Curso Bnei Noach parte 13

O PROJETO NOAÍSMO INFO APRESENTA

 

MINI CURSO GRATUITO DE INTRODUÇÃO AO TEMA DE BNEI NOACH

 

Idealizado por Projeto Noaísmo Info
Seleção, Organização, Edição: Proj. Noaismo Info

(Veja as palavras do próprio Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, sobre o trabalho do Proj. Noaismo Info em:
ABERTURA DO CURSO SOBRE BNEI NOACH)

 

BNEI NOACH: DÉCIMA TERCEIRA PARTE

Enquanto na parte anterior o texto é voltado para a primeira fase da vida humana, a infância, esta parte é voltada para a última fase da vida (física) do ser humano: a morte (ou passamento).

 

Por Yeshiva Pirchei Shoshanim;
Por Ask Noah International
Traduzido do inglês e ORGANIZADO por Projeto Noaísmo Info

 

SERVIÇO FUNERÁRIO

 

Não há serviço estabelecido para os funerais noaíticos. Esta é uma das várias áreas em que o Noaismo requer desenvolvimento (por parte dos próprios Bnei-Noach). Em consonância com a ideologia da Torá, sugerem-se os seguintes princípios:

• O serviço não deve, de forma alguma, permitir a negação da condição ou da realidade da morte. Isso não é saudável e tem consequências a longo prazo.

• O serviço deve permitir o luto aberto e o choro pelo falecido. Expressões de pesar são excepcionalmente importantes tanto por razões espirituais quanto psicológicas. A dor não exposta ou não resolvida é uma emoção muito venenosa, que produz resultados inesperados (e, às vezes, até mesmo religiões inteiras…).

• O elogio ao falecido por pessoas que lhes são próximas é importante porque abre o coração daqueles que estão presentes e homenageia o falecido.

• O funeral deve oferecer a oportunidade de desfecho, de perdoar, e de os presentes “fazer as passes” com o falecido.

• Os velórios de caixão aberto devem ser desencorajados por uma série de razões.

 

CEMITÉRIO

 

Bnei Noach (noaítas) não podem ser enterrados em cemitérios judaicos (esta é uma proibição do lado judaico; os judeus não têm permissão para enterrar não-judeus em cemitérios judaicos). O enterro em qualquer outro lugar é permitido.

 

Quanto à pergunta:
Pode um rabino realizar uma cerimônia de enterro para um ben-Noach (Noaíta)?

O Rabi B. Friedman responde:
“Sim, não há problema em um rabino oficiar a cerimônia de enterro de Bnei Noach.”

O Rabi Elchanan Lewis complementa explicando:
“Um judeu pode entrar em um cemitério não judaico e assistir um funeral não judaico (Bavá Metsiá 114a).”
Portanto, quanto mais de um noaíta (ben Noach).

 

Quanto à preparação do corpo de um ben-Noach (Noaíta) para o enterro, obviamente, Bnei Noach não requer preparação especial de seu corpo antes do enterro como o do judeu, de toda forma, o Rav Shimshon Bisker explica:
“Bnei Noach também vai voltar na ressurreição, eles precisam demonstrar essa fé. Tem de deixar o corpo do falecido limpo [o que não significa maquiado], com vestimenta honrosa, não precisa ser cara, para demonstrar dessa maneira a fé de que não terminamos a história com o enterro. Isso é importante também para eles [os Bnei Noach].”

 

Além de todo o acima, o Rav Shimshon Bisker também explica qual procedimento um ben-Noach pode ter para ser enterrado de forma distinta em um cemitério idolátrico. Assista o vídeo:

 

FUNERAL NOAÍTICO (FUNERAL BNEI NOACH)

 

O Rav Shimshon Bisker, de Israel, o rabino consultor do Projeto Noaísmo Info, também dá as seguintes recomendações para nós Bnei Noach quanto ao velório e o enterro:

“Um funeral é breve e simples.
O funeral não é para confortar as pessoas em luto. Em vez disso, o funeral é para homenagear os que partiram, o que inclui, além do que já foi explicado até aqui, carregar o caixão, seguir o caixão (não andar na frente dele) para acompanhar o falecido até seu local de descanso final, e, falar apenas bem do falecido (porém, não falar coisas que ele não fez ou mentir sobre ele para elogiá-lo, ou seja, procurar falar sobre as coisas boas que ele fez de fato, também sem aumentá-las.
Nota: isso porque, quando citamos algo em seu nome que ele não o fez, então gera-se acusação e cobrança contra ele no mundo das almas).

