Curso Bnei Noach parte 5

O PROJETO NOAÍSMO INFO APRESENTA

 

MINI CURSO GRATUITO DE INTRODUÇÃO AO TEMA DE BNEI NOACH

 

Idealizado por Projeto Noaísmo Info
Seleção, Organização, Edição: Proj. Noaismo Info

(Veja as palavras do próprio Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, sobre o trabalho do Proj. Noaismo Info em:
ABERTURA DO CURSO SOBRE BNEI NOACH)

 

BNEI NOACH: QUINTA PARTE

Por Rabi Aharón Shlezinger
Traduzido do espanhol por Projeto Noaísmo Info

 

[QUANTAS LEIS NOAÍTICAS EXISTEM?

 

Como vimos anteriormente, lugar algum (senão o livro de tese de doutorado do Aaron — que não é o Rabino Aharon — são duas pessoas distintas) diz que as Leis de Noé são “66”. Por outro lado, como explica o rabi Yitzchak Ginsburgh:
“É interessante citar que no Talmud os sábios relatam que originalmente, nas primeiras gerações da humanidade, os gentios justos aceitavam 30 mandamentos, apesar de que também se deixa claro que isso teve uma adesão de pequeno alcance e na prática os não-judeus observaram apenas 3 deles (Chulín 92a). No entanto, como está dito no Talmud de Ierushaláim (Jerusalém), no futuro os Bnei Noach aderirão a estas 30 leis (Talmud de Ierushaláim, Avodá Zará 2:1 (9a)).”

O curso “Sete Leis Noaíticas” da Yeshiva Pirchei Shoshanim revela:
“Aplicando os princípios da derivação, nós descobrimos que existem ao redor de 30 leis de Bnei Noach. O próprio Talmud em Chulín 92a confirma este número.
O rabi Aharon HaLevi de Barcelona explica em seu Sefer HaChinuch 424: “Não se engane na enumeração das Sete Leis Noaíticas que são bem conhecidas e registradas no Talmud. Elas nada mais são do que categorias que contêm muitos detalhes.”
As “7 leis” são na verdade 7 categorias de preceitos que expressam a vontade de D’US para toda a humanidade. O número total de leis básicas é de aproximadamente trinta. No entanto, este número é muito maior quando se consideram os detalhes de sua aplicação.”

 

A MENÇÃO DE] 30 MANDAMENTOS

 

No tratado do Talmud, Chulín, se ensina:
“Disse Ula: esses são os trinta mandamentos que receberam sobre si os descendentes de Noé.” Se observa que no Talmud se diz claramente que os mandamentos dos descendentes de Noé são trinta. E sobre esta base se diz no livro Asará Maamarot 3,21: “Os mandamentos de Noé consistem em sete fundamentos e trinta especificações, tal como consta no capítulo do Talmud denominado Guid Hanashe.”

[O próprio Rebe também ensinou isso:
“O povo judeu está espalhado por todo o mundo. Sua dispersão tem tido muitos propósitos. Entre eles está o cumprimento de sua responsabilidade de ensinar para os gentios as Sete Mitsvót que lhes foram ordenadas. Estas Sete Mitsvót têm um escopo maior do que parece a primeira vista. O Talmud explica que estes Sete Mandamentos produzem 30 diretivas mais específicas. Além disso, todos os sete trazem à tona o princípio geral de tornar o mundo ao nosso redor um lugar melhor e mais civilizado.”]

Como dissemos, há 7 mandamentos gerais, que incluem 30 mandamentos, cada um vinculado com um mandamento-base dos 7 mandamentos de Noé. E agora veremos os detalhes e as correspondências, tal como foram descritas pelo rabí Menachem Azaria de Fano [também conhecido como o Rema Mifano (1548-1620) (Fano é uma cidade da Itália — em alguns lugares escrevem Pano em vez de Fano)] no livro Asará Maamarot.

 

[Lista do rabi Azaria baseada no próprio rabi Aharón Shlezinger mas também no curso da Yeshiva Pirchei Shoshanim.

