Bnei Noach 8

O PROJETO NOAÍSMO INFO APRESENTA

 

MINI CURSO GRATUITO DE INTRODUÇÃO AO TEMA DE BNEI NOACH

 

Idealizado por Projeto Noaísmo Info
Seleção, Organização, Edição: Proj. Noaismo Info

(Veja as palavras do próprio Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Consultor do Projeto Noaísmo Info, sobre o trabalho do Proj. Noaismo Info em:
ABERTURA DO CURSO SOBRE BNEI NOACH)

 

BNEI NOACH: OITAVA PARTE

Por Rabi Ari Shvat
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info

 

AS FONTES BÍBLICAS PARA AS LEIS DOS BNEI NOACH

 

As sete leis noaíticas são as obrigações morais mais básicas e mínimas da humanidade, e sempre estiveram presentes por mandamento ([primordialmente] para Adão e para Noé) destinado a ser observado pelos gentios como visto em todo o livro de Bereshít/Gênesis, muito antes da entrega da Torá para os judeus no Sinai [a partir de quando passou a comprometer toda a humanidade.

 

SHÉVA MITSVÓT BNEI NOACH
(OS SETE MANDAMENTOS DOS BNEI NOACH)]

 

1. IDOLATRIA:
• a proibição da idolatria foi sempre lógica básica e a mais mínima moralidade e respeito pelo UM e ÚNICO D’US (a respeito da importante conexão entre monoteísmo e moralidade básica, veja os parágrafos abaixo). Consequentemente, Yaacov/Jacob ordena a toda a sua comitiva (que claramente incluía gentios — ver 35:2) ao entrar na Terra Santa: “elimine todos os deuses estrangeiros de entre vocês” — 35:2-4;
• da mesma forma, D’US menciona as dez pragas que ELE traz “contra todos os deuses (falsos) do Egito” — Shemót/Êxodo 12:12.
[• Além disso, como veremos na próxima parte, conforme explica a Yeshivá Pirchéi Shoshaním:
“Gênesis 2:16 afirma: E Hashém O D’US ordenou a Adám… Este versículo faz todo o possível para especificar que Hashém é D’US. O Talmud, em Sanhedrín 56b, assinala que a implicação deste versículo é que Hashém, e somente Hashém, é D’US.”
• E ainda, segundo Rashi, “façamos um nome para nós” (Gên. 11:4) “refere à idolatria.” Rabi Ovadiá Sforno explica:
“Este “nome” era o ídolo que seria colocado [no topo da] torre. Eles esperavam que, devido à grandiosidade da torre e da cidade, este ídolo chegasse a ser reconhecido universalmente como a divindade suprema. Desta forma, o rei da cidade [Nimród] poderia dominar todo o mundo.”
Sabemos o resultado desta história.]

 

2. ASSASSINATO:
• Cain foi severamente punido por assassinar Hevel/Abel — cap. 4;
• e “aquele que derrama sangue de um humano, deverá ter seu sangue derramado pelo humano, pois à imagem de D’US O CRIADOR fez o humano” — 9:6.

 

3. RELAÇÕES SEXUAIS ILÍCITAS:
[• A base da proibição de relações sexuais ilícitas está em Bereshít 2:24;]

• há uma proibição de tomar mulheres casadas de outros à força. Bereshít 6:2 lamenta o fato de que os valentões “tomavam para si mulheres de quem quer que escolhessem”, [“mesmo uma mulher casada” — Rashi¹];
• o Faraó toma Sará e é punido, cap. 12;
• Avimélech toma Sará e é ameaçado por D’US se ele não devolvê-la, cap. 20;
• [e posteriormente Avimélech chega a pretender tomar] Rivcá/Rebeca [mas descobre que ela é casada e reconhece que se isso tivesse acontecido teria cometido uma transgressão], cap. 26;
• a destruição de Sedom e Amorá (Sodoma e Gomorra) [se deu por causa de diversas transgressões, uma delas, o homossexualismo²], 19:5-8;
• e [quanto à “incesto” — também chamado pelo Rashi de “relações ilícitas” — ] vemos Ló desonrado por dormir com suas filhas, que tiveram que embebedá-lo para poderem fazer isso, cap. 19.

 

4. NÃO COMER CARNE DESAGREGADA DE UM ANIMAL QUE AINDA VIVIA:
• quando Noé tem permissão para [matar animais para] comer carne depois do Dilúvio, ele é ordenado:
“não obstante, vocês não podem comer a carne de uma criatura que ainda está viva” — 9:4 (“este mandamento significa proibir a carne de um animal vivo” [que também significa a carne que se desagregou ou foi desagregada do animal quando ele ainda estava vivo]), Torá Viva.