No velório, é preferível que o caixão esteja fechado. Também durante o velório é preferível que não haja música, e que não seja servido comida ou bebida (isso, como dito, no velório — ali onde o corpo se encontra —, pois saindo de lá não há problema em comer e beber).
Quanto à flores, obviamente, desde que não conectado com a idolatria; apenas como uma expressão de carinho ou algo assim.
Também é propício pedir perdão ao falecido[*].”

[* Concluindo: assim como foi dito mais acima e assim como foi dito aqui, é um momento de perdoar e de pedir perdão.]

 

ORAÇÕES

Durante o enterro, recite:

Que D’US recorde a alma de [meu pai; minha mãe; meu/minha filho/a; meu/minha esposo/a; meu/minha amigo/a; …], ____ (mencione o nome do/da falecido/a) filho/a de (Noé, se o/a falecido/a é gentio/a; ou, Avraham, se o/a falecido/a é judeu/judia), que foi para o mundo [espiritual] dele/a.
Em virtude de minha oração em nome dele/a, e de minha intenção de, sem fazer um voto, doar para a caridade em nome dele/a, que a alma dele/a ingresse na Vida Eterna junto com as almas dos justos, e digamos: amên!

(Prece Por Uma Alma Que Partiu.
Essa prece foi composta pelo Rabi Jacob Immanuel Schochet, primeiro rabino supervisor da Organização Ask Noah International.)

 

Salmo 23:

Um salmo por David. Hashém é meu PASTOR e por isto nada me pode faltar.
ELE me faz repousar em campos verdejantes, conduz-me a águas tranquilas. ELE restaura minha alma; guia-me por veredas da justiça por amor de SEU NOME. Ainda que eu caminhe no vale das sombras da morte (isto é, em todos os lugares perigosos), nada temerei, pois TU estarás comigo; TEU bastão e TEU cajado me darão apoio e conforto (pois eles me mostram que minha existência não está dirigida pelo acaso). TU me preparas uma mesa de delícias na presença de meus inimigos. TU unges com óleo minha cabeça, meu cálice transborda.
Certamente a bondade e misericórdia me acompanharão por todos os dias de minha existência. E, por todo o sempre, habitarei na Casa de Hashém (no Bet Hamicdásh — o Templo de Yerushaláim).

 

(Após o Salmo 23, recite.)

A ROCHA (FORTALEZA) — cuja ação é perfeita, pois todos os SEUS caminhos são justiça. ELE é um D’US fiel [“em recompensar os justos naquilo que lhes é devido no Mundo Por Vir”*], nunca injusto [“mesmo no que diz respeito aos perversos, pois D’US os recompensa por quaisquer atos meritórios que possam ter realizado neste mundo”*]. Íntegro e reto é ELE. — Deuteronômio 32:4 [(* Rashi)]

A ROCHA (FORTALEZA), perfeita em todos os SEUS atos. Quem pode (se atrever a) TE dizer “O que TU fizeste?” ELE governa abaixo e acima, ELE traz a morte e dá a vida, ELE faz descer à sepultura e faz levantar-se dela (i.e., ressuscita).

Justo és TU, Hashém, para trazer a morte e restaurar a vida, pois em TUAS mãos estão confiados todos os espíritos.
A alma de todo ser vivo está em TUAS mãos, a justiça enche TUA mão direita e esquerda.

Bendito seja ELE, porque SEU julgamento é verdadeiro, pois ELE perscruta tudo com SEUS olhos e recompensa o ser humano de acordo com sua conta e seu julgamento. Que todos louvem o SEU NOME.

Nós sabemos, Hashém, que TEU julgamento é justo; TU és justo quando falas e puro quando julgas. Não há nada a murmurar sobre o caminho do TEU julgamento. TU és justo, Hashém, e TEUS julgamentos são justos.

