Existe um dia de jejum para os Bnei Noach?

Perguntas & Respostas

Bnei Noach e dia de jejum

ATUALIZADO

 

Pergunta:
Podem os Bnei Noach (filhos de Noá/noaítas) observarem um dia ou os dias judaico(s) de jejum?

 

Resposta:
Em relação ao tema dos jejuns:

[6] dias de jejum foram decretados para o Povo de Israel por motivo da influência existente nessas datas.
O único jejum citado na Torá é o de Yom Kipur, dia que possui uma influência do perdão e expiação. Esse é um dos motivos que a Torá exige o jejum. 
Os outros jejuns foram decretados pelos sábios da Torá principalmente pela grande influência de justiça que recai nessas datas sendo, então, datas propícias para inicar ou recair duros decretos sobre o Povo de Israel (principalmente) e sobre todo o mundo. Contudo, exceto as sete Leis universais (as Leis de Noah) e as suas ramificações, as demais Leis da Torá e rabínicas não comprometem os demais povos. Aquele que deseja se relacionar com essa influência é, de fato, aconselhado. Isso pode ser feito através de conversas com O CRIADOR, súplicas e pedidos; é aconselhado fazer uma reflexão sobre o tema e retificação dos erros; pensar e ver na prática como ser uma pessoa um pouco melhor do que era até então. Assim, a pessoa cresce e usufrui da influência dessas datas.
 
Para Yom Kipur, por mais que possa tocar em um certo nível de polêmica — tenho receio de gerar um sentimento de confusão nas pessoas. Mais ainda, gerar um sentimento de cobrança sobre algo que não é obrigado a fazer (gerar uma auto-cobrança desnecessária) — acho que se deve dar este mérito aos bnei Noach: quando, no Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações, se fala da janta (festiva) de Yom Kipur, para o Ben Noach que deseja muito jejuar em Yom Kipur mesmo não estando obrigado (pois deseja a influência do jejum no dia do perdão), pode fazê-lo de forma discreta.
[Na verdade, há] questões e oportunidades que sim podem trazer um grande benefício sem submeter-se a identidade de um judeu — já que um ben Noach não deve querer parecer e agir como judeu; e existe uma pressão errônea sobre esse tema. Essa é a verdade. —, como, por exemplo, para aquele que sente que cometeu pecados graves ou por um longo tempo até conhecer as Leis de Noach e está angustiado e deseja o perdão, portanto, ele pode ter o mérito de fazê-lo. Contudo, ele pode também se retificar com o arrependimento e confissão a Hashem, sem necessitar o jejum.
Se também deseja jejuar, não é proibido[*], porém, deve saber que todos os detalhes da halachá [lei judaica] não comprometem os bnei-Noah, então, o que fizer deve sentir que já é lucro e não sentir culpa por isso, por exemplo, se jejua até o meio-dia ou por algumas horas; ou se evita comer doces e comidas deliciosas etc., tudo isso é considerado por Hashem como algo grandioso. Outra dica para os bnei-Noah que desejam de toda forma jejuar é iniciar o jejum e seguir até sentir que jejuou um tempo suficiente e significativo de acordo com a sua situação e força.
Tudo de bom!
 
 
* Nota do Projeto Noaísmo Info revisada e aprovada pelo Rav Shimshon Bisker:
O dia do Yom Kipur é uma extensão do Rosh Hashaná sendo, portanto, universal, e não exclusivamente judaico.
Jejuar é uma questão universal assim como o é orar.
Pecar e arrepender-se também é uma questão universal.
Então, o que aconteceria se o gentio sentisse um profundo pesar (por causa dessa situação: o seus pecados e a questão de se Hashem o perdoará neste dia) e isso chegasse até ao ponto de lhe tirar a vontade de comer, ele comeria à força, só porque nós Bnei Noach não jejuamos no Yom Kipur? Não.
Mas, e se a pessoa sente a fome, mas opta por não comer, isso em si é uma transgressão? Também não.
 
