Curso Bnei Noach parte 23

O PROJETO NOAÍSMO INFO APRESENTA

 

MINI CURSO GRATUITO DE INTRODUÇÃO AO TEMA DE BNEI NOACH

 

Idealizado por Projeto Noaísmo Info
Seleção, Organização, Edição: Proj. Noaismo Info

(Veja as palavras do próprio Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, sobre o trabalho do Proj. Noaismo Info em:
ABERTURA DO CURSO SOBRE BNEI NOACH)

 

BNEI NOACH: VIGÉSIMA TERCEIRA PARTE

Por Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel, e, por Rabi Akiva Zweig
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info

 

[A OBSERVÂNCIA DAS SETE CATEGORIAS DE LEIS DE NOÉ TAMBÉM IMPLICA A PROIBIÇÃO DE INVENÇÃO DE RELIGIÃO E A PROIBIÇÃO DE JUDAIZAÇÃO*

* Judaização: parecer-se judeu e assumir rituais caracteristicamente judaicos.

 

Como vimos na parte 15, o rav Yitzchak Ginsburgh, fundador e diretor do Instituto Gal Einai, Israel, declara:
“Tem de ficar absolutamente claro que todo não-judeu que deseje se tornar um gentio justo comprometido com as leis dos Bnei Noach é proibido de se definir como membro de qualquer outra religião”, o que inclui, naturalmente, o Judaísmo (mais exatamente a Judaicidade — ou Judeidade), como veremos a seguir.]

Tanto judeus quanto não-judeus são proibidos de criar novas religiões (chidushei dat). [“Como declara o rabi Maimônides: “Eles [os não-judeus] não têm permissão de originar uma religião e de fazer mitsvót de sua própria invenção.”” Citado pelo Rebe.] Quem cria uma nova religião está, por padrão, rejeitando a crença na verdade da Torá, em Moshé (o maior profeta da história), e na autoridade de D’US. A Torá, que contêm tanto as leis noaíticas quanto as leis judaicas, foi dada para permanecer por toda a eternidade. A Torá afirma isso em nada menos que 24 lugares! (Êxodo 12:14, 12:17, 12:43, 27:21, 28:43, Levítico 3:17, 7:36, 10:9, 16:29, 16:31, 16:34, 17:7, 23:14, 23:21, 23:31, 23:41, 24:3, Números 10:8, 15:15, 19:10, 19:21, 18:23, 35:29, Deuteronômio 29:28) As novas religiões que negam a autoridade eterna da Torá não devem receber legitimidade. Este princípio se aplica igualmente ao cristianismo, ao islamismo, ao budismo ou a qualquer religião posterior à Torá, independentemente de se estas religiões observam totalmente ou parcialmente as [sete] leis [básicas] dos Filhos de Noé. [E isso sem levar em consideração o fato de que] só temos conhecimento das Mitsvót Bnei Noach (leis noaíticas) por causa das tradições orais judaicas. [E como explicado pelo Rebe, cabe aos “judeus, [como] ‘uma luz para as nações’, lhes mostrar como servir D’US da maneira que elas foram ordenadas.”]

