A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, Judaísmo, PDF

Um alerta especialmente para os judeus (Cuidado com os autointitulados judeus messiânicos)

Projeto Noaísmo Info (A Fé Original da Humanidade)

O Site Bnei Noach

 

B”H

 

Um alerta do site Noaismo.info especialmente para os judeus
(as informações a seguir também são úteis para os não-judeus):

Cuidado com os autointitulados “judeus” messiânicos

 

Por Noaismo.info (baseado em Jews For Judaism)

 

Você sabia que existe um ramo do cristianismo cujos adeptos não se dizem cristãos, cujos adeptos se dizem judeus, e mais ainda, cujos adeptos se dizem judeus que encontraram e aceitaram o mashíach (messias)? Pois é, existe esse ramo do cristianismo sim. E o que é pior, esse ramo do cristianismo se autoapresenta como judaísmo messiânico.

A questão é, se existe um judaísmo messiânico, esse judaísmo é o próprio judaísmo autêntico, ou seja, aquilo que hoje é chamado de judaísmo ortodoxo. Se existem judeus messiânicos, os verdadeiros judeus messiânicos são os judeus autênticos (lê-se, os judeus ortodoxos). Isso é assim porque o judaísmo ensina a vinda do mashíach e todos os judeus a aguardam. Mas, para criar confusão entre judeus e não-judeus, um certo ramo de cristianismo teve a audácia de se autointitular e se apresentar para o mundo como o judaísmo messiânico, e seus adeptos como os judeus messiânicos. Por isso, cuidado com os autointitulados judeus messiânicos.

A cada ano, 1.000 grupos missionários cristãos evangélicos hebraizados (ou cristãos hebraístas) gastam mais de 300 milhões de dólares visando o povo judeu em todo o mundo, apresentando-se como judeus, para atrair judeus para a conversão. Nos últimos anos, estes grupos missionários conseguiram converter 350.000 judeus em todo o mundo. Eles apresentam o cristianismo sob o disfarce de judaísmo por chamarem seus clérigos ou pastores de “rabinos” e suas igrejas evangélicas de “sinagogas messiânicas”, por chamarem Jesus Cristo de Yeshua HaMashiach e o Novo Testamento de Brit HaChadasha, que significa Nova Aliança, por chamarem sua religião cristã de Judaísmo Messiânico, por não usarem a cruz e usarem símbolos judaicos, e por usarem nomes hebraicos e cantarem canções judaicas tradicionais. Esse ramo do cristianismo, o cristianismo hebraizado ou hebraísta (a que podemos chamar também de yeshuanismo), é composto por cristãos evangélicos. A igreja católica romana não pratíca mais a conversão de judeus.

Denominando a si mesmos de judeus para Jesus, cristãos hebreus, judeus messiânicos, eles celebram as festas judaicas com uma interpretação cristã. Eles realizam os serviços de Shabát, e usam kipá, talít e tsitsít para criarem a impressão de que um judeu pode ser cristão e ainda manter sua identidade judaica. Usando os Rolos da Torá, a iluminação das velas de Shabát (recitando as bênçãos — as bênçãos das velas de Shabát iniciam o dia de se fazer o Shabát), Kidúsh (bênção que inicia o ritual do Shabát) e Hamôtsi (bênção das duas chalót)*, eles fazem com que os judeus não afiliados se sintam confortáveis e bem-vindos em suas igrejas, pois eles sabem que qualquer judeu, mesmo um não afiliado, se sente desconfortável em uma igreja típica (um culto estranho para um deus estranho).

* Daqui depreendemos o motivo dos gentios ex-messiânicos quererem judaizar o movimento Bnei Noach. Eles permanecem judaizados pensando que não há problemas em manterem os rituais judaicos uma vez que já não acreditam mais em Jesus (Yeshua) e nem utilizam mais o seu nome nas bênçãos. (E a questão que surge quanto a isso é: mas se AGORA também sabem que não são judeus, que nunca foram, por que mantêm — querem manter  — os rituais judaicos?)

 

Assim, tais igrejas realmente conseguem a façanha de fazerem não-judeus ignorantes do judaísmo pensarem que são judeus e de fazerem judeus igualmente ignorantes do seu próprio judaísmo pensarem que AINDA* são judeus. Um judeu ex-cristão hebraizado (que abandonou esse ramo do cristianismo depois de uma reunião com o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet, do Chabad, que também foi o primeiro rabino supervisor da Ask Noah International) admite:
“Os únicos judeus que pareciam aceitar Jesus como o Messias eram judeus ignorantes do judaísmo.” E, “fui forçado a admitir que nem um único judeu dentre as pessoas que afirmavam ser judeus messiânicos jamais soube o que era o judaísmo autêntico.”
Geralmente, tudo o que os judeus ignorantes do judaísmo sabem é que Jesus foi judeu e que os judeus não acreditam em Jesus.

* Segundo a Torá, o nascido de mãe judia que se converte para outra religião deixa de ser judeu.

 

Esses missionários cristãos hebraizados são tão obcecados por quererem converter judeus que recentemente nos EUA e no Canadá eles se apresentaram como judeus ortodoxos e se infiltraram nas sinagogas.

Os missionários cristãos hebraizados podem alegar que existem mais de 300 “provas” bíblicas de que Jesus, chamado por eles de Yeshua, é o mashíach. Um exame cuidadoso dessas passagens, no contexto (e dentro da sua essência natural — judaica), imediatamente refuta esta alegação. Algumas dessas passagens são baseadas em traduções incorretas, a maioria são citadas fora de contexto e são baseadas em raciocínio circular, e algumas são realmente baseadas em textos totalmente fabricados. Assim, 300×0 ainda é 0!

