A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach

Judeus e Bnei Noach não dizem feliz ano novo no Rosh Hashaná

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Judeus e Bnei Noach não dizem feliz ano novo no Rosh Hashaná

 

Por Rabi Benjamin Blech (Aish)

 

Qual é o melhor desejo para o novo ano?

Alguma vez você se deu conta de que tradicionalmente os judeus e os benêi Nôach (noaítas/filhos de Noá) não desejam “feliz ano novo” uns aos outros?

Em vez disso dizemos a frase hebraica “shaná tová” que, apesar da má tradução que aparece em quase todos os cartões de Rosh Hashaná, não tem nenhuma conexão com a expressão “feliz ano novo”.

Shaná tová transmite o desejo de um ‘ano bom’, não de um ano feliz. E o motivo por trás desta diferença tem uma grande importância.

A revista Atlantic Monthly publicou há um tempo um fascinante artigo intitulado “Ser feliz não é tudo na vida”. A autora, Emily Esfahani Smith, ressalta: “A felicidade sem significado está caracterizada por uma vida relativamente superficial e inclusive egoísta, na qual tudo está bem, as necessidades e os desejos são satisfeitos sem dificuldade e as complicações são evitadas”.

Emily cita na reportagem à Kathleen Vohs, uma das autoras de um novo estudo publicado no Semanário de Psicologia Positiva: “Pessoas felizes obtêm sua alegria de receber dos outros ao passo que pessoas que têm uma vida significativa obtêm sua alegria de dar aos outros”. Em outras palavras, o sentido transcende o ego, enquanto a felicidade implica dar ao ego o que ele quer.

De acordo com Roy Baumeister, chefe de pesquisas do estudo: “O que separa os humanos dos animais não é a busca da felicidade, a qual ocorre em todo o mundo natural, mas é a busca de sentido, que só existe nos humanos”.

Muito antes destes estudos, os judeus já entendiam essas verdades intuitivamente. Feliz é bom, mas bom é melhor.

Desejar um feliz ano novo implica dar primazia ao ideal de uma cultura hedonista cujo objetivo principal é tirar proveito, ao passo que buscar um ano bom implica reconhecer a superioridade do significado por sobre a alegria do momento.

A palavra bom tem um significado especial na Torá. A primeira vez que encontramos esta palavra é na série de pessukím na qual D’us, depois de cada dia de criação, vê sua obra e a proclama boa. E não é só isso, quando D’us completou sua obra, viu tudo o que tinha feito e “eis que era muito bom”.

O que significa isso? De que forma era bom o mundo? Obviamente não estava sendo elogiado em um sentido moral. Os comentaristas oferecem uma profunda idéia: a palavra bom indica que cada parte da criação cumpria com o propósito de D’us; cada parte era boa porque era o que devia ser.

Este é o profundo significado da palabra bom quando é aplicada a nós e a nossas vidas. Somos bons quando alcançamos nosso propósito; nossa vida é boa quando nela se cumpre o que temos de fazer.

Um shaná tová, um ano bom — de uma perspectiva espiritual — contém muito mais bênção que um ano simplesmente feliz.

Uma vida significativa leva a uma vida feliz

Um shaná tová pode não enfatizar a felicidade, mas é a forma mais segura para alcançá-la.

Isto se deve a outra poderosa idéia que descobriram os psicólogos: que a felicidade é, no geral, um subproduto de uma vida significativa. É precisamente quando não a buscamos e estamos dispostos a deixá-la de lado por um objetivo mais elevado que ela nos visita — inesperadamente — com uma força que jamais pensamos que fosse possível.

Uma vida significativa é o objetivo supremo, e em nossa busca de uma boa vida descobriremos a recompensa da felicidade verdadeira.

