CATALOGAÇÃO DO SITE BNEI NOACH: Projeto Noaismo Info

Bnei Noach: O Caminho da Torá para os não-judeus

A

  • Academia

🧐📖 aula 01

  • Acontecimentos Bíblicos: Fatos ou Alegorias?

🧐📖 aula 01

  • Aimé Pallière (e Rabi Eliáhu (Elias) Benamózegh)

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Ajudar alguém a sair da idolatria da bruxaria

🧐📖 aula 01

  • Amigo Secreto

🧐📖 aula 01

  • Animais

🧐📖 aula 01

(Salmos)
🧐📖 aula 01

  • Anticoncepcional

🧐📖 aula 01

  • Amidá

🧐📖 aula 01

  • Ano Novo gentílico

(Atitude judaica)
🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Asher Iatsar

🧐📖 aula 01



 

B

  • Barba

🧐📖 aula 01

  • Bebida Alcoólica

🧐📖 aula 01

  • Bênçãos (e Orações)

 



 

C

  • Cabalá

 

  • Casamento

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

(Proibição da Torá de D’US de gentio com judeu)
🧐📖 aula 01

  • Cashrut/Casher

🧐📖 aula 01

  • Cemitério e afins

🧐📖 aula 01

  • Certificado Bnei Noach

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Cirurgia Plástica

🧐📖 aula 01

  • Cobrir cabelo (a mulher cobrir o cabelo)

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Confiar nos judeus para nos ensinar o Noaísmo (Por que?)

🧐📖 aula 01

  • Contrato de Casamento Bnei Noach (Ketuvá Bnei Noach)

🧐📖 aula 01

  • Coronavírus (Covid-19/Pandemia)

Veja Pandemia

  • Crianças Bnei Noach

(Oração por um recém-nascido)
🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

🧐📖 aula 03

🧐📖 aula 04

🧐📖 aula 05

🧐📖 aula 06

🧐📖 aula 07

🧐📖 aula 08

🧐📖 aula 09

🧐📖 aula 10

(Cartão de Distribuição para Divulgação das Sete Leis)
🧐📖 aula 01

(Jogo Bnei Noach/Diversão Bnei Noach)
🧐📖 aula 01

  • Curso

 



 

D

  • Descumprimento de uma Lei Divina

🧐📖 aula 01

  • Dia das Mães

🧐📖 aula 01

  • Dia dos Pais

🧐📖 aula 01

  • Dicionário do Noaísmo ou o movimento Bnei Noach da Torá

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Diferença entre bênção e reza

🧐📖 aula 01

  • Distinguindo o judeu do não-judeu

🧐📖 aula 01

  • Divórcio

🧐📖 aula 01

 



 

E

  • Elohim (Significado)

🧐📖 aula 01

  • Estrela de David (Colar)

🧐📖 aula 01

  • Estudar Torá

 

  • Ética dos Pais (Ler/Baixá-lo) (Pirkei Avot)

🧐📖 aula 01

  • Expressões Hebraicas mais usadas no Noaísmo

🧐📖 aula 01

 



 

F

  • Festas Juninas

🧐📖 aula 01

  • Folheto das Sete Leis (Organização Internacional: Ask Noah) (PDF)

🧐📖 aula 01

  • Folheto das Sete Leis (Proj. Noaismo Info e Rav Shimshon Bisker) (PDF)

🧐📖 aula 01

  • Folheto” (na verdade, Cartão) das Sete Leis para CRIANÇAS

Veja Crianças Bnei Noach



 

G

 



 

H

  • Hebraico (Aprender/Rezar em)

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Homossexual

🧐📖 aula 01

 



 

I

  • Incenso

🧐📖 aula 01

  • Israel (Morar em)

🧐📖 aula 01

 



 

J

  • Jejum (Há um Dia de Jejum no Noaísmo?)

🧐📖 aula 01

  • Jejum (No Yom Kipur)

🧐📖 aula 01

  • Jesus (Yeshua/Yeshu)

 

  • Judaísmo Rabínico

🧐📖 aula 01

  • Judaizar-se/Judaizar

 



 

K

  • Kipá

🧐📖 aula 01

 



 

L

  • Letra da Torá

🧐📖 aula 01

  • Livraria virtual Projeto Noaismo Info (Idealizada pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel)

🧐📖 aula 01

  • Livros DIGITAIS (Venda de)

🧐📖 aula 01

 



 

M

  • Maçonaria

🧐📖 aula 01

  • Mashiach

 

 

  • Mazal Tov

🧐📖 aula 01

 

  • Menstruação

🧐📖 aula 01

 

  • Messiânicos (cristãos hebraístas)

 

  • Mode Ani

🧐📖 aula 01

  • Modéstia

🧐📖 aula 01

 



 

N

  • Natal

(Atitude judaica)
🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Noético/Noéticas (palavras que NÃO TEM NADA QUE VER com Noé ou as Leis Universais (NOAÍTICAS))

🧐📖 aula 01

  • Nome do pai ou da mãe cita-se em uma oração por alguém?

🧐📖 aula 01

  • Novelas

🧐📖 aula 01

 



 

O

  • Orações (e Bênçãos)

 

  • Ômer

🧐📖 aula 01

  • Ovo de Chocolate

🧐📖 aula 01

 



 

P

  • Pandemia

🧐📖 aula 01

(Salmos)
🧐📖 aula 01

(Mensagem)
🧐📖 aula 01

(Oração)
🧐📖 aula 01

(Crianças)
🧐📖 aula 01

  • Panetone

🧐📖 aula 01

  • Páscoa

🧐📖 aula 01

  • Pessach

 

  • Pijama (Rezar de)

🧐📖 aula 01

  • Piscina/Mar/Roupa de Banho

🧐📖 aula 01

  • Porções da Torá

🧐📖 aula 01

  • Presente de Idólatra

🧐📖 aula 01

  • Preservativo

🧐📖 aula 01

 



 

Q

  • Quermesse (veja Festas Juninas)

 

 



 

R

  • Rabino (Rav/Rebe) (Significado)

🧐📖 aula 01

  • Roupa

🧐📖 aula 01

 



 

S

  • Salmos

 

  • Salmos à noite

🧐📖 aula 01

 

  • Sem Camiseta (Rezar/Andar na Rua)

🧐📖 aula 01

  • Sentir-se judeu

 

  • Shabat

 

  • Shavuot

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Shemá

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Shofar

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Sinagoga

🧐📖 aula 01

  • Sucot

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

 



 

T

  • Talit

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Talmud

(Sete Leis de Noé no Talmud) (Explanação do Rabi Adin Steinsaltz sobre)
🧐📖 aula 01

  • Tatuagem

🧐📖 aula 01

  • Torá Comentada para Bnei Noach

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

🧐📖 aula 03

🧐📖 aula 04

  • Transfusão de sangue

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Tsitsit

🧐📖 aula 01

 



 

U

 



 

V

  • Vela

🧐📖 aula 01

🧐📖 aula 02

  • Velório e afins

🧐📖 aula 01

  • Visitar uma Pessoa Enferma

🧐📖 aula 01

 



 

W

 

X

 

Y

  • Yeshua veja Jesus
  • Yeshu veja Jesus

 

Z

 

 

Bendito é D’US!

