Contrato de casamento para Bnei Noach — e o Casamento Bnei Noach

orgulhosamente apresenta:

Contrato de Casamento pela Torá para Noaítas (Bnei Noach)
(“Ketuvá” Noaítica; “Ketuvá” para Noaítas/Bnei Noach)

 

Uma parceria entre Rav Shimshon Bisker e Projeto Noaismo Info para disponibilizar PELA PRIMEIRA VEZ PARA A COMUNIDADE BNEI NOACH DO BRASIL o Contrato Noaítico Matrimonial

 

O nosso estimado Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, de Israel, enviou o Contrato Noaítico de Casamento (Contrato Bnei Noach de Casamento) para o Projeto Noaísmo Info para nós o colocarmos à disposição de quem desejar obtê-lo.

O Rav Shimshon Bisker declarou para o Projeto Noaismo Info:
“Se o casal Bnei-Noach quer fazer um contrato de casamento para parecer com uma Ketuvá (o contrato judaico de casamento), eles podem fazer, porém, ela tem de ser feita de uma maneira adequada para Bnei-Noach.
Esse documento noaítico de casamento é para aqueles Bnei-Noach que desejam fazer em seu casamento algo para fortalecer a responsabilidade e a consciência deles mesmos — os cônjuges — quanto ao compromisso com o Pacto Noaítico
* no entorno do matrimônio, já que, por outro lado, todas as obrigações de um para com o outro depende muito da convenção local.
Apesar desse documento não ser obrigatório, vemos no Talmud que já naquela época havia Bnei-Noach que faziam um documento — assim como os judeus fazem a Ketuvá — com esse fim.

© Rav Shimshon Bisker
© Projeto Noaismo Info

 

* Pacto Noaítico ou Pacto do Arco-Celeste é o Pacto de Hashém (D’US) depois do dilúvio feito com Noá e sua família (que naquele momento eram toda a humanidade), e que inclui todos os seus descendentes, que é constituído dos Sete Mandamentos Divinos Universais.

 

Baixe gratuitamente em PDF o Contrato de Casamento para Bnei-Noach ⇓

Contrato de Casamento Para Bnei-Noach

© 2021. Todos os direitos reservados.

 

Como os noaítas — os Bnei Noach — se casam?

O Rav Shimshon Bisker responde:
“O Casamento para Bnei-Noach:

Basta eles decidirem se casar e então começarem a viver juntos e no momento em que eles têm o primeiro relacionamento matrimonial, recai o casamento sobre eles — eles estão casados —, como a Torá ensina.
Se os Bnei-Noach querem fazer uma festa de casamento, eles podem fazer, ou podem fazer um lecháim (lit., à vida) — um brinde: tomar um vinho; ou se eles quiserem, eles podem ter uma festa de casamento para não ser algo tão vazio, e aí, para não ser só uma festa sem nada oficial, eles podem então fazer também um contrato de casamento, uma “Ketuvá” para Bnei-Noach, como a disponível acima.”
© Rav Shimshon Bisker
© Projeto Noaismo Info

 

O Projeto Noaismo Info agradece ao Rav Shimshon Bisker pela parceria para a distribuição pela primeira vez da “Ketuvá” Bnei Noach para a Comunidade Bnei Noach do Brasil.

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

A verdadeira história de Jesus e do cristianismo PARTE 2

orgulhosamente apresenta:

 

A verdadeira história de Jesus e do cristianismo PARTE 2

B”H

 

Observação:
Apesar de não ser necessário, ainda assim, faremos uma confissão.
Exatamente em dezembro de 2006, começamos a desenvolver o que poderia vir a ser a 2a parte de A verdadeira história de Jesus e do cristianismo. No entanto, em vista de até janeiro de 2007 não a termos desenvolvida, acabamos deixando-a de lado. E assim passaram-se 14 ANOS. E esse mês, em dezembro de 2020, finalmente desenvolvemos a matéria, e agora, finalmente, graças a Hashém, a publicamos.

 

 

Yêshu (Jesus ou Yeshuá) era um pecador.
(Aqui estamos falando do Jesus nascido judeu. Do Jesus filho de uma judia, Miriam (Maria).)
Que tipo de pecador era Yêshu?
O Rabi Maimônides (Rambám) diz:
“[D]aquele que faz com que os outros errem e os afasta (da observância da Torá) como Yeshuá.”

 

O Rabi Dovid Rosenfeld explica que “o Rambám lista pecadores tão repudiáveis que perdem sua parte no Mundo Por Vir. A segunda metade da lista do Rambám [trata de] pessoas cuja rebelião não é filosófica — eles presumivelmente acreditam em D’us e em Sua Torá, mas cujo comportamento é tão pecaminoso a ponto de separá-los inteiramente da nação judaica.”

 

Mas como Yêshu chegou a esse nível?
O Rabi Maimônides menciona novamente Yêshu quando ele explica que “cinco coisas bloqueiam o caminho do arrependimento diante daqueles que as fazem”, enquanto uma dessas cinco coisas é:
“Aquele que desgraça seus professores da Torá, já que isto faz com que eles o rejeitem (lit., ‘o afastem’) e o banem, como Yeshuá e Guechazí. E uma vez banido, ele não encontrará ninguém que o ensine e o instrua no verdadeiro caminho.”

 

O Rabi Dovid Rosenfeld explica sobre estas palavras de Rambám:
“O Rambám dá dois exemplos de tais alunos [que desgraçaram seus professores] — um é Guechazí (“Gai’chazi” em hebraico) e o outro é Jesus.

O Talmud (Sotá 47a e Sanhedrín 107b) afirma que deve-se sempre “afastar com a esquerda, enquanto se aproxima com a direita”. Ou seja, mesmo que tenhamos de repreender os outros, devemos fazê-lo gentilmente, nunca afastando os pecadores por completo. Não se deve, continua o Talmud, fazer como Elishá (Eliseu) fez com Guechazí ou como o Rabi Yehoshúa ben Perachiá fez com um de seus alunos. Em ambos os casos, o professor afastou seu aluno com demasiada dureza, fazendo com que o aluno se extraviasse completamente.”

 

O Rabi Heshy Grossman nos resume tal história.

“Depois que Yannái Hamélech (Alexandre Yannai ou Alexandre Janeu, o Rei)[, instigado pelos tzadokim ou saduceus*,] assassina brutalmente os Sábios de Israel, o Rebe Yehoshúa ben Perachyáh (ou Perahiá), o receptáculo da Torá em sua geração e o Gadól Hadór (grande sábio de sua geração), foge com vida para Alexandria, Egito. Quando a paz volta à terra, e ele é chamado a retornar, ele retorna com honra ao povo que aguarda ansiosamente sua chegada.

 

[* Uma observação: diferentemente do que diz o livro O Cuzarí, Yannái não foi instigado por caraítas, nem estes surgiram naquela época, antes, ele foi instigado por tzadokim/saduceus.
Os tzadokim surgiram (em Israel) no período do segundo Bêt Hamicdásh e na era dos Tanaim enquanto os caraim/caraítas surgiram no período dos Gueonim (Idade Média) em Bavel e na região do Crescente Fértil. Tanto histórica quanto religiosamente, não há conexão direta entre os tzadokim e os caraim. Os tzadokim morreram séculos antes dos caraim aparecerem em cena.
Os caraítas (caraim) não são judeus. (Ref. Rabi Yirmiyohu Kaganoff)]

 

Em seu exílio, entre seus alunos [que incluia Yehudá ben Tabái — daí uma versão da história com o seu nome (veja, por exemplo, https://www.hidabroot.com.br/o-comportamento-do-juiz-no-julgamento-a-etica-dos-pais-capitulo-1-mishna-8/) —], estava um homem que estava destinado a destruir o mundo — ‘Yêshu Hanotsrí’ — aquele que se extraviou. (A ênfase é nossa.)