 


Observação do Projeto Noaísmo Info:

Os 30 mandamentos a seguir (escritas originalmente pelo rabi Menachem Azaria de Fano) são apenas citados, não são explicados, pelo rabi Aharón Shlezinger. Porém, simplesmente citá-los aqui geraria confusão. Assim, o Projeto Noaísmo Info se responsabilizou em revistar as 30 leis tornando-as viáveis de acordo com as maiores autoridades. Com o texto então revisto, o Rav Shimshon Bisker o revisou. Segue, portanto, as 30 leis do rabi Azaria citadas pelo rabi Aharón Shlezinger (e a Yeshivá Pirchéi Shoshaním) mas revistas pelo Projeto Noaismo Info e revisadas pelo rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info.

 

INTRODUÇÃO ÀS 30 LEIS DOS BNEI NOACH (30 MANDAMENTOS DOS FILHOS DE NOÉ)
Por Rav Shimshon Bisker

 

“INTRODUÇÃO MUITÍSSIMO IMPORTANTE PARA TODO ESTE TEMA DAS 30 LEIS QUE OS BNEI NOACH RECEBERAM SOBRE SI.

CONSTA NO TALMUD QUE EXISTEM 30 LEIS QUE OS BNEI NOACH RECEBERAM SOBRE ELES.

RASHI EXPLICA QUE ELAS NÃO FORAM TRANSMITIDAS.

DE TODA FORMA, CERTOS SÁBIOS ESTUDAM ESTAS 30 LEIS A PARTIR DE OUTRA PASSAGEM DO TALMUD, ONDE OS SÁBIOS DO TALMUD DISCUTEM COMO DEFINIR AS 7 LEIS DE NOACH. ELES ESTUDAM QUE TODAS AS HIPÓTESES LEVANTADAS SÃO ESTAS 30 LEIS.

AS 7 LEIS SERIAM COMO RAÍZES, E AS OUTRAS [23] COMO SUAS RAMIFICAÇÕES. PORTANTO, ELAS SE ENCAIXAM NAS 7 LEIS.

ESTAS LEIS (ALÉM DAS 7) NÃO CONSISTEM EM PROIBIÇÃO EM ESSÊNCIA, POIS A TORÁ NÃO OS OBRIGOU SOBRE ELAS, E SIM, OS BNEI NOACH RECEBERAM SOBRE ELES COMO ALGO EXTRA.

PORTANTO, MESMO SE SE TRAZ FONTE DA TORÁ, É APENAS PARA EXPLICAR O MOTIVO PELO QUAL OS BNEI NOACH RECEBERAM SOBRE SI MESMOS E NÃO QUE SE REFERE A UMA LEI DA TORÁ QUE RECAI SOBRE ELES.”

 

Observação do Projeto Noaísmo Info:
Ainda assim, isto não quer dizer que O PRÓPRIO Hashém não revelou outras leis além das sete básicas, como conhecê-LO, obedecê-LO, servi-LO, não inventar religiões, não fazer shabát, não ser cruel com os animais etc.]


 

ENUMERAÇÃO DOS 30 MANDAMENTOS

 

1° Idolatria:

(Proibição dos 10 itens)
1. Idolatria (creia na Unicidade de Hashém)
2. Passar (os filhos) pelo fogo [ou seja, sacrificá-los]
3. Adivinhação (Kosem: uma forma antiga de adivinhação)
4. Meonen: uma forma de prognóstico [porém, “a astrologia não é proibida para Bnei Noach” (Yeshivá Pirchei Shoshanim), “sempre que não se encare as forças astrológicas como forças independentes [de Hashém], pois isso sim seria idolatria” (rav Shimshon Bisker)]
5. Presságios/Augúrios
6. Feitiçaria/Bruxaria
7. Encantamentos
8. Ov (médiuns espíritas)
9. Idoní (oráculos)
10. Consultar os mortos [de qualquer forma, porém, isto apenas se refere a “fazer ação que chama o morto, como acender incensos ou trazer despachos, mas se a alma do morto aparece para a pessoa não há problema de se comunicar com ela” — rav Shimshon Bisker]

Tal como disse o rabi Yosei, que tudo o que foi mencionado em Deuteronômio 18:9-14 os filhos de Nôach foram advertidos a respeito (Sanhedrín 56a-b)[*.