Então lhe desejo um shaná tová. Que seu ano esteja cheio de significado e propósito, e a felicidade certamente virá a seguir…

Por Rabi Benjamin Blech (Aish)
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Traduzido e editado do espanhol por Noaismo.info

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Descobrindo Rosh Hashaná

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Descobrindo Rosh Hashaná*

 

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)

 

* Lê-se Róch Hachaná

Como é possível que o princípio do ano apareça no primeiro dia do sétimo mês? E como é que sabemos que é este o princípio do ano, se não está mencionado em nenhuma parte dos cinco livros de Moisés?

A resposta curta é: o sabíamos porque, quando Moisés recebeu a Torá, tudo isto era evidente para ele e ele transmitiu esta informação, ainda que não a deixou por escrito. E, além disso, antes de ouvirmos falar de Moisés, sabíamos sobre o Rosh Hashaná. Abraham recebeu os antigos ensinamentos de Shem, o filho de Noá. Noá por sua vez os havia recebido de Matusael, que os havia recebido de Enosh. E Enosh com toda a certeza estava inteirado de Rosh Hashaná, já que havia recebido sua sabedoria diretamente de Adám, que havia sido criado nesse dia.

Então, Rosh Hashaná não é somente uma festividade judaica. Rosh Hashaná é o nascimento da humanidade.

* * *

Uma olhada em todo o livro judaico de orações para Rosh Hashaná e Iom Kipur e não será encontrado menção alguma ao nascimento de Adám. O que você pode encontrar é a afirmação: “Hoje é o dia de nascimento do mundo.” Também poderá dizer uma enigmática frase que se repete várias vezes: “Este dia assinala o começo da Tua criação, é uma recordação do primeiro dia.”

Isto sugere um pensamento fascinante; efetivamente, um pensamento que os cientistas modernos podem chegar a aceitar. Talvez o universo tenha nascido apenas quando Adám abriu seus olhos para observar e dar um nome a cada coisa! Com efeito, não é certo que os físicos quânticos e os cosmólogos de hoje em dia nos dizem que não pode haver eventos nem universo, sem um observador? Então, o universo começa com a criação da primeira consciência humana. “E ELE insuflou em suas narinas alento de vida; e o homem se tornou alma vivente” (Gênesis 2:7).

Fascinante, sim, mesmo que não totalmente satisfatório. Já que, na realidade, o Livro do Gênesis nos diz que Adám foi criado no sexto dia da Criação. Antes deste momento já existia um mundo. Sim, eu reconheço, era um mundo muito diferente do que conhecemos, um mundo no qual foram criados a matéria, a energia, o tempo e o espaço, no qual os eventos foram ocorrendo rapidamente, e em poucos instantes o simples evoluiu para o complexo. Mas, ainda assim, era um mundo. Então, surge a pergunta clássica: por que comemoramos Rosh Hashaná no nascimento de Adám e não seis dias antes, no nascimento do mundo?

E a resposta clássica é: porque não estamos celebrando um aniversário. “Hoje é o nascimento do mundo”, significa hoje, agora. Hoje o mundo voltou a nascer. Este dia assinala “o começo de Tua(s obras da) criação”, evocando assim a primeríssima vez que o mundo foi criado. Só que a primeira vez que o mundo nasceu, foi um presente de graça. Desde então, depende de nós, dos descendentes de Adám. E é por isso que ocorre em nosso nascimento, Rosh Hashaná. Renascemos, e dentro de nós, todo o universo.

Nosso planeta terra é um relógio ajustado ao ritmo pelo qual bate, um ciclo de momentos e dias, de meses e anos. A cada momento surge a vida necessária para esse momento, é absorvida e depois volta para sua fonte. Cada dia, a energia para esse dia, cada mês, para esse mês. Mas a renovação mais importante da vida é a que surge em Rosh Hashaná. Porque é quando toda a vida do ano anterior volta para sua fonte essencial e, do vazio, surge uma nova vida como nunca antes conhecida, para sustentar a existência por um ano completo.

* * *

Não é estranho que um ser criado possa tomar parte em sua própria criação? Os seres criados (nós), suplicando para nosso CRIADOR: “Dá-nos vida! Uma boa vida! Coisas lindas! Revela-TE! Envolva-TE mais profundamente com teu mundo!