O Talmud (versão não censurada) descreve um ato que leva o Rebe Yehoshúa a reconhecer a verdadeira natureza de seu aluno, e Yêshu é excomungado diante dos olhos de todo o Israel. Mandado embora repetidas vezes, ele tenta mais uma vez buscar o consentimento de seu Rebe: “Um dia ele (o Rebe Yehoshúa ben Perachyáh) estava recitando o Shemá quando (Yêshu) se aproximou dele. Ele tinha em mente aceitá-lo e lhe acenou com a mão (para esperar). Ele (Yêshu) pensou que ele estava deixando-o de lado. Ele se foi, ergueu um tijolo, e o adorou. … Jesus realizou feitiçaria, incitou os judeus a se envolverem na idolatria e desviou Israel.” (Sotá 47a)

Aqui está a separação dos caminhos[,] o ponto de separação, deixando Yêshu de lado para sempre.”

 

Tendo em conta que Yêshu foi aluno do Rebe Yehoshúa ben Perachyáh, lembremo-nos, como dito na Parte 1, que Míriam, a mãe de Yêshu Hanotsrí, (irmã do Rebe de Yêshu, Yehoshúa ben Perachyáh) era noiva de Iohanán (João) mas concebeu de outro homem, um não-judeu, Yossêf (José)*, e, lembremo-nos também que em um parágrafo do Talmud questiona-se se não é Papus (Pappos, Pappus) o marido de Miriam.
É preciso esclarecer que ao passo que Yêshu Hanotsrí viveu uns 100 antes da nossa era, Papus viveu uns 200 anos depois de Yeshú Hanotsrí (ou seja, no segundo século de nossa era).
Conhecido como Papus ben Yehudá, ele foi líder de uma rebelião sob o imperador romano Adriano (117 ec a 138 ec). Sábio e Tsadíc, Papus ben Yehudá era amigo de outro Sábio, o Rabino Akivá ben Yossêf (um filho de convertidos que se tornou o líder da Torá mais influente na história do povo judeu, com a única exceção de Moisés), que viveu de 1 ec a 121 ec (outra data diz de 20 ec a 140 ec) (e que, como Moisés, morreu aos 120 anos).
Portanto, Papus era contemporâneo do Rabino Akivá, do Rabino Shimón bar Yochái (ou Rashbí, aluno de Akivá) e do Shimón bar Kochbá (ou, Shimón bar Kozíva) (veja Talmúd, Berachót 61b e Guitín 90ab).
Assim, não temos como saber quando e de que maneira ocorreu esta confusão no Tratado do Shabát 104b. Uma possibilidade é que a esposa de Papos ben Judá também se chamava Miriam. De qualquer maneira, Papus era judeu, enquanto (Yossêf) o pai de Yêshu Hanotsrí era gentio (não-judeu).

* Amolon (Theodboldus Amulo), arcebispo de Lyon no século IX (841), referiu-se às idéias judaicas sobre a origem de Jesus:
“Ele é ímpio e filho de um ímpio, a saber, (filho de um homem) de origem incerta[••], a quem chamam de [Yossef] Pandera: com quem dizem que a mãe do (nosso) Senhor cometeu adultério, e desta forma ele (Jesus/Yeshuá), em quem acreditamos, nasceu.”

•• Rabi Maimônides afirma que se trata de um gentio, então, “de origem incerta” na frase acima significa que não se sabe se ele (Yossêf) era romano ou grego (Orígenes diz que Celso diz que ele era um soldado romano; por outro lado, “Pandera” ou “Pandira” — “Pantera” — é um nome grego).

 

Yêshu (Jesus ou Yeshuá) tornou-se um apóstata.
O Rabi Iehudá Haleví, autor de O Cuzarí, nos diz:
“Jesus e seus companheiros foram classificados como apóstatas (que abandonaram o judaísmo, fundando uma nova seita e batizando-se no rio Jordão).”

Porém, precisamos discernir que mesmo entre os Sábios de Israel, apesar da unanimidade da apostasia de Yêshu e de seu propósito final (a destruição do judaísmo — da Torá e do povo judeu), eles divergem quanto ao significado dos meios usados por Yêshu para chegar ao fim pretendido:
para alguns, ele inventou uma religião, para através dela ele destruir o judaísmo (sim, certamente ele não a inventou para “apenas” suplantá-lo, mas para suprimi-lo);
para outros, ele não organizou uma nova religião, ele queria “apenas” causar, era um desordeiro e subversivo, e pretendeu que as massas o imitassem, com o objetivo de que isso acarretasse a extinção do judaísmo
(veja A verdadeira história de Jesus e do cristianismo PARTE 3: Rabi Maimônides).

Na verdade, este é o verdadeiro motivo pelo qual Yêshu não é considerado o mashíach pelos judeus.
Como poderia um apóstata ser um líder de Israel, e quanto mais o Líder final de Israel?

Portanto, quando os judeus e os noaítas (Bnei Noach) dizem que não acreditam em Jesus, isto não significa que eles acreditam que ele não existiu, mas que não acreditam que Jesus é o mashíach (o verdadeiro messias) e muito menos ainda que Jesus é A PRÓPRIA Elohút — DIVINDADE — ou parte DELA).
Porém, isto não é tudo. A questão ainda é muito mais profunda. Quando os judeus e os noaítas dizem que não acreditam em Jesus, a grande verdade é que eles estão querendo dizer que não acreditam que Jesus era um servo de D’us. Jesus não serviu D’us, e levou outros a também não servirem D’us. O Rabi Maimônides declarou:
É um mandamento (da Torá) exterminar hereges, traidores e apóstatas israelitas e levá-los ao poço da destruição [alusão ao Salmo 55:24], pois eles oprimem Israel e afastam o povo de D’us, como é o caso de Jesus, o cristão[*], e” outros.
Assim, Jesus não é o mashíach (o verdadeiro messias judeu) porque ele abandonou o judaísmo (ele abandonou D’us, a SUA Palavra, e os SEUS Mandamentos) e enganou muitas pessoas, mas não porque ele não cumpriu nenhuma profecia bíblica.
Afirmar que Jesus não cumpriu profecias é um equívoco muito comum. Ele cumpriu sim:
Devarím/Deuteronômio 13:1-5
(o judaísmo não nega e nunca negou que Yêshu Hanotsrí — Jesus — foi capaz de realizar certas façanhas. Mas mesmo realizar milagres não é prova de se ser um servo de D’us, muito pelo contrário, pode ser prova exatamente de se ser um falso profeta, como O PRÓPRIO D’us declara à Israel);
Devarím/Deuteronômio 13:6, 11-12; e, 17:2-7; e, 21:22-23
(é interessante notar que as sete cartas genuinamente paulinas não tratam nem uma única vez de Pôncio Pilatos.
E também é interessante notar que por todo o “novo testamento”, mas principalmente em Atos e em 1 Tessalonicenses (2:15), mesmo diante do dogma criado pela Igreja de que Yêshu foi executado por Pôncio Pilatos, ainda remanescem vestígios da história original (a judaica) de que foram realmente os judeus que executaram Yêshu*.
Surpreendentemente, Gálatas (3:13) (uma das cartas genuinamente paulinas) chega até mesmo a se referir a Yêshu como “o pendurado (no madeiro) [que] é um desprezo para Hashém”, sendo tal método imposto EXCLUSIVAMENTE de imediato aos já falecidos executados por apedrejamento (julgamento e execução realizados pelo Sanhedrín (tribunal judaico), não por romanos)*;
Devarím/Deuteronômio 17:9-13
(como vimos acima, e como ainda veremos um pouco mais, Yêshu desgraçou seu Rebe — sendo que o seu professor era ninguém menos que o próprio Líder do Sanhedrín (de cerca de 3623 a 3678 da Criação, ou, c.138 aec a 83 aec) e o seu próprio tio, irmão de sua mãe);
Daniel 7:8, 20-25
(“ele pretenderá modificar as regras do tempo e a própria lei” — e de fato, a data de sua existência foi modificada, além de ter sido usada para dividir a História em antes dele e depois dele, e ainda substituir o calendário bíblico cuja contagem é desde a Criação de Adão e Eva.
E “modificar a própria lei”, a Própria Palavra de D’us, a Torá, inventando um “novo testamento”);
Daniel 11:14, 35-39
(com toda a certeza do mundo um filho renegado do judaísmo tentou se exaltar, e se exaltar tanto ao ponto de se considerar o próprio Hashém em pessoa, sem qualquer consideração por nada nem ninguém, estabelecendo essa nova visão de fé por quase todo o mundo, e, como já tinha sido profetizado na bíblia judaica, no versículo 36, Yêshu seria considerado até mesmo um “rei” pelos cristãos — como todos eles hoje em dia dizem que ele reina nos céus).

