Bnei Noach

As noaítas e o cobrir a cabeça

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As noaítas (Bnei Noach/Filhas de Noá) e o cobrir a cabeça

 

PERGUNTAS & RESPOSTAS

 

Por Noaismo.info

PERGUNTA:
A mulher Bnei Noach casada deve cobrir o cabelo ou não? Quero muito saber.

 

RESPOSTA:
Ninguém menos que o Rabi Zalman Nechemia Goldberg, um membro do Supremo Tribunal Rabínico em Jerusalém e o presidente do Beit Din Eretz Hemdah – Gazit, chamou de “um ‘Shulchan Aruch LeBnei Noach'” (‘Shulchán Arúch dos Benêi Nôach’) a obra The Divine Code, do Rabi Moshe Weiner (Chabad), de Jerusalém, publicado pela Ask Noah International.

De um e-book de 12092 páginas (o livro físico tem 704 páginas), apenas um único parágrafo (e a sua nota — também um único parágrafo) trata da questão do cobrimento da cabeça de uma mulher noaíta casada. O que diz tal parágrafo?

Diz:
“É apropriado que uma mulher casada cubra seu cabelo quando está fora de sua casa ou na presença de outros homens que não o seu marido.”

E sua nota explica:
“O Tratado Sanhedrin 58b (Talmúd*) afirma que este era o costume das mulheres gentias na época talmúdica e em épocas anteriores, como um sinal claro para distinguir [publicamente] as mulheres casadas das mulheres solteiras. Embora não seja habitual as mulheres gentias fazerem isso hoje em dia em muitas sociedades, uma mulher casada modesta e piedosa deve, no entanto, cobrir seu cabelo.”
© Rabi Moshe Weiner (Chabad)
© Ask Noah International
© Noaismo.info

 

* “Quando ela (uma descendente de Noá) é liberada de seu relacionamento [conjugal]? …A partir do momento que ela expõe sua cabeça no mercado [isto é, em público]. Desde que as mulheres casadas cobriam o cabelo, mesmo entre os gentios, ao expor seu cabelo, ela prova que não deseja mais permanecer com ele.”

 

Aí está tudo o que o livro (e também o Talmúd) diz sobre as noaítas casadas cobrirem a cabeca.
Não diz que tem de ser o cabelo inteiro, como algumas fazem com lenço.
Não diz que tem de ser apenas com lenço.
Nem diz que tem de ser o tempo todo, mas apenas em público, ou quando se está perante outros homens.
E o único motivo disso é para mostrar visivelmente em público para os homens que ela é casada e para então distinguir-se das solteiras (e não para, D’us não o permita, (copiar e) parecer-se com uma judia, o que é errado).

Como vemos em novelas e filmes de época, de fato, as mulheres não-judias casadas, quando saiam de suas casas, cobriam suas cabeças (com chapéus, lenços ou véus). O livro “O império da beleza” de Mark Tungate afirma: “As exigências da modéstia impunham que as mulheres casadas (da Idade Média) cobrissem o cabelo com lenços ou chapéus amarrados no pescoço.”


 

Agora, é importante e interessante também entendermos como o cobrimento de cabelo se aplica às judias.

1. Trata-se de uma mitsvá, Lei Divina, um mandamento de Hashém para a judia casada;
2. Tem de se cobrir todo o cabelo (e não simplesmente cobrir a cabeça);
3. Não tem nada a ver com tzniút — modéstia ou recato;
4. Não se trata de um sinal externo para as pessoas, mas de um sinal entre a própria judia casada e Hashém.

Tudo isso é evidente nessa explicação (abaixo) do Chabad e do próprio Rebe:

§ Pode-se ver que desde os primeiros dias de sua liderança, o Rebe promove e restaura a mitsvá de cobrimento do cabelo para mulheres [judias] casadas e observantes. Ele procurou estabelecer que o cobrimento do cabelo era uma lei judaica e não um costume obscuro que pertencia a outra época. O Rebe afirmou que a lei judaica exige que todo — e não apenas parte — do cabelo de uma mulher casada seja coberto (Maguén Avrahám, Órach Chaím 75:2, Tsémach Tsédec, Responsa Even Haezer 139).