TU és O VERDADEIRO JUIZ, Que julga com justiça e verdade. Bendito é O VERDADEIRO JUIZ, porque todos os SEUS julgamentos são justos e verdadeiros.

Hashém deu e Hashém tomou; bendito seja O NOME de Hashém!

(O Julgamento Justo, para Bnei Noach.)


 

LUTO

 

Devemos notar que os Bnei Noach (noaítas), em tempos anteriores, observaram um período determinado de luto.

Antes do dilúvio, havia uma tradição de observar sete dias de luto. Em Gênesis 7:4, Hashém disse a Nôach: “Porque em mais sete dias EU farei chover sobre a Terra…”. Neste versículo, o Rashi explica, baseado no Midrash:
“Estes são os sete dias de luto em honra do justo Metushelach, pois D’US leva em consideração a honra dos justos e por isso atrasou a punição” do Dilúvio, para que o luto da geração por Metushelach pudesse ser devidamente expresso.

Bnei Noach certamente têm um precedente sólido deste versículo para observar sete dias de luto por seus mortos.

Devemos saber ainda o seguinte: a Torá considera que práticas pagãs como a automutilação ou arrancar mechas de cabelo durante o luto são más.

 

COMEMORANDO O ANIVERSÁRIO DE PASSAMENTO DE UMA PESSOA

 

Na data do passamento de uma pessoa é apropriado acender uma vela em memória da alma dela. É preferível acender uma vela que queimará por 24 horas inteiras, na data secular para um gentio, e na data no calendário hebraico para um judeu.

O Rebe de Lubavitch, Rabi Menachem Mendel Schneerson, também nos ensina:
“Este aniversário é celebrado em muitas sociedades e é relevante e compreensível para todas as pessoas. O aspecto positivo deste dia é que os parentes sobreviventes devem se inspirar para empreender boas resoluções e aumentar as boas ações, e influenciar positivamente aqueles que os rodeiam, em qualquer lugar que possam alcançar. Isto também aumentará a alegria de fazer boas ações em memória do ente querido. Como todos os aspectos do serviço divino de uma pessoa, isso deve ser com alegria e júbilo interior. Quando a data chega anualmente, isso faz com que “os vivos a levem a sério”, ou seja, a pessoa se sente inspirada a se arrepender, a aumentar a caridade e a se comportar de maneira agradável e pacífica. O propósito subjacente é fazer o mundo inteiro reconhecer que D’US “o formou para ser (civilizadamente) habitado”.”

 

ORAÇÃO

(A seguinte oração é recitada em voz baixa.)

Ó D’US, cheio de misericórdia, Que estás entronizado nas alturas sublimes, concede descanso nas asas da PRESENÇA DIVINA, nas alturas elevadas dos santos e puros (que eles brilhem como o esplendor do firmamento), para a(s) alma(s) de ____ (mencione o nome do(s)/da(s) falecido(s)/a(s)) filho/a de (Noé, se o/a falecido/a é gentio/a; ou, Avraham, se o/a falecido/a é judeu/judia) que passou para o mundo [espiritual] dele(s)/a(s). Que o lugar de descanso dele(s)/a(s) seja no Gan Eden; que O MESTRE DA MISERICÓRDIA o(s)/a(s) refugie no abrigo de SUAS asas por toda a eternidade.

 

Por Ieshivá Pirchéi Shoshaním
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info;
E por Ask Noah International
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info

 

A JORNADA DA ALMA APÓS O PASSAMENTO

Por Rav Shimshon Bisker

 

Antes da pessoa deixar este mundo, todos os seus atos são analisados, tanto os bons quanto os ruins; caso for decretado pela justiça superior que ela deixará este mundo, os méritos dos seus bons atos realizados já não poderão ajudá-la a seguir vivendo. Alternativamente, aquele que terminou de cumprir sua função também terá de deixar este mundo (independentemente dos méritos próprios). Cada pessoa receberá recompensa por cada bom ato realizado, por menores que esses atos tenham sido.

No momento de deixar este mundo, a pessoa poderá ver a entidade espiritual responsável por este evento. Esta entidade espiritual “pingará” (em um aspecto espiritual) na pessoa a “tipá mará” (a “gota amarga” — um termo espiritual); após este episódio se dará início ao processo de decomposição do corpo e já não será possível evitar a sua partida (somente por um milagre).