 

* Ao contrário do que muitos pensam ou do que aprenderam (erroneamente), o Sanhedrín, também chamado de Beit Din Hagadol — a Suprema Corte judaica —, renunciou ao seu poder de julgar penas capitais no ano 3788 ou 28 ec.
Ainda assim, haviam os sanhedrins menores, que consistiam em 23 juízes, em cada cidade grande, que também tinham jurisdição em todos os casos regulares que envolviam a pena capital. As penas de morte (que eram 4) foram abolidas formalmente pelas cortes de justiça no ano 30 ec (Ref. Rabi Aryeh Kaplan em Enciclopédia do Pensamento Judaico).

 

O Rav Shimshon Bisker, de Israel, resume a verdadeira história de Jesus, explicando:
“Yêshu é o nome de Yehoshúa, Yehoshúa é o nome dele (de Jesus) de verdade. Yeshu é uma sigla [cujo significado é] “que seja borrada sua lembrança”, e aí a tradução ficou “Jesu”. É daí que veio o nome dele que é chamado (Jesus) que é a sigla: “que seja apagada a sua lembrança”, aí ficou a sigla para a história.
O rabi dele chamava Yehoshúa.
Ele (Yêshu/Jesus) brigou com os sábios, atacou os sábios, e a Torá fala para escutar os sábios.
Ele (Yêshu/Jesus) foi fundar o (cristianismo), foi se declarar o messias, foi se declarar contra os sábios, fez milagres com O NOME de D’US — que ele tirou do Templo de Yerushaláim botando dentro da perna dele.
Aí, das pessoas que queriam salvar a reputação dele, que queriam colocar ele como o verdadeiro messias, começou a surgir o (cristianismo) [assim como, posteriormente,] o catolicismo, quando eles começaram a seguir os passos de Yêshu.”

 

 

Agora vamos analisar três pontos (na verdade, quatro, sendo três agora conjuntamente e um depois, separadamente) (e ao final desse primeiro ponto voltaremos à história acima).

 

• 1° ponto:

O que o Talmud quer dizer com: “ergueu um tijolo, e o adorou”? Yêshu fez isto literalmente? Ou esta passagem é alegórica?

O Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson) nos explica:
“O Talmud, ao falar de designar uma falsa divindade, dá como exemplo: “Ele ergueu um tijolo”.”

Portanto, não foi um acontecimento literal, Yêshu não ergueu realmente um tijolo e o adorou. Antes, isso é um modo de dizer que ele “produziu um novo deus próprio”, ou seja, ele rejeitou Hashém D’us, O CRIADOR.

Mas que novo deus Yêshu produziu para si mesmo? Que deus Yêshu começou a pregar no lugar de Hashém? Qual foi a idolatria que ele realmente praticou? A de si mesmo. Sim, é isso mesmo o que você leu. O deus que Yêshu começou a pregar no lugar de Hashém foi ele mesmo. Ele passou a declarar-se Deus (o próprio Hashém). Isso não é uma invenção de Roma, de Paulo, do Vaticano ou de Constantino. Isso não foi uma inserção feita posteriormente no novo testamento por pessoas que estavam desvirtuando a suposta mensagem “original” de Yêshu. Pregar que a sua própria pessoa era o próprio Hashém, o próprio Deus, na Terra, era a verdadeira mensagem de Yêshu. Essa era, de fato, a mensagem original dele. Como explica o Rabi Heshy Grossman: Yêshu é “o homem que se pensa Deus”, “um homem que se faz Deus”, e que a partir de agora começa a tramar “um novo testamento que pretende continuar a visão profética de uma época anterior.”

 

Agora vamos expandir um pouco mais a história acima do Talmud. O Rabi Heshy Grossman prossegue:

“Após um exílio forçado em Alexandria, o Rebe Yehoshúa ben Perachyáh retorna a Jerusalém, acompanhado de seus alunos, entre eles Yêshu Hanotsrí.

No caminho, eles param em uma pousada, onde são tratados com grande honra.

“Como é amável esta estalajadeira”, disse o Rebe Yehoshúa ben Perachyáh, elogiando os méritos dela.

Yêshu Hanotsrí[, pensando que o seu Rebe estava apontando o quão ela era bonita,] disse: “Mas, Rebe, os olhos dela são bem redondos!” [o que significa que ela não era tão bonita assim].
[N.T.: sim, Jesus/Yeshuá concentra o seu olhar na estalajadeira, enfatizando a feiura dos olhos dela.]

“Rashá!” (“Perverso!”), declarou o Rebe, “é nisso que você está envolvido?”. O Rebe então o colocou em Chérem [isto é, o baniu da comunidade]… .” (Sotá 47a, versão sem censura do Talmud).”

 

Para esclarecimento, o Rabi Heshy Grossman nos explica:

“Yêshu é mandado embora não por olhar para mulheres bonitas, mas por supor que seu Rebe estava fazendo o mesmo. Ele faz pouco caso das palavras dos Sábios, zombando da Torá que eles representam.”

 

 

• 2° ponto:

No quinto parágrafo, as próprias palavras do Rabi Dovid Rosenfeld e do Talmud nos dá a entender que a culpa da existência do cristianismo é na verdade do Rabi Yehoshúa ben Perachyáh: “O Talmud (Sotá 47a e Sanhedrín 107b) afirma que deve-se sempre “afastar com a esquerda, enquanto se aproxima com a direita”. Ou seja, mesmo que tenhamos de repreender os outros, devemos fazê-lo gentilmente, nunca afastando os pecadores por completo. Não se deve, continua o Talmud, fazer como Elishá (Eliseu) fez com Guechazí ou como o Rabi Yehoshúa ben Perachyáh fez com um de seus alunos. Em ambos os casos, o professor afastou seu aluno com demasiada dureza, fazendo com que o aluno se extraviasse completamente.”

Pois bem, deixemos que o próprio Rabi Dovid Rosenfeld se explique:

“Não devemos culpar o Rabi Yehoshúa por indiretamente gerar o cristianismo. Embora o Talmud o culpe por ser muito duro, ele sabia quando bastava, quando já era o suficiente. Ele não teria ido longe demais; foi D’us QUEM quis que isso (um mal-entendido entre os dois) acontecesse [e que disso resultasse o cristianismo.

Nesta lição nos voltaremos para] Yeshuá, também conhecido como Jesus (ou Yêshu).

O Talmud na verdade faz muito pouca referência a Jesus e ao Cristianismo. Há talvez meia dúzia de referências a ele em todo o Talmud — uma obra que fala de quase tudo o mais sob o sol. [N.T.: Na verdade, são apenas 9 menções em 63 tratados da Mishná (9 não contando as duplicações, porém se incluídas as passagens que, repetidas, aparecem em tratados diferentes, chegamos ao total de 20 menções na Mishná — o código de leis judaicas que formou a base do Talmud).]

Em dois lugares (Sotá 47a e Sanhedrín 107b) o Talmud diz o seguinte: Deve-se sempre afastar com a esquerda enquanto se aproxima com a direita — ou seja, nunca afaste os pecadores com demasiada força, ao contrário de Elishá, que fez isso com Guechazí, ou do Rabi Yehoshúa ben Perachyáh, que fez isso com “um de seus alunos” — quer dizer, Jesus.

A propósito, o Talmud em Sotá usa a frase propositadamente oblíqua “um de seus alunos”. Em Sanhedrín, o Talmud se refere explicitamente a Jesus pelo nome (“Yêshu Hanotsrí;” Notsrí=Nazareno, razão pela qual os cristãos são chamados de “Notsrím” em hebraico hoje em dia). Além disso, a edição do Talmud de meu pai (c. 1950) omite ambas as passagens, graças à censura. Meu próprio Talmud (1970) não contém a história em Sanhedrín com sua referência explícita, mas contém a passagem em Sotá. Até hoje, nem todas as edições do Talmud incluem a versão do Sanhedrín.

