A Fé da Torá (Judaica/Noaítica), Judaísmo

A prova de que Jesus não é o mashiach

A Fé Original: Noaismo.info
O Site Bnei Noach

 

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Muitos ex-cristãos — se não todos — que agora são Noaítas ou Bnei Noach pensam que para o judaísmo a maior prova de que Yeshu (Jesus) não é o mashíach (messias) é o não cumprimento das profecias bíblicas messiânicas. Porém, na verdade, dentro do próprio judaísmo este fator (o não cumprimento das profecias messiânicas) ou é o menor — ou o menos importante — de todos os fatores, ou, de fato, ele nem sequer é levado em conta.

Conhecemos os Trezes Princípios da Torá e sabemos que eles afirmam:

“Sétimo Princípio: Moisés é o maior profeta, não houve antes dele, nem haverá depois quem o iguale;

Oitavo Princípio: a Torá, conforme nós a conhecemos (tanto a escrita quanto a oral), foi dada por D’us a Moisés e por ele transmitida até as nossas gerações. Moisés recebeu diretamente de D’us, no monte Sinai, duas Torót: uma escrita e a outra oral;

Nono Princípio: a Torá é imutável;

Décimo Segundo Princípio: o mashíach (o verdadeiro messias) virá, e embora demore, sua vinda deve ser aguardada diariamente.”

Como explica Chaim Szwertszarf:

“O sétimo elimina aqueles que reconhecem outro profeta completo e máximo, além de Moisés (como por exemplo, Yeshu (Jesus) ou Maomé).
O oitavo elimina os críticos que acham que a Torá (Pentateuco) não foi escrita por Moisés, mas que é obra posterior, escrita por diversos autores.
O nono elimina todas as novas mensagens que pretendem substituir ou acrescentar ou diminuir do que está escrito no Pentateuco ( como por exemplo, o Novo testamento ou o Coran).
O décimo segundo elimina aqueles que dizem que o Messias já se revelou em absoluto.”

 

Como podemos observar, o 8° Princípio diz que Hashém deu duas Torót, uma escrita e a outra oral. E explicando sobre a identidade do Mashíach, Rabí Maimônides ou Rambám, declarou:

“O mashíach estudará a Torá de acordo com a Torá Escrita e a Torá Oral.”

Sobre esta afirmação de Rambám, o Rabí Abraham Stone, em seu ‘Highlights of Moshiach’, publicado pela S. I. E. (1992), diz:

“Por que Rambam adiciona estas palavras? Isso segue o final da Halachá 3 (em edições sem censura): ‘Quem quer que adicione à [Torá] ou exclui da Torá, ou interpreta a Torá incorretamente, ele é certamente um malfeitor e um herege (isso nega qualquer crença em Yeshu como o Mashiach)’.”

 

Portanto, para o Judaísmo basta apenas o fato de que Yeshu (Jesus) não seguiu a Torá nem de uma forma nem de outra* para ele ser descartado como o mashíach.

* Para aqueles messiânicos (cristãos que fingem ser judeus se travestindo de judeus) que iludidos ainda pensam que isso não é verdade e que Yeshu seguia sim, corretamente, a Torá e, portanto, não ensinou nada de diferente, ou seja, nada estranho à ela, daremos apenas dois exemplos: vejam João 14:6, e, João 8:42, 44, e tentem encontrar qualquer ponto em comum ou encontrar qualquer conexão dessas palavras com as palavras da Torá.

 

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