proteja vocês, e que nos encontremos na grande reunião em Jerusalém.

Shalom,
Yosef Ben Shlomo Hakohen.

© Yosef Ben Shlomo Hakohen
© Projeto Noaismo Info: traduzido do inglês por © Projeto Noaísmo Info

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Dedicado à elevação da alma de Ana Tiapas.

No que os judeus e os noaítas acreditam?

No que os judeus acreditam?
Visão Judaica X Visão Cristã

 

Por Rabino Gilberto Ventura

 

O Projeto Noaismo Info apresenta esse vídeo do Rabino Gilberto Ventura para todos os cristãos (e pessoas de outras fés) que realmente queiram aprender quais são algumas das diferenças mais fundamentais entre o judaísmo e o cristianismo, como:
Qual o papel dos mandamentos?
Quem cria o mal? D’us ou Satanás?
Como os judeus expiam o pecado se não tem mais sacrifícios no templo?

É interessante e importante também aprender que a Fé Judaica é a Fé da Torá, e que a Fé da Torá não é apenas a Fé Judaica, mas é também a Fé Noaica (ou seja, a fé referente ao Pacto Universal feito com Nôach (Noé ou Noá) depois do dilúvio) ou Fé Noaítica (quer dizer, a Fé dos noaítas, os não-judeus que abandonam suas religiões e aderem à crença na Torá e no D’us de Israel, Hashém (também chamado de O ETERNO), mas que não se convertem ao judaísmo). Portanto, segundo a Torá, a Palavra Original de D’us, D’us deu dois Caminhos Espirituais para toda a humanidade, um, o judaísmo para os próprios judeus, e o outro, o noaísmo (ou o movimento bnei noach) para os não-judeus. Assim, devemos ressaltar que o noaísmo não é um ramo do judaísmo. Nós não somos judeus. Nós não nascemos de mãe judia e não nos convertemos ao judaísmo. Porém, devemos ressaltar também que o noaismo não é um ramo do cristianismo. Nós não somos cristãos (não somos yeshuanistas). Nós não cremos mais em novo testamento (ou brit hadashá). Nós abandonamos totalmente a crença em Jesus (em todas as suas formas: como messias, como filho unigênito de D’us, como co-criador do universo, como deus encarnado, como anjo materializado, como profeta, como rabino, etc). Inclusive, não cremos que algum Yeshua ben (filho de) Miriam (Maria) é hamashíach. Nós também não somos messiânicos (os autointitulados “judeus” messiânicos, que não são judeus coisa alguma, e sim cristãos fantasiados de judeus), e nem os messiânicos são noaítas. Os messiânicos são cristãos que se passam por judeus. Para que? Para querer dizer que existe pelo menos um grupo de “judeus” que acredita em Jesus (a quem chamam de Yeshua). Os messiânicos são cristãos que fingem ser judeus para tentarem fisgar judeus desinformados e não praticantes.

É até interessante que muitos Bnei Noach ou noaítas são ex-messiânicos, mas que, infelizmente, mesmo tendo deixado essa forma de cristianismo, muitos ainda se apegam ao costume de se judaizarem (de quererem continuar com práticas religiosas judaicas, mais especificamente, de quererem continuar copiando-as), seja por “sentirem” que possuem uma alma ou um coração judaico, seja por desejarem a conversão, seja por pensarem que a judaicidade* deveria ser uma questão universal (i.e., que a judaicidade deveria ser praticada por todo o mundo, e não apenas pelos próprios judeus).

 

* Dentro do próprio judaísmo temos dois aspectos de serviço espiritual a D’us. Um, é a Fé Judaica, que também pode ser chamada exatamente e simplesmente de judaísmo, a qual é universal, porque é a Fé da Torá, e é a mesmíssima Fé que a Fé Noaítica. O outro, é a Judaicidade, ou seja, a identidade judaica e a natureza judaica. A prática judaica, naturalmente e logicamente, não é universal, é particular, ou seja, cabe apenas aos próprios judeus. A Judaicidade (ou judeidade) é definida apenas dentro do próprio judaísmo, ela é definida apenas pelos próprios judeus. Não somos nós não-judeus que definimos quem é e quem não é judeu. É muita petulância querermos achar ou pensar que sim.

 

Portanto, o esclarecimento da Fé Judaica é também simultaneamente um esclarecimento da Fé Noaítica, da Fé dos noaítas ou Bnei Noach, da Fé do movimento bnei noach (sim, o noaísmo se trata de um movimento, não é uma religião). Enquanto é esclarecido a diferença entre a crença judaica e a crença cristã, ao mesmo tempo é esclarecido também a diferença entre a crença noaítica (a crença bnei noach) e a crença cristã/messiânica.

 

 

Observação: o que o Rabino Gilberto Ventura diz sobre o dia de Shabát, deve ser entendido da maneira correta, que o aspecto festivo ritualístico é particular, ou seja, foi dado por D’us apenas aos judeus, mas que a instrução por trás do mandamento religioso judaico, a idéia de separar um momento da semana para a espiritualidade, isso sim pode ser feito por qualquer pessoa (e na verdade, em qualquer dia).

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Aviso

B”H

 

Não procure por “sidur messiânico” em nosso Site ou por qualquer outra coisa messiânica; nós não somos messiânicos. Nós não cremos em Yeshua nem cremos na Berít Chadashá. Yeshua, para nós, é tão insignificante quanto o é Muhammad (Maomé) ou Sidarta Gautama. Nós não temos quaisquer simpatias pelos messiânicos ou por coisas messiânicas. E a propósito, messiânicos não são judeus.