De qualquer forma, voltando ao nosso texto parcialmente censurado, o Talmud registra o seguinte. Houve um incidente no qual o Rei hasmoneu Yannái matou muitos sábios da Torá (por causa de um debate a respeito de sua estirpe). O Rabi Yehoshúa ben Perachyáh e seus alunos fugiram para Alexandria. Quando a estabilidade voltou, ele e seus alunos voltaram à Terra Santa. Na volta, eles ficaram em uma certa pousada (administrada por uma mulher). A anfitriã lhes prestou um serviço excepcionalmente bom. O Rabi Yehoshúa comentou: “Como é amável esta matrona!” Seu aluno rebelde, interpretando mal a intenção de seu professor, respondeu: “Meu mestre, os olhos dela são bem redondos.” O rabino respondeu: “Perverso! É com isto que você está lidando?!” Ele o colocou em excomunhão.

Jesus voltou ao seu mestre muitas vezes para pedir perdão. O Rabi Yehoshúa repetidamente se recusou a aceitá-lo (atraindo a crítica do Talmud de que nunca se deve afastar com demasiada força). Um dia, o aluno veio ao rabino quando ele estava orando e não pôde responder. Ele fez um sinal para que Jesus ficasse, pois naquele dia ele estava preparado para aceitá-lo de volta. Jesus, no entanto, entendeu mal o gesto e foi embora, naquele momento se separando inteiramente do judaísmo.

Há duas mensagens muito importantes contidas neste breve episódio. Por um lado, o comentário inicial de Jesus poderia ter sido visto como um mal-entendido inocente. Outra coisa, reconhecidamente menos nobre, lhe veio à mente quando seu mestre disse “como é boa esta mulher”. Talvez um erro inocente. Muito poucos de nós vemos uma mulher atraente e nem sequer nos damos conta de sua aparência.

Mas há uma grande mensagem aqui, uma das mais profundas da Torá. O Judaísmo nos ensina que um homem que estuda Torá pode crescer (espiritualmente) a tal ponto que pode ver uma bela mulher e não instantaneamente vê-la como um objeto, algo a ser desejado. O Rabi Yehoshúa viu uma mulher com um exterior atraente, mas a elogiou por seu verdadeiro valor.

Há uma segunda grande lição contida nesta história. A última vez que Jesus voltou ao seu mestre, o Rabi Yehoshúa estava preparado para aceitá-lo de volta. Houve um mal-entendido e isso não aconteceu. [Como foi dito anteriormente, o ponto aqui] é que não devemos culpar o Rabi Yehoshúa por indiretamente gerar o Cristianismo. Pois D’us quis que ocorresse um mal-entendido naquele momento crítico. Por alguma razão, D’us quis que tal desentendimento ocorresse e que uma religião falsa nascesse.”

 

 

• 3° ponto:

O Rabi Heshy Grossman nos lembra de um detalhe muito significativo:

“O Rebe Yehoshúa ben Perachyáh viveu durante o reinado dos gregos, cerca de duzentos anos antes da era comum[ — contando a era cristã (comum) a partir de Paulo (c. 50) —, o que significa que, se Yêshu era seu aluno,do Rebe Yehoshúa, então o próprio Yêshu viveu na verdade uns 200 anos antes do cristianismo paulino (isto é, da origem da Igreja)].

A afirmação cristã é esta: nós somos Israel, herdeiros da graça do céu.

Embora seu herói tenha vivido dois séculos antes, os líderes da igreja pressionam seu ponto de vista, eles são o novo povo escolhido, erguendo-se no lugar de um Templo que ardeu em chamas. Para conseguir isso, eles criam uma fraude, Yêshu, seu ‘salvador’, e alegremente tomam nosso lugar. Que conveniente, então, simplesmente mudar algumas datas há muito esquecidas, avançando duzentos anos! E dessa forma, eles colocam seu nascimento bem próximo à destruição do Templo.”

 

Na Parte 1, explicamos que o chamado Testimonium Flavianum ou Testemunho de Flávio Josefo em seu livro História dos Hebreus pode muito bem ter sido uma interpolação cristã. E se levarmos em conta que a verdadeira data da existência de Jesus é o primeiro século ANTES da era comum, fica explícito que se trata sim de uma interpolação cristã.
Por outro lado, o professor e historiador James D. Tabor diz:
“Josefo menciona Jesus de passagem. A passagem é considerada autêntica pela maioria dos estudiosos, uma vez que as adições cristãs óbvias são removidas.”
E o historiador Bart D. Ehrman tem a mesma opinião:
“A maioria dos estudiosos do judaísmo primitivo e especialistas em Josefo acredita que um ou mais escribas cristãos “retocaram” levemente a passagem.”

Se este realmente é o fato, como então pode-se explicar esta passagem à luz da verdadeira data da existência de Yêshu (Jesus/Yeshuá) nascido em 90 aec e falecido em 54 aec?
Só há uma única explicação possível:
a passagem de Josefo foi parcialmente interpolada e o mais importante de tudo — e o mais curioso e o mais interessante , ela foi deslocada, ou seja, mudada de lugar. Você alguma vez já tinha parado para pensar nisso?
Se a passagem de Josefo é mesmo autêntica, então ela só pode ter sido retirada do contexto da história do Rei hasmoneu Alexandre Yannái e colocada na época do primeiro século da nossa era. Pois, como já o sabemos, e como também afirma o Rabi Iehudá Haleví, autor de O Cuzarí:
“Jesus de Nazaré [título cristão, na verdade, o nazareno] (cuja história é bem conhecida) foi um de seus discípulos [do Rabi Yehoshúa ben Perachiá].”
E como também afirma explicitamente o Rabi Maimônides:
“Jesus “de Nazaré”, que aspirava ser o mashíach, foi executado pelo tribunal [judaico, o Sanhedrín].”

Assim, devolvida ao seu local original, a saber, a época do Rei hasmoneu Alexandre Yannái (rei de 103 aec a 76 aec), a passagem teria dito apenas:
“Houve por esta época Jesus, um fazedor de maravilhas. E ele atraiu para si muitos judeus e muitos gentios. E quando os principais homens entre nós o levaram [à morte], aqueles que o amavam no início não o abandonaram e até os dias de hoje os cristãos não se extinguiram.”

De toda forma, como admite o historiador Bart D. Ehrman:
“O fato é que esse texto tem pouca relevância para a questão da existência de Jesus.”

O Rabi Moshe Bogomilsky declara:
É interessante notar que as informações autênticas que os cristãos têm sobre Yêshu foram extraídas de nossas fontes. A razão é que, durante sua vida, o mundo em geral sabia muito pouco dele e não tinha nenhuma consideração por ele. Cerca de cem anos após sua morte [ou na metade do primeiro século da nossa era], certos indivíduos decidiram fazer dele o fundamento de sua nova crença e começaram a fabricar histórias de sua glória.”

 

O próprio ângulo de visão do Rabi Yechiel ben Yossef em sua resposta para Nicholas Donin, no Debate de Paris em 1240, que aparenta ser uma justificativa para impedir a destruição do Talmud na França, é verdadeiro em absoluto:
É fácil ver que este Jesus [citado, por exemplo, nos Tratados de Guitín 56b, e, Sanhedrín 43a e 107] não pode ser o mesmo Jesus que os cristãos adoram. Pois Josué ben Perahiá viveu mais de 200 anos antes do Jesus do cristianismo, que, em minha opinião, não é mencionado em lugar algum do Talmud. Onde aparece Jesus no Talmud, é do discípulo de Josué ben Perahiá que se fala.”