É interessante notar que atualmente quase todos os teólogos cristãos admitem o fato de que o cristianismo original (de quase 100 anos antes da era civil) nasceu dentro do judaísmo e de que Jesus e seus discípulos eram inicialmente todos judeus (eles foram educados segundo as linhas judaicas e se consideravam judeus). Alguns poucos rabinos e judeus afirmam que Jesus é uma mitologia, que ele não existiu de verdade, que ele não foi uma pessoa histórica, e, parcialmente, eles estão corretos (levando em conta que o Jesus eclesiástico do primeiro século da nossa Era realmente não existiu, pois o Jesus em que ele foi baseado, o verdadeiro Jesus, nasceu em 90 antes da nossa Era e morreu em 54 antes da nossa Era. O cristianismo romano modificou a sua data de existência*) (veja:
https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/20/site-bnei-noach-a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo/ ).

* Por isso não há historiadores do primeiro século da nossa Era que falam da existência desse Jesus.

 

Por fim, temos a intrigante questão: o cristianismo (não importa qual o ramo, se é o hebraizado ou não) é idolatria? Há um consenso entre todos os judeus de todas as épocas de que PARA um judeu o cristianismo é sim idolatria. Porém, não há um consenso sobre se o cristianismo é idolatria para os próprios não-judeus. A verdade é que alguns rabinos dizem que sim, que o cristianismo é idolatria mesmo para os gentios, e que alguns rabinos dizem que o cristianismo NÃO é idolatria para os gentios* ▲. Como resolvemos este impasse? Com a verdade de que não importa se o cristianismo (ou, na verdade, qualquer religião gentílica) é ou não é idolatria para os gentios, o fato é que todas e quaisquer religiões são invenções dos próprios humanos (portanto, mentiras, falsidades e enganações — ainda que possuam nelas algum elemento da Verdade) (e não se deve dar origem à religiões, diz-nos Rabi Maimônides) e todos os humanos devem seguir apenas os Mandamentos que O PRÓPRIO D’us do judaísmo, Hashém, deu na SUA Palavra, na Torá, para toda a humanidade através de Moshé no Sinái em 2448 desde a Criação (a Única, portanto, a Verdadeira Revelação Divina). Assim, não importa se alguma religião gentílica ensina as chamadas Sete Leis de Noá (Noé) (do mesmo modo como mencionam os Dez Mandamentos) e se os seus adeptos seguem-nas (porque são ensinamentos de sua religião), isso não é Noaísmo e esses religiosos (sejam cristãos ou yeshuanistas, maometistas, ou outros) não são Noaítas (Noahites, no inglês).

* Por causa disso alguns desses rabinos se equivocam em suas próprias palavras e acabam afirmando que um gentio pode ser cristão ou que um cristão não necessita abandonar o cristianismo para servir D’us (como uma boa pessoa). Essas afirmações realmente servem apenas para cristãos desavisados ou desatentos (ignorantes por absoluto de Hashém e da Torá). Quanto a que um gentio pode ser cristão, poder e dever são duas coisas distintas. Qualquer um pode qualquer coisa. Não significa que deva. Então, alguém pode ser cristão mas isso não significa que deva ser cristão. Que qualquer pessoa pode ser um bom cristão, qualquer pessoa de qualquer religião, ou sem religião, pode ser uma boa pessoa. Que bons cristãos (mesmo sendo cristãos) serão recompensados (por suas boas ações) por Hashém, quaisquer boas pessoas de todas as religiões, ou sem religião, serão divinamente recompensadas por suas boas ações.
Boas ações não tem nada a ver com princípios de fé corretos.

 

▲ De qualquer modo, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/10/10/site-bnei-noach-os-gentios-os-nao-judeus/

 

Nós, do site a-fe-original–noaismo.info, declaramos que somos Noaítas (Bnei Noach, no hebraico), que seguimos o Noaísmo, portanto, não-judeus que devotam Hashém cumprindo SUAS Mitsvót Universais. Não somos cristãos nem somos cristãos hebraizados/hebraístas ou yeshuanistas nem maometistas. Não acreditamos em Jesus ou Yeshua nem em Muhammad (Maomé) ou em quaisquer outros falsos profetas. Não acreditamos no novo testamento ou brit hachadasha nem no Alcorão ou Quran ou em quaisquer outros livros dos outros falsos profetas.

 

Por Noaismo.info (baseado em Jews For Judaism)

https://a-fe-original–noaismo.info/site-bnei-noach-copyright/

O Projeto Noaismo Info tem o prazer, o orgulho e a honra de apresentar à Comunidade Judaica de Língua Portuguesa o Panfleto:
Sete Respostas Para os Messiânicos.

Acesse o link abaixo para baixar gratuitamente o panfleto no formato PDF 

7 Respostas para os Judeus Para Jesus (Jews For Judaism_Noaismo.info)

Padrão
Judaísmo

Qual é a atitude judaica com relação a Jesus?

A Fé Original: Noaismo.info

O Site Bnei Noach

 

B”H

 

Qual é a atitude judaica com relação a Jesus?

 

Por Michael Asheri

 

O judaísmo não deve nada ao cristianismo, muito obviamente, mas não é tão óbvio o fato de que o cristianismo não deve quase nada ao judaísmo. As duas religiões têm pouco, se é que têm alguma coisa, em comum.

