A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo, Vídeo

No que os judeus e os noaítas acreditam?

A Fé Original: Noaísmo.info

O Site Bnei Noach

 

B”H

No que os judeus acreditam?
Visão Judaica X Visão Cristã

 

Por Rabino Gilberto Ventura

 

O Projeto Noaismo Info apresenta esse vídeo do Rabino Gilberto Ventura para todos os cristãos (e pessoas de outras fés) que realmente queiram aprender quais são algumas das diferenças mais fundamentais entre o judaísmo e o cristianismo, como:
Qual o papel dos mandamentos?
Quem cria o mal? D’us ou Satanás?
Como os judeus expiam o pecado se não tem mais sacrifícios no templo?

É interessante e importante também aprender que a Fé Judaica é a Fé da Torá, e que a Fé da Torá não é apenas a Fé Judaica, mas é também a Fé Noaica (ou seja, a fé referente ao Pacto Universal feito com Nôach (Noé ou Noá) depois do dilúvio) ou Fé Noaítica (quer dizer, a Fé dos noaítas, os não-judeus que abandonam suas religiões e aderem à crença na Torá e no D’us de Israel, Hashém (também chamado de O ETERNO), mas que não se convertem ao judaísmo). Portanto, segundo a Torá, a Palavra Original de D’us, D’us deu dois Caminhos Espirituais para toda a humanidade, um, o judaísmo para os próprios judeus, e o outro, o noaísmo (ou o movimento bnei noach) para os não-judeus. Assim, devemos ressaltar que o noaísmo não é um ramo do judaísmo. Nós não somos judeus. Nós não nascemos de mãe judia e não nos convertemos ao judaísmo. Porém, devemos ressaltar também que o noaismo não é um ramo do cristianismo. Nós não somos cristãos (não somos yeshuanistas). Nós não cremos mais em novo testamento (ou brit hadashá). Nós abandonamos totalmente a crença em Jesus (em todas as suas formas: como messias, como filho unigênito de D’us, como co-criador do universo, como deus encarnado, como anjo materializado, como profeta, como rabino, etc). Inclusive, não cremos que algum Yeshua ben (filho de) Miriam (Maria) é hamashíach. Nós também não somos messiânicos (os autointitulados “judeus” messiânicos, que não são judeus coisa alguma, e sim cristãos fantasiados de judeus), e nem os messiânicos são noaítas. Os messiânicos são cristãos que se passam por judeus. Para que? Para querer dizer que existe pelo menos um grupo de “judeus” que acredita em Jesus (a quem chamam de Yeshua). Os messiânicos são cristãos que fingem ser judeus para tentarem fisgar judeus desinformados e não praticantes.

É até interessante que muitos Bnei Noach ou noaítas são ex-messiânicos, mas que, infelizmente, mesmo tendo deixado essa forma de cristianismo, muitos ainda se apegam ao costume de se judaizarem (de quererem continuar com práticas religiosas judaicas, mais especificamente, de quererem continuar copiando-as), seja por “sentirem” que possuem uma alma ou um coração judaico, seja por desejarem a conversão, seja por pensarem que a judaicidade* deveria ser uma questão universal (i.e., que a judaicidade deveria ser praticada por todo o mundo, e não apenas pelos próprios judeus).

 

* Dentro do próprio judaísmo temos dois aspectos de serviço espiritual a D’us. Um, é a Fé Judaica, que também pode ser chamada exatamente e simplesmente de judaísmo, a qual é universal, porque é a Fé da Torá, e é a mesmíssima Fé que a Fé Noaítica. O outro, é a Judaicidade, ou seja, a identidade judaica e a natureza judaica. A prática judaica, naturalmente e logicamente, não é universal, é particular, ou seja, cabe apenas aos próprios judeus. A Judaicidade (ou judeidade) é definida apenas dentro do próprio judaísmo, ela é definida apenas pelos próprios judeus. Não somos nós não-judeus que definimos quem é e quem não é judeu. É muita petulância querermos achar ou pensar que sim.

 

Portanto, o esclarecimento da Fé Judaica é também simultaneamente um esclarecimento da Fé Noaítica, da Fé dos noaítas ou Bnei Noach, da Fé do movimento bnei noach (sim, o noaísmo se trata de um movimento, não é uma religião). Enquanto é esclarecido a diferença entre a crença judaica e a crença cristã, ao mesmo tempo é esclarecido também a diferença entre a crença noaítica (a crença bnei noach) e a crença cristã/messiânica.