 

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/12/09/um-alerta-especialmente-para-os-judeus-cuidado-com-os-autointitulados-judeus-messianicos/

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O cristianismo e o islamismo segundo a Torá

O cristianismo e o islamismo segundo a Torá

 

Por Rabi Jaim Mates Frim

 

O Rabi Manis Fridman disse: “O judaísmo não introduziu o monoteísmo no mundo, porque muitos idólatras acreditam em um único deus.” Tecnicamente o cristianismo não é idolatria[*], e o Rabi Maimônides diz que D-us o deixou existir para que os povos tivessem uma noção do Mashíach e aguardassem sua chegada, e quando ele chegasse eles veriam o erro deles e reconheceriam o verdadeiro (Mashíach). O problema com o cristianismo é que convenceram as pessoas a seguirem yeshu mostrando-lhes estátuas e fazendo-as acreditar que existe um diabo que se opõe (à vontade  de  D-us) e tem o mesmo poder — materializaram e deram entidade física para conceitos espirituais que não o têm. Lhes fazem acreditar que se não acreditarem nessas coisas virão a ser castigados eternamente, não terão a vida eterna, etc., e isso (tudo) é verdadeiramente idolatria e engano. O Islã tem algo parecido. Nasceu no meio de tribos nômades idólatras e lhes deu (junto com o seu maomecentrismo) a crença em um único deus mas que não está aqui [isto é, que ELE não é IMANENTE também]; o mundo não tem valor (algum) e sim deve ser destruído para desfrutar dos mesmos prazeres deste mundo mas no céu. Uma mente não refinada (pela Torá) não consegue entender a unicidade de D-us, que é bom e quem tem uma vontade e propósito. Por isso tem de se ensinar (Torá e) Chassidút para todas as nações para que (“elas conheçam o Pacto do Arco-celeste que Hashém fez com Noach e seus filhos tal como nos relata a Torá”, e então) se refinem, se elevem e possam sair de seus erros (por se tornarem Noaítas ou Bnei Noach).

 

[* Bem como qualquer religião que diga crer em apenas um deus.]

 

Por Rabi Jaim Mates Frim (Diretor Espanhol no Gal Einai Israel de Rechovot)

© Jaim Mates Frim
© Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info

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Um alerta especialmente para os judeus (Cuidado com os autointitulados judeus messiânicos)

Um alerta do site …Noaismo.info especialmente para os judeus
(as informações a seguir também são úteis para os não-judeus):

Cuidado com os autointitulados “judeus” messiânicos

 

Por Projeto Noaismo Info (baseado em Jews For Judaism)

 

Você sabia que existe um ramo do cristianismo cujos adeptos não se dizem cristãos, cujos adeptos se dizem judeus, e mais ainda, cujos adeptos se dizem judeus que encontraram e aceitaram o mashíach (messias)? Pois é, existe esse ramo do cristianismo sim. E o que é pior, esse ramo do cristianismo se autoapresenta como judaísmo messiânico.

A questão é, se existe um judaísmo messiânico, esse judaísmo é o próprio judaísmo autêntico, ou seja, aquilo que hoje é chamado de judaísmo ortodoxo. Se existem judeus messiânicos, os verdadeiros judeus messiânicos são os judeus autênticos (lê-se, os judeus ortodoxos). Isso é assim porque o judaísmo ensina a vinda do mashíach e todos os judeus a aguardam. Mas, para criar confusão entre judeus e não-judeus, um certo ramo de cristianismo teve a audácia de se autointitular e se apresentar para o mundo como o judaísmo messiânico, e seus adeptos como os judeus messiânicos. Por isso, cuidado com os autointitulados judeus messiânicos.

A cada ano, 1.000 grupos missionários cristãos evangélicos hebraizados (ou cristãos hebraístas) gastam mais de 300 milhões de dólares visando o povo judeu em todo o mundo, apresentando-se como judeus, para atrair judeus para a conversão. Nos últimos anos, estes grupos missionários conseguiram converter 350.000 judeus em todo o mundo. Eles apresentam o cristianismo sob o disfarce de judaísmo por chamarem seus clérigos ou pastores de “rabinos” e suas igrejas evangélicas de “sinagogas messiânicas”, por chamarem Jesus Cristo de Yeshua HaMashiach e o Novo Testamento de Brit HaChadasha, que significa Nova Aliança, por chamarem sua religião cristã de Judaísmo Messiânico, por não usarem a cruz e usarem símbolos judaicos, e por usarem nomes hebraicos e cantarem canções judaicas tradicionais. Esse ramo do cristianismo, o cristianismo hebraizado ou hebraísta (a que podemos chamar também de yeshuanismo), é composto por cristãos evangélicos. A igreja católica romana não pratíca mais a conversão de judeus.

Denominando a si mesmos de judeus para Jesus, cristãos hebreus, judeus messiânicos, eles celebram as festas judaicas com uma interpretação cristã. Eles realizam os serviços de Shabát, e usam kipá, talít e tsitsít para criarem a impressão de que um judeu pode ser cristão e ainda manter sua identidade judaica. Usando os Rolos da Torá, a iluminação das velas de Shabát (recitando as bênçãos — as bênçãos das velas de Shabát iniciam o dia de se fazer o Shabát), Kidúsh (bênção que inicia o ritual do Shabát) e Hamôtsi (bênção das duas chalót)*, eles fazem com que os judeus não afiliados se sintam confortáveis e bem-vindos em suas igrejas, pois eles sabem que qualquer judeu, mesmo um não afiliado, se sente desconfortável em uma igreja típica (um culto estranho para um deus estranho).