Como é possível que, no interior da Mente Cósmica, onde se determina se devemos ou não existir, estejamos aí, suplicando e participando nessa decisão? Deve haver algo de nós que está além da criação, algo eterno. Algo Divino. O chamamos “a alma Divina”.

É por isso que podemos denominar D’us tanto REI como PAI.

Um REI, no sentido essencial da realeza, porque é ELE QUEM determina se existiremos ou não, como está escrito no Machzór: “quem morrerá e quem viverá”.

Um PAI, porque dentro nós há algo DELE, portanto, podemos participar nessa decisão.

E nós somos o filho. Cada um de nós tem uma alma interior que é o hálito de D’us dentro de nós. Somos o ponto de contato entre D’us e Seu universo. E assim somos chamados Seus filhos. E podemos chamar ELE nosso PAI.

* * *

Em Rosh Hashaná, D’us SE apresenta perante um tribunal. Se D’us chegasse a SE desconectar de Sua criação, D’us não o permita, desapareceria até o próprio espaço. Inclusive ficaria anulado o tempo, o mundo nunca teria existido, sua história seria apagada, e não sobraria nada.

Mas demonstramos um sincero arrependimento e declaramos que agora realmente nós vamos tratar de melhorar nossos atos e fazer que o ano que se inicia seja muito, muito melhor que o passado. Acima de tudo, queremos assegurar que apenas falaremos bem dos demais e que lhes daremos nossas bênçãos para um ano bom e doce. É como julgamos os outros que nós seremos julgados.

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)
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O site Bnei Noach, Noaismo.info, deseja a todos um ano bom e doce.

Hoje, 29/9, é, no calendário bíblico/judaico, 1° de Tishrêi de 5780, ou seja, dia de um novo ano. Para você recitar as orações apropriadas para hoje e também para amanhã (mas amanhã, 30/9, somente até o pôr-do-sol), veja o Guia Bnei Noach de Rosh Hashaná.

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Bnei Noach, Guia Rosh Hashana Bnei Noach

Guia Rósh Hashaná/Yom Kipúr Bnei Noach 2019

 

O Guia Rósh Hashaná/Yóm Kipúr 2019 para os Bnei Noach já está disponível — bendito é Hashém — através da nova página do site

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O Rósh Hashaná 2019 começa ao pôr do sol do domingo de 29 de Setembro e termina no anoitecer da terça de 1° de Outubro.

 

O Ióm Kipúr 2019 começa ao pôr do sol de terça de 08 de Outubro e termina no anoitecer da quarta de 09 de Outubro.

 

O Projeto Noaismo Info — o Site Bnei Noach — deseja a todos Feliz Rósh Hashaná e Feliz Ióm Kipúr.

 

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Bnei Noach, Perguntas & Respostas (e Guia Bnei Noach)

Bnei Noach podem celebrar as Festividades Judaicas ou alguma delas?

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Perguntas & Respostas

Bnei Noach podem celebrar as Festividades Judaicas ou alguma delas?

 

O Shulchan Aruch Bnei Noach — o livro The Divine Code (“O Código Divino”), conhecido no hebraico como Shéva Mitsvót Hashém (“As Sete Mitsvót [Universais] de Hashém”) —, da AskNoah, é enfatico:

“Qualquer mandamento [de se celebrar] um dia sagrado judaico está proibido para um gentio(*). Práticas relacionadas especificamente com esses dias tais como [por exemplo] comer pão sem levedura no Pêssach, agitar uma folha de palmeira (luláv) ou sentar-se em uma sucá em Sucót, jejuar em Ióm Kipúr, tocar shofár no Rósh Hashaná, também estão proibidos para um gentio. Tudo isso porque [se ele faz essas coisas,] ele está cumprido um dia sagrado que ele não foi mandado cumprir, e é uma proibição que alguém faça seu próprio dia sagrado devido a que está proibido criar uma outra religião(**.