 

 

Observação: o que o Rabino Gilberto Ventura diz sobre o dia de Shabát, deve ser entendido da maneira correta, que o aspecto festivo ritualístico é particular, ou seja, foi dado por D’us apenas aos judeus, mas que a instrução por trás do mandamento religioso judaico, a idéia de separar um momento da semana para a espiritualidade, isso sim pode ser feito por qualquer pessoa (e na verdade, em qualquer dia).

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Bnei Noach, Sobre nós

Aviso

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Não procure por “sidur messiânico” em nosso Site ou por qualquer outra coisa messiânica; nós não somos messiânicos. Nós não cremos em Yeshua nem cremos na Berít Chadashá. Yeshua, para nós, é tão insignificante quanto o é Muhammad (Maomé) ou Sidarta Gautama. Nós não temos quaisquer simpatias pelos messiânicos ou por coisas messiânicas. E a propósito, messiânicos não são judeus.

 

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

O cristianismo e o islamismo segundo a Torá

Projeto Noaísmo Info (A Fé Original da Humanidade)

O Site Bnei Noach

 

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Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

 

O cristianismo e o islamismo segundo a Torá

 

Por Jaim Mates Frim

 

O Rabi Manis Fridman disse: “O judaísmo não introduziu o monoteísmo no mundo, porque muitos idólatras acreditam em um único deus.” Tecnicamente o cristianismo não é idolatria[*], e o Rabi Maimônides diz que D-us o deixou existir para que os povos tivessem uma noção do Mashíach e aguardassem sua chegada, e quando ele chegasse eles veriam o erro deles e reconheceriam o verdadeiro (Mashíach). O problema com o cristianismo é que convenceram as pessoas a seguirem yeshu mostrando-lhes estátuas e fazendo-as acreditar que existe um diabo que se opõe (à vontade  de  D-us) e tem o mesmo poder — materializaram e deram entidade física para conceitos espirituais que não o têm. Lhes fazem acreditar que se não acreditarem nessas coisas virão a ser castigados eternamente, não terão a vida eterna, etc., e isso (tudo) é verdadeiramente idolatria e engano. O Islã tem algo parecido. Nasceu no meio de tribos nômades idólatras e lhes deu (junto com o seu maomecentrismo) a crença em um único deus mas que não está aqui [isto é, que ELE não é IMANENTE também]; o mundo não tem valor (algum) e sim deve ser destruído para desfrutar dos mesmos prazeres deste mundo mas no céu. Uma mente não refinada (pela Torá) não consegue entender a unicidade de D-us, que é bom e quem tem uma vontade e propósito. Por isso tem de se ensinar (Torá e) Chassidút para todas as nações para que (“elas conheçam o Pacto do Arco-celeste que Hashém fez com Noach e seus filhos tal como nos relata a Torá”, e então) se refinem, se elevem e possam sair de seus erros (por se tornarem Noaítas ou Bnei Noach).

 

[* Bem como qualquer religião que diga crer em apenas um deus.]

 

Por Jaim Mates Frim (Diretor Espanhol no Gal Einai Israel de Rechovot)

© Jaim Mates Frim
© Traduzido do espanhol por Noaismo.info

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Judaísmo, PDF

Um alerta especialmente para os judeus (Cuidado com os autointitulados judeus messiânicos)

Projeto Noaísmo Info (A Fé Original da Humanidade)

O Site Bnei Noach

 

B”H

 

Um alerta do site Noaismo.info especialmente para os judeus
(as informações a seguir também são úteis para os não-judeus):

Cuidado com os autointitulados “judeus” messiânicos

 

Por Noaismo.info (baseado em Jews For Judaism)

 

Você sabia que existe um ramo do cristianismo cujos adeptos não se dizem cristãos, cujos adeptos se dizem judeus, e mais ainda, cujos adeptos se dizem judeus que encontraram e aceitaram o mashíach (messias)? Pois é, existe esse ramo do cristianismo sim. E o que é pior, esse ramo do cristianismo se autoapresenta como judaísmo messiânico.

A questão é, se existe um judaísmo messiânico, esse judaísmo é o próprio judaísmo autêntico, ou seja, aquilo que hoje é chamado de judaísmo ortodoxo. Se existem judeus messiânicos, os verdadeiros judeus messiânicos são os judeus autênticos (lê-se, os judeus ortodoxos). Isso é assim porque o judaísmo ensina a vinda do mashíach e todos os judeus a aguardam. Mas, para criar confusão entre judeus e não-judeus, um certo ramo de cristianismo teve a audácia de se autointitular e se apresentar para o mundo como o judaísmo messiânico, e seus adeptos como os judeus messiânicos. Por isso, cuidado com os autointitulados judeus messiânicos.