* Daqui depreendemos o motivo dos gentios ex-messiânicos quererem judaizar o movimento Bnei Noach. Eles permanecem judaizados pensando que não há problemas em manterem os rituais judaicos uma vez que já não acreditam mais em Jesus (Yeshua) e nem utilizam mais o seu nome nas bênçãos. (E a questão que surge quanto a isso é: mas se AGORA também sabem que não são judeus, que nunca foram, por que mantêm — querem manter  — os rituais judaicos?)

 

Assim, tais igrejas realmente conseguem a façanha de fazerem não-judeus ignorantes do judaísmo pensarem que são judeus e de fazerem judeus igualmente ignorantes do seu próprio judaísmo pensarem que AINDA* são judeus. Um judeu ex-cristão hebraizado (que abandonou esse ramo do cristianismo depois de uma reunião com o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet, do Chabad, que também foi o primeiro rabino supervisor da Ask Noah International) admite:
“Os únicos judeus que pareciam aceitar Jesus como o Messias eram judeus ignorantes do judaísmo.” E, “fui forçado a admitir que nem um único judeu dentre as pessoas que afirmavam ser judeus messiânicos jamais soube o que era o judaísmo autêntico.”
Geralmente, tudo o que os judeus ignorantes do judaísmo sabem é que Jesus foi judeu e que os judeus não acreditam em Jesus.

* Segundo a Torá, o nascido de mãe judia que se converte para outra religião deixa de ser judeu.

 

Esses missionários cristãos hebraizados são tão obcecados por quererem converter judeus que recentemente nos EUA e no Canadá eles se apresentaram como judeus ortodoxos e se infiltraram nas sinagogas.

Os missionários cristãos hebraizados podem alegar que existem mais de 300 “provas” bíblicas de que Jesus, chamado por eles de Yeshua, é o mashíach. Um exame cuidadoso dessas passagens, no contexto (e dentro da sua essência natural — judaica), imediatamente refuta esta alegação. Algumas dessas passagens são baseadas em traduções incorretas, a maioria são citadas fora de contexto e são baseadas em raciocínio circular, e algumas são realmente baseadas em textos totalmente fabricados. Assim, 300×0 ainda é 0!

É interessante notar que atualmente quase todos os teólogos cristãos admitem o fato de que o cristianismo original (de quase 100 anos antes da era civil) nasceu dentro do judaísmo e de que Jesus e seus discípulos eram inicialmente todos judeus (eles foram educados segundo as linhas judaicas e se consideravam judeus). Alguns poucos rabinos e judeus afirmam que Jesus é uma mitologia, que ele não existiu de verdade, que ele não foi uma pessoa histórica, e, parcialmente, eles estão corretos (levando em conta que o Jesus eclesiástico do primeiro século da nossa Era realmente não existiu, pois o Jesus em que ele foi baseado, o verdadeiro Jesus, nasceu em 90 antes da nossa Era e morreu em 54 antes da nossa Era. O cristianismo romano modificou a sua data de existência*) (veja:
https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/20/a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo/

e

https://a-fe-original–noaismo.info/2020/12/24/a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo-parte-2/  ).

* Por isso não há historiadores do primeiro século da nossa Era que falam da existência desse Jesus.

 

Por fim, temos a intrigante questão: o cristianismo (não importa qual o ramo, se é o hebraizado ou não) é idolatria? Há um consenso entre todos os judeus de todas as épocas de que PARA um judeu o cristianismo é sim idolatria. Porém, não há um consenso sobre se o cristianismo é idolatria para os próprios não-judeus. A verdade é que alguns rabinos dizem que sim, que o cristianismo é idolatria mesmo para os gentios, e que alguns rabinos dizem que o cristianismo NÃO é idolatria para os gentios* ▲. Como resolvemos este impasse? Com a verdade de que não importa se o cristianismo (ou, na verdade, qualquer religião gentílica) é ou não é idolatria para os gentios, o fato é que todas e quaisquer religiões são invenções dos próprios humanos (portanto, mentiras, falsidades e enganações — ainda que possuam nelas algum elemento da Verdade) (e não se deve dar origem à religiões, diz-nos Rabi Maimônides) e todos os humanos devem seguir apenas os Mandamentos que O PRÓPRIO D’us do judaísmo, Hashém, deu na SUA Palavra, na Torá, para toda a humanidade através de Moshé no Sinái em 2448 desde a Criação (a Única, portanto, a Verdadeira Revelação Divina). Assim, não importa se alguma religião gentílica ensina as chamadas Sete Leis de Noá (Noé) (do mesmo modo como mencionam os Dez Mandamentos) e se os seus adeptos seguem-nas (porque são ensinamentos de sua religião), isso não é Noaísmo e esses religiosos (sejam cristãos ou yeshuanistas, maometistas, ou outros) não são Noaítas (Noahites, no inglês).

* Por causa disso alguns desses rabinos se equivocam em suas próprias palavras e acabam afirmando que um gentio pode ser cristão ou que um cristão não necessita abandonar o cristianismo para servir D’us (como uma boa pessoa). Essas afirmações realmente servem apenas para cristãos desavisados ou desatentos (ignorantes por absoluto de Hashém e da Torá). Quanto a que um gentio pode ser cristão, poder e dever são duas coisas distintas. Qualquer um pode qualquer coisa. Não significa que deva. Então, alguém pode ser cristão mas isso não significa que deva ser cristão. Que qualquer pessoa pode ser um bom cristão, qualquer pessoa de qualquer religião, ou sem religião, pode ser uma boa pessoa. Que bons cristãos (mesmo sendo cristãos) serão recompensados (por suas boas ações) por Hashém, quaisquer boas pessoas de todas as religiões, ou sem religião, serão divinamente recompensadas por suas boas ações.
Boas ações não tem nada a ver com princípios de fé corretos.

