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Como Ajudar Alguém a Sair da Idolatria?/Por Que Pedidos de Idólatras São Atendidos?/Como Identificar Idéias Idólatras?

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Como Ajudar Alguém a Sair da Idolatria?

 

 

Por Que Pedidos de Idólatras São Atendidos?

 

 

Como Identificar Idéias Idólatras?

 

 

 

Em homenagem ao Rav Shimshon Bisker.

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Qual é a expressão hebraica mais comum entre os Bnei Noach?

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Qual é a expressão hebraica mais comum entre os Bnei Noach (Noaítas)?

 

Esta certamente não é uma pergunta fácil. Até se a pergunta fosse qual é a expressão hebraica mais comum entre os judeus a resposta seria difícil. Porém, assim como há uma determinada opinião de que a expressão hebraica mais comum entre os judeus, pelo menos entre os religiosos, é “Barúch Hashém”, assim também nós somos da opinião de que esta é a expressão hebraica mais comum entre os Bnei Noach ou Noaítas.

Entre nós, Noaítas, é comum usarmos as três formas dessa expressão:

a forma abreviada: B”H (normalmente utilizada no início de um texto, de uma carta…);

a forma hebraica por inteiro: Barúch Hashém (também escrito como Barúch Ashêm);

e até a própria forma em português: Graças a D’us (ou, Graças a Hashém).

 

Baruch Hashem significa literalmente “Que D’us (ou, Hashém) seja louvado (ou, abençoado)!”, e pode ser usado tanto em seu significado literal quanto em seu sentido mais comum de “Graças a D’us!”.

 

Além disso, nos ariscamos a dizer que há mais algumas expressões hebraicas que são as mais comuns no movimento noaítico (movimento bnei Noach). São elas:

 

Shalóm. Apesar de seu significado literal ser paz, shalóm normalmente é usado como um cumprimento, significando igualmente “Olá!”, bem como uma despedida, significando igualmente “Até logo!” ou ainda “Tudo de bom!”;

 

Shavúa Tov. Literalmente, “Boa Semana!”;

 

e, Mazál Tov. Mazál Tov tanto tem o sentido de “Boa Sorte!” quanto serve de congratulação a outrem: “Parabéns!”, “Felicitações!”.

 

Apesar de um pouco menos comum, mas pode acontecer de você se deparar com Todá ou Todá Rabá: “(Muito) Grato!”; “(Muito) Agradecido!”.

 

E também, pelo menos uma vez no ano, é comum a expressão Shaná Tová: “Bom Ano (novo)!” (ou, Shaná Tová Umetucá: “Um Ano (novo) Bom e Doce!”).

 

Apesar de muitas pessoas (incluindo até mesmo muitos Bnei Noach) não saberem, há muitas expressões, digamos, religiosas, usadas em português que até têm seus correspondentes em hebraico, mas que são mais comuns no próprio português e inclusive entre os próprios judeus. Elas são:

“Se D’us quiser!”;

“Com a ajuda de D’us!”;

“D’us nos livre!” (ou, “D’us me livre!”, ou também, “D’us os livre!”);

“D’us não o permita!”;

“D’us o(a) abençoe!”;

e, “Vai com D’us!”.

 

Para conhecimento, em hebraico: se D’us quiser=im yirtsê Hashém; com a ajuda de D’us=beezrát Hashém; D’us nos livre=chas vechalilá; D’us não o permita=chas veshalóm; D’us o(a) abençoe=Hashém ievarêch otchá; vai com D’us=lech leshalóm (lembrando que, como dissemos, essas expressãos são mais usadas no português pelos Bnei Noach e até judeus).

 

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A Disputa de Rambán (Rabi Nachmânides)

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A Disputa de Ramban (Disputa de Barcelona)

 

Disputas religiosas entre judeus e seguidores de outras religiões aparecem pela primeira vez nos tempos bíblicos. Avrahám debateu a crença em um D’us com o Rei Nimrod e seus seguidores. O confronto de Eliahu com os profetas de Baal teve elementos de um debate religioso. Numerosos sábios da Mishná e do Talmud foram forçados a participar de discussões religiosas com pagãos ou cristãos de origem judaica. Josefo registrou um debate com o antijudaico grego Ápion, chamando-o de Contra Ápion. Com a ascensão do cristianismo, tais debates tornaram-se mais frequentes, especialmente a partir do século XII. O debate mais famoso foi o da disputa de Rabí Moshé ben Nachmán Gerond, conhecido também pelo acróstico de seu nome, Rambán (não confundir com Rambám, Rabí Moshé ben Maimón ou Maimônides), e para todo o mundo não-judaico com o nome de Nachmânides (1195-1270)*. Tal debate é único na medida em que foi o mais justo e melhor registrado de todos os incidentes desse tipo.