A cada ano, 1.000 grupos missionários cristãos evangélicos hebraizados (ou cristãos hebraístas) gastam mais de 300 milhões de dólares visando o povo judeu em todo o mundo, apresentando-se como judeus, para atrair judeus para a conversão. Nos últimos anos, estes grupos missionários conseguiram converter 350.000 judeus em todo o mundo. Eles apresentam o cristianismo sob o disfarce de judaísmo por chamarem seus clérigos ou pastores de “rabinos” e suas igrejas evangélicas de “sinagogas messiânicas”, por chamarem Jesus Cristo de Yeshua HaMashiach e o Novo Testamento de Brit HaChadasha, que significa Nova Aliança, por chamarem sua religião cristã de Judaísmo Messiânico, por não usarem a cruz e usarem símbolos judaicos, e por usarem nomes hebraicos e cantarem canções judaicas tradicionais. Esse ramo do cristianismo, o cristianismo hebraizado ou hebraísta (a que podemos chamar também de yeshuanismo), é composto por cristãos evangélicos. A igreja católica romana não pratíca mais a conversão de judeus.

Denominando a si mesmos de judeus para Jesus, cristãos hebreus, judeus messiânicos, eles celebram as festas judaicas com uma interpretação cristã. Eles realizam os serviços de Shabát, e usam kipá, talít e tsitsít para criarem a impressão de que um judeu pode ser cristão e ainda manter sua identidade judaica. Usando os Rolos da Torá, a iluminação das velas de Shabát (recitando as bênçãos — as bênçãos das velas de Shabát iniciam o dia de se fazer o Shabát), Kidúsh (bênção que inicia o ritual do Shabát) e Hamôtsi (bênção das duas chalót)*, eles fazem com que os judeus não afiliados se sintam confortáveis e bem-vindos em suas igrejas, pois eles sabem que qualquer judeu, mesmo um não afiliado, se sente desconfortável em uma igreja típica (um culto estranho para um deus estranho).

* Daqui depreendemos o motivo dos gentios ex-messiânicos quererem judaizar o movimento Bnei Noach. Eles permanecem judaizados pensando que não há problemas em manterem os rituais judaicos uma vez que já não acreditam mais em Jesus (Yeshua) e nem utilizam mais o seu nome nas bênçãos. (E a questão que surge quanto a isso é: mas se AGORA também sabem que não são judeus, que nunca foram, por que mantêm — querem manter  — os rituais judaicos?)

 

Assim, tais igrejas realmente conseguem a façanha de fazerem não-judeus ignorantes do judaísmo pensarem que são judeus e de fazerem judeus igualmente ignorantes do seu próprio judaísmo pensarem que AINDA* são judeus. Um judeu ex-cristão hebraizado (que abandonou esse ramo do cristianismo depois de uma reunião com o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet, do Chabad, que também foi o primeiro rabino supervisor da Ask Noah International) admite:
“Os únicos judeus que pareciam aceitar Jesus como o Messias eram judeus ignorantes do judaísmo.” E, “fui forçado a admitir que nem um único judeu dentre as pessoas que afirmavam ser judeus messiânicos jamais soube o que era o judaísmo autêntico.”
Geralmente, tudo o que os judeus ignorantes do judaísmo sabem é que Jesus foi judeu e que os judeus não acreditam em Jesus.

* Segundo a Torá, o nascido de mãe judia que se converte para outra religião deixa de ser judeu.

 

Esses missionários cristãos hebraizados são tão obcecados por quererem converter judeus que recentemente nos EUA e no Canadá eles se apresentaram como judeus ortodoxos e se infiltraram nas sinagogas.

Os missionários cristãos hebraizados podem alegar que existem mais de 300 “provas” bíblicas de que Jesus, chamado por eles de Yeshua, é o mashíach. Um exame cuidadoso dessas passagens, no contexto (e dentro da sua essência natural — judaica), imediatamente refuta esta alegação. Algumas dessas passagens são baseadas em traduções incorretas, a maioria são citadas fora de contexto e são baseadas em raciocínio circular, e algumas são realmente baseadas em textos totalmente fabricados. Assim, 300×0 ainda é 0!