Site Bnei Noach:
a-fe-original-·-noaismo.info
(Projeto Noaismo Info)
desde 2008

Nosso Rabino: Rav Shimshon Bisker, de Israel
(Autor de mais de 40 livros; o Responsável pelo Manual Completo da Observância Bnei Noach; Co-produtor de O Guiazinho (Bênçãos — e Histórias — para as Crianças Bnei Noach); Revisor do Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações Diárias e para o Rosh Hashaná/Ióm Kipur; Idealizador da nossa livraria: a Livraria virtual Projeto Noaismo Info).

Além disso, nosso Site é internacionalmente reconhecido e aprovado por Ask Noah International (Organização essa criada à pedido do próprio Rebe em pessoa).

 

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Projeto Noaismo Info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

A Torá comentada para Bnei Noach – Gênesis c1v3v4

LOUVADO SEJA D’US!

 

Torá Para Não-judeus

 

A Torá Comentada Para Bnei Noach Por Rav Moshe Weiner e Traduzida Por Projeto Noaismo Info

Parashá |פרשה| Bereshit |בראשית|, isto é, Porção Semanal Bereshít (Gênesis 1:1-6:8)

 

Gênesis 1:3
E D’US disse: “Faça-se luz”, e a luz foi feita.

Gênesis 1:4
E D’US viu que a luz era boa, e D’US separou a luz das trevas.

E D’US viu que a luz era boa, e D’US separou a luz das trevas
D’US viu que não é apropriado que a luz e as trevas sirvam em um estado de confusão, e por isso as separou, e ELE estabeleceu para uma seu reino durante o dia, e para a outra o seu reino durante a noite.

De acordo com o Midrash, ELE viu que não era apropriado que a luz fosse utilizada pelos ímpios, então ELE a reservou [como recompensa] para os justos no Mundo Vindouro.

A explicação desta declaração dos Sábios é que os ímpios conduzem suas vidas em um “vazio que é assombrossamente vazio e escuro”, e não percebem a Luz Divina. Esta é uma luz espiritual que é perceptível pelo intelecto de uma pessoa (e não é como a luz do Sol que brilha durante o dia, que é perceptível pelo olho humano), e os ímpios que escolhem “um vazio e escuridão surpreendentemente vazios” não desejam, nem são capazes de obter, prazer desta luz espiritual. Mas D’US apartou esta luz para os justos que escolhem de livre vontade, pelo poder de seu intelecto, buscar e encontrar esta luz espiritual ao longo de sua vida. Esta “luz” será revelada a todos no Mundo Por Vir, como está escrito (Isaías 30:26) “E a luz do sol será sete vezes maior que a luz dos Sete Dias da Criação”, e (Malaquias 3:18) “E vocês retornarão [para D’US] e perceberão a diferença entre os justos e os ímpios”.

 

Todos os colchetes são originais do texto do Rav Moshe Weiner (exceto se estiver indicado N.T. ou Nota do Tradutor).

Por Rav Moshe Weiner
Traduzido do inglês exclusivamente por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info — autorizado por Rabi Moshe Perets

© Rav Moshe Weiner (Rabino Supervisor da Organização Ask Noah International e autor do The Divine Code)
© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach endossado pela Organização Ask Noah International e pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel (autor de mais de 40 livros))

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Projeto Noaismo Info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

A Torá comentada para Bnei Noach – Gênesis c1v1

LOUVADO SEJA D’US!

 

Desde que substituímos o nosso Projeto anterior por este aqui, o Projeto Noaísmo Info (em agosto de 2015), nós vimos tendo, graças a D’US, muitas surpresas. Produzimos o primeiro e único Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações virtual. Produzimos o primeiro e único Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações em Livro Digital (“sidur” noaítico) e Gratuito, revisado pelo Rav Shimshon Bisker. Distribuimos o primeiro e único Contrato de Casamento Bnei Noach. Produzimos junto com o Rav Shimshon Bisker o primeiro e único livreto digital Bnei Noach infantil (com orações) no Brasil (o Guiazinho). Produzimos o primeiro e único Curso Bnei Noach virtual e gratuito. Lançamos (idealizada pelo Rav Shimshon Bisker) a Livraria virtual Projeto Noaismo Info. Fizemos a primeira e única tradução do livro Bnei Noach infantil no Brasil do Rabi Yerachmiel Altman.
E se você achou que o Projeto Noaísmo Info não teria mais novidades para lançar neste ano de 2022, você se enganou.
Mais uma vez o Projeto Noaismo Info sai na frente trazendo mais uma grande e incrível surpresa.

O Projeto Noaismo Info, graças a D’US, tem a honra e a bênção de orgulhosamente anunciar e apresentar o lançamento de
A TORÁ COMENTADA PARA BNEI NOACH POR RAV MOSHE WEINER E TRADUZIDA POR PROJETO NOAISMO INFO.

Sim, isso mesmo, a partir de agora a Comunidade Bnei Noach do Brasil e todo ben-Noach brasileiro no exterior e todo ben-Noach de fala portuguesa no mundo poderá ter a oportunidade finalmente de ler a Torá, a Própria Palavra Original de D’US, e não apenas isso, mas também lê-la com comentários, e mais ainda, apropriados para os próprios Bnei Noach.

Este é mais um dia histórico para o Movimento Bnei Noach da Torá no Brasil.

Então, vamos iniciar.

 

Torá Para Não-judeus

 

A Torá Comentada Para Bnei Noach Por Rav Moshe Weiner e Traduzida Por Projeto Noaismo Info

Parashá |פרשה| Bereshit |בראשית|, isto é, Porção Semanal Bereshít (Gênesis 1:1-6:8)

 

Gênesis 1:1
No princípio D’US criou os Céus e a Terra.

No princípio
Rabi Isaac disse: [Por que a narrativa da Torá começou com NO PRINCÍPIO — relatando a história da Criação —, quando] a Torá deveria ter começado com “Este mês é para você” (Êxodo 12:2), que é o primeiro mandamento que os israelitas foram ordenados[?] Por qual razão ELE começou com “No princípio”? Por causa [do versículo em Salmos 111:6:] “A força de SUAS obras ELE relatou ao SEU povo, para dar-lhes a herança das nações”. [ELE relatou ao SEU povo a força de SUAS obras na criação do mundo a fim de dar-lhes a herança das nações,] pois se as nações do mundo disserem a Israel: “Vocês são ladrões, pois conquistaram pela força as terras das sete nações [de Canaã]”, eles [Israel] responderão: “Toda [est]a terra pertence ao SANTO, Bendito é ELE; ELE a criou e a deu a quem ELE considerou apropriado. Quando quis, deu-a a eles [os cananeus], ​​e quando quis, tirou-a deles e nos deu”. (Rashi)
A explicação desta declaração dos Sábios é que desde o início da Criação D’US escolheu a nação de Israel como uma nação especial para servi-LO, como diz [Êxodo 19:6:] “E você será para MIM um reino de sacerdotes e uma nação santa”, e ELE designou para eles uma terra particular que deve pertencer somente a eles, e ELE fez saber em SUA Torá que ELE a criou e a deu a quem ELE considerou apropriado.