 

▲ De qualquer modo, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/10/10/os-gentios-os-nao-judeus/

 

Nós, do site a-fe-original–noaismo.info, declaramos que somos Noaítas (Bnei Noach, no hebraico), que seguimos o Noaísmo, portanto, não-judeus que devotam Hashém cumprindo SUAS Mitsvót Universais. Não somos cristãos nem somos cristãos hebraizados/hebraístas ou yeshuanistas nem maometistas. Não acreditamos em Jesus ou Yeshua nem em Muhammad (Maomé) ou em quaisquer outros falsos profetas. Não acreditamos no novo testamento ou brit hachadasha nem no Alcorão ou Quran ou em quaisquer outros livros dos outros falsos profetas.

 

Por Projeto Noaismo Info (baseado em Jews For Judaism)

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

O Projeto Noaismo Info tem o prazer, o orgulho e a honra de apresentar à Comunidade Judaica de Língua Portuguesa o Panfleto:
Sete Respostas Para os Messiânicos.

Acesse o link abaixo para baixar gratuitamente o panfleto no formato PDF 

7 Respostas para os Judeus Para Jesus (Jews For Judaism_Projeto Noaismo Info)

 

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

Os três tipos de descendentes de Noá / os Dez Mandamentos Noaíticos / as Três Leis Devocionais dos Noaítas

# Os três tipos de Descendentes de Noá
# Os Dez Mandamentos Noaíticos
# As Três Leis Devocionais dos Noaítas

Quem é o sábio das nações
O que é noaísmo e judaísmo

 

Perguntas & Respostas

 

Por Projeto Noaismo Info

 

P: Eu ouvi dizer que há diferentes tipos de Bnei Noach (e eu não consigo entender isso). Isso é verdade? E se sim, por que e quantos?

(Respondendo também a:
Quem é o sábio das nações?)

 

R: Há diferentes tipos de benêi Nôach.
São três tipos no total, sendo o mais básico exatamente o significado mais básico da expressão benêi Nôach, o significado literal e simples, “filhos ou descendentes (físicos) de Noá”. Em outras palavras, qualquer pessoa. Em português, podemos utilizar a forma alternativa Noaída (tradução literal do inglês “Noahide”). Em grego, latim, inglês e português, o termo Noaída tem o único significado de “filhos” ou “descendentes de Noá” (no sentido amplo, geral, quer dizer, de toda a humanidade independentemente de fé).

Depois, há um tipo de “descendente de Noá” que apenas aparenta ser um noaíta.
Esse é aquela pessoa que pratíca as Sete Leis de Noá mas sem saber que elas são Leis Divinas, Leis que foram dadas pelo PRÓPRIO D’us para toda a humanidade, Leis de Hashém (Mitsvót) que o mundo todo deve seguir (ele não sabe que elas são Leis e que são chamadas de Leis de Noá ou Leis dos descendentes de Noá).
Ele as cumpre mas ele não é um noaíta, ele não segue o noaísmo (na verdade ele nem sabe da existência disso ou o que é isso).
Ele as cumpre apenas porque elas são “Leis racionais”. Ele as cumpre por achar que se trata de uma questão de lógica ou porque elas fazem sentido para ele. Ele acredita em Deus, mas ele não conhece Hashém ou a Torá. Ele pode praticar estas Leis até mesmo por causa de sua religião (mas é óbvio que se ele as cumpre devido à sua religião, tal religião não é fundamentada em Hashém e na Torá. Toda religião “revelada” é invenção de um falso profeta). Tal pessoa pode muito bem ser relativamente inteligente e boa. Isso é louvável. E mesmo sem saber do noaísmo, sem ser um noaíta, mas porque as pratíca, essa pessoa será devidamente recompensada por Hashém. Porém, nas próprias palavras do Rabi Maimônides, “ela não é um guer tosháv, nem é devota de Hashém entre os gentios, e nem é sábia.”

Quando um não-judeu conhece Hashém baseado na Torá através do povo judeu, e ele adota para si mesmo o noaísmo, então ele se torna um noaíta (inglês: Noahite) — um descendente espiritual de Noá. Neste caso, o noaíta pratíca suas Leis não apenas por questão intelectual ou de lógica, por serem racionais, antes, as próprias Leis já não são mais apenas meras “regras sociais” ou “regras religiosas” (regras religiosas, quer dizer, ensinamentos dos seus falsos profetas), elas são Mitsvót, quer dizer, Leis Divinas (Leis de Hashém). E a partir daqui entramos então em uma outra dimensão. O noaíta finalmente aprende e entende que existem outras TRÊS Leis aparte das Sete básicas e que estas TRÊS Leis são na verdade o fundamento (a base) das Sete Leis mais básicas, o fundamento de sua Fé, o fundamento do noaísmo.

Três Leis aparte das Sete Leis básicas iniciais?
Sim.

Os mandamentos judaicos são 613 e a base deles são aqueles que nós conhecemos como ‘os Dez Mandamentos’.
Agora, você sabia que a base dos mandamentos noaíticos (não judaicos) também são Dez — Dez Mandamentos Noaíticos (mas que são denominados ‘Sete’* porque são divididos em dois grupos, um de Três e um de Sete)?
E quais são estas Três Mitsvót não incluídas nas Sete?

