A VERDADEIRA HISTÓRIA DE JESUS E DO CRISTIANISMO PARTE 3 (Rabi Maimônides)

apresenta:

 

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE JESUS E DO CRISTIANISMO PARTE 3 (Rabi Maimônides)

 

Por Rambám ou Rabi Maimônides (Moshé ben Maimon)

 

Queridos irmãos judeus, é muito importante que todos vocês prestem atenção e escutem o que vou lhes expor.
Saibam que a nossa Torá é o Verdadeiro e Autêntico Ensinamento Divino e foi-nos dado por intermédio de Moshé, o mestre de todos os profetas. Por meio de SUA Torá, D’us nos distinguiu do resto da humanidade (Deut. 10:15). Isto não aconteceu por causa dos nossos méritos, mas sim, foi um ato de bondade Divina, porque nossos pais reconheceram Hashém e O veneraram (Deut. 7:7-8).
Desde os tempos da outorga da Torá, (os reis das nações, instigados por muita inveja,) tentaram derrubar nossa religião pela força, pela violência e pela espada. A sua verdadeira intenção é frustrar Hashém, mas ninguém pode frustrá-LO. As nações que querem nos aniquilar pela violência fazem parte de um dos dois grupos cuja meta é frustrar a vontade Divina.
O segundo grupo consiste nos mais inteligentes e mais educados entre as nações, como os romanos, persas e gregos. Eles também tentam derrubar nossa religião e erradicar nossa Torá, mas eles o fazem por meio de argumentos.
Nem uma dessas estratégias (conversão obrigatória e conversão por argumentação) terá sucesso (Isaías 54:17). Hashém, que é A VERDADE, os ridiculariza, porque eles tentam atingir uma meta inalcançável.

Depois disso surgiu uma nova seita (os notsrím ou cristãos) que combinou as duas estratégias, a saber, a conquista (força bruta) e a persuasão, em uma, porque acreditava que este método seria mais eficaz para eliminar todos os vestígios da nação judaica e da religião judaica. Essa seita, portanto, resolveu reivindicar a profecia e inventou uma nova doutrina (bem como inventou também um novo livro “sagrado”: o “novo testamento”), contrária à nossa religião que é verdadeiramente de origem Divina, afirmando que foi igualmente outorgada por D’us. Em outras palavras, a nova seita (o cristianismo) dizia acreditar no mesmo D’us mas que ela seria a receptora de uma nova série de preceitos. Com isto ela tinha a esperança de destruir a nossa Torá. (Com este método — o de afirmar que O MESMO D’us outorgou uma nova revelação —) ela esperava suscitar dúvidas e criar confusão, já que uma se opõe à outra e ambas supostamente emanam de uma fonte Divina, o que levaria à destruição de ambas as religiões. Tal é o plano notável inventado por um homem que é invejoso e impertinente. Ele vai se esforçar para matar seu inimigo e salvar sua própria vida, mas se perceber que é impossível alcançar seu objetivo, ele planejará um esquema pelo qual ambos serão mortos.

O primeiro a imaginar e adotar este plano foi Yêshu Hanotsrí — Jesus o cristão (que seus ossos se covertam em pó). Ele era judeu porque sua mãe era judia, embora seu pai fosse gentio. De acordo com os princípios da nossa lei, uma criança nascida de uma judia e um gentio, ou de uma judia e um escravo, é uma criança judia legítima (Yebamot 45a). Jesus é apenas figurativamente denominado um filho ilegítimo [observação: na verdade, a ilegitimidade de Jesus se deve a ele ser fruto de adultério]. Ele impeliu as pessoas a acreditar que ele era um profeta enviado por D’us para esclarecer as perplexidades na Torá, e que ele era o Messias que foi previsto por todos e cada um dos profetas. A interpretação dele da Torá e seus preceitos foi tal que levou a sua total anulação — à abolição de todos os seus mandamentos e à violação de suas proibições. Os Sábios judeus (não os romanos ou Pôncio Pilatos), ao estarem cientes de seus planos, antes que sua reputação se espalhasse entre todo o nosso povo, aplicaram-lhe a punição apropriada (a pena de morte. Em outra parte, o Rabi Maimônides diz: “Jesus, que imaginava ser o messias[,] foi executado pela corte”, pelo Sanhedrín (As Leis dos Reis XI, 4). Isso é assim porque, na verdade, Jesus viveu uns 100 anos antes da data que lhe foi estabelecida pelos edomitas).

O profeta Daniel já havia aludido a ele quando predisse a queda de um ímpio e apóstata entre os judeus que se esforçaria para destruir a Lei (a Torá), reivindicar as profecias (messiânicas) para si mesmo, e alegar descaradamente que realiza “milagres” e que é o Messias (etc.) como está escrito (Daniel 11:14[, 36-39]): “Filhos renegados de teu povo tentarão se exaltar para estabelecer uma nova visão (de como “servir D’us”), mas fracassarão. E o (suposto) “rei (messias)” agirá segundo seus impulsos e se glorificará e se exaltará acima de todos os deuses (das nações); ele (também) dirá coisas estranhas contra O D’us dos deuses; ele (por fim) prosperará (entre as nações) até que seja apaziguada a ira de D’us, quando será cumprido o que ELE determinou. (Esse falso messias cristão, Jesus,) não terá consideração pelo D’us de seus antepassados (judeus, por parte de mãe), nem por Israel (seu povo de nascimento), nem por qualquer outro deus terá consideração, porque se considerará como estando acima de tudo (i.e., ele se considerará O PRÓPRIO CRIADOR de todas as coisas). … A quem o reconhecer (quer dizer, a quem o aceitar) ele concederá (na verdade, parecerá àqueles que o aceitam que é ele quem lhes estará concedendo) poder sobre multidões, honrarias e, mediante um certo preço, lhe destinará terras.”