Com frequência, não-judeus perguntam a judeus: “Qual é a atitude judaica com relação a Jesus?” A resposta honesta a essa pergunta é: “A atitude judaica para com Jesus é exatamente a mesma que a atitude cristã para com Maomé.” Esta é uma resposta precisa e um paralelo válido. Maomé apareceu quando o cristianismo já estava com diversos séculos de existência e afirmou ser o último dos profetas. Ele reconheceu tanto a Bíblia quanto o Novo Testamento como livros verdadeiros e tanto os profetas hebraicos quanto Jesus como homens santos. Contudo, alegou que sua revelação era a verdadeira e final, suplantando tudo o que havia acontecido antes. Isto é quase o mesmo que Jesus fez, ou pelo menos o que seus seguidores fizeram. Reconheceram a Bíblia, chamaram os profetas e as figuras da Torá de portadores da verdade, mas terminaram dizendo que sua revelação tornava as leis da Torá letra morta, porque a aceitação de Jesus tomava seu lugar. As declarações dos cristãos culminaram na doutrina de que Jesus era Deus encarnado, afirmação que ninguém jamais fez a respeito de Maomé.

É seguramente relatado que o Islã conquista mais convertidos a cada ano do que todas as religiões do mundo juntas, inclusive todas as seitas cristãs. Apesar disso, e apesar do reconhecimento de Jesus como um santo profeta pelo Islã, a maioria dos cristãos ficaria em posição difícil se tivesse de dizer em que ano ou até mesmo em que século nasceu Maomé. Essa atitude, com modificações no grau de conhecimento, descreve a visão que os judeus têm de Jesus. Sabemos que ele viveu e temos uma vaga idéia do que pregou, mas é só. A idéia disseminada de que os judeus, embora rejeitando a reivindicação de Jesus à divindade, consideram-no um grande mestre e uma grande figura moral é completamente falsa. Não aceitamos suas reivindicações e somos indiferentes a seus ensinamentos; simplesmente não estamos interessados nele ou no que disse, assim como os cristãos não estão interessados em Maomé.

Quanto ao Novo Testamento, os judeus que se deram ao trabalho de lê-lo descobriram estar em desacordo com grande parte do que ele contém. Quando lemos no Evangelho segundo Mateus, 8, 21-22: “E outro de seus discípulos lhe disse: “Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai.” E Jesus, porém, disse-lhe: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos””, mal sabemos que lição extrair disso. A idéia de que é possível a um homem salvar a sua alma deixando insepulto o corpo de seu pai é algo que a mente judaica é incapaz de aceitar. Dizer que o fim, neste caso a salvação da alma, justifica os meios provoca a resposta judaica de que um fim que emprega esses meios não é um fim que nos interesse.

Pouco sentido há em ir além nas doutrinas contidas no Novo Testamento, exceto para dizer que elas explicam, em grande parte, a assinalada falta de sucesso que os cristãos experimentaram em converter os judeus à sua religião. Na realidade, o paganismo dos gregos, em sua época, fez maiores incursões em Israel do que o cristianismo jamais foi capaz de fazer.

Quando os meus alunos nos Estados Unidos me perguntavam: “Devemos respeitar a religião de nossos vizinhos?”, minha resposta era: “Claro que não. Mas vocês devem respeitar seus vizinhos, e por isso não podem encontrar falhas na religião deles, porque fazê-lo seria desrespeitá-los como pessoas.” Uma vez que quase não existe um terreno comum entre o cristianismo e o judaísmo, apesar da divulgação de concepções errôneas em contrário, é provável que qualquer discussão de religião com os não-judeus seja uma perda de tempo, e os judeus são aconselhados a dela se absterem. A franqueza, em particular, pode facilmente levar a ressentimentos; há muitas coisas que é melhor deixar de dizer.

 

Por Michael Asheri em “O Judaísmo Vivo: as tradições e as leis dos judeus praticantes”, Imago Editora, 1987.

Michael Asheri é escritor e antropólogo.


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Padrão
A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo

A verdadeira história de Jesus e do cristianismo

A Fé Original: Noaismo.info

O Site Bnei Noach

B”H

 

Se, como muitos cristãos e messiânicos admitem hoje, Jesus era judeu, quem conhece melhor a sua história senão os próprios judeus?

Jesus existiu mesmo ou é uma lenda?
Quem era Jesus?

 

A VERDADEIRA história de Jesus e do cristianismo

O Jesus histórico dentro do judaísmo

 

Por Projeto Noaismo Info

(Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”. Por exemplo: “Hashém”, “Mishná”, “Yeshú”, “Shimeón”, etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”. Por exemplo: “Nôach”, “Perachyáh”, “Yochanán”, “Pêssach”, etc.

Exemplos de termos hebraicos contendo o “sh” (som de “CH”) e o “ch” (som de “RR”): “mashíach”, “Shátach”, etc.)

 

Houve uma época em que os cientistas (ateus) ficaram inclinados a tratar todos os tipos de fundadores de religiões como puras lendas. Assim, pessoas como Avrahám e Moshé, Gautama Buda, Jesus e Mohammed, etc., tornaram-se mitos. Porém, no âmbito histórico, as coisas nunca funcionaram dessa maneira (os historiadores em si nunca ensinaram a não-historicidade dessas personagens). Hoje em dia, qualquer pesquisador que defenda que qualquer uma das pessoas citadas acima é um mito, uma lenda, não é levado a sério. Hoje em dia, está comprovado pela História que essas pessoas existiram de fato. Hoje em dia, há unanimidade entre os historiadores de que em algum momento da História existiu mesmo um homem chamado Jesus. A controvérsia existente hoje não é mais sobre se ele existiu ou não – ele existiu sim – mas sobre que tipo de pessoa ele era.