No princípio D’US criou os Céus e a Terra [N.T., ou, criou o Universo]
Este versículo fala sobre a Criação em geral, e depois explica os detalhes da Criação. A explicação de no princípio é “No princípio do tempo da Criação” [e ELE escreveu no princípio de forma genérica, como se dissesse “No princípio de tudo”] ELE criou essas coisas, e não não houve tempo anterior [a este “princípio”] em que havia algo mais, como algum tipo de material primordial, mas sim o início da criação do tempo e o início da criação da matéria foi no primeiro dia junto com a criação dos Céus e da Terra. E o relato da Criação preenche uma grande necessidade já que é a raiz de toda Fé, pois qualquer um que não acredita que a criação do mundo foi ex Nihilo [= do nada] [N.T., em hebraico Iesh Meain] e sim pensa que o mundo existiu eternamente essencialmente nega a base de toda Fé e é inteiramente desprovido de Torá.

D’US criou
O significado de “criou” é um ato [que é particular somente de D’US] para produzir algo do nada absoluto para uma existência detectável. [E esta capacidade não pode ser encontrada entre as coisas criadas, nem pode ser compreendida por elas em absoluto, mas esta capacidade é peculiar somente a D’US.]

D’US
Este nome, [Elohim em hebraico], é um dos nomes do SANTO, Bendito é ELE. O significado deste nome é Regência e Soberania, pois D’US age como PERSCRUTADOR e JUIZ, já que ELE perscruta e julga o mundo inteiro. Este nome é mencionado primeiro no ato da Criação [no Capítulo 1. Nem um outro nome de D’US é mencionado até Gênesis 2:4: “no dia de Hashem D’US fazer”] porque a Criação é realizada por meio deste nome, quando a existência do mundo deve aparecer como uma existência criada. E o início da conduta divina com o mundo é por meio do atributo da Justiça, como exemplificado pelo nome Elohim [e só mais tarde O SANTO, Bendito é ELE, aparecerá como descrito por outros nomes que indicam outros tipos de conduta, como o atributo de Misericórdia ou outros atributos].

Elohim
Este nome significa domínio, um fato que dá importância ao criado [o mundo, os humanos] como os sábios disseram: “não há rei sem nação”. Em contraste, o nome Havayáh (Y-H-V-H) significa O CRIADOR da existência, daí o criado [o mundo, os humanos] não tem qualquer auto-importância em relação ao poder de criação do CRIADOR, APENAS ELE é a única figura na verdadeira existência, portanto, tudo o que é criado é anulado diante DELE. Veja 2:4.

 

Todos os colchetes são originais do texto do Rav Moshe Weiner (exceto se estiver indicado N.T. ou Nota do Tradutor).

Por Rav Moshe Weiner
Traduzido do inglês exclusivamente por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info — autorizado por Rabi Moshe Perets

© Rav Moshe Weiner (Rabino Supervisor da Organização Ask Noah International e autor do The Divine Code)
© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach endossado pela Organização Ask Noah International e pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel (autor de mais de 40 livros))

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Livros DIGITAIS para Confraternização

Prezados Leitores

Fim de ano é tempo de confraternizar! Presenteie com Livros Digitais aquelas pessoas que participaram de seus momentos especiais.
Temos livros para gentios em geral, para Bnei Noach, para judeus, e para os em processo de conversão ao judaísmo.
Presentear alguém também é estar fazendo uma tsedacá!

 

E aproveite a ocasião para conduzir outros ao Conhecimento Verdadeiro de D’US…

… pois há pessoas dos povos do mundo que ficam mais propícias nesta época do ano para lerem sobre D’US. Então não perca a oportunidade de presenteá-las com nossas exclusividades…

Um Livro Sobre D’US (do Rabi Aryeh Kaplan),
ou para crianças:
 Fala-me de D’US (do Rabi Jacob Garzon)

Curso Bnei Noach parte 30 – ESPECIAL: LIVRARIA virtual Projeto Noaismo Info

 

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Curso virtual gratuito de Introdução ao Tema de Bnei Noach

× Este post é um Post de Divulgação.


 

O PROJETO NOAÍSMO INFO TEM A HONRA E O ORGULHO DE APRESENTAR, GRAÇAS A D’US, O MINI CURSO GRATUITO DE INTRODUÇÃO AO TEMA DE BNEI NOACH.

⇑ CLIQUE AQUI

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Folheto de Divulgação das Sete Leis de ‘Noé’

 

Baixe o folheto de Divulgação das Sete Leis de Noá (popularmente Noé), ou seja, as Leis dos Noaítas (Bnei Noach), na página:

https://a-fe-original–noaismo.info/folheto-de-divulgacao-das-sete-leis-de-noe/

 

Folheto produzido por Projeto Noaismo Info e Rav Shimshon Bisker, de Israel.

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Uma Carta Para os Bnei Noach

 

Por moré Yosef Ben Shlomo Hakohen

 

Uma Carta (de um amigo judeu) Para os Bnei Noach

 

Introdução à Carta:
Dentro da Torá, há um caminho universal para toda a humanidade.

Este caminho contém sete categorias básicas de mitsvót – mandamentos divinos (Sêfer HaChinuch, Mitsvá 416). Estas sete categorias de mitsvót fornecem uma base ética e moral para a sociedade humana. Além disso, existem fontes dentro de nossa tradição que afirmam que todos os seres humanos devem cumprir aquelas mitsvót da Torá que são sugeridas pela “razão humana e pela compreensão do coração” (Introdução ao Talmude por Rabi Nissim Gaon).

Há um número crescente de não-judeus que estão se esforçando para cumprir os preceitos deste caminho que dá vida. Eles são frequentemente chamados de Bnei Noach – os Filhos de Noá, pois os preceitos básicos deste caminho foram reafirmados na geração de Noá (Noé), após o grande dilúvio. Rabi Maimônides afirma que este caminho universal foi mais tarde reafirmado quando a Torá foi dada no Monte Sinai (A Lei dos Reis 8:11). Os Bnei Noach percebem que a Torá e suas interpretações foram dadas ao nosso povo no Monte Sinai; assim, eles procuram estudar com rabinos que podem guiá-los em seu caminho. Na atualidade, a maioria são ex-cristãos que optaram por aceitar os ensinamentos da Torá a respeito da Unidade de D’US, do Messias, do propósito do ser humano neste mundo, e outras questões relacionadas. Eles são verdadeiros amigos do nosso povo, pois amam e respeitam tanto o nosso povo quanto o nosso judaísmo; assim, ao contrário de muitos cristãos que procuram nos “converter”, eles procuram nos apoiar em nosso caminho espiritual. Como [verdadeiros] amigos do nosso povo, eles se posicionam fortemente contra todas as formas de ódio contra os judeus, e são fortes aliados do Estado de Israel. Em agradecimento por sua amizade e realizações espirituais, escrevo a seguinte carta aos membros do movimento Bnei Noach:

“Estimados amigos, como membros do crescente movimento Bnei Noach, vocês reconhecem a unicidade e a unidade de Hashém, O MISERICORDIOSO. Portanto, penso em vocês em minhas orações diárias, especialmente quando proclamo de manhã e à noite: “Ouça, ó Israel, Hashém é o nosso D’US, Hashém é UM!” (Deuteronômio 6:4) Segundo o comentarista bíblico clássico, Ráshi, quando proclamamos “Hashém é UM”, estamos proclamando que no futuro todos os povos da terra reconhecerão a unidade e a unicidade de Hashém, como está escrito: “Pois então eu transformarei os povos para que falem uma linguagem pura, para que todos proclamem O NOME de Hashém, para servi-LO com uma determinação unida.” (Sofonias 3:9) Como Ráshi nos lembra, também está escrito: “Naquele dia Hashém será UM e SEU NOME UM.” (Zacarias 14:9) Que esse dia chegue logo. Enquanto isso, vocês devem perceber que são pioneiros espirituais que estão se preparando para esse grande dia, unindo-se ao povo de Israel na proclamação: “Hashém é UM”! Quando proclamamos que Hashém é UM, também estamos proclamando que devemos servir apenas O ÚNICO e UNIFICADOR CRIADOR do Universo. Neste espírito, a voz Divina proclamou no Monte Sinai: “Não terás outros deuses diante da MINHA PRESENÇA.” (Êxodo 20:3) E também está escrito: “Conhece-O hoje e lembre-se repetidamente de que Hashém SOZINHO é D’US; no céu acima e na terra abaixo – não há outro.” (Deuteronômio 4:39) Portanto, é proibido divinizar qualquer objeto, força ou ser, incluindo um ser humano. De fato, a Torá nos diz que “D’US não é humano [(e portanto nem homem nem mulher)].” (Números 23:19) Muitos de vocês vivem entre cristãos que divinizam um homem judeu que viveu há mais de 2.000 anos; além disso, eles proclamam que a única maneira de chegar a D’US é através deste homem. Vocês rejeitaram esta crença cristã e escolheram seguir os ensinamentos originais de Abraão e Sara, que ensinaram os seres humanos a orar diretamente para O MISERICORDIOSO. Na verdade, todas as grandes figuras bíblicas incluindo Moisés, Aarão, Miriam, Débora, Davi, Isaías e Jeremias oraram diretamente para O MISERICORDIOSO. Foi assim que a Torá nos ensinou a orar, e qualquer um que leia o Livro dos Salmos pode descobrir a abordagem da Torá à oração. Há uma canção popular cristã que contém as palavras: “Dá-me essa religião dos velhos tempos”. A canção menciona que se a “religião dos velhos tempos” era suficientemente boa para Abraão, Moisés, e um monte de figuras bíblicas, “ela é suficientemente boa para mim”. Da perspectiva da Torá, no entanto, aqueles que rezam diretamente para Hashém são os que verdadeiramente estão no espírito dessa “religião dos velhos tempos”, pois estão estão imitando Abraão, Sara e todas as grandes figuras bíblicas.

Portanto, precisamos lembrar que “Hashém está perto de todos que O invocam, de todos que O invocam sinceramente.” (Salmo 145:18) Um comentarista bíblico clássico, Radák, explica que este versículo está revelando que O MISERICORDIOSO está próximo de “todos” que O invocam, “independentemente da nacionalidade”. Em outras palavras, não é preciso ser judeu para experimentar a proximidade amorosa do MISERICORDIOSO! Muitos de vocês são ex-cristãos, e há alguns pregadores cristãos que lhes têm dito que sua alma está eternamente condenada e que vocês não podem ir para o Céu, já que vocês não aceitam mais o “Senhor e Salvador” deles. Vocês estão em boa companhia, pois, na opinião desses pregadores, nós, o Povo de Israel, tampouco vamos para o Céu, já que não oramos ao homem que eles vêem como seu Senhor e Salvador, nem em nome dele, pois nos lembramos da seguinte proclamação divina: “EU, somente EU, sou Hashém, e não há SALVADOR além de MIM.” (Isaías 43:11) Quando o Estado de Israel capturou Eichman, um destacado assassino nazista, o governo israelense designou o Reverendo William Hall, um missionário canadense que vive em Jerusalém, para servir como seu capelão. Posteriormente, Hall disse à imprensa que se este assassino de homens, mulheres e crianças judeus tivesse aceitado seu “Salvador” antes de ser executado, ele teria entrado imediatamente nos portões do paraíso. Foi então perguntado a Hall: “E quanto às almas dos seis milhões de vítimas judaicas dele?” Hall respondeu que eles certamente não tinham entrado no paraíso já que não tinham aceitado a “salvação” da Igreja. (Citado no livro da ArtScroll, “Once Upon a Shtetl”, de Chaim Shapiro) Nós, as pessoas que receberam a Torá, temos um conceito diferente em relação à entrada no paraíso celestial: O céu de nosso D’US tem muito espaço [por assim dizer], e qualquer ser humano que é um “chassid” (devoto) – uma pessoa que se dedica amorosamente a servir O CRIADOR – pode entrar nos portões do paraíso. Como afirmam nossos sábios: “Os chassidins (devotos) entre as nações têm participação no Mundo Vindouro.” (Tosefta – Sanhedrin 13:1)

Vocês compartilham nossas crenças básicas, e também reconhecem que o Messias ainda não se revelou, pois compreendem que para alguém ser oficialmente reconhecido como o Messias, ele deve cumprir as profecias descritas no capítulo 11 do Livro de Isaías e em muitos outros lugares dentro de nossas Sagradas Escrituras. De acordo com estas profecias, o Messias reunirá [em Israel] todos os exilados [do povo] de Israel, e ele inspirará todos os seres humanos a se voltarem para O MISERICORDIOSO. Sua chegada inaugurará uma era de paz universal e de iluminação espiritual, “pois a toda a Terra se encherá do conhecimento de Hashém como a água cobre o mar.” (Isaías 11:9) Além disso, o Templo será reconstruído e será conhecido como “uma Casa de oração para todos os povos.” (Isaías 56:7) Estas profecias ainda não foram cumpridas; assim, vocês se unem ao nosso povo na espera do verdadeiro Messias que redimirá Israel e toda a humanidade. Seu amor e respeito pelo povo judeu e pelo judaísmo estão no espírito da profecia que descreve como os povos da terra eventualmente se tornarão nossos aliados espirituais, e eles nos dirão: “Iremos com vocês, pois ouvimos que D’US está com vocês.” (Zacarias 8:23) Nesta era, já não haverá missionários que nos exortem a seguir seu caminho; em vez disso, todos se inspirarão nos preceitos universais dentro do caminho de nosso povo.

Como educador da Torá, tenho muito respeito e apreço por sua disposição de serem nossos aliados espirituais, especialmente porque agora estamos vivendo em um período em que o ódio contra os judeus está se espalhando, e inimigos que se dedicam à nossa destruição estão ganhando força e apoio. De acordo com nossos profetas e sábios, este perigo faz parte das dores de parto que levarão ao nascimento da era messiânica, quando todo o ódio e a violência serão eliminados do mundo. O nascimento desta era ainda não ocorreu; no entanto, vocês têm a coragem de apoiar publicamente nossa missão espiritual durante este período difícil e perigoso. Portanto, vocês vão compartilhar de nossa alegria quando o “nascimento” ocorrer, e [finalmente] se cumprir a seguinte profecia:
“Acontecerá no final dos dias: A montanha do Templo de Hashém será firmemente estabelecida como a cabeça das montanhas, e será exaltada acima das colinas, e todas as nações fluirão para ela. Muitos povos irão e dirão: “Vinde, subamos à montanha de Hashém, ao Templo do D’US de Jacó, e ELE nos ensinará seus caminhos e nós andaremos em seus caminhos.” Pois de Sião sairá a Torá, e de Jerusalém a palavra de Hashém.” (Isaías 2:2-3)

Que O MISERICORDIOSO guie, abençoe e proteja vocês, e que nos encontremos na grande reunião em Jerusalém.

