Curso Bnei Noach parte 10

O PROJETO NOAÍSMO INFO APRESENTA

 

MINI CURSO GRATUITO DE INTRODUÇÃO AO TEMA DE BNEI NOACH

 

Idealizado por Projeto Noaísmo Info
Seleção, Organização, Edição: Proj. Noaismo Info

(Veja as palavras do próprio Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, sobre o trabalho do Proj. Noaismo Info, e sobre a menção de outros rabinos no Curso Bnei Noach, em:
ABERTURA DO CURSO SOBRE BNEI NOACH)

 

BNEI NOACH: DÉCIMA PARTE

Por Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel
(conteúdo extraído do Curso The Noahide Laws — “As Leis Noaíticas”)
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info

 

[NOÇÕES BÁSICAS SOBRE IDOLATRIA]

 

O termo “idolatria” é usado hoje, na maioria das vezes, em um sentido metafórico ou homilético. Usamos o termo “idolatria” para nos referirmos a qualquer coisa que receba atenção humana indevida ou inadequada. Este uso de “idolatria” não chega nem perto de transmitir o conceito e as ações que a Torá proíbe ou que Hashém, O ÚNICO D’US VERDADEIRO, considera tão ofensivo. Na verdade, a idolatria absoluta é praticamente inexistente em nossos tempos. A influência de Avrahám tocou quase todos os povos e todos os cantos do mundo. Mesmo as fés que podemos considerar “idólatras” ainda não são de todo comparáveis às antigas formas e conceitos de idolatria proibidos pela Torá. Para entender a relevância da proibição da idolatria em nossos tempos se requer um exame cuidadoso da intenção da Torá.

 

O QUE É IDOLATRIA?

 

Abordaremos uma visão geral das questões básicas e práticas que se pode encontrar hoje em dia.
De maneira geral, a idolatria inclui:

• A adoração de qualquer coisa criada como D’US [i.e., como sendo O PRÓPRIO D’US*] ou como [sendo] a encarnação de qualquer aspecto de D’US;

• Adorar qualquer coisa criada à maneira de Enosh e sua geração; crendo no D’US ÚNICO e VERDADEIRO, mas honrando-O adorando uma de SUAS criações;

• Adorar, orar para, ou considerar qualquer coisa criada como um intermediário entre o humano e D’US;

• Comportar-se de maneira devota em relação a qualquer representação bidimensional ou tridimensional de Hashém ou de qualquer coisa criada (incluindo qualquer figura angelical);

• Atribuir a D’US a forma de qualquer uma de SUAS criações;

• Atribuir a D’US multiplicidade em vez de unidade.

Há muitas variações de idolatria além destas.

 

[* Como o demonstra o rav Shimshon Bisker:
“Você pergunta para alguém se ele acredita em D’US, e ele diz acredito. E você pergunta para ele o que é D’US, e ele diz uma energia universal. Ele chama a energia de D’US, e outra pessoa chama uma entidade espiritual de D’US, e outro chama uma pessoa que viveu de D’US, e isso é idolatria.”]

 

Quando dizemos que é “proibido adorar” a idolatria, o que queremos dizer? Simplificando, a pessoa comete um pecado ao se envolver em um ato específico de “adoração” idolátrica. Entretanto, atos de “adoração” idolátrica muitas vezes são muito diferentes do que podemos considerar “adoração”.

 

SHITUF

 

Shituf é a crença em outra entidade divina além de Hashém, D’US. [Portanto, a diferença entre shituf e idolatria é:]
shituf = a crença em Hashém mais outra entidade;
idolatria = a “troca” de D’US ou da verdadeira concepção de D’US por qualquer outro deus ou idéia de deus.
Shituf diz respeito apenas à crença em um ser divino secundário, não à adoração de um deus secundário. Qualquer expressão de adoração a esta divindade secundária é proibida como prática idolátrica [isto também significa que se um intermediário é considerado absolutamente igual a D’US, isto é uma idolatria absoluta].

A Torá considera a crença não judaica em outro deus [menor] além do D’US VERDADEIRO como um equívoco. Não é uma proibição, mas é injusta e quem a faz, embora não seja visto como um pecador, não é considerado Michassidéi Umót haOlám — um dos Devotos das Nações do Mundo — e não receberá sua recompensa completa por observar as leis noaíticas.