 

* Isso inclui o Shabát, pois “Havayah falou a Moshé, dizendo-lhe para falar aos benêi Yisrael e dizer-lhes: Há épocas especiais que vocês devem celebrar como feriados sagrados a Havayah. São as seguintes Minhas festividades: … o sétimo dia é um Shabát … um feriado sagrado para Havayah.” (Levítico/Vayicrá 23, A Torá Viva, Rabi Aryeh Kaplan, Maayanot.) “Vede [benêi Yisrael], Havayah vos deu o Shabát.” (Êxodo/Shemót 16:6, 29). Como diz o Rabi Aryeh Kaplan: “O Shabát foi outorgado ao povo judeu quando receberam o maná pela primeira vez.” E como diz a Revista Morashá: “O Shabát — o único ritual judaico que é um dos Dez Mandamentos — é a primeira de todas as festas [judaicas], porque é a primeira a ser mencionada na Torá (Levítico, 23:2-3). Diz a Torá: “(O Shabát) é um sinal entre MIM (Havayah) e os benêi Yisrael para sempre” (Êxodo, 31:17). Apesar de muitos não o saberem, qualquer Shabat é o dia mais sagrado do ano judaico, até mesmo mais do que Ióm Kipúr (Shulchán Arúch, Órach Chaím, 242:1).” (© Instituto Morashá de Cultura.)

A única exceção é a celebração de Rósh Hashaná, por se tratar do dia da Criação da Humanidade (Adám e Chavá).

 

** Pois ele não é judeu e está praticando um mandamento especificamente judaico, então isso não é nem noaísmo nem judaísmo, logo, é outra coisa — é criar outra religião.)”

 

The Divine Code, Terceira Edição, versão inglesa autorizada do original em hebraico: Sheva Mitsvot Hashem, por Rabi Moshe Weiner, 2018 Ask Noah International.

© Ask Noah International
© Rabi Moshe Weiner
© Rabi Dr. Michael Schulman

Traduzido por Noaismo.info.

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Pessach e os Bnei Noach

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Pessach e os Bnei Noach

 

Como os Bnei Noach celebram Pessach?

 

Os Bnei Nôach NÃO celebram Pêssach.

Os Bnei Nôach NÃO celebram Pêssach e os Bnei Nôach NÃO celebram NEM UMA festividade judaica, incluindo a do Shabát (Pêssach e Shabát celebram a mesma coisa: a saída do povo judeu do Egito, e, por isso mesmo, são mandamentos festivos exclusivamente judaicos*. O Pêssach é a celebração anual enquanto o Shabát é a celebração semanal.

 

* Para o Shabát, veja Vaicrá/Levítico 23:1-5, 44; Devarím/Deuteronômio 5:15; Shemót/Êxodo 16:1, 4-5, 22-23, 25-30; 31:12-17.)

 

Por que os Bnei Noach não celebram Pessach? Porque Bnei Noach (noaítas/Filhos de Noá) NÃO são judeus. Por que os Bnei Nôach haveriam de celebrar Pêssach (ou qualquer outra festividade judaica) se não são judeus?

Bnei Nôach são NÃO-judeus que reconheceram e aceitaram que O D’us de Israel é O MESMO D’us CRIADOR do universo e que vivem de acordo com SUAS Mitsvót (Leis) Universais e que acreditam apenas no Tanách (bíblia judaica) como A Palavra de D’us.

Portanto, é absolutamente impertinente para os Bnei Nôach (como para qualquer outro não-judeu) o Pêssach ou qualquer outra festividade judaica, bem como o Shabát.

 

Os Bnei Nôach descendem de Avrahám, Yitschák e Yaacóv? NÃO.
Os Bnei Nôach foram escravos no Egito? NÃO.
Os Bnei Nôach foram libertados da escravidão no Egito? NÃO.
Então, não faz sentido os Bnei Nôach quererem honrar Pêssach. (Como não faz sentido algum os Bnei Nôach quererem honrar Shabát ou qualquer outra festividade judaica.)