 

* “Estes atos não são idolatria de fato, senão práticas secundárias.” (Yeshivá Pirchei Shoshanim)

 

Quem quiser se aprofundar sobre o tema desta lista registrada em Deut. 18:9-14 de nove práticas proibidas, adquira o livro O Místico 3, do Rav Shimshon Bisker.]

 

2° Imoralidade Sexual:

11. Proibição de relações ilícitas: incesto, homossexualidade — inclui o lesbianismo —, bestialidade
12. Fecundar-se[* (“não incumbe às pessoas individualmente, mas coletivamente” — rabi Shimon Dovid Cowen)], e,
13. Multiplicar-se[* (“não incumbe às pessoas individualmente, mas coletivamente” — rabi Shimon Dovid Cowen)]
14. Proibição de um homem casar-se com outro homem (ou reconhecimento legal de uniões homossexuais, i.e., escrever um contrato de casamento para uniões homossexuais)
15. Proibição de cruzamentos de animais de diferentes espécies
16. Proibição de castração (esterilidade) [esta lei refere-se especificamente aos seres humanos, não aos animais¹:
“a proibição de castração para os Bnei Noach é em relação aos homens e mulheres. Por exemplo, não se pode fazer a operação de vasectomia (esterilização masculina permanente) ou de laqueadura (ligadura de trompas). Apenas se é permitido quando é por motivos que obrigam por perigo de saúde” — rav Shimshon Bisker]
17. Proibição de enxertar árvores (frutíferas)

 

[* Rashi (sobre Gênesis 9:7):
“A primeira (vez na qual este texto aparece) {Gênesis 9:1} foi uma benção (de D’US), e aqui (quando o texto reaparece) é um mandamento.”

No entanto, “quando a Torá foi entregue, a obrigação inicial escrita em Bereshít [dada a Adám e depois a Nôach] não recai mais sobre os Bnei Noach. Apenas que os Bnei Noach receberam sobre si mesmos este tema de forma genérica.” — rav Shimshon Bisker

De toda forma, existe a mitsvá de “‘habitar a Terra (Isaías 45:18)’, que é uma obrigação geral de se reproduzir e criar filhos, e se aplica a homens e mulheres.” — Yeshiva Pirchei Shoshanim]

 

3° Derramamento de Sangue:

(Proibição dos 2 itens)
18. Assassinato (inclui suicídio e aborto)
19. Golpear um judeu

 

4° Blasfêmia:

20. Proibição de maldizer O NOME de Hashém ou SEUS outros NOMES
21. Honrar a Torá e os eruditos da Torá
22. Ocupar-se da Torá que lhes corresponde (a Torá das Sete Leis)[*

 

* O Rebe declarou:
“Um não-judeu deve estudar a Torá para aprender as sete mitsvót que ele é obrigado a cumprir.”

Além disso, “o Talmud diz que um ben-Noach que se ocupa com a parte da Torá que corresponde a ele é comparado ao Cohen Gadol (e nós judeus devemos respeitá-lo em especial).” — rav Shimshon Bisker]

 

5° Roubo:

(Proibição dos 2 itens)
23. Roubo/Furto/Sequestro
24. Não ocupar-se da Torá que foi dada para os filhos de Israel como herança

 

6° Tribunais:

25. Estabelecer tribunais
26. Não fazer Shabat²

 

7° Parte de um Animal Vivo:

27. Não comer animal vivo ou uma parte que foi desagregada enquanto o animal ainda estava vivo[*
“O método pelo qual a parte é desagregada do animal é irrelevante. [Em outras palavras] não importa como esta parte [se dasagregou ou] foi desagregada do animal.
(Esta lei) refere-se a mamíferos terrestres e aves. Isto significa que os animais aquáticos, insetos, répteis e anfíbios não estão incluídos nesta proibição.” — Yeshiva Pirchei Shoshanim
“Porém, de toda forma, quando possível não se deve ingeri-los com vida para não
lhes causar um sofrimento desnecessário.”¹ — rav Shimshon Bisker]
28. Não comer sangue de um animal vivo [caso a extração for ser de modo cruel*, causando sofrimento desnecessário ao animal¹ pois “é permitido comer o sangue de um animal que foi retirado em vida” — rabi Maimônides]
29. Não comer um animal morto por si só
30. Não comer carne humana

 