 

5. MANTER A JUSTIÇA:
• estabelecer sistemas de justiça para prevenir a violência — 6:13;
• Avrahám, aquele que se tornará um grande povo através do qual todas as nações da terra serão abençoadas (18:18), ensina [ — e até este momento ele ainda não tinha sido transformado em judeu, portanto, até aqui ele ainda era um ben-Noach — ] que “o caminho de D’US (é) agir com caridade e justiça” — 18:19;
• e ele até mesmo “debate” com D’US sobre o modo como certamente o Juiz de todos os juízes deve fazer justiça — 18:25;
• os malvados de Sodoma “acusam” Ló de julgá-los — 19:9;
• na história de Siquém, toda a cidade foi punida por não levar o filho do governador a julgamento por sequestro e estupro de Diná — cap. 34.
[• E ainda, segundo Rashi, em Gên. 11:5, um acontecimento muito anterior à entrega da Torá, a explicação para “D’US desceu para ver” é:
“D’US não precisava fazer isso, a não ser para ensinar aos juízes que não condenem um réu até que vejam (o caso) e o entendam (claramente).”

 

6. ROUBO:
Adám e Havá tiveram que ser autorizados a comer de quase todas as árvores porque elas não lhes pertenciam — 2:6;
o Dilúvio no tempo de Noach foi um castigo por “a terra estar cheia de crime”, em hebraico, “chamás” = “roubo (Sanhedrín 108a)” — Rashi, Gên. 6:11-13, incluindo tomar aquilo que não lhe pertence — 6:2;
Avrahám repreende Avimélech e seu povo por roubarem o poço — 21:25;
Yaacov assume em seu acordo com Lavan que até mesmo ele sabe que o roubo é ilegal — 30:32-35;
e veja também 31:19, 27, 30-32.

 

7. NÃO MALDIZER O NOME DE D’US:
junto à proibição de idolatria, esta lei também foi sempre lógica básica e o mínimo de respeito por D’US (mesmo se você não tiver certeza de que ELE existe, pelo menos não o amaldiçoe! Veja abaixo), como se vê quando o filho do homem egípcio “blasfemou e amaldiçoou o nome de Deus” e foi punido severamente — Vaicrá/Levítico 24:10-14;
além disso, no versículo seguinte temos a formulação única da proibição repetindo duas vezes “ish ish”, (“cada um”, ou literalmente) “homem, homem” (não apenas “judeu, judeu” ou “você, você “) para incluir gentios, para não maldizer O NOME de D’US — 24:15.
A gravidade de tentar maldizer D’US é tão extrema que, na maioria dos lugares, o termo usado na própria Bíblia [original, em hebraico,] é geralmente o eufemismo “abençoar” (Reis I 21:10-13) [aqui, onde lemos em português: “Navot blasfemou”, o Rashi mostra que a palavra hebraica usada na verdade é “abençoou”], inclusive no que diz respeito a Jó, que de acordo com a tradição judaica dominante não era judeu e viveu antes da entrega da Torá — 1:5-11; 2:5-9. [Aqui, onde lemos em português: “tenham pecado e blasfemado contra ELE”, o Rashi explica que no hebraico está escrito:
“literalmente, ‘e abençoado’. Um eufemismo (usado) para referir-se ao ALTÍSSIMO.”]

 

Em suma, vemos que antes que a Torá fosse dada para Israel, já se esperava que Adão, Caim, os contemporâneos de Noé, os cananeus, os egípcios, os filisteus, os quivitas, Jó e a humanidade em geral, observassem estes 7 princípios básicos da moralidade humana. Infelizmente, muitas vezes não foram observados, e foi necessário que Israel, a “luz entre as nações”, fortalecesse esta mensagem de monoteísmo e moralidade através da Torá, desde a sua recepção.