O judaísmo nunca duvidou da historicidade de Jesus. O judaísmo sempre aceitou que Jesus existiu de fato (alguns poucos judeus individuais – influenciados por ateus – sustentam que Jesus é um mito). Os grandes mestres judeus nunca negaram a historicidade de Jesus.

Outra questão comprovada, um fato, é o de que Jesus nasceu judeu. Ele não era um gentio. E aqui também o judaísmo sempre concordou e ensinou que Jesus nasceu judeu de fato. Porém, nascer judeu não significa ter de morrer judeu. A pessoa pode se desviar da Fé, e deixar de ser judeu. E aqui entramos numa questão praticamente desconhecida das pessoas em geral, que, segundo o judaísmo, Jesus, apesar de ter nascido judeu, não permaneceu judeu a vida toda, ele se desviou, tornou-se idólatra e também fundador de uma nova fé, e assim deixou de ser judeu.

Hoje em dia, a maioria dos historiadores afirmam que Jesus não apenas nasceu judeu mas que também morreu judeu, ou seja, que Jesus era um judeu exemplar, que praticou o judaísmo toda a vida, que ele seguia a Torá, que ele nunca fundou uma religião.

Apesar dessa opinião ser apresentada como um fato pela maioria dos historiadores hoje em dia, esta não é a posição do judaísmo (ainda que alguns judeus individuais defendam-na também). Além disso, há outros detalhes de sua vida – curiosos e interessantes – apresentados de maneira diferente pelo judaísmo.

 

O Jesus histórico e fatos de sua vida

Jesus não viveu no primeiro século de nossa era. Jesus (ou Yeshú, como ele é chamado dentro do judaísmo) nasceu em 3671 da Criação ou 90 antes da era comum. Portanto, Jesus nasceu há 2107 anos, no reinado de Alexandre Yannai (ou Alexandre Janeu) (veja tabela abaixo). Jesus viveu na chamada era hasmoneana. Sim, Jesus viveu quase 100 anos antes do que dizem que ele viveu. Míriam, sua mãe, era noiva de Yochanán (João) (que em outra versão equivocada ou distorcida chama-se Pappos), mas concebeu de outro homem, um não-judeu (ref. Rabi Maimônides), Yossêf* (José) (daí ela ser referida também pelo apelido depreciativo “stada”, abreviatura de “esta [senhora] desviou-se de seu marido”, ou seja, um sinônimo de ‘infiel’). Yeshú foi originalmente chamado Yehoshúa (Josué). (E como foi que ele passou de Yehoshúa para Yeshú? Porque Yeshu é um acrônimo de “yemach shemo vezichro” ou “que seu nome e memória sejam apagados”.)
Yeshú foi educado normalmente, como um judeu. Ele foi aluno de seu tio, irmão de Míriam, o Rabino Yehoshúa ben Perachyáh**, um sábio da Torá, e que também foi presidente do Sanhedrín. Mas, num determinado momento, Jesus abandonou o judaísmo, a Torá, o D’us de Israel (Hashém). Jesus esteve no Egito e lá aprendeu feitiçaria. E depois de retornar do Egito para a Terra de Israel, Jesus realmente praticou a feitiçaria e também praticou a idolatria e ainda fundou uma nova religião, desencaminhando a muitos judeus (por exemplo, só os que o escoltavam eram 300). Portanto, Jesus nasceu judeu (sua mãe era judia), mas deixou o judaísmo e tornou-se idólatra e falso profeta, um apóstata.
Um homem chamado Yehudá (Judas) – apoiado pelos Sábios – se dispôs, então, a trabalhar para desacreditá-lo (chegando até mesmo a fingir ser um discípulo seu). Por fim, Yeshú foi capturado e sentenciado à morte (não foi capturado, julgado e morto pelos romanos – tampouco por Pôncio Pilatos -, não, mas) pelos próprios judeus – pelo tribunal judaico (ref. Rabi Maimônides). Aos 36 anos, em 3707 da Criação ou 54 antes da era comum (portanto, há 2071 anos), no reinado de Yochanán Hyrcanus II (ou João Hircano II), na véspera de Pêssach, Jesus foi apedrejado e depois foi pendurado num madeiro (e não crucificado/pregado numa cruz romana). Nesta época (de 54 aec, quando Yeshú foi executado), o presidente do Sanhedrín era o Rabi Shimeón ben Shátach (irmão da rainha Salomé Alexandra, a esposa do rei Alexandre Yannai/Janeu) (veja tabela abaixo).

 

* É muito interessante a tese de Rochus Zuurmond: “Continuo achando bem provável que “Pantera/Pandera” seja uma deformação acintosa d[a palavra grega] parthenos = virgem. Deformar, de propósito, o nome de um inimigo era (e é) um uso bastante comum.” Bart D. Ehrman diz: “Em grego, a palavra para virgem é parthenos, cuja grafia se aproxima de Panthera.” Neste caso, portanto, Yeshú é o “ben Pandira (ou, ben Panther)”, e não o seu pai, Yossêf. Ou seja, Yossêf não se chamava “Yossêf Pandira” ou “Yossêf ben Pandira”. O pai de Yeshú era conhecido simplesmente como Yossêf, e somente Yeshú era chamado “ben Pandira (Panther/Pantera/Pandera/Pander)”, apelido distorcido de “ben parthenos” (filho da “virgem”).

O Jesus cristão, o Jesus fundador do cristianismo, ele é o Yeshu ben Panthera e o Yeshu ben Stada.