É interessante notar que atualmente quase todos os teólogos cristãos admitem o fato de que o cristianismo original (de quase 100 anos antes da era civil) nasceu dentro do judaísmo e de que Jesus e seus discípulos eram inicialmente todos judeus (eles foram educados segundo as linhas judaicas e se consideravam judeus). Alguns poucos rabinos e judeus afirmam que Jesus é uma mitologia, que ele não existiu de verdade, que ele não foi uma pessoa histórica, e, parcialmente, eles estão corretos (levando em conta que o Jesus eclesiástico do primeiro século da nossa Era realmente não existiu, pois o Jesus em que ele foi baseado, o verdadeiro Jesus, nasceu em 90 antes da nossa Era e morreu em 54 antes da nossa Era. O cristianismo romano modificou a sua data de existência*) (veja:
https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/20/site-bnei-noach-a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo/ ).

* Por isso não há historiadores do primeiro século da nossa Era que falam da existência desse Jesus.

 

Por fim, temos a intrigante questão: o cristianismo (não importa qual o ramo, se é o hebraizado ou não) é idolatria? Há um consenso entre todos os judeus de todas as épocas de que PARA um judeu o cristianismo é sim idolatria. Porém, não há um consenso sobre se o cristianismo é idolatria para os próprios não-judeus. A verdade é que alguns rabinos dizem que sim, que o cristianismo é idolatria mesmo para os gentios, e que alguns rabinos dizem que o cristianismo NÃO é idolatria para os gentios* ▲. Como resolvemos este impasse? Com a verdade de que não importa se o cristianismo (ou, na verdade, qualquer religião gentílica) é ou não é idolatria para os gentios, o fato é que todas e quaisquer religiões são invenções dos próprios humanos (portanto, mentiras, falsidades e enganações — ainda que possuam nelas algum elemento da Verdade) (e não se deve dar origem à religiões, diz-nos Rabi Maimônides) e todos os humanos devem seguir apenas os Mandamentos que O PRÓPRIO D’us do judaísmo, Hashém, deu na SUA Palavra, na Torá, para toda a humanidade através de Moshé no Sinái em 2448 desde a Criação (a Única, portanto, a Verdadeira Revelação Divina). Assim, não importa se alguma religião gentílica ensina as chamadas Sete Leis de Noá (Noé) (do mesmo modo como mencionam os Dez Mandamentos) e se os seus adeptos seguem-nas (porque são ensinamentos de sua religião), isso não é Noaísmo e esses religiosos (sejam cristãos ou yeshuanistas, maometistas, ou outros) não são Noaítas (Noahites, no inglês).

* Por causa disso alguns desses rabinos se equivocam em suas próprias palavras e acabam afirmando que um gentio pode ser cristão ou que um cristão não necessita abandonar o cristianismo para servir D’us (como uma boa pessoa). Essas afirmações realmente servem apenas para cristãos desavisados ou desatentos (ignorantes por absoluto de Hashém e da Torá). Quanto a que um gentio pode ser cristão, poder e dever são duas coisas distintas. Qualquer um pode qualquer coisa. Não significa que deva. Então, alguém pode ser cristão mas isso não significa que deva ser cristão. Que qualquer pessoa pode ser um bom cristão, qualquer pessoa de qualquer religião, ou sem religião, pode ser uma boa pessoa. Que bons cristãos (mesmo sendo cristãos) serão recompensados (por suas boas ações) por Hashém, quaisquer boas pessoas de todas as religiões, ou sem religião, serão divinamente recompensadas por suas boas ações.
Boas ações não tem nada a ver com princípios de fé corretos.

 

▲ De qualquer modo, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/10/10/site-bnei-noach-os-gentios-os-nao-judeus/

 

Nós, do site a-fe-original–noaismo.info, declaramos que somos Noaítas (Bnei Noach, no hebraico), que seguimos o Noaísmo, portanto, não-judeus que devotam Hashém cumprindo SUAS Mitsvót Universais. Não somos cristãos nem somos cristãos hebraizados/hebraístas ou yeshuanistas nem maometistas. Não acreditamos em Jesus ou Yeshua nem em Muhammad (Maomé) ou em quaisquer outros falsos profetas. Não acreditamos no novo testamento ou brit hachadasha nem no Alcorão ou Quran ou em quaisquer outros livros dos outros falsos profetas.

