Curso Bnei Noach parte 15

O PROJETO NOAÍSMO INFO APRESENTA

 

MINI CURSO GRATUITO DE INTRODUÇÃO AO TEMA DE BNEI NOACH

 

Idealizado por Projeto Noaísmo Info
Seleção, Organização, Edição: Proj. Noaismo Info

(Veja as palavras do próprio Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, sobre o trabalho do Proj. Noaismo Info em:
ABERTURA DO CURSO SOBRE BNEI NOACH)

 

O Projeto Noaísmo Info traz, graças a D’US, um tema instigante que, infelizmente, é adentrado envolto de distorções e equívocos e muita confusão.

 

BNEI NOACH: DÉCIMA QUINTA PARTE

Por Rav Yitzchak Ginsburgh
(fundador e diretor do Instituto Gal Einai, em Israel)
Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info

 

O QUE É CABALÁ?

 

A Cabalá é o estudo de D’US. Ela remonta a Abraão (quase quatro mil anos). Os estudantes da Cabalá desejam conhecer D’US a fim de imitá-LO e assim aproximar-se DELE.

A primeira pessoa que dedicou sua vida para descobrir e se aproximar de D’US foi Abraão. Sete gerações depois de Abraão, os israelitas mereceram encontrar D’US no monte Sinai e receber a Torá. A Torá contém não apenas instruções para viver a vida de acordo com a vontade de D’US, mas também, escondido dentro dela, o projeto de D’US para a Criação. Junto com a Torá que D’US deu a Moisés no Sinai, ELE deu 613 mandamentos ao povo judeu, e 7 mandamentos que devem ser observados por toda a humanidade.

A Torá tem dois aspectos ─ “o revelado” e “o oculto” ou o “corpo” e a “alma”.

O “corpo” da Torá é composto de leis de comportamento. Estas leis [mitsvót, em hebraico] expressam a vontade de D’US para o nosso bem supremo e absoluto neste mundo e no Mundo Vindouro. Em hebraico, este aspecto da Torá é chamado de “o corpo da Torá” ou “a dimensão revelada (da Torá).”

A “alma” da Torá ─ ou Cabalá ─ é composta dos segredos relativos a D’US, O CRIADOR, o processo criativo e a PROVIDÊNCIA de D’US sobre a Criação. Em hebraico, este aspecto da Torá é chamado de “os segredos da Torá” ou “a dimensão oculta (da Torá).”
Um estudante animado com o poder dos ensinamentos místicos da Cabalá deve dar-se conta de que a expressão mais plena destes ensinamentos provém da observância diária da lei da Torá.

Portanto, uma interpretação errada que infelizmente tem sido disseminada em nossa geração é que a Cabalá é de alguma forma um conjunto de conhecimento separado da Torá. A Cabalá não existe independentemente ou distintamente da Torá. A Cabalá faz parte da Torá e seus mandamentos. Na verdade, a Cabalá é um aspecto da Torá [ou, em outras palavras, a Cabalá é uma forma de se entender a Torá]. Portanto, idealmente, os alunos sérios estudam simultaneamente tanto a lei da Torá [as mitsvót] quanto a Cabalá.

Existem dois tipos básicos de Cabalá:
• “Cabalá contemplativa”;
• “Cabalá prática”: destina-se a alterar a natureza da existência e mudar o curso dos eventos através de técnicas ritualísticas.

No entanto, não há mais necessidade da Cabalá prática, ensinou o rabino Ba’al Shem Tov! Desde a época do Ba’al Shem Tov, a Cabalá é exclusivamente para trazer alguém para perto de D’US e revelar o Mashíach. O poder da alma de afetar as coisas em nosso mundo é chamado de determinação consciente. Este poder da alma tem sua origem ─ esta consciência deve se basear ─ puramente em uma fé simples e absoluta na essência de D’US, como ensina o Ba’al Shem Tov. O poder da determinação consciente é muito mal compreendido e às vezes mal utilizado.

[Portanto, Cabalá não é magia (e mesmo a Cabalá prática, que não se usa mais, não era alguma forma de magia), D’US nos livre.

E outra coisa muito importante para se saber é que] a lei judaica proíbe terminantemente o uso da sabedoria da Cabalá para prever o futuro.