Muito tempo depois (uns 150 anos após a sua verdadeira data de existência), os descendentes de Esaú (edomitas) criaram uma religião (a Igreja) atribuindo-a (diretamente) a Yêshu (pois eles até mesmo modificaram o tempo em que ele viveu), embora (obviamente) ele mesmo não a tenha estabelecido (pois ele viveu uns 150 anos antes dela*). E (apesar de que ele esperava conseguir extinguir, aniquilar, a Torá e com ela o povo judeu), na realidade, (suas pregações) não representaram nenhuma ameaça de extinção de Israel (de todo o povo judeu e o judaísmo), já que houve (e por todo o sempre haverá) indivíduos e comunidades cuja fé não se abalou (e nunca se abalará) por causa dele, visto que suas inconsistências eram (e sempre serão) tão transparentes para cada um. Finalmente, demos um basta nisso quando ele caiu em nossas mãos; seu destino é bem conhecido (i.e., ele foi capturado, julgado, condenado e executado por “nossas mãos”, pelos próprios judeus, pelo Sanhedrín, o tribunal judaico).

 

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Nota do Projeto Noaísmo Info

Um professor judeu nos forneceu a seguinte explicação:
“A opinião geral das fontes judaicas é a de que o culto que começou a adorá-lo (a Yêshu) muitos anos após a sua morte foi iniciado por um grupo de judeus idumeus.
Os idumeus eram originalmente edomitas pagãos, que foram forçados (em violação à Lei da Torá) a se converterem ao judaísmo pelos hasmonianos quando conquistaram Edom.”

O Rabi Abraham ibn Ezra (1089-c.1167) explica:
“Os idumeus foram os primeiros a acreditar nos ensinamentos daquele homem (Jesus).”
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* Apesar da Igreja não ter sido fundada por ele, ainda assim ela seguiu a própria conduta dele e seus ensinamentos, daí que o próprio Rabi Maimônides em outra parte diz: “Ele (o próprio Yêshu) fez os judeus serem mortos pela espada, seus remanescentes espalhados e humilhados, a Torá ser alterada e a maior parte do mundo errar e servir um outro deus e não” O CRIADOR, O D’us da Torá, O D’us de Israel, Hashém (As Leis dos Reis XI, 4).

 

Depois de Yêshu apareceu o louco (Muhammad/Maomé). Ele seguiu os passos de seu antecessor e tentou nos converter. Ele acrescentou o objetivo da aquisição do poder político para subjugar os povos sob seu domínio e assim inventou sua conhecida religião (o islamismo). Estes (dois) homens (Yêshu e Muhammad) se propuseram a colocar suas falsas idéias no mesmo nível da nossa religião que é a única Divina. Mas somente um tolo que não sabe nada dessas duas religiões (cristianismo e islamismo) iria comparar a nossa Fé dada pelo PRÓPRIO D’us com idéias e práticas religiosas inventadas por humanos. Só uma pessoa desinformada poderia pensar que a nossa religião tem algo em comum com essas (duas ou com qualquer outra) ou que a nossa religião pode ser comparada às crenças inventadas por humanos.
Os princípios dessas outras religiões (cristã e maometana) que se assemelham aos princípios das Escrituras Originais (as Escrituras Judaicas) não têm um significado mais profundo, mas são imitações superficiais, copiados e modelados a partir deles. Eles (Yêshu e Muhammad) modelaram suas falsas religiões sobre a nossa, a fim de se auto glorificarem, e satisfazerem suas (toscas) fantasias de que são semelhantes a tal e tal (personagem bíblica ou profeta, i.e., semelhantes aos verdadeiros servos de D’us, como Avrahám, Moshé ou David, por exemplo). No entanto, os sábios judeus nunca cairam em suas farsas. Consequentemente (estes dois homens, Yêshu e Muhammad) tornaram-se objetos do escárnio e do ridículo, do mesmo modo que alguém ri e sorri para um macaco quando imita as ações dos homens.

Hashém nos avisou (há muito tempo atrás) através do profeta Daniel que isso iria acontecer. Hashém revelou que no futuro apareceria alguém e anunciaria uma religião parecida com a verdadeira, com um novo livro de escrituras (Daniel 7:8). Obviamente este versículo se refere à uma pessoa, e ela estabelecerá uma religião parecida com a Torá de Hashém e ela se proclama um profeta. Daniel ainda indica que esta pessoa se empenhará em abolir e alterar a nossa Torá (e até mesmo o nosso calendário). Ele declara: “Ele procurará mudar os tempos e a lei (Daniel 7:25).”
Hashém informou a Daniel que ELE destruirá essas (falsas) religiões que são parecidas com a verdadeira (Daniel 7). Hashém nos assegurou através de SEUS profetas que Israel é indestrutível e imperecedouro e nunca deixaremos de ser o SEU povo; é impensável a destruição e o desaparecimento de Israel do mundo (Malaquias 3:6; Jeremias 31:37; Levítico 26:44). Depositem, queridos irmãos judeus, sua confiança nestas Escrituras verdadeiras.