* Certamente que se a base dos mandamentos noaíticos fosse chamada de “Dez Mandamentos”, isso causaria uma tremenda de uma confusão com os “Dez Mandamentos” (judaicos). Por isso foi denominada “Sete Mandamentos”.

 

Enquanto que as Sete Mitsvót são Leis Morais, as outras Três são Leis Espirituais (ou Leis Devocionais), que podem ser resumidas em quatro ou três palavras-chave:
Hashém-Torá-Moshé-Espiritualidade,
ou então,
Hashém-Torá-Moshé (Moshé/Moisés também representando então o povo judeu).
Como noaíta, a pessoa vem a conhecer Hashém e passa a servi-LO entendendo que foi Hashém QUEM ordenou as Sete Leis a toda a humanidade na Torá através de Moshé e, desde então, do povo judeu, e, que Hashém não deu nenhuma religião a ninguém.
E como foi dito, estas TRÊS Mitsvót são o fundamento das Sete Leis mais básicas, o fundamento da Fé Noaítica, o fundamento do noaísmo.
Assim, estas são as Três Mitsvót Devocionais antes das Sete:

1. Conhecer Hashém
(a primeira e maior mitsvá universal espiritual/devocional não é simplesmente acreditar em algum deus, nem mesmo sequer simplesmente crer no D’us, mas conhecer O Hashém, como está escrito (no Livro bíblico de benêi Nôach, o Gênesis): “E O Hashém D’us ordenou ao ser humano”.);

2. Conhecer a Torá
(estudando-a e aprendendo-a com o povo de Israel, com os judeus, que, como disse o profeta judeu Yeshaiáhu (Isaías), são as verdadeiras testemunhas de D’us — as Testemunhas de Havayáh:
“Diz Havayáh, teu CRIADOR, ó (filhos de) Yaacóv, AQUELE que te formou, ó (nação de) Israel: … Vocês são Minhas testemunhas, declara Havayáh, e Meus servos, a quem EU escolhi, de modo que vocês conhecerão e acreditarão em MIM, e entenderão que EU sou ELE; antes de MIM nada foi criado por um deus, e depois de MIM não haverá!” (43:1, 10)
Pois, “foi mostrado a vocês (judeus) para saber que Havayáh é Haelohím — O D’us, e não há ninguém além DELE.” (Devarím/Deuteronômio 4:35-39)
Através da entrega da Torá de Hashém para os judeus no Har Sinái, “o mundo viu uma nação conhecedora de D’us” — nas palavras do Rabi Maimônides (Hilchót Avodát Kochavím Vechukót Hagoím). E naquela ocasião, foi revelado que já existia uma Torá para os gentios — as Sete Mitsvót Universais — que foi dada a Adám e Chavá e a Nôach e Naamá. Em outras palavras, desde a criação da humanidade já existia uma Torá Universal. E 2448 anos depois, veio a existir também uma Torá Judaica — uma Torá especificamente judaica, particular e também exclusiva dos judeus.); e,

3. Ao cumprir as Duas Mitsvót Universais Devocionais acima, os noaítas (os não-judeus que tornaram-se devotos de Hashém) consequentementemente cumprem a Terceira Mitsvá Espiritual:
“Não se deve permitir dar origem a alguma religião.” (Rabi Maimônides, As Leis dos Reis 10:9)
(Hashém deu à humanidade espiritualidade — uma natureza espiritual — não religião.
E além disso, não-judeu algum consegue conhecer Hashém e a Torá e o Noaísmo através de alguma religião. Apenas através do vulgarmente chamado ‘Judaísmo’ — mais precisamente Os Princípios de Fé da Torá é que é possível chegar à Verdade da espiritualidade. Apenas o ‘Noaísmo’ e o ‘Judaísmo’ são Revelações de Hashém. Todas as religiões, qualquer uma delas*, são invenções.

* Isso inclui o cristianismo (incluindo a sua vertente hebraísta: os messiânicos), o kardecismo e o maometismo (muhammatismo).

 

Enquanto que um não-noaíta pode (ou não) se identificar com alguma religião, qualquer uma delas, é óbvio que o noaíta, que é a pessoa que é devota de Hashém, só se identifica com o próprio noaísmo, não com qualquer religião. Ele sabe que todo e qualquer fundador das religiões é falso profeta e que toda e qualquer escritura das religiões não é a Palavra de Hashém (a propósito, é interessante parar para pensar no fato de que de todos os livros sagrados de todas as religiões, apenas a Torá — querendo dizer todo o Tanách (bíblia judaica) — contém a Própria Assinatura de Hashém, o Nome essencial de D’us, Havayáh).
Como afirma o Rabi Tzvi Freeman do Chabad:
“A Torá [é] a mensagem de D’us para toda a humanidade.”).

 

O noaíta portanto pratíca antes das Sete Categorias de Leis Divinas Universais as Três Leis Divinas Devocionais: ele conhece Hashém (através da Torá), ele conhece a Torá (através dos judeus), e conhecendo Hashém e a Torá ele não inventa religiões e sai das religiões e exerce sua fé praticando suas Mitsvót. Obviamente, o Caminho Espiritual do noaíta é o noaísmo; a Fé (ou os Princípios de Fé) do noaíta é o noaísmo*.

* “Noaísmo”, de Noá + ismo, mas não significando, como já foi exposto, que foi fundado por Noá ou que os noaítas são seguidores (discípulos) de Noá (da mesmíssima forma que “Judaísmo” não significa que foi fundado por Judá (Yehudá) ou que os judeus são seguidores (discípulos) de Judá).
O noaísmo também é chamado de movimento Bnei Noach.