 
© Rav Shimshon Bisker
© Projeto Noaismo Info
 
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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Tzniút (Modéstia)

Tzniút (Modéstia)

 

Por Rabi Shmuel Kaplan (Chabad)

 

As questões fundamentais são: o que é modéstia, de onde ela vem, e deve o governo estabelecer os padrões (da modéstia) e aplicá-los?

A comida, a roupa e o abrigo compõem os três elementos essenciais da sobrevivência humana. Em cada um destes, os humanos são radicalmente diferentes dos animais. Os animais encontram seu alimento em seu habitat natural, nascem com a roupa de que necessitam e se contentam com um abrigo temporário quando é necessário. Os humanos têm de produzir sua comida, fazer sua própria roupa e construir seu abrigo. E é isto que impulsiona a maior parte da atividade humana. Por quê?

Para abordar a categoria de roupa, devemos nos voltar à Bíblia e à primeira história após a criação.

Quando Adão e Eva pecaram comendo da árvore do conhecimento, toda a sua concepção do mal mudou de uma consciência intelectual desapaixonada para uma compulsão interna. A sexualidade, por exemplo, não era mais uma função biológica agradável necessária para produzir a próxima geração e povoar o mundo, mas uma poderosa (e em muitos, avassaladora) luxúria que mal pode ser contida e frequentemente leva a muitos estragos e dor emocional. Como resultado, tornou-se necessário esconder as partes do corpo que poderiam superestimular esta poderosa força. E foi aqui que a modéstia entrou em cena.

Mas a modéstia é muito mais do que um encobrimento de roupa; é um estado de espírito e um modo de vida para homens e mulheres e é construído sobre um sistema de valores subjacente. Todos nós entendemos que se deve entrar em um local de adoração com uma reverência e um respeito apropriados e o mesmo se dá quando se reconhece que D’us está verdadeiramente em todos os lugares e que estamos constantemente em SUA presença. Portanto, devemos manter um grau desta reverência em todos os momentos e em tudo o que fazemos. Além disso, a modéstia geral também ajuda a manter uma vida familiar saudável e até mesmo um estado sagrado de vida familiar (conforme exigido pela Torá).

Desta perspectiva, a modéstia é e se relaciona com a pessoa inteira: a maneira como pensamos, falamos e agimos (a roupa é apenas um aspecto desta estrutura). Isto pode ter o benefício adicional de se libertar do julgamento constante, da objetivação e da necessidade de validação por outros que assola nossa sociedade.

Uma força governamental externa, que não está no negócio de promover um sistema de valores particular, não pode impor a modéstia às pessoas nem pode impor o que considera imodéstia. Tais escolhas devem vir exclusivamente do sistema interno de valores do indivíduo e devem ser deixadas ao critério de cada indivíduo. Isto não significa que o governo não deva promover valores fundamentais comuns que formem uma base saudável para a civilização.

O profeta Michá (6:8) o disse melhor: “Ele lhe disse, ó homem, o que é bom e o que Havayáh quer de você. Apenas que você faça justiça, ame a bondade e caminhe humildemente com seu D’us (ao observar Seus mandamentos).”

 

© Rabi Shmuel Kaplan

 

Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

 

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

 

Dedicado a Sophia Celeste S. O.

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2017/12/01/bnei-noach-e-o-vestir-se/

Que tipo de livro é a Bíblia (Torá)?

 


“Toda a Torá foi dada para tornar este mundo físico um lugar espiritual e harmônico.” — Rabi Eli Levy (Chabad)


Que tipo de livro é a Bíblia (Torá)?

 

Por Rabi Eli Brackman (Chabad)

 

Nos últimos anos tem havido uma enorme quantidade de livros sobre a Bíblia que servem como guia para diferentes áreas da vida e perspectivas.

É possível encontrar livros sobre a Bíblia como literatura, Bíblia como arqueologia, Bíblia como poesia, Bíblia como história, Bíblia como filosofia, Bíblia como código para a ciência política e Bíblia como guia para a sabedoria nos negócios.