[* “Em caso de perigo, pode-se comer o que for necessário para não morrer.
Eu (rav Shimshon) sei que existem seitas que se colocam em perigo para não comerem determinada coisa ou fazer transfusão de sangue, isto é um erro no entendimento da vontade de Hashém revelada na Torá.” — rav Shimshon Bisker

 

Notas (do Projeto Noaísmo Info):
¹ Mesmo este grupo de 30 mandamentos ainda é básico, vindo a ter outros mandamentos derivados de alguns destes ou de todos estes. Três exemplos. Um, vimos na parte anterior o Rebe falar da Mistvá da Caridade, e de que ela é uma das principais mitsvót que existem para um ben-Noach cumprir. Outro, vimos na parte 2 o rabi Maimônides destacar a Mitsvá de nem uma pessoa inventar religião ou rituais de religião. E mais outro, quanto ao mandamento de castração, este mandamento nada tem a ver com animais. Porém, dentro da categoria de não comer animais vivos, existe mais uma outra Mitsvá, que é a de não ser cruel com os animais, e se preocupar com eles. A base desta obrigação está em Mishlê/Provérbios 12:10: “O justo se preocupa com as necessidades de seus animais.” Dentro desta proibição de crueldade para com os animais — de não lhes causar dor ou sofrimento desnecessário — é que entra o tema de “castrar animais. A instrução correta é que é permitido para Bnei Noach castrar um animal apenas em casos de necessidade, cuidando-se de não causar sofrimento desnecessário para o animal, i.e., deve-se fazê-la da forma que causará menos dor ao animal.” — Rav Shimshon Bisker

² Sobre o Shabat, o curso da Yeshiva Pirchei Shoshanim explica:
“Alguns têm incentivado os Bnei Noach a manterem uma forma de observância do Shabat [inclusive afirmando que se deve honrar o “shabat” mas não fazendo distinção entre realizar o ritual festivo chamado de shabat, que é feito apenas no sétimo dia, a cada semana, e o dia da semana que é o sétimo e último e comemora o sétimo dia da Criação — na verdade eles prestam honra ao ritual (que é o que se chama shabát) e não ao dia, e assim, por dizerem que estão “apenas” “honrando-o” eles estão também de fato observando-o, mesmo eles afirmando que não (portanto, trata-se de um jogo de palavras, trocando “guardar” por “honrar”)]. Infelizmente, há muita confusão em torno deste tema.
O Shabat foi ordenado apenas para o povo judeu, não para o mundo não judaico.” [E o que isso significa? Significa] “que um não-judeu não pode observar o Shabat nem as festas judaicas. É claro que este é um assunto sério.
O Sanhedrín 58b ensina que toda a humanidade foi originalmente proibida de manter o Shabat. O descanso [ritual] divino do Shabat era apenas de D’US. No Sinai, no entanto, Israel foi ordenado a participar no descanso [ritual] divino do Shabat como um sinal de seu pacto único com D’US. Este é o significado de Êxodo 31:12-17:
“Você falará aos filhos de Israel dizendo-lhes: ‘Vocês devem guardar MEUS shabatot, pois ele é um sinal (para todas as outras nações do relacionamento especial) entre MIM e vocês. Os filhos de Israel devem observar o Shabat, fazendo o Shabat durante todas as gerações, como uma aliança eterna. Ele é um sinal entre MIM e Israel’.”
Um ben-Noach que observa Shabat está impondo sua vontade a D’US. No entanto, esta proibição não impede Bnei Noach de terem uma conexão positiva e significativa com o Shabat de outra maneira. [Qual? O rabi Shimon Dovid Cowen declara: “o Shabat é relevante para a Lei de Noé na medida em que é um dia de reflexão sobre a criação do mundo e a existência do CRIADOR.”
Assim, ao realizar tal reflexão mediante orações, aquele ben-Noach (noaíta) que vier a desejar utilizar no sétimo dia um texto fixo, acesse
https://a-fe-original–noaismo.info/curso-bnei-noach-parte-9-guia-bnei-noach-de-bencaos-e-oracoes-revisado-e-aprovado-pelo-rav-shimshon-bisker-em-pdf-gratuito/
e baixe gratuitamente O GUIA BNEI NOACH DE BÊNÇÃOS E ORAÇÕES, revisado, aprovado e recomendado pelo Rav Shimshon Bisker.
Outras coisas que os Bnei Noach são autorizados a fazerem é:

O Rabi Dr. Michael Schulman, dono e diretor da Organização Internacional de divulgação das Sheva Mitsvot, Ask Noah International (asknoah.org) — organização esta que, graças a D’US, reconhece e aprova o Projeto Noaísmo Info —, também explica o que é “lembrar o Shabát”, mitsvá ou mandamento que os Bnei Noach não cumprem porque, na verdade, significa “lembrar (de fazer) o shabát (no sétimo dia)”, conforme as suas próprias palavras ao explicar: “Apenas os judeus são ordenados a fazer um Shabat no 7º dia.” O Rabi Dr. Michael prossegue:
“Apenas os judeus têm o mandamento de fazer bênçãos rituais de “separação” ritual após o início do 7º dia (“Kidush”: “Santificação”) para fazer uma separação ritual entre o final do 6° dia e o início do 7° dia, e após o término do 7º dia (“Havdalá”: “Separação”) [para fazer uma separação ritual] entre o final do 7° dia e o início do 1° dia[*]. Não é apropriado para um noaíta (ben-Noach) recitar quaisquer bênçãos da “Havdalá”, porque essas se aplicam apenas aos judeus. O mesmo se aplica às bênçãos do “Kidush”. As bênçãos do Kidush e da Havdalá são o cumprimento do mandamento dos judeus de “lembrar” de fazerem um Shabat [especificamente a cada 7° dia], que halachicamente significa fazer uma Declaração Verbal de Lembrança da Separação que os judeus devem fazer entre o sétimo dia e os outros dias da semana.” Portanto, se um não-judeu faz as bênçãos do Kidush e da Havdalá — se ele lembra o Shabát — “ele infringe a proibição do Código Noaítico contra acrescentar [para si mesmo] um mandamento.”

 

* Que não é o caso de apenas fazer um reconhecimento verbal de que naquele momento (o final do 7° dia) está terminando uma semana e começando outra (ciclo natural este obviamente originado pelo PRÓPRIO CRIADOR e que é reconhecido universalmente), como consta no Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações do Projeto Noaísmo Info, que como já dito, foi revisado e é aprovado pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel.]

 

[Como dito antes da enumeração das 30 Leis de Noé (30 Leis Noaíticas/30 Leis Bnei Noach)] há mandamentos considerados bases e muitos outros derivados, e muitos outros derivados dos derivados. O rabi Nisin Gaón em sua Introdução ao Talmud o elucida:
“Todos os mandamentos que dependem de dedução lógica e entendimento do coração, todos eles são obrigatórios sobre o [primeiro] humano e sua descendência para sempre.
E os mandamentos que se conhecem por tradição através das palavras dos profetas, D’US não se absteve de ordernar aos ancestrais o que era apropriado conforme a sua sabedoria. [E] para Adám [e] para os descendentes de Nôach foram ordenados 7 mandamentos. E rabi Chanina acrescentou a proibição de comer sangue de um ser vivo [caso a extração for ser de modo cruel]. E rabi Chidka acrescentou a proibição de esterilidade [universal]. E rabi Shimon [acrescentou] também a proibição de bruxarias. E rabi Yosei [acrescentou] tudo o que foi mencionado na seção [de Deuteronômio 18:9-14] que se refere às bruxarias. E rabi Eleazar [acrescentou] também mesclar animais [de diferentes espécies] e mesclar árvores, tal como consta explicitamente no Talmud. E seguiram acrescentando até que o número de mandamentos que foram recebidos por tradição chegou a vinte e oito (28), e teve aqueles que disseram que os mandamentos que foram ordenados antes da entrega da Torá eram trinta (30). E ainda que se aprendem os [30] mandamentos de uma citação bíblica [Gênesis 2:16], nem todos foram recebidos por tradição, porque o mandamento de conhecer O SANTO, BENDITO É ELE, e o mandamento de obedecê-LO e o mandamento de servi-LO se captam através do entendimento [do estudo da Torá].”

 

(O curso prossegue na próxima parte.)

 

Por Rabi Aharón Shlezinger
Traduzido do espanhol por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info

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