[Além de tudo isso,] algumas pessoas confundem Cabalá com religiões orientais. [Cabalá nada tem que ver com budismo, hinduísmo ou coisas do gênero, nem com “yoga moderna” ou ocidentalizada (que se afirma que não está mais associada à sua forma original ─ aparentemente destituída de suas conexões idolátricas ─), mesmo que alguém afirme que pode pensar em Havayáh[*] (Hashém) durante a prática.
Não se deve praticar reiki nem Tai Chi nem Yoga (todas essas práticas são proibidas para judeus e não-judeus).]
A yoga tem energia negativa que é conectada a Avodá Zará, a adoração de ídolos, e portanto é inaceitável, mesmo se a pessoa que a pratica não tem estes pensamentos negativos.
As formas orientais de meditação são estritamente proibidas. Toda sabedoria deve derivar da Torá.

 

[* Como explica o professor Dr. David Zumerkorn:
“Havayáh é a maneira permitida de pronunciar o Tetragrama.”

[Como vimos na lição 11 (onde também aprendemos o seu significado),] Havayáh é a pronúncia usada para O NOME essencial de D’US escrito com as quatro letras י־הוה (yud, hei, vav, hei).
O NOME essencial de D’US é certamente a palavra mais importante na Torá. Nos Cinco Livros de Moisés este NOME aparece exatamente 1820 vezes.
(Observação do Projeto Noaísmo Info: isto significa que Havayáh (Y-H-V-H) é a PRÓPRIA ASSINATURA de D’US na Torá. E como bem o diz o rabi Ari Shvat: “Y/H/V/H não é usado para nada além DELE.” Então, o
bviamente, nem um outro livro sagrado de qualquer religião no mundo possui A ASSINATURA de D’US.)]

 

[Cristianismo e Islamismo]
Embora as “religiões filhas rebeldes” que nasceram do judaísmo não sejam corretas em seu sistema de crenças, elas representam uma progressão positiva em relação ao paganismo que as precedeu [(pois espalharam pelo mundo as idéias originárias da Torá de um único deus transcendente, de uma palavra deste deus, da Criação do mundo por este deus etc), segundo o Rabi Maimônides]. De qualquer forma, toda “crença” deve estar de acordo com a crença no D’US ÚNICO de Israel e em SUA Torá. A Torá é um modo de vida completo. Os sábios (judeus) ensinam: “Não acredite na Torá de uma fonte não-judaica”, que significa que não existe um verdadeiro modo de vida, para qualquer povo ou indivíduo, a não ser o da Torá[²]. A Torá de Israel, que é o projeto de toda a Criação, contém o modo de vida completo e retificado para um judeu, baseado em 613 mandamentos, e para não-judeus, baseado em 7 mandamentos. As centelhas de sabedoria presentes em fontes não-judaicas devem retornar à sua verdadeira fonte ─ a Torá.

O verdadeiro estudo da Cabalá é o estudo de como se tornar próximo de D’US e imitar SEUS atributos Divinos. Toda cura e bênção vem exclusivamente disto e de nada mais. Se a pessoa ou instituição que se propõe a ensinar Cabalá lhe diz que você tem raros poderes espirituais, ou lhe promete poderes espirituais, esse é o primeiro sinal de que essa fonte não é a Cabalá autêntica.

A Cabalá é antes de tudo o estudo de D’US, O CRIADOR. Quando, com toda a sinceridade de coração, investigamos as manifestações de D’US no mundo e procuramos imitar SUAS qualidades dia após dia, hora após hora, é impossível não refinar nossa personalidade no processo. Quanto mais refinamos nosso caráter imitando D’US, mais nos aproximamos da PRESENÇA DIVINA e, portanto, somos mais capazes de compreender a realidade e experimentar D’US na Criação. O estudo da Cabalá depende da devoção e do verdadeiro desejo do coração do estudante. Este é um pré-requisito ─ o verdadeiro desejo do coração deve ser aproximar-se de D’US.