Na mesma linha, nem um noaíta nem um judeu podem alterar a religião que a Torá estabelece para ele. Fazê-lo é também uma rejeição da Torá, da vontade de D’US, e a criação de fato de uma nova religião. [O rabi David Sperling explica: “A religião judaica ocupa um lugar especial para os não-judeus que desejam aproximar-se para servir O SENHOR e fazer parte do SEU mundo. Nós não acreditamos que alguém seja judeu e “salvo” ou não-judeu e, portanto, (D’US nos livre) “maldito”. Em vez disso, toda a humanidade tem a sua parte no serviço de trazer a DIVINDADE a este mundo. Este serviço especial para os não-judeus é chamado de leis noaíticas, e elas são um sistema completo para o mundo inteiro se elevar da adoração de ídolos, e viver vidas sagradas.
Talvez o conceito mais básico nestas leis seja o reconhecimento de que D’US tem um pacto especial com o povo judeu, que, principiado com Abraham, se expressou na Entrega da Torá (incluindo os Dez Mandamentos) no Monte Sinai. Devido a este relacionamento especial, os mandamentos para o povo judeu são diferentes dos que se aplicam aos não-judeus. E apesar de muitos destes mandamentos poderem ser cumpridos também por não-judeus, alguns deles que expressam a natureza especial do relacionamento entre D’US e SEU povo, são apenas para judeus.”] Por exemplo, um noaíta não pode observar dias sagrados não ordenados para ele. Isto inclui dias festivos como o Shabát ou o Pêssach; estes dias foram ordenados apenas para o povo judeu. [Até como bem já vimos na parte 5, “o Shabat é um pacto entre O CRIADOR e o Povo de Israel.” (Rav Sany Sonnenreich)] Da mesma forma, a mezuzá e o Tefilín são símbolos ordenados apenas para os judeus e não para os noaítas. Observá-los pode constituir a criação de uma nova religião e ninguém receberá nenhuma recompensa por sua observância. No entanto, os Bnei Noach (noaítas) podem observar qualquer mandamento dado para os judeus que: 1) tenha uma razão lógica por trás disso, e 2) seja de benefício positivo para a pessoa ou para a sociedade. Porém, sua intenção não pode ser realizar o mandamento unicamente porque ele acredita que é um mandamento religioso. Se esse fosse o seu motivo subjacente, ele estaria errado, já que o mandamento é apenas para os judeus e não para os noaítas.
O rabi Moses Feinstein, possivelmente a maior autoridade sobre a lei judaica no século 20, escreveu enfaticamente que um noaíta que decide manter os mandamentos da Torá destinados apenas para os judeus não recebe recompensa nem bênção por suas ações. (Igrot Moshe YD II:7) [A propósito, é de suma importância ter-se o seguinte discernimento, como o explicou o rav Shimshon Bisker:
“Além do proibido e do permitido, tem o que é propício e o que não é propício. Então é claro que nem tudo que não foi proibido de maneira explícita é propício fazer.
Tem de ter muito cuidado.” O rav Sany Sonnenreich nos dá um típico exemplo disto. Perguntado sobre se um não-judeu pode usar talít, ele responde: “Olha, pode, mas não precisa. Mas poder, pode.” Porque no campo do fazer, tudo é fazível. Agora, naturalmente, como explicado pelo rav Shimshon Bisker, o fato de não ser explicitamente proibido não significa que não é indevido.

De toda forma, quanto à recompensas ou benefícios, é necessário aprendermos o seguinte:
“Uma pessoa está verdadeiramente próxima de D’US apenas quando seu serviço [espiritual] é realizado “sem a intenção de receber uma recompensa” — unicamente para se aproximar DELE. A verdadeira proximidade de D’US, então, é quando a pessoa não considera os benefícios que receberá ao observar mitsvót, mas ela simplesmente quer estar perto de D’US como um fim em si mesmo.
Que [você] se aproxime de D’US sem qualquer pensamento de possíveis benefícios que podem advir [das mitsvót].” (O Rebe)]

E mais, nem sequer existe “judeu” noaíta [ou noaíta “judeu”]. O caminho [espiritual] noaítico não é uma forma de os não-judeus participarem da religião ou do ritual judaico. É um caminho para eles serem não-judeus segundo a vontade de D’US: como bnei Noach (noaítas). Um não-judeu que aceita as leis noaíticas por causa do pacto sinaítico permanece um não-judeu. A única mudança prática está na natureza de sua recompensa. No entanto, quando um não-judeu se converte, a conversão lhe confere uma identidade jurídica, metafísica e espiritual completamente nova. Bnei Noach (noaítas) podem aceitar quaisquer mitsvót adicionais desde que essas mitsvót sejam lógicas e benéficas para a sociedade e o indivíduo. Além disso, eles não podem aceitar essas mitsvót unicamente por motivos religiosos. Caso contrário, sua aceitação constituiria um acréscimo à sua fé noaítica.

Chidúsh (pl. Chidushim; Chidushei) Dat (lit. nova visão) [ou seja, a transgressão de Invenções ou Imitações Religiosas (imitações inclusive de práticas caracteristicamente judaicas)] não existe para reduzir ou restringir a identidade de um noaíta. Em vez disso, Chidúsh Dat existe para definir os limites do relacionamento de um noaíta com seu CRIADOR. Ele delineia onde termina o judaísmo e onde começa o noaísmo (movimento Bnei Noach). [Pois, como nos explica o Rav Shimshon Bisker: “Muitos [rabinos] acabam exigindo demasiado de um ben-Noach e outros acabam permitindo demasiado, e a vontade de Hashém tem de ser expressada da maneira mais fiel à origem, pois ninguém tem como mudar a vontade de Hashém, a gente tem de estar em harmonia com a vontade de Hashém.” Assim] um noaíta pode beber do mesmo poço [a Torá] que o judaísmo e compartilhar suas crenças e valores fundamentais, mas ele tem uma identidade totalmente separada e distinta do judaísmo. Bnei Noach (noaítas) têm suas próprias mitsvót e missões especiais no mundo, assim como os judeus têm as suas. O noaísmo (movimento Bnei Noach) não é um “judaísmo para não-judeus”. Tampouco ser um noaíta é uma forma de os não-judeus participarem do judaísmo. [De fato, “a Torá não exige nem tolera não-judeus imitando as práticas dos judeus”, nos declara o rabi Adin Steinsaltz.] Para os não-judeus que desejam observar os rituais ou os festivais judaicos de maneira judaica, o rabi Maimônides ensina que a conversão ao judaísmo é sua única opção.