Queridos irmãos judeus, a nossa fé nunca será destruída. Anunciem publicamente (os princípios básicos singulares da nossa Torá).
Creio plenamente que Hashém é UM e ÚNICO, que ELE é O CRIADOR, que não há unidade que é, de forma alguma, como a DELE, e que somente ELE é o nosso D’us — ELE foi, ELE é e ELE será.
Moshé é SEU profeta que falou com ELE (como nem um outro, e por isso mesmo) ele é o mestre de todos os profetas e ele é superior a todos os outros profetas, tanto antes quanto depois dele.
Hashém não mudará nem trocará a Torá. Hashém nunca dará outra Torá.
Lembrem-se, meus queridos irmãos judeus, que nunca antes ou depois uma nação inteira testemunhou uma revelação de D’us ou contemplou SEU esplendor. Este grande evento (da outorga da Torá no Monte Sinai) foi incomparável e único na história da humanidade. O PRÓPRIO D’us revelou a SI MESMO (não a um único indivíduo ou a um pequeno grupo de “escolhidos” mas) ao povo judeu (a 3 milhões de pessoas simultaneamente) (Deut. 4:32).

(Porém, infelizmente, de qualquer forma, o surgimento dessas falsas religiões, o cristianismo e o islamismo, já estava profetizado) na nossa Torá, o verdadeiro Ensinamento Divino. Hashém prognosticou que enquanto estivermos no exílio, as nações do mundo nos forçarão a seguir suas religiões, como está escrito: “E Hashém vos espalhará entre os povos e ficareis poucos em número entre as nações às quais Hashém vos conduzirá. E servireis ali (a visão que eles têm de) deus que são obra de (escrituras inventadas pelas próprias) mãos de homens (o “novo testamento” e o corão), (um conceito de deus proveniente da religião simbolizada pela) madeira (ou cruz) e (um conceito de deus proveniente da religião simbolizada pela) pedra (a rocha/caaba)”; “e Hashém te espalhará por todos os povos, desde uma extremidade da terra até a outra extremidade da terra; e servireis ali aos povos servidores de outras divindades que não conheceste tu nem teus antepassados; ao pau (ou cruz, um símbolo do cristianismo) e à pedra (ou rocha/caaba, um símbolo do islamismo) (Deut. 4:27-28; 28:64)”.

Os maometistas (muhammadistas) dizem que Deut. 18:15 e Gênesis 17:20 referem-se a Muhammad (Maomé). Citar esses versículos como provas é ridículo e absurdo ao extremo. Nem os próprios (judeus) apóstatas, que enganam ou iludem os outros com tais versículos, acreditam nisso ou nutrem quaisquer ilusões sobre isso. O propósito deles ao citar esses versículos é ganhar o favor aos olhos dos gentios, demonstrando que eles acreditam na declaração do corão (ou alcorão) de que Muhammad foi mencionado na Torá. Mas os próprios maometistas (muçulmanos) não acreditam em seus próprios argumentos, não os aceitam nem os citam, porque são manifestamente falaciosos. Visto que os muçulmanos não conseguiram encontrar uma única prova em toda a Bíblia, nem uma referência ou possível alusão a seu profeta que pudessem utilizar, eles foram forçados a nos acusar, dizendo: “Vocês alteraram o texto da Torá, e eliminaram todos os vestígios do nome de Muhammad dela”. O motivo dessa acusação reside, portanto, na ausência de qualquer alusão a Muhammad na Torá (até mesmo referente a Gênesis 17:20). Note, nos Salmos 120:5, a distinção entre Kedár e os filhos de Ismael, pois o louco e imbecil (Muhammad) é da linhagem dos filhos de Kedár, como eles (os maometistas) prontamente admitem(*.

* “Muhammad era descendente de Kedar.”
Extraído de um site islâmico.

 

Metsudat David comenta sobre “Meshech e Kedar — referente aos governos das nações do mundo, sob os quais o povo judeu está exilado.”)

 

Quanto à Deut. 18:15, a Torá fala de um profeta “do meio de vocês, de seus irmãos”, que obviamente não pode ser Muhammad. Todo profeta que Hashém nos enviar, será do meio de vocês, a saber, ele será um de vocês, isto é, ele será um judeu (Deut. 18:10-15). É obviamente claro que o profeta mencionado aqui não será uma pessoa que produzirá uma nova lei ou fundará uma nova religião.

É um fato estabelecido que Moshé, nosso mestre, é o profeta supremo. O mashíach será mais sublime e mais reverenciado do que qualquer outro profeta, exceto Moshé. E, não existe outra fé nem outra Torá além daquela que recebemos. Nem um outro mandamento seria posteriormente revelado. Qualquer profeta, sem importar sua linhagem, que diz que um dos preceitos da Torá foi abolido, contradiz e nega a declaração de Moshé: “pertencem a nós e a nossos filhos para sempre…todas as palavras desta Torá” (Deut. 30:12; 13:1; 29:28). Portanto, temos de denunciá-lo como falso profeta e se tivermos o poder de condená-lo à morte, temos de fazê-lo. (Inclusive) desconsideraremos qualquer milagre que tenha feito. Sim, qualquer pessoa que falsamente pretende ser um profeta deve ser condenada à morte (Deut. 13:3-4, 6, 11; 18:20).

