Curso Bnei Noach parte 26

O PROJETO NOAÍSMO INFO APRESENTA

 

MINI CURSO GRATUITO DE INTRODUÇÃO AO TEMA DE BNEI NOACH

 

Idealizado por Projeto Noaísmo Info
Seleção, Organização, Edição: Proj. Noaismo Info

(Veja as palavras do próprio Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, sobre o trabalho do Proj. Noaismo Info, e sobre a menção de outros rabinos no Curso Bnei Noach, em:
ABERTURA DO CURSO SOBRE BNEI NOACH)

 

BNEI NOACH: VIGÉSIMA SEXTA PARTE

Por Rabi Tovia Singer
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info

 

O que deve fazer um ex-cristão quando descobre que o programa de salvação do ONIPOTENTE nunca mudou, e o Caminho para expressar a SUA Verdade Eterna ainda é exclusivamente realizado dentro da Fé da Torá? Este é um dilema que confronta tantas almas buscadoras, que saíram da Igreja e embarcaram na mesma jornada espiritual que você.

De acordo com a lei judaica, os não-judeus não são obrigados a se converter ao judaísmo, mas eles são obrigados a observar as Sete Leis de Noé [ou, Noá]. Aqueles que dedicam suas vidas à observância dessas leis são chamados de B’nai Noach, Filhos de Nôach.

Este código baseado na Torá é um conjunto de imperativos morais que, de acordo com o Talmud (Sanhedrín 56a), foram dados por D’US como um conjunto obrigatório de leis para os “filhos de Noé” — isto é, toda a humanidade. De acordo com o judaísmo, qualquer não-judeu que viva de acordo com estas leis é [um noaíta e é] considerado um gentio justo e tem a garantia de um lugar no Mundo Por Vir (Olam Habá), a recompensa final dos justos (Sanhedrín 105b; Rabi Maimônides, As Leis dos Reis 8:11).

O Judaísmo não promove a conversão ao Judaísmo, mas, por outro lado, acredita que o povo judeu tem o dever de fornecer informações a aqueles interessados em cumprir as Leis de Noé. Alguns grupos judeus, de fato, têm sido particularmente ativos na promoção das Sete Leis.

Tecnicamente, o termo hebraico B’nei Noach se aplica a todos os não-judeus como descendentes de Noé. No entanto, hoje em dia também é usado para se referir especificamente àqueles não-judeus que observam as Leis de Noé [mas que podem perfeitamente serem distinguidos com o nome noaítas — “noahides”, em inglês].

Lembre-se de que você foi criado à imagem de D’US e chamado a trilhar o caminho dos gentios justos. Esta jornada é realizada pelo seu compromisso de observar as sete Leis de Noé. Embora seus números sejam incertos, existem muitos milhares de homens e mulheres com a sua formação religiosa que têm chegado a se identificarem orgulhosamente como Noaítas, ou B’nai Noah. Eles permanecem diligentemente neste Caminho Sagrado de observância das Sete Leis Noaíticas, que no final das contas trará cada um deles à PRESENÇA de D’US por toda a eternidade.

Tenha em mente, ao observar estas sete mitsvót, não dizer em seu coração: “Estou cumprindo estes mandamentos porque eles fazem sentido para o meu intelecto e compreensão.” Em vez disso, proclame que você os está cumprindo porque O D’US de Israel ordenou-lhe cumpri-los.

As sete leis Noaíticas são:

Uma vez que os filhos de Israel têm 613 mandamentos e os filhos de Noé têm sete mandamentos, é um erro supor que a proporção de valor espiritual de um gentio para um judeu é proporcionalmente 7 para 613.

Na realidade, as sete leis Noaíticas são categorias gerais de mandamentos, cada uma contendo muitos componentes e detalhes, enquanto que os 613 mandamentos da Torá são precisos, cada um relacionado a um detalhe básico da lei da Torá. Portanto, a disparidade numérica não reflete de forma alguma o valor espiritual relativo dos dois sistemas de mandamentos.