 

Noaísmo é o nome que se dá ao Conjunto de Princípios de Fé e Princípios de Valores Humanos dados pelo PRÓPRIO Hashém de maneira universal, i.e., para toda a humanidade — esta é a Torá noaítica. Enquanto que judaísmo é o nome que se dá ao mesmo Conjunto de Princípios de Fé e Princípios de Valores Humanos dados pelo PRÓPRIO Hashém só que em mais detalhes e de maneira particular, i.e., em especial para um povo inteiro mas um único povo, os judeus, porém, acrescidos de rituais (que são as Mitsvót Edót, sinais e símbolos identificadores e testemunhais, por isso, pertencentes aos judeus) e de outros tipos de leis (como por exemplo, as territoriais; etc) — esta é a Torá israelítica.

 

Foi do noaíta que o Rabi Maimônides falou quando escreveu:
“Qualquer pessoa que aceita o cumprimento destas Sete Categorias de Mitsvót e é cuidadosa na sua observância, (quando ela mora na Terra de Israel na época do Templo Sagrado ela) é chamada de residente estrangeiro (guer tosháv, ou, quando não assim, ela então) é considerada como um dos devotos de Hashém entre os gentios (também considerada como gentio justo e/ou gentio sábio) e terá o mérito de compartilhar do Mundo Vindouro.
Isto se aplica somente quando ela as aceita e cumpre, porque Hashém, abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moshé Rabênu (nosso mestre) que mesmo previamente os descendentes de Noá foram obrigados a cumpri-las.”

Como vemos claramente, o noaíta só é noaíta porque ele é “um gentio devoto de Hashém”, ele devota Hashém, ele é servo de Hashém. Como nos explica o nosso Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, de Israel: É fundamental saber que para ser considerado um Ben Noach Justo, ou seja, para ser considerado que se está cumprindo as Leis de Noach e ser incluído entre os “chassidei umót haolam” (Justos das Nações) existe uma condição:
Crença em D’us e reconhecer a origem das Sete Leis que são transmitidas através da Torá!”
Como noaíta ele é chamado por vários nomes além de noaíta (ou então Bnei Noach) e devoto (ou servo) de Hashém entre as nações. Ele também é conhecido como justo das nações e/ou sábio das nações. ‘Justo’ porque pratíca a Vontade Divina pelas Mitsvót Universais. ‘Sábio’ porque como declara um dos sete versículos da bíblia judaica (Tanách) que o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet (do Chabad, o primeiro rabino supervisor da Ask Noah, Instituição judaica criada como uma resposta à Campanha do Rebe do Chabad de divulgar as Universais Mitsvót de Hashém a toda a humanidade), recomendou para as crianças noaítas aprenderem e recitarem:
“A sabedoria é o temor de Hashém e a inteligência é saber evitar o mal (mediante o temor de Hashém).” (Jó 28:28)
E também como declara o Tehilím/Salmos 111:10:
“O princípio da Chochmá/sabedoria é o temor (reverência) de Hashém — (é) (discernimento) bom senso para todos os que realizam os mandamentos de D’us.”
Como dissemos, um não-noaíta pode ser uma pessoa relativamente boa e inteligente, mas se ele não devota Hashém, como ele pode ser um gentio justo? Se ele não devota Hashém, como ele pode ser um gentio sábio?
O Pirkêi Avót, Capítulo 3 Mishná 17, já dizia:
“Rabi Elazár ben Azariá disse: Se não há Lei Divina — Torá, não há conduta social adequada; se não há conduta social adequada, não há Lei Divina — Torá. Se não há sabedoria, não há temor a D’us; se não há temor a D’us, não há sabedoria. Se não há conhecimento, não há entendimento; se não há entendimento, não há conhecimento.”

O livro “Sháar HaEmuná Ve’Iesód HaChassidút, Entrada da Porta do Beit Yaakóv” do Rabi Gershon Chanoch Henoch Leiner de Radzin, explica (conforme comentário do Rabi Betzalel Edwards):

“A crença em D’us (Hashém) nos leva a temê-LO, o que motiva uma pessoa a observar os mandamentos da Torá. No entanto, este temor (a D’us) é um medo que nasce da consciência da transcendência absoluta de D’us. Assim, seria mais precisamente chamado de “consciência” ou “reverência” da Divindade.”
E o livro prossegue (agora conforme o autor, o Rabi Gershon):
“O Zôhar escreve: “No princípio criou D’us …”. Este é o primeiro mandamento, que se chama “Temor a Hashém”. Desta forma, o mundo inteiro depende deste mandamento. Assim, o temor de Hashém é a própria soberania de D’us e contém dentro de si todos os mandamentos da Torá.
[Mas aí, diante disso tudo, vem a questão:]
Se a pessoa não conhece a Torá, ou a recompensa e a punição por manter ou transgredir seus mandamentos, ou AQUELE que criou a Torá e a dá a Israel (e uma parte à humanidade), como então ela pode temer D’us e guardar Seus mandamentos? Por esta razão [está escrito]: “Conhece (tu) O D’us de vossos pais (Adám e Nôach) e serve-O.” Pois se alguém não conhece AQUELE que lhe deu a Torá (Universal) e lhe ordenou que a guardasse, como então pode temê-LO e cumprir Seus mandamentos?”