Quanto ao mashíach (o verdadeiro messias), sabemos que ele se revelará na Terra de Israel. Mas ninguém saberá absolutamente nada sobre como ele vai se revelar antes disso acontecer. O mashíach não será uma pessoa que se poderá identificar anteriormente como o filho de tal e tal e de uma certa família. Ele será desconhecido antes de sua revelação, mas os sinais e milagres que ele fará serão prova de que ele é o verdadeiro mashíach.
Os cristãos erroneamente atribuem poderes maravilhosos a otó haísh — “aquele homem” (Jesus) — tais como ressuscitar os mortos e outros milagres. Mesmo isto não (é o suficiente para) nos convencer de que ele é o mashíach. Somos informados explicitamente sobre o fator de maior importância que desqualifica um profeta: se ele disser qualquer coisa que contradiga a profecia de Moshé, nosso mestre.

 

Por Rambám ou Rabi Maimônides

Baseado em “A Epístola do Iêmen”, Editora Maayanot, e na versão disponível em The Sefaria Library (tradução © Projeto Noaismo Info).
Reorganizado por © Projeto Noaismo Info

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No que os judeus e os noaítas acreditam?

No que os judeus acreditam?
Visão Judaica X Visão Cristã

 

Por Rabino Gilberto Ventura

 

O Projeto Noaismo Info apresenta esse vídeo do Rabino Gilberto Ventura para todos os cristãos (e pessoas de outras fés) que realmente queiram aprender quais são algumas das diferenças mais fundamentais entre o judaísmo e o cristianismo, como:
Qual o papel dos mandamentos?
Quem cria o mal? D’us ou Satanás?
Como os judeus expiam o pecado se não tem mais sacrifícios no templo?

É interessante e importante também aprender que a Fé Judaica é a Fé da Torá, e que a Fé da Torá não é apenas a Fé Judaica, mas é também a Fé Noaica (ou seja, a fé referente ao Pacto Universal feito com Nôach (Noé ou Noá) depois do dilúvio) ou Fé Noaítica (quer dizer, a Fé dos noaítas, os não-judeus que abandonam suas religiões e aderem à crença na Torá e no D’us de Israel, Hashém (também chamado de O ETERNO), mas que não se convertem ao judaísmo). Portanto, segundo a Torá, a Palavra Original de D’us, D’us deu dois Caminhos Espirituais para toda a humanidade, um, o judaísmo para os próprios judeus, e o outro, o noaísmo (ou o movimento bnei noach) para os não-judeus. Assim, devemos ressaltar que o noaísmo não é um ramo do judaísmo. Nós não somos judeus. Nós não nascemos de mãe judia e não nos convertemos ao judaísmo. Porém, devemos ressaltar também que o noaismo não é um ramo do cristianismo. Nós não somos cristãos (não somos yeshuanistas). Nós não cremos mais em novo testamento (ou brit hadashá). Nós abandonamos totalmente a crença em Jesus (em todas as suas formas: como messias, como filho unigênito de D’us, como co-criador do universo, como deus encarnado, como anjo materializado, como profeta, como rabino, etc). Inclusive, não cremos que algum Yeshua ben (filho de) Miriam (Maria) é hamashíach. Nós também não somos messiânicos (os autointitulados “judeus” messiânicos, que não são judeus coisa alguma, e sim cristãos fantasiados de judeus), e nem os messiânicos são noaítas. Os messiânicos são cristãos que se passam por judeus. Para que? Para querer dizer que existe pelo menos um grupo de “judeus” que acredita em Jesus (a quem chamam de Yeshua). Os messiânicos são cristãos que fingem ser judeus para tentarem fisgar judeus desinformados e não praticantes.

É até interessante que muitos Bnei Noach ou noaítas são ex-messiânicos, mas que, infelizmente, mesmo tendo deixado essa forma de cristianismo, muitos ainda se apegam ao costume de se judaizarem (de quererem continuar com práticas religiosas judaicas, mais especificamente, de quererem continuar copiando-as), seja por “sentirem” que possuem uma alma ou um coração judaico, seja por desejarem a conversão, seja por pensarem que a judaicidade* deveria ser uma questão universal (i.e., que a judaicidade deveria ser praticada por todo o mundo, e não apenas pelos próprios judeus).

 

* Dentro do próprio judaísmo temos dois aspectos de serviço espiritual a D’us. Um, é a Fé Judaica, que também pode ser chamada exatamente e simplesmente de judaísmo, a qual é universal, porque é a Fé da Torá, e é a mesmíssima Fé que a Fé Noaítica. O outro, é a Judaicidade, ou seja, a identidade judaica e a natureza judaica. A prática judaica, naturalmente e logicamente, não é universal, é particular, ou seja, cabe apenas aos próprios judeus. A Judaicidade (ou judeidade) é definida apenas dentro do próprio judaísmo, ela é definida apenas pelos próprios judeus. Não somos nós não-judeus que definimos quem é e quem não é judeu. É muita petulância querermos achar ou pensar que sim.

 

Portanto, o esclarecimento da Fé Judaica é também simultaneamente um esclarecimento da Fé Noaítica, da Fé dos noaítas ou Bnei Noach, da Fé do movimento bnei noach (sim, o noaísmo se trata de um movimento, não é uma religião). Enquanto é esclarecido a diferença entre a crença judaica e a crença cristã, ao mesmo tempo é esclarecido também a diferença entre a crença noaítica (a crença bnei noach) e a crença cristã/messiânica.