Pode-se dizer que o movimento Noaítico (movimento Bnei Noach) é a “religião” mais antiga do mundo.

Devido a sua profunda conexão espiritual com a nação de Israel, muitos gentios justos celebram simbolicamente algum aspecto das festividades judaicas. Por exemplo, não é incomum para Benêi Nôach celebrar de alguma forma a festividade de Rosh Hashaná, [conhecido também como] o Ano Novo judaico, o Dia do Julgamento. Este festival é de particular interesse para o gentio justo porque D’US julga toda a humanidade nesse dia — tanto os judeus quanto os gentios. Rosh Hashaná também é o dia em que Adám, o primeiro humano, foi criado por D’US. Assim como toda a humanidade descende de Adão, todos nós também descendemos de Noé.

A festividade de Shavuot (a Festividade das Semanas) também é de interesse exclusivo para noaítas porque os descendentes de Noé receberam seus mandamentos como obrigatórios também naquele momento. Quando a noite de Shavuót chega, os gentios justos frequentemente passam a noite inteira contemplando a ocasião importante da entrega da Torá aos filhos de Israel no Monte Sinai. Em essência, a afinidade que o gentio verdadeiramente justo sente pelo povo judeu acende em sua alma um desejo fervoroso de se apegar ao D’US de Israel e SEU povo.

No entanto, tenha em mente que quaisquer que sejam as observâncias [festivas] que B’nai Noah decidam manter [simbolicamente], eles não devem guardar o Shabat de acordo com a Lei Judaica, já que a observância do Shabat foi reservada apenas para o povo judeu:
“E os filhos de Israel guardarão o Shabat, para fazer do Shabat uma aliança perpétua por suas gerações. Ele é um sinal entre MIM e os filhos de Israel para sempre, de que em seis dias HaVaYáH fez os céus e a Terra, e no sétimo dia folgou e descansou” (Êxodo 31:16-17).

Existem gentios, no entanto, cuja conexão com os filhos de Israel é muito mais profunda do que uma devoção ao D’US de Israel e um sentimento de profunda afeição pelo judeu e sua Torá. Frequentemente, esses indivíduos peculiares sentem um anseio irresistível e um desejo insaciável de fazer parte do povo judeu por toda a vida. Na verdade, uma mulher de meia-idade recentemente confidenciou-me que sabia inexplicavelmente que era judia desde que se lembrava. Este não é um fenômeno incomum. Como a grande maioria dos Bnei-Noach foi criada na religião cristã, sua ligação com a nação de Israel sempre significou muito mais do que apenas um interesse passageiro ou fascínio efêmero. Esses são os gentios que experimentam um chamado irresistível para se converter ao Judaísmo.

Ironicamente, existem alguns gentios que têm este desejo inegável de se conectar de alguma forma com o povo judeu e, por engano, tropeçam no movimento messiânico. Quando, pela primeira vez, ouvem falar de cristãos que adoram empregando símbolos e liturgia judaicos, seus corações se enchem de entusiasmo e alegria. Eles concluem que o movimento messiânico é exatamente o que eles procuravam. Eles acreditam que podem finalmente expressar seu desejo de se associar ao Judaísmo frequentando congregações messiânicas. Uma vez imersos nesses grupos, no entanto, não demora muito para que percebam que uma casa de culto messiânica nada mais é do que uma Igreja evangélica, enganosamente projetada para parecer uma sinagoga com o propósito de atrair judeus que poderiam, de outra forma, resistir às armadilhas cristãs de uma Igreja. Eles finalmente entendem que o movimento messiânico é a própria antítese do que eles pensavam que estavam aderindo. Eles finalmente se dão conta de que este movimento moderno busca transformar judeus em cristãos, usando meios nefastos.