 

SOBRE O MONOTEÍSMO E MORALIDADE, PAGANISMO E IMORALIDADE

 

Vemos na Bíblia, assim como nas descobertas arqueológicas, que o paganismo estava inevitavelmente ligado à imoralidade. Não é por acaso que o epítome da religiosidade idolatrica tenha sido o sacrifício humano! Porque assim que você tiver dois deuses, inevitavelmente eles estarão lutando entre si, porque cada um quer ser o “rei da colina”. O problema com isso é que todas as religiões emulam seus deuses (“imitateo dei”), portanto, seus seguidores também justificam suas constantes lutas. Além disso, assim que se tem dois deuses, isso infere que a cada um deles falta alguma coisa. É por isso que a mitologia é composta de deuses lutando para apoderar-se do que lhes falta. Em suma, seus deuses são “Tomadores”, e são eles que os pagãos imitam e “idolatram”. Em contraste com o monoteísmo, acreditamos em UM D’US que, por definição, é perfeito e não carece de nada.
Nosso “imitateo dei” é emular um D’US que é um “Dador”, não um “Tomador”. Dar está no topo de nossa agenda monoteísta, e não está de forma alguma no programa pagão. Em outras palavras, o mundo idólatra não é “inocente”. O politeísmo não é apenas um problema “matemático” (existem 2 ou 20 deuses em vez de 1), mas é um problema moral(!). Quando Avrahám foi instruído a ir a Israel e construir uma nação modelo moral e justa para influenciar o resto do mundo (por exemplo, Bereshít 18:19), e trazer bênçãos para toda a humanidade (12:3), foi totalmente antitético (oposto) à violência da prática pagã aceita, onde se aceitava assassinar a própria esposa, os filhos e o escravo (e quanto mais matar os estrangeiros!). Tudo isso mudou com o Akedat[*] Yitschac (Atamento de Isaac), onde D’US dramaticamente ordena: “Não encoste um dedo em seu filho. Chega de sacrifícios humanos!”.

 

[* “Quando as mãos e os pés são amarrados juntos chama-se akedá.” — Rashi

 

MITSVÓT ADJACENTES DAS 7 BÁSICAS
mais alguns detalhes

 

Como já aprendemos, “na verdade, um não-judeu deve cumprir mais de sete mitsvót. As “Sete Mitsvot” são realmente categorias; além disso, existem mitsvót adicionais que se aplicam.” — Rabi Yirmiyohu Kaganoff

1. Proibido Maldizer O NOME de D’US:

• A obrigação de reconhecer e acreditar no D’US ÚNICO.

• A obrigação de respeitar O NOME de D’US.

• A obrigação de temer D’US.

• A proibição de amaldiçoar D’US (D’US nos livre).

• É proibido jurar em vão (como fazer um juramento em vão ou jurar uma promessa ou declaração falsa).

• Que votos podem ser anulados, e as justificações e métodos para fazê-lo.

 

2. Proibido Idolatria:

• A obrigação de uma pessoa obedecer o que D’US lhe ordena.

• A obrigação de uma pessoa orar para D’US.* (No mínimo, isto se aplica em momentos de necessidade.)

• A proibição de servir ídolos, quer no lugar de D’US, quer em combinação com D’US.

• A proibição de fazer, possuir ou vender um ídolo.

• Não se pode jurar em nome de um ídolo.

• A proibição de seguir os costumes idolátricos daqueles que servem ídolos. A adivinhação, os presságios, a feitiçaria e a necromancia estão incluídos nesta proibição.

 

* Expandindo um pouco mais este tema, o rabi Yoel Lieberman explica:
“O próprio não-judeu que acredita em D’US e quer orar e recitar bênçãos pode fazê-lo.

O renomado rav Moshe Feinstein chegou a esta conclusão com base no versículo de Isaías 56:7: “Pois MINHA casa (O Bet Hamicdásh — O Templo) será uma casa de oração para todas as nações”, sobre o qual Rashi comenta que não apenas Israel estará orando, mas inclui, de acordo com a interpretação do Rav Feinstein, também aqueles que guardam as sete leis de Noé.

No entanto, o não-judeu não deve dizer a bênção “por não me fazer gentio”, nem as bênçãos pelo cumprimento de Mitsvót — já que não foi ordenado a fazê-las, e nem deve dizer em suas orações “O D’US de nossos pais [que trata-se dos patriarcas e das matriarcas do povo judeu]”.”

 

3. Proibido Assassinar e Proibido Injúria:

• A proibição de homicídio; aborto; eutanásia; causar ferimentos mortais e cúmplices em assassinato.

• A proibição de suicídio.

• Quando é permitido sacrificar a própria vida por um dos Sete Mandamentos Noaíticos (veja
https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/28/transfusoes-de-sangue-sao-permitidas-no-judaismo/ )

• As leis de um perseguidor e de legítima defesa.

• As leis de matar intencionalmente e não-intencionalmente, e de matar por negligência ou sob coação.

• A proibição de causar ferimentos ou danos pessoais.

• A proibição de colocar em perigo a si mesmo ou a outrem.

• A obrigação de salvar a vida de uma pessoa.