 

 

Observação: o que o Rabino Gilberto Ventura diz sobre o dia de Shabát, deve ser entendido da maneira correta, que o aspecto festivo ritualístico é particular, ou seja, foi dado por D’us apenas aos judeus, mas que a instrução por trás do mandamento religioso judaico, a idéia de separar um momento da semana para a espiritualidade, isso sim pode ser feito por qualquer pessoa (e na verdade, em qualquer dia).

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Você sabia? (Sobre Israel e o pecado e a doença)

Você Sabia?

 

No momento da entrega da Torá, o Povo de Israel não só foi curado de todas as suas doenças, mas também foi libertado do Anjo da Morte. Se os judeus não tivessem pecado (após a entrega da Torá), eles nunca mais teriam ficado doentes e nunca mais teriam morrido. Entretanto, seus pecados trouxeram de volta para si mesmos a praga da doença e da morte. (Mas,) com a chegada do Mashíach que traz a redenção, voltaremos a esse estado de saúde e vida eterna, breve em nossos dias.

 

© Rabi Yitzchak Ginsburgh
© Gal Einai
© Traduzido por Projeto Noaismo Info

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Uma Mensagem do Rabi Eli Levy

Uma Mensagem do Rabi Eli Levy (Chabad)

 

Bereshít – Uma recordação da infância

 

Estimados Leitores:

Como todo começo, Bereshít (Gênesis), o primeiro livro da Torá, oculta os segredos e as chaves da humanidade como um todo. Do mesmo modo que na vida de um indivíduo as recordações da infância ficam profundamente gravados, assim também os acontecimentos do Bereshít são chaves para o progresso de toda a humanidade.

Um detalhe interessante é a expulsão do primeiro homem Adám junto com sua mulher Chavá do Gan Éden. O homem e a mulher são criados na perfeição pelas mesmas mãos de D’us numa sexta à tarde. No Jardim do Éden eles têm todos os manjares da terra disponíveis, não existe o mal, nem a morte, nem as doenças, não há dor e eles não têm de se esforçar para subsistirem, tudo é perfeito.

Até que o homem peca e é expulso para um lugar no qual deve se esforçar para conseguir sustento, a mulher deve sofrer para ter e criar seus filhos, a luta contra o mal é constante, a dor e a morte são algo cotidiano.

A Chassidút nos ensina que a razão que D’us teve para criar o mundo é conseguir que este mundo de obscuridade com nosso esforço se transforme em um lugar para a divindade, por isso podemos dizer com segurança que o objetivo não era o paraíso, D’us queria que o humano lute e supere os obstáculos da vida. Então, por que não o criou diretamente neste mundo (obscuro)? Para que lhe mostrar o caramelo e depois tomá-lo?

Justamente essa era a vontade divina. Como na psicologia humana sempre buscamos voltar a esses momentos lindos da infância, assim também D’us queria que saibamos que o mundo em seu estado original é um verdadeiro paraíso, e está em cada um de nós voltar a recuperá-lo. O mal, a dor, a morte e a fome são apenas passageiros e circunstanciais, D’us nos deu as forças para revertê-los e, com a chegada do Mashíach, voltarmos a esse Éden.

 

Por Rabi Eli Levy
© Jabad.com (Chabad)

Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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O Judaísmo Rabínico é autêntico?

O Judaísmo Rabínico é autêntico?

Reflexões sobre a Torá viva

 

O que realmente significa ser fiel a si mesmo e às origens?

 

Por Professora Yael Shahar

 

O Povo do Livro (Não escrito)

Considerando o lugar de destaque da Torá escrita em nossos rituais comunais, muitas vezes surpreende aqueles que conhecem os judeus apenas como “o povo do Livro” que a maior parte da observância judaica não se encontra na Torá escrita. Pelo contrário, a lei judaica é a lei casuística, ou “jurisprudência”, construída ao longo de séculos de circunstâncias e respostas. A compilação quintessencial da lei judaica não é a Torá escrita, mas o Talmúd, um compêndio do tamanho da Enciclopédia Britânica que sintetiza 800 anos de discussões, argumentos, contos populares e até mesmo humor sobre o caminho certo para viver, como nação e como indivíduos.

E o Talmúd, por sua vez, esteve mergulhado por 15 séculos de discussões e respostas às circunstâncias em mudança, até os dias atuais. Assim, pode-se dizer que a Torá escrita é a base da lei judaica, da mesma forma que a Constituição Americana é a base da lei americana.

O que é o “judaísmo autêntico”

O judaísmo que conhecemos hoje — o judaísmo rabínico — seria irreconhecível para um judeu que vivia no tempo dos juízes. Aliás, o mesmo se aplicaria à lei judaica durante a Monarquia Davídica; também poderia ser irreconhecível para aqueles que estavam no Sinai.

Há aqueles que argumentam que este processo de reinterpretação contínua tornou o judaísmo de nossos dias menos “autêntico” do que o dos tempos dos nossos antepassados. Parece haver uma suposição implícita de que a Lei Judaica representada pela Torá escrita é de alguma forma mais autêntica do que a lei rabínica posterior.