 

A INJUNÇÃO CONTRA A IDOLATRIA NO QUE CONCERNE AOS BNEI NOACH

 

Gênesis 2:16 afirma: E Hashém O D’US ordenou a Adám… Este versículo faz todo o possível para especificar que O SENHOR, Hashém, é D’US. O Talmud, em Sanhedrín 56b, assinala que a implicação deste versículo é que Hashém, e somente Hashém, é D’US. Essa idéia traz conotações positivas e negativas de mitsvá:

• Negativo: Não “trocar” D’US.
Esta é a proibição específica da idolatria. A Torá define idolatria como a substituição ou “troca” de D’US. Este conceito é muito mais amplo do que a ideia singular de adorar uma imagem esculpida. Inclui a adoração de qualquer objeto natural, item físico ou força abstrata.

• Positivo: deve-se temer/admirar/respeitar D’US.
Como CRIADOR e MESTRE de todas as coisas, DADOR da vida e PODER SUPREMO, D’US exige e merece nosso temor, admiração e respeito. É verdade que também devemos nos esforçar para amar e ser gratos a D’US. No entanto, a plena aceitação da autoridade e da lei de D’US requer respeito e admiração por ELE.

 

O CRISTIANISMO

 

O cristianismo tem muitos elementos que são claramente idolátricos do ponto de vista da Torá (ou seja, seus vários rituais e modos de adoração), mas alguns que são difíceis de definir (ou seja, é verdadeiramente monoteísta ou politeísta?). No entanto, mesmo que a fé cristã seja [considerada] shituf, a prática do cristianismo permanece sendo idolátrica. A conclusão prática, por uma série de razões, é que o Cristianismo deve ser tratado como idolatria absoluta. Ou seja, não é meramente a adoração de outra divindade secundária, mas é uma concepção idolátrica do PRÓPRIO D’US. A ideia de que D’US alguma vez assumiu uma manifestação corporal, que teve uma mãe, que nasceu, ou que existe como uma divindade tripartida, são todos conceitos heréticos segundo a Torá. Portanto, o cristianismo é tratado como idolatria absoluta para os Bnei Noach (noaítas), tanto na crença quanto na prática. [Por exemplo, independentemente de haver grupos cristãos que não ensinam que Jesus é A DIVINDADE*, ainda assim, todos sem exceção ensinam que Jesus “é seu salvador pessoal” — que ele, por algum meio, “salvou” “a humanidade”. E como diz o rabi Yirmiyohu Kaganoff:
“Qualquer crença de que D’US permitiu que alguma outra entidade ou força tomasse a decisão de ajudar ou salvar a humanidade é pura Avodá Zará. Praticar ou acreditar em qualquer destas religiões é Avodá Zará.
A este respeito, há uma concepção errada generalizada entre os judeus de que apenas o catolicismo é Avodá Zará mas não o protestantismo. Isto não é verdade. Cada ramo e tipo de cristianismo** inclui crenças idolátricas.”] No entanto, não é “idolatria absoluta” no mesmo sentido que as antigas idolatrias descritas no Tanach e no Talmud. Daí, deve-se ressaltar que os cristãos crentes não têm eles mesmos o status de idólatras plenos.

 

[* Quanto ao conceito da messianidade de Jesus (ou Yeshuá) — em outras palavras, quanto a se Jesus é o messias de Israel —, este é um tema à parte do tema da idolatria.
Quer se chame a Jesus de Jesus ou de Yeshuá (ou de Yahushua etc) (e quer se chame o novo testamento de novo testamento ou de segundo testamento ou de brit (berít) chadashá), não importa, a questão é que para o povo de Israel, Jesus/Yeshuá não é o mashíach (o verdadeiro messias), e isto nada tem a ver com profecias mas sim, como explica o rav Shimshon Bisker, com o tipo de pessoa que ele era: “alguém que foi contra os sábios [judeus], alguém que se rebelou contra os Princípios de Fé do judaísmo — da Torá —, que são os Princípios da eternidade.”
O rabi Jaim Mates Frim, representante do Gal Einai na língua espanhola, também explica claramente:
“Yahushua nem é uma palavra que exista, é uma invenção cristã [hebraizada], um eufemismo cristão para aparecer como uma outra coisa.
[Jesus] é um falso profeta que pregou deixar de cumprir os preceitos da Torá, o contrário do que D’US nos ordenou — ao povo de Israel [e mesmo aos Bnei-Noach].”