 

** A obra judaica Pirkê Avót (A Ética dos Pais, ou, A Ética dos Sábios) contém um dito do Rabi Yehoshúa ben Perachyáh (em 1:6 {Capítulo 1, Mishná 6}).

 

Logo após a sua morte, 12 dos seus discípulos se encarregaram de ir pregar para as nações. E a Terra de Israel, por 30 anos, continuou dividida entre judeus e seguidores da fé yeshuítica (judeus apóstatas). Foi uma época muito conturbada para o povo judeu, como nunca acontecera. Os judeus eram perseguidos e mortos (por “judeus”). Por fim, os Sábios escolheram o Tsadíc Shimeón (Simão) Cefas para dar um jeito nesta situação (interessante notar que o autor de Coríntios distingue Cefas – tratado pelos cristãos como se realmente tivesse sido um cristão – de 12 homens (além do próprio fato de que Paulo também não fazia parte dos 12)). Ele, fingindo ser um enviado de Yeshú, conseguiu fazer com que os cristãos (os judeus apóstatas) parassem de perseguir e matar os judeus e conseguiu também, finalmente, fazer os cristãos e o cristianismo se desligarem por completo dos judeus e do judaísmo. Ele escreveu os Evangelhos e outros livros sagrados cristãos e introduziu muitos novos costumes (novos mandamentos e novas festividades) entre os cristãos. Curioso e interessante é o fato, segundo algumas opiniões, de que ele (Shimeón) ficou conhecido entre os cristãos como Paulo (porém, segundo outras opiniões, Shimeón e Paulo eram duas pessoas distintas). Historicamente falando, Shimeón Cefas e Paulo foram duas pessoas históricas distintas que viveram em épocas distintas. Shimeón Cefas foi contemporâneo do próprio Yeshú. Paulo viveu cerca de uns 100 anos depois de Yeshú e Shimeón. Ele foi o responsável pelo cristianismo que surgiu no primeiro século de nossa era. (E, muito provavelmente, Paulo não era judeu. Ele foi o que hoje conhecemos como os messiânicos, um cristão hebraísta, quer dizer, um cristão se passando por judeu – veja por exemplo, 1 Coríntios 9:20.)
Portanto, Shimeón ajudou a salvar o povo judeu fingindo ser um seguidor de Yeshú, mas ele mesmo não era apóstata, antes, permaneceu fiel ao judaísmo até a sua morte (ele fez os cristãos construirem uma caverna em uma montanha em Roma sob a alegação de que ele precisava de uma área isolada para falar com Yeshú, quando, na verdade, ali ele cumpria a Torá).

Quando houve a ruptura entre o judaísmo e a fé yeshuítica, houve ao mesmo tempo uma divisão dentro da fé yeshuítica: ao se separarem dos judeus, os cristãos ficaram divididos entre aqueles que se tornaram apáticos aos judeus e o judaísmo e aqueles que ainda tinham uma simpatia pelos judeus e o judaísmo. Portanto, quando o cristianismo saiu de dentro do judaísmo, o próprio cristianismo se dividiu em duas correntes principais. Apesar delas terem se tornado antagônicas, (ao que parece) elas conviveram em paz. Uma corrente se tornou o gnosticismo. Os gnósticos, em geral, eram totalmente antijudaísmo, antijudeus, antitorá, e antihashém, e abandonaram por completo todas as práticas judaicas (obviamente, haviam indivíduos – e até mesmo alguns grupos – que não eram totalmente aversos às coisas judaicas). A outra corrente se tornou o ebionismo. Os ebionitas, em geral, se mantiveram simpatizantes dos judeus e do judaísmo, e acabaram por resgatar as práticas judaicas. Desenvolveram então um pseudo-“judaísmo”, e eram até mesmo confundidos (por outros não-judeus) com os judeus.

Foi então que cada religião resolveu reescrever a história de Yeshú e do cristianismo à sua própria maneira.
Os gnósticos “repintaram” Yeshú e o cristianismo como não tendo absolutamente nada a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel.
Os ebionitas, por outro lado, considerando-se “judeus”, mas na verdade sendo judaizantes, “repintaram” Yeshú e o cristianismo como tendo absolutamente tudo a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel. A propósito, foram exatamente eles mesmos que começaram a defender a idéia de que Yeshú não era o idólatra e apóstata que os outros diziam que era, mas que ele havia, sim, sido um judeu exemplar, que praticava o judaísmo e a Torá, e que morreu fiel a Hashém*.

 

* É interessante o fato de que dentro dos próprios ebionitas haviam aqueles que afirmavam que Yeshú era de fato filho de Maria com (um) José, e outros que afirmavam que Yeshú havia mesmo nascido de uma virgem.

 

Posteriormente veio a existir entre estas duas linhas cristãs (gnósticos e ebionitas) uma terceira linha  (a de Paulo) que, a princípio, não era evidente, mas que a partir do final do 1° século da nossa era para o começo do 2°, começou a tomar corpo e a se destacar (os proto-católicos/aqueles que faziam uma mescla dos conceitos gnósticos com os conceitos ebionitas).