Se levarmos em conta as explicações mais acima de que ‘os cristãos criaram uma fraude, Yêshu, seu salvador, avançando duzentos anos’ — que ‘cerca de cem anos após sua morte, certos indivíduos  começaram a fabricar histórias de sua glória’, então, realmente, o Yêshu do Talmud não é o Yêshu do novo testamento da Igreja (que nasceu de uma virgem, que morreu sob Pôncio Pilatos tendo hipoteticamente vivido, então, no primeiro século da nossa era , que foi ressuscitado no terceiro dia e que posteriormente ascendeu ao céu). O Jesus neotestamentário (o filho de virgem e de espírito santo, o executado por um prefeito romano, o crucificado, o ressuscitado no terceiro dia, o ascendido ao céu) não é o Jesus de Nazaré talmúdico. O Yêshu neotestamentário é um mito, uma lenda — PARCIALMENTE. Não é que ele foi inventado em todos os sentidos (como pregam os miticistas). É um Jesus/Yeshuá/Yêshu (“Yahushuah”) remodelado, remendado, reformado. O ponto de partida foi basear-se numa pessoa real: o Jesus discípulo do Rebe Yehoshúa ben Perachyáh. Porém, é óbvio e é natural, e muitas vezes até mesmo é conveniente, que nem todo judeu está disposto a adentrar neste campo.

O fato é que a elite eclesiástica sabe a verdade:
É interessante que no Debate de Tortosa em 1413/1414, o próprio Benedito XIII, apenas um dos três aspirantes à papa, mas tratado pelo relato cristão como “Sua Santidade, nosso senhor papa Benedito XIII”, admite (no relato judaico do debate):

“Disse então o papa: “Na noite passada, estive pensando como [vós judeus] nos iludistes dizendo que nolad pode significar tanto ‘nascerá’ quanto ‘nasceu’. Mesmo que seja assim, a verdade é que Jesus nasceu no ano de 3.671 após a Criação, muito antes da destruição do Templo, que se deu em 3.828; portanto, ele nasceu 150 anos antes da destruição [do Templo de Jerusalém].””

Também é interessante que no Debate de Barcelona em 1263, o Rabi Nachmânides (Rambán) fez uma afirmação que em momento algum foi contestada pelo lado cristão (e nem posteriormente pelo papa na versão cristã do debate). Ele declarou:
“Jesus não é o messias conforme [vós cristãos] sustentais, pois ele nasceu e morreu antes da destruição do Templo de Jerusalém e seu nascimento se deu quase 200 anos antes da destruição, embora, de acordo com vossa contagem, tenha ocorrido 73 anos antes da destruição [do Templo].”

Portanto, diferentemente do Rabi Yechiel que preferiu não adentrar neste campo (e de vários judeus que assim o fazem hoje em dia), o Rambán demonstrou que a pessoa real por trás do lendário Yêshu neotestamentário é o Yêshu discípulo do Rebe Yehoshúa ben Perachyáh, que viveu em torno de 100 aec, no reinado de Alexandre Janeu, o Yêshu executado pelos próprios judeus, sendo este o entendimento também, para citar alguns exemplos, de Avraham ben Yitschak de Narbona, o Rabad II, conhecido pelo seu livro Sêfer Haeshkol; de Avraham ben David de Posquieres, o Raavad; e de Yitschak Abravanel (Abarbanel); como também o declara o Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson. O Rebe esclarece:
“Nossos Sábios relatam que “aquele homem” (um termo talmúdico usado para se referir a Jesus o nazareno) foi um dos alunos do Rabi Yehoshúa [ben Perachyáh]. Mesmo depois de “aquele homem” ter abandonado a observância judaica, o Rabi Yehoshúa tentou persuadi-lo a se arrepender.

“Aquele homem” recusou, respondendo: “Eu recebi a seguinte tradição de você: ‘Uma pessoa que peca e faz com que outros pequem não tem a oportunidade de se arrepender.’”

É claro que o Rabi Yehoshúa conhecia este princípio, mas ele também sabia que se uma pessoa fizer uma tentativa sincera, seu arrependimento será aceito independentemente de sua conduta anterior. Apesar do comportamento de seu ex-aluno, o Rabi Yehoshúa o julgou capaz de se arrepender sinceramente o suficiente para recuperar o favor de D’us.”

 

 

Agora, iremos para o 4° ponto, mas cujo assunto será abordado a partir de agora.
Vamos elucidar mais uma questão.

A história no Tratado de Guitín (57a) sobre Yêshu no outro mundo é literal?
O Rabi Heshy Grossman nos resume a história e a explica:

“Onkelos, o sobrinho de Tito (filho da irmã de Tito), desejava se converter (ao judaísmo). Antes de fazer isso, ele levantou magicamente (do Guehinóm) os inimigos mortos de Israel, na esperança de esclarecer a verdade.

“Quem é mais importante nesse mundo (onde você está agora)?”, perguntou a Bila’am.

“Israel.”

“Devo então me juntar a eles (pela conversão)?”

“(Não! Pois) não procurarás a paz nem o bem deles, em todos os teus dias… (Devarim 23:7).”

Ele então trouxe os pecadores de Israel (Yêshu).

“Quem é mais importante nesse mundo (onde você está agora)?”

“Israel.”

“Devo então me juntar a eles (pela conversão)?”

“Você deve desejar o bem deles e você não deve desejar a desgraça deles.”

“Como é o castigo daquele homem (um eufemismo para o próprio Jesus) no outro mundo?”

“Ele é punido em excremento fervente, pois se diz: ‘Todos os que zombam das palavras dos Sábios são sentenciados a ferver em excremento’.”

(A Gemara comenta:) “Venha e veja a diferença entre os pecadores de Israel e os profetas das nações adoradoras dos ídolos.” (Tratado de Guitín 57a)

O humano é julgado na mesma medida em que viveu sua vida, a sua punição no próximo mundo é uma imagem espelhada da sua existência terrena.

Yêshu Hanotsrí ferve em excremento.

É a Torá Oral dos rabinos que dá o tom da vida e da lei judaica. Enquanto a Torá Escrita leva o imprimatur do céu, um selo de aprovação incontestável, a Torá Oral repousa sobre a autoridade dos Sábios; o respeito por suas palavras e a disposição de se ser humilde diante de sua análise da vontade de D’us.

Yêshu rejeita a base rabínica da Torá Oral. A Torá é a própria vida, seja ela escrita ou oral. Yêshu deixa o Beit Midrash (Casa de Estudos), repositório da vida. Descartado (da força vital de toda a existência), ele desce a uma panela fervente de resíduos, a imagem definidora de sua própria existência.”

 

Finalizaremos então esta PARTE 2 com o seguinte detalhe:
Se é verdade que Jesus (Yeshuá/Yêshu) era tão bom assim, como muitos acham que ele era, e se ele era esse judeu exemplar, cumpridor da Torá, que de forma alguma pretendeu abolir ou alterar a Torá, que conhecia todos os pormenores da Halachá (Lei Judaica), e que ainda era o mashiach e até mesmo um rabino — e que não é verdade o que o Rabi Heshy Grossman explica sobre ele nos dois parágrafos acima —, como ele pôde ensinar: “Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6, Nova Almeida Atualizada), ou, como consta numa execrável versão hebraizada: “”Rebe Mélech Hamashíach” (rebe o rei messias — Yeshuá) disse: Eu sou Hadêrech (o caminho), Haemét (a verdade), e Hachaím (a vida). Ninguém vem ao HaAv (Pai) senão por mim.” (veja também João 3:36 e Efésios 2:8-9), em nítido e explícito contraste com o ensinamento rabínico:
“Chamo o Céu e a Terra como testemunhas:
Qualquer indivíduo, seja gentio ou judeu, homem ou mulher, servo ou amo, pode atrair sobre si A DIVINA PRESENÇA, conforme suas obras.” (Taná deBéi Eliáhu Rabá)?

 

Uma reflexão:

Neste 25 de dezembro, centenas de cristãos estarão comemorando o natal, quer dizer, o nascimento de seu “salvador”, festa essa que segundo eles mesmos celebra a família, o lar, o casamento, sendo que trata-se do nascimento do filho de uma mulher que diz: “ele não é filho do meu marido”.

 

Texto produzido por © Projeto Noaismo Info

Traduções feitas do inglês por © Projeto Noaísmo Info

© Rabi Maimônides
© Rabi Dovid Rosenfeld
© Rabi Heshy Grossmans
© Rabi Shimshon Bisker
© Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson)

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Então é… dezembro

Duas matérias sempre se destacam nesta época do ano, dezembro.

Queremos lembrar aos nossos estimados leitores a matéria Saudações de Fim de Ano:
https://a-fe-original–noaismo.info/2018/12/05/saudacoes-de-fim-de-ano/ .