A aprendizagem verdadeira e sincera da Cabalá autêntica conduz a pessoa a dois objetivos simples:
Primeiro, entender que D’US está em toda parte ─ em cada faceta de nossas vidas. Nosso objetivo é descobrir D’US e nos conectar a ELE em tudo o que fazemos.
O segundo objetivo é pegar o que aprendemos e difundi-lo, ensiná-lo e despertar os outros. Cada um de nós tem uma missão dada por D’US ─ espalhar a boa luz de D’US até mesmo nos cantos mais escuros do mundo. Independentemente da idade, do sexo ou da origem, cada pessoa foi trazida a este mundo para que, à sua maneira única, mude o mundo para melhor. O objetivo de cada indivíduo deve ser fazer a sua parte para transformar este mundo em uma morada para O INFINITO, ABENÇOADO É ELE, D’US ─ um mundo cheio de benevolência, saúde, felicidade e paz verdadeira.

Uma vez que a Cabalá é o estudo de como se tornar próximo de D’US e imitar SEUS atributos Divinos, idealmente, todos devem ser capazes de estudar a Cabalá. Claramente, D’US deseja que todos os seres humanos se aproximem o mais possível DELE. Assim, a Cabalá é importante para todas as pessoas. Dito isto, é importante esclarecer que cada um de nós tem de estudar a Cabalá em seu próprio nível individual, o que, ao contrário dos equívocos comuns, pode não ter nada a ver com idade, gênero ou qualquer outra limitação imaginada.

Por onde eu começo? Não há realmente nenhum ponto exato para começar seus estudos. Aprender Cabalá é sobre como reconhecer, experimentar e se aproximar de D’US. Qualquer assunto ou tópico específico que você escolher o levará ao mesmo destino. Portanto, você pode começar por onde você quiser.

No entanto, ao aprender qualquer texto [cabalístico] em português, deve-se lembrar que a tradução em português de termos hebraicos nunca pode ser exata. O hebraico é essencial para a compreensão dos segredos mais profundos da Cabalá.

Uma vez que a Cabalá é parte da tradição judaica, muitas vezes se supõe erroneamente que ela não tem nenhuma pertinência para não-judeus. Entretanto, [como já temos visto,] grande parte da Cabalá é pertinente a todos os seres humanos, já que o estudo da Cabalá desperta em todos os estudantes o desejo de adorar O UM SÓ D’US, como ordenado na Torá para toda a humanidade.

A Torá prevê que cada ser humano se tornará um servo justo do D’US ÚNICO de Israel, exclusivamente. Para um não-judeu, isto significa tornar-se um gentio justo[*], a menos que ele deseje prosseguir ainda mais e se converter ao judaísmo. Grande parte da Cabalá é pertinente à consciência dos gentios justos. A Cabalá desperta a pessoa para a verdadeira adoração a D’US, um mandamento relevante para toda a humanidade. Para adorar, é preciso ter consciência das, e experimentar as, emoções do amor e do temor a D’US, dois dos seis mandamentos constantes do coração ─ estes mandamentos são relevantes para homens, mulheres e crianças[¹]. Para experimentar estas emoções, é preciso ter conteúdo e informações. Claramente, para que os não-judeus estudem Cabalá ─ que, afinal, é uma expressão intrínseca da fé judaica ─ eles têm de se identificar com o recebimento dessa sabedoria através do canal da Torá e do Povo Judeu[*], e se comprometer a adorar O UM SÓ D’US de Israel e viver de acordo com os sete mandamentos dados por ELE a Noé para todos os povos.

 

[* O que significa, obviamente, que por mais que uma pessoa não-judia religiosa seja realmente boa, e por mais que uma pessoa não-judia pertencente a qualquer religião cumpra de alguma forma estes sete princípios universais como regras de sua religião ─ ou como regras sociais ─, ela não se torna dessa maneira um gentio justo ─ um ben-Noach, ou noaíta.

 

Sim,] tem de ficar absolutamente claro que todo não-judeu que deseje se tornar um gentio justo, alguém comprometido com as leis dos Bnei Noach, é proibido de se definir como membro de qualquer outra religião[*], pois se entrega completamente à autenticidade e à verdade da Torá [e] reconhece o povo de Israel, os Bnei Yisrael, como o povo escolhido de Havayáh.