 

O PRÓPRIO D’us, Hashém, disse:

“E se algum prosélito (não-judeu) habitar contigo (Israel) e quiser fazer o Pêssach a Havayah, todo macho deverá ser circuncidado (convertido), e então se chegará para celebrá-lo, e será como o natural da terra (de Israel); e nenhum incircunciso (não-convertido) [participará] dele. A Lei (da Torá, como modo de vida do judeu,) será a mesma para o natural (descendente de Israel) e o prosélito (convertido) que peregrina entre vós. Assim fizeram todos os filhos de Israel, como ordenou Havayah a Moshé e a Aharón; e assim fizeram. E … Havayah tirou os filhos de Israel da terra do Egito. … E Moshé disse ao povo (de Israel): Recordai este dia que saístes do Egito, da casa dos escravos; … e guardarás este estatuto em seu prazo de ano em ano.”
Shemót/Êxodo 12:48-13:10 *

 

* Leia o texto bíblico na íntegra para o mandamento estritamente judaico de chamêts.

 

Portanto, um não-judeu até pode realmente sentir vontade — ter o desejo — de observar alguma data exclusivamente judaica ou algum rito exclusivamente judaico, mas é óbvio (ou pelo menos deveria ser óbvio) que para isto ele (o não-judeu) deve converter-se.

Foi exatamente isto o que o Rabi Maimônides disse nas Leis dos Reis 10:9 e 10, que aquele noaíta que passar a ir além das suas Leis, absorvendo leis e ritos judaicos, já assumindo um modo de vida judaico, já se comportando como um judeu, que converta-se, e então poderá devidamente observar quaisquer mandamentos estritamente judaicos.

“Assim também, um gentio que faz um Shabát, i.e., que realiza um descanso ritual — em qualquer dia da semana (podendo ser até mesmo no próprio sétimo dia) —, é passível (de punição). Nem é necessário dizer, ele é passível de punição se cria um dia de festividade (religiosa, incluso por estar copiando festividades judaicas,) para si próprio.

Em geral se adota o seguinte princípio nestas questões: Não se deve permitir dar origem a alguma religião ou criar novas Mitsvót para si mesmos baseados nas suas próprias decisões (incluso de querer imitar os judeus). (Se eles querem praticar as Leis Rituais,) eles podem se tornar convertidos justos e aceitar todas as 613 Mitsvót (estritamente judaicas, como lembrar e honrar o Shabát, celebrar as festividades judaicas (Pêssach,  Sucót, Chanucá …), etc.,) ou eles devem permanecer com as instruções designadas para eles ( – que são as Leis Morais – )sem acrescentar (incluso rituais inventados por si mesmos ou copiados dos judeus) ou diminuir (por suas próprias inferências). – Rabi Maimônides, As Leis dos Reis 10:9, 10.

É por isso que destemidamente o Rabi Zvi Aviner (baseado nas palavras acima do Rabi Maimônides) declara que “outro erro (cometido por certos rabinos e alguns judeus) é oferecer aos Bnei Nôach (não-judeus) os rituais judaicos que não tem sentido para eles”, e, que “é errado os não-judeus simplesmente copiarem os costumes (estritamente) judaicos adaptando-os como seus.” Os não-judeus que assim procedem “estão equivocados”.

O Rabi Dr. Michael Schulman (Chabad), Diretor da Organização Ask Noah International (asknoah.org), organização judaica inspirada na Campanha lançada pelo Rebe do Chabad para orientações da vida dos Bnei Noach, explica:
“Para os gentios, não há problema em simplesmente reconhecer o significado especial que D’us atribui ao sétimo dia judaico (o dia de se fazer Shabát) ou aos dias de festas judaicas. Eles podem honrá-los como dias especiais (por exemplo, com orações e leituras selecionadas da Torá). Mas, os Bnei Noach não devem observar os mandamentos das festividades bíblicas judaicas. Eles não devem cumprir os mandamentos judaicos que são apenas religiosos e não têm nenhum benefício prático para Noaítas.”

E o que é que os Bnei Nôach podem fazer durante os dias de Pêssach?