Em essência, eles concluem corretamente que, embora o verniz do movimento messiânico seja cuidadosamente elaborado para parecer etnicamente e culturalmente judaico, ele é totalmente cristão, e então procuram em outro lugar o serviço [espiritual] judaico autêntico. Portanto, os convertidos genuínos ao judaísmo frequentemente se associavam no passado a uma congregação messiânica.
Para aprender mais sobre os messiânicos (que se autointitulam “judeus” messiânicos), que na verdade são cristãos evangélicos hebraístas disfarçados de judeus, veja

Um alerta especialmente para os judeus (Cuidado com os autointitulados judeus messiânicos)

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O caminho sagrado que emerge da decisão de se converter à fé judaica difere significativamente do compromisso de continuar como Benei Noach. Pois enquanto o noaíta abraçou a fé do povo judeu [a Fé da Torá], o convertido justo, por outro lado, tornou-se de todas as maneiras parte do povo judeu — compartilhando em sua totalidade sua Torá, bem como sua maravilhosa história e destino eterno.

A distinção entre o justo convertido ao judaísmo e o noaíta é muitas vezes difícil para os cristãos compreenderem. Pois enquanto o cristianismo e o islamismo são apenas religiões de credos, o povo judeu é um grupo etno-religioso, compreendendo tanto uma fé única quanto uma nacionalidade distinta. O povo judeu define sua identidade através de uma antiga herança ancestral pactual e destino comuns, e de uma afiliação religiosa.

Por exemplo, se um cristão declara que não acredita em Jesus, ele ainda é um cristão? Ou se um muçulmano confessa que não confia no profeta Mohammed, ele ainda é muçulmano? Certamente não. Por outro lado, se um judeu declara que não acredita em D’US, ou se ele abraçou as divindades estranhas de povos vizinhos, como Hare Krishna ou Jesus, ele ainda é judeu? Sim, embora seja um pecador que é chamado pelos profetas ao arrependimento. Paradoxalmente, a palavra religião não aparece em nenhum lugar da Bíblia. O povo judeu é conhecido como “Am“, uma nação.

A tradição judaica sustenta que os convertidos genuínos possuem uma alma judaica em migração e, portanto, clamam incansavelmente a D’US pela clareza de sua verdadeira identidade.

Um rabino nunca aceita levianamente o pedido de um gentio para se converter ao Judaísmo. Pelo contrário, esta petição é examinada com a maior preocupação e apreensão.

O rabino que é solicitado a realizar uma conversão, em quase todas as situações, irá tentar repetidamente dissuadir o peticionário de prosseguir com sua conversão e mandar embora o converso em potencial. Esse esforço de dissuasão continuará durante todo o processo de conversão. Pois, uma vez que um gentio se converteu ao judaísmo, não há como voltar atrás. Não pode haver anulação desta decisão eterna. Uma vez que a conversão ocorreu, o convertido é para sempre judeu.

Tenha em mente que não é pecado para um gentio comer carne de porco ou realizar trabalhos no dia de sábado. Uma vez concluída sua cerimônia de conversão, porém, o judeu por escolha é obrigado a observar todos os 613 mandamentos como qualquer outro judeu.

Se um convertido retrocede e retorna aos seus antigos caminhos gentílicos, D’US nos livre, a conversão que ele viveu se torna agora sua aflição espiritual. Em certo sentido, ele estaria muito melhor se ele não tivesse se convertido, pois antes da conversão esses atos não eram considerados pecaminosos, mas como judeu, são proibidos. Os rabinos são extremamente sensíveis a isso, e analisam cuidadosamente os conversos em potencial.

Vemos esse princípio descrito na Bíblia também.

Quando Ruth implorou à sua sogra, Noemi, para voltar com ela para a terra de Israel e juntar-se ao povo judeu, Noemi fez três tentativas para dissuadir sua nora. Somente depois que Noemi percebeu que Ruth era inabalável em seu compromisso de retornar, Noemi cedeu e a trouxe para sua casa em Belém (Rute 1:8-18). Ruth emergiu como uma das mulheres mais extraordinárias da história judaica e a avó do Rei David.

Que O MISERICORDIOSO o guie em seu próprio caminho sagrado.

Atenciosamente,
Rabi Tovia Singer

 

(O curso prossegue na próxima parte.)

 

Por Rabi Tovia Singer
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info

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