 

* Rambán nasceu de uma família nobre de renomados e proeminentes talmudistas, no ano 1195. Seu principal mestre de Talmúd foi o Rabí lehudá ben Iakar, e estudou a Cabalá com o Rabí Ezrá e o Rabí Azríel. À idade de 16 anos já dominava o Talmud com todos os seus comentários, e escreveu um comentário-defesa chamado Milchamot.

Quando Rambán tinha 60 anos de idade, um judeu apóstata, disfarçado de católico devoto, Pablo Christiani (ou, Paulus Christianus), desafiou os judeus para uma disputa religiosa. O debate deveria ocorrer em Barcelona, e para obter a presença do Rambán, o Rabino de Gerona — sua cidade natal (Espanha) —, este apóstata induziu Jaime I de Aragón (Aragão) (“o Conquistador”, 1208-1276) a convocá-lo, pelo que, contra a sua vontade, Rabí Moshé se viu obrigado a viajar até a Corte Real de Barcelona. Na verdade, Rambán já tinha um estreito relacionamento com o rei Jaime. O rei Jaime era um homem muito versado que empregava muitos judeus como funcionários e ignorava as exigências papais de se livrar de seus burocratas judeus.

 

Em 1263, na cidade espanhola de Barcelona, Rambán foi ordenado pelo rei Jaime I da Espanha a debater publicamente a religião judaica com oficiais da Igreja (na verdade, da Igreja religiosa católica fundada por Santo Domingo em 1216 e que desempenhou um papel de extrema importância na Inquisição). O rei concordou com o pedido do Rambán de que lhe fosse permitido falar livremente, desde que ele não denegrisse o cristianismo. A disputa se deu em quatro dias entre 20 de julho e 27 de julho de 1263 (a saber, nos dias: 20/7 (sex.); 23/7 (seg.); 26/7 (qui.); e, 27/7 (sex.)). Essas quatro sessões foram realizadas no palácio do rei com a participação de judeus e cristãos, incluindo o rei. Rambán manteve um registro do debate, que sobreviveu. Havia quatro questões principais:

 

Primeiro, os cristãos tentaram provar no Tanách (bíblia Judaica) que Yeshu (Jesus, o cristão) é o mashíach, e que o mashíach já tinha vindo, e então perguntaram por que os judeus não acreditavam nisso. Rambán refutou suas aparentes provas das Escrituras e argumentou convincentemente que se os judeus da época de Yeshu, que o haviam ouvido e visto pessoalmente, não acreditavam em Yeshu e haviam permanecido judeus fiéis, como se poderia esperar qualquer ação diferente dos judeus 1.200 anos depois?

 

Segundo, em resposta à crença cristã de que Yeshu é o mashíach, Rambán se referiu a numerosas passagens bíblicas que afirmam que o mashíach trará paz ao mundo e unirá a humanidade para seguir a verdadeira fé [que é o Noaísmo]. No entanto, argumentou Rambán, desde a época de Yeshu o cristianismo não governou o mundo. Além disso, salientara Rambán: “Desde esta época, o mundo foi preenchido de violência e injustiça e os cristãos derramaram mais sangue que todos os outros povos”. Apontou também o fato de que Roma, que outrora dominara o mundo, havia entrado em declínio no momento em que aceitara o cristianismo.

 

Terceiro, Rambán demonstrou como a crença cristã na Trindade e no nascimento de Yeshu não podiam ser acreditados por nenhum judeu pensante. A Trindade é pura adoração de ídolos, pois é a crença em três pessoas “divinas”, enquanto o nascimento virginal é totalmente estranho à tradição e lógica judaicas. Curiosamente, os missionários cristãos [incluindo atualmente os chamados messiânicos (cristãos travestidos de “judeus”)] ainda tentam convencer os judeus da verdade de sua religião, e a refutação de suas chamadas provas é exatamente a mesma que o Rambán usou há mais de 700 anos.

 

Quarto, os cristãos argumentaram que a humanidade está condenada ao inferno por causa do pecado de Adám e Chavá, e que somente a crença em Yeshu pode salvá-la desse destino. Rambán argumentou que tal afirmação não poderia ser provada, pois qualquer um pode dizer o que quiser a respeito do outro mundo. A crença em Yeshu não muda o sofrimento e a morte decretada sobre a humanidade neste mundo, o que de fato teria sido uma prova poderosa da veracidade do Cristianismo. Rambán ainda argumentou logicamente que D’us não faria a alma de uma pessoa sofrer por causa dos pecados de outra.