Por trás deste argumento está a premissa de que “os rabinos” tinham segundas intenções que os motivou a se desviar da Torá escrita. E, no entanto, não é realmente possível atribuir segundas intenções aos Tanaím – os sábios e gigantes espirituais do período da Mishná – ou Amoraím – do período da Guemará –, simplesmente porque eles nunca representaram uma instituição unificada; a habilidosa redação do Talmúd apresenta uma imagem de unidade que nunca existiu de fato. Os sábios citados no Talmúd representavam diferentes grupos e subgrupos, alguns dos quais ficaram pelo caminho, enquanto outros ganharam o dia.

A lei rabínica é simplesmente a evolução das normas judaicas sobreviventes, incluídas as normas não escritas que se entrelaçaram com a lei escrita, e até podem tê-la precedida. Halachá incorpora não apenas um código religioso, mas também a lei civil, e durante a maior parte da história judaica, continuou funcionando como tal. As comunidades judaicas eram socialmente e legalmente autônomas, e viviam segundo suas próprias leis dentro dos impérios não-judeus maiores. Enquanto elas eram limitadas em alguns aspectos, eram autogovernadas em outros.

Embora grande parte da legislação discutida no Talmúd fosse inaplicável no exílio, sua legislação civil evoluiu para um sólido sistema econômico e social. De fato, uma das coisas mais fascinantes sobre o Talmúd (tal como é atualmente impresso) é que você pode realmente traçar a evolução do nosso atual sistema jurídico judaico lendo “do centro para a periferia” da página impressa: da Mishná para Guemará para Tosafót e comentários posteriores. Bases de dados modernas de responsas, como o Sefaria.org, lhe permitem continuar o processo além dos limites da página escrita, com responsas que chegam até os dias atuais.

A crescente Árvore da Vida

Tudo isto é para dizer que a halachá é um sistema vivo, que respira. Não é por acaso que a Torá é chamada de “árvore da vida”; ela cresce, ainda que lentamente, em resposta às circunstâncias em mudança. Voltando à analogia da lei constitucional dos EUA, podemos realmente dizer que a lei dos EUA não é “autêntica” a menos que descartemos todas as emendas e retornemos à Constituição “pura”?

Em outras palavras, admiramos a “autenticidade” das crianças. Mas o adulto é menos autêntico, simplesmente porque ele tem se adaptado às inúmeras circunstâncias que a vida tem colocado em seu caminho? Alguém diria que a criança é mais autêntica do que, digamos, um estudioso que tem passado toda a sua vida aprendendo e crescendo em seu campo, ou um músico que tem passado toda a sua vida aperfeiçoando sua arte?

Da mesma forma, o judaísmo tal como existe hoje em dia é uma cultura mais madura, tendo lidado com as vicissitudes do exílio e da falta de habitação. Não é menos autêntico do que o dos nossos ancestrais distantes. É o produto das mesmas forças que nos criaram, assim como o judaísmo de nossos ancestrais foi um produto das forças que os moldaram e definiram. Dizer que nosso judaísmo é menos autêntico por se adaptar ao seu entorno é um pouco como dizer que um pardal é menos autêntico que um velociraptor!

O Contrato com a Eternidade

Além do mais, se acreditamos que D’us tem algo a ver com nossa história, devemos ver que a Torá é dada continuamente pela mesma mão que coloca estes desafios em nosso caminho e exige que nos adaptemos a eles. A parte mais radical da frase “Torá miSinai” — Torá do Sinai — não é a noção de que a Torá foi dada de uma vez por todas. Em vez disso, é que, ao aceitar a Torá, concordamos, como nação, em nos associarmos a algo fora de nós mesmos e sermos moldados por essa força, para melhor ou para pior.

Esta é uma forma de parceria muito diferente à do Contrato Social, pelo qual os indivíduos desistem voluntariamente de certos direitos em troca de segurança. No nosso caso, concordamos em nos render, não nos direitos, mas na vontade nacional, e o fizemos cegamente, confiando em que a outra metade da parceria sabe o que está fazendo. Esta pode ser uma das razões pelas quais damos tanta ênfase ao livre-arbítrio no nível individual — porque no nível social, nós nos rendemos quase que totalmente, tendo concordado em seguir as regras que aceitamos com fé cega.

Podemos dizer que a sociedade moldada pelo nosso respeito por essas regras é inautêntica? Nós, como o músico que foi moldado por sua arte, ou o estudioso por seu aprendizado, somos o produto do que temos produzido, sob orientação da circunstância. Nós temos honrado nossa parte da Torá permitindo que ela nos molde como uma nação. Porém, ela tem sido moldada por nós também.

Para as nações, como para os indivíduos, as vicissitudes da vida são parte daquilo que nos torna quem somos; nós internalizamos suas lições e as tornamos parte de nós. Não é que nos afastamos de quem éramos — é que crescemos para abranger cada vez mais o nosso entorno. Ao fazer isso, não nos tornamos “outros”. Pelo contrário, nos tornamos “mais”.

 

Por Professora Yael Shahar

© Yael Shahar

Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Que tipo de livro é a Bíblia (Torá)?

 


“Toda a Torá foi dada para tornar este mundo físico um lugar espiritual e harmônico.” — Rabi Eli Levy (Chabad)


Que tipo de livro é a Bíblia (Torá)?

 

Por Rabi Eli Brackman (Chabad)

 

Nos últimos anos tem havido uma enorme quantidade de livros sobre a Bíblia que servem como guia para diferentes áreas da vida e perspectivas.

É possível encontrar livros sobre a Bíblia como literatura, Bíblia como arqueologia, Bíblia como poesia, Bíblia como história, Bíblia como filosofia, Bíblia como código para a ciência política e Bíblia como guia para a sabedoria nos negócios.