Ele queria suplantar a aversão generalizada de parecer diferente e “judeu demais” com um forte senso de identidade e orgulho; ainda assim, ele era sensível à preocupação de uma mulher com sua aparência. Por este motivo, o Rebe advogou o uso de perucas em vez de lenços, que ele reconheceu como uma opção pouco atraente e até insustentável para a maioria das jovens judias da América. O Rebe temia que a maioria das mulheres, mesmo as mais devotas, não usasse lenços de forma consistente e de maneira a cobrir todo o cabelo. O Rebe estava preocupado com aquelas (mulheres observantes) cujos envolvimentos profissionais e sociais impediriam cobrir o cabelo com lenços ou chapéus. Sem a opção de uma peruca, muitas mulheres não considerariam o cobrimento do cabelo. O incentivo do Rebe à peruca é uma ilustração inicial de como ele caracteristicamente canalizaria os mais recentes avanços dos dias modernos para o propósito da Torá e das mitsvót.

A princípio, a posição do Rebe não era popular. Muitas mulheres simplesmente não queriam cobrir o cabelo, enquanto outras achavam a noção de uma peruca totalmente estranha. Mostrando paciência e extraordinária sensibilidade às questões psicológicas e sociológicas em jogo, o Rebe persistiu em seus esforços. Eventualmente, valeu a pena. No final da década de 1960, a ardente promoção de perucas do Rebe levou à adoção de usar uma como norma na maioria dos círculos ortodoxos.

[Em um discurso de 1954, o Rebe explicou:]

“Quando uma judia [casada] anda na rua sem cobrir o cabelo, não há uma diferença [espiritual] perceptível [para si mesma] entre ela e os outros. No entanto, quando ela usa uma peruca (sheitel), pode-se dizer que ali está uma mulher religiosa judia*. Devemos fazer o que D’us nos ordenou fazer.

…A diferença entre uma peruca e um lenço é a seguinte: é fácil tirar um lenço, o que não acontece com uma peruca. Por exemplo, quando alguém está em uma reunião e usa uma peruca, mesmo que o Presidente entre, ela não a tira. Isto não é assim com um lenço que pode ser facilmente removido…

…No passado, o costume era cortar ou raspar completamente o cabelo (e cobri-lo com um lenço**). Mais tarde, o uso de perucas tornou-se um costume generalizado — especialmente hoje, quando se pode comprar perucas de várias cores, que podem ser ainda mais agradáveis [ou bonitas] do que o próprio cabelo.

Deixe a mulher [judia casada] refletir sobre este assunto. Não demora nem uma hora nem meia hora de contemplação. Por que ela realmente não quer usar uma peruca mas apenas um lenço? Porque ela sabe que não se pode tirar uma peruca quando ela está andando na rua ou [quando ela está] em uma reunião, enquanto se pode mover um lenço para cima e às vezes retirá-lo por completo.”

* “D’us preenche o céu e a terra” e o humano se encontra em Sua presença em todos os lugares e em todos os momentos.

** Na época talmúdica, as mulheres usavam um “radíd” (ou, “redidí”) (רָדִיד), um lenço maior sobre um chapéu menor, que cobria suas cabeças. Assim, mesmo que o cabelo saísse da primeira cobertura, os fios eram cobertos pelo radid (veja Talmúd Ketubót 72a).

Claramente, o Rebe desejava inspirar as mulheres a usar perucas e permanecer firmes nesta observância diante das pressões sociais. Uma leitura mais cuidadosa, no entanto, revela nuances adicionais dignas de menção. Primeiro, a atenção do Rebe a quão profundamente a identidade de uma mulher está ligada à sua aparência. Ele entendeu o quão crítico era este fator na decisão de uma mulher sobre a cobertura do cabelo.

O Rebe chegou ao ponto de afirmar que as perucas podem até ser mais atraentes que o próprio cabelo. Em comparação com as [perucas] que as mulheres podem ter usado nas gerações anteriores, as novas perucas, disse o Rebe, eram atraentes. É instrutivo que o Rebe não teve nenhuma objeção a perucas que melhoram a aparência de uma mulher; pelo contrário, ele incentivou as mulheres a aproveitar sua disponibilidade. Ainda hoje, persiste em muitas mentes a noção errônea de que a cobertura do cabelo deve prejudicar a atratividade de uma mulher casada (o que leva à onipresente pergunta de por que é útil cobrir o cabelo com uma peruca atraente) [Veja
https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/793693/jewish/Cobrir-o-Cabelo.htm ]. As palavras do Rebe lançam luz sobre a abordagem apropriada a esta mitsvá.