Porém, como vocês mesmos observarão, esta matéria não é realmente uma matéria com orientações destinadas aos noaítas (Bnei Noach), antes são orientações de judeus PARA JUDEUS. Trata-se de qual a conduta apropriada PARA O JUDEU nessas questões de fim de ano gentílico. Certamente, nem por isso ela deixa de ser interessante para noaítas a título de curiosidade e informação e, além disso, também certamente noaítas terão o que poder extrair dela. E exatamente por esta matéria não ser dirigida especificamente para noaítas (Bnei Noach) é que orgulhosamente trazemos agora com exclusividade orientações PARA OS BNEI NOACH.

 

Por Rav Shimshon Bisker e Projeto Noaismo Info

 

Rabino, certamente que Bnei Noach não comemoram natal. Mas, como fica a questão do cumprimento ou saudação de natal:
os noaítas podem responder feliz natal? Não devem responder nada?
Devem explicar que não são cristãos e que não comemoram natal (podendo acabar gerando debate)?
Ou podem dar algum outro tipo de cumprimento?

Rav Sh: FICAR SEM RESPONDER OU COMEÇAR A DICUTIR PODE GERAR ÓDIO. PARA NÃO GERAR ÓDIO, PODEM RESPONDER, PORÉM, COM OUTRO TIPO DE CUMPRIMENTO. SE LHE DESEJAM “FELIZ NATAL” OU “BOAS FESTAS” VOCÊ PODE RESPONDER COM “TUDO DE BOM” OU ALGO DO TIPO.

 

Rabino, quanto à troca de presentes no natal:
noaítas podem receber (se forem presenteados) e podem dar (para retribuirem)?
Podem participar de amigo secreto no trabalho ou em família na época do natal?

Rav Sh: QUANTO À PRESENTES DE NATAL, É MELHOR NÃO DAR PRESENTES.
SE ALGUÉM DER, PODE RECEBER.

QUANDO FOR NECESSÁRIO DAR PRESENTES PARA OUTRAS PESSOAS OU RETRIBUIR UM PRESENTE COM OUTRO PRESENTE POR MOTIVO POLÍTICO OU PARA NÃO GERAR INIMIZADES, DE PREFERÊNCIA DAR DEPOIS DO DIA 25 OU ANTES, PORÉM, SE NÃO FOR POSSÍVEL, ENTÃO PODE DAR NO PRÓPRIO DIA, NÃO COM INTENÇÃO DA FESTA E SIM POR MOTIVO POLÍTICO. TENHA EM MENTE QUE É POR QUESTÃO DE MODOS E NÃO PELO TEMA DA FESTA EM SI.

EM RELAÇÃO À PARTICIPAR DE AMIGO SECRETO, DE FATO, NÃO É IDOLATRIA EM SI.
SOMENTE COLOQUE NO CORAÇÃO QUE É UM JOGO OU OUTRO ENTRETENIMENTO E NÃO RELACIONÁ-LO COM O TEMA DA FESTA EM SI.

 

Rabino, quanto às refeições de natal em família:
noaítas podem participar, seja na entrada do dia 25 ou no almoço?
Pode-se fazer uma distinção entre almoço em família num dia de feriado COM PROPÓSITOS SECULARES e o feito POR MOTIVOS RELIGIOSOS?

Rav Sh: DE FATO NÃO HÁ PROIBIÇÃO PARA BEN-NOACH NO QUE NÃO É IDOLATRIA EM SI.
CADA UM NO SEU NÍVEL DEVE SE AFASTAR DAS CELEBRAÇÕES E REFEIÇÕES CONECTADAS À IDOLATRIA FEITAS NESSE DIA, CONTUDO, SE ISSO FOR CAUSAR PROBLEMAS SÉRIOS OU BRIGAS, FAZER A PAZ E NÃO CAUSAR BRIGAS FAMILIARES TAMBÉM É MUITO IMPORTANTE. CADA UM DEVE PENSAR QUAL SERIA A CONDUTA MAIS PROPÍCIA NESSA SITUAÇÃO.

QUANDO FOR NECESSÁRIO PARTICIPAR DE REFEIÇÕES OU DE EVENTOS RELACIONADOS A ESSA FESTA, É IMPORTANTE, ANTES DE PARTICIPAR, COLOCAR NO CORAÇÃO QUE SE ESTÁ PARTICIPANDO POR MOTIVOS ALHEIOS, COMO FAZER PAZ E NÃO CAUSAR BRIGAS, POR MOTIVOS POLÍTICOS, DE TRABALHO, OU OUTROS, E NÃO PELO TEMA DA FESTA EM SI, NÃO PARA SE CONECTAR A ELA.

 

Rabino, e o que dizer do Ano Novo gentílico? Trata-se de idolatria (pagã ou cristã)? Bnei Noach não podem comemorar o Ano Novo de 1° de janeiro? E a saudação de “Feliz Ano Novo”, podemos devolvê-la, ou respondemos outra coisa?

Rav Sh: EM RELAÇÃO AO DIA 1° DE JANEIRO, POR MAIS QUE SEJA UM ANO DE CONVENÇÃO (E NÃO UM ANO DO CALENDÁRIO JUDAICO/BÍBLICO), DE TODA FORMA, NÃO SE TRATA DE UMA FESTA IDOLÁTRICA, E SIM DE UMA PASSAGEM DE ANO.
PORTANTO, NÃO É PROIBIDO E NÃO TEM PROBLEMA BNEI NOACH COMEMORAR O ANO NOVO E TAMPOUCO RESPONDER OU SAUDAR PESSOAS COM “FELIZ ANO NOVO” OU TOMAR CHAMPANHE, E ASSIM POR DIANTE. NÃO É IDOLATRIA.

 

Nosso agradecimento ao nosso prezado Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, pelas orientações destinadas a nós Bnei Noach.

 

E aproveitando a questão da data do 25 de dezembro, não deixem de ler, ou então releiam, a nossa matéria A verdadeira história de Jesus e do cristianismo

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/20/a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo/

 

e também a nossa mais nova matéria A verdadeira história de Jesus e do cristianismo PARTE 2

https://a-fe-original–noaismo.info/2020/12/24/a-verdadeira-historia-de-jesus-e-do-cristianismo-parte-2/

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Como Ajudar Alguém a Sair da Idolatria?/Por Que Pedidos de Idólatras São Atendidos?/Como Identificar Idéias Idólatras?

 

Como Ajudar Alguém a Sair da Idolatria?

 

 

Por Que Pedidos de Idólatras São Atendidos?

 

 

Como Identificar Idéias Idólatras?

 

 

 

Em homenagem ao Rav Shimshon Bisker.

Qual é a expressão hebraica mais comum entre os Bnei Noach?

Qual é a expressão hebraica mais comum entre os Bnei Noach (Noaítas)?

 

Esta certamente não é uma pergunta fácil. Até se a pergunta fosse qual é a expressão hebraica mais comum entre os judeus a resposta seria difícil. Porém, assim como há uma determinada opinião de que a expressão hebraica mais comum entre os judeus, pelo menos entre os religiosos, é “Barúch Hashém”, assim também nós somos da opinião de que esta é a expressão hebraica mais comum entre os Bnei Noach ou Noaítas.

Entre nós, Noaítas, é comum usarmos as três formas dessa expressão:

a forma abreviada: B”H (normalmente utilizada no início de um texto, de uma carta…);

a forma hebraica por inteiro: Barúch Hashém (também escrito como Barúch Ashêm);

e até a própria forma em português: Graças a D’us (ou, Graças a Hashém).

 

Baruch Hashem significa literalmente “Que D’us (ou, Hashém) seja louvado (ou, abençoado)!”, e pode ser usado tanto em seu significado literal quanto em seu sentido mais comum de “Graças a D’us!”.

 

Além disso, nos ariscamos a dizer que há mais algumas expressões hebraicas que são as mais comuns no movimento noaítico (movimento bnei Noach). São elas:

 

Shalóm. Apesar de seu significado literal ser paz, shalóm normalmente é usado como um cumprimento, significando igualmente “Olá!”, bem como uma despedida, significando igualmente “Até logo!” ou ainda “Tudo de bom!”;

 

Shavúa Tov. Literalmente, “Boa Semana!”;

 

e, Mazál Tov. Mazál Tov tanto tem o sentido de “Boa Sorte!” quanto serve de congratulação a outrem: “Parabéns!”, “Felicitações!”.