Em um livro muito intrigante do rabino Jonathan Sacks, The Home that we Build Together (O Lar que Vamos Construir Juntos), ele argumenta que a Bíblia Hebraica pode ser usada como um livro de texto sobre como construir uma sociedade multicultural bem-sucedida no século 21 no Reino Unido.

Similarmente, no livro Jewish Wisdom for Business Success: Lessons from the Torah and Other Ancient Texts (Sabedoria Judaica para o Sucesso nos Negócios: Lições da Torá e Outros Textos Antigos), o rabino Levi Brackman argumenta que os textos antigos da Torá podem servir como uma fonte de sabedoria e perspicácia sobre como ter êxito nos negócios.

Enquanto a sabedoria da Torá pode ter algo a dizer ao mundo contemporâneo da política e dos negócios, isto não é essencialmente o que a Torá é e pode levar a interpretações errôneas.

A Torá é essencialmente um trabalho espiritual destinado a aproximar uma pessoa de D’us e assegurar a vivência de uma vida ética e moral entre essa pessoa e sua família e vizinhos.

Isto é indicado no Mishnê Torá do rabino Maimônides (1138-1204), leis de Chanucá (Ch. 3), onde ele afirma que o propósito da Bíblia Hebraica é trazer paz ao mundo.

Para ser claro isto não significa que este é um trabalho sobre a resolução de conflitos a nível geopolítico, mas principalmente sobre a paz entre vizinhos e a harmonia familiar.

Toda a Torá é para este propósito — trazer paz entre uma pessoa e outra.

As histórias da Torá devem ser vistas de maneira similar. Não é um livro de história ou política — deve-se ver a Torá como um texto relevante para o desenvolvimento pessoal e espiritual da pessoa.

No pacto do Monte Sinái os judeus aceitaram um sistema de lei, social e espiritual, ao qual foram obrigados, além das leis universais da sociedade.

O D’us da Bíblia Hebraica é a fonte da moralidade e a Bíblia é o código de ética absoluto. “A Torá é o Ensinamento DIVINO para o povo judeu e para a humanidade.” A Bíblia Hebraica ensina como o indivíduo pode se aproximar de D’us e se tornar um ser humano mais espiritual e moral.

A Torá não é um livro de política ou história, mas de ensinamentos morais para a própria vida pessoal.

 

© Rabi Eli Brackman

Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

 

Você sabia que a Bíblia (Torá) tem uma mensagem para você, não-judeu?

Se você ainda não conhece esta mensagem, para conhecê-la, acesse

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/01/29/o-caminho-espiritual-do-nao-judeu/

e ler

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/03/08/bnei-noach-o-caminho-da-tora-para-os-nao-judeus/

 

Dedicado a Natan S. O., e em homenagem ao Rebe anterior (o sexto Rebe de Lubavitch), Rabi Yosef Yitschak Schneersohn.

Uma Mensagem do Rabi Eli Levy

Uma Mensagem do Rabi Eli Levy (Chabad)

Doze homens em conflito

 

Prezados leitores:

Aqueles que me lêem há alguns anos sabem que minha Parashá favorita é a dos espiões.

Doze homens justos, estudiosos e intelectuais. Os melhores do povo.

Mas o pecado deles foi grave, tão grave que impediu todo o povo de entrar na terra de Israel por 40 anos.

O que não está claro é:
Qual era a proposta alternativa dos espiões para a entrada na terra de Israel? Voltar ao Egito era o melhor a fazer? Viver no deserto eternamente?

Eles estavam cômodos no deserto com tudo sem esforço, o maná caía do céu, as roupas estavam limpas pelas nuvens de glória, estudavam Torá direto de Moshé. Para que mudar?

Entrar na terra de Israel implicava pegar em armas para conquistá-la, arar para obter alimento, tear para (fabricar) roupa. Quando eles teriam tempo para estudar Torá? Vivamos no deserto e estamos no paraíso.

O erro foi que esta não é a vontade de Hashém, ELE quer que nós estejamos ativos na terra, no mundo.

Para nós: Não pensemos que a vida espiritual ideal é estar recluso em uma montanha meditando e orando, Hashém quer que nós estejamos “envolvidos” no mundo e consigamos trazer a espiritualidade para a terra através do trabalho honesto e das boas ações.

Rabi Eli Levy

Por Eli Levy (Chabad)
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A existência de um povo que prova a existência de D’us

Você já parou para pensar no como e no por que o povo judeu existe até hoje (existe há 4.000 anos)?

 

É a existência de um povo que prova a existência de D’us.

 

Veja em

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/04/22/o-povo-de-dus/

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Uma Mensagem do Rabi Eli Levy

Uma Mensagem do Rabi Eli Levy (Chabad)

 

A fé da liberdade

 

Estimados Leitores:

Estamos a poucos dias da festividade judaica de Pêssach, a festa da liberdade.

Pêssach também é chamado Chag Hamatsót, a festa de matsá.

Esse biscoito seco que nos recorda anos de escravidão e séculos de exílio. O pão da aflição e o pão da fé.

Qual é a relação entre a liberdade e a fé?

Escravos do Faraó fomos e passamos a ser escravos de Hashém.

[O que hoje aprendemos disto é que] o Faraó é o mundo cruel, a dura lei da rua, a lei do mais forte. A servidão a Mitsráim são as tentações que nos dominam, as preocupações que não nos deixam dormir, os problemas que não podemos superar.