 

[* Mas não aprendemos já na segunda lição (Parte 2), com o Rabi Yirmiyohu Kaganoff, que Bnei Noach não é uma religião, além de que uma das Mitsvót Bnei Noach além das 7 é exatamente “não originar uma religião”? Sim, é verdade. Mas como o explica o Rabi Dr. Michael Schulman, da Ask Noah International: A proibição é contra a criação de uma NOVA religiosidade=religião feita pelo humano.
Aceitar a verdade do único D’US e observar SEUS 7 mandamentos na Torá de Moisés do monte Sinai que se aplicam a você como um gentio não é uma religião feita pelo humano. Mas acho que a maioria das pessoas diria que uma pessoa que tem fé em D’US e observa estas obrigações como decretos Divinos contidos na Bíblia Hebraica é uma pessoa “religiosa”.”]

 

Torá para o mundo inteiro? Absolutamente. É verdade que os não-judeus não são obrigados a cumprir as 613 mitsvót da Torá. Mas a verdadeira fé em UM SÓ D’US que aprendemos da Torá é relevante para todas as pessoas do mundo. Todos os não-judeus podem ser pessoas justas de fé que cumprem os sete mandamentos noaíticos [da Torá]. Por mais que a Torá pareça estar preocupada apenas com Israel, seu alcance mais amplo é direcionado ao aperfeiçoamento do mundo inteiro: ela começa com a criação de Adão [um não-judeu*], o pai de toda a humanidade, e termina com o redenção mundial da humanidade. A tarefa do povo de Israel é preparar o caminho para a reunião de todas as nações em torno do serviço de D’US. É por isso que a nação judaica é chamada de “reino de sacerdotes” (Êxodo 19:6). Também podemos abrir as portas para todos aqueles que verdadeiramente desejam se converter ao judaísmo e se tornarem filhos de Abraão, Isaque e Jacó.

 

[* Em nítido contraste com a bíblia cristã ─ o novo testamento ─ e o alcorão, que começam com a menção do nome de seus próprios fundadores, falsos profetas, e cujos relatos iniciais giram em torno de suas futuras aparições (bem como todo o escrito gira em torno apenas deles mesmos).]

 

Às vezes pode parecer que o Judaísmo não está interessado em convertidos e prefere rejeitá-los. Mas isso é um erro. A porta para o Judaísmo está aberta para os conversos! A rejeição temporária é simplesmente para garantir a intenção séria dos potenciais convertidos e distanciar aqueles que não são sérios. A partir do momento em que ficou claro que o candidato à conversão deseja verdadeiramente se juntar ao povo judeu e aceitar o jugo dos mandamentos sobre ele ─ é proibido rejeitá-lo e até mesmo adiar a conversão!
Em nossos tempos, uma porta aberta não é suficiente. Devemos buscar ativamente os potenciais convertidos em todo o mundo.

“Ouça Israel, Havayáh é O nosso D’US, Havayáh é UM SÓ” (Deuteronômio 6:4). O comentarista bíblico, Rashi, explica que Havayáh é O nosso D’US neste mundo, mas que no mundo vindouro (após a chegada do Mashíach) o reconhecimento de que “D’US é UM SÓ” será cumprido por todo o mundo, como no versículo (Zacarias 14:9): “E D’US será REI de todo o mundo, naquele dia D’US será UM e O SEU NOME será UM.”

Um dos mistérios mais profundos da Torá é que a essência de D’US é paradoxal. Alcançar a crença de que D’US paradoxalmente é infinito e ainda assim se interessa por cada um de nós, é a felicidade suprema da vida. Esta é a maior bondade e bênção da humanidade. Ao contrário da nossa lógica, que é binária, D’US é paradoxal. Enquanto na lógica humana dois opostos são contraditórios, D’US é infinito, mas, ao mesmo tempo, ELE SE manifesta para nós na finitude. Na lógica humana, infinito e finitude são opostos e não podem existir simultaneamente. Ou algo é finito ou infinito, mas não pode ser ambos ao mesmo tempo. O verdadeiro D’US de Abraão, Isaque e Jacó contém quaisquer dois opostos aparentes simultaneamente. D’US, O CRIADOR, que está presente aqui e agora, tanto que posso falar com ELE em oração, é um D’US pessoal, não um D’US filosófico. Nosso D’US não é o Deus impessoal que Spinoza descreveu e no qual Einstein acreditava. D’US é um D’US pessoal. No entanto, ELE é simultaneamente infinito. Este é o paradoxo que só D’US pode suportar. As religiões orientais resolvem o paradoxo alegando que a realidade é um sonho. Elas se esforçam para abandonar a realidade. Para elas tampouco há algum propósito na vida. Elas não conhecem o segredo da verdadeira unidade entre o infinito e o finito. Elas não conseguem imaginar como D’US tem a paixão de habitar nos mundos inferiores e finitos.