 

Apesar de um pouco menos comum, mas pode acontecer de você se deparar com Todá ou Todá Rabá: “(Muito) Grato!”; “(Muito) Agradecido!”.

 

E também, pelo menos uma vez no ano, é comum a expressão Shaná Tová: “Bom Ano (novo)!” (ou, Shaná Tová Umetucá: “Um Ano (novo) Bom e Doce!”).

 

Apesar de muitas pessoas (incluindo até mesmo muitos Bnei Noach) não saberem, há muitas expressões, digamos, religiosas, usadas em português que até têm seus correspondentes em hebraico, mas que são mais comuns no próprio português e inclusive entre os próprios judeus. Elas são:

“Se D’us quiser!”;

“Com a ajuda de D’us!”;

“D’us nos livre!” (ou, “D’us me livre!”, ou também, “D’us os livre!”);

“D’us não o permita!”;

“D’us o(a) abençoe!”;

e, “Vai com D’us!”.

 

Para conhecimento, em hebraico: se D’us quiser=im yirtsê Hashém; com a ajuda de D’us=beezrát Hashém; D’us nos livre=chas vechalilá; D’us não o permita=chas veshalóm; D’us o(a) abençoe=Hashém ievarêch otchá; vai com D’us=lech leshalóm (lembrando que, como dissemos, essas expressãos são mais usadas no português pelos Bnei Noach e até judeus).

 

Por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info (com participação do nosso Rabino Consultor, o Rav Shimshon Bisker)

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Folheto de Divulgação das Sete Leis de ‘Noé’

 

Baixe o folheto de Divulgação das Sete Leis de Noá (popularmente Noé), ou seja, as Leis dos Noaítas (Bnei Noach), na página:

https://a-fe-original–noaismo.info/folheto-de-divulgacao-das-sete-leis-de-noe/

 

Folheto produzido por Projeto Noaismo Info e Rav Shimshon Bisker, de Israel.

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Dia das crianças e um presente para elas

apresenta

 

Neste dia das crianças, aproveite a oportunidade para presenteá-las com O GUIAZINHO, um livreto produzido pelo Projeto Noaismo Info junto com o Rav Shimshon Bisker, de Israel. O GUIAZINHO é o primeiro livro lançado no Brasil especialmente para as crianças Bnei Noach (noaítas). Sim, até então, infelizmente, não havia qualquer livro feito para as crianças das famílias Bnei Noach. Agora, graças a Hashém, esta lacuna está preenchida.

 

Palavras do Rabino Eliahu Hasky, do Projeto Torah Com Você, sobre O GUIAZINHO:

“Uau que máximo!!!!! Parabéns!!!!!!! Está sensacional!!!!!!”

 

O GUIAZINHO não contém apenas bênçãos, ele contém também histórias, e certamente possui muitos detalhes desconhecidos até mesmo dos próprios adultos. Portanto…

acesse a página oficial e exclusiva do GUIAZINHO e baixe-o gratuitamente.

https://a-fe-original–noaismo.info/o-guiazinho-um-livreto-para-as-criancas-bnei-noach/

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Shabat, festas judaicas e os Bnei Noach

 

O Shabát e as festividades judaicas não devem ser observados pelos Bnei Noach (noaítas). Por que?

Diz a Torá em Bereshít/Gênesis 8:22: “Dia e noite eles não descansarão”. Daqui aprendem os sábios no Talmúd (Sanhedrín 58b) que um “gentio que descansa, é passível de pena de morte”.

O conceito de “descanso” aqui se refere a tomar um dia da semana como dia de descanso religioso, quer dizer, em nome de D’us, mesmo que não o sétimo dia da semana. O conceito de “morte” aqui se refere à morte celestial, não à morte por uma corte terrestre.

Esta idéia está mencionada na lei judaica (halachá) em Rambám (Rabi Maimônides), Leis dos Reis, cap. 10, lei 9. Isto significa que os gentios tem proibida a observância do Shabát [incluindo honrá-lo, já que não se honra um ritual]. Isto não quer dizer que eles não podem descansar no sentido literal da palavra, e sim que esse descanso não pode ser em honra ao fato de que D’us criou o universo em seis dias e no sétimo dia descansou.

Por sua vez, em Shemót/Êxodo 31:12-17 a Torá diz claramente que o sétimo dia judaico é um dia para a festividade exclusiva para o povo judeu.

 

“12. D’US disse a Moshé

13. para falar aos israelitas e lhes dizer: Devem todavia cumprir os MEUS shabatót. É um sinal entre EU e vocês por todas as gerações, para fazer com que [os povos] compreendam que EU, D’US, os estou fazendo santos.

14. (Por conseguinte,) cumpram o Shabát como algo sagrado para vocês. Todo aquele que fizer trabalho (durante a festa do Shabát) será cortado espiritualmente de seu povo, e por conseguinte, todo aquele que o viole será condenado à morte.

15. Façam o seu trabalho durante os seis dias da semana, mas façam no sétimo dia [a festa do] Shabát de Shabatót, [uma festa] sagrada para D’US. Quem fizer qualquer trabalho no sétimo dia será condenado à morte.

16. Os israelitas, deste modo, farão o Shabát, e o dia de fazê-lo será um dia de repouso por todas as gerações, como pacto eterno.

17. É um sinal entre EU e os israelitas de que durante os seis dias da semana D’US fez o céu e a terra, mas no sétimo dia deixou de trabalhar e retirou-SE para o espiritual.”

 

Rabi Ráshi, um dos principais comentaristas da Torá, explica sobre o versículo 13 acima que a idéia de “um sinal” é que é uma mostra da grandeza do povo judeu que D’us lhes legou o Shabát. Logo ele explica que fazer com que compreendam se refere a que todas as nações do mundo saibam queEU, D’US, os estou fazendo santos”, ou seja, que D’us santifica o povo judeu com o Shabát.

Assim também todas as festividades mencionadas na Torá são sinais do vínculo entre o povo judeu e Hashém e se aplica à mesma lei [explicada por Rabi Maimônides,] de modo que os gentios não devem observar essas festas.

As exceções a esta regra são as festas do Rósh Hashaná, quando comemoramos a criação da humanidade — de todos os seres humanos —, e Ióm Kipúr, o dia da expiação.

O Talmúd (Rosh Hashaná 16a) explica que Rósh Hashaná é o dia do Julgamento Divino para todos os seres humanos e Ióm Kipúr, o dia da expiação, é o dia em que é selado esse julgamento. Daqui surge que estas duas festas têm relação com os gentios também.

No entanto, essa relação não é com os preceitos específicos de cada uma destas festas, como escutar o som do Shofár [e quanto mais tocá-lo] no Rosh Hashaná e jejuar no Ióm Kipúr, mas com o conteúdo conceitual da festa: Rosh Hashaná como o dia do julgamento e da aceitação de Hashém como REI sobre toda a criação e Ióm Kipúr como o dia da expiação das transgressões e do perdão divino.

A forma adequada que um gentio pode passar estes dias é recitando salmos. Todos os salmos. Em Ióm Kipúr pode-se adicionar, em algum momento do dia, uma confissão dos pecados do ano anterior, e inclusive de anos anteriores. Mas não como uma obrigação.

Rabino Tuvia

 

© Rabi Tuvia
© Projeto Noaismo Info: traduzido do espanhol por © Projeto Noaísmo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

O movimento Bnei Noach nos primeiros séculos da existência cristã

 

Há uma parte da História que certamente é desconhecida da grande maioria das pessoas. Seja porque outros que a ensinaram também desconheciam tais detalhes, seja porque outros a deturparam. A questão é que muitas vezes até mesmo nós mesmos podemos ter deduzido ou imaginado as coisas da maneira como elas realmente não foram.