Para mais detalhes, veja

A Verdadeira História de Jesus e do Cristianismo
A Verdadeira História de Jesus e do Cristianismo PARTE 2
A Verdadeira Historia de Jesus e do Cristianismo PARTE 3 (Rabi Maimônides)
  .

** Incluindo a sua versão hebraizada — os messiânicos.
Todas as pessoas devem estar informadas de que os autointitulados “judeus messiânicos”, apesar do nome, não são judeus de forma alguma. Esses cristãos se autodenominam “judeus” para criar confusão. E sim, eles são verdadeiramente cristãos.
Para aprender mais, veja:

Um alerta especialmente para os judeus (Cuidado com os autointitulados judeus messiânicos)

Os Verdadeiros Judeus Messiânicos

.]

 

CRENTES DESVIANTES

 

A proibição de “voltar-se para a idolatria” inclui aprender pessoalmente de um “min”, uma pessoa cujas crenças ou concepções de D’US são fundamentalmente erradas. Existem cinco tipos básicos de minim (o plural de min), crentes desviantes, trazidos na literatura da Torá:

• Aquele que não acredita em nenhum deus ou força diretriz do universo;

• Um politeísta — aquele que acredita em mais de um deus;

• Aquele que acredita em um deus, mas acredita que agora ele tem ou que alguma vez ele já teve uma forma, corpo ou outra manifestação física;

• Aquele que nega o começo fixo da criação “ex nihilo” (yesh meiayin) (do nada absoluto) ao comando de D’US;

• Aquele que acredita em, que serve, ou que adora qualquer item natural ou feito pelo humano como um intermediário entre o humano e D’US.

Estas crenças são idolátricas e são proibidas.

 

NEGADORES DA TORÁ E ESCARNECEDORES

 

Os seguintes não são chamados de “minim”, crentes desviantes, mas são chamados de “escarnecedores” ou “negadores da Torá”, e não se deve aprender deles:

• Aquele que não acredita na profecia ou que D’US se comunica com o humano;

• Aquele que nega a onisciência de D’US;

• Aquele que acredita que as mitsvót são feitas pelo humano ou que foram de alguma forma inventadas pelo humano;

• Aquele que acredita que a Lei Oral é feita pelo humano ou que de alguma forma ela é uma invenção humana;

• Aquele que acredita que D’US substituiu ou alterou qualquer parte da Torá ou qualquer mitsvá após a revelação no Sinai.

Este último grupo de crenças é errôneo, mas não é idolátrico. Acreditar em qualquer uma delas equivale a negar a Torá em sua totalidade. Portanto, não é possível alguém ser chamado de judeu ou noaíta (ben-Noach) crente se ele acredita em qualquer uma destas coisas. Não se pode aprender de nenhum destes, nem dos crentes desviantes nem dos errantes.

 

DEBATENDO COM IDÓLATRAS E ATEUS

 

A proibição de “voltar-se para a idolatria” também inclui o debate com idólatras e ateus. No entanto, a discussão com eles por uma questão de exposição à Torá e às leis de Bnei Noach é permitida.

 

EM RESUMO

 

Idolatria não é apenas a adoração de estátuas ou estrelas. É a adoração de qualquer coisa criada como a divindade em si mesma.

Idolatria inclui a adoração de qualquer coisa criada como um meio de honrar Hashém ou como um intermediário entre o humano e D’US.

Atribuir a D’US a forma de qualquer uma de SUAS criações é considerado idolatria.

A idolatria inclui atribuir a D’US qualquer multiplicidade.

Só se transgride a proibição da idolatria servindo o objeto de um modo prescrito (em um método específico) para ele ou por:
• Curvar-se para ele;
• Abater (sacrificar qualquer animal) para ele;
• Queimar qualquer oferenda diante dele (o que inclui acender incenso para ele);
• Oferecer uma libação diante dele (o que inclui óleo, sangue, água…, menos coisas sólidas).

A crença em uma divindade secundária a Hashém é permitida para Bnei Noach (noaítas). No entanto, é injusta e por fazê-la eles não são considerados Chassidéi Umót haOlám.