Portanto, sábio é a pessoa que conhece e teme (reverencia) Hashém, e que O devota, cumprindo Seus mandamentos. Além de que, para o Rabi Maimônides, também é sábio (sensato) aquela pessoa gentia que por sua própria inteligência descobre estas Mitsvót universais no livro de Gênesis e por iniciativa própria resolve aceitá-las (entendendo por si só — quer dizer, sem contato algum com qualquer judeu — que é isto o que D’US quer dela) (sendo que, posteriormente, aprendendo que elas são válidas porque foram dadas novamente para a humanidade mas desta vez mediante a Entrega da Torá no Sinai, e assim estudando-as com um judeu e praticando-as devidamente, então aí se tornará um justo). Mas para isso, os não-judeus têm de saber da existência de uma Torá Universal, de uma Torá para os não-judeus, as Sete Categorias de Mitsvót Noaíticas. E foi por isso mesmo que o Rabi Maimônides legislou:

“Da boca do Todopoderoso, Moshé, nosso mestre, ordenou-nos (a nós judeus, em todas as épocas e lugares,) a obrigar todos os habitantes do mundo a aceitar sobre si mesmos os mandamentos Divinos (Mitsvót) dados aos descendentes de Nôach.”

Resumindo, temos Três tipos de descendentes de Noá.
Um é qualquer indivíduo, pois qualquer um é descendente de Noá. Esses são Noaídas.
O outro, é o descendente de Noá que cumpre parcialmente as Mitsvót Noaíticas (sem saber disso).
Ele — parcialmente — as cumpre ou porque são leis sociais (daí ele pode até mesmo ser ateu), ou porque são leis religiosas (quer dizer, porque são regras de sua religião, ensinamentos dos falsos profetas inventores dessas religiões). Mas, obviamente, ele não é noaíta, ele não segue o noaísmo, ele não devota Hashém.
E por fim, temos o descendente espiritual de Noá, o noaíta. Ele segue o Noaísmo, ele devota Hashém, por isso é um noaíta. O noaíta é o devoto de Hashém entre as nações. O noaíta é o justo das nações. O noaíta é o sábio das nações.
O noaíta pratíca todas as Mitsvót Noaíticas, a Torá para os não-judeus.
A base das Mitsvót Noaíticas são os Dez Mandamentos Noaíticos — os Dez Mandamentos dos noaítas (que não é a mesma coisa que os Dez Mandamentos judaicos).
Os Dez Mandamentos Noaíticos são divididos em dois grupos, sendo o mais famoso aquele que foi denominado de “Sete Leis”. Estas Sete Leis são as Leis Morais mais básicas, o mínimo a ser cumprido. Pois o máximo compõe-se de várias dezenas.
O outro grupo dos Dez Mandamentos Noaíticos é o das Três Leis Devocionais, que são na verdade o próprio fundamento das Sete Leis mais básicas. As Três Leis Devocionais dos noaítas são o fundamento da Fé Noaítica, o fundamento do noaísmo.
Estas são conhecer Hashém e devotá-LO, estudar a Torá com o Povo de Hashém, os judeus, e, não inventar religiões e abandoná-las (que, como já exposto, inclui, obviamente, cristianismo e islamismo).

Por Projeto Noaismo Info

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Saudações de Fim de Ano

Perguntas & Respostas

Por Projeto Noaismo Info

 

Pergunta:

Sou noaíta. Como noaíta, naturalmente, não comemoro o natal. O que devo responder quando me desejam “Feliz Natal”? Devo simplesmente repetir a saudação ou devo educadamente informar que sou noaíta e que não comemoro o natal?

Além disso, qual deve ser a posição de um noaíta quanto ao Ano Novo do calendário gentílico? E pode-se desejar a outros (tanto a outros noaítas, como a outros não-noaítas) um feliz Ano Novo no dia 1° de janeiro?

 

Resposta:

Em primeiro lugar, devemos levar em conta que, hoje em dia, muitos que desejam “feliz natal” fazem-no apenas por educação, e não porque comemoram-no. Muitos são cristãos não-praticantes e muitos sequer acreditam no natal.

As orientações nesta matéria são de judeus para judeus e servem como informações para nós Bnei Noach, algumas das quais certamente podemos nos espelhar. De toda forma, temos as orientações do nosso querido Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, de Israel, destinadas a nós mesmos, os noaítas/Bnei Noach.

O Rav Shimshon Bisker, Rabino Orientador do Projeto Noaísmo Info, responde que se nos saudarem com “Feliz natal” ou “Boas Festas”, nós Bnei Noach (noaítas) podemos responder “Tudo de bom” ou algo parecido. Veja a nova matéria:

https://a-fe-original–noaismo.info/2020/12/21/entao-e-dezembro

 

Vejamos se além disso há algo que nós noaítas podemos aprender da posição dos judeus frente à data do 25 de dezembro e do 1° de janeiro.