Como dito acima, “os Bnei Noach podem” orar e fazer leituras selecionadas da Torá, e também podem, como diz o Rabi Dr. Michael Schulman, “ler e/ou discutir as passagens da Torá sobre o Êxodo do Egito e/ou sobre os mandamentos judaicos associados ao Pêssach.”

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/05/27/site-bnei-noach-bnei-noach-podem-celebrar-as-festividades-judaicas-ou-alguma-delas/

 

Durante cada um dos dias de Pêssach, os Bnei Nôach podem fazer suas orações como sempre fazem, e podem, se quiserem, fazer também as orações Yaalé Veiavó e Nishmát Col Chái do nosso Guia (a partir do pôr do sol do primeiro dia da celebração até antes do pôr do sol do último dia da celebração).

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A Leitura Bíblica para os dias do Pêssach são:

20 Abril, 2019* (EM 2020, 8 Abril)

Êxodo 12:21-51;
Números 28:16-25; e,
Josué 3:5-7; Josué 5:2-6:1; Josué 6:27

 

* A contagem do dia judaico começa ao pôr do sol de Sexta-feira, 19 Abril, 2019. (Em 2020, ao pôr do sol de 8 Abril.)
__________

 

21 Abril, 2019

Levítico 22:26-23:44
e
Reis II 23:1-9; Reis II 23:21-25

__________

 

22 Abril, 2019

Êxodo 13:1-16

__________

 

23 Abril, 2019

Êxodo 22:24-23:19

__________

 

24 Abril, 2019

Êxodo 34:1-26

__________

 

● 25 Abril, 2019

Números 9:1-14

__________

 

26 Abril, 2019

Êxodo 13:17-15:26
e
Samuel II 22:1-51

__________

 

27 Abril, 2019

Deuteronômio 14:22-16:17
e
Isaías 10:32-12:6


 

Uma pergunta:

Por que os judeus celebram Pêssach por 7 (sete) dias?

 

O Midrásh (Shemót Rabá 19:7) explica que embora os judeus tenham saído do Egito no primeiro dia de Pêssach, eles foram perseguidos pelos egípcios até a abertura do Mar Vermelho, que aconteceu sete dias depois. Portanto, embora o Êxodo tenha começado no primeiro dia, não foi completado até o sétimo dia. Os judeus são ordenados a celebrar esses sete dias.

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Bnei Noach

O modo de vida dos Bnei Noach

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O que um Bnei Noach (noaíta/filho de Noá) realmente faz?

 

Por Rabi Dovid Rosenfeld

 

Eu cresci como um crente cristão, mas depois de anos de pesquisa comecei a acreditar no D’us de Israel. Hoje eu me vejo como um noaíta. (Existem vários motivos pelos quais não seria viável para mim a conversão.) Meu maior desejo é conhecer D’us e viver de acordo com SUA Palavra, a Torá. Mas a minha pergunta é: o que eu realmente faço? As Leis Noaíticas são muito básicas, e elas são quase todas as coisas que não se deve fazer. Eu quero servir D’us, mas como um noaíta, o que de fato há para eu fazer?

 

O Rabino responde

Primeiramente, é bom falar com alguém tão sincero em suas crenças, e eu desejo que você prossiga com o seu crescimento espiritual.

Você tem razão ao dizer que as Leis Noaíticas — ou as Leis de Noá, ou as Leis dos Filhos de Noá, ou as Mitsvót Universais (Leis Divinas Universais) — são muito básicas e que, além das proibições negativas, elas deixam o noaíta praticamente sem ter o que fazer. Mas o mais importante é dar-se conta de que a observância e a conexão com D’us não terminam com as Leis Noaíticas. O Rabi Abraham Twerski observou a mesma coisa no que diz respeito à Torá. As pessoas cometem o erro de ver os 613 Mandamentos como a soma total da observância judaica. Mas na verdade, é aí onde começa o judaísmo, não onde ele termina. Os 613 proporcionam apenas a estrutura básica e o ponto de partida para o crescimento espiritual. Mas D’us quer que a gente vá muito além do mínimo. Podemos ir infinitamente mais alto – e é isto o que verdadeiramente nos define como grandes seres humanos.