Mesmo que não há uma proibição para acreditar em shituf, não se pode de fato adorar esta outra divindade.

O Cristianismo é tratado como idolatria para todos os efeitos, mas não é 100% idêntico às antigas formas de idolatria.

Todas as religiões posteriores à entrega da Torá são inerentemente falsas ainda que sejam totalmente monoteístas.

∼˜∼

 

Uma vez exposta pelo Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel (Curso The Noahide Laws) estas noções básicas sobre idolatria, vejamos agora a exortação do rabi Michael Shelomo Bar-Ron:

“Não adore qualquer coisa criada (que desta forma se torna um ídolo), seja ela material ou espiritual, viva ou inanimada, terrestre ou celestial. Isso inclui qualquer ser humano, por mais santo que alguém acredite que ele é, como os antigos reis do Egito ou Jesus. Isto implica realizar uma das quatro devoções clássicas [ — “que são proibidas independentemente do tipo de idolatria” (Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel)]: (a) prostrar-se, (b) acender incenso [ou, na verdade, queimar qualquer oferenda], (c) derramar uma libação ou (d) sacrificar para um ídolo. Implica também orar para o ídolo ou praticar qualquer rito especial de devoção religiosa prescrito para ele. (Livro do Conhecimento, Leis da Idolatria 2:1, 3:1-6) Isto inclui servir o ídolo (pelos meios acima mencionados) como um “oficial” do ÚNICO E VERDADEIRO CRIADOR — como se isso o tornasse apropriado para ser honrado (assim como os oficiais dos reis terrestres, que devem ser honrados pela própria ordem do rei). Inclui também adorar o ídolo como um intermediário ou agente entre si mesmo e O ÚNICO E VERDADEIRO CRIADOR do Universo. (Ibid. 2:2)

De acordo com a Torá autêntica, somos filhos de Hashém, e ELE deseja nossas orações como um PAI atencioso. Como é devido, não temos outra alternativa a não ser orar para ELE diretamente, sem nenhum intermediário. Isto o sabem os verdadeiros mestres e professores hassídicos, como o Grande Rebe de Biale Ostrova em Jerusalém, que ensina que só se pode orar pelo mérito dos falecidos — nunca pedir nada para eles, e muito menos orar para eles. Isso também inclui servir o ídolo como se ele estivesse englobado no, incluído dentro do, ou como [se ele fosse] parte do ÚNICO E VERDADEIRO CRIADOR do Universo. Isto tem implicações importantes para qualquer religião, culto ou seita que sirva uma pluralidade de divindades, imaginando que elas são realmente partes ou reflexos diferentes do ÚNICO E VERDADEIRO SENHOR. O hinduísmo clássico e o cristianismo, por exemplo, são [uma espécie de] idolatria. (Ibid. 2:2, 9:4) [O Rebe de Lubavitch declarou:
“Em essência, a negação da adoração de ídolos implica, não apenas a anulação da crença em ídolos, mas uma rejeição de todos os intermediários, uma consciência de que mesmo dentro do contexto da nossa existência material, nosso destino é controlado por D’US SOZINHO. A soberania de D’US se manifesta em todos os elementos da existência, incluindo até mesmo nossas realidades mundanas. A verdadeira natureza de todas as forças que aparecem como poderes neste mundo [é] que elas são controladas somente por D’US e elas não têm nenhum poder independente de determinação.

D’US, O CRIADOR, é EIN SOF (INFINITO).”] Sendo assim, Hashém é O ÚNICO que conhece O SEU VERDADEIRO EU. Nem sequer os arcanjos mais elevados O conhecem. [Por conseguinte] Hashém está além de qualquer comparação com os anjos. Não existem nem palavras para expressá-LO plenamente, nem quaisquer intelectos que podem compreendê-LO por completo. O espaço e o tempo são criações de D’US não menos que a matéria e a energia. ELE está claramente além do conceito de espaço, e fora do tempo — apesar do fato de que ELE interage com SUAS criações dentro do tempo e do espaço que ELE criou para elas. O Rei Salomão se referiu a isto quando exclamou: “Mas será que D’US realmente morará na Terra? Eis que o céu [o universo] e até mesmo os céus mais elevados [os mundos espirituais] não podem TE conter — quanto menos esta casa que eu construí!” (I Reis 8:27) No entanto, Hashém é mencionado em termos inequívocos como “sentado” ou “morando” no céu. Claramente, se o universo inteiro não pode conter Hashém, esta “morada” é alegórica. Já deveria estar claro que ELE “mora” não por meio de um corpo [ainda que se diga tratar-se de um corpo espiritual]. Em vez disso, isto se refere a Hashém QUEM faz com que SUA PRESENÇA seja sentida nos Céus e sentida na Terra. [E por que se diz que D’US está no céu ou vive no céu ou mora no céu? Porque, como o explica o Rebe: “o céu simboliza espiritualidade e santidade”.]