[De toda forma, um dos grandes líderes de nossa geração, o Rebe de Lubavitch, ou simplesmente, o Rebe (rabi Menachem Mendel Schneerson), nos esclarece:
“Todas as bênçãos vêm de D’US — O CRIADOR e MESTRE do universo — QUEM estabeleceu um código de conduta moral para toda a humanidade, conhecido como As Sete Leis de Noé, com todas as suas ramificações.
Toda moralidade deve basear-se na consciência do CRIADOR e MESTRE do mundo, do OLHO que vê e do OUVIDO que ouve que em SUA Divina Providência zela por nós em todos os momentos e em todos os lugares. As Sete Leis de Bnei Noach [são] a base de toda moralidade.
Por isso, fortalecer a observância destas leis morais no dia a dia e na conduta amplia os canais para receber as bênçãos do CRIADOR em todas as necessidades.”

E para finalizarmos esta exposição,] o rabi Akiva Zweig:
“Segundo o judaísmo, estas leis de moralidade e condescendimento são universais. Todos e cada um dos seres humanos do planeta [incluindo o próprio judeu] estão sujeitos a estas mesmas regras e éticas. Estas leis universais descrevem os parâmetros básicos de uma sociedade que reconhece O D’US ÚNICO como CRIADOR do Universo e REI de toda a humanidade. Além disso, essas são as ÚNICAS leis universais. Este conceito de que essas são as ÚNICAS regras não pode ser ignorado. Esta exclusividade significa necessariamente que o único requisito de D’US para viver uma autêntica existência ordenada e tolerada por D’US é acatar este conjunto de regras.

O significado deste ensinamento exclusivamente judaico é que a adesão a estas leis e ética universais é a base de todo comportamento social, e trará qualquer recompensa presente ou existência futura de longo prazo que D’US proporcione. Toda a existência é destinada a TODAS as pessoas. Este mundo foi feito para todos os humanos, e o ÚNICO requisito são estas regras noaíticas.

A genuína visão judaica de mundo é aquela em que todas as pessoas refletem a Divindade, têm direito a existir, têm direito a ter um relacionamento com D’US, e um sistema através do qual se proteja estes direitos. [Esta visão] foca na Divindade de CADA ser humano e no respeito inerente que se deve a cada pessoa. Esta é a razão fundamental pela qual os judeus não procuram fazer proselitismo. Não existe uma noção judaica de que os judeus precisam “salvar” outros humanos. Isto ocorre simplesmente porque TODA a humanidade pode e deve ter seu próprio relacionamento único com D’US no âmbito das leis universais noaíticas. Os judeus não fazem proselitismo porque não há necessidade de “salvar” outros com o judaísmo, e porque os judeus não têm a missão de impor o judaísmo à humanidade.

A visão judaica ensina o respeito por todos os homens e seus direitos à existência, e por cada pessoa ter seu próprio relacionamento único com D’US sob o âmbito muito amplo dos princípios noaíticos.

Que D’US, ou como dizemos no judaísmo, que Hashém nos abençoe a todos para reconhecermos e observarmos estas leis universais noaíticas, e aprendermos a respeitar a Divindade em cada ser humano. Desta forma, certamente encontraremos tolerância, paz e harmonia para a humanidade, e elevação e realização espiritual em um relacionamento com SEU GRANDE NOME.”

 

(O curso prossegue na próxima parte.)

 

Por Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel (conteúdo extraído do Curso “As Leis Noaíticas” em inglês)
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info;
E por
 Rabi Akiva Zweig
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info

© Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel
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Em memória de A.T., e dedicado a Y.B., e E.A.

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