 

Portanto, estes são os fatos:

Existiu, sim, um homem chamado “Jesus” (na verdade, Yehoshúa, que depois tornou-se Yeshú). Era filho de Míriam e Yossêf (José). Yeshú ficou famoso entre os judeus por dizer-se o “ben ‘parthenos'” (o “filho da ‘virgem'”), palavra da qual se derivou a forma “panthera”. Mas os judeus também chamavam-no de o “ben stada” ou o “filho da “infiel””. O judaísmo assim nos diz. E este homem histórico nasceu, sim, judeu. Porém, se apostatou. O cristianismo nasceu, sim, dentro do judaísmo/os seguidores diretos de Yeshú eram judeus (o cristianismo não é uma religião gentia; não foram gentios que inventaram o cristianismo, foram judeus apóstatas (judeus que até então eram de fato judeus mas que, ao assumirem uma nova Fé, se desligaram ou foram desligados do judaísmo). Agora, também é certo que, apesar do cristianismo ter nascido dentro do judaísmo, ter sido fundado por um judeu (de nascimento/um judeu apóstata, o Yeshú), sua Fé não era e nunca fôra judaica. A pregação cristã começou com um judeu, mas a Fé pregada por ele não era de modo algum de origem judaica. Daí podemos agora compreender porque a Fé cristã está tão intimamente enraizada no mundo gentio (apesar de sua origem judaica): influências egípcias, persas ou zoroastrianas, gregas ou platônicas, etc., porque o próprio Yeshú teve contato com estas crenças (algumas ou todas) e as incorporou em seus ensinamentos, e, além disso, posteriormente, depois de sua morte, e depois que os cristãos gnósticos se separaram dos cristãos ebionitas, o cristianismo gnóstico foi ainda mais influenciado por crenças gentias. Porém, ainda antes mesmo do que seria o 1° século de nossa era, o cristianismo já havia se separado do judaísmo e se tornado uma religião independente e distinta. As duas principais correntes cristãs se separaram uma da outra e tornaram-se dois cristianismos independentes, um não-judaizante, os gnósticos, e um judaizante, os ebionitas. Ambos reescreveram a história de Yeshú e seus seguidores a seu próprio modo. E por fim, no que seria o final do 1° século de nossa era para o começo do 2° século, uma terceira forma de cristianismo (fundada por Paulo) se consolidou. Este cristianismo (proto-católico), da mesma maneira que os outros cristianismos, reescreveu a história de Yeshú e seus seguidores a seu próprio modo, mas foi INOVADOR em transportar Yeshú de cerca de uns 200 anos antes para uns 100 (o que seria o início do nosso 1° século).
Mas, por que este cristianismo (proto-católico), diferente dos outros dois, acabou transportando a vida de Yeshú e seus seguidores de 90 antes da era comum para o que seria o início do nosso 1° século? Eles falsificaram o ano de seu nascimento para convencer as massas de que a destruição do Bêt Hamicdásh ocorreu pouco depois de sua morte e que foi uma punição aos judeus por terem-no matado.

 

Enfatizando, agora em outras palavras:

A questão de que Yeshú não seguia a Torá não é uma invenção de “Roma”*;
a questão de ter Yeshú nascido de uma “virgem” também não é uma invenção de “Roma”;
a questão da divindade de Yeshú (o deus-homem) também não é uma invenção de “Roma”;
e, a questão de que Yeshú fundou uma nova Fé também não é uma invenção de “Roma”.
De acordo com o judaísmo, o próprio Yeshú deixou o judaísmo e pregou (fundou) uma nova Fé (religião) (o próprio Yeshú ensinava que a Torá – a Lei de Moshé – foi anulada), e o próprio Yeshú se dizia nascido de “virgem”, se dizia o messias, e se dizia até mesmo divino ou deus (ou o próprio deus em pessoa) (foi ele mesmo que distorceu e aplicou a si mesmo muitos textos bíblicos – tais como Isaías 11:1 (daí ele também ser chamado no judaísmo de Yeshu Hanotsrí (Yeshú o notsrí) – palavra que depois foi deformada pelos cristãos resultando em ‘o nazareno’); (Is.) 7:14; Salmos 110:1; etc.).
(E, também, até mesmo a própria questão da acusação contra os judeus pela morte de Yeshú não é uma invenção de “Roma”, pois, de fato, foi o tribunal judaico que executou Yeshú.)

 

* Por exemplo, não foi “Roma” que trocou o shabát pelo domingo, foi o próprio Yeshú que instituiu a celebração do domingo.

 

Sobre Flávio Josefo

Quanto ao que se chama de “testemunho de Flávio Josefo” (Testimonium Flavianum), no livro História dos hebreus, devemos levar em conta o fato de que nas passagens em que Josefo realmente trata de Pôncio Pilatos, em parte alguma ele o conecta a Yeshú (é na suposta passagem de Yeshú que Yeshú está conectado a Pôncio Pilatos, não o contrário (e esta menção nos lembra, e muito, o chamado “credo apostólico” {aliás, todo o parágrafo “de Josefo” nos faz lembrar do credo})), assim como também o fato de que nem Herodes, nem Arquelau, nem Agripa, e nem João (Batista) estão conectados a Yeshú.

E o mesmo ocorre no livro Guerra dos Judeus, onde nem Herodes nem Arquelau nem Pilatos são conectados a Yeshú.

E é interessante notar que por mais que Josefo trate de Herodes, em momento algum ele descreve uma chacina de bebês (a chamada “matança dos inocentes”). Bart D. Ehrman explica: “O fato [é] que não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar.”