Em um livro muito intrigante do rabino Jonathan Sacks, The Home that we Build Together (O Lar que Vamos Construir Juntos), ele argumenta que a Bíblia Hebraica pode ser usada como um livro de texto sobre como construir uma sociedade multicultural bem-sucedida no século 21 no Reino Unido.

Similarmente, no livro Jewish Wisdom for Business Success: Lessons from the Torah and Other Ancient Texts (Sabedoria Judaica para o Sucesso nos Negócios: Lições da Torá e Outros Textos Antigos), o rabino Levi Brackman argumenta que os textos antigos da Torá podem servir como uma fonte de sabedoria e perspicácia sobre como ter êxito nos negócios.

Enquanto a sabedoria da Torá pode ter algo a dizer ao mundo contemporâneo da política e dos negócios, isto não é essencialmente o que a Torá é e pode levar a interpretações errôneas.

A Torá é essencialmente um trabalho espiritual destinado a aproximar uma pessoa de D’us e assegurar a vivência de uma vida ética e moral entre essa pessoa e sua família e vizinhos.

Isto é indicado no Mishnê Torá do rabino Maimônides (1138-1204), leis de Chanucá (Ch. 3), onde ele afirma que o propósito da Bíblia Hebraica é trazer paz ao mundo.

Para ser claro isto não significa que este é um trabalho sobre a resolução de conflitos a nível geopolítico, mas principalmente sobre a paz entre vizinhos e a harmonia familiar.

Toda a Torá é para este propósito — trazer paz entre uma pessoa e outra.

As histórias da Torá devem ser vistas de maneira similar. Não é um livro de história ou política — deve-se ver a Torá como um texto relevante para o desenvolvimento pessoal e espiritual da pessoa.

No pacto do Monte Sinái os judeus aceitaram um sistema de lei, social e espiritual, ao qual foram obrigados, além das leis universais da sociedade.

O D’us da Bíblia Hebraica é a fonte da moralidade e a Bíblia é o código de ética absoluto. “A Torá é o Ensinamento DIVINO para o povo judeu e para a humanidade.” A Bíblia Hebraica ensina como o indivíduo pode se aproximar de D’us e se tornar um ser humano mais espiritual e moral.

A Torá não é um livro de política ou história, mas de ensinamentos morais para a própria vida pessoal.

 

© Rabi Eli Brackman

Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

 

Você sabia que a Bíblia (Torá) tem uma mensagem para você, não-judeu?

Se você ainda não conhece esta mensagem, para conhecê-la, acesse

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/01/29/o-caminho-espiritual-do-nao-judeu/

e ler

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/03/08/bnei-noach-o-caminho-da-tora-para-os-nao-judeus/

 

Dedicado a Natan S. O., e em homenagem ao Rebe anterior (o sexto Rebe de Lubavitch), Rabi Yosef Yitschak Schneersohn.

As Sete Leis de Noé; O Movimento Bnei Noach; A Espiritualidade dos não-judeus

# As Sete Leis Universais; # As Sete Leis de Noé; # As Sete Leis dos filhos de Noé; # Filhos de Noé; # Bnei Noach; # Movimento Bnei Noach; # Noaísmo; # Código Noaítico; # Pacto Universal; # Mitsvót Universais; # Mandamentos para os não-judeus; # Torá para não-judeus;


Qualquer um que quer servir D’us deve fazê-lo nos termos DELE


 

Você não é judeu?

Há tanta coisa que você precisa fazer para tornar este mundo um lugar melhor!

Na tradição judaica, a observância dos 10 Mandamentos é exigida somente dos judeus. Espera-se que todas as demais pessoas (i.e., todos os não-judeus) observem as “Sete Leis de Noá” — os valores universais da Torá.

Nós podemos, e devemos, fazer o que ainda tem de ser feito.

Veja a matéria na íntegra na página:

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Projeto Noaismo Info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)