• As proibições de constranger outra pessoa, fofocas, e boatos.

• As leis de esterilização reprodutiva e contracepção.

 

4. Proibido Roubar:

• A proibição de furto (secreto) e roubo (aberto).

• A obrigação de devolver um objeto roubado, e restituição por roubo.

• As proibições de ajudar um ladrão ou de se beneficiar de objetos roubados.

• As leis de salvar a si mesmo ou a sua propriedade de um perigo mortal à custa de pegar o dinheiro ou pertences de outrem, mas a quantia pega deve ser restituída, se possível; recuperar um objeto roubado.

• O roubo através de medidas falsas; a proibição de trapacear ou desinformar outra pessoa.

• A proibição de extorsão, e de forçar uma compra.

• As leis de contrair empréstimos, aluguel e salvaguarda de um objeto confiado.

• O roubo ou a invasão de bens imobiliários.

• A proibição de sequestro.

• As lesões corporais e os danos à propriedade dos outros.

• As dívidas inadimplentes, e a retenção do salário de um trabalhador.

• As leis relativas a um objeto sem dono.

• Os jogos de azar e outras atividades similares ao roubo.

 

5. Proibido Relações Sexuais Ilícitas:

• As categorias de parceiros sexuais e de atos sexuais proibidos.

• As proibições de relações homossexuais e bestiais.

• A proibição de relações com as esposas de outros homens.

• Os companheiros com quem você não pode ter nenhum status de casamento.

• Os preceitos relacionados ao casamento, à fornicação e ao divórcio.

• Os preceitos relacionados ao derramamento de sêmen e à contracepção.

• Proteger-se contra relações proibidas, e a observância da modéstia.

• As proibições relacionadas a ficar sozinho com um parceiro proibido.

 

6. Proibido Comer um Animal Vivo ou uma Parte de um Animal Que Ainda Estava Vivo:

• A proibição se aplica aos mamíferos terrestres e às aves.

• A proibição de desagregar a carne ou um membro de um animal vivo ou em vias de morrer.

• O consumo de tal carne antes ou depois da morte do animal.

• Obter benefícios da carne desagregada de um animal vivo. Todavia é proibido desagregar a carne ou os membros de qualquer animal vivo para se beneficiar deles. Apenas quando se encontra um membro ou carne já desagregada é que é permitido usá-la para fins não alimentares.

• A proibição de causar sofrimento a um animal vivo (ou seja, a lei de proibido crueldade para com os animais).

• A proibição de acasalamento de
diferentes espécies de animais.

• A proibição de enxertar diferentes espécies de árvores frutíferas.

 

7. Estabeleça Tribunais de Justiça:

• O poder governante deve instituir a supervisão sobre os tribunais para garantir que apenas juízes competentes e especialistas sejam nomeados e que os juízes não ajam corruptamente ou injustamente. O poder governante também tem a autoridade para instituir uma estrutura de tribunais de “apelações” ou “referências”.

• Cada indivíduo deve cumprir uma decisão legal devidamente proferida que tenha recebido. É proibido a um indivíduo realizar sentenças e punições contra outrem (justiça com as próprias mãos). Deve-se levar a cabo um processo dentro do sistema jurídico que tem jurisdição sobre o assunto.

• Tipos padrão de evidências são admissíveis nos tribunais noaíticos.

• Qualquer pessoa que é conhecida por transgredir qualquer um dos Mandamentos Noaíticos não deve ser considerada como uma testemunha confiável em casos de pena capital.

• Todos os juízes devem emitir julgamentos justos, e os requerentes concorrentes devem ser tratados de forma igual em todos os aspectos.

• Subornar um juiz é proibido, e os juízes não podem aceitar subornos.

• Em casos civis, deve-se buscar arbitragem, mediação ou outros meios de encontrar um acordo amigável ou um acordo de compromisso.

• Se a maioria da sociedade não teme D’US e não observa todos os Sete Mandamentos Noaíticos, um tribunal só pode usar a pena capital como um decreto do governo para proteger a sociedade de criminosos muito perigosos, como os assassinos.

Por Projeto Noaismo Info baseado em Go(o)d For You e The Divine Code da Organização Ask Noah International

 

Notas (do Projeto Noaísmo Info):
¹ Quanto ao que exatamente causou o Dilúvio:
“o mundo era corrupto diante de D’US, e a terra estava cheia de crime (“roubo” — Rashi). D’US viu o mundo, e ele estava corrompido (“é uma expressão de imoralidade sexual e idolatria” — Rashi).” Gên. 6:11-12
Na Torá Viva, o rabi Aryeh Kaplan ainda explica que a palavra corrupto (6:11) “tem conotação de decadência, perversão, destruição e dano”, e que a palavra crime “também denota imoralidade, violência, opressão, crueldade e injúria.”