 

Por Noaismo.info (baseado em Jews For Judaism)

https://a-fe-original–noaismo.info/site-bnei-noach-copyright/

O Projeto Noaismo Info tem o prazer, o orgulho e a honra de apresentar à Comunidade Judaica de Língua Portuguesa o Panfleto:
Sete Respostas Para os Messiânicos.

Acesse o link abaixo para baixar gratuitamente o panfleto no formato PDF 

7 Respostas para os Judeus Para Jesus (Jews For Judaism_Noaismo.info)

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Bnei Noach, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

Os três tipos de descendentes de Noá / os Dez Mandamentos Noaíticos / as Três Leis Devocionais dos Noítas

A Fé Original: Noaismo.info

O Site Bnei Noach

 

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# Os três tipos de Descendentes de Noá
# Os Dez Mandamentos Noaíticos
# As Três Leis Devocionais dos Noítas

Quem é o sábio das nações
O que é noaísmo e judaísmo

 

Perguntas & Respostas

 

Por Noaismo.info

Bnei Noach_Noaismo.info_Copyright_2020

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

Eu ouvi dizer que há diferentes tipos de Bnei Noach (e eu não consigo entender isso). Isso é verdade? E se sim, por que e quantos?

(Respondendo também a:
Quem é o sábio das nações?)

 

Há diferentes tipos de benêi Nôach.
São três tipos no total, sendo o mais básico exatamente o significado mais básico da expressão benêi Nôach, o significado literal e simples, “filhos ou descendentes (físicos) de Noá”. Em outras palavras, qualquer pessoa. Em português, podemos utilizar a forma alternativa Noaída (tradução literal do inglês “Noahide”). Em grego, latim, inglês e português, o termo Noaída tem o único significado de “filhos” ou “descendentes de Noá” (no sentido amplo, geral, quer dizer, de toda a humanidade independentemente de fé).

Depois, há um tipo de “descendente de Noá” que apenas aparenta ser um noaíta.
Esse é aquela pessoa que pratíca as Sete Leis de Noá mas sem saber que elas são Leis Divinas, Leis que foram dadas pelo PRÓPRIO D’us para toda a humanidade, Leis de Hashém (Mitsvót) que o mundo todo deve seguir (ele não sabe que elas são Leis e que são chamadas de Leis de Noá ou Leis dos descendentes de Noá).
Ele as cumpre mas ele não é um noaíta, ele não segue o noaísmo (na verdade ele nem sabe da existência disso ou o que é isso).
Ele as cumpre apenas porque elas são “Leis racionais”. Ele as cumpre por achar que se trata de uma questão de lógica ou porque elas fazem sentido para ele. Ele acredita em Deus, mas ele não conhece Hashém ou a Torá. Ele pode praticar estas Leis até mesmo por causa de sua religião (mas é óbvio que se ele as cumpre devido à sua religião, tal religião não é fundamentada em Hashém e na Torá. Toda religião “revelada” é invenção de um falso profeta). Tal pessoa pode muito bem ser relativamente inteligente e boa. Isso é louvável. E mesmo sem saber do noaísmo, sem ser um noaíta, mas porque as pratíca, essa pessoa será devidamente recompensada por Hashém. Porém, nas próprias palavras do Rabi Maimônides, “ela não é um guer tosháv, nem é devota de Hashém entre os gentios, e nem é sábia.”

Quando um não-judeu conhece Hashém baseado na Torá através do povo judeu, e ele adota para si mesmo o noaísmo, então ele se torna um noaíta (inglês: Noahite) — um descendente espiritual de Noá. Neste caso, o noaíta pratíca suas Leis não apenas por questão intelectual ou de lógica, por serem racionais, antes, as próprias Leis já não são mais apenas meras “regras sociais” ou “regras religiosas” (regras religiosas, quer dizer, ensinamentos dos seus falsos profetas), elas são Mitsvót, quer dizer, Leis Divinas (Leis de Hashém). E a partir daqui entramos então em uma outra dimensão. O noaíta finalmente aprende e entende que existem outras TRÊS Leis aparte das Sete básicas e que estas TRÊS Leis são na verdade o fundamento (a base) das Sete Leis mais básicas, o fundamento de sua Fé, o fundamento do noaísmo.

Três Leis aparte das Sete Leis básicas iniciais?
Sim.

Os mandamentos judaicos são 613 e a base deles são aqueles que nós conhecemos como ‘os Dez Mandamentos’.
Agora, você sabia que a base dos mandamentos noaíticos (não judaicos) também são Dez — Dez Mandamentos Noaíticos (mas que são denominados ‘Sete’* porque são divididos em dois grupos, um de Três e um de Sete)?
E quais são estas Três Mitsvót não incluídas nas Sete?