É fato que o atual fenômeno Noaítico (i.e., do movimento bnei Noach) não é uma coisa que está acontecendo pela primeira vez na História. Hoje entendemos que do último século antes da nossa era até o terceiro século da nossa era, o noaísmo (o movimento Bnei Noach) era propagado por todo o mundo e se destacava cada vez mais. Certamente, o mundo pagão não era tão pagão quanto provavelmente pensamos. E certamente os pagãos não eram tão não civilizados quanto pensamos. É certo que não tivesse sido por Constantino transformar o cristianismo paulino na religião do império e ter massacrado e extinguido o noaísmo de então (sim, existiu um holocausto noaítico), o próprio noaísmo teria por fim triunfado sobre o paganismo e os cristianismos originais do último século antes da nossa era (o gnóstico e o ebionita) e ainda sobre o cristianismo paulino dos primeiros séculos da nossa era. Não, o imperador Constantino não inventou o cristianismo. Tampouco ele inventou o cristianismo paulino (obviamente inventado por Paulo). O que o Imperador Constantino fez foi apenas utilizar o cristianismo paulino como estratégia política para destruir o noaísmo (e tentar, junto, destruir o judaísmo) (ainda que isso significasse, de toda forma, a destruição do paganismo nominal).

 

A seguir, revisamos o texto de Jakob J. Petuchowski na revista Commentary de acordo com o atual conhecimento de que os “Tementes de Hashém” daquela época não se tratavam de convertidos mas de noaítas (Bnei Noach), não-judeus devotos do D’us da Torá e de Israel.

 

“Nos dias helenísticos e romanos do Segundo Templo, o Judaísmo conduzia uma propaganda divulgadora muito ativa [na verdade, propagando não o próprio judaísmo se não a fé judaica — toraítica — através do noaísmo, como explica o Rabi Tzvi Freeman: “a propagação dos valores judaicos [toraíticos] em todo o Mediterrâneo”]. Jesus descreveu os fariseus como cruzando a terra e o mar para fazer simpatizantes do judaísmo [os noaítas]. Muitos dos escritos agora encontrados nas coleções de Apócrifos e Pseudepígrafes eram originalmente folhetos de propaganda judaica dirigidos aos pagãos em sua própria língua e imagens. Josefo afirmou que não havia uma cidade grega ou bárbara em que a observância de costumes judaicos [ou mais exatamente, toraíticos (e mais precisamente, costumes noaicos — a observância noaítica): orar para um único D’us; abençoá-LO; não maldizê-LO; cumprir as sete leis noaíticas etc] não tivesse penetrado, e os autores romanos clássicos o confirmam — embora, ao contrário de Josefo, eles não achem esse estado de coisas louvável.

Essa propaganda foi em grande parte um apelo à razão: primeiro os pagãos deveriam ser convencidos da futilidade de seus ídolos, e então eles deveriam [assumir o noaísmo — podendo, posteriormente, se quisessem, se converter]. Mas o judaísmo nunca foi uma religião fácil de se assumir. Muitos pagãos, para quem seu conteúdo teológico e ético [através do próprio noaísmo] era atraente, recusaram-se a se submeter ao “jugo da Lei”. As sinagogas de Alexandria e da Ásia Menor eram frequentadas por esses [noaítas], que se tornaram conhecidos como “Tementes do D’us”.

Desse grupo também vieram muitos dos primeiros cristãos [do primeiro século da nossa era], mas as repetidas advertências de Paulo aos seus discípulos contra a adoção [da fé] judaica [e de práticas judaizantes decorrentes dos ebionitas] indicariam que a propaganda divulgadora judaica continuava a representar uma séria ameaça ao cristianismo paulino. A competição continuou por muitos anos — até que o Cristianismo venceu a batalha pela alma do velho mundo mediterrâneo ao se tornar a religião oficial do Império Romano. Condições políticas particulares permitiram ao cristianismo paulino superar seu concorrente judeu no Século 4. Daí em diante, a pena de morte foi decretada tanto para os propagandistas [do noaísmo] quanto para [os noaítas].

Visto que o judeu devia viver de tal maneira que seu comportamento constituísse uma “santificação do Nome de D’us”, havia o corolário natural de que seu exemplo bem poderia tornar O D’us judaico e [a fé judaica] atraentes para os gentios. Um indicativo disso é a história contada no Talmud sobre Simeon (Shimon) ben Shetach, que foi tão escrupulosamente honesto em uma transação comercial com um pagão que este exclamou: “Bendito seja O ETERNO, O D’us de Simeon ben Shetach!” Vinte séculos atrás, as sinagogas do mundo helenístico eram consideradas pelos pagãos educados como escolas de uma filosofia de vida viável, pela qual se sentiam cada vez mais atraídos.

Quando a Igreja medieval se empenhou no trabalho missionário, a sua intenção ideal era salvar o não crente da perdição, já que “não havia salvação fora da Igreja”. Mas isso não contrariava o sentimento judaico: podia haver salvação fora da Sinagoga. “Os justos de todas as nações têm uma parte no Mundo vindouro”. E, de fato, a retidão que daria ao Gentio o direito à sua participação na vida futura foi especificamente [exposta] no Talmud em sete regras simples de moralidade humana elementar, as chamadas “Sete Leis dos Filhos de Noé”. D’us, afirmava-se, tinha feito um pacto com a humanidade como um todo nos dias de Noé; e, ao contrário do pacto que ELE mais tarde fez com Israel, este pacto noaítico não tinha prescrições cerimoniais ou rituais. As leis noaíticas proibiam a idolatria, blasfêmia, assassinato, adultério, roubo, e a ingestão de uma parte de um animal vivo; do lado positivo, foi ordenado o estabelecimento de tribunais de justiça. [Assim,] a idéia de uma humanidade unida adorando O D’us de Israel não era nada surpreendente. 

Aqui está um problema missionário que as igrejas não precisam enfrentar: ao se tornar um judeu, o prosélito não apenas se torna um judeu crente e praticante; ele também se torna membro do povo judeu. É possível uma coisa dessas? A tradição responde que sim. Um prosélito que perguntou a Maimônides se ele poderia se juntar a seus novos correligionários na oração a “nosso D’us e D’us de nossos pais, D’us de Abraão, Isaque e Jacó”, foi informado de que ele certamente poderia fazer isso. Até hoje, o prosélito é chamado para a leitura da Torá como ben Avraham, “o filho de Abraão”. O conceito do prosélito como um “filho de Abraão” certamente significa que o povo judeu nunca foi identificado com raça ou nação no sentido moderno.

[E o que o judaísmo tem a declarar sobre o cristianismo e o maometismo?] Maimônides viu [na popularidade do] Cristianismo e do Islã uma “pavimentação do caminho para o Rei Messias”. Mas Maimônides não deixa de acrescentar: “Quando o Rei Messias chegar de verdade, eles (os cristãos e os maometistas) se arrependerão imediatamente e saberão que herdaram a falsidade de seus pais e que os seus profetas e os seus pais os desviaram.”

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

O GUIAZINHO: UM LIVRETO PARA AS CRIANÇAS BNEI NOACH

Bem vindo ao Site Bnei Noach_Projeto Noaismo Info

Foto por Feira do Livro Judaico.

NESTE MÊS DAS CRIANÇAS, O RAV SHIMSHON BISKER, DE ISRAEL, E O PROJETO NOAISMO INFO, TOMAM A INICIATIVA E SAEM NA FRENTE E TRAZEM PARA TODAS AS CRIANÇAS DE FAMÍLIAS NOAÍTICAS (CRIANÇAS DA COMUNIDADE BNEI NOACH) DO BRASIL E DE FALA PORTUGUESA NO MUNDO TODO UMA GRANDE E ADORÁVEL SURPRESA: O GUIAZINHO, UM LIVRETO FEITO DIRETAMENTE PARA AS CRIANÇAS BNEI NOACH (NOAÍTAS).

Acesse a página especial, EXCLUSIVA EM TODA A INTERNET, de O GUIAZINHO, e confira!

https://a-fe-original–noaismo.info/site-bnei-noach-o-guiazinho-um-livreto-para-as-criancas-bnei-noach/

Bnei Noach_Noaismo.info_Copyright_2021 DESDE 2015
Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Dedicado a E.A. e em memória de A.T.