A UNIDADE de Hashém é indivisível de modo absoluto. “Ouve Israel, Hashém é nosso D’US, Hashém é UM SÓ.” (Deuteronômio 6:4) Assim, podemos ver claramente que não há espaço na fé autêntica da Torá para a doutrina cristã de D’US ser uma trindade, incluindo um “Filho” que andou na terra como um deus-homem, ou qualquer outro produto da imaginação do humano. Quem quer que adore tal deus está adorando uma divindade estranha; não O D’US de Israel, eterno CRIADOR e REI do Universo.”
“D’US é PAI MISERICORDIOSO e VERDADEIRO JUIZ, O IMANENTE e O TRANSCENDENTE, O DESTRUIDOR e O CRIADOR, O DADOR da vida e AQUELE Que decreta a morte, O D’US da luz [e] das trevas.” (Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel)
“Quando as nações gentias chegarem a compreender o princípio da UNICIDADE de D’US[*], isso servirá de preparação para o tempo em que: “Pois então EU vou fazer os povos puros de lábios para que todos invoquem O NOME de Hashém e O sirvam de comum acordo.” (Sofonias 3:9) [Isto, obviamente, não significa que todos os povos se tornarão judeus, pois] mesmo quando Mashíach vier e todas as nações servirem D’US, ainda haverá as distinções entre judeus e gentios; os gentios se relacionarão com as Sete Leis de Bnei Noach e os judeus com a Torá e as mitsvót”, explica o Rebe de Lubavitch.

Mas para conseguirmos chegar ao nível de que o mundo todo compreenda a UNICIDADE de D’US[*], prossegue o Rebe, “todo o mundo deve conhecer O CRIADOR e GOVERNANTE do mundo. Acima de tudo, para abolir qualquer vestígio de idolatria, como está escrito: “MINHA Casa [o Terceiro Templo de Yerushaláim] será chamada de Casa de Oração para todas as nações.” (Isaías 56:7) Isto implica implantar em todas as pessoas o conhecimento e a fé no CRIADOR e GOVERNANTE do mundo [até] o mundo inteiro reconhecer que O DONO do mundo é O D’US ÚNICO. Isto, obviamente, vai afetar a paz geral na Terra, que “nenhuma nação irá levantar uma espada contra outra” (Isaías 2:4), todas reconhecendo D’US e cumprindo suas tarefas divinas, incluindo os não-judeus cumprindo as Sete Leis Noaíticas. [Nesse tempo] “a Terra estará cheia do conhecimento de Hashém” (Isaías 11:9), [ou seja] todos aceitarão de bom grado e com alegria a realeza e o governo de D’US, ou seja, as 613 mitsvót para os judeus, e as sete mitsvót para as outras nações.”

 

Compreendendo a UNICIDADE de D’US:
“UNICIDADE de D’US [significa] que absolutamente tudo depende DELE. Ou seja, toda a criação, inclusive o mal, está subordinado a ELE e não funciona de maneira independente DELE, como pensam aqueles que crêem no dualismo pagão. O dualismo pagão consiste em afirmar que existem dois poderes fundamentais no universo, um que é o responsável pelo bem e outro que é o responsável pelo mal, baseando-se no princípio de que não existe nada no universo sem sua contraparte (elemento oposto) e na idéia de que D’US constitui a essência do bem e o satán a essência do mal.” — Rabi Asher Cacua

 

(O curso prossegue na próxima parte.)

 

Por Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info;
E por Rabi Michael Shelomo Bar-Ron
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info

© Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel
© Projeto Noaismo Info
© Rabi Michael Shelomo Bar-Ron
© Rabi Menachem Mendel Schneerson

 

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