Curiosamente, o Rebe não forneceu razões filosóficas ou místicas para a mitsvá [de cobrimento do cabelo]. Para muitas mulheres (e homens), nenhuma razão será suficientemente convincente. Em vez disso, o Rebe enfatizou que a observância de todas as mitsvót (incluindo o cobrimento do cabelo) é, em primeiro lugar e acima de tudo, baseada na subserviência da pessoa à vontade de D’us:
‘As palavras de nossa Torá da Verdade são completamente verdadeiras, perpétuas e eternas em todos os lugares e em todos os tempos.’

Existem comunidades em que as perucas não são consideradas halachicamente aceitáveis, com base na sua semelhança com o cabelo de uma mulher. Em outras, as mulheres usam perucas mas as cobrem parcialmente com um lenço ou chapéu para sinalizar que estão cobrindo o cabelo. O Rebe recebeu mulheres com antigas tradições de cobrir completamente o cabelo com lenços apertados e/ou usar uma cobertura dupla (isto é, um chapéu sobre uma peruca). O Rebe acreditava que não havia obrigação haláchica de cobrir a peruca.
© Chabad.org
Traduzido do inglês por Noaismo.info

 

Portanto, como vimos acima, existem gritantes diferenças entre a judia casada cobrir seu cabelo e a noaíta casada cobrir sua cabeça. Enquanto para a judia casada trata-se de ter de cobrir todo o cabelo, para a noaíta casada trata-se de apenas cobrir a cabeça em público. E enquanto para a judia casada trata-se de uma mitsvá, quer dizer, de um mandamento de Hashém para ela, e de uma mitsvá que nada tem a ver com modéstia ou recato, e que é um sinal para si mesma da sua distinção* das mulheres das nações, para a noaíta casada trata-se de um costume não-judaico visto pelos Sábios do Talmúd como um exemplo de humildade perante Hashém, e elogiado por eles, e de um sinal público para os homens de que ela é casada.

 

* O próprio Rebe esclarece sobre os “sinais da relação especial de D’us com os judeus[:] obviamente, quando um sinal é usado para diferenciar uma entidade de outra, ele tem de ser exclusivo da entidade escolhida. Da mesma forma, os sinais que distinguem os judeus das outras nações devem ser associados exclusivamente aos judeus.
É muito importante fortalecer “os sinais que distinguem entre Israel e as nações”.” Assim, aquilo que constitui o sinal que distingue as judias casadas das não-judias tem de ser exclusivo delas (como cobrir todo o cabelo). As não-judias (mesmo as noaítas) que copiam as judias, que passam a parecer-se com as judias, comete um erro gravíssimo, o pecado de Chidúsh Dat.

Por Noaismo.info

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Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/01/noaitas-e-o-vestir-se/

 

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/07/18/tzniut-modestia/

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach

Uma Mensagem do Rabi Eli Levy

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Uma Mensagem do Rabi Eli Levy (Chabad)

 

Bereshít – Uma recordação da infância

 

Estimados Leitores:

Como todo começo, Bereshít (Gênesis), o primeiro livro da Torá, oculta os segredos e as chaves da humanidade como um todo. Do mesmo modo que na vida de um indivíduo as recordações da infância ficam profundamente gravados, assim também os acontecimentos do Bereshít são chaves para o progresso de toda a humanidade.

Um detalhe interessante é a expulsão do primeiro homem Adám junto com sua mulher Chavá do Gan Éden. O homem e a mulher são criados na perfeição pelas mesmas mãos de D’us numa sexta à tarde. No Jardim do Éden eles têm todos os manjares da terra disponíveis, não existe o mal, nem a morte, nem as doenças, não há dor e eles não têm de se esforçar para subsistirem, tudo é perfeito.

Até que o homem peca e é expulso para um lugar no qual deve se esforçar para conseguir sustento, a mulher deve sofrer para ter e criar seus filhos, a luta contra o mal é constante, a dor e a morte são algo cotidiano.