* Certamente que se a base dos mandamentos noaíticos fosse chamada de “Dez Mandamentos”, isso causaria uma tremenda de uma confusão com os “Dez Mandamentos” (judaicos). Por isso foi denominada “Sete Mandamentos”.

 

Enquanto que as Sete Mitsvót são Leis Morais, as outras Três são Leis Espirituais (ou Leis Devocionais), que podem ser resumidas em quatro ou três palavras-chave:
Hashém-Torá-Moshé-Espiritualidade,
ou então,
Hashém-Torá-Moshé (Moshé/Moisés também representando então o povo judeu).
Como noaíta, a pessoa vem a conhecer Hashém e passa a servi-LO entendendo que foi Hashém QUEM ordenou as Sete Leis a toda a humanidade na Torá através de Moshé e, desde então, do povo judeu, e, que Hashém não deu nenhuma religião a ninguém.
E como foi dito, estas TRÊS Mitsvót são o fundamento das Sete Leis mais básicas, o fundamento da Fé Noaítica, o fundamento do noaísmo.
Assim, estas são as Três Mitsvót Devocionais antes das Sete:

1. Conhecer Hashém
(a primeira e maior mitsvá universal espiritual/devocional não é simplesmente acreditar em algum deus, nem mesmo sequer simplesmente crer no D’us, mas conhecer O Hashém, como está escrito (no Livro bíblico de benêi Nôach, o Gênesis): “E O Hashém D’us ordenou ao (ser) humano”.);

2. Conhecer a Torá
(estudando-a e aprendendo-a com o povo de Israel, com os judeus, que, como disse o profeta judeu Yeshaiáhu (Isaías), são as verdadeiras testemunhas de D’us — as Testemunhas de Havayáh:
“Diz Havayáh, teu CRIADOR, ó (filhos de) Yaacóv, AQUELE que te formou, ó (nação de) Israel: … Vocês são Minhas testemunhas, declara Havayáh, e Meus servos, a quem EU escolhi, de modo que vocês conhecerão e acreditarão em MIM, e entenderão que EU sou ELE; antes de MIM nada foi criado por um deus, e depois de MIM não haverá!” (43:1, 10)
Pois, “foi mostrado a vocês (judeus) para saber que Havayáh é Haelohím — O D’us, e não há ninguém além DELE.” (Devarím/Deuteronômio 4:35-39)
Através da entrega da Torá de Hashém para os judeus no Har Sinái, “o mundo viu uma nação conhecedora de D’us” — nas palavras do Rabi Maimônides (Hilchót Avodát Kochavím Vechukót Hagoím). E naquela ocasião, foi revelado que já existia uma Torá para os gentios — as Sete Mitsvót Universais — que foi dada a Adám e Chavá e a Nôach e Naamá. Em outras palavras, desde a criação da humanidade já existia uma Torá Universal. E 2448 anos depois, veio a existir também uma Torá Judaica — uma Torá especificamente judaica, particular (exclusiva) dos judeus.); e,

3. Ao cumprir as Duas Mitsvót Universais Devocionais acima, os noaítas (os não-judeus que tornaram-se devotos de Hashém) consequentementemente cumprem a Terceira Mitsvá Espiritual:
“Não se deve permitir dar origem a alguma religião.” (Rabi Maimônides, As Leis dos Reis 10:9)
(Hashém deu à humanidade espiritualidade — uma natureza espiritual — não religião.
E além disso, não-judeu algum consegue conhecer Hashém e a Torá e o Noaísmo através de alguma religião. Apenas através do vulgarmente chamado ‘Judaísmo’ — mais precisamente Os Princípios de Fé da Torá é que é possível chegar à Verdade da espiritualidade. Apenas o ‘Noaísmo’ e o ‘Judaísmo’ são Revelações de Hashém. Todas as religiões, qualquer uma delas*, são invenções.

* Isso inclui o cristianismo (incluindo a sua vertente hebraísta: os messiânicos), o kardecismo e o maometismo (muhammatismo).