Para a pergunta: “Pode-se desejar um feliz natal ou boas festas para um conhecido ou vizinho gentio?”, o Rabí Yaakov Goldstein afirma que os judeus não pronunciam a palavra natal (principalmente em inglês — christmas — já que ela deriva de christ), assim como não pronunciam a palavra cristo*. (* Apenas por uma questão de curiosidade e informação, quanto a se os judeus podem ou não escrever e pronunciar o nome Jesus ou Yeshua, o Rabí diz que “pela letra da Lei é permitido pronunciar e escrever o nome Jesus ou Yeshua”, apesar do costume de evitar dizer estes nomes.) Porém, ele passa a explicar:

“Se o gentio não acredita nas conotações religiosas por trás do feriado [de 25 de dezembro], então não há nenhuma proibição de dizer para ele “boas festas” [ou, bom feriado, já que para tal gentio — que neste caso até pode ser exatamente um noaíta — tal dia não passa disso mesmo, de apenas um feriado].
Se, no entanto, o gentio acredita no conteúdo relacionado à idolatria por trás do natal, é proibido desejar-lhe boas festas.
Aparentemente, só se pode desejar-lhe boas festas em uma situação urgente, para evitar inimizade. Certamente, não se deve esforçar-se para cumprimentá-lo e enviar-lhe votos, como por exemplo através das redes sociais, a menos que a falta de fazer isso cause inimizade. Em todos os casos nos quais alguém se encontra com um conhecido gentio lá fora, que é um cristão praticante, deve-se cumprimentá-lo em voz baixa. Certamente dizer as palavras “boas festas” dá credibilidade à sua idolatria, e por isso faz-se unicamente com a finalidade de evitar inimizades. No entanto, o termo natal não deve ser dito, como já explicado.

 

Pode-se [um judeu] desejar a outros um feliz ano novo no dia 1º de janeiro? Hoje em dia, praticamente, muitos gentios não associam o ano novo a nenhuma observância religiosa. É simplesmente um dia para celebrar o início do ano novo no calendário, e fazer resoluções de ano novo.

Não há nenhuma proibição de se desejar um feliz ano novo para um gentio que não associa o dia a nenhuma conotação cristã ou adoração para uma divindade.
É preciso evitar desejar um feliz ano novo para um cristão praticante (particularmente católicos e luteranos) que acredita na doutrina cristã por trás do feriado de ano novo. Certamente, não se deve esforçar-se para cumprimentá-lo e enviar-lhe votos, como por exemplo através das redes sociais, a menos que a falta de fazer isso cause inimizade. Em todos os casos nos quais alguém se encontra com um conhecido gentio lá fora, que é um cristão praticante e acredita na festa de ano novo, deve-se cumprimentá-lo em voz baixa.

Em geral, não é costume dos judeus desejar a outros judeus um feliz ano novo no dia primeiro de janeiro. O motivo:
a) o ano novo é considerado um feriado cristão.
E b) Nega o verdadeiro Ano Novo que está em Rosh Hashaná. Portanto, [nós judeus] não queremos dar crédito ao ano novo gentio. Porém, pela letra da Lei não há nenhuma proibição de fazê-lo.

 

O Rebe Levi Yitzchak de Berditchev desejaria para todos [os judeus] um feliz ano novo no dia 1º de janeiro. Da mesma forma, o Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson) certa vez desejou para um chassíd um feliz ano novo na manhã do dia 1º de janeiro, continuando a tradição do Rebe Levi Yitzchak.
Certa vez, o rabi Sholom Hecht teve um Yechidút com o Rebe — uma audiência privada entre o Rebe e um chassíd — na manhã do dia 1º de janeiro. Em algum momento durante o Yechidút o Rebe disse-lhe “feliz ano novo”. O rabi Hecht ficou muito surpreso. O Rebe então lhe disse que o Rebe Levi Yitzchak de Berditchev costumava dizer para seus congregantes “feliz ano novo”, e isso baseado nos Tehilím (Salmos) 87:6 onde diz “Hashém yispor bichtov amím…”: “Hashém contará no registro dos povos…” Também está registrado que o Rebe desejou para o seu secretário, o rabí Nissan Mindel, um feliz ano novo em 1º de janeiro. Também está registrado que o Apter Rebe — o Rabí Avraham Yehoshua Heshel de Apta —, autor de Ohêv Yisrael, desejaria um feliz ano novo e abençoaria o povo judeu neste dia. O autor de Báal Hayeshuót (Zlotchov) também abençoaria os judeus com um bom ano, e diria com um sorriso que quando Hashém vê como os gentios celebram o ano novo [deles] e o compara com os judeus, ELE rasga os SEUS decretos malignos [contra os gentios].

 

Presentes podem ser dados para um gentio em seus feriados se ele não acredita no ídolo e não o adora.
É proibido dar presentes a um adorador de ídolos (mesmo que se trate de um conhecido) no dia de suas festividades, que inclui natal e Ano Novo. No entanto, alguns Poskim declaram que os cristãos de hoje não são mais especialistas em idolatria, que os cristãos de hoje são simplesmente “Maassê Avotehêm be Iedehêm”: (literalmente) “As ações de seus pais (continuam) nas suas mãos (dos filhos)”, [ou seja, os filhos ou netos trilham o mesmo caminho dos pais e avós,] e, portanto, é permitido dar-lhes presente (se se trata de um conhecido), especialmente se a falta de fazer isso trará inimizade e ódio contra nós [judeus]. Assim, praticamente, se alguém [judeu] precisa enviar presentes para um (conhecido) cristão no dia de suas festividades, como o Ano Novo e o natal, é permitido fazê-lo. No entanto, se possível, o presente deve ser enviado antes do início do feriado, como na tarde anterior ao feriado. Se isso não for possível, então o presente pode ser enviado no próprio feriado.”

 

As orientações acima são de judeus para judeus.

Para os Bnei Noach, como mencionado acima, vejam a nova matéria com as respostas do Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker:

https://a-fe-original–noaismo.info/2020/12/21/entao-e-dezembro

 

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© Rabi Yaakov Goldsteing
© Rav Shimshon Bisker
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Assista

Nova página do site do Projeto Noaismo Info

 

No mês de aniversário do Projeto Noaísmo Info, uma nova página, graças a D’us.

Confira:

https://a-fe-original–noaismo.info/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

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