É preciso ver a centelha divina em cada judeu, assim como em cada não-judeu. Tudo o que D’US criou é para a SUA honra. Assim, tudo pode revelar a honra de D’US, a finalidade derradeira da Criação. A pessoa deve amar todas as criações de D’US, o que as ajuda a revelar e manifestar a honra de D’US. O objetivo do estudo da Torá e da Cabalá é o refinamento do comportamento. Por meio de nosso estudo, procuramos nos aproximar de D’US, sabendo que só podemos nos aproximar DELE imitando SUAS características, como dizem os sábios (judeus): “Assim como D’US é misericordioso, assim também vós sereis misericordiosos.”

 

(Nota) Pelo próprio rav Yitzchak Ginsburgh:

¹ Os seis mandamentos que governam continuamente nosso relacionamento com D’US são:
1. A mitsvá de acreditar na existência e na providência de D’US.
2. A mitsvá de não acreditar que existem quaisquer outros deuses.
“Ande somente com D’US.” Este é o fundamento mais básico da Cabalá.
3. A mitsvá de acreditar na UNIDADE ABSOLUTA de D’US.

4. A mitsvá de amar D’US.
5. A mitsvá de temer (yirá) D’US, ou estar constantemente temeroso DELE, isto é, o medo de cortar o laço de amor com ELE.
Isto não se refere ao medo de punição, pois se alguém cumpre mandamentos para evitar punição, ele não os está cumprindo por amor a D’US, mas sim por seus próprios interesses.
6. A mitsvá de proteger a mente de pensamentos e desejos estranhos.
A pessoa naturalmente se esforçará para proteger seu precioso relacionamento com D’US da dissolução. Esta mitsvá inclui a proibição de buscar D’US em “caminhos” ou “viagens” que não os da Torá.

Assim, primeiro, temos consciência de que D’US existe; isto nos leva a negar todas as outras pseudo-divindades. Uma vez feito isto, nós experimentamos D’US em tudo; isto nos leva a amar D’US e nosso amor nos leva a temer a separação DELE. Este medo, por sua vez, nos inspira a nos defender das influências que nos distraem ou nos confundem.

Existe uma sétima mitsvá que, embora não seja definida como constante, tende a sê-la: a oração. Os sábios (judeus) disseram: “Quem dera se pudesse orar o dia inteiro, permanentemente.”
Podemos e devemos pedir a D’US tanto o mais simples dos pedidos quanto o mais sublime ─ e agradecê-LO por tudo o que ELE nos tem dado. A oração é um mandamento. Somos obrigados a orar. Mas a oração é muito mais do que uma mera obrigação. A verdadeira oração é uma expressão de conexão e proximidade entre a pessoa que ora e D’US. D’US quer que estejamos conectados a ELE! Oramos a fim de manifestar a conexão mais íntima de nossas almas com D’US, a conexão que D’US deseja.

 

² (Nota por Projeto Noaismo Info)
Se um não-judeu, que acabou de aprender que A Verdade de Havayáh é A Torá, tem uma tradução cristã da Torá (ou seja, se ele tem uma bíblia cristã que possui o “velho testamento”, que é a Torá de fato), ele pode estudar nesse livro?

O rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaismo Info, responde:
“Não se deve estudar num livro da Torá que foi traduzido por uma pessoa idólatra.”

Então o que fazer com tal livro?

O rav Shimshon Bisker responde:
“Qualquer tradução de Torá que é feita por qualquer pessoa que está envolvida com idolatria, com idéias idolátricas, uma pessoa que é idólatra, não recai sobre essa tradução nenhum tipo de santidade e de valor. A pessoa pode simplesmente colocá-la no lixo. O lixo é o lugar mais adequado para uma tradução da Torá que foi feita por uma pessoa que está envolvida com idolatria.”

 

(O curso prossegue na próxima parte.)

 

Por Rav Yitzchak Ginsburgh
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info

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