A Chassidút nos ensina que a razão que D’us teve para criar o mundo é conseguir que este mundo de obscuridade com nosso esforço se transforme em um lugar para a divindade, por isso podemos dizer com segurança que o objetivo não era o paraíso, D’us queria que o humano lute e supere os obstáculos da vida. Então, por que não o criou diretamente neste mundo (obscuro)? Para que lhe mostrar o caramelo e depois tomá-lo?

Justamente essa era a vontade divina. Como na psicologia humana sempre buscamos voltar a esses momentos lindos da infância, assim também D’us queria que saibamos que o mundo em seu estado original é um verdadeiro paraíso, e está em cada um de nós voltar a recuperá-lo. O mal, a dor, a morte e a fome são apenas passageiros e circunstanciais, D’us nos deu as forças para revertê-los e, com a chegada do Mashíach, voltarmos a esse Éden.

 

Por Rabi Eli Levy
© Jabad.com (Chabad)

Traduzido do espanhol por Noaismo.info: © 2015-2019 Noaismo.info

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Bnei Noach

Livros recomendados para as crianças Bnei Noach e Sete textos da bíblia judaica para elas recitarem

OUTUBRO
MÊS DAS CRIANÇAS

 

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Livros recomendados para as crianças Bnei Noach e Sete textos da bíblia judaica para elas recitarem

 

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/10/25/livros-recomendados-para-as-criancas-noaitas/

 

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/05/25/sete-textos-biblicos-para-as-criancas-noaitas/

 

O Rebe disse:

“Todos os seres humanos são ordenados a acreditar em D’us.

O objetivo das Sete Leis Noaíticas é a humanidade civilizar o mundo de uma forma divina. Certamente cada pessoa, independentemente de sua cor ou origem, deve voltar-se para D’us pedindo por suas necessidades e confiar NELE.

A crença não afeta necessariamente a conduta de uma pessoa. As crenças de uma pessoa podem ser separadas de sua mente e conduta. Muitas pessoas falam sobre acreditar em D’us ou ter D’us em seus corações. O desafio da fé não é apenas acreditar. Na verdade, simplesmente ter fé não é nenhum desafio, já que a fé é uma parte inerente de nossa existência. Todos nós nascemos com fé. Nosso desafio é agir NA fé, de modo que nosso compromisso espiritual influencie nosso pensamento e conduta diários.

A confiança em D’us é uma necessidade fundamental. É impossível construir uma sociedade justa e moral sem confiança em D’us e dependência de SEUS princípios.

Um compromisso honesto com D’us permite que uma pessoa supere a tendência natural para o interesse próprio e considere o bem-estar dos outros.

O Rabi Maimônides escreve perto do fim do Mishnê Torá, seu abrangente código da lei judaica:

“Moisés {o maior de todos os profetas} foi ordenado pelo Todopoderoso a influenciar todos os habitantes do mundo a aceitar os Sete Mandamentos dados aos descendentes de Noá. … Estes Mandamentos devem ser aceitos e observados porque D’us ordenou-lhes… e nos instruiu sobre eles através de Moisés … . Aquele que os observa somente por convicção intelectual não é devoto {de Hashém} e nem sábio.”

O Rabi Maimônides fornece uma base sólida para a moralidade: a aceitação dos Mandamentos de D’us.

Estas diretrizes enfocam a crença em D’us {(Bereshít/Gênesis 1:27; 2:16; 6:8-9,13,22; 7:1; 8:15-16,20; 9:1,8-9,17)} e as nossas responsabilidades espirituais para com ELE.

Uma não pode existir sem a outra. A fé genuína em D’us requer conduta moral, e a conduta moral só pode prosseguir de maneira estável e contínua quando baseada na confiança em D’us.

Todas as pessoas, e não só os judeus, têm de acreditar em D’us e vivenciar D’us. {Esta é a primeira Lei Divina dos filhos (descendentes) de Noá.}

Até mesmo inclusive a educação de uma criança deve se basear em verdades universais. A criança deve entender que existem regras absolutas na vida, e que estas {regras} vêm de um CRIADOR absoluto que as incorporou na própria estrutura do Universo.