Shalom,
Yosef Ben Shlomo Hakohen.

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Dedicado à elevação da alma de Ana Tiapas.

Qual é a maior diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus?

Qual é a maior diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus?

 

Existem inúmeras diferenças fundamentais entre o judaísmo/noaísmo e o cristianismo.

O Projeto Noaismo Info entende que a maior e mais importante diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus é que, segundo o cristianismo, de acordo com o seu próprio fundador, Jesus, e com o próprio Evangelho, “Deus é espírito“. Ensina o chamado “novo testamento” que Jesus, depois de morto, “entrou no próprio céu para aparecer perante a pessoa de Deus.”

Deus é uma Pessoa espiritual, o que significa que [ele] tem um corpo espiritual. Deus como indivíduo, como Pessoa com um corpo espiritual, tem um lugar de residência, e assim não pode estar em qualquer outro lugar ao mesmo tempo.

Deus é uma pessoa, um indivíduo, tanto quanto Jesus. E os cristãos, quando finalmente viverem no céu, verão Deus e também serão semelhantes a ele, mostrando que Deus é realmente uma pessoa e tem um corpo, bem como determinado lugar para estar” e viver, um lugar literal chamado “céu“.

Em contraste, o Rabi David Aaron explica que “‘Deus” é uma palavra de origem latina não encontrada na Bíblia original [a Torá], em hebraico. O nome na Bíblia que infelizmente foi traduzido como “Deus” é o tetragrama impronunciável escrito em português como Y/H/V/H — derivado das palavras em hebraico que significam “foi”, “é” e “será”.” Chamamos a abreviação Y/H/V/H de Hashém, termo hebraico que literalmente significa “o Nome”. Mas também é comum no judaísmo e no noaísmo a utilização da expressão hebraica En Sof — literalmente “O SEM FIM”, i.e., “O UM TODO-INFINITO” ou “O ILIMITADO” ou “O INTERMINÁVEL” — para denotar D’us. O Rabi David Aaron segue explicando que “o tetragrama Y/H/V/H sugere A PRESENÇA INFINITA, A REALIDADE SUPREMA, A Origem de toda a existência.

Ainda assim, a maioria das pessoas pensa que D’us é um ser — como você e eu, mas todopoderoso — e que, como nós, existe nesse mundo. Mas a Torá ensina que D’us não é um ser que existe na realidade. Hashém não existe na realidade — Hashém é A Realidade. Nós não somos a realidade. Nós existimos na realidade,  nós existimos em Hashém, dentro da realidade que é Hashém. Para encontrar D’us, você tem de se perguntar “Onde estou?” e não “Onde está D’us?”. D’us [O D’us da Torá, O D’us de Israel] não está em nenhum lugar específico. D’us é o lugar e é todos os lugares. Nós vivemos em D’us. D’us é o lugar em que existimos, a realidade dentro da qual existimos. [Por isso,] Hashém (“D’us”) não é masculino nem feminino, não é uma pessoa e não se parece com uma pessoa. Hashém não é equivalente a nenhum ser humano. Hashém (“D’us”) é A REALIDADE SUPREMA e INFINITA — Aquilo que abarca todo tempo, todo espaço e todo ser.”

Portanto, segundo o judaísmo e o noaísmo, como explica o Rabi Aryeh Kaplan: “D’us está tão elevado acima de nós (humanos) que é completamente impossível compreendê-LO de qualquer maneira. A essência de D’us não pode ser apreendida nem pelo pensamento.

Porém, isto não é tudo. Mais do que “D’us ser incompreensível (a nós, humanos), nem sequer os anjos mais elevados e nem sequer os seres espirituais mais elevados podem compreender a verdadeira essência de D’us. Portanto, D’us PRÓPRIO é [inimaginável,] incognoscível, indescritível e inonimado.

Até mesmo o tetragrama que é chamado de “nome próprio” de D’us é apenas uma alusão, porque estamos nos referindo à REALIDADE ABSOLUTA, ORIGINAL e INFINITA que simplesmente foi, é e sempre será. Algo tão vasto e abstrato não cabe em qualquer imagem ou conceito.

Não compreendemos — na verdade, não podemos entender — Hashém, mas podemos ter — e já temos — uma relação com Hashém.” Diz-nos o Rabi David Aaron.

Em vista disto tudo, não é à toa que mesmo as pessoas que pensam em D’us como alguém, como um indivíduo, questionam: “Mas como é possível ele ser todopoderoso e saber todas as coisas e ainda não ter tido um começo (se ele é só uma pessoa)?”

Mas quando elas finalmente aprendem que D’us, Hashém, é EN SOF, O INFINITO — O TODOINFINITO —, então estes questionamentos se dissipam.

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/11/19/a-nao-espiritualidade-de-dus/

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/07/01/dus-e-os-anjos/

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/03/19/grandiosidade-de-dus-ou-infinitude-de-dus/

 

Por Projeto Noaismo Info

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A Prova da Existência de D’us, Parte 1

 

D’us existe?

Se D’us existe, qual é a prova de Sua Existência?

Por que D’us não SE “mostra” (SE revela) à Humanidade?

E se D’us existe, O QUE é D’us?

 

SIM, D’us existe. E a prova da Existência de D’us é a existência de Seu Povo. A prova da Existência de D’us é o FATO de que “ELE” MESMO criou e escolheu um povo para SI. E SIM, D’us já SE “mostrou” à Humanidade, só não sabe quem não quer.

Saiba o que significa a Grande Festa Judaica de PÊSSACH e quais são as respostas às perguntas acima em:

 

· PÊSSACH – A FESTA DA LIBERDADE

 

· Três níveis de percepção do Divino

 

· As Dez Pragas do Egito

 

· O Milagre da Abertura do Mar

 

· MONTE SINAI: O ENCONTRO ENTRE D’US E ISRAEL

 

· A Unicidade de D’us

 

Confira também:

Seis textos especialmente selecionados para as questões

 

E para aprender sobre A Fé e O Caminho Espiritual Originais da humanidade, aqueles dados pelo PRÓPRIO D’us a todos os não-judeus, veja:

Palavras do Rebe a toda a humanidade (a todos os não-judeus do mundo)

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A Prova da Existência de D’us, Parte 3

 

A Prova da Existência de D’us, Parte 3

 

Três níveis de percepção do Divino

A Hagadá de Pêssach, recitada durante o Sêder, conta a história de como o povo judeu, que começou como uma família de 70 pessoas, se tornou uma grande nação – o Povo escolhido por D’us para receber SUA Torá.