 

Enquanto que um não-noaíta pode (ou não) se identificar com alguma religião, qualquer uma delas, é óbvio que o noaíta, que é a pessoa que é devota de Hashém, só se identifica com o próprio noaísmo, não com qualquer religião. Ele sabe que todo e qualquer fundador das religiões é falso profeta e que toda e qualquer escritura das religiões não é a Palavra de Hashém (a propósito, é interessante parar para pensar no fato de que de todos os livros sagrados de todas as religiões, apenas a Torá — querendo dizer todo o Tanách (bíblia judaica) — contém a Própria Assinatura de Hashém, o Nome essencial de D’us, Havayáh).
Como afirma o Rabi Tzvi Freeman do Chabad:
“A Torá [é] a mensagem de D’us para toda a humanidade.”).

 

O noaíta portanto pratíca antes das Sete Categorias de Leis Divinas Universais as Três Leis Divinas Devocionais: ele conhece Hashém (através da Torá), ele conhece a Torá (através dos judeus), e conhecendo Hashém e a Torá ele não inventa religiões e sai das religiões e exerce sua fé praticando suas Mitsvót. Obviamente, o Caminho Espiritual do noaíta é o noaísmo; a Fé (ou os Princípios de Fé) do noaíta é o noaísmo*.

* “Noaísmo”, de Noá + ismo, mas não significando, como já foi exposto, que foi fundado por Noá ou que os noaítas são seguidores (discípulos) de Noá (da mesmíssima forma que “Judaísmo” não significa que foi fundado por Judá (Yehudá) ou que os judeus são seguidores (discípulos) de Judá).
O noaísmo também é chamado de movimento Bnei Noach.

 

Noaísmo é o nome que se dá ao Conjunto de Princípios de Fé e Princípios de Valores Humanos dados pelo PRÓPRIO Hashém de maneira universal, i.e., para toda a humanidade — esta é a Torá noaítica. Enquanto que judaísmo é o nome que se dá ao mesmo Conjunto de Princípios de Fé e Princípios de Valores Humanos dados pelo PRÓPRIO Hashém só que em mais detalhes e de maneira particular, i.e., em especial para um povo inteiro mas um único povo, os judeus, porém, acrescidos de rituais (que são as Mitsvót Edót, sinais e símbolos identificadores e testemunhais, por isso exclusivos dos judeus) e de outros tipos de leis (como por exemplo, as territoriais; etc) — esta é a Torá israelítica.

 

Foi do noaíta que o Rabi Maimônides falou quando escreveu:
“Qualquer pessoa que aceita o cumprimento destas Sete Categorias de Mitsvót e é cuidadosa na sua observância, (quando ela mora na Terra de Israel na época do Templo Sagrado ela) é chamada de residente estrangeiro (guer tosháv, ou, quando não assim, ela então) é considerada como um dos devotos de Hashém entre os gentios (também considerada como gentio justo e/ou gentio sábio) e terá o mérito de compartilhar do Mundo Vindouro.
Isto se aplica somente quando ela as aceita e cumpre, porque Hashém, abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moshé Rabênu (nosso mestre) que mesmo previamente os descendentes de Noá foram obrigados a cumpri-las.”

Como vemos claramente, o noaíta só é noaíta porque ele é “um gentio devoto de Hashém”, ele devota Hashém, ele é servo de Hashém. Como noaíta ele é chamado por vários nomes além de noaíta (ou então Bnei Noach) e devoto (ou servo) de Hashém entre as nações. Ele também é conhecido como justo das nações e/ou sábio das nações. ‘Justo’ porque pratíca a Vontade Divina pelas Mitsvót Universais. ‘Sábio’ porque como declara um dos sete versículos da bíblia judaica (Tanách) que o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet (do Chabad, o primeiro rabino supervisor da Ash Noah, Instituição judaica criada como uma resposta à Campanha do Rebe do Chabad de divulgar as Universais Mitsvót de Hashém a toda a humanidade), recomendou para as crianças noaítas aprenderem e recitarem:
“A sabedoria é o temor de Hashém e a inteligência é saber evitar o mal (mediante o temor de Hashém).” (Jó 28:28)
E também como declara o Tehilím/Salmos 111:10:
“O princípio da Chochmá/sabedoria é o temor (reverência) de Hashém — (é) (discernimento) bom senso para todos os que realizam os mandamentos de D’us.”
Como dissemos, um não-noaíta pode ser uma pessoa relativamente boa e inteligente, mas se ele não devota Hashém, como ele pode ser um gentio justo? Se ele não devota Hashém, como ele pode ser um gentio sábio?
O Pirkêi Avót, Capítulo 3 Mishná 17, já dizia:
“Rabi Elazár ben Azariá disse: Se não há Lei Divina — Torá, não há conduta social adequada; se não há conduta social adequada, não há Lei Divina — Torá. Se não há sabedoria, não há temor a D’us; se não há temor a D’us, não há sabedoria. Se não há conhecimento, não há entendimento; se não há entendimento, não há conhecimento.”