² Sobre Sodoma e Gomorra (na verdade, a Torá menciona 4 cidades destruídas: Sedom, Amorá, Admá, e Tsevoim (Deuteronômio 29:22), porém “Sedom era a metrópole e a mais importante de todas elas” — Rashi), a Torá informa:
“Os habitantes de Sedom eram perversos e pecadores contra D’US, demasiadamente.” (Gên. 13:13)
Levando em consideração apenas os comentários de Rashi (rabi Shlomo Itzchaki), aprendemos:

“eram perversos” com seus corpos, i.e., praticavam atos imorais, e, “e pecadores” com seu dinheiro, i.e., usavam suas posses para fins imorais;
eles estavam mergulhados na libertinagem;
eles conheciam D’US e rebelavam-se contra ELE;
[eles] mataram cruelmente certa moça por ela ter dado alimento [um pedaço de pão] para um homem necessitado, conforme está relatado [no Talmud, Sanhedrín 109b, i.e., eles tinham tornado ilegal alimentar os pobres e famintos];
receber hóspedes era proibido em Sedom;
os homens da cidade eram malvados;
[os homens que se juntaram em volta da casa de Lot tinham vindo com a intenção de fazer mal aos hóspedes*, e] ninguém, na cidade inteira — da população inteira de um extremo até o outro da cidade, protestou, já que não havia sequer uma pessoa justa entre eles;
[Gên.] 19:5: “que possamos conhecê-los” numa relação homossexual*;
algumas pessoas adoravam o sol e algumas pessoas adoravam a lua.

 

Aqui é preciso termos o seguinte discernimento. A questão sexual de Sedom não era a homossexualidade em si mesma — como se os homens sodomitas fossem todos homossexuais de fato e como se sua preocupação fosse apaixonar-se por e/ou amar outro homem —, antes, a questão sexual de Sedom era o estupro. O rabi Yitschac ben Moshe Arama (ou Isaac ben Moses Arama), em seu livro Akedat Yitschac, explica:
“A decisão dos sodomitas de roubar e estuprar todos os estrangeiros visava estabelecer uma reputação que iria manter os estrangeiros afastados. O povo de Sodoma exalto
u suas práticas consagrando-as em lei.”
Portanto, a questão “homossexual” dos sodomitas deve ser vista na verdade como “o estupro de estrangeiros”.

 

Muita gente não sabe, mas o profeta Ezequiel fala sobre qual foi a pior transgressão de Sodoma:
“Diz Hashém D’US … este foi o pecado da tua irmã Sodoma: arrogância! Embora tivesse fartura de pão e uma vida fácil, nem ela nem suas cidades vizinhas estenderam suas mãos para os pobres e para os necessitados. Elas se revestiram de arrogância.” — 16:48-50

Assim como aprendemos inclusive mitsvót não inclusas nas 7 básicas com a história de Sedom e Amorá, como hospitalidade, caridade e generosidade, também aprendemos outra mitsvá com a história da geração da dispersão (Torre de Babel).
O rabi Natan, no Talmud, declara:
“Ame todas as pessoas. Como assim? Isto nos ensina que uma pessoa deve amar todas as pessoas e não odiar ninguém. Pois assim descobrimos com as pessoas da Geração da Dispersão, que por se amarem, O SANTO, BENDITO É ELE, não quis limpá-los da face da terra, mas apenas os espalhou pelos quatro cantos do mundo. Mas o povo de Sodoma, por se odiarem, O SANTO, BENDITO É ELE, os tirou tanto deste mundo quanto do Mundo Vindouro, como está escrito: “E o povo de Sodoma era muito perverso e pecador contra D’US.” (Gênesis 13:13) “Pecador” — isto é transgressão sexual; “contra D’US” — esta é a profanação do NOME de D’US; “muito” — isto significa que eles pecaram intencionalmente. Com isto você aprende que porque eles se odiavam, O SANTO, BENDITO É ELE, os tirou tanto deste mundo quanto do Mundo Vindouro.”]

 

(O curso prossegue na próxima parte.)

 

Por Rabi Ari Shvat
Traduzido do inglês por Projeto Noaísmo Info: © Projeto Noaismo Info

© Rabi Ari Shvat
© Rabi Yoel Lieberman
© Projeto Noaismo Info

 

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Dedicado a F.B.O.

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