Isso causa uma forte impressão nas crianças, dotando sua vida de significado, propósito e direção. Elas aprendem que o mundo tem um MESTRE — não uma abstração filosófica, mas um D’us pessoal que SE interessa muito pelos assuntos de cada indivíduo, e a QUEM todo o mundo tem de prestar contas.

Uma criança deve perceber que suas ações (ou falta de ação) são importantes e têm consequências. Deve-se ensinar-lhe a responsabilidade e a sensibilidade para com os outros. A chave para estas virtudes positivas é um relacionamento bem fundamentado com D’us.

Nossos filhos devem aprender que o mundo não é uma selva. Uma criança deve se tornar consciente do “Olho que vê, e do Ouvido que ouve”, de um D’us onipresente que deu para a humanidade regras de conduta adequada, e que vigia para ver se estas {regras} são respeitadas.

É no nível pessoal que as Leis Noaíticas são mais poderosas, já que é através de nossas vidas que a influência cria uma mudança real. Ao melhorar nós mesmos, melhoramos o mundo.”

 

Por Noaismo.info

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach, PDF

É permitido a um ben Noach ler Ética dos Pais?

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PERGUNTAS & RESPOSTAS

 

PERGUNTA: Tenho interesse em adquirir alguns livros sobre judaísmo, como ÉTICA DOS PAIS. É permitido a um ben Noach ler Ética dos Pais? E quais livros são sugeridos aos Bnei Noach?

RESPOSTA: Sim. Os noaítas (benêi Nôach/filhos de Noá) podem ler o livro Ética dos Pais. Mas, tenha em mente que se trata de um livro escrito pelos judeus para os judeus (já observantes) (como é o caso de 5:8-9, que se referem aos judeus que transgridem os mandamentos judaicos declarados, que D’us não o permita).

Se quiser adquirir o livro Pirkê Avót, Ética dos Pais (também chamado de A Ética dos Sábios), pelo Rabino Moshe Bogomilsky, no formato PDF, gratuitamente, baixe-o pelo seguinte link:

http://pt.chabad.org/media/pdf/1066/tthb10661937.pdf

ATENÇÃO
Segue algumas recomendações do Rabi Michael Schulman, do Chabad, Diretor da AskNoah, Organização Mundial de Ensinamentos da Torá para os Bnei Noach:

“Tenha em mente que o Pirkê Avót realça os tipos de serviço divino para os judeus que são proibidos para noaítas, como o esforço de se estar profundamente envolvido no estudo da Torá, observar o Shabát e os dias santos, e manter tantos mandamentos dos 613 judaicos quanto possível, mas não para ter de receber recompensa. Noaítas, por outro lado, podem servir D’us completamente, altruisticamente, apenas no seu próprio Código Noaítico, já que esses preceitos são suas mitsvót reais. Assumir outras observâncias deve ser apenas para a recompensa espiritual que elas trazem[, o que na verdade significa], deve ser apenas para algum benefício prático que resultará disso (que é o aprimoramento espiritual, moral ou de personalidade que é obtido) – para si, ou para os outros, ou para a sociedade (como honrar os pais, dar caridade adequada, devolver objetos perdidos, etc.) – ou para ajudar a pessoa a ter cuidado extra ao observar o Código Noaítico.

Resumindo, noaítas podem aprender o Pirkê Avót se o fazem com um propósito prático, o qual o mais apropriado seria aprender a melhorar seus traços de caráter.

E lembre-se: “empenhe-se no estudo de Torá … se labutares na Torá, D’us tem enormes recompensas para lhe dar” (4:10), se aplica em geral aos judeus. Ao noaíta é proibido “labutar na Torá”, exceto por trabalhar duro para aprender e compreender os detalhes do Código Noaítico, que é permitido e encorajado, e recompensado por D’us. Mas em outras áreas que não estão relacionadas com o Código Noaítico, um noaíta que “labuta na Torá”, especialmente se se faz apenas para o seu próprio bem, é suscetível de ser punido pela Mão do Céu, e é nosso dever adverti-lo e tratar de persuadi-lo para que pare de aprender profundamente nessas áreas.
Tenha cuidado, porque os mandamentos de Noá e os mandamentos judaicos são na verdade dois sistemas separados de preceitos divinos. A aplicação correta e prática dos preceitos noaíticos não pode ser remendada com a seleção e escolha dos Mandamentos Judaicos, como alguns sites ditos ‘bnei noach’ e livros ditos ‘bnei noach’ tentam fazer.
Um noaíta fiel até pode aprender o básico do que os judeus devem fazer para cumprir seus 613 mandamentos judaicos. É o aprendizado aprofundado dos comentários e análises talmúdicos, midrashistas e cabalísticos, nos níveis mais profundos da Torá e suas leis detalhadas para os judeus, que devem ser aprendidos exclusivamente pelos judeus.”
(© Rabi Michael Schulman (Chabad) © Asknoah.org
Traduzido do inglês por Noaismo.info.)