Mas e quanto à “Tiago, irmão de Jesus chamado o Cristo” escrito por Josefo na História dos hebreus? O certo é que pode mesmo esse Tiago ter tido um irmão chamado Jesus, que logicamente não é Yeshú, ou também pode não ter tido, então, ou a frase inteira, “irmão de Jesus chamado o Cristo”, ou, “chamado o Cristo”, são interpolações cristãs. Alguns têm defendido que apenas “chamado o Cristo” é uma interpolação, e que esta passagem se refere à Tiago, o irmão do sumo sacerdote Jesus ben Daneu (Damneus) (ou Jesus ben Damnaios). Por outro lado, por exemplo, a historiadora Tessa Rajak defende que a frase inteira é uma interpolação.
(De acordo com o judaísmo, qualquer um destes dois conceitos está correto, já que mesmo que Yeshú tenha tido um irmão chamado Tiago, este Tiago viveu OBVIAMENTE no tempo de Yeshú, ou seja, no 1° século ANTES da era comum e não no 1° século da nossa era.)

Roque Frangiotti nos diz de Voltaire sobre Josefo:
“Voltaire, ao comentar essa [suposta] passagem [de Jesus em Josefo], observa que: “Os cristãos, por uma dessas fraudes ditas piedosas, falsificaram grosseiramente um passo de Josefo. Atribuem a esse judeu, tão fanático de sua religião, quatro linhas ridiculamente interpoladas”.” “Na sequência, Voltarie [observa o seguinte:] “Esse historiador [Flávio Josefo], que não dissimula nenhuma das crueldades cometidas por Herodes, nunca fala do [suposto] massacre, por ele ordenado, de todas as crianças (o massacre dos inocentes),” em consequência do nascimento de Jesus, conforme afirma o “novo testamento”.

É interessante notar que, lendo o relato de Josefo, se removermos a suposta passagem de Yeshú, o parágrafo anterior se encaixa bem ao posterior, com o texto fluindo naturalmente.

A historiadora Tessa Rajak (bem como alguns outros historiadores) (assim como fê-lo Voltaire) defende que o parágrafo inteiro é uma interpolação cristã. E, logicamente, levando em conta o ensinamento do judaísmo – o de que Yeshú existiu mesmo e viveu uns 100 anos antes da data cristã popular (na verdade, nasceu em 90 antes da era comum) – fica mais do que evidente que, de fato, a passagem inteira de Josefo é uma interpolação cristã.

Já quanto à Tácito, ele estava tratando dos cristãos e apenas escreveu o que ouvira dizer sobre Jesus (e como se dizia que fora morto por Pôncio Pilatos, é isso mesmo o que ele escreveu).

 

Ateus não-acadêmicos inventaram o “deus-sol Jesus”

Os defensores da teoria do “deus-sol Jesus” oferecem alegações “sensacionalistas tão extravagantes, errôneas e mal fundamentadas que não é de se surpreender que não sejam levados a sério pelos” “estudiosos autênticos” de história antiga. Se os textos sensacionalistas escritos por estes não-acadêmicos (quer dizer, não-especialistas) “despertam alguma reação nos estudiosos qualificados, é simplesmente de perplexidade por ver matérias tão inexatas, com base em pesquisas tão malfeitas, sendo publicadas.” Estudiosos “desse gênero” (os defensores do deus-sol Jesus) “não deveriam se surpreender de ver que suas idéias não são levadas a sério por estudiosos autênticos (professores universitários de estudos religiosos – especialistas em Novo Testamento, cristianismo primitivo e religiões antigas em geral), que seus textos não são resenhados em publicações acadêmicas ou mencionados pelos especialistas da área.”
“Historiadores da antiguidade sérios ficam escandalizados com” as teorias de que os deuses pagãos, como “Osíris, Dionísio, Attis, Adônis, Baco, Mitra”, etc., “nasceram em uma caverna em 25 de dezembro do ventre de uma virgem mortal diante de pastores e reis magos,” transformaram água em vinho, tiveram 12 seguidores, etc., morreram (e morreram, as vezes, até mesmo crucificados, e morreram como sacrifício pelos pecados do mundo), ressuscitaram, ascenderam ao céu e voltarão à Terra. “Não existem evidências” históricas para essas afirmações sensacionalistas. “Nenhuma fonte antiga diz nada disso sobre Osíris, nem dos outros deuses.” Estas afirmações “são repletas de inconsistências e dados obviamente falsos.”

 

Ex-cristãos, os Bnei Nôach e Yeshú (Jesus)

Muitos ex-cristãos (que agora se dizem Bnei Nôach) têm atacado sua antiga religião afirmando que Yeshú não existiu realmente, que ele é uma invenção, um mito (semelhante aos mitos dos deuses pagãos) – indo contra a sua historicidade apoiada tanto pelos historiadores quanto pelo próprio judaísmo. Porém, esta teoria (do Jesus mitológico) é utilizada exatamente pelos ateus* – que obviamente também pregam que Hashém não existe, e que, por exemplo, ELE nunca SE revelou no Monte Sinai ao povo judeu – a 3 milhões de pessoas – no ano 2448 da Criação (não tendo havido também a Criação) – pois obviamente é mais cômodo e prático para eles (os ateus) simplesmente afirmarem que Moshé (Moisés) e Yeshú (Jesus) não existiram. Tais ex-cristãos, ao invés de dizerem que Yeshú não existiu, o que não é a verdade (e prestando assim um desserviço), deveriam dizer a verdade**, a de que ele existiu sim, mas também dizer (na verdade, ensinar, e não, debater) a verdade de que Yeshú (Jesus) abandonou o judaísmo, que ele era um transgressor, um violador dos Mandamentos de Deus (Hashém), que ele não vivenciava a Torá (A Palavra Única – original – de Deus (Hashém)), e que ele desviou muitas pessoas da devoção a Deus (Hashém). E que são por estes motivos, verdadeiramente, que ele não é e nunca foi considerado o mashíach pelos judeus.