 

A Hagadá nos conta acerca de eventos que precedem e sucedem o Êxodo – a amarga escravidão sofrida por nossos antepassados, as Dez Pragas que venceram o Faraó, o Êxodo, a divisão do Mar e a outorga da Torá no Monte Sinai, entre outros. Mas, o clímax do processo de constituição dos judeus em uma nação ocorreu não em 15 de Nissan – dia do Êxodo e primeiro dia de Pêssach – mas 50 dias mais tarde, quando D’us SE revelou a todos os Filhos de Israel e lhes deu a Torá – um evento que é comemorado na festa de Shavuót.

As festividades de Pêssach e Shavuót são ligadas de forma indissolúvel. Começando na segunda noite de Pêssach e terminando no dia antes de Shavuót, fazemos a contagem do Ômer – um mandamento de grande significado místico. Durante os 49 dias dessa contagem, somos obrigados a trabalhar sobre nós mesmos e a aumentar nossa espiritualidade para que, em Shavuót, o dia cujo tema é nossa dedicação ao estudo e ao cumprimento da Torá, possamos estar em um nível espiritual mais elevado do que estávamos antes do início de Pêssach. O processo do crescimento espiritual que se inicia em Pêssach culmina, pois, em Shavuót.

A seguir analisaremos três marcos no processo que se iniciou quando Moshé foi enviado por D’us para libertar o Povo Judeu e que culminou com a Revelação Divina no Monte Sinai. Tais marcos são as Dez Pragas que se abateram sobre o Egito, a divisão do Mar de Juncos e o recebimento da Torá.

As Dez Pragas

Quando D’us SE faz ver a Moshé e lhe atribui a missão de voltar ao Egito e libertar o Povo Judeu da escravidão, o profeta responde: “Mas eles não acreditarão em mim, nem ouvirão minha voz, pois dirão: ‘HaVaYaH não apareceu a ti!'” (Êxodo, 4:1). D’us então lhe diz que tome seu cajado e o atire ao chão, e, ao fazê-lo, o cajado se transforma em uma serpente. HaVaYaH ordena que Moshé agarre o rabo da serpente, e ele obedece. A víbora volta a ser o cajado. D’us instrui Moshé a realizar esse milagre diante dos judeus para que “… creiam que HaVaYaH, D’us de teus pais – o D’us de Abrahão, o D’us de Isaac e o D’us de Jacob – apareceu a ti!” (Ibid, 4:5). Mas, caso um sinal não fosse suficiente para fazê-los acreditar, D’us dá a Moshé um segundo milagre, dizendo-lhe que se mesmo realizando os dois o povo não desse atenção a suas palavras: “Tomarás das águas do Nilo e derramarás no seco; e as águas que tomarás do rio tornarse-ão sangue no seco” (Ibid, 4:9).

Essa passagem da Torá deixa claro que D’us, que é Onisciente, sabia que a maneira mais rápida de fazer com que o Povo Judeu acreditasse NELE e em Moshé seria através da realização de milagres. Os judeus – escravizados, desesperados e desesperançados – necessitavam de milagres para acreditar que o D’us de seus antepassados não os tinha renegado. E assim, quando Moshé volta ao Egito, ele e seu irmão Aharon reúnem os anciãos judeus, diante de quem Moshé realiza os milagres, segundo as instruções Divinas. Ao testemunhar os milagres, “o povo acreditou, e compreenderam que HaVaYaH visitara os Filhos de Israel e vira sua aflição, e curvaram-se e se prostraram”. (Ibid, 4:31). Quando Moshé e Aharon, então, invadem o palácio do Faraó e exigem a libertação do Povo Judeu, eles não pedem misericórdia nem ameaçam com algum tipo de rebelião. Em vez disso, realizam milagres, exatamente como haviam feito antes perante os judeus. Pois D’us havia dito a Moshé: “E não vos escutará o Faraó, e porei Minha mão sobre o Egito, e tirarei os Meus exércitos, o Meu povo, os filhos de Israel da terra do Egito, com grandes juízos. E o Egito saberá que EU sou HaVaYaH, ao estender a Minha mão sobre o Egito, e tirarei os Filhos de Israel dentre eles”. (Ibid, 7:4-5). De fato, a confrontação entre o líder egípcio e Aharon e Moshé foi um duelo sobrenatural. Para provar ao Faraó que falavam em Nome de D’us, Aharon atirou o cajado de seu irmão e o transformou em serpente. Mas o Faraó chama seus sábios feiticeiros, que conseguem repetir o feito. O rei egípcio pressupõe que Moshé e Aharon são magos como os seus, e não leva a sério sua alegação de que falam em Nome do Altíssimo. É nesse ponto que o episódio das Dez Pragas se inicia.

A primeira delas transformou o Nilo em sangue. Aharon ergue o cajado e toca o Nilo, tornando suas límpidas águas sangue puro. Mas os feiticeiros egípcios conseguem replicar esse milagre, e o Faraó, assim sendo, imagina que Moshé e Aharon apenas executavam mágicas – prática comum no Egito. Os bruxos egípcios conseguem, pois, replicar a segunda praga, mas não a terceira, e dizem ao Faraó que essa última não era magia, mas “o dedo de D’us”. Mas o Faraó supõe que também a terceira deveria ser algum tipo de bruxaria mais elevada e que, certamente, os dois irmãos deviam ser melhores na magia que seus magos. Somente quando a sexta praga, a sarna, na realidade, bolhas que se transformavam em úlceras, causando grande sofrimento físico, assola o Egito, seus bruxos ficam totalmente desmoralizados. Pois, apesar de serem profundos conhecedores da magia negra, eles não conseguem proteger nem a si próprios. Tornava-se cada vez mais claro aos egípcios que Moshé não era um simples mago e que as pragas eram verdadeiramente obra de D’us.

À medida que as demais pragas trazem cada vez mais destruição e miséria ao Egito, os emissários do Faraó lhe imploram: “Até quando isto será um impedimento para nós? Envia os homens, e que sirvam HaVaYaH, seu D’us! Ainda não notastes que o Egito está perdido?” (Ibid, 10:7). Mas foi preciso que viesse a décima e última praga – a morte dos primogênitos – para finalmente quebrar o Faraó. Ele tinha sido alertado várias vezes por Moshé para que tivesse a chance de se arrepender, salvando a si próprio e a seu povo. Bem verdade que D’us endurecera o coração do Faraó, dificultando o seu arrependimento, sendo isto uma forma de punição por suas más ações – mas a porta do arrependimento nunca esteve totalmente fechada para ele. Mas, apesar das pragas e do sofrimento que se seguiu, o Faraó se recusou a ver a Mão de D’us. Suas racionalizações, seu desprezo pelos demais e sua teimosia levaram à sua trágica queda e à destruição de seu poderoso reino.

No que tange ao Povo Judeu, eles observaram as Dez Pragas dizimarem o Egito enquanto permaneciam a salvo. Claramente, isso não foi obra do acaso. Com cada praga que atingia o Egito, os judeus se convenciam de que o D’us de seus antepassados não os tinha abandonado. Tinha vindo resgatá-los da escravidão e do genocídio, e interferia abertamente em Seu mundo para punir aqueles que vitimavam o Seu povo. Vinha salvá-los com Sua mão poderosa e Seu braço estendido.