Este estudo é dedicado à elevação das almas de Ana Tiapas Rinaldi e Victoria Tiapas. E também é dedicado à pronta recuperação de Marcelo Manso Gonçalves. E também é dedicado ao Elias Araújo.

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A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Bnei Noach

Judeus e Bnei Noach não dizem feliz ano novo no Rosh Hashaná

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Judeus e Bnei Noach não dizem feliz ano novo no Rosh Hashaná

 

Por Rabi Benjamin Blech (Aish)

 

Qual é o melhor desejo para o novo ano?

Alguma vez você se deu conta de que tradicionalmente os judeus e os benêi Nôach (noaítas/filhos de Noá) não desejam “feliz ano novo” uns aos outros?

Em vez disso dizemos a frase hebraica “shaná tová” que, apesar da má tradução que aparece em quase todos os cartões de Rosh Hashaná, não tem nenhuma conexão com a expressão “feliz ano novo”.

Shaná tová transmite o desejo de um ‘ano bom’, não de um ano feliz. E o motivo por trás desta diferença tem uma grande importância.

A revista Atlantic Monthly publicou há um tempo um fascinante artigo intitulado “Ser feliz não é tudo na vida”. A autora, Emily Esfahani Smith, ressalta: “A felicidade sem significado está caracterizada por uma vida relativamente superficial e inclusive egoísta, na qual tudo está bem, as necessidades e os desejos são satisfeitos sem dificuldade e as complicações são evitadas”.

Emily cita na reportagem à Kathleen Vohs, uma das autoras de um novo estudo publicado no Semanário de Psicologia Positiva: “Pessoas felizes obtêm sua alegria de receber dos outros ao passo que pessoas que têm uma vida significativa obtêm sua alegria de dar aos outros”. Em outras palavras, o sentido transcende o ego, enquanto a felicidade implica dar ao ego o que ele quer.

De acordo com Roy Baumeister, chefe de pesquisas do estudo: “O que separa os humanos dos animais não é a busca da felicidade, a qual ocorre em todo o mundo natural, mas é a busca de sentido, que só existe nos humanos”.

Muito antes destes estudos, os judeus já entendiam essas verdades intuitivamente. Feliz é bom, mas bom é melhor.

Desejar um feliz ano novo implica dar primazia ao ideal de uma cultura hedonista cujo objetivo principal é tirar proveito, ao passo que buscar um ano bom implica reconhecer a superioridade do significado por sobre a alegria do momento.

A palavra bom tem um significado especial na Torá. A primeira vez que encontramos esta palavra é na série de pessukím na qual D’us, depois de cada dia de criação, vê sua obra e a proclama boa. E não é só isso, quando D’us completou sua obra, viu tudo o que tinha feito e “eis que era muito bom”.

O que significa isso? De que forma era bom o mundo? Obviamente não estava sendo elogiado em um sentido moral. Os comentaristas oferecem uma profunda idéia: a palavra bom indica que cada parte da criação cumpria com o propósito de D’us; cada parte era boa porque era o que devia ser.

Este é o profundo significado da palabra bom quando é aplicada a nós e a nossas vidas. Somos bons quando alcançamos nosso propósito; nossa vida é boa quando nela se cumpre o que temos de fazer.

Um shaná tová, um ano bom — de uma perspectiva espiritual — contém muito mais bênção que um ano simplesmente feliz.

Uma vida significativa leva a uma vida feliz

Um shaná tová pode não enfatizar a felicidade, mas é a forma mais segura para alcançá-la.