Esta entidade espiritual, responsável pela morte, mostrará ao falecido os motivos do veredito final que o tirou deste mundo. Ao ver esta entidade espiritual, a pessoa arregala os olhos e a alma desconecta-se dos membros do corpo; estando ela pronta para partir. Neste momento inicia o grande juízo pós vida; esta será a primeira das sete sentenças que a pessoa passará ao deixar o mundo. Imediatamente antes da partida, ela percebe a LUZ DIVINA e vai em SEU encontro retirando-se definitivamente do corpo. Feliz será a pessoa que poderá se conectar definitivamente à esta LUZ, e pobre daquele que não possuirá meios de conectar-se à ELA — isto dependerá da preocupação de manter-se conectado à ELA durante os seus dias de vida neste mundo.

A dificuldade vivida no momento da morte será proporcional ao apego aos prazeres vividos exclusivamente no plano material. O dia em que se parte deste mundo é um dia difícil e muito intenso. “A alma passará por um grande julgamento; caso ela seja considerada inocente causará uma felicidade reverberada em todos os mundos espirituais. E, caso seja considerada culpada, pobre dela e de sua porção”. A pessoa não será julgada somente pelo ato em si, ela será julgada também por todas as consequências de seus atos.

Os bons atos praticados em vida formam a nova vestimenta da alma. Cada mandamento noaítico Divino cumprido ao longo da vida terá seu papel na composição da roupagem espiritual. A alma vestirá seu novo traje com alegria e permanecerá no mundo das almas até o momento em que for determinada sua partida.

Nesta primeira fase, não poderá usufruir de seu nível espiritual real. Haverá um local intermediário, onde ela será preparada, ou, em outras palavras, “curada” dos danos que lhe foram causados por suas próprias transgressões. Qualquer transgressão cometida causa um dano em sua alma, comparável com a lepra em um corpo físico.

O processo de purificação continuará, passo a passo, até que a alma do falecido seja retificada. Este processo é regente para aqueles que tiverem méritos suficientes para desfrutar do mundo vindouro. Contudo, aqueles que não tiverem méritos para a vida eterna, no final, após o acerto de contas, deixarão de existir.

Em geral, para uma pessoa que foi boa, ao final de um ano a alma dela abandona todos os assuntos referentes a este mundo. Ela atrela-se à sua fonte superior e não lhe interessa mais inteirar-se do que se passa no plano inferior. Ao longo destes primeiros doze meses, a alma ainda transita entre o mundo espiritual e a dimensão terrena. Depois de doze meses, ela eleva-se e não torna a regressar. No entanto, sempre restará uma pequena conexão ao local onde o seu corpo está sepultado.

Todos os anos, no mesmo dia em que faleceu — completando o seu ciclo de vida — a alma terá a oportunidade de ser novamente elevada, atingindo novos níveis espirituais. Porém, isso dependerá de seus descendentes e dos “descendentes” dos seus bons atos — ou seja, das consequências positivas geradas pelos seus atos, já que, somente neste mundo do livre arbítrio, é possível coletar novos méritos para coroar sua ascensão espiritual. E, assim como um doente fica na expectativa de ser curado, a alma aguarda ansiosamente por sua elevação e maior aproximação a Hashém. É por esta razão que, na data do passamento de um ente querido, deve-se preocupar em realizar certos atos que possam atrair méritos para a elevação de sua alma. Por exemplo, fazer tehilim para alma, pois todos os Salmos são propícios para todos os povos[*]. Toda influência que o falecido deixou neste mundo continuará influenciando a sua alma no mundo espiritual.

Por Rav Shimshon Bisker

 

[* Além dos outros exemplos mais acima: dar caridade, acender uma vela, fazer boas ações.]

 

(O curso prossegue na próxima parte.)

 

© Yeshiva Pirchei Shoshanim
© Ask Noah International
© Rav Shimshon Bisker
© Projeto Noaismo Info

 

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Bnei Noach 14 ESPECIAL de Aniversário (MENSAGEM EXCLUSIVA DO RAV YAKOV)

Dedicado a A.G.W.T.

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