A divisão do Mar

No entanto, nem as Dez Pragas foram suficientes para convencer os egípcios de que foi D’us – e não Moshé e Aharon – quem viera libertar os judeus. Apenas alguns dias após permitir que o Povo Judeu deixasse o Egito, o Faraó e a totalidade de seu exército saem à caça dos fugitivos judeus para trazê-los de volta. Apesar do terror das pragas, os egípcios estavam tão confiantes na vitória que, nessa saída militar, adornam seus cavalos com ornamentos em ouro, prata e pedras preciosas.

O Povo Judeu havia deixado o Egito no dia 15 de Nissan. Em torno do dia 20, o Faraó e seu exército tinham-nos alcançado. E os judeus se vêem presos em uma armadilha: tinham atrás de si o Faraó e seus homens, e à sua frente o Mar de Juncos. Apesar de tudo o que tinham presenciado no Egito, ficaram desesperados e gritam a Moshé: “Foi porque não havia sepulcros no Egito que nos trouxeste para morrer no deserto? O que nos fizeste, ao nos tirar do Egito?” (Ibid, 14: 11). Cheios de temor, os judeus dizem a Moshé: “Deixa-nos e serviremos os egípcios. Pois nos é melhor servir os egípcios do que morrer no deserto!” (Ibid, 14: 12).

Moshé ora a D’us e ELE lhe ordena: “Toma teu cajado e estende tua mão sobre o mar e fende-o, e que os Filhos de Israel entrem pelo meio do mar, em seco”. (Ibid, 14: 16). As águas do Mar de Juncos se abrem, permitindo que os judeus atravessem. Os egípcios, que claramente não haviam aprendido a lição com as Dez Pragas, saem no seu encalço. Quando o exército do Faraó está no meio do mar, D’us começa a castigá-los. Em pânico, os egípcios exclamam: “Fugirei diante de Israel, pois HaVaYaH luta por eles contra o Egito!” (Ibid, 14: 25). Mas sua sorte já fora selada. Seguindo instruções Divinas, Moshé estende sua mão sobre o mar e, na manhã do 21° dia de Nissan, sétimo dia de Pêssach – que, na Terra de Israel, é o último dia da festividade – as águas voltam a se unir e engolem todo o exército do Faraó.

A divisão do Mar foi o ponto culminante do Êxodo, pois mesmo depois de os judeus terem fugido do Egito, o exército desse país permaneceu intacto e a ameaça da volta à escravidão ainda existia. No mar, os judeus foram perseguidos por uma força militar extremamente poderosa, que facilmente os teria vencido e capturado. Segundo o Midrash, havia 30 egípcios para cada judeu. Somente quando o mar se dividiu e engoliu o exército egípcio foi que o êxodo judeu realmente se completou. No 15º dia de Nissan – dia em que os judeus deixaram o Egito, primeiro dia de Pêssach – D’us puniu o Egito com a 10ª praga, mas os judeus deixaram o país como escravos em fuga. No 21º dia de Nissan, após a divisão do Mar, como vimos acima, os judeus se tornaram um povo verdadeiramente liberto. Contudo, há uma razão mais profunda para a divisão do mar ser mais importante do que as Dez Pragas. No Egito, os judeus presenciaram ocorrências sobrenaturais, mas quando o Mar de Juncos se abriu ao meio, todos os judeus adquiriram a condição de profetas. Está escrito no Midrash que mesmo o mais simples dos judeus “viu no Mar de Juncos o que não fora visto nem pelo profeta Ezequiel”, cuja visão da Carruagem Divina é a base do estudo da Cabalá. No Mar de Juncos, os Céus se abriram; todos os judeus, mesmo as crianças, tiveram uma visão do mundo infinito. Por essa razão foi naquele momento, e não antes – nem mesmo durante as pragas que se abateram sobre o Egito – que “o povo temeu HaVaYaH, e creram em HaVaYaH e em Moshé, Seu servo” (Ibid, 14:31).

Antes dessa experiência profética, os judeus haviam testemunhado vários milagres e maravilhas. Mas sua fé em D’us e em Seu emissário não era absoluta. Como fizera o Faraó, eles também poderiam ter racionalizado sobre o que ocorrera no Egito. Talvez as Dez Pragas tivessem sido uma coincidência – muito pouco provável, certo, mas ainda assim uma coincidência. Talvez houvesse alguma explicação natural para elas terem caído sobre os egípcios e não sobre os judeus. Talvez o Faraó e seus feiticeiros estivessem certos: Moshé e Aharon eram apenas super-magos que tinham conseguido manipular a natureza para destruir o Egito, enquanto protegiam os judeus.

Resumindo, pura e simplesmente, as Dez Pragas não eram prova suficiente – nem para os judeus, que entraram em pânico diante do mar, nem para os egípcios, que foram atrás deles.

Mas, com a divisão do mar, tais dúvidas se desvaneceram. Os egípcios por fim reconheceram A Verdade – infelizmente, quando já era tarde. Para os judeus, não se tratou de mais outro milagre, mas do ponto de partida para o objetivo supremo do Êxodo – o recebimento da Torá – que somente poderia ter ocorrido depois dos Filhos de Israel vivenciarem as revelações espirituais da divisão do mar. No sétimo e último dia de Pêssach todos os judeus se tornaram profetas. D’us SE tornou uma realidade tão palpável que, na Canção do Mar, entoada pelo Povo Judeu em louvor a D’us por sua salvação, as crianças proclamaram: “ESTE é meu D’us!”, indicando claramente perceber a Presença Divina.

A experiência profética que ocorreu no Mar de Juncos preparou os judeus para a Revelação Divina que iria ocorrer no Monte Sinai, apenas 50 dias após o Êxodo.

A Revelação Divina no Sinai

Se o povo vivenciou a visão de D’us durante a divisão do Mar, que necessidade haveria da ocorrência da Revelação Divina no Monte Sinai?

São muitas as respostas, mas talvez a principal seja que é extraordinariamente difícil negar um evento testemunhado por milhões de pessoas. Um único indivíduo pode fabricar ou imaginar uma história, e as pessoas podem optar por acreditar ou não em suas palavras. Mas é muito difícil convencer terceiros da veracidade de um evento envolvendo milhões de pessoas se tal evento não ocorreu.

Se não tivesse ocorrido a Revelação Divina no Sinai, seria possível questionar a origem Divina do judaísmo. Poder-se-ia alegar que Moshé foi um grande líder carismático, um mago; mas jamais um verdadeiro profeta de D’us. Poder-se-ia mesmo acusá-lo de ser um impostor ou simplesmente desacreditá-lo, rotulando-o de um esquizofrênico que, no entanto, acreditava ter ouvido o chamado da Voz de D’us. Mas, quando até o mais simples dos judeus se tornou um profeta à beira do Mar de Juncos e, em especial, quando todos eles – (três) milhões de pessoas – ouviram a Palavra de D’us aos pés do Monte Sinai, não mais havia lugar para dúvidas sobre a origem da Torá. Isto explica por que até mesmo os maiores oponentes de Moshé, como seu primo Côrach, não puderam negar ser ele um verdadeiro profeta de D’us. Durante sua longa jornada de 40 anos pelo deserto, muitos judeus falsamente acusaram Moshé de crimes terríveis – nepotismo, roubo, até mesmo de adultério – mas eles nunca ousaram sugerir que ele fosse impostor, charlatão ou alucinado. Pois que eles, afinal, tinham presenciado a Revelação de D’us e quando ELE PRÓPRIO chamou Moshé para ascender ao Monte Sinai para receber a Torá. D’us SE assegurou de que seria impossível alegar que SUA Torá era um relato de ficção. E é por essa razão que mesmo os maiores inimigos do Povo Judeu, mesmo aqueles que quiseram converter todos os judeus, nunca negaram a verdade histórica do judaísmo. (Veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/09/05/nao-sao-similares-as-historias-de-moises-e-mohammad/   . )

Uma segunda razão para a Revelação Divina no Monte Sinai é que D’us transmitiu ao Povo Judeu os meios de se conectarem a ELE – e isto é feito através da Torá. Se ELE jamais SE tivesse revelado, as pessoas alegariam que a Torá era criação de Moshé. No Monte Sinai, D’us fez o Povo Judeu jurar que iria preservar a Torá: assim sendo, SUA Lei não poderia ser descartada com um código de leis criado pelo homem.