 

No final do debate, o rei presenteou o Rambán com 300 moedas de ouro e declarou que nunca havia ouvido ninguém tão errado defender tão bem seu caso. No entanto, isso não é o fim da história. Uma semana após o debate, o rei veio à sinagoga de Barcelona para dar uma palestra sobre o cristianismo – uma palestra na qual a presença dos judeus era obrigatória. Tendo mais ou menos derrotado a Igreja, Rambán, para escapar da ira católica, teve de fugir da Espanha*. Ele imigrou para Êrets Israel, onde morreu em 1270, à idade de 75 años. Ele foi enterrado em Haifa (Háifa).

Rambán produziu, pelo menos, cinquenta obras, na maior parte comentários sobre o Talmúd e Halachá.

 

* Os inimigos de Israel fingiram ter ganho o debate e, através de sua propaganda maliciosa, espalharam essa notícia distorcida por toda a Espanha. Indignado, Rambán publicou a verdadeira história do debate (o livro “Sefer Havikuach”) e, para dar-lhe veracidade oficial, teve seu texto ratificado pelo monarca. Entretanto, apesar do fato de Rambán não ter publicado nada que não tivesse sido expresso no debate, com o consentimento do rei, ele foi processado pelos influentes frades dominicanos através do papa Clemente IV, e posteriormente condenado ao exílio, por “blasfêmias”. Aos 72 anos, Rambán partiu para a Terra de Israel.

 

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Dedicado à A. G. W. T. e família.

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A prova de que Jesus não é o mashiach

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Muitos ex-cristãos — se não todos — que agora são Noaítas ou Bnei Noach pensam que para o judaísmo a maior prova de que Yeshu (Jesus) não é o mashíach (messias) é o não cumprimento das profecias bíblicas messiânicas. Porém, na verdade, dentro do próprio judaísmo este fator (o não cumprimento das profecias messiânicas) ou é o menor — ou o menos importante — de todos os fatores, ou, de fato, ele nem sequer é levado em conta.

Conhecemos os Trezes Princípios da Torá e sabemos que eles afirmam:

“Sétimo Princípio: Moisés é o maior profeta, não houve antes dele, nem haverá depois quem o iguale;

Oitavo Princípio: a Torá, conforme nós a conhecemos (tanto a escrita quanto a oral), foi dada por D’us a Moisés e por ele transmitida até as nossas gerações. Moisés recebeu diretamente de D’us, no monte Sinai, duas Torót: uma escrita e a outra oral;

Nono Princípio: a Torá é imutável;

Décimo Segundo Princípio: o mashíach (o verdadeiro messias) virá, e embora demore, sua vinda deve ser aguardada diariamente.”

Como explica Chaim Szwertszarf:

“O sétimo elimina aqueles que reconhecem outro profeta completo e máximo, além de Moisés (como por exemplo, Yeshu (Jesus) ou Maomé).
O oitavo elimina os críticos que acham que a Torá (Pentateuco) não foi escrita por Moisés, mas que é obra posterior, escrita por diversos autores.
O nono elimina todas as novas mensagens que pretendem substituir ou acrescentar ou diminuir do que está escrito no Pentateuco ( como por exemplo, o Novo testamento ou o Coran).
O décimo segundo elimina aqueles que dizem que o Messias já se revelou em absoluto.”

 

Como podemos observar, o 8° Princípio diz que Hashém deu duas Torót, uma escrita e a outra oral. E explicando sobre a identidade do Mashíach, Rabí Maimônides ou Rambám, declarou:

“O mashíach estudará a Torá de acordo com a Torá Escrita e a Torá Oral.”

Sobre esta afirmação de Rambám, o Rabí Abraham Stone, em seu ‘Highlights of Moshiach’, publicado pela S. I. E. (1992), diz:

“Por que Rambam adiciona estas palavras? Isso segue o final da Halachá 3 (em edições sem censura): ‘Quem quer que adicione à [Torá] ou exclui da Torá, ou interpreta a Torá incorretamente, ele é certamente um malfeitor e um herege (isso nega qualquer crença em Yeshu como o Mashiach)’.”

 

Portanto, para o Judaísmo basta apenas o fato de que Yeshu (Jesus) não seguiu a Torá nem de uma forma nem de outra* para ele ser descartado como o mashíach.

* Para aqueles messiânicos (cristãos que fingem ser judeus se travestindo de judeus) que iludidos ainda pensam que isso não é verdade e que Yeshu seguia sim, corretamente, a Torá e, portanto, não ensinou nada de diferente, ou seja, nada estranho à ela, daremos apenas dois exemplos: vejam João 14:6, e, João 8:42, 44, e tentem encontrar qualquer ponto em comum ou encontrar qualquer conexão dessas palavras com as palavras da Torá.

 

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