Isto se deve a outra poderosa idéia que descobriram os psicólogos: que a felicidade é, no geral, um subproduto de uma vida significativa. É precisamente quando não a buscamos e estamos dispostos a deixá-la de lado por um objetivo mais elevado que ela nos visita — inesperadamente — com uma força que jamais pensamos que fosse possível.

Uma vida significativa é o objetivo supremo, e em nossa busca de uma boa vida descobriremos a recompensa da felicidade verdadeira.

Então lhe desejo um shaná tová. Que seu ano esteja cheio de significado e propósito, e a felicidade certamente virá a seguir…

Por Rabi Benjamin Blech (Aish)
© Aish.com

Traduzido e editado do espanhol por Noaismo.info

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Descobrindo Rosh Hashaná

 

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Descobrindo Rosh Hashaná*

 

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)

 

* Lê-se Róch Hachaná

Como é possível que o princípio do ano apareça no primeiro dia do sétimo mês? E como é que sabemos que é este o princípio do ano, se não está mencionado em nenhuma parte dos cinco livros de Moisés?

A resposta curta é: o sabíamos porque, quando Moisés recebeu a Torá, tudo isto era evidente para ele e ele transmitiu esta informação, ainda que não a deixou por escrito. E, além disso, antes de ouvirmos falar de Moisés, sabíamos sobre o Rosh Hashaná. Abraham recebeu os antigos ensinamentos de Shem, o filho de Noá. Noá por sua vez os havia recebido de Matusael, que os havia recebido de Enosh. E Enosh com toda a certeza estava inteirado de Rosh Hashaná, já que havia recebido sua sabedoria diretamente de Adám, que havia sido criado nesse dia.

Então, Rosh Hashaná não é somente uma festividade judaica. Rosh Hashaná é o nascimento da humanidade.

* * *

Uma olhada em todo o livro judaico de orações para Rosh Hashaná e Iom Kipur e não será encontrado menção alguma ao nascimento de Adám. O que você pode encontrar é a afirmação: “Hoje é o dia de nascimento do mundo.” Também poderá dizer uma enigmática frase que se repete várias vezes: “Este dia assinala o começo da Tua criação, é uma recordação do primeiro dia.”

Isto sugere um pensamento fascinante; efetivamente, um pensamento que os cientistas modernos podem chegar a aceitar. Talvez o universo tenha nascido apenas quando Adám abriu seus olhos para observar e dar um nome a cada coisa! Com efeito, não é certo que os físicos quânticos e os cosmólogos de hoje em dia nos dizem que não pode haver eventos nem universo, sem um observador? Então, o universo começa com a criação da primeira consciência humana. “E ELE insuflou em suas narinas alento de vida; e o homem se tornou alma vivente” (Gênesis 2:7).

Fascinante, sim, mesmo que não totalmente satisfatório. Já que, na realidade, o Livro do Gênesis nos diz que Adám foi criado no sexto dia da Criação. Antes deste momento já existia um mundo. Sim, eu reconheço, era um mundo muito diferente do que conhecemos, um mundo no qual foram criados a matéria, a energia, o tempo e o espaço, no qual os eventos foram ocorrendo rapidamente, e em poucos instantes o simples evoluiu para o complexo. Mas, ainda assim, era um mundo. Então, surge a pergunta clássica: por que comemoramos Rosh Hashaná no nascimento de Adám e não seis dias antes, no nascimento do mundo?

E a resposta clássica é: porque não estamos celebrando um aniversário. “Hoje é o nascimento do mundo”, significa hoje, agora. Hoje o mundo voltou a nascer. Este dia assinala “o começo de Tua(s obras da) criação”, evocando assim a primeríssima vez que o mundo foi criado. Só que a primeira vez que o mundo nasceu, foi um presente de graça. Desde então, depende de nós, dos descendentes de Adám. E é por isso que ocorre em nosso nascimento, Rosh Hashaná. Renascemos, e dentro de nós, todo o universo.

Nosso planeta terra é um relógio ajustado ao ritmo pelo qual bate, um ciclo de momentos e dias, de meses e anos. A cada momento surge a vida necessária para esse momento, é absorvida e depois volta para sua fonte. Cada dia, a energia para esse dia, cada mês, para esse mês. Mas a renovação mais importante da vida é a que surge em Rosh Hashaná. Porque é quando toda a vida do ano anterior volta para sua fonte essencial e, do vazio, surge uma nova vida como nunca antes conhecida, para sustentar a existência por um ano completo.