 

* Certamente há ateus que aceitam a historicidade de Yeshú.

 

** Estes Bnei Nôach (ex-cristãos) devem rever seu pré-conceito e reavaliar sua posição extremista refletindo exatamente em, se Yeshú não existiu de verdade, de que modo, então, o próprio judaísmo revela o ano em que ele viveu, quanto tempo viveu, o ano em que ele morreu e porque e como ele morreu.
Como Yeshú não existiu se a história da existência dele foi tirada de dentro do próprio judaísmo?
Como explica o Rabi Moshe Bogomilsky (Chabad): “É interessante notar que a informação autêntica que os cristãos têm sobre Yeshú é tirada de nossas fontes. A razão é que, durante sua vida, o mundo em geral soube muito pouco sobre ele e não teve nenhuma consideração por ele. Cerca de cem anos após sua morte [(metade do primeiro século da nossa era)], certos indivíduos decidiram torná-lo o fundamento de sua nova crença e começaram a fabricar [algumas] histórias de sua grandeza.”

 

* * *

Devarím/Deuteronômio 13:1-6, 11, 12; 21:22, 23

“Tudo quanto EU (D’us) vos ordeno (aos judeus) (na Torá – os 5 livros de Moshé), isso cuidareis de fazer; não acrescentareis nem subtraireis a isso nada. Se um profeta se levantar no meio de ti (alguém de dentro do próprio povo judeu), ou um sonhador, e te der um sinal do céu ou um milagre da terra, e realizar-se o sinal ou milagre de que te falou, e te disser: ‘Vamos atrás de outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los!’ – não obedecerás às palavras daquele profeta ou daquele sonhador; porque Havayah, vosso D’us, vos está testando para saber se amais a Havayah, vosso D’us, com todo vosso coração e com toda vossa alma. Após a Havayah, vosso D’us, andareis; a ELE temereis, Seus mandamentos (mitsvót) guardareis e a Sua voz ouvireis; a ELE servireis e as Suas qualidades adotareis. E aquele profeta ou aquele sonhador será morto (será julgado, condenado e executado pelo Tribunal judaico), porquanto pregou falsidade em Nome de Havayah, vosso D’us, que vos tirou da terra do Egito e que vos remiu da casa de escravos, para vos desviar do (judaísmo, o) caminho (espiritual) que (O PRÓPRIO) Havayah, vosso D’us, vos ordenou (aos judeus) para andar nele; e eliminarás o mal do meio de ti. E o apredejarás, e morrerá, pois procurou desviar-te de Havayah, teu D’us, que te tirou da terra do Egito, da casa de escravos. Todo o (Povo de) Israel ouvirá (sobre tal execução) e temerá, e não voltará a fazer uma COISA MÁ como esta no meio de ti.

E quando houver num homem um pecado digno de pena de morte (por apedrejamento) e for executado, (após a sua execução ainda) o pendurarás num madeiro. Mas não pernoitará seu cadáver no madeiro, porém certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é um desprezo a Havayah, e não contaminarás a tua terra (de Israel), que Havayah, teu D’us, te dá em herança.”

* * *

* * *

Interessante notar que segundo o Báal Haturím (Rabi Yaacóv ben Ashér), as palavras (em Devarím/Deuteronômio 13:2) “um profeta (se levantar) no meio de ti” têm o valor numérico de 387, o mesmo valor numérico das palavras “esta é a mulher e seu filho” – referindo-se à mãe infame (Míriam/Maria) que trouxe para o mundo um filho (Yeshú o notsrí) que se tornou o fundador do cristianismo.

Portanto, já existia na própria Torá uma dica de que Yeshú era um falso profeta e deveria ser morto.

* * *

 

Cronologia Hasmoneana (Época de Jesus/Yeshú – Os contemporâneos de Jesus/Yeshú)

 

● Yeshú (Jesus)

(Jesus não foi um mito. Ele existiu mesmo. Ele viveu)
de 3671 a 3707 da Criação;
data secular: de 90 aec a 54 aec;
36 anos de vida;
nasceu há 2107 anos;
morreu há 2071 anos.
(Viveu quase 100 anos antes da data que lhe foi atribuído pela igreja.)

● Rei Alexandre Yannai (A. Janeu)

de 3636 a 3685 da Criação;
data secular: de 125 aec a 76 aec;
49 anos de vida;
rei da Judéia;
reinou 27 anos: de 3658 a 3685 da Criação (103 aec a 76 aec).

● Rabi Yehoshúa ben Perachyáh (Y. b. Perahiá)

irmão de Míriam, mãe de Yeshú, tio de Yeshú;
professor de Yeshú;
Sábio da Torá, foi também o presidente do Sanhedrín no período de cerca de 3623 a 3678 da Criação (c.138 aec a 83 aec).

●Rabi Shimeón ben Shátach (Simão ben Shetach)

irmão da rainha Salomé Alexandra (esposa do rei Alexandre Yannai);
foi o presidente do Sanhedrín no período de 3678 a 3703 da Criação (83 aec a 58 aec).

● Rainha Shulamit Alexandra (ou Salomé A.)

também conhecida como Shalomtsion* Hamalka (A paz de Tsión-A rainha);
esposa do rei Alexandre Yannai;
irmã do Rabi Shimeón ben Shátach;
(viveu) de 3621 a 3694 da Criação;
data secular: de 140 aec a 67 aec;
73 anos de vida;
reinou 9 anos: de 3685 a 3694 da Criação (76 aec a 67 aec).

* Shlomtzion.

 

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