O livro “Sháar HaEmuná Ve’Iesód HaChassidút, Entrada da Porta do Beit Yaakóv” do Rabi Gershon Chanoch Henoch Leiner de Radzin, explica (conforme comentário do Rabi Betzalel Edwards):

“A crença em D’us (Hashém) nos leva a temê-LO, o que motiva uma pessoa a observar os mandamentos da Torá. No entanto, este temor (a D’us) é um medo que nasce da consciência da transcendência absoluta de D’us. Assim, seria mais precisamente chamado de “consciência” ou “reverência” da Divindade.”
E o livro prossegue (agora conforme o autor, o Rabi Gershon):
“O Zôhar escreve: “No princípio criou D’us …”. Este é o primeiro mandamento, que se chama “Temor a Hashém”. Desta forma, o mundo inteiro depende deste mandamento. Assim, o temor de Hashém é a própria soberania de D’us e contém dentro de si todos os mandamentos da Torá.
[Mas aí, diante disso tudo, vem a questão:]
Se a pessoa não conhece a Torá, ou a recompensa e a punição por manter ou transgredir seus mandamentos, ou AQUELE que criou a Torá e a dá a Israel (e uma parte à humanidade), como então ela pode temer D’us e guardar Seus mandamentos? Por esta razão [está escrito]: “Conhece (tu) O D’us de vossos pais (Adám e Nôach) e serve-O.” Pois se alguém não conhece AQUELE que lhe deu a Torá (Universal) e lhe ordenou que a guardasse, como então pode temê-LO e cumprir Seus mandamentos?”

Portanto, sábio é a pessoa que conhece e teme (reverencia) Hashém, e que O devota, cumprindo Seus mandamentos. Mas para isso, os não-judeus têm de saber da existência de uma Torá Universal, de uma Torá para os não-judeus, as Sete Categorias de Mitsvót Noaíticas. E foi por isso mesmo que o Rabi Maimônides legislou:

“Da boca do Todopoderoso, Moshé, nosso mestre, ordenou-nos (a nós judeus, em todas as épocas e lugares,) a obrigar todos os habitantes do mundo a aceitar sobre si mesmos os mandamentos Divinos (Mitsvót) dados aos descendentes de Nôach.”

Resumindo, temos Três tipos de descendentes de Noá.
Um é qualquer indivíduo, pois qualquer um é descendente de Noá. Esses são Noaídas.
O outro, é o descendente de Noá que cumpre parcialmente as Mitsvót Noaíticas (sem saber disso).
Ele — parcialmente — as cumpre ou porque são leis sociais (daí ele pode até mesmo ser ateu), ou porque são leis religiosas (quer dizer, porque são regras de sua religião, ensinamentos dos falsos profetas inventores dessas religiões). Mas, obviamente, ele não é noaíta, ele não segue o noaísmo, ele não devota Hashém.
E por fim, temos o descendente espiritual de Noá, o noaíta. Ele segue o Noaísmo, ele devota Hashém, por isso é um noaíta. O noaíta é o devoto de Hashém entre as nações. O noaíta é o justo das nações. O noaíta é o sábio das nações.
O noaíta pratíca todas as Mitsvót Noaíticas, a Torá para os não-judeus.
A base das Mitsvót Noaíticas são os Dez Mandamentos Noaíticos — os Dez Mandamentos dos noaítas (que não é a mesma coisa que os Dez Mandamentos judaicos).
Os Dez Mandamentos Noaíticos são divididos em dois grupos, sendo o mais famoso aquele que foi denominado de “Sete Leis”. Estas Sete Leis são as Leis Morais mais básicas, o mínimo a ser cumprido. Pois o máximo compõe-se de várias dezenas.
O outro grupo dos Dez Mandamentos Noaíticos é o das Três Leis Devocionais, que são na verdade o próprio fundamento das Sete Leis mais básicas. As Três Leis Devocionais dos noaítas são o fundamento da Fé Noaítica, o fundamento do noaísmo.
Estas são conhecer Hashém e devotá-LO, estudar a Torá com o Povo de Hashém, os judeus, e, não inventar religiões e abandoná-las (que, como já exposto, inclui, obviamente, cristianismo e islamismo).

Por Noaismo.info

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