* * *

Não é estranho que um ser criado possa tomar parte em sua própria criação? Os seres criados (nós), suplicando para nosso CRIADOR: “Dá-nos vida! Uma boa vida! Coisas lindas! Revela-TE! Envolva-TE mais profundamente com teu mundo!

Como é possível que, no interior da Mente Cósmica, onde se determina se devemos ou não existir, estejamos aí, suplicando e participando nessa decisão? Deve haver algo de nós que está além da criação, algo eterno. Algo Divino. O chamamos “a alma Divina”.

É por isso que podemos denominar D’us tanto REI como PAI.

Um REI, no sentido essencial da realeza, porque é ELE QUEM determina se existiremos ou não, como está escrito no Machzór: “quem morrerá e quem viverá”.

Um PAI, porque dentro nós há algo DELE, portanto, podemos participar nessa decisão.

E nós somos o filho. Cada um de nós tem uma alma interior que é o hálito de D’us dentro de nós. Somos o ponto de contato entre D’us e Seu universo. E assim somos chamados Seus filhos. E podemos chamar ELE nosso PAI.

* * *

Em Rosh Hashaná, D’us SE apresenta perante um tribunal. Se D’us chegasse a SE desconectar de Sua criação, D’us não o permita, desapareceria até o próprio espaço. Inclusive ficaria anulado o tempo, o mundo nunca teria existido, sua história seria apagada, e não sobraria nada.

Mas demonstramos um sincero arrependimento e declaramos que agora realmente nós vamos tratar de melhorar nossos atos e fazer que o ano que se inicia seja muito, muito melhor que o passado. Acima de tudo, queremos assegurar que apenas falaremos bem dos demais e que lhes daremos nossas bênçãos para um ano bom e doce. É como julgamos os outros que nós seremos julgados.

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)
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Traduzido e editado do espanhol por Noaismo.info

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O site Bnei Noach, Noaismo.info, deseja a todos um ano bom e doce.

Hoje, 29/9, é, no calendário bíblico/judaico, 1° de Tishrêi de 5780, ou seja, dia de um novo ano. Para você recitar as orações apropriadas para hoje e também para amanhã (mas amanhã, 30/9, somente até o pôr-do-sol), veja o Guia Bnei Noach de Rosh Hashaná:

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Bnei Noach

Pode um Bnei Noach fazer tatuagem?

B”H

 

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Perguntas & Respostas

 

Rodrigo pergunta:

Gostaria de saber sobre as tatuagens. Pode um bnei noach fazer tatuagem de qualquer tipo com desenho ou escrita?

 

Noaismo.info responde:

Prezado Rodrigo!

Ficamos felizes com a sua pergunta e responderemos com prazer.

A única unanimidade existente entre os rabinos sobre Levítico 19:28 é que se trata de uma mitsvá para os JUDEUS.

Pode ser que haja rabinos que afirmem que a mitsvá de proibição de tatuagem também é da responsabilidade dos noaítas (Bnei Noach).

Aqui mencionaremos dois rabinos (representando organizações mundiais) que explicam que SIM, que os noaítas (Bnei Noach) podem fazer tatuagens (tatuagens não idolátricas).

Rabi Yitzchok Dubovick da Organização Internacional Para Bnei Noach, AskNoah (organização voltada para o chamado do Rebe — ensinar às nações suas próprias mitsvót da Torá):
“O Rabi Maimônides disse que a única proibição para os gentios é uma tatuagem que é parte de um culto religioso, quer dizer, uma tatuagem que signifique a intenção da pessoa de santificar-se ou submeter-se ao serviço de um ídolo em particular. Isto se aplica mesmo se a tatuagem em si não é parte da adoração do ídolo.”
© Asknoah.org

Rabi Simcha Bart do Chabad.org:
“Boa pergunta. Uma vez que a tatuagem [desenho ou escrita] não esteja associada com a adoração de ídolos ou suas práticas, seria permitida para um não-judeu.”
© Chabad.org

 

Por Noaismo.info

Traduzido do inglês por Noaismo.info

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