Quem é escravo de Hashém tem fé absoluta que tudo vem de Hashém. Quem tem fé não tem preocupações, tem esperanças, não tem problemas, tem desafios, não tem tentações, tem superações. Quem tem fé vê na fria estrada uma oportunidade para trazer luz e calor, vê no mundo cruel uma chance para melhorá-lo.

A “matsá” da fé é a que nos dá a força para sermos realmente livres.

Por Rabi Eli Levy
© Jabad.com (Chabad)

 

Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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Qual é a maior diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus?

Qual é a maior diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus?

 

Existem inúmeras diferenças fundamentais entre o judaísmo/noaísmo e o cristianismo.

O Projeto Noaismo Info entende que a maior e mais importante diferença entre o conceito judaico de D’us e o conceito cristão de Deus é que, segundo o cristianismo, de acordo com o seu próprio fundador, Jesus, e com o próprio Evangelho, “Deus é espírito“. Ensina o chamado “novo testamento” que Jesus, depois de morto, “entrou no próprio céu para aparecer perante a pessoa de Deus.”

Deus é uma Pessoa espiritual, o que significa que [ele] tem um corpo espiritual. Deus como indivíduo, como Pessoa com um corpo espiritual, tem um lugar de residência, e assim não pode estar em qualquer outro lugar ao mesmo tempo.

Deus é uma pessoa, um indivíduo, tanto quanto Jesus. E os cristãos, quando finalmente viverem no céu, verão Deus e também serão semelhantes a ele, mostrando que Deus é realmente uma pessoa e tem um corpo, bem como determinado lugar para estar” e viver, um lugar literal chamado “céu“.

Em contraste, o Rabi David Aaron explica que “‘Deus” é uma palavra de origem latina não encontrada na Bíblia original [a Torá], em hebraico. O nome na Bíblia que infelizmente foi traduzido como “Deus” é o tetragrama impronunciável escrito em português como Y/H/V/H — derivado das palavras em hebraico que significam “foi”, “é” e “será”.” Chamamos a abreviação Y/H/V/H de Hashém, termo hebraico que literalmente significa “o Nome”. Mas também é comum no judaísmo e no noaísmo a utilização da expressão hebraica En Sof — literalmente “O SEM FIM”, i.e., “O UM TODO-INFINITO” ou “O ILIMITADO” ou “O INTERMINÁVEL” — para denotar D’us. O Rabi David Aaron segue explicando que “o tetragrama Y/H/V/H sugere A PRESENÇA INFINITA, A REALIDADE SUPREMA, A Origem de toda a existência.

Ainda assim, a maioria das pessoas pensa que D’us é um ser — como você e eu, mas todopoderoso — e que, como nós, existe nesse mundo. Mas a Torá ensina que D’us não é um ser que existe na realidade. Hashém não existe na realidade — Hashém é A Realidade. Nós não somos a realidade. Nós existimos na realidade,  nós existimos em Hashém, dentro da realidade que é Hashém. Para encontrar D’us, você tem de se perguntar “Onde estou?” e não “Onde está D’us?”. D’us [O D’us da Torá, O D’us de Israel] não está em nenhum lugar específico. D’us é o lugar e é todos os lugares. Nós vivemos em D’us. D’us é o lugar em que existimos, a realidade dentro da qual existimos. [Por isso,] Hashém (“D’us”) não é masculino nem feminino, não é uma pessoa e não se parece com uma pessoa. Hashém não é equivalente a nenhum ser humano. Hashém (“D’us”) é A REALIDADE SUPREMA e INFINITA — Aquilo que abarca todo tempo, todo espaço e todo ser.”

Portanto, segundo o judaísmo e o noaísmo, como explica o Rabi Aryeh Kaplan: “D’us está tão elevado acima de nós (humanos) que é completamente impossível compreendê-LO de qualquer maneira. A essência de D’us não pode ser apreendida nem pelo pensamento.

Porém, isto não é tudo. Mais do que “D’us ser incompreensível (a nós, humanos), nem sequer os anjos mais elevados e nem sequer os seres espirituais mais elevados podem compreender a verdadeira essência de D’us. Portanto, D’us PRÓPRIO é [inimaginável,] incognoscível, indescritível e inonimado.

Até mesmo o tetragrama que é chamado de “nome próprio” de D’us é apenas uma alusão, porque estamos nos referindo à REALIDADE ABSOLUTA, ORIGINAL e INFINITA que simplesmente foi, é e sempre será. Algo tão vasto e abstrato não cabe em qualquer imagem ou conceito.

Não compreendemos — na verdade, não podemos entender — Hashém, mas podemos ter — e já temos — uma relação com Hashém.” Diz-nos o Rabi David Aaron.

Em vista disto tudo, não é à toa que mesmo as pessoas que pensam em D’us como alguém, como um indivíduo, questionam: “Mas como é possível ele ser todopoderoso e saber todas as coisas e ainda não ter tido um começo (se ele é só uma pessoa)?”

Mas quando elas finalmente aprendem que D’us, Hashém, é EN SOF, O INFINITO — O TODOINFINITO —, então estes questionamentos se dissipam.

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/11/19/a-nao-espiritualidade-de-dus/

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/07/01/dus-e-os-anjos/

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/03/19/grandiosidade-de-dus-ou-infinitude-de-dus/

 

Por Projeto Noaismo Info

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