Dá-se o mesmo com as Leis Noaíticas. Elas proporcionam apenas a estrutura simples da vida civilizada, não matar, não roubar, não cometer adultério, etc. Se tudo o que uma pessoa faz é isto, ela tem um certo grau de conexão com D’us – até mesmo se ela passa o resto de seu tempo bebendo cerveja e assistindo TV.

Mas, na verdade, há muito mais que uma pessoa pode fazer – aperfeiçoar-se como ser humano e fazer do mundo um lugar melhor. D’us deu a cada um de nós o nosso conjunto único de habilidades e talentos para fazer a nossa própria contribuição para o mundo – por exemplo, trabalhando em uma profissão digna, dando caridade, voluntariando-se para causas nobres, formando uma família com bons valores, orientando e aconselhando as pessoas, sendo um ativista de Israel, etc. Cada pessoa precisa olhar para dentro de si para ver que dons especiais ela pode usar para melhorar o mundo (e a si mesma) e quais oportunidades ela tem à sua disposição. É evidente que nossa porção no Mundo Vindouro é diretamente proporcional ao quanto trabalhamos para D’us – para melhorar tanto a nós mesmos quanto ao mundo.

Apesar disso, um não-judeu deve ter em mente que, obviamente, há várias  mitsvót que ele não deve cumprir (ou seja, há mandamentos que o não-judeu – mesmo um noaíta – está proibido de cumprir) – como Shabát e Festividades, Tefilín, Talít, Mezuzá… (ou seja, os mandamentos denominados Edót). O não-judeu também pode estudar a Torá, embora ele deva estudar apenas as partes relevantes para ele – como a Torá escrita (Tanách), as Sete Leis, e questões básicas de crença e ética.

 

[Em outras palavras, há um limite de até onde um não-judeu (mesmo um noaíta) pode ir. Ele não pode querer ultrapassar este limite, a menos que ele deseje tornar-se judeu. Este limite é o que distingue o não-judeu do judeu. É o que torna o não-judeu um não-judeu e o que torna o judeu um judeu. Trata-se de não ultrapassar as barreiras da identidade própria (individual/nacional). Há os mandamentos de caráter de moralidade (Mishpatím) e há os mandamentos de caráter de identidade (Edót). Os limites para os não-judeus são exatamente os mandamentos de caráter de identidade (e do mesmo modo para os judeus) (“Shabát e Festividades (exceto Rosh Hashaná), Tefilín, Talít, Mezuzá”, etc., como citado acima pelo Rabino).
Portanto, querer cumprir mandamentos de caráter de identidade (os Edót) é desrespeitar AQUELE que os deu, é desrespeitar Hashém, QUEM estabeleceu estes limites, QUEM criou essas identidades.]

 

Por Rabi Dovid Rosenfeld

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Traduzido do inglês por Noaismo.info: © Noaismo.info

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Veja também

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Não se esqueçam do dia 20 de setembro

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Prezados Noaítas ou Bnei Noach

 

Dia 20 de setembro de 2017 está chegando. Não se esqueçam de que a partir do pôr do sol começa o Rósh Hashaná, ou seja, começa o ano 5778 da Criação.

Separem esta data para celebrá-la e orar. Pessoalmente ou acompanhado, em casa ou na casa de outrem, utilizem o nosso Guia Rósh Hashaná 2017

 

…….

 

(São 2 dias de Rósh Hashaná. Um a partir do pôr do sol do dia 20 ao pôr do sol do dia 21, e o outro a partir do pôr do sol do dia 21 ao pôr do sol do dia 22.)

 

Que todos tenham um shaná tová umetuká!

Projeto Noaismo Info (A Fé Original da Humanidade) — O Site Bnei Noach: a-fe-original–noaismo.info

 

E para vocês utilizarem no dia a dia

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