Através da Torá, D’us nos permitiu conectarmo-nos com ELE. Um homem pode considerar-se sábio e espiritualizado. Mas, pelo fato de ser finito, não pode compreender os Desígnios de D’us. O homem requer que D’us lhe aponte o que fazer. No Monte Sinai, D’us nos jogou uma corda que nos permite manter uma conexão com ELE. Quando estudamos a SUA Torá, absorvemos uma centelha de SUA Sabedoria Infinita. Quando realizamos SEUS mandamentos, tornamo-nos instrumentos no cumprimento de SUA Vontade na Terra. E quando estendemos a mão para ajudar os outros, tornamo-nos agentes da bondade e plenitude Divinas no mundo.

Cinquenta dias após deixarem o Egito, os judeus ouviram a Voz de D’us que lhes falava. O MESTRE do Universo proclamou os Dez Mandamentos que são o núcleo dos 613 Mandamentos da Torá. Quem lê a Torá em hebraico sabe que os Dez Mandamentos foram dirigidos na 2ª pessoa do singular. No Monte Sinai, D’us não SE dirigiu ao Povo Judeu como um todo. ELE falou pessoalmente a cada um de nós, pois a alma de cada um de nós esteve presente no Monte Sinai quando D’us SE revelou aos Filhos de Israel. E cada vez que abrimos a Torá, cada vez que a estudamos e praticamos o que nos ensina, estamos revivendo aquele dia tão monumental na história da humanidade.

A percepção do Divino

A Torá é eterna e é uma lição para todo judeu. Com efeito, a raiz da palavra Torá é Hora’á, que literalmente significa “instrução”. Cada vez que estudamos um trecho da Torá, devemos tirar uma lição do mesmo. Quais são, portanto, as lições transmitidas por nosso estudo dos três marcos que vimos acima: as Dez Pragas, a divisão do mar, e a Revelação Divina no Sinai? Estes marcos representam três estágios na percepção que a pessoa tem de sua relação com D’us. O primeiro ocorre quando se vivencia um milagre – um evento muitíssimo improvável: uma cura milagrosa, um socorro financeiro quando mais se necessita, a salvação em momento de extrema dificuldade, uma coincidência extraordinária ou qualquer evento que nos leve a crer que o mundo não funciona por si só. Os milagres servem para nos lembrar que há “Alguém” que rege os acontecimentos e que nos guarda. A isso o judaísmo chama de Divina Providência.

Mas os milagres são apenas o primeiro estágio de conscientização sobre o Divino, pois dificilmente causam uma impressão duradoura. A pessoa pode ficar grata e se sentir inspirada por um milagre, e isto pode fazê-la reconhecer o envolvimento de D’us em sua vida, mas, mais cedo ou mais tarde, poderá vir a acreditar que o milagre foi apenas uma grande coincidência. Os egípcios testemunharam eventos sobrenaturais – as Dez Pragas – mas os racionalizaram como coincidências infelizes ou mágicas usadas para manipular a natureza. No que tange aos judeus, apesar dos milagres que presenciaram, foi somente no Mar de Juncos que eles finalmente “creram em HaVaYaH e em Moshé, SEU servo”.

O segundo estágio da ligação com D’us é simbolizado pelo episódio no Mar de Juncos. Como está escrito no Talmud, nós, judeus, talvez não sejamos todos profetas, mas descendemos dos profetas. Todos nós, em maior ou menor grau, possuímos um pequeno dom para a profecia. Todos tivemos experiências espirituais. Para alguns, pode ser algo simples como receber uma mensagem em um sonho que se torna realidade; para outros, pode ser um sexto sentido aguçado; e para poucos judeus privilegiados, pode ser algo tão dramático como ver almas ou vivenciar uma experiência de quase-morte, em que a pessoa tem uma visão do mundo futuro. Uma experiência genuinamente espiritual causa uma impressão bem mais acentuada do que um milagre, pelo fato de ser muito mais difícil de atribuí-la a uma coincidência. Um milagre é uma improbabilidade estatística, mas uma percepção do mundo espiritual é algo vivenciado. É um evento que transforma a vida de quem a percebe.

Contudo, podemos perguntar-nos: como podemos saber se uma experiência espiritual não é produto da imaginação ou de um alucinógeno? Como diferenciar um profeta de um esquizofrênico? No antigo Israel, quem alegava ter recebido uma mensagem profética era rigorosamente examinado por verdadeiros profetas e sábios para verificar de quem se tratava – profeta ou louco. Uma experiência espiritual tem valor quando serve de ponto de partida para se chegar a um nível mais alto de conscientização do Divino, o que é alcançado através do estudo e da prática de SUA Sabedoria e Vontade.

O fato de uma pessoa realizar milagres não significa nada; afinal, os feiticeiros idólatras egípcios eram magos de grande alcance. E mesmo as vivências espirituais genuínas, por mais fascinantes que sejam, não conseguem mudar o mundo. A pessoa pode meditar e mesmo levitar dias inteiros, mas, com isso, não fará deste um mundo mais Divino. Por outro lado, aquele que se dedica a estudar a Sabedoria Divina e a verdadeiramente cumprir a Vontade Divina, praticando atos de santidade e bondade, faz muito mais do que meramente tocar os Céus: essa pessoa traz os Céus para a Terra. O homem pode ser um milagreiro, profeta ou sábio – pode estar na mais alta das montanhas e compreender tudo o que pode ser compreendido – contudo, ele nada mais é do que um ser humano finito, com os pés no chão. Acima dele está um D’us Infinito, que é desconhecido, impalpável e que não pode ser compreendido. Como pode, então, o homem finito, por maior que seja, alcançar O INFINITO? Sua própria libertação e a única libertação do mundo inteiro se dão quando O Altíssimo chega aqui embaixo e lhe diz, e diz a todos nós: “Estudem isto. Façam aquilo. E através de seu estudo de Minha Sabedoria e seu cumprimento de Minha Vontade vocês estão ligados a MIM”. Quando isto acontece, o homem e D’us se unem a um tal ponto em que não mais existem o finito na Terra e O INFINITO nos Céus. E passa a existir apenas UM.

 

Para A Prova da Existência de D’us, Parte 4, veja

· As Dez Pragas do Egito